Cofundador do Twitter prefere investir em carnes vegetais

Williams e Biz Stone têm investido na Beyond Meat desde a formulação dos primeiros produtos (Fotos: USA Today/Beyond Meat/Divulgação)

O cofundador do Twitter, Evan Williams, que se desligou da mídia social de microblogging recentemente para se dedicar a outros projetos, está preferindo investir em carnes vegetais. A Bloomberg divulgou esta semana que, por meio da sua empresa de investimentos Obvious Ventures, Williams detém participação de 414 milhões de dólares na marca Beyond Meat, que supera de longe a sua atual participação de 10 milhões no Twitter.

Segundo a Bloomberg, tanto Evan Williams quanto o também cofundador do Twitter Christopher Isaac “Biz” Stone têm investido na marca de carnes vegetais desde a formulação dos primeiros produtos. No início do mês, o CEO da Beyond Meat, Ethan Brown, e seus seis principais acionistas arrecadaram 1,6 bilhão de dólares com a oferta pública inicial (IPO) em Wall Street.

Funcionários de usina encontram filhotes de onça em canavial em Nova Aliança do Ivaí (PR)

Na última quinta-feira à tarde, de acordo com informações do Portal da Cidade de Paranavaí (PR), funcionários de uma usina de açúcar encontraram filhotes de onça em um canavial em Nova Aliança do Ivaí (PR).

Segundo a Polícia Ambiental de Cianorte (PR), a onça teria se assustado com o barulho das máquinas, deixando os filhotes no local. Para facilitar a localização dos pequenos, eles foram deixados em uma área de mata nas proximidades do canavial.

Um vídeo foi disponibilizado no YouTube mostrando o momento em que os funcionários encontraram os filhotes:

Proposta que proíbe provas de laço em Avaré (SP) depende de mais apoio para ser aprovada

No dia 27 vai ser votada em Avaré (SP) uma proposta de emenda à lei de proteção animal que proíbe a realização de provas de laço curto e duplo em bezerros.

“Uma experiência horrível, que causa estresse, medo, dor e muitas vezes lesões”, destaca a ativista (Foto: Getty)

A prática que nos últimos anos tem sido proibida em muitas cidades do Brasil ainda encontra forte resistência em Avaré, segundo ativistas dos direitos animais.

Por enquanto, três vereadores se posicionaram favoráveis à proibição – Ernesto Ferreira de Albuquerque (PT), Marialva Araújo de Souza Biazon (PSDB) e Francisco Barreto de Monte Neto (PT).

Segundo a ativista pelos direitos animais, Lorena Borges, ainda é preciso garantir o apoio da maioria, já que nove vereadores podem votar a favor da prática. “Eles precisam entender que ser a favor das provas de laço implicaria em retrocesso”, aponta Lorena.

Nas provas de laço, bezerros com três meses de idade são perseguidos, têm seus pescoços laçados e são arremessados ao chão. “Uma experiência horrível, que causa estresse, medo, dor e muitas vezes lesões”, destaca a ativista, acrescentando que até mesmo em Barretos a prática foi proibida.

Para fortalecer a opinião pública foi criado um abaixo-assinado contra as provas de laço em Avaré. Para assinar, clique aqui.

Bebê elefante morre durante campanha pela sua liberdade

Por David Arioch

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals (Foto: DLD)

Um bebê elefante que era usado em apresentações para turistas no Zoológico de Phuket, na Tailândia, faleceu há menos de um mês durante campanha pela sua liberdade.

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals, que constatou que, além da exploração diária do jovem elefante como entretenimento, ele apresentava sinais de desnutrição e exaustão.

No mês passado, já visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois. “Esse é um fim terrível e trágico para uma vida dolorosamente curta como a de Jumbo”, declarou Amy Jones, do Moving Animals.

E acrescentou: “O zoológico não fez nada até receber críticas internacionais. Sob seus cuidados, esse filhote de elefante quebrou as duas patas traseiras e o zoológico só fez algo a respeito três dias depois. Não consigo imaginar o sofrimento dele nesse período.”

O diretor do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse ao The Phuket News que ninguém quer perder algo que ame. “Fizemos o melhor que pudemos para protegê-lo”, alegou. Apesar da morte de Jumbo, as autoridades tailandesas declararam que o zoológico não violou nenhuma lei e que a direção pode adquirir outro animal para substituí-lo.

Segundo Amy, a história de Jumbo deveria servir como lição para que ninguém explore animais como meio de entretenimento ou exposição visando lucro.

Moving Animals disponibiliza e vídeos para ativistas e grupos

Amy Jones e Paul Healey criaram em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.

“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam.

Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.

“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.

O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.

“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.

No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.

Deputados querem elevar vaquejadas e rodeios a “atividades desportivas formais”

Por David Arioch

Efraim Filho, Paulo Magalhães (não reeleito), Paulo Bengtson (relator) e Giovani Cherini defendem a vaquejada como “atividade desportiva formal” (Fotos: Agência Folha/Agência Câmara)

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB), que prevê o reconhecimento da vaquejada como “atividade desportiva formal”.

Tudo indica que o objetivo é fazer frente à oposição que cresce no país contra a prática, seguindo pelo mesmo caminho do Projeto de Lei (PL) 13.365/2016, que elevou vaquejadas e rodeios à condição de manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial.

O PL 2452/2011, de Efraim Filho, está ganhando mais força agora com a proposta de apensar os projetos de lei 3024/2011 e 4977/2013, de autoria do ex-deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) e Giovani Cherini (PR-RS). Inclusive recebeu esta semana um voto favorável do relator da proposta na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o deputado Paulo Bengtson (PTB-PA).

O projeto de Magalhães, que deve ser anexado ao PL de Efraim Filho, também defende a regulamentação da vaquejada como atividade desportiva, embora traga disparidades em relação a forma como as competições devem ser feitas. Já a proposta de Cherini, que também deve ser apensada ao PL de Filho, se volta para a regulamentação dos rodeios como atividade desportiva.

O relator Paulo Bengtson, da Comissão de Meio Ambiente, declarou que a vaquejada, o rodeio, e as variações locais de esportes equestres não gozam da mesma reputação do hipismo, no entanto, “não são expressões menores de atividades esportivas, e vem da mesma ligação entre o homem e o cavalo.”

Embora em 2016, ainda que com resistência por parte dos defensores dos animais, a vaquejada e o rodeio tenham sido elevados à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial, as proposições que estão em pauta atualmente, e que classificam a vaquejada como atividade desportiva formal, vêm “para regulamentar dispositivo constitucional”, segundo Bengtson.

Vídeo revela a crueldade por trás da gelatina à base de pele de burros e jumentos

Por David Arioch

As imagens foram registradas em matadouros regulamentados no Quênia, na África (Foto: PETA)

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) divulgou hoje um vídeo que revela a cruel realidade por trás do comércio chinês de ejiao, uma gelatina obtida a partir do cozimento da pele de burros e jumentos.

As imagens foram registradas em matadouros regulamentados no Quênia, na África, mas poderiam ser em qualquer outro lugar que abate burros e jumentos que servirão de matéria-prima para a indústria chinesa de ejiao, segundo a PETA.

Por ano, cerca de quatro milhões de burros e jumentos são mortos para a produção da gelatina que é utilizada em bebidas, doces e na medicina chinesa. Metade desse total é proveniente de outros países, incluindo não apenas o Quênia, mas também o Brasil.

Nos últimos anos, o Quênia abriu três matadouros para o abate de asnos. Os animais, comprados de países como Etiópia, Tanzânia e Uganda, são colocados em caminhões e obrigados a suportarem viagem de até dois dias sem comida e água até o momento do abate.

Mas o vídeo que a PETA registrou vai muito além disso. Mostra a violência explícita que burros e jumentos vivem antes mesmo do abate. No caminho para o matadouro, há asnos que não resistem à viagem e morrem.

Em uma das cenas, um dos animais, já bastante debilitado, não consegue se levantar. Então eles o chutam e o deixam para morrer. Outros são agredidos com um instrumento de ferro.

Exploração dos jumentos no Brasil

No Nordeste brasileiro, com a modernização dos meios de produção e da postulação de que já não há espaço para os jumentos, surgiram mais matadouros – um triste fim para um animal explorado no Brasil desde 1534, quando chegou a primeira leva de asininos.

Ignora-se que jumentos são animais que vivem em média 25 anos, mas que em determinadas condições podem chegar a 40 anos. No Brasil, o que favorece o cenário de abate de jumentos é a crença de que quando esse animal se torna desnecessário como “instrumento de trabalho” ou se torna “fraco”, não há problema em abandoná-lo ou vendê-lo para algum matadouro.

Em 1977, Chico Buarque já cantava sobre a cruel realidade servil desse animal na música “O Jumento”: “Jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém. Nem nome não tem…”

Mudanças climáticas também ameaçam o bem-estar dos mares e oceanos

Por David Arioch

“Os oceanos estão aquecendo e se tornando mais ácidos, causando branqueamento de corais e redução da biodiversidade” (Foto: Dimitris Vetsikas/ZME Science)

Em visita a Fiji, país insular da Oceania, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres destacou esta semana no Fórum das Ilhas do Pacífico que os quatro últimos anos foram os mais quentes já registrados, com perdas de gelo na Groenlândia e Antártida.

Segundo Guterres, recente estudo publicado pela ONU apontou que os níveis do mar irão aumentar um metro até 2100. No Pacífico, especificamente, ele disse que níveis do mar devem aumentar em alguns países quatro vezes mais que a média global, criando “uma ameaça existencial para alguns Estados insulares”.

António Guterres citou recentes danos causados pelos ciclones tropicais Gita, Josie e Keni, assim como erupções vulcânicas, terremotos e outros eventos extremos.

“A mudança climática irá intensificar ainda mais os riscos”, afirmou, destacando que a salinização da água e das colheitas coloca a segurança alimentar em risco e aumenta o impacto sobre a saúde pública.

Guterres também reafirmou que a mudança climática traz “claros perigos” à paz e à segurança internacional, apontando para a Declaração de Boe, de 2018, que reafirma a mudança climática como a maior ameaça única ao bem-estar do Pacífico.

“Estrategistas militares veem claramente a possibilidade de impactos climáticos aumentarem tensões acerca de recursos e movimentos em massa de pessoas”, disse. “Conforme áreas costeiras ou áreas degradadas se tornam inabitáveis, pessoas irão buscar segurança e vidas melhores em outras áreas”.

Relembrando que mais de 24 milhões de pessoas, em 118 países e territórios, foram deslocadas por desastres naturais em 2016, ele disse a líderes do Pacífico que suas ilhas e comunidades “estão na linha de frente das negociações climáticas globais”.

Oceano mais quente

As mudanças climáticas também ameaçam o bem-estar dos mares e oceanos. “Os oceanos estão aquecendo e se tornando mais ácidos, causando branqueamento de corais e redução da biodiversidade”, disse o chefe da ONU. O aquecimento global de 1,5°C irá causar “severos danos aos recifes tropicais”.

Além disso, se o aquecimento alcançar 2°C ou mais, “será catastrófico tanto para a vida marinha quanto para a humana”, afirmou.

No entanto, mares e vida marinha também estão sob ataque de outras direções. Guterres ilustrou um cenário de pesca excessiva; desertos subaquáticos sem oxigênio; mares repletos de venenos e lixo; espécies se tornando extintas dentro de décadas.

“Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de lixo plástico acabam nos oceanos”, disse. “De acordo com um estudo recente, o plástico pode ultrapassar peixes em nossos mares até 2050”.

Embora muitos países estejam finalmente rejeitando plásticos de uso único, o chefe da ONU destacou que “precisamos fazer ainda mais” para responder aos níveis insustentáveis de estresse sobre ecossistemas marinhos e costeiros.

Ele elogiou países do Pacífico por garantirem a adoção do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14, que foca na conservação e no uso sustentável de oceanos, mares e recursos marinhos.

Projeto de lei quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados no Brasil

Por David Arioch

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil (Foto: SunnyS/Fotolia)

De autoria do deputado Celso Sabino (PSDB-BA), o Projeto de Lei 1362/19 quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados. A matéria do PL também prevê alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que versa apenas sobre seres humanos enquanto vítimas.

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil. Com a aprovação do PL 1362/19, quem atropelar um animal terá de pagar multa, “caso não constitua elemento de crime mais grave”.

O deputado aponta que há casos em que a vítima pode ser um animal silvestre e, temendo pela própria segurança, o condutor resolve não fazer nada. No entanto, ele destaca que é responsabilidade do condutor entrar em contato com autoridades que possam fazer algo a respeito, também evitando mais acidentes no mesmo local.

O projeto de lei elaborado em março deve ser encaminhado em breve para as Comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Constituição e Justiça e de Cidadania.

475 milhões de animais mortos nas estradas brasileiras em 2018

Aproximadamente 475 milhões de animais foram mortos nas estradas brasileiras em 2018. A estimativa do atropelômetro do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) é de que 15 animais silvestres foram mortos por segundo, chegando a 1,3 milhão de mortes por dia. Os maiores índices de atropelamentos se concentram em rodovias federais de pista simples.

A região Sudeste responde pelo maior número de mortes de animais por atropelamento, seguida pelas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Cerca de 430 milhões de vítimas são animais de pequeno porte. Os de médio porte correspondem a 40 milhões e os de grande porte a cinco milhões, segundo o CBEE.

Raro, cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas é visto na Amazônia

Por David Arioch

Cientistas suspeitam que o número de indivíduos está caindo como resultado do desmatamento e da diminuição de presas (Foto: Reprodução)

Um animal raro, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas foi visto há alguns meses na Amazônia. Sua aparição foi registrada por uma câmera instalada por pesquisadores que estudam o comportamento animal e a realidade de espécies em extinção.

Quase do tamanho de uma raposa, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas é um animal sobre o qual se tem poucas informações, segundo vídeo publicado pela National Geographic.

“Por ser tão raro, pouco se sabe sobre ele. O comportamento, a população e a distribuição da espécie até hoje são um mistério. Cientistas suspeitam que o número de indivíduos está caindo como resultado do desmatamento e da diminuição de presas”, informa.

No domingo tem manifestação pelo fim do comércio de animais em vários estados

Por David Arioch

No Brasil, há mais de 30 milhões de animais abandonados (Foto: iStock)

No domingo vão ocorrer manifestações pelo fim do comércio de animais em vários estados brasileiros. Enquanto há quem prefira comprar cães, só no Brasil mais de 30 milhões de animais não têm um lar. Segundo o movimento Nação Vegana Brasil, é preciso criar uma cultura de respeito aos animais não humanos, e isso inclui não ser negligente em relação à realidade do abandono animal em todo o país.

Locais e cidades onde já foram confirmadas manifestações:

Mercado Central em Belo Horizonte (MG) a partir das 9h

Praça Santo Andrade em Curitiba (PR) a partir das 15h

Praia do Arpoador no Rio de Janeiro (RJ) a partir das 15h

Masp em São Paulo (SP) a partir das 12h

Praça Peixoto Gomide em Itapetininga (SP) a partir das 10h

Pista do Campolim em Sorocaba (SP) a partir das 10h