De 30 mil espécies de plantas comestíveis, somente 170 são cultivadas em escala comercial

Por David Arioch

Ampelopsis, também conhecida como cereja de porcelana, encontrada em regiões montanhosas que vão da Ásia à América do Norte (Foto: Getty)

Na história da humanidade, das 30 mil espécies de plantas comestíveis existentes, de seis mil a sete mil foram cultivadas para produzir alimentos. No entanto, hoje, usamos apenas 170 culturas em uma escala comercial significativa, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Ainda mais surpreendente, nos limitamos a apenas 30 dessas culturas para fornecer as calorias e nutrientes de que precisamos todos os dias. Mais de 40% da ingestão calórica diária humana vem de três culturas básicas: arroz, trigo e milho.

Existem milhares de culturas que foram esquecidas ou subutilizadas durante séculos. A FAO defende que isso deveria ser reparado, não apenas por todos os sabores que estamos perdendo, mas também pelos nutrientes que elas fornecem.

Essas culturas “esquecidas” são geralmente nativas ou tradicionais que prosperam em regiões específicas do mundo. Talvez pelo fato de que sejam cultivadas em pequenas áreas geográficas, tenham baixo rendimento, sejam suscetíveis a pragas e requeiram maiores cuidados no manejo.

Ou, o que também é bem provável, pode ser que não sejam cultivadas porque não foram devidamente investigadas, nunca entraram no mercado mundial e, portanto, são desvalorizadas e mesmo desconhecidas para muitas pessoas. Porém, para a FAO, com o apoio de políticas e financiamento adequados, essas variedades esquecidas poderiam um dia ser reconhecidas no mercado.

PL prevê proibição de sorteio e distribuição de animais como prêmios e brindes

Por David Arioch

Quem infringir a lei terá de pagar multa de cinco mil reais por animal utilizado como “prêmio” ou “brinde” (Foto: PUC Goiás)

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei do deputado Ricardo Izar (PP-SP) que prevê a proibição de sorteio e distribuição de animais como prêmios e brindes em eventos públicos ou privados.

De acordo com Izar, o projeto contesta o equivocado conceito de que seres vivos, dotados de complexos atributos cognitivos e psíquicos, possam ser reduzidos a meras coisas ou objetos de natureza descartável. “Tal comportamento já não encontra hoje nenhum respaldo moral razoável”, defende.

O deputado cita a Declaração de Cambridge, que a partir de evidências científicas aponta que animais não humanos são dotados de todo o substrato necessário para a manifestação de complexos estados emocionais e conscientes – tal como observado em seres humanos:

“O tratamento moral hoje conferido aos animais não humanos demanda de nós uma urgente readequação prática sob o risco de cristalizarmos abominações éticas hoje socialmente toleradas, que a história e as gerações futuras haverão de nos condenar com ampla razão.”

Caso o PL 9911/2018 seja aprovado, quem infringir a lei terá de pagar multa de cinco mil reais por animal oferecido como “prêmio” ou “brinde”. Os valores recolhidos serão destinados ao custeio de ações e mecanismos de conscientização sobre os direitos animais – ou também destinados a instituições, abrigos ou santuários de animais.

Na última quarta-feira, o deputado Vavá Martins (PRB-PA), relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) deu parecer favorável ao projeto de lei.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Mais de 25% dos alemães querem mais comida vegana nos festivais

Por David Arioch

Wacken Open Air, um dos festivais de metal mais tradicionais do mundo realizado na Alemanha (Foto: Patrick Schneider)

De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela EventBrite, plataforma global que comercializa ingressos e bilhetes, 25,3% dos frequentadores alemães de festivais e outros eventos de entretenimento afirmaram que desejam encontrar melhor disponibilidade de comida vegana nos festivais.

A pesquisa encomendada pela EventBrite e realizada pela plataforma global de mercado GapFish entrevistou mais de mil cidadãos alemães que participaram de festivais nos últimos 12 meses. A intenção é fornecer informações aos organizadores de eventos sobre as necessidades de mudanças para atender melhor ao público.

Além da cobrança por mais opções de alimentos veganos, 75,5% dos entrevistados declararam que torcem por práticas mais sustentáveis nos eventos, como o não incentivo ao consumo de plástico, instalação de bebedouros e melhores programas de reciclagem.

Governo já liberou 197 agrotóxicos este ano

Por David Arioch

Glifosato tem seu uso classificado como potencialmente cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa Sobre Câncer (Foto: Getty)

Só até o mês de maio, o governo brasileiro já havia liberado 197 agrotóxicos. Questionada sobre o alto volume em comparação com os anos anteriores, a ministra da Agricultura Tereza Cristina disse, em publicação que pode ser consultada no site da Câmara dos Deputados, que as aprovações são técnicas e que, em governos anteriores, o “processo ideológico” barrava a aprovação desses produtos.

A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Agricultura, e a posição do governo federal atraiu inúmeras críticas, considerando que no Brasil já somam 2263 agrotóxicos liberados, 31 aprovados no mês passado.

Defensora do uso de glifosato, Tereza Cristina diz que há uma grande campanha contra o agroquímico, mas que não há base científica para não permitir seu uso, citando que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia que o produto não causa prejuízos à saúde.

Porém, por outro lado, o glifosato tem seu uso classificado como potencialmente cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa Sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS).

No mês de abril, o estudo “Por Trás do Alimento”, resultado de uma iniciativa das organizações Agência Pública, Repórter Brasil e Public Eye, apontou que a contaminação por agrotóxicos é tão ingente que foram encontrados resíduos de agrotóxicos na água consumida por moradores de 1,3 mil cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Confeitaria francesa de 150 anos aposta em menu vegano

Por David Arioch

Nas históricas receitas da Ladurée, manteiga tradicional e ovos serão substituídos por óleo de coco e manteiga de amêndoas (Foto: Divulgação)

A cadeia de confeitaria e pastelaria refinada francesa (pâtisserie) Ladurée, conhecida internacionalmente por seus bolos e sobremesas, além de ter inventado os macarons de dois andares, anunciou esta semana que vai transformar sua unidade em Beverly Hills, nos Estados Unidos, em um espaço que oferece apenas produtos veganos.

Desenvolvido pelo chef Matthew Kenney, o cardápio deve oferecer aos clientes versões sem ingredientes de origem animal dos seus clássicos macarons, além de outros doces e pratos salgados. Nas históricas receitas da Ladurée, manteiga tradicional e ovos serão substituídos por óleo de coco e manteiga de amêndoas.

No dia 18 de setembro, a Ladurée deve incluir um cardápio vegano em suas unidades em Paris e mais tarde em todas as outras filiais – que somam 80.

“Não pretendemos nos afastar do espírito que fez de Ladurée um sucesso global. Em vez disso, nosso foco está na reinterpretação da essência de Ladurée enquanto utilizamos ingredientes baseados em plantas para alcançar esse objetivo”, disse Kenney em entrevista a Bloomberg divulgada ontem.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Brasil matou mais de 11 milhões de porcos em três meses

Por David Arioch

São dados que realmente chamam a atenção se ponderarmos que porcos são seres sociáveis com aptidão para interagir e viver em grupo (Foto: Peter Andrews/Reuters)

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados esta semana, o Brasil matou 11,31 milhões de suínos somente no primeiro trimestre de 2019, o que representa aumento de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2018.

Só a região Sul foi responsável por 66,2% dos animais abatidos, seguida pelo Sudeste (18,6%), Centro-Oeste (14,2%) e Norte (0,1%). No mundo todo, cerca de 23 milhões de porcos são mortos por semana, segundo a organização Animal Ethics, do Reino Unido.

Dos mamíferos reduzidos a alimentos e outros produtos, os porcos estão no topo. Mata-se no mundo todo pelo menos três vezes mais suínos do que bois e vacas, de acordo com a AE. São dados que realmente chamam a atenção se ponderarmos que porcos são seres sociáveis com aptidão para interagir e viver em grupo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Urso polar encontrado em montanha de lixo em busca de alimento é resgatado

Foto: Ilya Naymushin | Reuters

O urso polar fêmea encontrado vagando na cidade de Norilsk, na Rússia, foi resgatado e submetido à avaliação veterinária especializada. Agora, o animal selvagem que tem cerca de dois anos, está sob tratamento e recebendo alimentação saudável em uma ala isolada do zoológico da cidade de Krasnoyarsk, também na Rússia.

Segundo os especialistas que estão cuidando do urso, o estado de saúde do mamífero é grave devido à ingestão de lixo a longo prazo e ao estresse da interação com seres humanos. Uma linha de investigação acredita que o urso na verdade não migrou do Ártico em busca de alimento, mas era mantido em cativeiro por caçadores e traficantes de peles de animais, pois há sinais de maus-tratos.

Especialistas da fauna silvestres afirmam que geralmente fêmeas não fazem percursos tão longos e que a pelagem do animal estava limpa, o que não é compatível com a distância supostamente percorrida pelo animal. A caça de ursos polares é proibida na região há mais de 60 anos, mas estima-se que pelo menos 200 animais ainda sejam mortos anualmente.

Divulgação

O deslocamento de ursos polares para regiões urbanas está se tornando frequentes. Em fevereiro deste ano, 52 ursos migraram para uma ilha habitada em busca de alimento. Imagens que mostram os animais revirando latas de lixo viralizaram em todo o mundo.

Mudanças climáticas e o aquecimento da temperatura do planeta estão modificando negativamente os habitats de milhares de animais em todo mundo. Com seus lares destruídos e a baixa oferta de alimento, espécies selvagens são forçadas a migrar para regiões habitadas por seres humanos em busca de sobrevivência.

Entenda o caso

Foto: Yuri Chvanov / Reuters

Um urso polar fêmea foi encontrada a 800 km de distância seu habitat na cidade russa de Norilsk, no norte da Sibéria. Muito fraca e exausta, ela foi vista em uma pilha de lixo procurando alimento em um aterro sanitário na região urbana da cidade.

Segundo Oleg Krashevsky, especialista em vida selvagem, a ursa tem olhos visivelmente úmidos, o que seria um indicativo de que tem problemas de visão. Ursos polares não são vistos na região há mais de 40 anos e a presença da ursa pode ser um prenuncio sobre o drama em que vive a espécie do Ártico.

Por enquanto não há plano de remanejamento da ursa. Para Krashevsky, o animal selvagem está fraco demais e possivelmente doente, o que inviabiliza que ela seja devolvida ao seu habitat. Especialistas de várias partes da Rússia estão a caminho de Norilsk para avaliar a saúde do urso polar.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA

 

Projeto quer garantir que condôminos tenham direito de viver com animais domésticos

Por David Arioch

São recorrentes as reclamações contra condomínios que proíbem, limitam ou impõem regras injustificadas à tutela de animais de estimação (Foto: Revista Bichos S/A)

Um projeto de lei pode garantir que condôminos do Brasil todo tenham o direito de viver com animais domésticos. De autoria da deputada Maria Rosas (PRB-SP), o PL 3576/2019, protocolado esta semana, defende que impedir a convivência com animais domésticos em condomínios é injustificável.

Segundo Maria Rosas, são recorrentes as reclamações contra condomínios que proíbem, limitam ou impõem regras injustificadas à tutela de animais de estimação. “Muitas vezes provocam a separações de cães ou gatos das famílias com que moram, e abalam emocionalmente aqueles que têm carinho e dedicação por esses animais”, enfatiza.

A deputada acrescenta que garantir o sossego e a segurança de todos já é uma das obrigações dos condôminos, então não há por que estabelecer a proibição de animais domésticos. “Surgindo uma situação inaceitável, como um cão agressivo solto, um animal com doença contagiosa, ou barulho constante, há mecanismos legais para proteger o bem-estar de todos”, argumenta.

E acrescenta: “Esses casos extremos, quando não forem resolvidos com advertência e bom senso, serão devidamente sanados pela via judicial. Não se justifica, no entanto, impedir a todos que colham os benefícios, inclusive terapêuticos, da convivência com animais de estimação.”

Ministro do STJ é favorável a animais domésticos em condomínios

No mês passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu a uma enfermeira de Samambaia, cidade satélite de Brasília, o direito de manter uma gata em seu apartamento.

Embora o condomínio a tivesse proibido, a moradora entrou com uma ação em 2016 justificando que a gata Nina não representava “nenhuma interferência ou perturbação na saúde e sossego dos demais moradores”.

Depois de ter o pedido negado em primeiro e segundo grau, a enfermeira recorreu ao STJ e a análise do caso foi acolhida recentemente pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

A favor do direito da moradora de viver com a gata Nina, o ministro argumentou que a restrição é ilegítima, “visto que o condomínio não demonstrou nenhum fato concreto apto a comprovar que o animal (gato) provoque prejuízos à segurança, à higiene, à saúde e ao sossego dos demais moradores”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Representantes da agropecuária sugerem autolicenciamento ambiental para o setor

Por David Arioch

Nilvo Silva afirmou que o impacto ambiental deve ser sempre medido a partir do tipo de determinada atividade produtiva e do contexto local do empreendimento (Foto: Jim Wickens/Ecostorm)

Segundo informações desta semana da Agência Câmara, um grupo de trabalho coordenado pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) quer consolidar uma proposta de lei geral de licenciamento ambiental.

A iniciativa surgiu depois que iniciativas que visavam a dispensa de licenciamento para o setor agropecuário perdeu força diante de decisões contrárias do Supremo Tribunal Federal (STF) em Tocantins e Santa Catarina.

Ainda assim, o consultor em meio ambiente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), Rodrigo Justus, disse que o setor não pode ser submetido aos mesmos critérios de licenciamento ambiental aplicado às indústrias.

Justus alegou que isso pode fazer com que muitos produtores rurais sejam enquadrados na Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) por falta de licença, e apontou como solução o autolicenciamento ambiental, ou seja, um licenciamento automático. A ideia agradou e foi defendida por outros representantes do setor.

“Uma licença por adesão e compromisso, em que o produtor vai assumir uma listagem de obrigações em relação a agrotóxicos, adubos, saúde do trabalhador, resíduos sólidos etc. Se fiscalizada e constatada a não veracidade dessa declaração, ele será punido. É uma forma de evitar uma ilegalização em massa”, declarou.

Outra sugestão da CNA, segundo a Agência Câmara, é que o licenciamento ambiental do setor seja feito por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) criado pelo Código Florestal (Lei 12.651/12) para regularizar as propriedades no campo. A ideia foi criticada pela diretora do Instituto O Direito por um Planeta Verde, Cristina Freitas.

“Sob o ponto de vista jurídico, isso não é propriamente um licenciamento ambiental. É um mero cadastro. O licenciamento ambiental pressupõe uma análise técnica, muitas vezes multidisciplinar, levada a efeito pelo órgão ambiental. Na verdade, o que é preciso, de fato, é uma celeridade na análise desses licenciamentos.”

Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas e ex-diretor de licenciamento do Ibama, Nilvo Silva afirmou que o impacto ambiental deve ser sempre medido a partir do tipo de determinada atividade produtiva e do contexto local do empreendimento. Para Silva, o texto em análise pelo grupo de trabalho desconsidera esse aspecto locacional:

“A questão das características de onde o empreendimento está sendo proposto está fora dessa proposta, o que fragiliza bastante.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Partido conservador apoia fim da criação de visons para a produção de peles na Irlanda

Por David Arioch

“Fico feliz pelo meu partido assumir um papel pragmático de liderança sobre essa questão e esperamos ver essa política ser cumprida no futuro”

Este mês o porta-voz do partido conservador Fianna Fáil, Charlie McConalogue, declarou que eles concordaram em apoiar a proposta de proibição da criação de visons para a produção de peles na Irlanda.

“Está havendo muita preocupação pública em torno do bem-estar dos animais criados para a produção de peles nos últimos anos. Mais de uma dúzia dos estados membros da UE proibiram a atividade”, destacou McConalogue.

Na Irlanda, recentemente a Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais (ISPCA) e a Veterinary Ireland também pediram a proibição por razões de bem-estar animal.

“Após a discussão com o Frontbench e com a Frente Parlamentar, essas propostas foram apoiadas pelos meus colegas. Houve um acordo claro de que o governo deveria realizar imediatamente uma consulta com as partes interessadas sobre a introdução da proibição da criação de peles”, informou o porta-voz.

Em contrapartida, o governo está assumindo o compromisso de oferecer uma compensação para quem atua no ramo migrar para outra atividade. “Esse precedente ocorreu em outras jurisdições do Reino Unido, onde a atividade já foi proibida”, apontou Charlie McConalogue.

E acrescentou: “Fico feliz pelo meu partido assumir um papel pragmático de liderança sobre essa questão e esperamos ver essa política ser cumprida no futuro”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.