Ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais o mercado

Por David Arioch

Um diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados (Foto: Getty)

Ganhando popularidade entre veganos e também se apresentando como uma alternativa mais saudável do que o seu equivalente baseado em óleo de peixe, o ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais o mercado nos próximos anos.

De acordo com um relatório publicado esta semana pela empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o mercado de ômega-3 à base de algas deve experimentar taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,3% até 2024, chegando a atingir um valor de mercado de 1,2 bilhão de dólares.

“O mercado de ingredientes de ômega-3 de algas é dinâmico e altamente fragmentado, com pequenos e domésticos atores ocupando a maior parte do mercado global”, informa o relatório.

A pesquisa também destaca esses ácidos graxos “essenciais” obtidos a partir de algas como benéficos para a saúde cardiovascular, ocular e cerebral, finalidades para as quais têm sido amplamente utilizados em suplementos, alimentos e bebidas.

Outro diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes.

“O mercado [de ômega-3 baseado em algas] fornece ainda os tipos de ingredientes com base nos níveis de concentração de baixo, médio e alto e cenário de mercado no nível global”, enfatiza.

Na Índia, as algas já se tornaram a principal fonte de obtenção de ômega-3, e seu uso deve crescer ainda mais.

Cinquenta jabutis serão reintroduzidos no Parque da Tijuca

David Arioch

Jabutis ficarão em regime de aclimatação até serem considerados aptos à soltura (Foto: ICMBio/Divulgação)

Cinquenta jabutis-tinga chegaram neste mês ao Rio de Janeiro e deverão ser soltos no Parque Nacional da Tijuca.

A iniciativa faz parte do Projeto Refauna e envolve a equipe da unidade de conservação e pesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Doados pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), os animais foram distribuídos em quatro voos saídos de Cuiabá (MT) e estão em quarentena sob cuidados do Ibama. Veterinários da UFRRJ farão exames. Depois de atestada a saúde dos jabutis, eles serão transferidos para o parque da Tijuca, onde passarão por um processo de adaptação para soltura na natureza.

No parque, os jabutis ficarão, inicialmente, em regime de aclimatação até serem considerados aptos à soltura. Depois de soltos, a equipe de pesquisadores do Projeto Refauna continuará a monitorá-los por radiotelemetria para verificar a sobrevivência e saúde dos animais e a necessidade ou não do reforço da população na unidade de conservação.

Para isso, os animais receberão radiotransmissores que permitirão aos pesquisadores acompanhá-los mesmo quando eles não puderem ser vistos. Isso permite o monitoramento em tempo real dos jabutis e a adoção de ações de proteção quando for preciso.

Fundador do Wu-Tang Clan apoia projeto que proíbe comércio de peles em Nova York

Por David Arioch

RZA começou a sua transição para o vegetarianismo na década de 1990 e mais tarde decidiu se tornar vegano (Foto: Getty)

O fundador do icônico grupo de hip-hop Wu-Tang Clan, Robert Fitzgerald Diggs, mais conhecido como RZA, enviou esta semana um e-mail à Câmara Municipal de Nova York declarando o seu apoio ao projeto de lei do vereador Corey Johnson, do Partido Democrata, que prevê a proibição da fabricação e do comércio de peles na cidade.

“Estou escrevendo para pedir que apoiem a lei do vereador Johnson que proíbe a venda de peles em Nova York. Sou nascido no Brooklyn, mas tenho laços profundos com os cinco distritos desde os meus primeiros dias com o Wu-Tang Clan”, destaca.

A declaração de RZA surgiu como reação ao fato de haver membros da comunidade negra de Nova York contrários à proibição. Em sua justificativa, eles alegam que o “material é um símbolo do status da comunidade negra”.

“Embora haja quem argumente que peles são usadas para mostrar o status de elite em nossa comunidade em resposta à desigualdade que enfrentamos na sociedade, esses dias ficaram para trás. Isso se reflete em uma pesquisa que mostra que 77% dos eleitores da comunidade negra de Nova York apoiam o projeto”, rebate.

RZA começou a sua transição para o vegetarianismo na década de 1990 e mais tarde decidiu se tornar vegano. Em 2014, aproveitando o lançamento do álbum “A Better Tomorrow”, o sexto do Wu-Tang Clan, ele gravou um vídeo para a organização PETA relatando que não precisa consumir partes de animais mortos.

“Não há nada neste planeta que não queira viver. Eu tinha animais como amigos e eles estavam felizes em me ver à sua maneira. Tenho certeza de que não queriam estar no meu prato”, narra.

O músico faz um apelo para que as pessoas se conscientizem “que nós somos o que comemos” e declara que não há como esperar pelo melhor se alimentando de animais estressados e fadigados. “Quando penso em um amanhã melhor, penso no veganismo”, diz.

Em maio de 2018, RZA estrelou uma campanha pró-veganismo exibida nos cinemas dos Estados Unidos antes da exibição de “Han Solo – Uma História Star Wars”. No vídeo, ele aparece se transformando em diferentes homens, mulheres e animais enquanto fala que todos somos o mesmo.

RZA também é ator, produtor e proprietário da marca de vestuário 36 Chambers que, por razões éticas, não utiliza nem comercializa nada de origem animal.

Jerome Flynn, de Game of Thrones, conta como abdicou dos alimentos de origem animal

Por David Arioch

Ator abdicou completamente do consumo de alimentos e produtos de origem animal há três anos | Foto: Divulgação

Em entrevista publicada na semana passada pelo jornal britânico Daily Mail, o ator Jerome Flynn, mais conhecido pelo personagem Bronn, da série Game of Thrones, da HBO, disse que, a princípio, decidiu parar de se alimentar de animais porque estava gostando de uma colega vegana na escola de artes dramáticas:

“Ela costumava rosnar para mim se eu me sentasse ao seu lado para comer uma linguiça na hora do almoço. Eu era um pouco ingênuo sobre o processo de produção de carne e ela me trazia folhetos educativos da PETA e Viva!.”

Flynn disse que achou difícil ser vegano à época, principalmente porque ele não sabia como obter proteínas a partir de fontes vegetais.

“Continuei com o queijo de cabra achando que havia menos crueldade envolvida. Mas então minha amiga Juliet Gellatley [fundadora e diretora da organização vegana Viva!] compartilhou informações sobre uma campanha que estava realizando sobre a indústria de caprinos”, lembra.

Foi então que há três anos o ator abdicou completamente do consumo de alimentos e outros produtos de origem animal: “Ficou explícito o tipo de crueldade que está acontecendo [nessa indústria].”

Jerome Flynn enfatizou também que é muito mais fácil ser vegano agora do que há 40 anos quando ele decidiu parar de comer carne.

“Há maravilhosas alternativas para a proteína da carne, como os queijos fermentados de castanha-de-caju que são incríveis. Você pode até obter substitutos de ovos”, citou e acrescentou ainda que parar de se alimentar de animais o ensinou a cuidar mais de si mesmo e a amar cozinhar: “É um presente.”

Segundo o ator, se quisermos evitar mergulhar o planeta em uma profunda catástrofe, teremos que mudar nossos hábitos alimentares e consumir muito mais proteínas à base de vegetais. Do contrário, continuaremos castigando também os animais e os ecossistemas.

Ele revelou também que a abstenção do consumo de alimentos de origem animal começou a ganhar popularidade nos bastidores de Game of Thrones. Quando a filmagem da série começou há 10 anos, os atores tinham de levar o seu próprio leite vegetal para o set de filmagem. Com o tempo, passaram a ter três opções oferecidas pela produção.

A principal dica de Jerome Flynn para quem pensa em abdicar completamente dos produtos de origem animal é se educar sobre o assunto. “Para que você tenha energia, paixão e estímulo.”

Estudante de química da UFMT desenvolve maquiagem vegana com ingredientes naturais

Por David Arioch

Sandynara (de jaleco) desenvolveu 15 produtos veganos para maquiagem (Fotos/Acervo: Sandynara Aguiar Gama/Divulgação)

Estudante do curso de química da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, desenvolveu recentemente 15 produtos veganos para maquiagem e os apresentou no mês passado na Feira Nacional do Empreendedorismo (FNE), do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac), que teve como tema a sustentabilidade.

Moradora de Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá (MT), Sandynara conta que sua intenção desde o princípio era desenvolver uma linha de maquiagem natural, que não fosse prejudicial à pele e que não contasse com ingredientes de origem animal nem testados em animais.

Com esse objetivo em mente, a estudante de química produziu delineador em creme, batom, batom líquido, protetor labial, base, pó, sombra em pó, sombra em base, blush, esfoliante de café, máscara de aveia, iluminador líquido, gloss, demaquilante bifásico e tônico facial.

Para o desenvolvimento dos produtos que possuem laudos técnicos comprovando que são naturais, Sandynara utilizou ingredientes como argila branca, azeite, beterraba, cacau em pó, farinha de amora, flor de alecrim, óleo de manga e óleo de pequi e óleo de rícino.

Para evitar a oxidação e contaminação, ela também recorreu à vitamina E. A estudante, que investiu cerca de dois mil reais no projeto, agora pensa em transformá-lo em um negócio.

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O desenvolvimento das maquiagens foi supervisionado pela professora e orientadora Kenya Rafaela e os laudos foram assinados pela química Fábia Elaine Ferreira.

Câmara aprova medida que anistia desmatadores no Brasil

Por David Arioch

Pesquisadores e especialistas em meio ambiente repudiaram a medida 867, apontando que além da anistia aos desmatadores, a proposta fragiliza o código (Foto: Reuters)

Ontem foi aprovado na Câmara dos Deputados a Medida Provisória 867/18, de autoria do deputado Sérgio Souza, que prevê mais anistia para os desmatadores no Brasil ao mudar vários pontos do Código Florestal. Agora a matéria será enviada ao Senado.

A proposta desobriga proprietários de imóveis rurais de recuperarem a vegetação nativa de áreas desmatadas até 22 de julho de 2008. A princípio, a medida surgiu como uma forma de permitir que os ruralistas não sofram sanções envolvendo restrições de crédito em decorrência do desmatamento.

Com o projeto de Sérgio Souza, os ruralistas que desmataram o Cerrado podem ter suas propriedades regularizadas desde que a área de reserva legal seja de 20% em relação ao que existia de vegetação nativa em julho de 1989, ano da Lei 7.803/89. O que também não significa que esses 20% sejam referentes à área real de mata nativa na época.

O mesmo percentual vale para áreas desmatadas do Pantanal, Pampa, Caatinga e Campos Gerais, mas em relação à área que existia até 2000 (MP 1.956-50). Nessas últimas áreas citadas, se a exploração tradicional for de pecuária, o pastejo animal e o manejo estão liberados em toda a área consolidada.

Segundo a Agência Câmara, se em 1989 a propriedade já contava apenas com 10% de vegetação nativa, os 20% incidirão sobre esses 10% restantes, perfazendo apenas 2% da área total. A mesma regra se aplica à Amazônia, mas com variações correspondentes às diferentes legislações.

O percentual de 50% incidirá sobre o que havia de vegetação nativa em 1965, 1989 e 1996. Vale lembrar que o projeto de Sérgio Souza dispensa ainda a anuência do órgão ambiental competente da época na qual os índices foram mudados.

A medida também acaba com o prazo para adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), exigido pelo Código Florestal Brasileiro, que previa recolhimento de informações sobre o uso das terras, visando o fortalecimento do programa de regularização ambiental e recuperação de áreas de proteção permanente e de reservas legais.

Ontem, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente (CMA) sobre os sete anos do Código Florestal, pesquisadores e especialistas em meio ambiente repudiaram a medida 867, apontando que além da anistia aos desmatadores, a proposta fragiliza o código.

No Reino Unido, um a cada dez jovens de 8 a 16 anos não consome carne

Por David Arioch

44% daqueles que não consomem carne estão seguindo esse caminho para “serem mais gentis com os animais (Foto: Getty)

De acordo com pesquisa realizada pela empresa alimentícia britânica Linda McCartney Foods e divulgada este mês pelo tabloide The Sun, um a cada dez jovens de 8 a 16 anos do Reino Unido não consome carne. Além disso, 44% estão tentando consumir menos alimentos de origem animal.

A pesquisa realizada com 1,5 mil crianças e adolescentes apontou também que a proporção de jovens na faixa etária de 8 a 16 anos se tornando veganos é duas vezes maior do que a de adultos.

Outra observação feita é que 44% daqueles que não consomem carne estão seguindo esse caminho para “serem mais gentis com os animais”. Já 31% justificaram que optaram por não comer carne porque é melhor para o planeta.

Por outro lado, 70% dos entrevistados alegaram que ainda é preciso oferecer mais opções veganas ou pelo menos livres de carne nas escolas. Além disso, 21% dos jovens que participaram da pesquisa pretendem abandonar o consumo de carne nos próximos anos.

120 mil refeições veganas para estudantes no Reino Unido

A empresa vegana Devil’s Kitchen, inaugurada recentemente em Stroud, na Inglaterra, vai preparar e servir 120 mil refeições veganas para estudantes britânicos por semana.

Além de não oferecer nada de origem animal, a empresa desenvolveu uma linha de embalagens sustentáveis e toda a energia utilizada para a produção dos alimentos é da Ecotricity, empresa que produz energia considerada 100% verde e que conta com certificação da The Vegan Society.

A iniciativa é do empresário Dale Vince, que disse que sua meta é incentivar a alimentação livre de ingredientes de origem animal nas escolas. Inclusive Vince já fala na internacionalização da iniciativa.

Atualmente a Devil’s Kitchen tem como meta ajudar a garantir que proteínas de origem vegetal se tornem elementos centrais nas refeições diárias dos estudantes

OMS pode prejudicar animais silvestres ao promover a tradicional medicina chinesa

Por David Arioch

Que destino os animais silvestres já ameaçados de extinção pela MTC podem esperar? (Fotos: Getty/WWF/Shutterstock)

Na última versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu pela primeira vez “medicamentos” que fazem parte da medicina tradicional chinesa (MTC).

O problema é que no desenvolvimento desses “remédios” são utilizadas partes de animais silvestres – o que ajuda a financiar e a estimular o comércio e tráfico de animais, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o pangolim.

Considerada a maior vítima do tráfico de animais silvestres, somente nos últimos 18 anos mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores. As oito espécies de pangolins, animal pré-histórico que vive na Terra há mais de 80 milhões de anos, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na MTC.

Na busca por ingredientes de origem animal a medicina chinesa também afeta tigres, rinocerontes, ursos-negros, cervos-almiscarados, cavalos-marinhos e focas. No total, são 36 espécies de animais e cerca de mil plantas utilizadas na MTC, segundo informações do Advocacy for Animals, da Encyclopædia Britannica.

Embora a medicina tradicional chinesa seja realizada há mais de dois mil anos, ainda assim os dados que apoiam a sua suposta eficácia são classificados como insatisfatórios. E acredita-se que a OMS tenha incluído a MTC na nova classificação estatística mais pelo apelo global alcançado nas últimas décadas com a sua popularização do que por dados consistentes sobre os métodos e recursos utilizados.

Porém, a preocupação subsiste no fato de que a OMS é a organização que estabelece normas e padrões que influenciam tratamentos médicos em mais de 100 países. Sobre isso, a Scientific American publicou em abril que pesquisadores da Universidade de Maryland concluíram, depois de avaliar 70 artigos de revisão sobre a MTC, que os dados são insignificantes ou não atendem aos padrões de avaliação.

“Dar crédito a tratamentos que não cumpriram esses padrões aumentará seu uso, mas também diminuirá a credibilidade da OMS. […] Embora seja uma boa ideia catalogar a MTC e conscientizar os profissionais de saúde sobre os tratamentos usados ​​por milhões, sua inclusão na CDI equivale de forma imprudente a medicamentos que foram submetidos a testes clínicos”, aponta a publicação.

A Scientific American também chama a atenção para os impactos ambientais, contribuição à destruição dos ecossistemas e aumento do comércio ilegal de animais selvagens a partir do endosso da OMS. Vale lembrar que em outubro de 2018, a China anunciou que estava regulamentando o “comércio controlado” de chifres de rinocerontes e ossos de tigres. E com a promoção da OMS, que destino os animais silvestres já ameaçados de extinção, inclusive no continente africano, que se tornou bastante visado por fornecedores de matéria-prima para a MTC, podem esperar?

Ônibus elétricos colocam Chile no caminho de um futuro mais sustentável

Por David Arioch

Os 200 veículos chegaram às ruas da capital Santiago (Foto: Divulgação)

O Chile possui atualmente a maior frota de ônibus elétricos da América Latina. Os 200 veículos chegaram às ruas da capital, Santiago, este ano como parte de um plano para cortar emissões e reduzir a poluição do ar. Até 2040, o país busca ter uma frota totalmente elétrica em seu sistema público de transporte.

“Para enfrentar decisivamente a mudança climática, a mobilidade elétrica é essencial. Estamos dando um salto em direção a um sistema de trasportes mais limpo, mais eficaz e sustentável”, disse Carolina Schmidt, ministra do Meio Ambiente do Chile e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP25.

Em dezembro, o país irá sediar a COP25 e tentar conseguir compromissos mais ambiciosos para reduzir as emissões dos países com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.

Transportes sustentáveis são essenciais para ações climáticas, mas também para proteger a saúde de cidadãos. Um ônibus elétrico pode evitar até 60 toneladas de emissões de carbono todos os anos.

No Chile, a poluição do ar causa ao menos quatro mil mortes prematuras anualmente. Além disso, 10 milhões de chilenos estão expostos diariamente a níveis de partículas finas acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com dados oficiais.

Um estudo de 2017 da ONU Meio Ambiente estima que a transição para uma frota totalmente elétrica de táxis e ônibus irá evitar 1.379 mortes prematuras até 2030.

Em nível nacional, o combate à poluição do ar irá gerar benefícios anuais à saúde de oito bilhões de dólares, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Chile.

A mobilidade pública elétrica também está em alta em outras partes da América Latina. Guayaquil, a cidade mais populosa do Equador, lançou em março deste ano uma frota de 20 ônibus elétricos, que irão transportar 10.500 usuários todos os dias. Na Colômbia, a cidade de Cali irá completar uma frota de 125 unidades neste ano, enquanto Medellín já comprou 64 ônibus do tipo.

A Costa Rica prometeu ter uma frota de ônibus e táxis totalmente elétrica até 2050, como parte de um plano nacional para redução de emissões de carbono. Outros países também estão apresentando incentivos para consumidores, como o Peru, onde um imposto sobre veículos elétricos foi suspenso em 2018.

A ONU Meio Ambiente, por meio de sua plataforma MOVE, e com apoio do projeto Euroclima+, está ajudando Argentina, Colômbia e Panamá com suas estratégias nacionais de mobilidade elétrica.

Hotel vegano será inaugurado na Escócia em junho

Por David Arioch

“Nós queríamos criar um espaço onde todos, veganos ou não, pudessem se reunir para celebrar a incrível inovação e diversidade que estamos vendo em todo o movimento (Foto: Divulgação/The Sun)

Em junho, a Escócia inaugura o hotel vegano Saorsa 1875, que vai funcionar em uma casa da era vitoriana, construída em 1875 em Pitlochry, Perthshire. O local está passando por algumas adaptações para ser inaugurado como uma hospedagem vegana.

“Nós queríamos criar um espaço onde todos, veganos ou não, pudessem se reunir para celebrar a incrível inovação e diversidade que estamos vendo em todo o movimento. Isso não é sobre sacrifício ou abstinência, é um ambiente onde os hóspedes podem experimentar incríveis comidas, bebidas e um design que não surgiu às custas dos animais”, diz a CEO e cofundadora da empresa vegana Saorsa, Sandra McLaren-Stewart.

Ela acrescenta que tudo, incluindo produtos de higiene pessoal e limpeza, é vegano. Outro diferencial é que as refeições e bebidas oferecidas aos hóspedes serão baseadas prioritariamente em ingredientes locais. Além disso, a energia utilizada no local é da Ecotricity, certificada pela Vegan Society, segundo o tabloide The Sun.

O hotel que é pet friendly (o que significa que animais domésticos são permitidos) tem a sua própria horta. O Saorsa também pretende oferecer atividades ao ar livre e oficinas de culinária.

Stanford Inn, um destino para veganos nos EUA

Nos Estados Unidos, o Stanford Inn é considerado o primeiro resort vegano do país. Situado na costa de Mendocino, na Califórnia, com uma paisagem privilegiada em que um grande jardim se encontra com o mar, o resort oferece spa, piscina, academia, ioga, tai chi, aulas de culinária, aulas de jardinagem e canoagem.

No Stanford Inn, todos os alimentos oferecidos pelo restaurante são orgânicos e de cultivo local ou regional. Além disso, o resort também é pet friendly e oferece passeios guiados, acupuntura e atividades sobre ervas chinesas e prática ayurvédica. Há também uma loja para quem quiser comprar livros e artigos produzidos artesanalmente.

Outro diferencial é que todas as suítes, revestidas em pinho e pau-brasil de reflorestamento, têm lareira a poucos metros da cama. Basicamente, o Stanford Inn é indicado para quem busca tranquilidade e o contato com a natureza, segundo a direção do resort.

A vista da Baía de Mendocino e da histórica fazenda que abriga a pousada são alguns atrativos que tornam o resort um dos preferidos e mais belos destinos da Califórnia. No TripAdvisor, o Stanford Inn é qualificado como excelente, com nota média de 4,5.