Hoje é Dia Internacional da Tartaruga Marinha, animal ameaçado pela poluição plástica

Hoje (16), no Dia Internacional da Tartaruga Marinha é válido refletir sobre a realidade da espécie e de que forma estamos afetando esses animais. De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), há uma estimativa de que entre 4 e 12 milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos a cada ano.

Segundo o ICMBio, o lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação da tartaruga (Fotos: Getty/Reuters/WAP/Sea Shepherd)

E o problema é que no mar o plástico vira uma armadilha para as tartarugas marinhas, sendo confundido com alimento ou aprisionando espécies, a exemplo de pedaços de redes de pesca que se enroscam em seus corpos podendo levá-las à morte.

Segundo o ICMBio, o lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação das tartarugas, fazendo com que morram por inanição, já que provoca lesões no trato gastrointestional e libera toxinas em seus organismos.

Só em 2018, 280 tartarugas morreram por ingestão de lixo nos Lençóis Maranhenses, situados a 265 quilômetros da capital São Luís. É um número surpreendente, porque representa mais do que o triplo de 2015, quando morreram 80 tartarugas em decorrência do mesmo problema.

Na região, há um acúmulo de lixo proveniente de 19 países. E o agravante é que em contato com a água e a radiação do sol, materiais descartados como garrafas, tampas e outros objetos plásticos dão origem ao microplástico.

E o que dificulta ainda mais a situação é que esse material não é visto a olho nu, mas ainda assim pode incorporar agentes contaminantes como metais pesados, que se incorporam às células do animal.

As tartarugas ingerem o microplástico ao confundirem o material com alimentos e, como consequência, além da morte de muitos animais, isso interfere no comportamento reprodutivo das espécies.

A pesca fantasma é outro problema grave, já que redes, linhas e armações de pesca são equipamentos que se transformam em armadilhas para as tartarugas. Inclusive são responsáveis por ferir, mutilar e matar centenas de milhares de animais de diversas espécies a cada ano.

Por bem, no Brasil, o Projeto de Lei do Senado (PLS 263/2018), que prevê proibição do uso de canudos e sacolas plásticas, além de microplásticos em cosméticos, está caminhando para aprovação.

Embora não resolva completamente o problema, já significa grandes ganhos em um país que é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, com produção anual de 11,3 milhões de toneladas. Desse total, apenas 1,28% é reciclado. O plástico derivado do petróleo pode levar mais de 300 anos para se decompor contra o plástico biodegradável que requer 30 a 180 dias.

O descarte incorreto provoca a poluição do solo e da água, além da morte de animais por engasgamento ou enroscamento. Os microplásticos contidos nos cosméticos também demoram para se degradar e se acumulam nos rios e oceanos – gerando impacto no ciclo de vida e na cadeia alimentar dos animais.

Fonte: Vegazeta

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Johnny Marr pede fim da exploração de burros em Santorini

Considerada a mais espetacular das ilhas que adornam as águas cintilantes do Mar Egeu, Santorini é uma referência paradisíaca do que restou de uma civilização micênica que existiu a 3,6 mil anos, quando um vulcão explodiu, restando somente fragmentos rochosos.

(Fotos: Getty/CNN)

No entanto, em meio a tantas histórias e belezas, nem tudo que se testemunha em Santorini é agradável aos olhos. Pelo menos para quem não gosta de ver animais sofrendo.

Na ilha grega, um dos passeios mais famosos até a cidadezinha de Thira, no topo de uma escarpa, pode ser feito por meio de um teleférico, que não leva mais do que dois minutos e oferece o bônus de vistas deslumbrantes. Ou pode ser feito a pé, o que não leva mais do que 30 minutos de caminhada.

Porém, muitas pessoas ainda optam pela opção “autêntica” ou “à moda antiga”, que significa montar sobre o lombo de um burro ou mula obrigando o animal a transportá-lo.

O trajeto em zigue-zague não é fácil e quem presta atenção no animal percebe o esforço descomunal que ele é condicionado e obrigado a fazer para cumprir o trajeto.

Considerando tal realidade, esta semana o ex-guitarrista do The Smiths, Johnny Marr,enviou uma carta ao ministro do Turismo, Thanasis Theocharopoulos, pedindo para que ele coloque um fim à exploração de animais nesses passeios.

Johnny se tornou vegano em 2005, quando se mudou para Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Sobre essa decisão, ele justificou que “gosta da ideia do progresso, de ser progressista” e considera importante se opor à crueldade contra os animais. 

Fonte: Vegazeta


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Ibram oferece duas mil vagas para castração no Distrito Federal

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) está realizando mais uma campanha de castração de cães e gatos no Distrito Federal. No total, serão oferecidas duas mil vagas para inscrições online e cadastros presenciais, divididos em cinco pontos: sede do instituto e nas administrações regionais de Ceilândia, do Paranoá, de Taguatinga e de São Sebastião.

(Foto: Shutterstock)

Os interessados poderão cadastrar até três animais (cães e/ou gatos). Pela internet, serão oferecidas 650 vagas, com início às 9 h de segunda-feira (17), por meio de um link que estará disponível no site do Ibram.

O interessado deve realizar o upload de arquivos digitais contendo seus dados pessoais. No mesmo dia (17), também serão oferecidas 250 vagas para o cadastro presencial na sede do Ibram (SEPN 511, bloco C).

Na terça-feira (18), serão realizados cadastros nas administrações regionais de Ceilândia (QNM 13, Módulo B) e de Taguatinga (Praça do Relógio Lote A, St. Central). Cada local disponibilizará 300 vagas de castração.

Já na quarta-feira (19), os interessados podem procurar as administrações regionais do Paranoá (Praça Central – s/n lt. 1) e de São Sebastião (Quadra 101), que cadastrarão 250 vagas cada uma.

As senhas de atendimento serão distribuídas no local a partir das 8h. Para o cadastro presencial é necessário ter em mãos um documento de identidade (RG ou CNH) e comprovante de endereço em nome do responsável ou declaração de residência.

Fonte: Vegazeta


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80% do consumo total de antibióticos ocorre na agropecuária

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em diversos países, 80% do consumo total de antibióticos ocorre na agropecuária. E a maior parte é utilizada para estimular o crescimento em animais que não estão doentes.

(Foto: Getty)

Segundo a OMS, o uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e seres humanos tem agravado o problema da imunidade de certos agentes infecciosos a determinados tratamentos.

Alguns tipos de bactérias que causam infecções graves em humanos já desenvolveram resistência à maioria ou a todos os remédios disponíveis — e há poucas opções promissoras de pesquisa em etapa de desenvolvimento para uso clínico.

“A falta de antibióticos eficazes é uma ameaça de segurança tão séria como um surto de uma doença súbita e mortal”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

E acrescenta: “Uma ação forte e sustentada em todos os setores é vital se quisermos reverter a maré da resistência antimicrobiana e manter o mundo seguro.”

O diretor do Departamento de Segurança Alimentar e Zoonoses da OMS, Kazuaki Miyagishima, enfatiza que a evidência científica demonstra que o uso excessivo de antibióticos em animais pode contribuir para o aparecimento de resistência a esses medicamentos.

“O volume de antibióticos utilizado em animais continua a aumentar em todo o mundo, impulsionado por uma crescente demanda por alimentos de origem animal, muitas vezes produzidos por meio de sua criação intensiva”, alerta Miyagishima.

Fonte: Vegazeta


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Três brasileiros estão entre finalistas de premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo

Três brasileiros estão entre os cinco finalistas regionais da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente para viabilizar soluções inovadoras para problemas ambientais. Os vencedores vão receber consultorias técnicas e uma verba de 15 mil dólares para tirar suas ideias do papel. Ganhadores serão anunciados em setembro durante evento das Nações Unidas em Nova York.

(Foto: Pixabay)

Em 2019, a iniciativa da agência das Nações Unidas recebeu mais de 900 inscrições de empreendedores de todo o planeta engajados com a preservação da natureza e a sustentabilidade. Os concorrentes foram divididos por sua região de origem. A organização do prêmio escolheu cinco finalistas para cada uma das sete regiões contempladas.

Representando a América Latina e Caribe, estão três brasileiros com propostas de negócio distintas:

Anna Luisa Santos, que desenvolveu uma tecnologia de purificação e desinfetação da água por meio da energia solar. A Aqualuz é uma ferramenta que permite transformar a água da chuva em água potável. O dispositivo já beneficiou 150 pessoas em regiões do semiárido brasileiro;

Bernado Andrade, idealizador da Casa do Semiárido, um projeto de habitação que visa construir residências mais adequadas à realidade dessas regiões secas do Brasil. O empreendimento propõe um modelo de habitação que acompanha as oscilações do meio ambiente e utiliza matérias-primas naturais na construção. As instalações também são projetadas para garantir o reuso de água e a produção, em casa, da própria comida;

Barbara Schorchit, criadora da iniciativa Genecoin, que promove práticas de blockchain para rastrear o uso da biodiversidade brasileira em cadeias de produção. O objetivo do projeto é mapear a utilização de recursos naturais a fim de garantir compensações justas e equitativas dos ganhos obtidos com a sua exploração.

Fonte: Vegazeta


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Atleta vegana vence campeonato internacional de levantamento de peso olímpico

Por David Arioch

“Descobri por conta própria, através dos meus próprios sentimentos em relação à crueldade contra os animais, que deveria me tornar vegana” (Foto: Ramona Cardogan/Instagram)

A atleta vegana Ramona Adelle Cadogan, dos Estados Unidos, venceu no final do mês passado o Pan American Masters Championships, realizado em Orlando, na Flórida, e que reuniu os melhores levantadores de peso olímpico da América do Norte.

Ela já havia levado o ouro para casa na competição no ano passado e dessa vez repetiu o bom desempenho. Ao Great Vegan Athletes, Ramona disse que se sentiu muito bem preparada para conquistar a medalha: “Meu treinador Vasily Polovnikov tem as melhores credenciais e faz com que todos os seus atletas superem seus sonhos.”

Na categoria de Ramona, ela foi a única a conseguir realizar seis levantamentos bem-sucedidos. Suas marcas foram de 58 quilos no snatch e 70 quilos no clean and jerk, garantindo o primeiro lugar com um total de 128 quilos e todos os movimentos sem falhas. A segunda colocada conseguiu levantar 120 quilos.

Segundo o GVA, Ramona se tornou vegana há 13 anos e abandonou o consumo de carne há 19. “Descobri por conta própria, através dos meus próprios sentimentos em relação à crueldade contra os animais, que deveria me tornar vegana”, acrescentou.

Saiba Mais

Ramona Cardogan traz outros títulos no currículo – como medalhas no USA Weightlifting Master Nationals em 2016 e no AmerMasters Weightlifting em 2017.


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Extensão para navegador promete exibir somente produtos veganos em sites de compras

Por David Ariock

Intenção é permitir que as pessoas tenham mais facilidade na busca por produtos veganos (Imagem: Reprodução)

Foi lançada recentemente no Reino Unido uma extensão para navegador que promete filtrar e exibir somente produtos veganos em sites de compras.

Intitulada “The Vegan Filter”, a extensão ainda está em fase experimental e a promessa é de que com o tempo a busca funcione no maior número possível de sites de compras.

A extensão é uma criação da startup de tecnologia Xarista, sediada em Londres, e a intenção é permitir que as pessoas tenham mais facilidade na busca por produtos veganos, principalmente quem se tornou vegano há pouco tempo ou está em fase de transição.

Além disso, segundo a desenvolvedora Isabella Arbele, o objetivo é tornar a extensão uma ferramenta gratuita de uso internacional que estimule as pessoas a priorizarem produtos veganos.


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Universidade Federal do Recôncavo da Bahia está vendendo animais

Por David Arioch

Como esses animais já foram utilizados como meios para um fim em âmbito acadêmico, não seria mais apropriado e justo disponibilizá-los para adoção responsável? Será que eles não merecem tal consideração? (Foto: Getty)

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia está divulgando em seu site a venda de três coelhos adultos, um filhote de coelho, vinte caprinos e sete ovinos.

Segundo a UFRB, no caso dos pequenos animais, “a venda será realizada nas condições em que se encontram, não cabendo à instituição qualquer responsabilidade quanto à retirada e transporte e pagamento de impostos”.

A instituição destaca que são “produtos excedentes” resultantes das atividades de pesquisa, ensino e extensão realizadas na Fazenda Experimental do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas (CCAAB), em Cruz das Almas.

Como esses animais já foram utilizados como meios para um fim em âmbito acadêmico, não seria mais apropriado e justo disponibilizá-los para adoção responsável? Será que eles não merecem tal consideração? Não vale a pena cogitar a tentativa de enviá-los para abrigos ou santuários de animais? Para que não tenham um trágico fim.

Uma instituição de ensino usá-los de acordo com seus interesses e depois coloca-los à venda apenas reforça a condição de objetificação desses animais e os aproxima de um destino que em breve pode ser o abate.

Além disso, a maneira como a UFRB se refere aos animais realmente faz parecer que não são vidas, mas simplesmente mercadorias. Também é pouco provável que o dinheiro arrecado com a venda desses animais faça alguma grande diferença para o Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas. Por outro lado, não vendê-los poderia transmitir outra mensagem e ainda evitar o fim desses animais como objetos ou produtos.


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Empresa de Franca (SP) comercializa peles e acessórios à base de couro de animais silvestres

Por David Arioch

Entre as opções oferecidas estão “pele de raposa com rabo natural”, que atualmente está fora de estoque, e “pele de nútria” (Imagens: Getty/Taia Exotic Leather)

Sediada em Franca (SP), a Taia Exotic Leather é uma empresa que comercializa peles, acessórios e outros produtos à base de couro de animais silvestres.

Entre as opções oferecidas estão “pele de raposa com rabo natural”, que atualmente está fora de estoque, e “pele de nútria”, além de chaveiros, porta-objetos, carteiras, cintos e bolsas criados a partir do couro de animais como jacaré, arraia, lagarto, python e avestruz.

Segundo a empresa, a missão desde 2007 é oferecer aos clientes produtos únicos. “O couro exótico é especial, um couro nobre e de alta qualidade. Nada mais exclusivo do que um scarpin de python, ou mais resistente e confortável do que uma bota de avestruz”, destaca.

A Taia informa que seus produtos são “provenientes de atividades legais”, e contam com certificação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura.

Sobre a obtenção do couro de Python, a marca enfatiza: “Pode ser cortado pelo dorso (back cut), apresentando as grandes escamas na região central da pele. Ou cortado pelo ventre (front cut), dando ênfase ao desenho natural do animal (diamante).”

Já em relação ao jacaré, a Taia aponta que o couro do jacaré do Pantanal é comercializado mundialmente pela largura abdominal do animal. “Ele pode ser cortado pelo dorso (belly), preservando o desenho da barriga, a parte mais macia do couro. Ou cortado pelo ventre (horn back), preservando a textura do dorso e a crista da cauda”, acrescenta.


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Comediante gera polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos

Por David Arioch

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra” (Foto: BBC2)

Recentemente o comediante britânico Romesh Ranganathan gerou polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos. A afirmação foi feita em um vídeo publicado pela BBC2:

“As pessoas odeiam veganos, e elas odeiam veganos porque acham que nos consideramos melhores do que os não veganos, e eles acham que estamos sempre batendo em cima disso, e todas essas coisas são verdadeiras.”

E acrescenta: “Sou melhor do que você se você não é vegano. Em relação às minhas decisões éticas, sou muito melhor que você. Sou melhor para o planeta, melhor para os animais…”

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra e que seu tempo para pagar por essas atitudes virá em breve.”

Primeiro o comediante declarou que “não imaginava tantas reações” e que a lição foi aprendida, embora tenha deixado claro em seguida que na realidade já esperava esse tipo reação.

“Você vai me ver expressando visões provocativas apenas em shows de comédia, no palco e nesta coluna [da BBC], e provavelmente em outro vídeo. Quem eu estou enganando? Veganos são o futuro, e se você consome laticínios e carne você não se importa com o planeta “, provocou mais uma vez.


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