Segundo pesquisa, 70% dos britânicos de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas

Por David Arioch

A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens (Foto: Getty)

Uma pesquisa conduzida pela empresa de produtos vegetarianos Linda McCartney Foods revelou que 70% dos britânicos na faixa etária de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas. A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens.

Entre os jovens que não consomem carne, 44% afirmaram que a principal motivação é ser “mais gentil com os animais”. Já 31% apontaram em primeiro lugar a preocupação com o meio ambiente, seguido por 19% que justificaram a abstenção como sendo uma questão de saúde.

A pesquisa também foi realizada com pais de alunos – 81% alegaram que não há opções vegetarianas saudáveis e saborosas o suficiente nas escolas. Além disso, 45% dos pais disseram não ver problema caso o filho queira se tornar vegetariano, desde que leve uma vida saudável.

Linda McCartney lança versão vegetariana da linguiça lincolnshire

A Linda McCartney Foods lançou no mês passado uma versão vegetariana da linguiça inglesa do tipo lincolnshire. A principal diferença é que o alimento é baseado em proteína de ervilha.

Com aroma de cebola e sálvia, o produto começou a ser comercializado hoje em embalagens com seis unidades nas lojas da Tesco no Reino Unido.

Na divulgação do lançamento do produto, a marca lembrou que a empreendedora, ativista e fotógrafa Linda McCartney fundou a empresa em 1991, com o intuito de estimular as pessoas a buscarem mais alternativas vegetais.

Dezenas de filhotes de foca são resgatados e devolvidos à natureza na China

Por David Arioch

Muitos dos filhotes ainda eram bebês com duas semanas de idade e estavam em fase de amamentação (Foto: VShine)

Este mês a polícia chinesa em parceria com a associação de proteção animal VShine libertou 71 filhotes de focas que eram mantidos em cativeiro em uma fazenda costeira em Wafangdian.

Os animais foram retirados da natureza por traficantes para serem vendidos e enviados para aquários de lojas e restaurantes. Além dos 71 filhotes encontrados, outros 49 estavam mortos – incluindo 20 enterrados sob uma área de concreto.

Muitos dos filhotes ainda eram bebês com duas semanas de idade e estavam em fase de amamentação, segundo a associação de proteção animal – o que demandava cuidados veterinários de emergência. Infelizmente alguns filhotes não resistiram e acabaram falecendo. No entanto, todos os sobreviventes foram devolvidos ao oceano.

Ainda que as focam sejam animais protegidos por lei na China, elas continuam sendo vítimas de caça. Além de serem enviados para aquários, há casos em que os filhotes são mortos para que partes de seus corpos sejam utilizadas na medicina chinesa.

Governo federal negocia habilitação de mais 78 frigoríficos para exportar carne para a China

Por David Arioch

Dentro de uma semana, a equipe do Ministério da Agricultura vai encaminhar às autoridades chinesas as informações finais sobre os frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves | Foto: Pixabay

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, está negociando na China a habilitação de mais 78 frigoríficos para exportar carne para o país asiático.

Em reunião realizada hoje de manhã, ficou acertado que dentro de uma semana a equipe do Ministério da Agricultura vai encaminhar às autoridades chinesas as informações finais sobre os frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves.

Segundo o Mapa, a ministra disse que o Brasil está preparado para ampliar a oferta “de proteína animal com qualidade ao mercado chinês”.

“Quero aumentar substancialmente a confiança mútua nos nossos respectivos sistemas sanitários de inspeção e de quarentena para que novas habilitações de estabelecimentos ocorram de maneira célere e simplificada no futuro”, acrescentou Tereza Cristina.

Segundo o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a meta é buscar o processo contínuo de habilitação de frigoríficos para ampliar a produção e exportação de carne.

Tereza Cristina classificou a reunião com o chefe da Aduana chinesa como um sucesso. “Saio satisfeita com o encaminhamento. Se fecharmos datas, prazos e metodologia, será mais fácil para nós e para eles”, destacou.

Apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados

Por David Arioch

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados (Foto: Getty Images)

De acordo com uma pesquisa realizada pela organização Proteção Animal Mundial, apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados nas ruas, embora 47% dos entrevistados dizem que se preocupam com a questão do abandono.

O relatório faz parte da campanha “A vida é melhor com cães” que, além de apresentar um retrato da relação entre seres humanos e cachorros, também revela a importância de mudanças sobre a percepção que as pessoas têm dos animais e suas necessidades.

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados. Já o percentual de pessoas que afirmam ter ajudado cães em situação de abandono é de 49%.

“O abandono causa muito sofrimento. Sozinhos nas ruas, eles passam fome, adoecem, são atropelados, envenenados e ficam vulneráveis a todo tipo de violência”, enfatiza a organização.

E acrescenta: “A maioria não consegue sobreviver por muito tempo. Em torno de 75% dos filhotes abandonados morrem antes de completar seis meses de idade.” Há uma estimativa de que no Brasil o número de cães e gatos abandonados ultrapassa os 30 milhões.

Deputado Nelson Barbudo (PSL) quer proibir uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal

Por David Arioch

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue” (Foto: Agência Câmara)

Na última terça-feira, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) apresentou o projeto de lei 2876/2019, que prevê a proibição do uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal.

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue, englobando as massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo ser in natura ou processados”.

Por isso o deputado quer proibir o uso da palavra carne em embalagens, rótulos e publicidade de alimentos de origem não animal.

“A terminologia “carne” vem sendo utilizada de maneira equivocada pela grande mídia e pela população, de forma geral, em produtos como ‘carne de laboratório’, feita através de células-tronco de músculos de bovinos, ‘carne’, ‘picadinho’ e ‘filé’ de soja, originalmente a proteína texturizada do grão, ‘carne de jaca’, feita com a própria polpa da fruta (Artocarpus heterophyllus), entre diversos outros exemplos”, reclama Nelson Barbudo.

E acrescenta: “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar à carne quando, na verdade, está ingerindo extratos, polpas de frutas e etc., que não possuem o mesmo caráter nutricional.”

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Refeição vegana é um direito dos estudantes na Escócia

Por David Arioch

“Qualquer pai ou responsável que peça uma refeição para atender às necessidades de uma dieta especial, que inclui refeições veganas, será atendido” (Foto: SSP)

Refeição vegana é um direito dos estudantes na Escócia, e isso tem sido reforçado por uma iniciativa legal da organização Go Vegan World. Recentemente, um distrito escolar em East Renfrewshire se recusou a oferecer refeições veganas a pedido dos pais.

Então a Go Vegan World entrou com uma ação alegando que não oferecer refeições veganas é uma violação dos direitos humanos. A organização destacou que os veganos, que têm uma alimentação em conformidade com a sua filosofia de vida, têm direito à mesma proteção que aqueles que possuem crenças religiosas.

“Eles têm o direito de viver de acordo com sua convicção moral de que é errado matar outros animais e não devem ser discriminados por isso”, reforçou a representante legal da Go Vegan World, Barbara Bolton em publicação do Evening Times do último domingo.

E acrescentou: “Estamos trabalhando para que os veganos tenham as informações necessárias para questionar violações de direitos, seja por falta de alimentos adequados na escola, hospital ou prisão; ou dificuldades no trabalho ou algum tipo de doutrinação na escola que entre em conflito com a filosofia de vida vegana.”

Como resultado da ação da Go Vegan World, as opções veganas estão sendo oferecidas mediante solicitação. O porta-voz do Conselho de East Renfrewshire declarou que eles atendem a uma gama de necessidades dietéticas, e que os veganos também estão incluídos.

“Qualquer pai ou responsável que peça uma refeição para atender às necessidades de uma dieta especial, que inclui refeições veganas, será atendido para garantir que continuemos a oferecer um cardápio variado que é inclusivo para todos”, garantiu.

Embora ilegais, rinhas de animais são comuns no Afeganistão

Por David Arioch

Diferentemente das rinhas de cães na maior parte do restante do planeta, essas estavam se realizando abertamente e sem o menor receio de serem reprimidas (Foto: Jim Huylebroek / NYTNS)

Um garoto de oito anos, sentado com as pernas cruzadas na cabine de um caminhão, gritou com toda a força: “Vai lá, John Cena, vai, garoto, mostra para ele, eu quero sentir toda a sua dor!”

John Cena, no caso, não era o lutador profissional americano, mas um pastor-alemão surrado, de pelo marrom-alaranjado, cuja cabeça, naquele momento, estava enfiada nas mandíbulas de um rival durante uma briga sangrenta, uma das 13 organizadas em um estádio num único dia no mês passado, como parte da celebração do Noruz, as festividades que comemoram o ano-novo do calendário persa.

John Cena conseguiu soltar a cabeça e, em frenesi, atacou o adversário, um cachorro chamado German, até que o juiz declarasse o vencedor e os monitores da luta os separassem.

Diferentemente das rinhas de cães na maior parte do restante do planeta, essas estavam se realizando abertamente e sem o menor receio de serem reprimidas. Na realidade, havia um policial, Ahmad Fawad, em serviço.

Ele empunhava um grande bastão para manter os animais de duas pernas sob controle, nem sempre com sucesso.O local do evento era uma arena pública ao ar livre no meio de Mazar-i-Sharif, cidade no norte do Afeganistão; os ingressos custavam 50 afeganes, menos de três reais. Milhares compareceram.

Os esportes violentos que usam animais são vistos nas mais diversas formas no Afeganistão e são organizados sem controle, apesar da oposição dos mulás, que denunciam a prática como pecaminosa, e das críticas cada vez mais frequentes feitas por uma geração de jovens mais cultos que consideram essas lutas um costume detestável incentivado por comandantes militares e seus seguidores armados.

Os afegãos encenam brigas com praticamente todos os tipos de animais: cachorros, galos, camelos, canários, tentilhões, codornas, pombos. Embora as rinhas de cachorro e pássaros sejam tecnicamente ilegais, as multas chegam a modestos 150 dólares (600 reais) – uma fração das somas apostadas regularmente.

Nos ainda mais populares jogos de buzkashi, os cavalos não lutam entre si, mas os ferimentos aparecem aos montes, visto que os animais mordem, escoiceiam e chutam. Além disso, os condutores os açoitam, e uns aos outros, com chicotes nesta que poderia ser descrita como uma versão particularmente perversa do polo.

Era possível encontrar uma abundância dessas atividades durante o Noruz. Para a briga de cachorros, por exemplo, é o fim da temporada, pois a maioria das lutas se realiza durante o inverno. Os proprietários dos cães acreditam piamente que o frio protege os inúmeros ferimentos dos animais de infecções. Lutar no calor, segundo eles, seria desumano.

O confronto no estádio em Mazar atraiu donos de cachorros de todo o Afeganistão, com prêmios variando entre 65 dólares (260 reais) e mais de 20 mil dólares (80 mil reais). Normalmente, os donos acordam um valor a ser pago pelo perdedor ao vencedor. As apostas extraoficiais, usualmente consideráveis, são feitas pelos espectadores.

Naquele dia, à medida que a multidão se formava, jovens garotos organizavam combates rápidos de treino com os cachorros; um cão mais fraco ajuda o dominante a entrar no clima de luta. A maioria dos cachorros lutadores era grande e de raça mista, alguns tão fortes que eram necessários um cabresto, uma coleira e dois homens para contê-los.

Vendedores circulavam com bandejas na cabeça, repletas de chamuças e doces, enquanto latidos implacáveis ressoavam de todos os cantos. Os monitores lavavam os cachorros prestes a lutar para garantir que nenhum tivesse recebido camadas de pesticidas ou pimenta em pó para evitar mordidas.

As multidões da celebração do Noruz e todo o dinheiro das apostas não atraem apenas donos de cachorros. Wais Qasab entrou calmamente no estádio com seus cinco camelos de luta, incluindo um preto enorme de 2,5 metros de altura, que, como informou, era seu campeão.

Ele contou que consegue reproduzir animais desse tamanho cruzando um macho da espécie camelo-bactriano, ou camelo de duas corcovas, com uma fêmea da espécie dromedário, camelo árabe ou de uma corcova. Os machos bactrianos são mais agressivos; os árabes, mais altos, disse.

Ele mostrou vídeos no celular de embates passados; os animais parecem lutar usando o longo pescoço até um se render e sair correndo. “Um bom camelo de luta pode chegar a valer 200 mil dólares (800 mil reais)”, garantiu Qasab, que saiu sem brigar, já que o adversário esperado não apareceu.

No entanto, havia lutas de cachorro em excesso, um espetáculo em que os donos dos animais praticamente participam do combate, dando tapas na bunda dos cães e os empurrando de volta à luta com gritos de incentivo.

Os duelos terminam quando os juízes decretam que um dos animais está exibindo comportamento submisso; eles raramente lutam até a morte, em parte porque os cachorros vitoriosos são valiosos demais para serem submetidos a ferimentos graves.

Tofan Satari, de 18 anos, estava entre os primeiros a lutar naquele dia, e seu cachorro, Shiraz, venceu o quinto confronto; ele tinha cicatrizes suficientes para comprovar o feito. Na casa de Satari, o animal tem seu próprio quarto e nunca brinca com as crianças. “Não seria uma boa ideia”, justificou.

Foi então que uma briga começou no estádio – entre dois homens. Os respectivos cachorros tinham acabado de terminar uma luta e os juízes declararam vitória do marrom-claro Bee sobre o preto Leopard. O dono deste, Akbar, se recusou a pagar e estava sendo vaiado pela multidão com os dizeres “Akbar perdedor”. O vitorioso, Javed, entrou no coro e ambos trocaram socos. O que se viu a seguir foi um tumulto generalizado envolvendo centenas de pessoas.

“Os cachorros não são os únicos animais aqui”, declarou um dos espectadores. Ele não quis dar o nome, mas disse que era um estudante universitário e garantiu que aquela era sua primeira e última luta de cachorros.

Em qualquer outro lugar, tal aversão é comum. Um vendedor de livros da Mesquita Azul de Mazar, Aziz Ibrahimi, disse que nunca assistiu a uma luta de cachorros ou a uma partida de buzkashi. “É desumano, selvagem e nocivo aos animais”, disse, e acrescentou:

“Nós nos denominamos um país muçulmano, mas isso não é algo que o Islã defende. Os que apoiam esportes desse tipo são, em sua maioria, pobres e analfabetos, ou ricos que ganharam dinheiro de maneira ilícita, como os milicianos.”

Ismat Afghan, de 21 anos, estudante, prefere a pista de boliche local ao campo de buzkashi. “Não é justo machucar animais dessa maneira. Não gosto e não assisto.” Os entusiastas das brigas de cachorros adotam uma postura defensiva quanto ao passatempo, apesar da aparente impunidade.

Muitos proibiram estranhos de fotografar ou filmar – mesmo que eles estivessem fazendo muitas fotos e vídeos deles mesmos. “Se vocês, jornalistas, fizerem registros, vai aparecer na televisão e eles vão proibir os jogos”, argumentou Mohammed Alim, de 30 anos, que veio de Kunduz para ver as rinhas de cachorros.

Após lutar, Bee estava mancando muito. Javed Masjidi, de 33 anos, o dono, afirmou que o cachorro ama brigar e que é bem tratado; recebe mais proteína na dieta do que o próprio Masjidi e sua família. Ele trabalha em uma fazenda, onde o cachorro é alimentado com sobras dos matadouros, um litro de leite por dia e meia dúzia de ovos. O treino físico diário inclui caminhadas de quatro horas.

“Os mulás reclamam muito, dizem que é pecado; por isso, fazemos onde eles não podem ver”, confessou Masjidi. O mulá Abdul Basir Bahrawi esclareceu que quase não há dúvidas de que o Islã proíbe qualquer jogo que fira ou mate animais, brigas de cachorros em particular.

Entretanto, levantou uma questão: será que competições violentas, como o buzkashi, são piores do que os combates enjaulados ou as lutas profissionais dos Estados Unidos? “Após 40 anos de guerra, muita coisa se quebrou por aqui”, concluiu.

Reportagem especial de Rod Nordland, publicada originalmente no The New York Times no último dia 30 com o título “In Afghan Blood Sports, the Animals Aren’t the Only Ones Fighting”.

Abrigo para cavalos em São Roque (SP) precisa de ajuda para a construção de cocheiras

Por David Arioch

“Todos os animais foram resgatados de situação de maus-tratos” (Foto: Abraço Animal/Divulgação)

Situado em São Roque (SP), o abrigo para cavalos Abraço Animal está precisando de ajuda para a construção de cocheiras. A situação é considerada urgente porque o sítio fica no sopé de uma montanha e durante o inverno a temperatura chega a dois graus.

“Todos os animais foram resgatados de situação de maus-tratos, e para termos condições de realizar mais resgates as cocheiras são essenciais para abrigar os animais nos dias frios. No inverno, a temperatura lá é baixíssima, e isso é muito perigoso para eles, até porque muitos animais estão debilitados”, informa Diana Galesso, corresponsável pelo abrigo.

Além de problemas físicos, os cavalos resgatados pela Abraço Animal após uma vida de exploração também apresentam graves problemas emocionais, o que exige um cuidado ainda maior. “Muitos são deixados à beira da morte, soltos pelas ruas e estradas após anos de trabalho duro e exploração. Sabendo que poucas pessoas têm condições de resgatá-los, resolvemos fundar a Abraço Animal”, explica Karina Somaggio, fundadora e responsável pelo abrigo.

O que também reforça a urgência da ajuda é que no inverno duas éguas vão dar à luz. “Além de muito frio, lá também é muito úmido por causa da proximidade com nascentes e córregos. Por isso precisamos de ajuda para dar mais confortos a esses cavalos que já sofreram tanto”, justificam.

Atualmente a Abraço Animal está arrecadando recursos para construir baias, incluindo uma para primeiros socorros/maternidade, e três currais – para equinos idosos, jovens e um touro. Para facilitar a arrecadação, a ONG criou uma campanha no site Vakinha. O abrigo se coloca à disposição para quem quiser conhecer de perto o trabalho realizado com os animais resgatados.

Para contribuir, clique aqui. 

Movimento 269life Nordeste resgata porquinha que seria morta para consumo

Por David Arioch

“Hoje a porquinha Irene está super feliz aos cuidados de seus adotantes Carlos e Natasha” (Foto: Divulgação/269life Nordeste)

Na semana passada, o movimento 269life Nordeste, do Recife (PE), em parceria com o Instituto Pró-Anima resgatou uma porquinha que seria morta no próximo mês. “Devido a divulgação do caso na internet, o movimento tomou conhecimento da situação por meio do Instagram do Instituto Pró-Anima”, informa Hapha, um dos membros do 269life Nordeste.

Além de entrar em um acordo para garantir que uma vida não chegasse ao fim de forma precoce simplesmente por um hábito de consumo, a intenção do movimento com o resgate também foi mostrar que a porquinha Irene, assim como os seres humanos, é um ser social, com seus próprios anseios.

Segundo o 269life Nordeste, o resgate contou com uma boa base de apoio. “Foi feito em parceria com Rose do Pró-Anima, com Wanda, que cuidou da porquinha enquanto ela não estava no lar definitivo, e também com o apoio do médico veterinário Lucas que nos deu todo o suporte técnico com o auxílio de sua esposa Déborah”, explica Hapha.

Agora, em vez de acabar abatida e reduzida a pedaços de carne, Irene ganhou o direito de viver até os seus últimos dias de vida em paz. “Hoje a porquinha Irene está super feliz aos cuidados de seus adotantes Carlos e Natasha, que a receberam de braços abertos com o maior amor e carinho”, destaca o movimento.

Acompanhe o trabalho do 269life Nordeste:

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Instagram: @269lifenordeste

Crueldade na indústria da casimira obriga H&M a buscar matéria-prima de origem não animal

Por David Arioch

“As cabras sofrem em todas as fazendas na China e na Mongólia que foram visitadas por nossas testemunhas” (Imagem: Reprodução/PETA)

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) publicou hoje um vídeo que mostra a crueldade por trás da indústria de casimira, também conhecida como lã de caxemira.

Para a obtenção da matéria-prima, as cabras-da-caxemira que vivem nos planaltos da China e da Mongólia são submetidas a um tratamento bastante violento.

No vídeo publicado pela PETA, animais são arrastados e aparecem agonizando enquanto são obrigados a suportar o peso dos tosquiadores. Como as cabras resistem nesse tipo de situação, homens sentam sobre elas para imobilizá-las.

Como a extração de lã deve ser feita de forma rápida, os animais ficam feridos nesse processo. Além disso, o vídeo mostra que mais tarde as cabras-da-caxemira também são abatidas, sem insensibilização e por degola.

A China e a Mongólia são os maiores exportadores do mundo de casimira. “As cabras sofrem em todas as fazendas na China e na Mongólia que foram visitadas por nossas testemunhas”, garante a PETA, acrescentando que o único meio de acabar com essa violência é não usando a casimira tradicional.

A sueca H&M, considerada a segunda maior varejista de roupas do mundo, teve acesso às investigações sobre a origem da matéria-prima utilizada em suas roupas e anunciou que está banindo o uso de casimira baseado em pelos de animais.