O dilema de Dória – “Zoológico: fechar ou privatizar?”

Divulgação – Projeto GAP

Um anúncio do Governador de São Paulo, João Dória, publicado dias atrás, indica que um projeto está sendo montado para privatizar o Jardim Botânico, que tem um déficit anual de quatro milhões de reais, juntando ao Zoológico de São Paulo e ao Parque Simba Safari, que operam juntos e geram um pequeno superavit.

Do ponto de vista econômico pode ser uma iniciativa inteligente para se livrar de uma atividade que dá prejuízo e juntar com outra que dá um pequeno lucro, que são os dois zoológicos. Porém, tudo na vida não se mede com o máximo de “lucros e perdas.” No zoológico existem centenas de vidas inocentes, que sofrem um cativeiro insano para diversão de pessoas que não se identificam com o sofrimento daqueles seres vivos, que têm direitos a ser preservados.

Se voltarmos os olhos para o exterior, veremos que a nova política hoje não é privatizar zoológicos, mas sim fechá-los. O Zoológico de Buenos Aires, um dos mais antigos do mundo, considerado tradicional, localizado em uma área nobre da cidade, está em vias de ser desativado. A mais emblemática das espécies cativas, Sandra, orangotango fêmea, está prestes a ser transferida para um Santuário dessa espécie na Flórida. O Zoológico de Mendoza, situado neste mesmo país irmão, está tecnicamente fechado e sua espécie mais emblemática, a chimpanzé Cecília, foi transferida para o nosso Santuário de Grandes Primatas em Sorocaba, por meio de um Habeas Corpus histórico concedido por uma Juíza Argentina.

Privatizar o cativeiro é jogar a vida e a liberdade de milhares de seres vivos nas mãos do lucro capitalista. Se era ruim em mãos públicas, será mil vezes pior em mãos da exploração privada.

Há mais de 10 anos, eu fiz uma carta ao Governador de São Paulo, na época de Geraldo Alckmin, solicitando o fechamento temporário do Zoológico de São Paulo, ante uma epidemia de morte de primatas de todas as espécies naquele Zoológico, até hoje nunca explicada claramente. A reação da Direção do Zoológico, muito possivelmente com a concordância do Governador, foi abrir um processo de Difamação contra a minha pessoa e o Projeto GAP – Grupo de Apoio aos Primatas, conhecido mundialmente, do qual eu era o Presidente na época e do qual atualmente sou Secretário Geral.

Esse processo ainda está em aberto; o zoológico perdeu em todas as instâncias, porém, usando a imensa variedade de recursos que a nossa Justiça oferece, o mantém aberto, agora nos Tribunais Superiores de Brasília, pensando que dessa forma irão evitar  que questionemos a existência daquele e de outros zoológicos, que, a esta altura da civilização humana, já deveriam estar extintos.

Eu e minha família mantemos em meu sítio em Sorocaba um Santuário de Grandes Primatas e de outras dezenas de espécies. Não temos orgulho por tê-lo, mas bem temos vergonha que, como seres humanos inteligentes, a única solução encontrada para salvar centenas de animais da exploração e da morte em nossas mãos foi encerrá-los em outro cativeiro, na qual estes inocentes não servem de troféu e divertimento de nossa raça.

A desativação de zoológicos é hoje reproduzida em todos os países e até em nosso país vários deles já estão sendo desativados para serem convertidos em parques de lazer para população, sem a exploração animal.

Os chimpanzés abrigados em Sorocaba vivem em recintos de milhares de metros quadrados, são livres dentro desse território, mas eles se sentem prisioneiros, como qualquer ser inteligente se sentiria nessas circunstâncias. Apesar de serem prisioneiros, eles rejeitam a exibição, se relacionam bem conosco, que os atendemos diariamente, porém, não suportam visitantes. Eles também sabem que são objetos de divertimento em mãos de seus captores.

A disputa não é Santuário versus Zoológico, ambos são cativeiros e não deveriam existir. A alternativa é LIBERDADE VERSUS ESCRAVIDÃO. Nenhum animal, não importa a complexidade de sua espécie, nasceu para viver cativo. Os Direitos Humanos não existem só para nós. Todos neste Planeta têm o direito de viver em liberdade na área natural mais apropriada a cada espécie.

Animais vivem em péssimas condições em zoo no Peru

Divulgação

Dezenas de animais silvestres vivem em condições terríveis e aprisionados em pequenas gaiolas no zoo do Parque de la Familia, na cidade de Tacna, no Peru. Os maus-tratos foram denunciados pelo vereador peruano Óscar Ninaja López, que informou que o local mantem animais em gaiolas muito pequenas e sem alimentação adequada.

O Parque de la Familia fica localizado no bairro Alto de la Alianza e é um importante centro turístico da cidade de Tacna. Além do zoo, há centros recreativos, brinquedos e praças de alimentação. A estrutura do parque lembra um pouco a Quinta da Boa Vista, localizado no Rio de Janeiro.

O local supostamente está em reforma e a administração do parque tentou justificar a situação dos animais afirmando que foi uma transferência temporária para jaulas pequenas enquanto há remodelação dos recintos. O Parque de la Familia aprisiona atualmente macacos, raposas andinas, pássaros e pequenos roedores.

Oscar Ninaja denuncia que o confinamento está criando conflito e estresse entre os animais. Um episódio recente ilustra claramente as consequências do aprisionamento de animais para entretenimento humano. Um pequeno macaco escapou de uma das jaulas e fugiu desesperadamente em busca de liberdade, mas por pouco tempo.

Ele foi recaptura e devolvido ao cativeiro. Casos de fugas de animais de zoos são registrados em todo mundo, no Brasil é notório um fenômeno que ocorreu em 2016 no zoológico da cidade de São Paulo. Macacos realizavam diversas tentativas de fugas ao verem tratadores e funcionários do local, segundo informações do portal Notibras.

Em SP, um macaco-prego teve êxito em sua busca por liberdade e após ser recapturado foi isolado de seus companheiros de espécies, porque a administração do zoo temeu que ele pudesse incentivar outros animais a fazer o mesmo.

Nota da Redação: zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos. Casos como o Parque de la Familia servem para alertar a população mundial sobre a injustiça e crueldade escondida atrás de zoológicos e outros locais que mantém animais em cativeiro apenas para divertimento humano. É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. Apesar das boas intenções ao instaurar o fechamento do estabelecimento, o fato de nada ter mudado para a maioria dos animais enclausurados, representa muito mais uma ação política do que uma real preocupação com a situação dos animais em cativeiro.

Duas elefantas morrem em zoo após testarem positivo para o vírus do herpes

Nyah

Animais silvestres em cativeiro são extremamente solitários, estressados e deprimidos. O ambiente pouco estimulante leva os animais a desenvolver comportamentos atípicos e, por vezes, morrem subtamente ou em decorrência de doenças pouco comuns.

Nyah tinha 6 anos e Kalina, 7. Elas nasceram e passaram seus poucos anos vida no zoo de Indianápoles (USA) – as duas morreram dias depois de serem diagnosticadas com uma doença relacionada ao vírus herpes que causa hemorragia.

De acordo com o zoo, Kalina morreu na última terça-feira (26) depois de mostrar sintomas semelhantes aos de Nyah, que morreu em 19 de março.

As duas fêmeas mais jovens do zoo apresentaram altos níveis de herpesvírus endoteliotrópico (EEHV), um tipo de vírus que pode ser fatal em elefantes – caracterizado por hemorragias generalizadas que, sistemicamente, resultam em morte em 24 a 48 horas.

Kalina

Os sintomas incluem letargia, cólica, claudicação e anorexia em elefantes. Conforme a doença progride, a perda de sangue e o choque podem se desenvolver.

Não há vacina para o vírus, e os elefantes não podem transmiti-lo para seres humanos e outras espécies animais, de acordo com o zoológico de Indianápolis.

Depressão em cativeiro

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi assassinada.

Zoo fecha na Espanha e animais são abandonados sem comida e água

Como se não bastasse passar anos sendo explorados em cativeiro para entreter humanos, ursos, tigres, macacos e outros animais foram abandonados sem água e sem comida.

Imagens mostram os animais ​​definhando no zoo, dois meses após seu fechamento devido a várias mortes de animais e uma série de reclamações de ativistas. Ursos, um tigre, quatro babuínos e várias outras criaturas foram deixadas para trás em péssimas condições. As autoridades em Ayamonte, que administram o Parque Zoológico Prudencio Navarro, ignoraram as ofertas para realojar os animais.

O Proyecto Gran Simio (Projeto Great Ape) criticou os chefes dos zoológicos. O porta-voz do grupo, Pedro Terrados, disse: “O zoológico está em estado de caótico abandono, com animais deprimidos e desassistidos por veterinários.”

“Há água estagnada em seus cercados, com grande risco de infecção se a consumirem. Também poderia se tornar um ninho de mosquitos, transmitindo doenças.” “A maioria dos animais está muito mal psicologicamente.”

Terrados acrescentou que não estava claro quem estava alimentando os animais, se é que existe alguém, e disse que temia que eles morressem.

“Quem os alimentaria? Como? E qual dieta? Quantas vitaminas para cada espécie? Que controle eles têm? Nenhum. Nós não sabemos nada.”

“Por outro lado, há uma tremenda falta de segurança. Até saiu na mídia que eles não haviam fechado o caminho para as pessoas, porque deixaram as portas abertas.”

“Os animais do zoológico deveriam ir a santuários especializados de animais selvagens. Estamos lutando na Espanha para que o estado crie um centro de resgate para acomodar os animais que são abandonados por zoológicos ou circos que deixam de usá-los.”

“Não é ético nem educacional visitar animais que perderam toda a sua essência como espécie, onde estão entediados, murchados e sem vida, existindo apenas para a diversão dos humanos.”

Zoológicos não são instalações educativas. Quem paga para visitá-los financia a crueldade e os maus-tratos a animais inocentes.

Ex-diretor de zoo é julgado por tentar matar ativista pelos direitos animais

“Joe Exotic” foi preso em Oklahoma em setembro passado, acusado de contratar um homem para matar a ativista Carole Baskin, de 57 anos, em 2017.

A razão por trás do ódio de Maldonado por Baskin seriam as frequentes denúncias que ela fazia contra o ex-tratador por crueldade contra animais. Maldonado operava um zoológico em Wynnewood, Oklahoma.

De acordo com os promotores federais, Maldonado, contratou um homem para matar Baskin em novembro de 2017. Ele supostamente pagou 3 mil dólares (cerca de 12 mil reais) ao matador anônimo para ir até a Flórida e rastrear os passos de Baskin.

Uma segunda tentativa de matá-la foi feita em dezembro de 2017, segundo as autoridades. Nesse caso, ele inadvertidamente contratou um agente do FBI disfarçado para concretizar o assassinato.

Ele também é acusado de matar cinco tigres em outubro de 2017 e vender e oferecer-se para vender filhotes de tigre em violação à Lei de Espécies em Perigo. As informações são do Daily Mail.

Carole, que administra o Big Cat Rescue, na Flórida, juntamente com seu marido, dizem que ele arranca filhotes de tigre de suas mães e os mantém em condições abismais.

Carole Baskin

Ameaças

Maldonado, que dirigiu o Wynnewood Zoo, fez ameaças diretas contra Baskin em vídeos divulgados nas redes sociais. Em um deles, ele atirou em uma boneca e disse: “Quero saber por que Carole Baskin nunca me viu cara a cara.”

“É assim que estou cansado disso”, ele disse.

Em outro, ele ameaçou: “Para Carole e todas as suas amigas que estão assistindo lá fora, se antes você achou por um minuto eu era louco, eu sou o dono do animal exótico mais perigoso deste planeta agora. E antes de me derrubar, acredito que você vai parar de respirar.”

Provas

Em 2013, Baskin recebeu 1 milhão de dólares (cerca de 4 milhões de reais) após processar “Joe Exotic” por renomear seu negócio Big Cat Rescue Entertainment.

Foi em retaliação por Baskin denunciar Maldonado e uma rede de shoppings em todo o país por permitir que ele viajasse com filhotes de tigre e montasse zoológicos improvisados.

Em vídeos do Facebook, ele anunciava visitas ao zoológico oferecendo aos clientes a oportunidade de brincar com os tigres e deitar-se com eles por 16 dólares (cerca de 60 reais).

Em um vídeo postado no site de seu negócio, ele é filmado atirando em vários tigres machos com dardos tranquilizantes depois que eles brigaram por umafêmea em seu recinto. Antes de atirar neles com o dardo, ele disparou uma pistola para assustá-los.

Penas

Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão e ter que pagar uma multa de 500 mil dólares (cerca de 2 milhões de reais). Ele se declara inocente.

Seu advogado afirmou na segunda-feira que Maldonado foi criado e que ele nunca teve intenção de matar Baskin.

Funcionário de zoo chinês é flagrado maltratando panda

A panda Ya Ya com seu quinto filhote em janeiro de 2016 | Foto: Stringer/Imaginechina

A panda Ya Ya com seu quinto filhote em janeiro de 2016 | Foto: Stringer/Imaginechina

A tratadora chinesa não identificada, foi pega por câmeras atirando de forma agressiva brotos de bambu no panda durante seu tempo de alimentação. Em lugar do tratamento cruel era esperado da funcionária que ela desse o alimento de forma apropriada ao animal.

As imagens fortes, que foram filmadas na quarta-feira e divulgadas pela BJ News, mostram apenas um dos muitos casos nos quais o zoológico de Chengdu (China) abusou dos dois pandas gigantes com idades entre 27 e 29 anos, que vivem no local, segundo os visitantes.

Os visitantes também acusaram o parque de exibir ilegalmente os dois pandas idosos, já que uma lei do país proíbe que pandas com mais de 25 anos sejam mostrados em público.

Os pandas idosos não deveriam ser exibidos, mas a realidade é que esses dois animais tem recebido a visita de muitos turistas todos os dias no zoológico de Chengdu e levam uma vida dura, segundo uma visitante, identificada apenas por seu sobrenome Lv, ao BJ News.

Um ano para o panda equivale a cerca de três anos para um humano.

Isso significa que o panda de 27 anos, chamado Li Li, e o de 29 anos, chamado Ya Ya, teriam cerca de 80 anos se compararmos suas idades em escala com a idade humana. Eles estão entre os quatro pandas gigantes mantidos no pavilhão dos pandas do zoológico de Chengdu.

Como forma de proteger os preciosos animais, pandas com menos de dois anos e acima de 25 anos não podem ser emprestados pelos centros de reprodução de pandas da China para outras organizações no país ou exibidos em público, de acordo com o regulamento do Departamento Nacional de Silvicultura do país.

A visitante, Sra. Lv, também acusou o zoológico de fornecer “comida dura” para Ya Ya, o que teria causado o aparecimento de feridas graves em sua boca depois dela ser forçada a comer as refeições mesmo assim.

“Ya Ya ja foi abusada o suficiente dando à luz 12 filhotes e cuidou de muitos outros em sua vida. Eu creio que uma panda como ela deve ser bem cuidada em seus últimos anos”, disse Lv.

Em resposta às alegações, o diretor do zoológico de Chengdu disse à BJ News que eles e o Centro de Pesquisa de Criação de Pandas Gigantes de Chengdu – de onde os dois pandas foram emprestados – são dirigidos pela mesma organização, por conseguinte, os animais não devem ser sujeitos ao regulamento nacional “de empréstimos de panda”.

No entanto, o centro de pesquisa não pareceu concordar com a explicação do zoológico. Um porta-voz da organização disse que os pandas realmente estavam emprestados, mas não foi capaz de explicar porque eles ainda permaneciam no zoo em idades tão antigas.

Em um comunicado publicado online ontem, o centro de pesquisa disse que transferiu Ya Ya do zoológico para um “lar de idosos”. A declaração dizia que foi realizado um exame físico em Ya Ya, que atestou que o panda estava em boa saúde.

O centro, que cuida de 152 pandas desde de 2015, disse que também enviou uma equipe de especialistas ao zoológico para prestar assistência aos demais pandas e observar suas condições de vida.

Ainda não está claro se Li Li, de 27 anos, também seria transferida.

O panda gigante foi retirado da lista de espécies ameaçadas de extinção em 2016 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), após anos de esforços intensivos para a conservação da espécie liderados por especialistas chineses.

No entanto, os centros de criação de pandas chineses, todos administrados pelo governo, já foram acusados de crueldade com animais no passado.

O Centro de Pesquisa de Criação de Pandas Gigantes de Chengdu já havia sido severamente criticado, após três de seus funcionários terem sido acusados de tratar os filhotes de forma insatisfatória em 2017.

A acusação foi feita após imagens de câmeras de vigilância surgirem nas mídias sociais, mostrando os trabalhadores arrastando dois filhotes de panda pelo chão, empurrando-os para longe e jogando-os para cima e no chão alternadamente.

No ano passado, o zelador do zoológico de Wuhan foi acusado de abusar de um panda, dando pedaços de maçã com formigas em cima e de fumar dentro do local onde ficavam os animais.

O funcionário não identificado também foi visto lavando os cabelos enquanto cuidava do panda e trazendo turistas para alimentar o animal no cativeiro sem permissão.

Os amantes de pandas alegaram que o panda macho de 12 anos, chamado Wei Wei, estava tão doente por causa da negligência do zoológico que seu nariz mudou de coloração, passando de preto a rosa.

O zoológico foi forçado a pedir desculpas ao público e providenciar um novo cuidador para o panda.

Zoo abusa de leões e permite que visitantes tirem fotos dentro da jaula

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Embora a realidade cruel dos zoos já tenha sido revelada, algumas pessoas parecem não se importar com isso e continuam financiando o sofrimento de animais selvagens.

O Taigan Safari Park é um triste exemplo disso, assim como o zoológico de Lujan, na Argentina, onde, aparentemente dopados, os grandes felinos servem para satisfazer o ego humano e enriquecer os proprietários destas instalações.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

A experiência de “caminhar com os leões” no Taigan está disponível para aqueles que pagam um valor mais alto pela “atração especial”.

A decisão do zoológico em permitir esse tipo de interação gerou polêmica – especialmente desde julho do ano passado após o incidente com uma visitante enquanto posava para fotografias com um dos felinos. O animal estressado e coagido segurou e arrastou a mulher pelo recinto.

Especialistas estão pedindo ao zoológico para acabar a prática cruel e perigosa de uma vez por todas.

“Os casos em que grandes felinos prejudicam ou até matam turistas são trágicos”, disse Thomas Pietsch, especialista em vida selvagem da Four Paws International”.

“A pior parte é que esses incidentes são completamente evitáveis. Grandes felinos como leões e tigres nunca devem ser usados como atrações turísticas, particularmente em atividades onde você pode acariciar alimentar, nadar ou brincar com eles”.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Ganância humana

Esta autorização não é a primeira a causar polêmica por suas intenções.

O zoológico de Dartmoor, na Inglaterra, oferece aos visitantes uma disputa de cabo de guerra com tigres e leões. Por 15 libras esterlinas (cerca de 72 reais), equipes de quatro pessoas, incluindo crianças com oito anos, seguram uma corda com umas das extremidades amarrada a uma fatia de carne, que um dos felinos tenta manter dentro de suas mandíbulas.

Sue Dally, que criou uma petição no site 38 Degrees disse: “Parece que estamos andando para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro”.

Elefanta morre em zoológico após brigar com outra fêmea

Elefanta Cita.

Cita era uma elefanta africana de 51 anos de idade que vivia no zoológico de Miami. Ela e Lisa, chegaram ao local em abril de 2016, vindas do zoo da Virgínia, juntando-se a outras fêmeas já residentes Peggy e Mabel.

Segundo o zoo, Cita estava sofrendo de uma variedade de problemas relacionados à idade que contribuíram para a sua incapacidade de se recuperar depois da briga com Peggy, uma outra fêmea.

De acordo com funcionários do zoológico, Cita passou por uma necropsia, que incluiu uma variedade de testes para ajudar a determinar a causa da morte. Embora os resultados de alguns desses testes demorem a ficar prontos, há indícios de que um coágulo sanguíneo pode ter contribuído para sua morte.

Notícias sobre a morte de elefantes em zoo não são incomuns. Após anos de exploração e vivendo em péssimas condições de saúde física e mental, estes majestosos animais perdem suas vidas de forma triste e trágica, sem conhecer a liberdade que mereciam ter.

Em cativeiros, os animais desenvolvem comportamentos atípicos ou potencializam seus instintos. A interação com o homem em ambientes como estes é extremamente prejudicial a eles. Animais selvagens, assim como todas as criaturas, foram criados para viver em liberdade, mas ao contrário disso são escravizados pelo homem.

Zoológicos são locais cruéis e por trás dos pretextos conservacionistas e educativos está a ganância humana que destrói e maltrata a vida selvagem por dinheiro e poder. Financiar este tipo de instalação é fazer parte diretamente de uma indústria desumana.

Zoo oferece aos visitantes cabo de guerra contra leão ou tigre

Foto: Independent

A terrível competição no zoológico de Dartmoor, na Inglaterra, custa 15 libras esterlinas, cerca de 72 reais. A atração permite que equipes de quatro pessoas, incluindo crianças com oito anos, segurem uma corda com umas das extremidades amarrada a uma fatia de carne, que um dos felinos tenta manter dentro de suas mandíbulas.

Sue Dally, que criou a petição no site 38 Degrees, disse: “Parece que estamos indo para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro” .

O dono do zoológico, Benjamin Mee, insiste que os ativistas estão “fazendo barulho por nada” e que os animais “amam” a experiência.

“Acho que isso é 100% certo a se fazer, o leão adora isso”, disse Mee ao Plymouth Herald .

“Um dos problemas que as pessoas potencialmente levantam é que o leão não é alimentado a menos que ganhe, mas obviamente esse não é o caso.

“Outra questão é em torno de seus dentes. Eles são realmente fortes – eles não estão caindo. ”

Mee disse que o zoológico é uma “instituição de caridade” e que o dinheiro arrecadado pelo cabo de guerra ajudaria a reconstruir uma casa de leão de décadas que precisa ser modernizada. Ou seja, o animal é explorado para ter seu cativeiro reformado!

Um homem que comprou um ingresso para a atração twittou sobre sua “experiência incrível” com sua esposa.

“Cabo de guerra com um leão e perdemos rsrs!”, Acrescentou.

“Entendemos que o zoológico sente que isso proporcionará enriquecimento físico para esses grandes felinos, mas há muitas maneiras alternativas de fazer isso e achamos que não deve ser comercializado para entretenimento público e que essa atividade não promove o respeito pelos animais”, disse um porta-voz da RSPCA. As informações são do Independent.

 

 

 

Mike Tyson diz que já ofereceu US$ 10.000 para lutar com gorila aprisionado em zoo

Foto: Chris Hyde/Getty Images)

Em entrevista ao The Sun, a lenda do boxe revelou: “Eu paguei a um trabalhador do zoológico de Nova York para reabrí-lo apenas para mim e Robin(sua ex-mulher)”.

“Quando chegamos à jaula do gorila, havia um deles, um silverback, intimidando todos os outros”.

“Eles eram muito poderosos mas seus olhos eram como os de uma criança inocente”.

“Eu ofereci ao funcionário US$ 10.000 para abrir a jaula e deixar que eu esmagasse o nariz daquele gorila prateado mas ele recusou.

Tyson e os animais

Apesar desse antigo episódio e de ter tigres exóticos domesticados em sua residência, o que é cruel e perigoso, o americano se declara como “amante dos animais” e é vegetariano.

Foto: Splash News

Capturar e criar felinos ou outros seres selvagens em cativeiro são práticas egoístas e desumanas. Mesmo que hajam esforços para atender algumas necessidades básicas destes animais, o ser humano nunca será capaz de proporcionar o que o habitat natural oferece.

Tyson e o vegetarianismo  

Durante uma entrevista à apresentadora Ellen Degeneres, em 2012, Tyson foi elogiado por sua forma física. Ellen mostrou fotos antigas de Mike obeso e outras com uma aparência muito mais saudável. A alimentação estritamente vegetariana aliada a outras práticas saudáveis, fez com que o ex-lutador perdesse peso e ganhasse saúde.

Em outro momento ele revelou: “Eu perdi peso, me livrei de mais de cem quilos. Eu queria mudar a minha vida, fazer algo diferente. E então eu me tornei um vegetariano. Isso me deu outra oportunidade de viver uma vida saudável. Eu era apenas uma bola dura, congestionado com todas as drogas e a cocaína. Eu não podia respirar, tinha pressão alta, artrite, estava quase morrendo. Depois que me tornei um vegetariano, tudo isso melhorou.”