MP se reúne com Carrefour para discutir acordo sobre caso de cadela morta

Uma reunião entre o Ministério Público de São Paulo e o Carrefour está marcada para o próximo dia 14. O objetivo é negociar um acordo dentro do inquérito civil que apura o caso de agressão que levou uma cadela à morte em uma unidade do Carrefour. Manchinha foi brutalmente agredida por um segurança em Osasco (SP). A empresa já realizou outras reuniões com a Promotoria, mas acordos não foram fechados.

(Foto: Reprodução/Facebook)car

Além do inquérito civil, uma investigação criminal foi aberta na Polícia Civil, levando ao indiciamento, em dezembro de 2018, do segurança. O homem admitiu ter agredido a cadela com uma barra de metal, mas disse que não tinha a intenção de matá-la. As informações são do Extra.

Após o caso, o Carrefour emitiu uma nota por meio da qual afirmou que “repudia qualquer tipo de maus-tratos contra animais” e que está colaborando com a investigação. Disse ainda que colocaria em prática uma nova política de bem-estar animal após receber recomendações de ONGs.

Agredir e maltratar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. Os agressores, porém, não são presos. Isso porque o crime é considerado de menor potencial ofensivo, o que faz com que a condenação seja frequentemente substituída por prestação de serviços comunitários ou pagamentos de cestas básicas.