Primeiro-ministro de Israel anuncia ativista vegana como conselheira de políticas de direitos animais

Por David Arioch

“Eu pedi a Tal Gilboa para me aconselhar sobre questões de direitos dos animais, um assunto que gradualmente se tornou mais próximo do meu coração” | Divulgação

De acordo com o Times of Israel, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou recentemente a ativista vegana Tal Gilboa como conselheira de políticas de direitos animais.

“Eu pedi a Tal Gilboa para me aconselhar sobre questões de direitos dos animais, um assunto que gradualmente se tornou mais próximo do meu coração”, disse o primeiro-ministro em declaração em vídeo.

Tal Gilboa é conhecida como a fundadora da Frente da libertação Animal de Israel, fundada em 2013 e renomeada como “Total Liberation” em 2018.

Gilboa traz o número 269 tatuado no corpo, em referência ao bezerro 269, que alguns ativistas anônimos livraram do abate ao levá-lo de uma fazenda em Azor para um santuário em 2012, dando origem ao grupo 269 Life.

A ativista também ficou conhecida por polêmicas em que fez comparações entre o holocausto e o holocausto animal. Segundo Gilboa, por mais duro que isso possa parecer, o holocausto contra não humanos é o maior da história da humanidade.


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Uma única árvore consegue retirar mais de uma tonelada de CO2 da atmosfera

Por David Arioch

Quando geridas de forma sustentável, as florestas podem ser uma ajuda valiosa na mitigação ou adaptação às mudanças climáticas (Foto: NASA/JPL-Caltech)

Florestas em todo o mundo são extremamente importantes por uma série de razões, desde a purificação do ar que respiramos até o fornecimento de habitats para milhares de espécies, passando pela garantia de meios de subsistência para os seres humanos. Quando geridas de forma sustentável, as florestas podem ser uma ajuda valiosa na mitigação ou adaptação às mudanças climáticas.

O aumento da cobertura florestal também pode diminuir os riscos de saúde ambiental mais urgentes de nosso tempo: a poluição do ar, que todos os anos mata sete milhões de pessoas no mundo. As principais fontes de poluição do ar são as mesmas que impulsionam as mudanças climáticas — o que significa que esforços para mitigar um problema podem ajudar a combater o outro.

Árvores podem contribuir com essa causa, pois conseguem absorver grandes quantidades de gases causadores do efeito estufa e remover poluentes. Uma única árvore consegue retirar mais de uma tonelada de CO2 da atmosfera durante seu tempo de vida, dando aos viveiros de árvores um bom custo-benefício para limpar o ar e mitigar as mudanças climáticas.

Os benefícios de ecossistemas florestais são amplos e podem ser ambientais, socioculturais e econômicos. A proteção das florestas, por meio de estratégias viáveis de gestão é essencial para garantir um futuro sustentável para todos.


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Padre João defende na Câmara menos agrotóxicos e mais agroecologia no Brasil

Por David Arioch

“Os dados são alarmantes. Comemos veneno, bebemos veneno e respiramos veneno” | Foto: Divulgação

Na semana passada, durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados, Padre João (PT-MG) defendeu menos agrotóxicos e mais agroecologia na produção de alimentos no Brasil.

O deputado disse que o país é o campeão mundial no uso de agrotóxicos e que algo deve ser feito com urgência para reverter esse quadro. “O veneno não está só no alimento. Ele contamina as águas, os rios e o lençol freático. Os dados são alarmantes. Comemos veneno, bebemos veneno e respiramos veneno”, criticou.

E acrescentou: “Temos que mudar nosso jeito de produzir, respeitando o meio ambiente, as águas e as florestas. Chega de veneno. Temos que ter uma cultura diversificada, agroecológica e orgânica. É mais saúde e vida para todos.”

Representando a Associação Brasileira de Agroecologia, Murilo Mendonça classificou como alarmante os resultados apresentados pelo estudo “Por Trás do Alimento”, concluído e divulgado em abril pelas organizações Agência Pública, Repórter Brasil e Public Eye, que apontou que foram encontrados resíduos de agrotóxicos na água consumida por moradores de 1,3 mil cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre os agroquímicos mais agressivos e criticados durante a audiência está o glifosato, com índice de uso cinco mil vezes maior do que o permitido. Também houve comparação entre o crescimento de novas marcas de agrotóxicos circulando no mercado nacional. Só este ano e até a metade de abril, o número de registros de marcas de agrotóxicos no Brasil já subiu para 97.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o país tem hoje 2.263 agrotóxicos no mercado e que somam uso anual superior a 500 mil toneladas. Este ano o órgão deve iniciar um novo programa de análises, incluindo também amostras de origem animal.


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Papa diz que as mudanças climáticas são uma grande ameaça ao futuro

Por David Arioch

Papa Francisco: “São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática” | Foto: Divulgação

Na sexta-feira, durante encontro do “Diálogos do Vaticano” voltado à discussão sobre fontes de energia e o futuro do planeta, o papa Francisco recebeu executivos de multinacionais, incluindo empresas petrolíferas, e disse que a crise ecológica, especialmente as mudanças climáticas, são uma grande ameaça ao futuro.

O papa lembrou que no ano passado o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas advertiu que os efeitos serão catastróficos se ações mais enérgicas não forem tomadas: “Devemos agir de acordo, a fim de evitar perpetrar um ato brutal de injustiça para com os pobres e as futuras gerações. São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática.”

Segundo o Vatican News, o pontífice observou que uma transição justa para uma energia mais limpa, que é exigida no preâmbulo do Acordo de Paris, pode, se bem gerida, gerar novos empregos, reduzir a desigualdade e melhorar a qualidade de vida das pessoas mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Ele declarou que “o tempo está se esgotando e que é preciso ir além da mera consideração do que pode ser feito e se concentrar no que precisa ser feito.” E concluiu dizendo que a crise climática exige nossa ação decisiva, aqui e agora e que a Igreja Católica está totalmente comprometida em fazer sua parte. “Ainda há esperança e resta tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, desde que haja uma ação rápida e resoluta…”


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Equipe do Parque Nacional de Brasília salva queixada de armadilha de caça

Por David Arioch

Por bem, o arame não feriu o queixada e foi retirado rapidamente, de modo a resguardar a saúde e a integridade física do bicho (Foto: Claudia Campos)

Quem passou pelo Parque Nacional de Brasília na última quinta-feira (13) pôde testemunhar uma cena de salvamento. Um grupo de biólogos, veterinários, tratadores e técnicos ambientais do Parque Nacional de Brasília tentava socorrer um queixada que tinha um pedaço de arame liso enroscado no pescoço, que possivelmente era parte de um petrecho de caça.

Se não fosse retirado logo, o animal, que faz parte de um grupo de cerca de 35 indivíduos, poderia se machucar e ser estrangulado. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como ele é extremamente social, mas pode se tornar agressivo quando algum dos seus é ameaçado, foi necessário mover os visitantes para outro local. Só assim, e sem a necessidade de sedá-lo, os técnicos puderam se aproximar do animal em segurança para livrá-lo do item usado em caçadas.

De acordo com o ICMBio, por bem, o arame não feriu o queixada e foi retirado rapidamente, de modo a resguardar a saúde e a integridade física do bicho. No Parque Nacional de Brasília, esses animais podem ficar perto da área de visitação em busca de frutos, principalmente o ingá. Ao avistar o grupo, a equipe do parque recomenda manter distância, mudar a direção e esperar eles passarem, já que só atacam se forem provocados.


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Criação de pugs não será mais permitida na Holanda

Por David Arioch

Agora o governo vai começar a exigir que a legislação seja cumprida | Foto: Pixabay

De acordo com informações da Animal’s Health e do Vet Times, o governo holandês vai cobrar a partir deste ano o cumprimento de uma lei que proíbe a criação de 20 raças de cães com focinhos muitos curtos, entre eles o popular pug.

A justificativa é que animais que possuem focinho com comprimento inferior a um terço do crânio desenvolvem facilmente problemas respiratórios e cardíacos. Categorizados como braquicefálicos, cães como pugs são criados para terem um maxilar inferior normal e um maxilar superior recuado.

A consequência dessa predileção estética é que eles nascem com estenose, ou seja, narinas muito estreitas; além de hipoplasia traqueal, palato mole solto na garganta e problemas oculares. Também sofrem de hipertermia e têm maior facilidade de desenvolvimento de doenças periodontais em decorrência do estreitamento dos dentes.

Na Holanda, a lei que proíbe a criação de cães braquicefálicos como pugs, buldogues ingleses e franceses existe desde 2014, mas somente agora o governo vai começar a exigir que a legislação seja cumprida.


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Norma que permite caça de javalis com cães vai ser discutida hoje na Câmara

Por David Arioch

Uma proposta do deputado Célio Studart (PV-CE) quer a sustação da norma estabelecida pelo poder Executivo | Foto: Pixabay

Hoje, a partir das 14h, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai discutir no Plenário 8 da Câmara dos Deputados a norma Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que permite o uso de cães e armas brancas na caça de javalis.

Contrário à medida e responsável pela audiência pública desta terça-feira, o deputado Ricardo Izar (PP) sustenta que a liberação da prática de caça com fins de controle populacional do javali só poderia ser considerada ante extensa fundamentação científica e discussão pública.

Além de permitir o uso de cães, armas brancas e armadilhas do tipo jaula e curral, a Instrução Normativa Nº 12/2019 cria o Sistema de Informação de Manejo de Fauna (Simaf), que dispensa entrega de relatórios de manejo nas unidades do órgão. Tudo é informado eletronicamente pelos caçadores.

Uma proposta do deputado Célio Studart (PV-CE) quer a sustação da norma estabelecida pelo poder Executivo. Por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 137/2019, ele argumenta que a caça de javalis já é um método de abate cruel, que causa muito sofrimento aos animais, já que os tiros desferidos contra os javalis, em sua maioria, não levam à morte imediata do animal. Sendo assim, eles sangram muito e agonizam antes de falecer.

“Cães são muito utilizados para perseguir os javalis, e frequentemente se ferem de maneira grave, podendo mesmo até perecer durante a caçada. O abate dos javalis é comumente feito com arma branca, empregando-se bastante violência, desferindo golpes em animal ainda consciente”, aponta Studart.

E acrescenta: “O Parlamente brasileiro não pode ser conivente com prática tão desumana como essa, e deve sustar as normas do Poder Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, conforme mandamento constitucional.”


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Planeta perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil a cada ano

Por David Arioch

Degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano (Foto: Oxfam)

Em uma mensagem em vídeo divulgada para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, marcado nesta segunda-feira (17), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil.

Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano. “Desertificação, degradação da terra e seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, particularmente mulheres e crianças”, apontou Guterres.

Ele disse que é hora de mudar urgentemente essas tendências, acrescentando que proteger e restaurar a terra pode “reduzir a migração forçada, melhorar a segurança alimentar e estimular o crescimento econômico”, bem como ajudar a resolver a “emergência climática global”.

A data, que busca ampliar a conscientização sobre os esforços internacionais de combate à desertificação, foi estabelecido há 25 anos, com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), o único acordo internacional vinculante sobre meio ambiente, desenvolvimento e gestão sustentável da terra.

Sob o lema “Vamos fazer o futuro crescer juntos”, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca deste ano se concentra em três questões-chave relacionadas à terra: seca, segurança humana e clima.

A previsão é de que em 2025 dois terços do mundo estarão vivendo em condições de escassez de água – com a demanda ultrapassando a oferta em determinados períodos – com 1,8 bilhão de pessoas sofrendo escassez absoluta de água.

A migração deve aumentar como resultado da desertificação, impondo deslocamento aproximado de 135 milhões de pessoas até 2045.

Restaurar o solo de terras degradadas, no entanto, pode ser uma arma importante na luta contra a crise climática. Com o setor de uso da terra representando quase 25% do total de emissões globais, a restauração de terras degradadas tem o potencial de armazenar até três milhões de toneladas de carbono anualmente.


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Ativistas registram olhares dos porcos instantes antes da morte

Por David Arioch

A ação pacífica tinha o único objetivo de captar a imagem dos animais que chegavam empilhados, amontoados e sujos (Fotos: Coletivo Antiespecista RS)

Na manhã de quinta-feira (13), o Coletivo Antiespecista RS, de Porto Alegre e Lajeado (RS), se reuniu para fazer vigília em frente aos matadouros Dália e BRF, nos municípios de Encantado e Lajeado.

Segundo o coletivo que atua em defesa dos direitos animais, a ação pacífica teve como objetivo de registrar imagens dos animais que chegavam empilhados, amontoados e sujos, entre olhares plenamente conscientes de seu destino.

De acordo com relato dos ativistas, o cheiro de morte era insuportável e os gritos poderiam ser ouvidos a mais de duas quadras, já que os matadouros ficam na área urbana e rodeado de casas e apartamentos.

Os ativistas enfatizam que os porcos são muito parecidos com as crianças humanas: gostam de brincar, se divertir e são inocentes. Inclusive transformam caixas de papelão e outros objetos que encontram pelo caminho em brinquedos.

Também são perspicazes, inteligente e têm excelente memória. Seu nível de cognição permite que reconheçam seus nomes, atendam comandos e sonhem. Além disso, como seres sociáveis, gostam de viver em grupos.

Ainda assim, como costumam apontar os defensores dos animais, nada disso impede que sejam vistos pela maioria apenas como criaturas que “serão criadas, mortas e reduzidas a alimentos e outros produtos”.


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PL que defende circulação segura de animais silvestres está na pauta da semana na Câmara

Por David Arioch

Ricardo Izar: “Diante desse quadro e dos números assombrosos de animais atropelados no Brasil, é urgente que medidas de minimização desse impacto sejam estabelecida” (Foto: Agência Câmara/Diogo Gonçalves/Midiamax)

O Projeto de Lei (PL) 466/15, que prevê a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres pelo território nacional, está na pauta da Câmara dos Deputados e pode ser discutido esta semana no Plenário.

A intenção da proposta do deputado Ricardo Izar (PP-SP) é garantir a redução do número de acidentes envolvendo animais nas estradas, rodovias e ferrovias.

Além de defender que a segurança dos animais seja considerada nas construções de obras públicas voltadas ao tráfego, Izar também quer que seja criado um Cadastro Nacional Público para contabilizar todos os acidentes envolvendo animais silvestres, além de cobrar medidas de fiscalização e monitoramento.

O PL prevê também a adoção de mais medidas que facilitem a travessia dos animais, assim como mais promoção de atividades de educação ambiental em todo o país.

“Hoje temos mais de 65 milhões de carros, motos e caminhões. Além de engarrafamentos, poluição e descarte de resíduos, outro grave problema registra estatísticas alarmantes, até agora silenciosas: os incontáveis atropelamentos e mortes de animais silvestres”, destaca Ricardo Izar.

No projeto, o deputado enfatiza que as estimativas mostram que mais de 450 milhões de animais selvagens podem estar sendo mortos anualmente em 1,7 milhão de quilômetros de estradas em todo o Brasil.

“Deste número, 390 milhões são de pequenos animais como sapos, cobras, aves e mamíferos de pequeno porte, 55 milhões são animais como lebres, gambás, macacos, jiboias, tartarugas, entre outros; e 5 milhões são de grandes animais, tais como onças, onças-pardas, lobo-guará, tamanduá-bandeira, lontras, canídeos e outros felinos de várias espécies”, cita.

E acrescenta: “Diante desse quadro e dos números assombrosos de animais atropelados no Brasil, é urgente que medidas de minimização desse impacto sejam estabelecidas.”


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