Secretaria de Meio Ambiente autoriza morte de capivaras em Itatiba (SP)

Por David Arioch

Vale lembrar que a capivara foi escolhida como mascote da Copa América, que termina no dia 7 de julho (Foto: Reprodução)

O condomínio residencial Ville de Charmonix, em Itatiba (SP), foi autorizado pela Secretaria de Meio Ambiente a assassinar capivaras após a morte de um morador em decorrência de febre maculosa em 2018.

Até ontem, 20 capivaras, incluindo filhotes, foram mortas, e o número deve subir para pelo menos 40 nos próximos dias. A justificativa é que o animal é hospedeiro do carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa por meio da bactéria rickettsia.

No entanto, nem todo mundo está concordando com a medida. Alguns moradores do condomínio e ambientalistas defenderam que essa não é a solução ideal, inclusive o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) já foi acionado e está pedindo mais informações sobre a situação.

Uma empresa de consultoria ambiental foi contratada para realizar o abate dos animais, que são atraídos por pedaços de cana-de-açúcar e banana. O síndico do condomínio, José Augusto da Silva, disse que tentaram conseguir autorização para migrar os animais para outro local e castrá-los, mas o pedido foi negado pelos órgãos ambientais.

Vale lembrar que a capivara foi escolhida como mascote da Copa América, que termina no dia 7 de julho.


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Defensores dos animais criticam na Câmara uso de cães na caça de javalis

Por David Arioch

Ao longo da discussão também foram exibidos vídeos com cenas de crueldade contra cães e javalis | Foto: Pixabay

Ontem, durante audiência na Câmara dos Deputados sobre a Instrução Normativa Nº 12/2019, defensores dos animais criticaram a permissão para uso de cães na caça de javalis e declararam que a medida pode estimular um mercado clandestino de armas, de munições e de criação de animais com essa finalidade.

Segundo o biólogo Frank Alarcón, a IN, que também permite uso de armas brancas e armadilhas do tipo jaula e curral, dá espaço para que os caçadores abatam outros mamíferos, aves e répteis, colaborando para a transmissão de doenças como a febre maculosa, além de submeter cães a situações de violência.

Alarcón destacou também que caçadores, chamados “eufemisticamente” de controladores, portando armas de fogo ou brancas, incluindo facas de grandes dimensões, usam os cães para encurralar os javalis que, sob estresse gigantesco, acabam atacando os cães que são usados como intermediários na caça.

Ao longo da discussão também foram exibidos vídeos com cenas de crueldade contra cães e javalis. Sobre o assunto, o deputado Ricardo Izar (PP-SP) defendeu que a instrução normativa deve ser revista porque o uso de cães é prática questionável na caça de javalis.

Em oposição aos defensores dos animais, o representante da Associação nacional de Caça e Conservação, Daniel Terra, disse que os caçadores são obrigados a apresentar uma série de documentos e passar por exames psicológicos antes de serem autorizados a abater os animais.

“A caça com cão dispersa os bandos de javalis, então isso faz com que eles vão para regiões novas, regiões diferentes. Isso está errado. É uma prática que, ao meu ver, é considerada errada, e, na visão da Constituição Federal, implica em maus tratos aos animais”, criticou Izar.

O deputado é autor do Projeto de Lei 9980/2018, que quer proibir e tornar crime o uso de animais em caçadas, acrescentando dispositivos na Lei de Proteção à Fauna (5197/67) e na Lei dos Crimes Ambientais (9605/98).

O projeto lembra que os javalis foram trazidos ao Brasil nos anos 1980 e desde 2013 o Ibama permite a caça desses animais, e a tendência é que isso se intensifique ainda mais agora.


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Cão doente e muito ferido é abandonado amarrado em meio ao lixo em Goiás

Divulgação

Um cachorro doente e bastante machucado foi resgatado após ser abandonado do lado de fora de uma casa, amarrado em meio ao lixo. O caso aconteceu no Residencial São Leopoldo, em Goiânia (GO), na terça-feira (19). O animal estava cercado de mosca.

Encaminhado a uma clínica veterinária, o cão foi diagnosticado com infecção grave e vários tumores. O veterinário que o examinou disse que o caso é grave e que o animal corre risco de morte.

Para abandonar o cachorro, o tutor fez um pequeno buraco no muro, pelo qual passou uma corda de dentro da casa onde mora para um terreno vazio, onde deixou o cachorro amarrado.

O animal foi resgatado após ficar cinco dias abandonado. Ele foi salvo pelo grupo Protetores de Animais. “A água e comida que tinham eram voluntários que levaram. O lugar era sujo, um mau cheiro muito grande. Ele estava magro, desidratado, com várias feridas pelo corpo, tumores, com a boca sangrando”, disse ao G1 a estudante de veterinária e voluntária do grupo de proteção, Morgana Sioramonte.

Apesar de estar debilitado, o cachorro abanou o rabo ao perceber que os voluntários haviam chegado. Tupã, como foi batizado, levantou do local com dificuldade após os protetores retirarem a coleira que o mantinha preso.

“O estado dele é grave, uma situação bem desfavorável. Ele tem uma infecção, larvas pelo corpo, vários machucados e tumores. Ele foi colocado no soro”, disse o veterinário Rafael Naves.

Não se sabe ainda por quanto tempo o cão ficará internado e o custo do tratamento. “Se ele reagir, sobreviver ao tratamento inicial, ele vai ter que passar por quimioterapia para tratar os tumores”, explicou o veterinário.

Para arcar com os gastos de Tupã, os voluntários estão pedindo doações. “Cada diária é R$ 250. Tem o tratamento inicial, e se ele fizer quimioterapia são mais R$ 200 por sessão. Então não sabemos quanto custará tudo, mas será uma quantia bem alta, pelo estado dele”, disse Morgana.

Interessados em doar qualquer quantia para colaborar com o tratamento veterinário do animal devem entrar em contato com os protetores através das redes sociais do grupo.


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Reconhecer o sofrimento animal motivou Dez Fafara a se tornar vegano

Por David Arioch

Dez Fafara admite que já foi “o cara do churrasco”, mas há quatro anos sua vida mudou (Foto: Getty)

Em entrevista à Heavy Magazine, da Austrália, o vocalista da banda de metal DevilDriver, Dez Fafara, contou na semana passada que a sua motivação para se tornar vegano foi o reconhecimento e consideração do sofrimento dos animais.

“Se você já viu como uma vaca sofre…sim, você pode amar queijo, e você não deve saber disso, mas um bezerro é roubado de sua mãe para que esse leite seja seu, e eles arrastam esse bebê enquanto ele grita”, disse Fafara.

Segundo o vocalista, desde a forma como os animais são tratados até o processo de abate são indiscutivelmente indignos e nojentos: “Um porco é duas vezes mais esperto que um cachorro, então agora você vai manter milhares deles no escuro até matá-los seis, sete meses depois? A maneira que eu vi esses vídeos [e] como isso tocou meu coração, me destruiu. Eu disse a mim mesmo: ‘Eu não posso estar neste planeta e fazer parte disso’”.

O mais interessante da história de transição de Dez Fafara é que ele narra que “era o cara do churrasco”, e se recorda que em suas turnês com os caras do Pantera, sempre havia churrasco, mas agora ele olha para as costelas de um animal que sofreu tremendamente e por toda a sua vida, conforme suas próprias palavras, e não há como continuar consumindo isso.

“Era um animal senciente que poderia brincar de pegar e sentar, e ter momentos ternos e amorosos”, comentou. O vocalista do DevilDriver comemora o fato de que as pessoas estão começando a ver que os alimentos à base de plantas são bons para a sua saúde e para o meio ambiente:

“Uma mulher tem uma porca de estimação e sai todo dia com ela para passear. Ela [a porca] sabe o nome dela. Ela vem até mim, fica feliz, bufa, toca. Eu tenho o direito de pendurá-la de cabeça para baixo para cortar sua garganta porque gosto de costela? Isso é terrível, nojento. Não posso ser parte do terror, da tortura e do medo que vivem esses animais.”

Embora não tenha pensado nos benefícios para a saúde de uma boa dieta à base de vegetais, Fafara admite que a mudança de hábitos alimentares permitiu que ele perdesse quase 20 quilos e não tivesse mais problemas de colesterol e normalizasse a pressão arterial:

“Fiz um teste na esteira e o médico disse: ‘Você tem o coração de uma pessoa de 25 anos [Fafara tem 53]. […] Meus níveis de energia estão no topo. Eu andei de skate ontem até a meia-noite com meus filhos. Estou na melhor forma da minha vida agora. ”


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Favorito ao cargo de premiê, Boris Johnson deixa de consumir alimentos de origem animal

Por David Arioch

Johnson dizia que jamais deixaria de consumir carne (Foto: Reuters)

Apontado como favorito ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, do Partido Conservador, disse em entrevista em 2008 que se os ambientalistas acreditavam seriamente que um dia ele desistiria do consumo de carne, “na esperança de ajudar a reduzir a temperatura do planeta”, eles só poderiam estar totalmente loucos.

Johnson falava com orgulho à imprensa sobre as noites de chouriço. Na realidade, ele fazia questão de se declarar como um grande consumidor de carne. No entanto, o tempo parece ter mudado a opinião do político britânico que já foi prefeito de Londres.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, Boris Johnson diz agora que “está brincando de ser vegano”. A declaração surgiu após ele admitir que abandonou em maio o consumo de alimentos de origem animal, por influência da namorada Carrie Symonds.

A mudança permitiu que Johnson perdesse mais de cinco quilos em duas semanas e passasse a se preocupar com animais e a se interessar por veículos elétricos.


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Governo encaminha MP que pode beneficiar desmatadores no Brasil

Por David Arioch

Ao acabar com o prazo para adesão ao Cadastro Ambiental Rural, MP possibilita que proprietários rurais que desmataram possam ter acesso a crédito público (Foto: Reuters)

Encaminhada ao Congresso pelo Poder Executivo na última sexta-feira, se aprovada, a Medida Provisória 884/2019 pode beneficiar desmatadores no Brasil.

A iniciativa quer o fim da obrigatoriedade de prazo de adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) exigido pelo Código Florestal Brasileiro, que prevê recolhimento de informações sobre o uso da terra, visando o fortalecimento do programa de regularização ambiental e recuperação de áreas de preservação permanente e reservas legais.

A justificativa do governo é de que um sistema aberto a atualizações e novas inscrições, sem prazo estabelecido, permite a constante inclusão de dados de mais propriedades rurais. Por outro lado, ambientalistas apontam que essa mudança é prejudicial porque, sem prazo de adesão, reflete uma adaptação do meio aos proprietários de terras e não dos proprietários ao meio.

Opositores argumentam que a medida provisória é apenas uma reedição da MP defendida pelo deputado Sérgio Souza (MDB-PR), que expirou antes do prazo de viabilização, e previa tanto o fim do prazo de adesão ao CAR quanto anistia ao desmatamento no Brasil.

Para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), a MP 884/2019, que altera o Código Florestal Brasileiro, promove retrocesso na política ambiental, porque ao acabar com o prazo para adesão ao Cadastro Ambiental Rural possibilita que proprietários rurais que desmataram possam ter acesso a crédito público. Já os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES) apontam que o texto é uma anistia a quem cometeu infrações ambientais.

A MP vai ser analisada por uma comissão mista. Depois de votada nesse colegiado, segue para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.


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Grupo resgata mais de nove mil cães do comércio de carne de cachorro na China

Por David Arioch

“Esses cães passaram por estresse inimaginável e precisarão de tempo para se adaptarem às suas novas vidas em seus lares adotivos” (Foto: Ragom)

O grupo de resgate de animais Retrieve a Golden of the Midwest (Ragom), que surgiu no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, informou esta semana que desde 1985 eles já resgataram mais de nove mil cães do comércio de carne de cachorro na China.

Membro do grupo, Nicole Studzia diz que é muito fácil alguém sequestrar um animal na China e levá-lo para um matadouro porque muitos animais no país circulam livremente, tornando-se alvos fáceis para quem não se importa em ganhar dinheiro vendendo cães para algum matadouro, ainda que clandestino.

Em seu site, a Ragom conta histórias de cães que ganharam uma chance de recomeçarem suas vidas nos Estados Unidos. Um exemplo é Mama, que foi resgatada pouco tempo depois de ter filhotes, assim como Georgia, Sissy e Mosby. “Estão se instalando em seus lares adotivos, e seus socorristas nos relataram que todos anseiam por atenção humana”, destaca.

E acrescenta: “Esses cães passaram por estresse inimaginável e precisarão de tempo para se adaptarem às suas novas vidas em seus lares adotivos.”

Embora muitos países voltem sua atenção para o comércio de carne de cachorro apenas durante os festivais realizados na Ásia, a verdade é que esse comércio existe independente desses eventos. Mesmo quando a prática não é considerada legal, cães continuam sendo vítimas desse mercado, o que significa que talvez o único caminho de mudança seja a viabilização de novas leis de bem-estar animal e a devida.


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Petição do movimento Nação Vegana Brasil deve receber moção de aplausos na Câmara dos Deputados

Por David Arioch

Movimento Nação Vegana Brasil protestando em frente à Embaixada da China no último dia 12 (Foto: Nação Vegana Brasil)

O deputado Fred Costa (Patri-MG) encaminhou hoje uma solicitação de moção de aplausos à petição do movimento Nação Vegana Brasil e da ativista Raquel J. Sabino, conhecida como Kaz, que obteve mais de 2,3 milhões de assinaturas contra o Festival de Lichia e Carne de Cachorro, realizado em Yulin, na China.

O abaixo-assinado foi entregue pela própria ativista e pelo movimento Nação Vegana Brasil à Embaixada da China. Em reconhecimento a esse trabalho, Fred Costa destaca que a Comissão Especial responsável pelo parecer ao Projeto de Lei (PL) 1095/2019, que visa ampliar a pena contra maus-tratos aos animais, classifica como justa a homenagem em reconhecimento ao trabalho em defesa do fim do Festival de Yulin.

Fred lembra que durante ato do Nação Vegana Brasil no último dia 12 em Brasília, Kaz explicou que a luta dos ativistas é contra toda e qualquer forma de exploração.

“Toda essa mobilização em torno da luta pelo fim do Festival de Yulin traz para o campo de atuação aqueles e aquelas que já são sensíveis à dor e ao sofrimento dos animais. A nossa luta é abolicionista porque visa o fim de toda e qualquer prática de exploração da vida animal”, reforçou Kaz.

E acrescentou: “O nosso ativismo abolicionista vem crescendo justamente por isso, porque nós estamos nos fortalecendo a partir daqueles e daquelas que chegam e percebem que a luta é antiespecista, independente de qualquer espécie.”

O requerimento também ressalta que é importante reconhecer a contribuição da China para o planeta, mas que em relação a determinados hábitos é importante defender a vida e repensar práticas que envolvem maus-tratos. A solicitação de moção de aplausos será apreciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas tudo indica que o reconhecimento por parte da casa legislativa deve se confirmar.


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Brasil está negociando exportação de animais vivos para o Uruguai

Por David Arioch

Eduardo Barre disse em coletiva à imprensa que nas últimas semanas o acordo para compra de gado vivo do Brasil está em andamento (Foto: Reprodução)

Na semana passada, o diretor de Serviços de Pecuária do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Eduardo Barre, disse em coletiva à imprensa que nas últimas semanas o acordo para compra de “gado em pé” do Brasil está em andamento, e pode ser definido nos próximos dias.

De acordo com o portal Beef Point, os produtores gaúchos estão concentrando esforços para garantir a entrada de “gado em pé” no Uruguai. O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, garante que o ambiente está favorável para uma definição que autorize a comercialização de animais para o país vizinho.

O Rio Grande do Sul já exporta para a Turquia e para outros países árabes cerca de 120 mil animais por ano, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

O secretário da pasta, Covatti Filho, disse que o governo gaúcho tem mantido diálogo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e apoiado as tratativas já em andamento para exportação de gado vivo para países do Oriente Médio e da Ásia.

Recentemente o Rio Grande do Sul embarcou no navio Kenoz, com destino ao Egito, 9359 animais, que tiveram de suportar uma viagem marítima com duração de 21 dias até o porto egípcio de Damietta, às margens do Mediterrâneo.

Pouco antes, pouco menos de dez mil animais embarcaram no navio Polaris com destino à Turquia, para onde o Rio Grande do Sul tem enviado a maior parte da sua exportação de gado vivo.

No último dia 14, que marcou o Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo, defensores dos direitos animais de 12 cidades brasileiras foram às ruas protestar contra a prática.

O argumento é que as viagens são longas, os espaços são apertados e sujos e os animais são obrigados a lidarem com o calor extremo e falta de alimentação e assistência veterinária adequada. Outro apontamento é que não é raro os animais morrerem durante o percurso.


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Nove dos 17 estados da Mata Atlântica estão no nível de desmatamento zero

Por David Arioch

O relatório aponta que no último ano foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², de áreas de Mata Atlântica acima de três hectares nos 17 estados do bioma (Foto: Getty)

O desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017), que já tinha sido o menor desmatamento registrado pela série histórica do Atlas da Mata Atlântica, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o bioma desde 1985.

O relatório aponta que no último ano foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², de áreas de Mata Atlântica acima de três hectares nos 17 estados do bioma. No ano anterior, o desmatamento tinha sido de 12.562 hectares (125 Km²).

Dos 17 estados, nove estão no nível do desmatamento zero, com desflorestamentos abaixo de 100 hectares, ou 1 Km². São eles: Ceará (7 ha), Alagoas (8 ha), Rio Grande do Norte (13 ha), Rio de Janeiro (18 ha), Espírito Santo (19 ha), Paraíba (33 ha), Pernambuco (90 ha), São Paulo (96 ha) e Sergipe (98 ha). Outros três estados estão a caminho desse índice: Mato Grosso do Sul (140 ha), Rio Grande do Sul (171 ha) e Goiás (289 ha).

Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, destaca que o resultado positivo tem relação com ações afirmativas de monitoramento sistemático e combate ao desmatamento empenhadas por órgãos ambientais estaduais, polícia ambiental, Ministério Público e Ibama nos últimos anos.

É o caso de ações realizadas em regiões da Mata Atlântica como as do projeto “De Olho no Verde”, do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente, ou a operação nacional “Mata Atlântica em Pé”, que envolveu Ministérios Públicos e órgãos ambientais de 15 estados em 2018.

“Esses dados comprovam como o acompanhamento da sociedade civil e investimentos dos governos no cumprimento da Lei da Mata Atlântica, por meio dos órgãos de conservação, fiscalização e controle, trazem resultados concretos. Este tipo de ação precisa ter continuidade”, observa. Vale ressaltar que a Mata Atlântica é o único bioma brasileiro com uma lei específica.

A Bahia é um exemplo de como as ações de comando e controle são importantes. Há dois anos, foi o primeiro estado do ranking, com 12.288 hectares desmatados entre 2015 e 2016 – número maior do que o total de desmatamentos neste ano, por exemplo.

“Naquele ano, o então secretário de Meio Ambiente do estado esteve no nosso ‘Encontro das Secretarias de Meio Ambiente dos estados da Mata Atlântica’, onde se comprometeu com o combate ao desmatamento e realizou operações de fiscalização”, explica Marcia.

No ano seguinte, a partir das ações afirmativas realizadas, o estado teve uma redução de 67% no desmatamento – foram 4.050 hectares desmatados. Agora, verifica-se uma segunda queda, de 51%, apesar do estado ainda ser um dos maiores desmatadores.

Quem ainda desmata

Apesar dos resultados positivos desta edição do Atlas da Mata Atlântica, cinco estados ainda mantém índices inaceitáveis de desmatamento: Minas Gerais (3.379 ha), Paraná (2.049 ha), Piauí (2.100 ha), Bahia (1.985 ha) e Santa Catarina (905 ha).

Para o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, é preciso ficar atento às mudanças propostas pelo atual governo federal que podem reverter as conquistas alcançadas até aqui. “Não podemos permitir o enfraquecimento da gestão ambiental e nenhuma tentativa de flexibilização da legislação” enfatiza.

Clique aqui e acesso o relatório completo.


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