Ministro da agricultura gera revolta na Polônia ao propor consumo de castores e bisões

Por David Arioch

O ministro disse que ele reconhece o castor e o bisão como animais comestíveis, e que a cauda do primeiro é afrodisíaca (Foto: Getty)

O ministro da agricultura, Jan Krzysztof Ardanowski, tem gerado revolta na Polônia desde que propôs a remoção da proteção legal de bisões e castores europeus para incluí-los na lista de animais que podem ser consumidos no país.

De acordo com a BBC, durante uma conferência agrícola no Parlamento polonês no final de maio, Ardanowski falou sobre a “necessidade de regular o número de castores” devido aos danos que eles causam às produções agrícolas.

Ele lamentou que, embora as autoridades locais concedam permissão para matar milhares de castores a cada ano, há poucos caçadores engajados em fazer isso. Atualmente esses animais são parcialmente protegidos pela legislação polonesa, já que podem ser caçados entre outubro e março sob a alegação de “estarem prejudicando as lavouras”. Porém, a carne do animal não pode ser consumida.

O ministro disse que ele reconhece o castor e o bisão como animais comestíveis, e que a cauda do primeiro é afrodisíaca. Já os bisões desapareceram da floresta de Bialowieza no início dos anos 1920, e depois foram reintroduzidos na natureza a partir de animais mantidos em zoológicos. A estimativa atual é de que há pouco mais de 55 mil castores no país e 1873 bisões.

Ainda que Jan Ardanowski tenha falado em lista de “animais comestíveis” na Polônia, especialistas disseram, segundo a BBC, que essa lista não existe. Além disso, ainda que decida seguir por esse caminho, o governo polonês entrará em conflito com a União Europeia que possui legislação que prevê a proteção dos castores e proíbe o consumo do animal.


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Investigação revela crueldade por trás do uso de elefantes como atração turística na Tailândia

Por David Arioch

Reprodução

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) divulgou ontem um vídeo que é resultado de uma investigação que revela a crueldade por trás do uso de elefantes como atração turística na Tailândia.

A filmagem mostra um elefante ainda bebê preso a correntes bem curtas, o que permite o mínimo possível de mobilidade. Também denuncia que os elefantes são espetados com pedaços afiados de metal com a intenção de obrigá-los a realizarem movimentos para agradarem turistas.

No vídeo são destacados os ferimentos que os animais acumulam nessa indústria do entretenimento. Além disso, alguns movimentos não naturais dos elefantes, que são animais sociais, deixam claro que eles já estão sofrendo em decorrência de problemas psicológicos e emocionais que surgem quando vivem isolados de outros elefantes.

A investigação mostra ainda a lamentável situação de outros animais como tigres, chimpanzés e orangotangos. O primeiro, como já foi revelado em outras investigações anos atrás, ainda é dopado para que turistas possam tirar foto enquanto colocam suas mãos sobre ele.

Se você é contra esse tipo de entretenimento, clique aqui e assine o abaixo-assinado.


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Empresa holandesa desiste do mercado de carnes para se dedicar a alimentos à base de vegetais

Por David Arioch

Recursos obtidos a partir da venda da Enkco serão usados no desenvolvimento de novos produtos de origem vegetal (Foto: Divulgação)

A empresa holandesa Vivera Foodgroup anunciou ontem que vendeu a sua marca de carne Enkco no final de maio para se dedicar à produção de alternativas de origem vegetal. O grupo já vinha cogitando a possibilidade desde o ano passado, quando seus substitutos de carne alcançaram um grande volume de vendas em 400 unidades da rede de supermercados Tesco.

De lá pra cá, os “bifes vegetais” da Vivera também se expandiram pelas redes Jumbo, Carrefour e Halbert Heijn. “Somos uma das primeiras empresas do ramo de carnes a dar um adeus à carne. De agora em diante, nos concentraremos apenas em alimentos à base de vegetais, que realmente estão conquistando o mundo”, diz o CEO da Vivera Foodgroup, Willem van Weede.

E acrescenta: “Cada vez mais consumidores estão descobrindo que os produtos à base de plantas podem ser tão saborosos quanto à carne e têm muitos benefícios para a saúde, assim como para o meio ambiente e bem-estar animal.”

Weede enfatiza também que os recursos obtidos a partir da venda da Enkco serão usados no desenvolvimento de novos produtos de origem vegetal, além de ampliar a capacidade de produção até o final deste ano.


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Artista explora inversão de papéis na nossa relação com os animais

Por David Arioch

Afinal, e se fôssemos nós no lugar dos animais? Como nos sentiríamos? (Artes: Andrew Tilsley)

O artista britânico Andrew Tilsley reconhece que suas inspirações vêm das maravilhas da natureza e da exploração dos relacionamentos desconcertantes que as pessoas têm com outros animais. E foi com base nessa percepção que ele começou a explorar a inversão de papéis na nossa relação com seres não humanos.

Testes em animais, caça, uso de peles, consumo de carne e até mesmo a desconsideração pela vida dos insetos são abordados no trabalho do artista, e com viés sardônico e revanchista – que evoca uma justiça baseada na contumácia da experiência compartilhada.

Afinal, e se fôssemos nós no lugar dos animais? Como nos sentiríamos? Será que seríamos capazes de analisar mais cuidadosamente o valor das vidas não humanas que condicionamos, subjugamos e obliteramos? São esses questionamentos que o trabalho de Tilsley desperta.

Não há dúvida que a intenção é chocar o público, até porque o artista assume a função de provocar quem não vê os animais como sujeitos de direitos, como se o papel das demais espécies fossem nos servir. O uso das cores dá uma tônica espetaculosa de visceralização de uma realidade reversa.

E a expressão corriqueira e apática dos personagens não humanos transparece um retrato humano da naturalização e não rejeição às atrocidades que cometemos contra os animais por simples e confortável conveniência. E tudo é criado sob uma inspiração combinante de raiva e beleza – o que Andrew também admite, assim como sua consideração de que os animais são seres autônomos e sensíveis, embora fascinantemente diferentes de nós.

O artista também é biólogo e explica como é transitar pela ciência e pela defesa dos animais: “Para mim, não há inconsistência em ser um biólogo e um defensor dos direitos animais. De fato, eu diria que, se a primeira [função] é praticada integralmente e corretamente, a outra [função] deve seguir [por esse caminho] automaticamente.”

Saiba Mais

De West Yorkshire, na Inglaterra, Andrew Tilsley começou a se identificar com os animais bem cedo. Com cerca de quatro anos, ele aprendeu sobre a classificação dos animais de acordo com a alimentação e decidiu que queria ser um herbívoro – então abdicou do consumo de carne nos anos 1980. Mais tarde, em 1994, fez a transição para o veganismo.

Conheça um pouco mais do trabalho de Andrew Tilsley:

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Rita Lee visita ursa Rowena no interior de SP

Por David Arioch

A história inspirou Rita em seu novo livro infantil “Amiga Ursa – Uma história triste, mas com final feliz” (Foto: Guilherme Samora)

“Ter encontrado com Rowena foi um dos dias mais especiais da minha vida.” Foi assim que Rita Lee resumiu sua visita à ursa no santuário ecológico Rancho dos Gnomos, no interior de São Paulo.

A ursa foi levada da Sibéria, vítima de tráfico de animais, e veio parar no Brasil onde recebeu o nome de Marsha. Sofreu em circos e zoológicos até ser resgatada em uma operação que envolveu protetores, associações e organizações de proteção aos animais.

No seu novo lar, foi rebatizada de Rowena. A história inspirou Rita em seu novo livro infantil “Amiga Ursa – Uma história triste, mas com final feliz”, lançado pela Globinho. Na obra, em pré-venda e que chega às livrarias no final do mês, Rita é uma das personagens, vovó Ritinha. As ilustrações são de Guilherme Francini.

“A gente já sabia que Rowena é assustada por ter sofrido nas mãos de humanos – além de ser um animal com instintos que devem ser respeitados. Então, pensei que não daria para chegar tão perto. Mas Rita cantou para Rowena, ela ficou calma e foi chegando perto”, diz o editor do livro, Guilherme Samora, que acompanhou a vista.

E acrescentou: “Resultado? Rita deu suco para ela e também ganhou lambidas nas mãos! Foi muito emocionante.” Luisa Mell – que bancou a construção do recinto no Rancho dos Gnomos e ajudou no resgate – também estava lá. “A Rita tem uma conexão muito especial com os animais. É impressionante”, comentou Luisa.

Rita Lee e os animais

Não é a primeira vez que Rita Lee decide publicar livros infantis voltados à conscientização sobre os animais. Em 1988, ela publicou o livro “Dr. Alex”, que conta a história do cientista Joseph Karl Alex, defensor dos direitos animais que se transforma em um rato de laboratório. A história é baseada em uma visita que Rita e seus três filhos fizeram ao Instituto Biológico, em São Paulo.

A cantora já declarou também que o seu respeito pelos animais a impede de comer carne. Em entrevista publicada pela revista IstoÉ em 10 de setembro de 2010, Rita Lee, que também costuma resgatar animais, foi questionada sobre até onde vai sua vaidade? Entre outras coisas, ela respondeu: “Não como cadáveres de animais.”


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Projeto de lei quer estimular criação de bancos de sangue para animais

Por David Arioch

Objetivo é promover a doação segura de sangue animal (Foto: Reprodução)

Apresentado na semana passada na Câmara dos Deputados, um projeto de lei visa estimular a criação de bancos de sangue para animais, com a possibilidade de convênios e parcerias com clínicas veterinárias e organizações sociais que prezem e garantam o bem-estar animal.

Segundo o autor do PL 3278/2019, o deputado Célio Studart (PV-CE), o objetivo é promover a doação segura de sangue animal, assim como a conscientização dos tutores sobre a importância desse ato que pode salvar a vida de muitos animais.

“No município de Bauru (SP) já existe um hemocentro veterinário, onde foram realizadas diversas transfusões de sangue que acabaram salvando várias vidas animais”, exemplifica Studart. O projeto aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


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Curitiba vai ganhar ambulância para atendimento de animais

Por David Arioch

“A expectativa de prazo para que mais esse serviço entre em operação é para os próximos três meses”, publicou Greca (Foto: Reuters)

De acordo com publicação do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), no Facebook, em três meses Curitiba deve ganhar uma ambulância para prestar atendimento aos animais.

Segundo Greca, há uma licitação em andamento para contratar serviços de apoio veterinário e suporte às atividades do Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar), que incluirá veículo de resgate para situações mais graves.

“A expectativa de prazo para que mais esse serviço entre em operação é para os próximos três meses”, publicou Greca no Facebook na última terça-feira. O prefeito já havia falado a respeito no último dia 5 em publicação sobre guarda responsável e adoção animal no site da prefeitura.

O edital também deve garantir a contratação de serviços de apoio veterinário para o funcionamento de um centro de atendimento em situações emergenciais, para onde serão encaminhados os animais atendidos pela ambulância.


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Rodrigo Maia recebe manifesto contra a liberação da caça no Brasil

Por David Arioch

Entrega do manifesto fez parte do evento “Um Dia Animal!”, iniciativa do deputado Fred Costa (Patri-MG) (Foto: CFBio)

Ontem, um grupo formado por organizações da sociedade civil, parlamentares e artistas entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um manifesto contra a liberação da caça no Brasil.

Também foi entregue um abaixo-assinado com mais de 700 mil assinaturas contra a prática no país, além do resultado de uma pesquisa encomendada pela WWF-Brasil, que mostra que 93% da população brasileira é contra a caça.

A rejeição à caça é de 95% nas capitais e 91% em cidades do interior. Tratando-se de regiões, o percentual é de 94% no Sudeste, 93% no Sul, 92% no Norte e Centro-Oeste e 91% no Nordeste.

Atualmente há vários projetos que visam favorecer a caça e os caçadores no Brasil. De autoria do ex-deputado federal e atual chefe-ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o projeto de Lei (PL) 7136/2010 visa transferir aos municípios o poder de autorizar a caça de animais – prerrogativa que é do governo federal.

Já o Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/2014, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), quer tornar a caça e o “manejo de fauna” ações administrativas dos governos estaduais. Mendonça também é autor do PL 986/2015, que protege caçadores no que diz respeito à aquisição propriedade, posse, trânsito e uso de armas de fogo.

De autoria do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), e atual chefe do Serviço Florestal Brasileiro, o Projeto de Lei (PL) 6268/2016 é provavelmente o mais conhecido e prevê a liberação da caça em todo o país e ainda altera o Código de Caça brasileiro, editado em 1967.

Há também o PL 1019/2019, que cria o Estatuto dos CACs que, segundo o próprio autor, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que este ano desarquivou o projeto de Valdir Colatto, de liberação da caça, tem a finalidade de regular o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, “a fim de apaziguar as diferentes interpretações legais sobre o assunto e prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores sejam presos indevidamente”.

Otto Alencar diz que o Brasil é o país mais irresponsável do mundo com o meio ambiente

Por David Arioch

“As futuras gerações vão precisar de água. Vai ser uma situação muito grave” | Foto: Divulgação

Na última terça-feira, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente (CMA), e que fez parte da programação da campanha Junho Verde, o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse que o Brasil é o país mais irresponsável do mundo com o meio ambiente.

“Quando vejo alguém querer dar condição de desmatamento de mais cinco milhões de hectares no Brasil, parece que esse povo não tem filho nem neto”, declarou.

E acrescentou: “Esse pessoal no futuro vai querer beber água de qualidade e em quantidade suficiente. As futuras gerações vão precisar de água. Vai ser uma situação muito grave.”

As declarações do senador surgiram durante discussão sobre as tentativas de flexibilização do Código Florestal, que além de propor mais relaxamento na legislação ambiental também prevê mais anistia para os desmatadores no Brasil. Exemplo é a Medida Provisória 867/2018, proposta pelo deputado Sergio Souza (MDB-PR).

O professor de agronomia Roberto José de Freitas, que participou da audiência, defendeu que é um erro os produtores rurais acharem que qualquer medida de redução de áreas de preservação ambiental pode ser benéfica.

A justificativa é bem simples – um ambiente bem preservado reduz problemas de doenças e pragas. “Quando ele conserva a água, ele é o primeiro beneficiário”, disse.

Durante a audiência também foram abordados pontos que podem contribuir para uma “economia verde”, incluindo mais investimentos em energia solar.

“Se a gente continuar emitindo gases de efeito estufa, vai ter mais uns 15 anos de vida como planeta. O sol é a grande resposta. É a fonte mais abundante, barata e limpa. É a matriz que mais gera emprego”, declarou o empresário do ramo de energia solar, Tiago Alves.


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Projeto de lei defende pena de até seis anos de prisão para caçadores no Brasil

Por David Arioch

Com base em pesquisa encomendada pela WWF-Brasil, PL cita que rejeição à caça no Brasil é de 93% | Foto: Pixabay

Protocolado na Câmara dos Deputados na semana passada, o Projeto de Lei 3276/2019, de autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), prevê pena de três a seis anos de prisão para quem caçar animais protegidos por lei no Brasil.

O projeto, que aumenta a pena em caso de desrespeito à legislação que proíbe a caça de animais, defende alteração da Lei nº 5.197, de 1967. Segundo Studart, a lei já prevê como
crime o desrespeito às normas de vedação à caça, porém a pena é muito baixa, o que permite que “aqueles que praticam esses atos sanguinários não permaneçam atrás das grades”.

Para fundamentar a defesa do projeto, o deputado cita como referência a mais recente pesquisa Ibope encomendada pela organização WWF-Brasil, que apontou que 93% da população brasileira não é a favor da caça.

É importante destacar que no Brasil, mesmo quando o caçador é autuado em flagrante depois de matar animal protegido por lei, ele não é preso porque, segundo o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (9605/1998), trata-se de um crime de “menor potencial ofensivo”. Além disso, sempre são estabelecidas penas alternativas à prisão, o que pode servir como um estímulo aos crimes contra animais.


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