Quem come carne pode estar consumindo o dobro de resíduos agrotóxicos

Não há obrigatoriedade de não dar-lhes alimentos contaminados com agroquímicos (Foto: Getty)

Pesticidas, herbicidas e fungicidas são um problema, isso é inegável, e precisamos discutir a respeito. Você já considerou que a carne é proveniente de um animal alimentado com vegetais contaminados com agrotóxicos? A indústria precisa apenas garantir que esses animais sejam alimentados para que um objetivo seja alcançado, que é a produção de carne.

Porém, não há obrigatoriedade de não dar-lhes alimentos contaminados com agroquímicos. Até porque eles vão morrer precocemente para depois irem para o seu prato. Também podemos considerar a seguinte reflexão:

“Se no Brasil os vegetais destinados ao consumo humano estão contaminados com agrotóxicos proibidos em outros países, o que será que não é possível encontrar na alimentação de animais criados para consumo?”

Ou seja, criaturas sem direitos qualificadas pela legislação como semoventes ou bens móveis. Realmente a carne que chega à sua casa pode facilmente estar contaminada pela bioacumulação de resíduos de pesticidas.

E a contaminação pode ocorrer de várias formas, e não apenas por meio da nutrição animal, mas também pela aplicação direta de agroquímicos nos animais e também no ambiente em que vivem. Quem já viu uma revoada de insetos perto do gado, sabe que isso não é tão incomum.

Segundo o artigo “Resíduos de agrotóxicos em produtos de origem animal”, publicado na Acta Veterinaria Brasilica, entre os maiores problemas da atualidade estão os pesticidas organoclorados, organofosforados e carbamatos encontrados em produtos de origem animal por bioacumulação.

E esses pesticidas podem trazer consequências como lesões nos rins, fígado, cérebro, coração, medula óssea e DNA; este último com potencial para causar câncer.

Basicamente, isso significa que quando alguém diz em tom satírico que um vegano ou vegetariano consome mais agrotóxicos por se alimentar de vegetais, e não de carne, isso não faz sentido se quem faz tal afirmação tem uma dieta rica em alimentos de origem animal.

Ademais, quem come carne, não come só carne, não é mesmo? Afinal, cereais, leguminosas, etc, também são fontes vegetais. Então quem consome carne pode estar consumindo o dobro de resíduos agrotóxicos em relação a quem não come.

Juiz rejeita liminar que pede para não matar animais resgatados da farra do boi

Além de sofrerem nas mãos dos farristas, bois forçados a participarem da farra do boi são abatidos (Foto: Marcos Porto/Agência RBS)

O Juiz Marco Aurélio Ghis Machado, titular da 3º Vara da Fazenda Pública, em Florianópolis, indeferiu ontem a liminar que pede o fim do abate sanitário dos bois sem brinco resgatados da farra do boi em Santa Catarina.

Segundo o juiz, o sacrifício sanitário dos animais encontrados sem identificação é uma forma de controle e erradicação de doenças transmissíveis e parasitárias, portanto o abate controlado de alguns animais tem a finalidade de proteger todo o rebanho.

“As normas sanitárias do Estado de Santa Catarina são rígidas, e assim devem ser para garantir a característica privilegiada de nosso rebanho bovino, e autorizam o abate de qualquer animal encontrado sem identificação”, justificou Machado que desconsiderou os argumentos da Ação Civil Pública que o Movimento Brasil Contra Farra (BCF) encomendou com o Grupo de Advocacia Animalista Voluntário de São Paulo (GAAV).

Ao permitir que os animais sejam abatidos pela incerteza da procedência, o juiz deixou claro que não há real preocupação com o bem-estar dos animais resgatados. E a prova disso é que segundo o BCF e o GAAV, não é difícil confirmar se um bovino é vacinado. Afinal, um boi que antes estava com brinco pode ser identificado como saudável pelo furo na orelha.

Além disso, o juiz Marco Aurélio Ghis Machado alegou que os bovinos resgatados poderiam contaminar outros animais. Porém, os autores da ação não dizem para colocar imediatamente os bois resgatados juntos de algum rebanho saudável. A ação requer que após o recolhimento dos animais, eles sejam mantidos em quarentena e examinados, para então se descartar a possibilidade de qualquer doença.

Machado também argumentou que o indeferimento do pedido não é um “ato envolto em uma moral contrária à proteção animal”. Porém, para reduzir à insignificância o valor da vida dos animais resgatados da violência da farra do boi, declarou que bovinos, suínos, algumas aves, são animais criados, regra geral, para o abate e fornecimento de alimento e matéria-prima para inúmeros bens de consumo, portanto o seu habitat é o cativeiro, onde aguardam o corte. O BCF e o GAAV vão recorrer da decisão.

Ministério da Agricultura assina acordo para exportar gado vivo para o Cazaquistão

Realidade dos bovinos brasileiros exportados no ano passado para a Turquia (Foto: Reprodução)

Na última sexta-feira, de forma bem discreta, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) assinou o Certificado Zoossanitário com o Cazaquistão, para que o Brasil exporte gado vivo ao país transcontinental. O documento foi assinado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal e pela vice-ministra de Agricultura do Cazaquistão, Gulmira Isayeva. Leal disse que esse acordo representa mais uma abertura de mercado para a exportação de gado brasileiro.

Estamos diante de mais um compromisso que pesa apenas os aspectos econômicos da exportação de “carga viva” e ignora todas as outras implicações – como o impacto do descarte de dejetos sólidos nas águas e a crueldade contra animais.

Ainda que a exportação de gado vivo seja irrelevante para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme denunciado pelo documentário “Exportando Vidas”, além de trazer consequências negativas para o meio ambiente e também para os animais – que são submetidos a viagens longas e inclusive morrem durante o trajeto, os animais continuam sendo reduzidos a “objetos de exportação”.

Será que o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, convive com animais domésticos e também os enviaria para uma longa viagem para o Cazaquistão em uma área de confinamento? Correndo o risco de não resistirem à viagem e serem descartados em um moedor?

Nos últimos anos, diversos países começaram a rever suas legislações em relação aos animais e passaram a considerá-los legalmente como criaturas sencientes e, assim, os reconhecendo como seres que necessitam de um mínimo de direitos e proibindo uma série de práticas que implicam na ampliação do sofrimento animal e da supressão de suas necessidades mínimas. Exemplos são a Bélgica, Nova Zelândia, Índia, etc.

O assunto também está sendo levado à discussão no Reino Unido e em outros países europeus, além de haver uma proposição nos Estados Unidos. Porém no Brasil a situação parece outra, já que continuamos desconsiderando vidas e supervalorizando um lucro que nem mesmo beneficia a população.

Quem não se recorda das manobras da Minerva Foods? Empresa de exportação de animais denunciada por impacto ambiental, vazamento de amônia, pagamento de propina, comercialização de carne contaminada e demissão em massa, mas que ainda assim, com a intervenção do Estado, por meio do então ministro da agricultura Blairo Maggi, da Advocacia-Geral da União e do ex-deputado federal Beto Mansur (que teve seu nome associado à trabalho escravo e sonegação de impostos), conseguiu garantir no ano passado a continuidade da exportação de gado vivo.

Mesmo após perícias no Navio Nada, denunciando que os bovinos estavam em más condições, e que havia inclusive um moedor para descarte de animais que não resistiam à viagem, a exportação de gado vivo foi mantida. Será que aqueles que são favoráveis à exportação de gado vivo conhecem realmente a realidade desses animais?

Será que já participaram de vistoria de algum navio? Já subiram na carroceria de um caminhão que transportou bovinos espremidos por até mais de 30 horas por longas distâncias até chegarem ao Porto de Santos? Testemunharam animais que não resistiram à viagem e tiveram seus corpos moídos dentro do próprio navio? E se conhecem, deveriam ignorá-la? É bastante cômodo ignorar a realidade dos animais criados e explorados para lucro e consumo.

Trabalhar em matadouros pode alterar a personalidade humana

Eu não sinto mais nada, mas no começo foi muito ruim”, frisou um homem identificado apenas como RP9 (Foto: Vegan Australia)

Recentemente, o professor do Departamento de Psicologia Organizacional e Industrial da Universidade da África do Sul, Antoni Barnard, republicou um estudo concluído em 2016 sobre o impacto psicológico e emocional de se trabalhar em matadouros.

Para a realização do trabalho, ele entrevistou dezenas de magarefes, pessoas que matam animais criados para consumo. Todos disseram que jamais se esqueceram da primeira vez que abateram um animal. Além do desconforto, muitos relataram tremores, tristeza, aflição e vergonha.

“Eu estava com muito medo, mesmo segurando uma arma”, disse um dos entrevistados. Um dos maiores pontos de estranhamento foi reconhecer que estava trabalhando em um local por onde centenas de animais entram a cada dia e não saem de lá com vida.

“A primeira vez que matei não foi fácil. Eu sinto vergonha disso. Só queria fechar os olhos, me virar e fugir. Foi muito triste, mas quanto mais você faz, mais fácil fica. Ontem, por exemplo, tive que atirar na cabeça de algumas vacas. Eu não sinto mais nada, mas no começo foi muito ruim”, frisou um homem identificado apenas como RP9.

Barnardi conta que nos primeiros meses, os funcionários de matadouros costumam ter sonhos vívidos e pesadelos paranoicos repletos de medo e ansiedade. Alguns citaram experiências em que eram perseguidos pelos animais que mataram; outros os viam em um sofrimento que parecia não ter fim, agonizando incessantemente. Sentimentos de culpa, medo e vergonha são os mais comuns na “fase de adaptação”.

Um participante declarou que sonhou que uma vaca saltava da caixa de abate e o perseguia. Outros lembram de experiências em que os animais se comunicavam com eles, perguntando algo como: “Por que você está me matando?”

As respostas emotivas são bastante intensas durante um período que pode variar muito de pessoa para pessoa, mas há uma certa unanimidade em relação ao fato de que seus dias fora do matadouro também são tomados por emoções negativas em decorrência da prevalência da raiva e do temor. O entrevistado RP9 revelou que começou a se tornar mais impaciente e explosivo. Se alguém o magoa, “seus punhos balançam”.

Por outro lado: “Os funcionários de matadouros transmitem uma preocupação moral, acreditando que terão que responder por suas ações quando morrerem. Sentimentos de tristeza também são frequentemente mencionados em histórias de abate”, destacou o pesquisador.

Outro entrevistado, RP10, contou que quando chegava para trabalhar o seu encarregado dizia que ele deveria abater uma grande quantidade de animais, e quando ele olhava para os bovinos, grandes e fortes, aquilo parecia errado e o deprimia.

O estudo também apontou que quem trabalha diretamente no abate de animais acaba desenvolvendo baixa tolerância à frustração e, em decorrência disso, seus níveis de irritação aumentam. RP8 segredou que nunca havia agredido um animal como um cão ou gato, mas desde que começou a matar bovinos ele já não sente a mesma inibição de antes:

“Eu acredito que posso chutar se eu quiser porque eu mato boi todos os dias. Chutar um cão ou gato e jogá-lo para longe já não é uma preocupação.” Relatos como esse são consequências da mudança de personalidade que os funcionários do matadouro experimentam quando o cotidiano se resume a tirar vidas.

Mesmo que não falem abertamente a respeito com qualquer pessoa, os participantes da pesquisa deixaram claro que perceberam tanto mudanças em si mesmos quanto nos colegas de trabalho ao longo do tempo:

“Os participantes narram que o abate afeta suas capacidades de pensar com clareza e percebem que se sentem ‘loucos’. Fazer o trabalho de abate também impacta de uma forma que eles parecem se tornar mais agressivos do que antes, com uma atitude descuidada no que diz respeito às consequências de suas ações em relação a outras pessoas.”

As emoções intensificadas de medo, ansiedade, culpa, vergonha e tristeza diminuem com o tempo. Algumas até mesmo desaparecem, mas a adaptação à realidade do matadouro como algo banal não impede que ninguém que ganhe a vida matando animais passe por um embrutecimento que pode ter consequências sociais. E isso é parte da realidade de quem vive nesse universo.

Referência

Barnard, Antoni; Victor, Karen. Slaughtering for a living: A hermeneutic phenomenological perspective on the well-being of slaughterhouse employees. International Journal of Qualitative Studies in Health and Well-being (2016).

150 ativistas veganos protestam contra a exploração animal em fazenda na Austrália

“Os animais não precisam de melhores padrões de tratamento ou condições para serem explorados, mas de libertação” (Foto: Instagram/Divulgação)

Pelo menos 150 ativistas veganos do grupo Meat the Victims protestaram contra a exploração animal em uma fazenda de gado em Millmerran, no estado de Queensland, na Austrália, na semana passada.

Assim que entraram na propriedade, o fazendeiro David McNamee, da Lemontree Feedlot, começou a berrar que eles não deveriam estar lá. No local, os ativistas encontraram alguns bovinos mortos e McNamee alegou que foram mortos de forma “humanitária”.

“Como você atira de forma humanitária na cabeça de um boi?”, questionou uma ativista. Outro membro do Meat the Victims disse que a verdade continua a ser ocultada do público enquanto a indústria perpetua o mito das “práticas humanitárias” na criação e matança de animais.

“Rótulos como ‘livre de gaiolas’, ‘criados soltos’, ‘alimentados com grama’, ‘orgânico’ e ‘local” são usados para enganar e induzir o público a acreditar que os animais são criados humanamente”, criticou um membro do grupo.

Sobre o propósito de entrar na fazenda, o Meat the Victims explicou que é uma forma de resistência para chamar a atenção para o fato de que os animais são simplesmente tratados pela indústria como produtos e coisas.

“Esperamos chamar a atenção para essa questão. Os animais não precisam de melhores padrões de tratamento ou condições para serem explorados, mas de libertação. Eles precisam que as pessoas se tornem veganas”, enfatiza o grupo.

Santo André recebe Encontro Vegano no final de semana

Encontro Vegano de Gastronomia realizado no último dia 10 pela JMA em São Paulo (Foto: Divulgação)

No sábado e no domingo, Santo André (SP) vai receber o Encontro Vegano JMA J’adore mes amis! no térreo do Atrium Shopping. Além de uma praça de alimentação com boa diversidade gastronômica, o evento oferece opções em artesanato, moda, decoração e cosméticos.

No Encontro Vegano, todos os alimentos e produtos são livres de ingredientes de origem animal e de testes em animais. Outro diferencial é a oferta de aulas práticas gratuitas de yoga e meditação, além de oficinas. No sábado, o evento começa às 10h e termina às 22h. Já no domingo, vai das 12h às 20h.

Segundo informações da JMA, organizadora do Encontro Vegano, mais da metade do público do evento, tradicionalmente realizado na capital paulista, é constituído por pessoas não veganas e não vegetarianas, mas que se sentem atraídas pelo sabor e capricho com que os pratos veganos são preparados. A entrada é gratuita.

Endereço

Rua Giovanni Battista Pirelli, 155, Vila Homero Thon – Santo André (SP)

ONCA realiza protesto vegano no “maior evento de churrasco do Sul do Brasil”

Algumas pessoas manifestaram apoio e declararam que se sentiram incomodadas, com “a consciência pesada” (Foto: Divulgação/ONCA)

No último sábado, ativistas da ONCA, comunidade voluntária que divulga os direitos animais e o veganismo, realizaram um protesto pacífico em frente ao BBQ Land, considerado “o maior evento de churrasco do Sul do Brasil”, sediado em Curitiba.

Mas como seria falar de veganismo em um local que anunciou a oferta de três toneladas de carne de bovinos, suínos, aves, jacarés, animais marinhos e “exóticos”? Esse foi o desafio encarado pela ONCA que estava diante de uma maioria de “amantes do churrasco”.

Os ativistas ficaram na entrada no BBQ Land distribuindo folders sobre veganismo, conversando com o público e realizando uma performance artística em que um porco açougueiro segurava uma cabeça humana, numa clara inversão de papéis.

“E se fosse você?”, questionava o grupo durante a intervenção. Segundo os ativistas algumas pessoas desistiram de participar do BBQ Land. Outras manifestaram apoio e declararam que se sentiram incomodados, com “a consciência pesada”.

Aos que chegavam e entravam, os ativistas avisavam também que havia um stand exclusivo de pratos veganos no evento. “A ação ainda foi honrada com a manifestação de vegetarianos que passaram em frente ao evento, expressando publicamente o seu apoio. Consideramos o resultado bastante positivo”, informam.

Fundada no Paraná em setembro de 2004, a ONCA também atua no Rio Grande do Sul desde 2011. No ano passado, o grupo, que defende o fim da exploração animal, participou de diversas manifestações contra a exportação de animais vivos – inclusive realizando passeatas e coletando assinaturas pedindo o fim da atividade comercial.

Acompanhe o trabalho da ONCA:

Facebook: OncaAnimal

Instagram: @oncaanimal

Califórnia avança na proibição do comércio de peles de animais

Membros da rede de defesa dos direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) protestando contra o comércio de peles em frente a uma das lojas da Bloomingsdale’s na Califórnia (Foto: DxE/Divulgação)

A Califórnia deu mais um importante passo a caminho da aprovação do projeto de lei A44, que visa proibir o comércio de peles de animais em todo o estado. Na última votação, dessa vez com membros do Comitê Judiciário da Assembleia Legislativa da Califórnia, o resultado foi 9 a 2 a favor do projeto.

No início do mês, o Comitê de Água, Parques e Vida Selvagem também aprovou a proibição. O projeto é de autoria da parlamentar Laura Friedman que qualificou o comércio e o uso de peles de animais como ultrapassado e desnecessário após o parecer favorável do Comitê Judiciário, segundo publicação de ontem do jornal de moda Women’s Wear Daily.

“Hoje temos uma variedade de alternativas mais humanas. Não há necessidade de peles no século 21 e não há lugar para isso em um futuro sustentável”, discursou Laura após o resultado da votação.

Ela lembrou também que os animais são retirados do próprio habitat e mantidos em gaiolas até o momento em que são mortos para a extração de suas peles. Vale lembrar que várias cidades do estado da Califórnia já baniram o uso de peles, como San Francisco, Berkeley, West Hollywood e Los Angeles, que estabeleceu um prazo de adaptação que termina no dia 1º de janeiro de 2021.

Organizações como a Federação Internacional de Peles criticaram o projeto, dizendo que seria possível estabelecer uma alternativa de “monitoramento da cadeia de suprimentos por meio de auditorias”.

Este mês a ativista dos direitos animais e membro da Assembleia Legislativa de Nova York, Linda Rosenthal, apresentou um projeto de lei que prevê a proibição da produção e venda de peles de animais no estado de Nova York até 2021.

“As fazendas de peles nos Estados Unidos criam animais como guaxinins, raposas, martas e chinchilas para matar simplesmente por causa de suas peles, e muitas vezes usando métodos cruéis e desumanos”, criticou Linda em memorando apresentado na Assembleia Legislativa de Nova York.

James Persson, o ex-açougueiro que se tornou um guia vegano

James Persson: “Eles tinham a mesma idade que a minha filha” (Foto: World Meat Free Week Australia)

O australiano James Persson não imaginava que um dia se tornaria vegano. O seu trabalho até o início de 2018 era basicamente cortar carcaças de carne e empacotar costeletas de cordeiro comercializadas em um supermercado em Melbourne.

A mudança começou a acontecer quando ele decidiu deixar o consumo de carne visando melhorar a saúde em 2016. No entanto, não havia nenhuma motivação ética para a decisão.

Mas um dia, enquanto trabalhava como açougueiro, Persson começou a pesquisar sobre veganismo e ficou revoltado quando viu um vídeo de bezerros sendo abatidos para atender a indústria de carne de vitela.

“Eles tinham a mesma idade que a minha filha”, comentou em entrevista ao The Age, de Melbourne. A experiência foi o suficiente para que deixasse o trabalho como açougueiro e se tornasse vegano.

Na realidade, James Persson foi um pouco além, e decidiu trabalhar com algo que tivesse alguma relação com a sua nova filosofia de vida. Assim, ele e a também vegana Ginger Scott fundaram em dezembro do ano passado um negócio de excursões veganas de ônibus por Melbourne.

No Vegan For a Day, os participantes circulam por cafés, restaurantes, lojas e padarias da cidade ao longo de seis horas. O objetivo é “decifrar o veganismo de uma forma divertida”, informam. A turnê inclui um café da manhã no Matcha Milkybar, considerado um dos cafés preferidos do ator Chris Hemsworth.

Desde o ano passado, James Persson é membro do partido Animal Justice e destaca que sua luta é pela libertação animal.

Considerado extinto em 2013, leopardo nebuloso de formosa é visto no sudoeste de Taiwan

Agora o Escritório Distrital do Departamento Florestal de Taitung está tentando confirmar se realmente se trata de um leopardo de formosa (Foto: Wikimedia Commons)

Considerado extinto em 2013, um leopardo nebuloso de formosa foi visto recentemente no sudeste de Taiwan, segundo informações da Central News Agency (CNA). A identificação foi feita por guardas florestais em um penhasco em Daren, no condado de Taitung.

Agora o Escritório Distrital do Departamento Florestal de Taitung está tentando confirmar se realmente se trata de um leopardo de formosa ou outra espécie felina semelhante. Uma testemunha disse ter visto o animal subindo em uma árvore, antes de escalar um penhasco.

Outra testemunha declarou que viu um leopardo nebuloso de formosa correndo atrás de uma lambreta antes de saltar em uma árvore e desaparecer de vista. Os relatos chamaram a atenção dos anciãos do vilarejo de Alangyi, que realizaram uma reunião para investigar as aparições e para proibir os estrangeiros de caçarem na área.

Também estão exigindo que o Departamento de Silvicultura interrompa o desmatamento e outras atividades que afetam a vida selvagem na região. O vice-diretor do Escritório Distrital do Departamento Florestal de Taitung, Huan Chun-tse, declarou que as investigações devem continuar visando a proteção do animal, e concordou também em respeitar a vontade da tribo paiwan, que administra o território Alangyi.