Mercado de produtos vegetais eleva demanda por proteína de ervilha orgânica

Por David Arioch

“Está aumentando o número de consumidores que preferem proteínas de origem vegetal” (Foto: Shutterstock)

O mercado de produtos de origem vegetal está elevando a demanda por proteína de ervilha orgânica. A conclusão é baseada em um relatório publicado no final de semana pela empresa de pesquisa global de mercado Persistence Market Research que aponta que em consequência disso, a previsão é de que o mercado de proteína de ervilha orgânica registre uma taxa de crescimento anual composta de 7,2% até 2027.

A proteína de ervilha tem sido amplamente utilizada no desenvolvimento de bebidas funcionais, substitutos de carne, confeitaria, suplementos, cereais e salgadinhos, além de outros produtos.

Segundo a pesquisa, pessoas que priorizam alimentos vegetarianos são mais conscientes sobre sua dieta. “Preferem ter uma substancial ingestão de proteína em sua alimentação diária. A fonte e o tipo de proteína têm um grande impacto na preferência do consumidor”, garante a PMR.

E acrescenta: “Está aumentando o número de consumidores que preferem proteínas de origem vegetal, o que inclui proteína de soja, de arroz, de ervilha, de trigo, de batata, entre outras.”

Outro fator que também tem impulsionado a demanda por proteína de ervilha orgânica são os seus benefícios em relação às proteínas de origem animal – como o fato de ser um produto mais natural, além de opção para quem sofre de alergias a algum tipo de proteína de origem animal.

A pesquisa também destaca que é uma proteína que tem se popularizado cada vez mais entre veganos e que leva vantagem em facilidade de digestão. “A demanda por proteína de ervilha orgânica é alta à medida que mais consumidores estão se tornando veganos”, pontua.

Com uma maior diversidade de fórmulas aperfeiçoadas sendo lançadas, e maior incremento em diferentes indústrias, o mercado global de proteína de ervilha deve valer 176 milhões de dólares até 2025, segundo projeção da Allied Market Research. Um valor cinco vezes maior do que o registrado em 2018, quando o mercado foi estimado em pouco mais de 32 milhões de dólares.

Segundo a FAO, 70% das crianças que trabalham atuam na pecuária, pesca, aquicultura e silvicultura

Por David Arioch

Para conscientizar sobre o assunto, a ONU lançou um vídeo na semana passada (Imagem: FAO/ONU)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou na semana passada que 70% das crianças que trabalham atuam na pecuária, pesca, aquicultura e silvicultura.

“Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012”, informa a FAO.

Para conscientizar sobre o assunto, a ONU lançou um vídeo na semana passada com crianças enviando mensagens sobre a realidade do trabalho infantil nessas áreas.

“Claramente, esse não é um problema fácil de superar, mas é também uma questão que precisamos abordar para proteger o bem-estar de milhões de crianças”, enfatiza.

A organização defende que as crianças devem ser livres para realizar plenamente seus direitos à educação, lazer e desenvolvimento saudável.

“Isso, por sua vez, fornece a base essencial para um desenvolvimento social e econômico mais amplo, para a erradicação da pobreza e para o alcance dos direitos humanos”, aponta.

O trabalho infantil é definido pela ONU como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.

Bode é resgatado pela Polícia de Nova York e enviado a santuário

Por David Arioch

Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo (Imagens: NYPD)

Recentemente a Polícia de Nova York resgatou um bode pigmeu que vagueava pelas ruas do Queens. Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo. Depois de ser alimentado no Centro de cuidados Animais, Josh foi enviado para viver no santuário de animais Skylands, em Nova Jersey.

O local é administrado pelo caminhoneiro Mike Stura, que há cinco anos decidiu transformar uma fazenda em um abrigo para animais resgatados dos matadouros, fazendas, feiras, sacrifícios religiosos e dos mais diversos tipos de situações de abusos ou abandono.

Histórias de fugas de animais têm se tornado cada vez mais comuns em Nova York, e inclusive de animais escapando dos matadouros. Em 2018, o Centro de Cuidados Animais da cidade registrou 11 casos de fuga.

Já este ano, só em um período de dez dias, foram encontrados quatro animais que escaparam de acabarem nos açougues. Segundo o Centro de Cuidados Animais, é difícil explicar o que está acontecendo, mas parece que os animais estão se antecipando ao triste destino planejado para eles.

O exemplo de vontade de viver desses animais tem destacado a urgência por mais respeito e empatia por criaturas de outras espécies. Brianna, uma vaca que saltou de um caminhão em movimento e foi resgatada grávida no final do ano passado a caminho do matadouro, inspirou este ano a criação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Nova Jersey que prevê a proibição do abate de vacas grávidas.

Vereador pede apoio para PL que prevê proibição do comércio de animais domésticos em SP

Por David Arioch

“As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração” (Foto: Reprodução)

Protocolado na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 115/2019, de autoria do vereador Celso Giannazi (PSOL), quer acabar com a comercialização de animais em estabelecimentos da capital paulista.

“Esse projeto é um passo em direção a uma sociedade que respeite os direitos dos animais, especialmente desses que tanto nos acompanham. As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração, não são mercadorias, e adotar é um ato de amor”, enfatiza Giannazi.

Por meio do projeto, o vereador estabelece normas gerais sobre a proibição da comercialização de animais de estimação em São Paulo. “Expostos como mercadorias em vitrines, eles são alienados do convívio familiar e social, além de sofrerem abusos e maus-tratos. São inúmeras as denúncias, como o confinamento em jaulas ou locais pequenos e abafados”, aponta.

Atualmente Giannazi está pedindo apoio ao projeto de lei 115/2019. Para apoiá-lo, clique aqui ou acesse naoavendadeanimais.celsogiannazi.com.br.

Comissão de Meio Ambiente aprova PL que cria disque-denúncia de maus-tratos e abandono de animais domésticos

Por David Arioch

“Muitas das violências cometidas não chegam ao conhecimento das autoridades por falta de canais rápidos e acessíveis” (Foto: Reprodução)

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o projeto de lei 48/2019, que prevê a criação do Disque-Denúncia de Maus-Tratos e Abandono de Animais. De autoria do deputado Fred Costa (Patri-MG), o projeto que beneficia animais domésticos permite que o denunciante possa ter a sua identidade preservada.

A proposta recebeu parecer pela aprovação do relator da comissão, o deputado Célio Studart (PV-CE). Com a aprovação do PL, o governo federal terá condições de firmar convênios com os estados para a implementação de políticas conjuntas para apurar denúncias e encaminhar para órgãos fiscalizadores.

Studart argumentou que, embora a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) já considere criminosas as práticas de maus-tratos aos animais, muitas das violências cometidas não chegam ao conhecimento das autoridades por falta de canais rápidos e acessíveis.

“O Disque Denúncia Animal é uma ferramenta louvável que poderá salvar vidas dos animais, resgatando-os e proporcionando a eles tratamento adequado”, justificou. A proposta segue para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Brasil divulga menos de 30% das informações mais relevantes sobre a realidade da Amazônia

Por David Arioch

Entidade analisou 50 sites que fornecem ou deveriam fornecer informações sobre a Amazônia (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)

De acordo com informações do Instituto Centro de Vida, que avalia índices de transparência de dados ambientais sobre a Amazônia Legal, tanto por parte dos nove estados que compõem a área quanto do governo federal, os governos e órgãos públicos divulgam menos de 30% das informações mais relevantes sobre a realidade da Amazônia.

A organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) denuncia que somente 53% das solicitações de informações sobre a Amazônia Legal são respondidas dentro do prazo ou de maneira satisfatória – o que também é apontado como um grande indicativo da falta de transparência.

Segundo o Instituto Centro de Vida, para se chegar ao percentual de menos de 30% de transparência em relação à Amazônia, a entidade analisou 50 sites que fornecem ou deveriam fornecer informações sobre a Amazônia, além de 101 solicitações de informações por meio de sistema eletrônico.

O que também pesou no resultado não foi apenas a disponibilidade das informações, mas também a qualidade, já que a OSCIP também avalia o grau de detalhamento dos dados disponibilizados, o formato e o período de atualização.

Saiba mais

A área da Amazônia Legal é formada pelos estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Ministra Tereza Cristina vai discutir acordo de exportação de animais vivos para o Vietnã na sexta

Por David Arioch

Um assunto sempre polêmico, a exportação de gado vivo no Brasil tem sido associada por ativistas dos direitos animais à negligência em bem-estar animal (Foto: Reprodução)

Na sexta-feira, 17, a ministra da agricultura, Tereza Cristina, vai estar em Hanói, capital e segunda maior cidade do Vietnã, para discutir com autoridades do país um acordo para a exportação de “gado em pé”, soja, milho e frutas. A viagem de Tereza Cristina pela Ásia começou hoje e inclui outros países como Japão, China e Indonésia, segundo o Ministério da Agricultura.

Em 2018, o Brasil exportou 810 mil bovinos vivos, segundo a Scot Consultoria, e a expectativa é de que com novas parcerias o país ultrapasse o volume de exportação de gado vivo dos anos anteriores.

Um assunto sempre polêmico, a exportação de gado vivo no Brasil tem sido associada por ativistas dos direitos animais à negligência em bem-estar animal, como no emblemático caso do Navio Nada em 2018, quando foram identificados por fiscais casos de maus-tratos e constatação de ambiente insalubre.

Além disso, outros apontamentos contra a exportação de gado vivo incluíam experiências nacionais envolvendo óbitos de animais e poluição das águas em decorrência do descarte de resíduos de origem animal.

No ano passado, o que também chamou a atenção para a exportação de gado vivo partindo do Porto de Santos foram as intervenções e os esforços do então ministro da agricultura Blairo Maggi, da Advocacia-Geral da União (AGU) e de representantes da Câmara dos Deputados, como o ex-deputado federal Beto Mansur, que fizeram o possível para que as exportações de gado vivo não fossem coibidas.

Frangos são espancados em aviários que atuam como fornecedores de hipermercados e redes de fast food

Por David Arioch

Alguns animais aparecem tão debilitados que mal conseguem ficar em pé (Imagem: Reprodução/Animal Equality UK)

A organização Animal Equality divulgou ontem um vídeo que mostra frangos sendo espancados em aviários que atuam como fornecedores de carne de hipermercados e redes de fast food no Reino Unido.

As três propriedades onde as filmagens foram feitas são administradas pela Avara Foods, empresa que é resultado de uma parceria entre a Faccenda Foods e a Cargill – que também atua no Brasil e é mais conhecida por marcas como Liza, Maria, Purilev, Pomarola, Mazola, Olívia, Veleiro, Elefante, Tarantella e Pomodoro.

No vídeo, frangos são agredidos por funcionários. Alguns animais aparecem tão debilitados que mal conseguem ficar em pé. Em momento de desespero, há aves que batem violentamente as asas tentando se levantar.

Segundo a Animal Equality, frangos foram encontrados com a pele bem avermelhadas e até mesmo apodrecendo em locais superlotados. Em uma cena, um frango já morto recebe bicadas. Em uma das fazendas havia uma grande quantidade de aves armazenadas em sacos de lixo, de acordo com a AE.

Funcionários também aparecem arremessando aves contra a parede, quebrando o pescoço de alguns frangos e os deixando no chão convulsionando até a morte. A Animal Equality também denuncia que funcionários chutavam e pisavam nesses animais.

As imagens que estão ganhando repercussão resultam de investigações realizadas entre os meses de janeiro e março. Toni Vernelli, da Animal Equality, declarou que havia muitas aves incapazes de se levantarem e suas penas se espalhavam por todos os lados.

Um frango também aparece bicando uma porção de fezes na busca por um pouco de comida. As fazendas onde as filmagens foram feitas ficam em Northamptonshire, na Inglaterra.

Em sua defesa, a Avara Foods comunicou que leva muito a sério suas responsabilidades em relação à saúde e bem-estar animal.

“Nossos criadores são obrigados a inspecionar cuidadosamente os rebanhos diariamente – para identificar quaisquer aves que precisem de atenção ou que precisem ser abatidas. Estamos examinando atentamente o conteúdo deste relatório para avaliar o cumprimento de nossos procedimentos”, declarou.

População de elefantes caiu de 12 milhões para 400 mil em um século

Por David Arioch

Caça é a principal causa de mortes de elefantes (Foto: Michael Nichols/National Geographic)

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Ator que interpreta o novo Aladdin vai lançar projeto pró-vegano

Por David Arioch

Mena Massoud interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio (Foto: Divulgação)

No dia 1º de junho, o ator Mena Massoud, que interpreta o novo Aladdin no cinema, vai lançar um projeto online pró-vegano como forma de encorajar as pessoas a considerarem mudanças em seu estilo de vida.

“Nossa missão é simples: é sobre evoluir. Para o bem de nossos companheiros de outras espécies, do nosso planeta e da nossa saúde”, informa Massoud em comunicado sobre o lançamento.

No site do projeto que recebeu o nome de “Evolving Vegan”, o ator defende que em um mundo em que as emissões de carbono estão crescendo, os níveis dos mares continuam a aumentar, e os desastres naturais também em decorrência das mudanças climáticas, qualquer coisa que possamos fazer como espécie par mudar nosso estilo de vida para o bem-estar do planeta é crucial.

“Em um esforço para apoiar pessoas de todas as idades, culturas e hábitos alimentares, estamos promovendo essa ideia muito universal de evolução – uma evolução para seguirmos uma dieta baseada em plantas”, enfatiza Mena Massoud.

E acrescenta: “Qualquer coisa que você possa fazer para evoluir de uma forma que ajude nossos companheiros seres vivos, nosso planeta e sua saúde pessoal é uma vitória. Todos são bem-vindos e nenhum julgamento é endossado. Isso é o Evolving Vegan.”

Massoud, que interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio também utilizada o Instagram como meio de estimular as pessoas a reduzirem ou cortarem o consumo de alimentos de origem animal.