Ministro do STJ defende que é preciso amadurecer discussão sobre a dignidade dos animais não humanos

Por David Arioch

Para o ministro, grande parte das leis de bem-estar animal ainda carregam em si uma herança antropocêntrica e não biocêntrica (Acervo: STJ)

Em julgamento realizado em março, envolvendo um caso de alegação de maus-tratos e guarda provisória de um papagaio domesticado apreendido pelo Ibama em São Paulo, o relator e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), OG Fernandes, reconheceu e utilizou conceitos dos direitos animais e da natureza para fundamentar seu voto, que também foi compartilhado pelos ministros Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães, Francisco Falcão e Herman Benjamin.

No acórdão, o ministro concluiu que, como o animal convivia há mais de 23 anos com a mesma tutora, inclusive criando laços afetivos, a retirada do papagaio depois de largo período de domesticação implica na violação dos direitos do próprio animal.

No entanto, deixou claro que é necessário tomar medidas que assegurem o bem-estar animal e não permita a eternização de situação irregular de criação não autorizada de animal silvestre. “É certo que a criação irregular deve ser reprimida e combatida, até porque é esse tipo de atitude que fomenta o comércio ilícito de animais silvestres”, pontuou.

OG Fernandes acrescentou que a justiça deve ser repensada sob uma nova racionalidade distinta da lógica hegemonicamente traçada e reproduzida nas instâncias ordinárias – de forma a impulsionar o Estado e a sociedade a pensarem de maneira radicalmente distinta dos atuais padrões jurídicos.

“Portanto, faz-se necessária uma reflexão no campo interno das legislações infraconstitucionais, na tentativa de apontar caminhos para que se amadureça a discussão acerca do reconhecimento da dignidade aos animais não humanos, e, consequentemente, do reconhecimento dos direitos e da mudança da forma como as pessoas se relacionam entre si e com os demais seres vivos”, defendeu o ministro, antagonizando a objetificação e a inferiorização que priva os animais não humanos de serem reconhecidos como sujeitos de direitos.

O ministro também admitiu que, mesmo com a existência de um significativo rol de legislações voltadas para a proteção e cuidados com os animais, grande parte dessas leis ainda carregam em si uma herança antropocêntrica e não biocêntrica.

Fernandes utilizou como referência a obra “Reflections on Animals, Property, and the Law and Rain Without Thunder”, de 2007, do professor Gary Francione, e destacou que ainda nos encontramos em um processo de construção de uma consciência ecológica. Porém, a sociedade ainda considera o bem-estar dos animais apenas quando não estão em conflito com seus interesses particulares e econômicos:

“A rigor, o que vem acontecendo é a condenação de determinados atos intoleráveis de violência para que o próprio ser humano veja seus padrões morais atendidos. Os animais não humanos são poupados da crueldade considerada nociva à preservação dos bens fundamentais do homem, e, portanto, isso impede que sejam enjaulados, exibidos, caçados, mortos, submetidos a experiências e usados como meio de diversão).”

O ministro OG Fernandes também fundamentou seu voto informando que a corte colombiana reconheceu em 2016 o Rio Atrato, o rio mais caudaloso da Colômbia, como sujeito de direitos, o que resultou em sanções contra o poder público em decorrência de negligência e degradação ocasionadas pela iniciativa privada contra o rio, sua bacia e afluentes, situados no departamento de Chocó.

O ministro citou ainda a obra “Direitos da Natureza”, de 2016, de autoria da diretora da organização Métodos de Apoio à Práticas Ambientais e Sociais (Mapas), a advogada Vanessa Hasson de Oliveira:

“A natureza não é algo apartado da espécie humana e os demais seres da coletividade planetária, assim como os seres humanos, são a própria natureza em sua universalidade e diversidade”, referenciou Fernandes. O Mapas é uma ONG que cria métodos e práticas que visam melhorias para a saúde do meio ambiente e da sociedade.

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O julgamento do Recurso Especial 1.797.175/SP foi feito pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 21 de março.

Jornalista Maurizio Giuliano defende que mitigar mudanças climáticas é essencial para a paz

Por David Arioch

Mas outros desafios são as mudanças climáticas e os desastres associados a riscos naturais que estão frequentemente ligados às mudanças climáticas” (Foto: PA Images)

No último dia 7, durante a 1ª Plenária do Fórum Mundial pela Paz, realizado pela organização Together for Peace na Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro, o diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Brasil, Maurizio Giuliano, convidou mais de 100 universitários a refletirem sobre a relação entre a paz e as mudanças climáticas.

“A paz é a eliminação de qualquer conflito. Mas sem debelar as mudanças climáticas e sem desenvolvimento, a paz pode ser muito mais difícil de se conseguir. E inversamente, só a paz permite que possamos — entre países democráticos — avançar na Agenda 2030 [para o Desenvolvimento Sustentável] e preservar a espécie humana””, declarou.

Segundo Giuliano, a paz é uma questão de justiça, mas, acima de tudo, é uma necessidade para a sobrevivência. “Temos neste momento uma quantidade enorme de guerras, conflitos, situações de violência e deslocamento forçado, situações de gravidade extrema. A ameaça nuclear que caracterizou os últimos 75 anos ainda persiste”, enfatizou.

E acrescentou: “Mas outros desafios são as mudanças climáticas e os desastres associados a riscos naturais que estão frequentemente ligados às mudanças climáticas”.

Giuliano também explicou aos estudantes as razões de utilizar o termo “desastres associados a risco natural” no lugar de “desastres naturais”. “O que causa um desastre não é necessariamente e apenas o fenômeno natural em si. Um terremoto de mesma escala pode passar pouco percebido no Japão e matar milhares de pessoas em um país em desenvolvimento”.

Joaquin Phoenix e Dave Navarro vão conduzir procissão funerária de animais mortos nos matadouros

Por David Arioch

A iniciativa faz parte das homenagens que serão feitas no Dia Nacional dos Direitos Animais (Fotos: Shutterstock)

No dia 2 de junho, o ator Joaquin Phoenix e o músico Dave Navarro vão conduzir em Los Angeles uma simbólica procissão funerária dedicada a animais mortos para consumo. Eles e os demais participantes carregarão nos braços os corpos desfalecidos de leitões, frangos, galinhas e cordeiros.

A iniciativa faz parte das homenagens que serão feitas no Dia Nacional dos Direitos Animais a bilhões de animais mortos anualmente pela indústria de carnes, laticínios, ovos e outros produtos.

Até agora 32 cidades já confirmaram participação no evento, incluindo não apenas cidades dos EUA, mas também da Dinamarca, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Austrália e Índia, entre outras.

O objetivo do Dia Nacional dos Direitos Animais, instituído em 2011, é refletir sobre a violência humana contra animais de outras espécies. O evento memorial traz em sua programação a leitura da Declaração dos Direitos Animais, discursos, poesia, música e apresentações audiovisuais.

Além disso, convida as pessoas a adotarem um estilo de vida vegano, em oposição à exploração animal que se estende à alimentação, vestuário, cosméticos, produtos domésticos, medicamentos, mão de obra, esportes e entretenimento.

Segundo a organização Our Planet. Theirs Too, sediada em Los Angeles e responsável pela criação do Dia Nacional dos Direitos Animais, dezenas de bilhões de animais são mortos nos matadouros do mundo todo ao longo de um ano.

Somente nos Estados Unidos, 10 bilhões de animais terrestres e 20 bilhões de animais marinhos foram reduzidos a alimentos. Tivemos dez milhões de animais mortos em laboratórios, três milhões mortos para a extração de suas peles e 200 milhões assassinados por caçadores. São 80 milhões de animais mortos por dia.

“Esses indivíduos, que têm uma alma, um caráter único e uma vontade de viver, são exatamente como nós: eles vêm em todas as formas, cores e tamanhos. Alguns deles têm penas, alguns deles têm pelos, alguns deles têm patas e outros têm pernas minúsculas”, justifica a organização.

E acrescenta: “Mas todos compartilham a mesma coisa que também temos em comum: eles têm o direito de viver. Com seus filhos e famílias. Felizes e livres. Nesse dia, paramos tudo e nos lembramos deles.”

Empresa que promove o veganismo patrocina quatro times de futebol do Norte do Brasil

Por David Arioch

“Estamos aqui juntos, unidos e impulsionados pela necessidade de uma mudança radical” (Foto: VeganNation/Paysandu Sport Club)

A empesa VeganNation, que promove o veganismo, se tornou a principal patrocinadora de quatro times de futebol do Norte do Brasil – Remo (PA), Paysandu (PA), Nacional (AM) e do time feminino Iranduba (AM).

O CEO da VeganNation, Isaac Thomas, conta que essa parceria com clubes de futebol é uma forma de utilizar o esporte para promover mais conscientização sobre a importância de um estilo de vida menos nocivo ao planeta e também de se proteger a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo.

“É a maior produtora de oxigênio do qual a Terra depende. A Floresta Amazônica é o lar de cerca de 70% das espécies da Terra. As florestas tropicais são a parte mais importante da natureza e são vitais para a vida neste planeta”, defende.

A VeganNation é a responsável pela VeganCoin uma criptomoeda vegana rastreável criada para a aquisição de produtos e serviços veganos. A empresa também desenvolveu e está aperfeiçoando uma plataforma de interação entre veganos do mundo, além de ter como missão atrair quem se interessa em saber mais sobre o assunto.

Isaac Thomas defende que como o futebol tem muita visibilidade e é amado por muitos, o esporte tem o poder de tocar o coração das pessoas.

“Estamos aqui juntos, unidos e impulsionados pela necessidade de uma mudança radical. Estamos aqui para tocar os alarmes da mudança climática, para proteger nossas florestas, oceanos, vida selvagem e todos os nossos tesouros naturais. A mudança não é feita em um dia, mas todo dia conta e toda pessoa pode fazer a diferença”, enfatiza.

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O aplicativo VeganNation está disponível na App Store e no Google Play.

Gatinho baleado com espingarda precisa de ajuda para cirurgia

Reprodução

O gatinho Negão tem aproximadamente quatro anos de vida e foi vítima de maus-tratos em Praia do Meio, em Natal, no Rio Grande do Norte. Ele foi encontrado ferido após ter sido atingido por um tiro de espingarda. O projétil se alojou na coluna do animal e o deixou paraplégico.

Negão é tutelado por uma família humilde e sua tutora, Acidália Bastos, faz todo possível para cuidar do gatinho. Ela o levou para receber atendimento veterinário emergencial e gastou cerca de R$ 400 em exames com exames e cuidados iniciais, mas, infelizmente, não possui recursos para custear a cirurgia para a remoção do projétil, que ficou orçada em R$ 1.200.

A tutora de Negão tem gastos diários com fraldas e óleos cicatrizantes, mas faz um apelo por ajuda para que o gatinho seja operado. Em uma entrevista ao jornal OP9 (veja abaixo), Acidália se emociona ao falar sobre Negão.

Para quem puder ajudar, Acidália disponibilizou uma conta para depósitos:

Banco do Brasil
Agência – 2623-9
Conta Corrente – 28977-9
Titular: MARCOS R. FRANCISCO

Comida vegetariana será a norma nos eventos do governo de Amsterdã em 2020

Por David Arioch

“Esse governo está fazendo escolhas sustentáveis ​​e acho que também devemos fazê-las por nós mesmos” (Foto: Visually Spectacular Catering)

A partir de 2020, comida vegetariana será a norma nos eventos realizados pelo governo de Amsterdã. O anúncio foi feito esta semana, mas a medida deve passar antes por uma votação em junho antes da elaboração de estratégias para a implementação.

“Os quatro partidos que governam a cidade, que detêm a maioria das cadeiras do governo, adotaram a iniciativa que será oficialmente votada por todo o corpo governamental”, informou o chefe de gestação operacional Rutger Groot Wassink ao jornal britânico Telegraph.

De acordo com o representante do Partido pelos Animais, Johnas van Lammeren, no ano que vem alimentos de origem animal só serão servidos mediante prévia solicitação, já que o padrão serão refeições prioritariamente baseadas em vegetais.

A princípio, a ideia era oferecer somente opções veganas, mas ficou decidido que seria melhor “ir com calma” nessa etapa classificada como uma espécie de transição.

“Estamos invertendo as normas. A questão não é mais “você é vegetariano?”, mas “você come carne?”, disse Wassink.

E acrescentou: “Esse governo está fazendo escolhas sustentáveis ​​e acho que também devemos fazê-las por nós mesmos. Trata-se de dar um bom exemplo.”

Príncipe William diz que é preciso colocar traficantes de animais silvestres na prisão

Por David Arioch

“Embora tenhamos feito progressos, ainda estamos apenas tocando a superfície” (Foto: UFW)

Na semana passada, durante reunião da United For Wildlife, uma coalização formada por seis organizações que atuam em defesa da vida selvagem, o príncipe William foi convidado a comentar sobre o cenário atual do tráfico de animais silvestres.

Diante da plateia, ele declarou que é preciso fazer o possível para colocar traficantes de animais atrás das grades. A discussão girou em torno do comércio de partes de animais silvestres com as mais diversas finalidades.

William, que disse estar engajado na causa, também pediu mais apoio do setor privado para ajudar a combater o tráfico de animais. “Embora tenhamos feito progressos, ainda estamos apenas tocando a superfície”.

Ele lembrou também que desde que a coalização foi formalizada 52 investigações foram conduzidas pela United For Wildlife, culminando na prisão de 10 traficantes – o que William ressaltou como positivo.

Polêmica envolvendo caça de aves na Escócia

Em agosto do ano passado, o príncipe William se envolveu em uma polêmica quando ele e a duquesa Kate Middleton, levaram o príncipe George, de cinco anos, para participar de uma caçada de perdizes no Castelo de Balmoral, na Escócia.

A iniciativa gerou repercussão no Reino Unido e dividiu opiniões, considerando que, embora a caça seja considerada pela família real como uma atividade tradicional, a prática transmite para uma criança a ideia de que está tudo bem em matar algumas espécies de animais, mesmo que elas não representem qualquer ameaça.

Além dos pais, o garoto também estava em companhia da Rainha Elizabeth, do príncipe Charles e de outros membros da família real.

Segundo uma pesquisa encomendada pela League Against Cruel Sports e pela Animal Aid, 69% dos britânicos são contra a caça esportiva de aves, que em período de temporada culmina na morte diária de mais de 100 mil animais.

A prática, considerada cruel e desnecessária, estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informa Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Ibama diz que Centros de Triagem de Animais Silvestres permanecerão em funcionamento em MG

Por David Arioch

Os centros de triagens são um alento para animais silvestres no Brasil (Foto: Cetas-MG)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou novamente esta semana que os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Montes Claros e Juiz de Fora permanecerão em funcionamento.

A superintendência do Ibama de Minas Gerais está buscando parceria com órgão ambiental estadual para minimizar o custeio das atividades desenvolvidas nos centros de triagem, e que não serão cobertas pelo governo federal, assim evitando que as duas unidades encerrem as atividades.

Os centros de triagens são um alento para animais silvestres no Brasil, seja animais resgatados de cativeiro em situação de maus-tratos ou até mesmo animais atropelados ou vítimas não fatais de caçadores. Quando os animais estão aptos para viver na natureza, mais tarde eles são destinados às unidades de conservação.

1,4 mil marrequinhos são incinerados vivos em Santa Catarina

Por David Arioch

Letícia Filpi: “A Cidasc agiu de forma inconstitucional, foi contra a lei de crimes ambientais” (Foto: Reprodução)

Um caminhão-baú foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Ponte Alta (SC) em uma fiscalização conjunta entre vários órgãos de governo estadual de Santa Catarina.

Ali, haviam 1,4 mil filhotes de marreco e, devido à falta de documentação de procedência dos animais e as rígidas normas de vigilância sanitária, os animais foram incinerados vivos. O caso aconteceu no dia 10 de abril, mas só veio à tona agora.

Sabemos que a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) tem amparo legal para a procedência, mas tratam-se de vidas.

O deputado Marcius Machado se mostrou indignado em suas redes sociais e declarou que irá propor uma alteração na Lei para que, ao invés de abater esses animais que viajam sem procedência, sejam doados para assentamentos e/ou para os agricultores da subsistência familiar.

O deputado declarou ainda que, neste projeto também fez as alterações para que os animais não sejam enterrados ou incinerados, só que em outra legislação. “Altera a Lei nº 10.366, de 1997, que instituiu a Lei sobre a fixação de política de defesa sanitária do animal, visando proibir o enterro ou incineração de animais de produção vivos sem indicação de patologia emitida por autoridade competente e estabelece outras providências.”

O Projeto de lei está com o deputado Mocellin como relator e foi enviado para a Cidasc para se manifestar sobre o PL (confira aqui).

Para a advogada animalista, Letícia Filpi, a Cidasc está tratando os animais como coisas inanimadas. O correto seria entrar em contato com órgãos ambientais para saber como destinar os patinhos. Além disso, não havia prova do risco desses animais. A única coisa que tinha era falta de documentação, mas nada indicava que havia motivo para justificar a morte de 1,4 mil animais.

“A Cidasc agiu de forma inconstitucional, foi contra a lei de crimes ambientais. Na minha opinião de jurista, isso configura 1,4 mil crimes de maus-tratos com mortes, porque você só abate o animal quando você tem certeza de que isso é estritamente necessário”, destacou.

E acrescentou: “A Cidasc é um órgão da agropecuária, mas não pode se sobrepor a um órgão ambiental. O Brasil possui o princípio da não crueldade e o princípio do in dúbio pró natura. Os animais antes de ser propriedade humana, são bens ambientais.”

*Colaboração de Luciane Pires, publicitária, brander, ativista, infoativista pelo direito dos animais e formadora de opinião no Instagram @luhpires_

Ator de Game of Thrones se junta à empresa que criou a criptomoeda vegana

Por David Arioch

“[A plataforma] Vegan Nation é a base de uma economia vegana internacional que torna a vida vegana mais simples, mais econômica e melhor para a terra e para a alma de um cada um de nós” (Foto: Getty)

O ator britânico Jerome Flynn, mais conhecido como Bronn da série Game of Thrones, da HBO, e que não consome alimentos nem outros produtos de origem animal, agora é um dos membros do conselho consultivo da empresa vegana VeganNation, que surgiu no ano passado com o objetivo de criar uma criptomoeda rastreável que pode ser utilizada para produtos e serviços com certificação vegana disponíveis na plataforma.

“Vegan Nation é a base de uma economia vegana internacional que torna a vida vegana mais simples, mais econômica e melhor para a terra e para a alma de um cada um de nós. A VeganCoin permitirá que mais pessoas se tornem veganas e assim contribuam para reduzir a nossa pegada ecológica”, defende Flynn, que tem participado de diversas campanhas em defesa dos animais, em comunicado da empresa.

A criptomoeda vegana começou a ser comercializada no final do mês passado. Segundo a empresa, a intenção maior é apoiar empresas veganas e criar uma economia livre de crueldade.

O CEO Isaac Thomas afirma que é importante tornar o estilo de vida vegano mais acessível, criando uma comunidade global descentralizada e rica em recursos que podem ajudar as pessoas nos mais diversos aspectos de uma vida livre de ingredientes e produtos de origem animal.

Embora tenha sido idealizado para unir e facilitar a vida dos veganos, o aplicativo da VeganNation é destinado a qualquer pessoa de qualquer lugar que queira se abster do consumo de animais.

Uma pessoa do Brasil, por exemplo, pode comprar facilmente um produto vegano disponibilizado na plataforma por uma pessoa ou empresa da Islândia. Não há restrições de origem e destino. O aplicativo permite não apenas compras, mas também permutas.

A plataforma se volta ainda para o ativismo em prol do veganismo, já que oferece recursos para o compartilhamento de conteúdo entre usuários de qualquer país.