Calçados veganos da Insecta Shoes ganham mercado internacional

A Insecta avisa que promete “polinizar o mundo com cor e consciência” (Foto: Divulgação)

Fundada em 2014 com o compromisso de oferecer produtos mais sustentáveis e sem matéria-prima de origem animal, a Insecta Shoes vai contar com um centro de distribuição de seus produtos na América do Norte a partir de abril.

Atualmente a marca que surgiu em Porto Alegre (RS) já comercializa seus calçados veganos em lojas nos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França e Espanha, mas com o centro de distribuição as chances de maior popularização de seus produtos aumentam bastante.

Investindo em cores, estampas e desenhos como diferenciais, a Insecta avisa que promete “polinizar o mundo com cor e consciência”. E pra isso, já confirmou que vai ampliar a gama de cores e padrões de seus produtos, que hoje podem ser encontrados em suas lojas em São Paulo e Porto Alegre, inauguradas em fevereiro e em julho de 2018. Há também a loja virtual para quem mora em outras cidades e regiões.

Conciliando criatividade e matérias-primas recicláveis baseadas inclusive em assentos de automóveis e guarda-chuvas, a Insecta Shoes oferece hoje dezenas de produtos que incluem também bolsas e acessórios. Segundo a marca, a meta sempre foi oferecer não somente opções mais sustentáveis, mas também esteticamente atraentes e confortáveis.

Em apenas um ano, a empresa reaproveitou mais de 6640 garrafas plásticas, mais de 391 metros quadrados de roupas e tecidos e mais de 2,1 mil quilos de borracha. “Temos o propósito de gerar conscientização sobre sustentabilidade, veganismo e comércio justo, e incentivar novos empreendedores a trabalharem em favor do meio ambiente, mostrando para o mundo que ser consciente pode ser divertido”, informa.

Pesca fantasma atinge 70% dos mares brasileiros

A estimativa é de que diariamente 69 mil animais marinhos correm o risco de serem mortos ou feridos por esses materiais no Brasil (Foto: WAP)

De acordo com a organização World Animal Protection (WAP), a pesca fantasma atinge 70% dos mares brasileiros, incluindo áreas de proteção ambiental como unidades de conservação.

Em quantidade, pelo menos meia tonelada de equipamentos de pesca são descartados ou perdidos nos mares de 12 estados todos os dias. A estimativa é de que diariamente 69 mil animais marinhos correm o risco de serem mortos ou feridos por esses materiais no Brasil.

Entre os mais afetados estão baleias, tartarugas-marinhas, toninhas, tubarões, raias, garoupas, caranguejos, lagostas e aves costeiras. A cada ano a pesca fantasma provoca o declínio populacional de 5% a 30% de algumas espécies marinhas.

Um relatório divulgado na semana passada pela WAP revelou que as maiores empresas de pescado do país, como a Camil (proprietária das marcas Coqueiro e Pescador) e a Calvo (Gomes da Costa), receberam classificação de nível 5 e 4 do projeto “Fantasmas sob as Ondas”.

Isso significa que as empresas de pescado não estão preocupadas com a questão do descarte de materiais de pesca nos mares – irresponsabilidade que surge como consequência da pesca comercial.

Piñatex, o futuro do couro está nas folhas de abacaxi

Carmen Hijosa: “Procurei criar um novo tecido que pudesse ser produzido comercialmente, mas com impacto social e econômico positivo” (Fotos: Divulgação)

Carmen Hijosa é uma designer espanhola que entende tudo de manufatura e design de artigos de couro. Na década de 1990, depois de trabalhar nessa indústria por tantos anos, inclusive como consultora, ela recebeu um convite para atuar no Centro de Design das Filipinas.

E foi lá que sua jornada em busca de alternativas ao couro começou tendo como premissa o desenvolvimento de um material sem nada de origem animal e que pudesse gerar o mínimo de impacto ao meio ambiente, além de contribuir com pequenas comunidades agrícolas.

“Procurei criar um novo tecido que pudesse ser produzido comercialmente, mas com impacto social e econômico positivo, além de uma baixa pegada ecológica no seu ciclo de produção”, informa Carmen, que tem doutorado em alternativas naturais e sustentáveis ao couro pela Royal College of Art, do Reino Unido.

O título foi obtido como reconhecimento pelo desenvolvimento da Ananas Anam, projeto que fez parte do programa de incubação InnovationRCA e que deu origem a Piñatex, tecnologia que tem sido utilizada por inúmeros fabricantes de calçados que querem substituir o couro por uma alternativa mais benéfica ao meio ambiente e que não envolva nenhum subproduto resultante da morte animais.

A preocupação de Carmen com o impacto da produção em massa de couro, e também com a agressão ambiental dos insumos químicos utilizados nessa indústria, fez com que ela encontrasse uma alternativa nas subaproveitadas folhas de abacaxi.

Com essa matéria-prima, a senhora Hijosa desenvolveu um tecido de alta qualidade que não apenas substitui matérias-primas como o couro de origem animal e o couro sintético, mas também favorece uma conexão entre pessoas, ecologia e economia.

“As fibras são extraídas por meio de um processo chamado decorticação, que é colocado em prática na plantação pela comunidade agrícola. Com a Ananas Anam, desenvolvemos a primeira máquina decortificadora automatizada para ajudar nesse processo, permitindo que os agricultores aproveitem maiores quantidades de folhas”, explica.

Assim que as fibras são extraídas das folhas, a sobra de biomassa pode ser utilizada como um fertilizante natural rico em nutrientes, ou também como biocombustível. “Nada é desperdiçado. Então as fibras passam por um processo industrial que forma à base da Piñatex. Os rolos de malha não tecida então são enviados à Espanha, onde passam por um processo de acabamento especializado”, revela.

Depois de finalizado, o material se torna um tecido macio, flexível, de longa durabilidade e com aspecto muito semelhante ao couro. E são essas características que têm atraído empresas do mundo todo que hoje buscam matérias-primas sustentáveis para a produção de calçados, roupas, decoração de interiores e estofamento automotivo. A Nature, da Dinamarca, e a Mercer Amsterdam, da Holanda, são duas empresas que recentemente lançaram calçados com a tecnologia Piñatex.

HSI realiza campanha contra a exportação de filhotes de elefantes

O país tem a intenção de exportar mais 35, segundo a organização Humane Society International (Foto: Kapama)

A Humane Society International (HSI) está realizando uma campanha contra a exportação de filhotes de elefantes do Zimbábue para a China. Os animais são retirados da natureza e enviados para zoológicos.

Mesmo com a oposição de outras nações africanas e de organizações que atuam em defesa dos animais, desde 2012 o Zimbábue já capturou e exportou 108 filhotes e agora tem a intenção de exportar mais 35, segundo a organização.

Para mostrar ao governo do Zimbábue a dimensão da oposição global em relação a essa prática, a HSI disponibilizou em seu site uma petição que pode ser assinada por pessoas de qualquer país.

“Vamos nos unir e dizer ao Zimbábue para manter os elefantes africanos em seu estado selvagem, em solo africano e a não sujeitá-los a viver em cativeiro para entretenimento em instalações na China ou em qualquer outro lugar”, pede.

O Zimbábue também é conhecido por permitir que pessoas de outros países pratiquem a caça esportiva de elefantes, desde que “paguem bem”. No mês passado um empresário dos EUA divulgou fotos de dois filhotes de elefantes que ele matou por “hobby”.

De acordo com a Born Free Foundation, organização britânica que atua em defesa da vida selvagem, um elefante é caçado e morto a cada 25 minutos por causa da demanda de marfim, que é utilizado na medicina oriental, mesmo que sem comprovação de benefícios.

Para assinar a petição, entre no site da HSI ou clique aqui.

Vegano come almôndega da Impossible Foods e depois é informado que tinha laticínios

Empresa é conhecida internacionalmente por seus produtos à base de vegetais (Fotos: Divulgação)

A Impossible Foods é conhecida internacionalmente por seus produtos à base de vegetais, e tem atraído tanto consumidores vegetarianos estritos e veganos quanto pessoas que sofrem de grave intolerância à lactose.

No entanto, esta semana o YouTuber Chris Cooney, mais conhecido como Vegan Zombie, publicou um vídeo de sua participação na Natural Products Expo West, realizada em Anaheim, nos EUA, onde ele consumiu um produto no estande da Impossible Foods.

Depois de experimentar uma almôndega, Cooney perguntou se o produto era realmente vegano, e uma funcionária respondeu que continha laticínios. Logo o gerente de marketing da IF interveio e explicou que no dia anterior as almôndegas não eram veganas, mas a que o Vegan Zombie consumiu era sim.

Então ele perguntou qual era a marca de queijo e o gerente disse que não se recordava. Conversando com o chef responsável pelo produto, foi informado que se tratava de um queijo da Daiya Parm. Mas a marca não produz queijo parmesão à base de vegetais.

Pedindo explicação à Impossible Foods sobre o assunto, Jackie D, do My Vegan Journal, recebeu a seguinte mensagem:

“Todas as almôndegas que servimos na Expo West continham queijo de leite de vaca. Servimos sanduíches, tacos e outras amostras que não continham produtos derivados de animais (ou seja, eram “veganas”). Se houve confusão, eu gostaria de me desculpar pessoalmente e garantir que informações dietéticas e alergênicas serão incluídas em eventos futuros”, assinou a gerente de comunicação Rachel Soeharto.

O episódio tem levantado discussões sobre transparência e responsabilidade, já que a empresa é conhecida como 100% plant-based. Além disso, a Impossible Foods também é vista como opção para pessoas com graves alergias ao leite, e não havia nenhum aviso ou alerta do tipo “contém lactose”, o que poderia culminar em graves consequências.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo a IF. Em 2017, a PETA denunciou que a empresa realizou testes em animais no processo de desenvolvimento do Impossible Burger, o que acabou sendo admitido pelo CEO, Patrick O. Brown. No ano passado, a PETA fez uma nova acusação, mas esta foi negada pela empresa.

Mercado de alternativas vegetais cresce enquanto setor leiteiro amarga crise

O cenário não poderia ser mais auspicioso para quem trocou o leite por fontes vegetais (Foto: Getty)

A Dairy Farmers of America, associação de produtores de leite dos Estados Unidos, divulgou recentemente um relatório informando que em 2018 a indústria de laticínios sofreu queda nas vendas no valor de 1,1 bilhão de dólares em comparação com 2017.

No Brasil, o crescimento registrado foi de 0%. Isso mesmo, segundo a Embrapa, a indústria leiteira viveu um período de estagnação em 2018. Inclusive no primeiro semestre do ano passado houve um decréscimo de 0,3% e o Brasil fechou o ano com um volume anual menor do que o de 2014.

Já na Nova Zelândia, a multinacional Fonterra, uma das maiores companhias de laticínios do mundo, revelou que registrou prejuízo de 130 milhões de dólares no período de 2017 a 2018. O valor é bem significativa considerando que de 2016 a 2017 a empresa obteve lucro de 500 milhões de dólares.

Independente de causa, e na contramão da crise no mercado leiteiro estão as alternativas aos laticínios baseadas em vegetais, que têm ocupado cada vez mais espaço e atraído até mesmo a atenção e interesse de empresas do ramo leiteiro.

Nos Estados Unidos, além do surgimento de novas marcas não lácteas a cada ano, a Dean Foods, segunda maior companhia leiteira do país, além de fechar laticínios e romper contratos com dezenas de produtores de leite só no estado da Pensilvânia, se tornou acionista da marca de leites vegetais Good Karma, que segue em ascensão nos EUA.

Também foi em 2018 que a Marcus Dairy, um dos maiores laticínios de Connecticut anunciou o encerramento do contrato com 52 fazendas por causa da queda na demanda por leite. No estado de Wisconsin o impacto foi maior – foram fechadas 338 fazendas em menos de seis meses. Essa mesma crise estimulou o casal de pecuaristas Molly Stevens e Sean DuBois a trocar o leite pela cerveja na tradicional fazenda Carter & Stevens em Massachussetts.

A razão é muito simples. Um relatório publicado pelo The Washington Post mostrou que a população dos EUA está consumindo 37% menos leite do que nos anos 1970. Como consequência, alguns laticínios foram além e mudaram completamente de ramo nos últimos anos, como é o caso da Elmhurst, de Nova York, que fechou sua indústria de produtos lácteos em 2016, após 80 anos, para inaugurar a Elmhurst Milked, de alternativas vegetais.

No Brasil, as mudanças também estão acontecendo. Segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel, o leite UHT deixou de entrar na residência de pelo menos 611 mil famílias em 2018. E o crescente interesse por alternativas livres de lactose e não lácteas tem beneficiado quem está investindo em um mercado que prioriza ingredientes de origem vegetal. Um exemplo é a empresa mineira Vida Veg, que a cada ano tem triplicado a sua produção de leites, iogurtes, queijos, sorbets e bebidas proteicas.

O cenário não poderia ser mais auspicioso para quem trocou o leite por fontes vegetais. O mercado brasileiro de alternativas aos laticínios cresceu 51,5% em 2018, e ofertas à base de soja, arroz, aveia, coco e amêndoas lideraram uma movimentação de R$ 545 milhões, segundo a empresa global de consultoria Euromonitor International.

E quem não se adapta a esse mercado, que tem ganhado espaço no mundo todo, acaba ficando para trás. Isso tem sido observado também em países escandinavos. A Kaslink Foods, maior indústria privada de laticínios da Finlândia, com sede em Kouvola, desde o ano passado está dedicando mais atenção aos produtos à base de aveia do que aos laticínios, porque entende que há um público crescente ansiando por produtos livres de ingredientes de origem animal.

E esse mercado deve continuar surpreendendo. A previsão é de crescimento global de mais de 40% até 2023, segundo a ResearchandMarkets. Há também uma previsão de que os iogurtes à base de vegetais podem superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte, segundo relatório da Data Bridge Market Research (DBMR), que considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e o crescimento da procura e da oferta por alternativas baseadas em vegetais.

Projeto de lei visa proibir corridas de cães no Brasil

O objetivo é beneficiar principalmente os galgos, conhecidos por serem explorados como corredores em várias partes do mundo | Foto: Pixabay

Este mês o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), protocolou um projeto de lei que visa proibir a realização de corridas de cães no Brasil. O objetivo é beneficiar principalmente os galgos, conhecidos por serem explorados como corredores em várias partes do mundo.

O PL 1441/2019 aponta várias justificativas que reforçam a oposição ao uso desses animais em corridas, como múltiplos abusos físicos e psíquicos, o que vai contra o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/1995). “Um esporte deve ser entendido como uma atividade em que existe envolvimento voluntário de seus participantes, algo que não ocorre quando há submissão compulsória de animais não humanos”, argumenta Izar.

No Brasil, a corrida de cães é reprovada tanto por ativistas da causa animal quanto por cidadãos sem envolvimento com a defesa dos animais, mas que conhecem a prática. Em países como Estados Unidos, Itália, França, Argentina e Uruguai, entre outros, a corrida de cães já foi proibida como resultado do clamor popular.

Porém a realidade dos galgos ainda é desconhecida pela maioria da população brasileira. Os filhotes que passam pela primeira seleção de padrão da raça, que avalia características físicas e habilidades para corrida ou caça, são treinados com “iscas vivas” como lebres ou gatos. Aqueles que não forem aprovados nessa triagem podem acabar abandonados, mortos ou doados para pessoas que desconhecem as necessidades desses animais.

Outro problema é que os galgos utilizados em corrida passam a maior parte de suas vidas confinados em pequenos espaços e isolados de outros cães e do contato humano. Isso significa que em muitos casos eles são retirados do cativeiro apenas para o “treino”.

Há inúmeros relatos, tanto de testemunhas residentes em Minas Gerais quanto no Sul do Brasil, de que é comum manter os galgos confinados no escuro por longos períodos, porque isso faz com que acumulem muita energia, fiquem ansiosos e em estado de alerta quando são libertados – o que é visto como uma “vantagem” por quem usa esses animais em corridas ou caçadas.

Outras imposições incluem treinamento em que os cães são presos a correias e obrigados a correrem ao lado de carros sob sol escaldante. Também são condicionados a percorrerem linhas retas por até 400 metros atrás da chamada “bruxa”, que consiste em um pedaço de pano com cheiro ou pedaço de pele de lebre morta.

Como os treinamentos são exaustivos, os galgos desenvolvem problemas ósseos, articulares e musculares. Além disso, há inúmeros casos em que os animais são submetidos ao uso de drogas que visam melhorar o rendimento na corrida, o que gera problemas no fígado, coração, rins e pulmões.

“Cães que não morrem como resultado desse tipo de exploração provavelmente serão vendidos para atividades de caça no campo, reprodução, abandonados ou mortos”, lamenta o deputado Ricardo Izar. Atualmente o projeto de lei que visa proibir as corridas de cães ou atividades similares está aguardando despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Saiba Mais

Se você é contra a corrida de cães e defende a criminalização da prática, apoie o projeto de lei no site da Câmara. Digite na busca “1441/2019”, clique no projeto e responda a pergunta: “O que você acha disso?” ou basta clicar aqui.

Você também pode enviar uma mensagem via Instagram para o deputado federal Rodrigo Maia (@rodrigomaiarj) cobrando que ele paute o projeto para que possa ser votado o mais breve possível.

Empresa familiar lança “tofu” à base de sementes orgânicas de abóbora

“Somos uma verdadeira empresa familiar. Em qualquer dia, você pode encontrar em nossa cozinha comercial a nossa avó, tias e primos cozinhando” (Fotos: Divulgação)

A Foodies Vegan, uma empresa familiar vegana, está lançando no mercado o Pumfu, um “tofu” à base de sementes orgânicas de abóbora que oferece 17 gramas de proteínas a cada porção de 110 gramas, além de ser rico em antioxidantes, ômega-3, ômega-6 e fibras. Também não contém açúcar nem sal.

Segundo a Foodies Vegan, de Cincinnati, nos Estados Unidos, o Pumfu é um superalimento indicado para o café da manhã, almoço ou jantar, e que pode ser utilizado nas mais diferentes receitas doces ou salgadas. A empresa também produz veggie burgers de alcachofra e frittatas.

“Somos uma verdadeira empresa familiar. Em qualquer dia, você pode encontrar em nossa cozinha comercial a nossa avó, tias e primos cozinhando. Embora nossos produtos e embalagens tenham mudado com o passar dos anos, nosso amor pela comida continua a crescer e o nosso compromisso com os ingredientes saudáveis e integrais está mais forte do que nunca!”, garante.

Indústria da carne realiza conferência sobre o mercado de alternativas vegetais na Holanda

Evento deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal (Foto: The Vegetarian Butcher)

Uma conferência internacional vai ser realizada na Holanda no dia 26 de junho para discutir sobre o mercado de alternativas vegetais. Mas o que surpreende é que o evento não está sendo organizado pelo mercado vegano holandês, mas sim pela indústria da carne, que está de olho no crescimento da demanda por produtos de origem vegetal.

Uma iniciativa da GlobalMeat News, um dos maiores sites de notícias da indústria da carne, a conferência deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal.

A fundadora da empresa alimentícia vegana VBites, Heather Mills, vai fazer o discurso de abertura do evento que conta também com palestras como “Sucessos da indústria de proteínas baseadas em vegetais”. Entre os palestrantes está David Welch, do Good Food Institute (GFI).

“Estamos satisfeitos em apresentar nossa nova e empolgante conferência que destacará os mais recentes desenvolvimentos e barreiras do mercado de proteínas baseadas em vegetais que segue em rápida expansão”, informa o site da Plant Protein Conference, que vai ser sediada no Hotel Marriott em Amsterdã.

Elevação do nível dos oceanos em decorrência das mudanças climáticas exige políticas de longo prazo

“A taxa em que esse aumento está ocorrendo é muito rápida” (Foto: Francesco Zizola/Eyevine)

De acordo com informações da Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a elevação do nível dos oceanos pode ultrapassar 1,6 metro até o fim do século, com consequências desastrosas principalmente para as populações costeiras.

Além de medidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa a serem adotadas pelos países, os cidadãos precisam mudar hábitos e pressionar os tomadores de decisão para evitar um cenário catastrófico.

A avaliação foi feita pelos pesquisadores que participaram do primeiro episódio do programa Ciência Aberta em 2019, lançado ontem com o tema “Oceanos Ameaçados”. A iniciativa é uma parceria da FAPESP com a Folha de S.Paulo

“São necessárias políticas de Estado, o que não quer dizer políticas de governo. É preciso que seja algo perene, ao longo de décadas”, disse Michel Michaelovitch de Mahiques, professor no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP).

Os pesquisadores ressaltaram que a elevação do nível dos oceanos já ocorreu em outros períodos na Terra, mas não em uma velocidade tão alta como agora.

“A taxa em que esse aumento está ocorrendo é muito rápida. Desde 1993, a elevação é de 3,1 milímetros por ano. Em 1900, era de 1,7 a 2 mm por ano”, disse Ilana Wainer, professora do Departamento de Oceanografia Física do IO-USP e membro do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera.

Segundo Ilana, a partir de um determinado ponto, o aumento começou a ser exponencial. “Mudanças [climáticas] sempre existiram, mas agora estamos alimentando o sistema com os gases [do efeito] estufa”, destacou.

Os oceanos têm um papel fundamental na regulação do clima do planeta, ao redistribuir o calor que chega em excesso na região tropical até as regiões polares, ao mesmo tempo em que levam o frio dos polos para os trópicos.

“Os oceanos, junto com a atmosfera, funcionam como um ar condicionado do planeta, levando calor para as regiões frias e frio para onde está muito quente”, explicou a professora.