ONG processa zoo por maus-tratos e violação de leis

Zoológicos em todo o mundo são uns dos maiores exemplos de tortura e exploração animal. Condições precárias de saúde, ambientes sujos e apertados, privação de alimentos e estresse são algumas das crueldades a que animais selvagens são submetidos.

Foto: Animal Legal Defense Fund

Recentemente, o Animal Legal Defense Fund entrou com uma ação contra o The Farmers Inn , um zoológico na beira da estrada em Sigel, Pensilvânia , por manter animais em condições miseráveis, violando a Lei de Espécies em Perigo e as leis estaduais de crueldade contra animais.

Muitas espécies em extinção, juntamente com outros animais, são mantidas em condições extremamente deficientes no Farmers Inn. Entre eles estão a rainha Louise, um lêmure de cauda anelada, que apesar de pertencer a uma espécie altamente sociável, é mantida sozinha em uma gaiola pequena e imunda. Outros animais protegidos pela ESA também foram encontrados confinados em gaiolas apertadas, como Russell, um leopardo negro; Jack e Jill, dois ursos negros; um lobo cinzento e uma arara jacinto.

Foto: Animal Legal Defense Fund

“Esses animais, incluindo espécies em extinção, estão sendo mantidos em condições que não são apenas abomináveis, mas ilegais”, disse o diretor-executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells, em um comunicado.

“As leis estaduais e federais de proteção aos animais existem para que eles não sejam forçados a viver nessas condições. Os animais mantidos na Farmers Inn merecem estar em ambientes naturais de santuário que lhes permitam praticar atividades naturais de suas espécies e necessárias para a saúde. ”

Alguns visitantes relataram ter visto animais doentes e feridos. Por exemplo, os ursos, Jack e Jill, foram vistos nitidamente sofrendo com o calor em um dia em que a temperatura excedia 32 C°.

Foto: Animal Legal Defense Fund

Um kinkajou, um pequeno mamífero da floresta tropical, foi visto com um olho ferido. Uma cabra extremamente magra e raposas que sofrem de sarna aparentemente não eram tratadas.

O Animal Legal Defense Fund já havia enviado um aviso com a intenção de processar o zoo por um requisito da ESA. A organização também ofereceu assistência na transferência dos animais para santuários de renome, onde suas necessidades únicas podem ser atendidas, e elas podem prosperar. Até ninguém respondeu ao pedido.

Os problemas no Farmers Inn não são únicos. Os zoológicos à beira da estrada, como este, continuam operando devido à falta de fiscalização das leis estaduais e federais de proteção aos animais.

 

Zoo encerra apresentações de elefantes asiáticos  

Zoológicos são ambiente extremamente cruéis com os animais. Performances com elefantes e outras espécies causam grande sofrimento a eles, pois são forçados a se comportar de maneira não natural, o que causa danos a longo prazo em seus corpos. Tais atividades são alcançadas através da ameaça, violência e privação de alimentos para forçarem os animais a obedecerem comandos.

Foto: Animals Asia

Finalmente, o zoológico de Saigon, o maior do Vietnã, na Ásia, encerrou todas as apresentações com elefantes após anos de pedidos e manifestações de organizações de bem-estar animal, incluindo a Animals Asia .

Embora o zoológico não tenha feito nenhum anúncio formal de que os shows terminaram, a organização teria recebido garantias de que nenhum deles ocorreu desde dezembro de 2018. A organização também confirmou que as performances dos elefantes não serão reintroduzidas.

Como explicado no site da Animals Asia, durante anos, quatro elefantes foram forçados a fazer truques, como se levantar em suas patas traseiras e ficar de pé em banquetas todo fim de semana e feriados.

Foto: Animals Asia

“Estamos felizes pelo fato do zoo de Saigon ter percebido que os shows com elefantes são cruéis, desatualizados e totalmente em desacordo com os princípios do bem-estar animal”, afirmou o diretor de bem-estar animal Dave Neale em um comunicado.

“Oferecemos conselhos gratuitos de bem-estar para ajudar o zoológico a fornecer os mais altos padrões de atendimento para os elefantes e até nos propomos a disponibilizar veterinários qualificados para ajudar a cuidar de um dos animais que está parece estar doente”.

Infelizmente, eles ainda não aceitaram as ofertas de apoio da Animals Asia, mas elas continuarão disponíveis a qualquer momento porque, como a organização afirmou, ela “nunca se afastará de um animal em necessidade”.

Foto: Animals Asia

Oposição em toda a Ásia

Na China, a pressão da Animals Asia contra circos com animais em cativeiro resultou em uma diretriz do governo em 2011, proibindo o uso de animais em apresentações. No entanto, a mais recente investigação da organização sobre o desempenho zoológicos da China revelou que, a partir de 2018, mais de 30% deles, além de parques de safári não encerraram as atividades com exploração animal conforme a lei determinou.

Atualmente, o zoo de Saigon possui seis elefantes asiáticos, quatro dos quais foram forçados a se apresentar. Lamentavelmente, os seis continuarão em exibição pública em seus recintos.

A entidade de defesa dos direitos animais espera que esse seja o primeiro passo para acabar completamente com o confinamento dos elefantes em Saigon e que eles possam ser transferidos para um santuário, onde viverão o resto de suas vidas em paz.

Girafa bebê é morta em zoo por um ferimento na boca

O pequeno filhote de girafa já nasceu em cativeiro, no San Diego Zoo Safari Park, na Califórnia, e estava condenado a viver todos os seus dias servindo como atração turística para milhares de pessoas – a realidade de todos os animais criados em zoológicos no mundo todo. Com apenas cinco meses de idade foi assassinado por causa de uma ferida em sua boca, que os “tratadores” disseram ser incurável.

“Kumi” nasceu em 6 de agosto no San Diego Zoo Safari Park e foi morto no mês passado sem ter conhecido a liberdade e seu habitat natural. Além de girafas, o local aprisiona mais de 3.000 animais de 300 espécies diferentes.

Segundo autoridades do zoológico, Kumi estava com uma ferido, provavelmente causada por um antílope, baseado nas características, pois antes do ataque estava em boa saúde se comportando normalmente.

O Safari Park abriga numerosas espécies que viver juntas em seus habitats nativos, onde encontros entre espécies também podem acontecer.

De acordo com os responsáveis, a lesão foi avaliada e os veterinários constataram que não poderia ser tratada. A equipe médica decidiu então, simplesmente, matar o pobre bebê.

O Safari Park possui numerosas espécies que viveriam juntas e diz que encontros como o que aconteceu com a pequena girafa e o antílope podem acontecer. As informações são do Daily Mail.

O falso pretexto de capturar para salvar

O San Diego Zoo Safari Park afirma que: “Mais da metade dos 1.800 acres do parque foram separados como habitat de espécies nativas protegidas”.

Em sua declaração de missão também diz: “Estamos comprometidos em salvar espécies em todo o mundo unindo nossa expertise em cuidados com animais e ciência da conservação com nossa dedicação à paixão inspiradora pela natureza. Nós vamos liderar a luta contra a extinção”.

Zoológicos são cativeiros cruéis para qualquer tipo de espécie. Os falsos pretextos desses locais escondem a perversa ganância humana em lucrar e enriquecer com a vida de inocentes animais retirados da vida selvagem para servirem de entretenimento.

Alguns usuários do Facebook compartilharam suas condolências ao zoo sem perceberem a realidade triste e lamentável destes lugares.

 

 

 

 

 

Cotia (SP) pode sediar parque de diversões com zoo

Foto: Pixabay

A cidade de Cotia, em São Paulo, está prestes a ganhar um complexo de equipamentos destinado ao lazer e à diversão que ocupará uma área de 350.000m². O “Parque de Cotia” contará com atrações tradicionais, como a Caravela e a Vitória Régia do Terra Encantada, o Splash do Playcenter, e a montanha-russa Zyklon, do Parc Magique.

Entretanto, na contramão do que hoje é eticamente correto com relação aos animais, o empreendimento pretende abrigar também o que deverá ser “o maior parque zoológico da América do Sul, tendo animais como golfinhos, ursos, tigres, leões, girafas, etc” (negritos no original).

Os proponentes do mega empreendimento afirmam que “parte desses animais serão recuperados de circos e situações de maus tratos, ou de abandono, assim tendo um tratamento completo no novo parque”; e que “o local deverá ter espaço para a prática de Educação Ambiental”.

Algumas questões se colocam aqui. A primeira se refere ao ultrapassado conceito de “jardim” ou mesmo “parque” zoológico, locais onde os animais vivem encarcerados, solitários, em espaços minúsculos, ou levando vidas pouco ou nada naturais. Além disso, são freqüentemente submetidos a tratamentos cruéis como falta de alimentação adequada, conforto térmico, e mesmo ataques (às vezes mortais) por parte de visitantes. Como se isso não bastasse, são objeto de tráfico e são mortos quando considerados inservíveis como “atração”, ou quando se julga que estão em “excesso”.
A segunda questão, diretamente ligada à primeira, se refere à Educação ambiental que lá se pretende implementar. A educação genuinamente ambiental deve ser uma educação crítica, questionadora do paradigma vigente que tem conduzido o planeta ao atual processo de extinção e degradação da vida em todos os níveis. A educação, portanto, não poderá ser antropocêntrica e especista, se quiser cumprir seu papel transformador primordial. Mas como conciliar uma educação para a formação de novos valores com a presença de um zoológico, local onde os animais são vistos como propriedades dos seres humanos, como objetos de estudo ou de mera contemplação?

A única forma de fazer isso é abdicar da ideia de zoológico e, em vez disso, acolher essas vítimas não-humanas de abusos humanos num santuário. Estima-se que o parque zoológico deva receber cerca de 500 mil pessoas por ano. A manutenção desse santuário poderia ser feita a partir da arrecadação dos recursos provenientes desses visitantes e tais animais poderiam ter – tal qual no filme “Avatar” – seus doublés de corpo virtuais, em tecnologia 7D. Tal tecnologia permitiria ainda recriar seus ambientes naturais e suas interações ecológicas, permitindo que os animais de verdade, seres autoconscientes, capazes de sofrer física e psiquicamente, possam se libertar do medo e do tédio dos cativeiros e experimentar um pouco de paz e alegria em seus sofridos corações. Todas essas inovações verdadeiramente revolucionárias – tecnologia unida à compaixão, conhecimentos sobre ecologia somados à senciência animal – seriam incorporadas nessa nova educação. Um novo mundo sustentável, inclusive no plano ético, nos aguarda. Temos o conhecimento e os recursos necessários. O que estamos esperando?