12 mil médicos pedem ao governo dos EUA para não incentivar o consumo de laticínios

A sugestão é que repensem esse posicionamento e se espelhem na atual realidade dos canadenses (Foto: PCRM/Divulgação)

O Comitê Médico Pela Medicina Responsável, composto por 12 mil médicos, está pedindo ao governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Agricultura e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, para não incentivar o consumo de laticínios.

O governo dos EUA já nomeou um novo Comitê Consultivo de Diretrizes Dietéticas para definir quais serão as recomendações no período 2020-2025. A sugestão do Comitê Médico é que repensem esse posicionamento e se espelhem na atual realidade do Canadá.

Na última atualização do Guia Alimentar do Canadá, desenvolvido por médicos nutrólogos e nutricionistas, o governo canadense qualificou oficialmente a “dieta vegana” ou “vegetariana estrita”, em referência a uma dieta sem alimentos ou ingredientes de origem animal, como saudável. Além disso, destaca a importância do consumo de vegetais e encoraja a drástica redução do consumo de alimentos de origem animal.

No ano passado, Walter Willet e outros pesquisadores publicaram um estudo intitulado “Milk and other dairy foods and risk of hip fracture in men and women”, refutando a suposta necessidade dos seres humanos consumirem leite de animal de outra espécie e apontando as más consequências do excesso de laticínios para a saúde.

Willett, que é médico e tem doutorado em saúde pública, também é professor de nutrição e epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard e chairman do Departamento de Nutrição da Universidade Harvard.

Maringá tem mais de 50 estabelecimentos com opções para veganos no cardápio

Vaca Louca Café Vegetariano e Faz Bem Restaurante Vegano são duas sugestões para veganos em Maringá (Fotos: Vaca Louca Café/Faz Bem/Franciele Medina)

Recentemente a equipe do portal Enjoy Maringá fez um mapeamento de cafés, restaurantes, lanchonetes, bares e pizzarias, entre outros, que oferecem opções para veganos no cardápio, e em diferentes pontos de Maringá (PR).

Então se você é de Maringá ou pretende viajar para Maringá, saiba quais são os locais que merecem sua visita, caso sua preocupação seja consumir alguma refeição, petisco, lanche, doce ou qualquer outro alimento sem nada de origem animal.

Entre os restaurantes mais indicados estão o Faz Bem, Bangkok Garden, Equilíbrio e Sabor, Nattú, Tien Yuen, Horta no Potinho, Urbano Natural, Penso Light, Santa Gema, Genevitta, Daásu, Rock and Honda, Le Pitaco, Très Riche, Açafrão, Labuka e Tacoss Comida Mexicana.

Outros estabelecimentos com opções aprovadas para veganos são o Vaca Louca Café, Da Terra, Salada City, Burguer Perk, Tapioh, Pamonhas do Cezar, D’Lisbo Café Bistrô, Café Literário, Café du Centre, Atari Bar, Karimbamba, Badulaque Estúdio Bar, Kubitschek Bar, Porão Bar, Catraca Cerveja e Bike.

Também fazem parte da lista Alibabar Boteco e Gastronomia Árabe, Cathedral Cervejaria, Boteco do Neco, Afonso’s, Firula Bar, Lá Biére, Jugo Juice, Bagaço e Quitanda, entre outros. Para quem prefere delivery, as indicações são Mr. Fit Maringá, Sweet Veg, Brasileirinho Delivery e Larica’s Cake.

Para conhecer algumas das opções oferecidas nesses estabelecimentos, recomendamos que você acesse o site Enjoy Maringá. A lista, que está em constante atualização, foi elaborada pela fotógrafa Luana Colosio – clique aqui.

Cirva denuncia que é possível que existam apenas 10 vaquitas no mundo

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México (Foto: Greenpeace/Marcelo Otero)

De acordo com um relatório publicado este mês pelo Comitê Internacional para a Recuperação da Vaquita (Cirva), é possível que existam apenas 10 vaquitas no mundo, animal considerado o menor cetáceo do mundo.

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México, e tem um metro e meio e pesa cerca de 50 quilos. E a má notícia é que ela pode ser extinta antes de 2022.

A maior causa do risco de extinção do cetáceo é a pesca ilegal no Golfo da Califórnia, onde as vaquitas sempre foram visadas porque suas bexigas natatórias têm alto valor comercial na China.

Em reação à situação, o diretor Richard Ladkani e o ator e produtor Leonardo DiCaprio uniram forças para produzir o documentário “Vaquita – Sea of Ghosts”, que foi aclamado no Sundance Film Festival, em Park City, Utah, no mês passado.

O documentário que discute a pesca ilegal e as tentativas e meios de salvar a vaquita conta com a participação do ex-presidente mexicano Enrique Peña Nieto e da organização Sea Shepherd. “Vaquita – Sea of Ghosts” é uma continuação do documentário indicado ao Oscar “The Ivory Game”, de 2016, que aborda o comércio ilegal de marfim. Ainda não há previsão de quando o documentário vai ser disponibilizado ao público.

6,4 milhões de canadenses estão reduzindo ou eliminando o consumo de carne

Atualização do Guia Alimentar tem contribuído para uma mudança de consciência da população canadense (Foto: Mikaela MacKenzie / Winnipeg Free Press)

Uma pesquisa concluída recentemente pela Universidade de Dalhousie com o apoio da Universidade de Guelph revela que 6,4 milhões de canadenses estão reduzindo ou eliminando o consumo de carne.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o professor Sylvain Charlebois, a última atualização do Guia Alimentar do Canadá, que incentiva mais o consumo de alimentos à base de vegetais e qualifica uma dieta vegana ou vegetariana estrita como saudável, tem contribuído para uma mudança de consciência dos consumidores.

Regionalmente, a população de Ontário é a que provavelmente consome menos carne. O relatório mostra também que as mulheres são mais propensas a acreditarem que a carne é substituível. Os homens, no entanto, particularmente os mais velhos, consideram a ingestão de carne como “um dos grandes prazeres da vida.”

Segundo a pesquisa, os entrevistados mais jovens e mais instruídos têm “menos apego à carne” e são mais propensos a preferirem alternativas baseadas em plantas. “63% entrevistados que seguem uma dieta vegana, livre de todos os produtos de origem animal têm menos de 38 anos. Os consumidores mais jovens também são menos propensos a acreditarem que comer carne é um direito fundamental”, aponta Sylvain Charlebois.

O pesquisador Simon Somogyi, da Universidade de Guelph, frisa que até 2050 o planeta terá mais de 10 bilhões de pessoas e por isso essas mudanças podem ser vistas como um avanço, já que as proteínas de origem vegetal são produzidas de forma mais sustentável.

Projeto Mucky precisa de ajuda para cuidar de 68 saguis resgatados de traficantes de animais

“Sabíamos que não teríamos fôlego para acolher tantos primatas de uma só vez, mas não havia tempo pra pensar” (Foto: Divulgação/Projeto Mucky)

O Projeto Mucky, ONG que cuida de primatas de diversas espécies em São Paulo, capital, precisa de ajuda para tratar de 68 saguis. Os animais foram resgatados das mãos de traficantes de animais silvestres em uma operação realizada na segunda-feira pela Polícia Ambiental e Civil em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo.

“Sabíamos que não teríamos fôlego para acolher tantos primatas de uma só vez, mas não havia tempo pra pensar. Era preciso agir, porque 68 vidas já estavam em risco e corríamos contra o tempo”, justifica a organização.

Com idade entre 10 dias e três meses, os saguis foram encontrados em duas caixas minúsculas, completamente imundas e aqueles que ainda tinham energia, circulavam num lamaçal de fezes, urina e comida estragada.

“Por entre as frestas dos caixotes, víamos os olhares assustados que pediam socorro e expressavam a dor de não entender por que estavam ali. Os macacos estavam molhados, sujos, famintos e sedentos”, denuncia o Projeto Mucky.

Os animais foram retirados da caixa um a um para receberem os primeiros socorros, além de alimentação e soro. Realocados em recintos secos, limpos e aquecidos, todo o trabalho contou com o empenho de dez pessoas.

Por enquanto, todos os filhotes estão vivos, e o objetivo é garantir que continuem assim. “Alguns estão mais vívidos, outros mais fracos, mas a mudança nos olhares é nítida; já não sentem medo e nos olham com imensa gratidão”, garante a organização.

Agora o maior desafio do Projeto Mucky é conseguir recursos para alimentar e garantir todos os cuidados necessários aos 68 saguis. Antes da chegada dos resgatados, a organização já era responsável por 207 primatas. “Assim como nós, você tem 68 motivos para ajudar. Precisamos de colaborações com extrema urgência”, enfatiza a organização.

Contribua com o Projeto Mucky

Banco Itaú
Agência: 0796
CNPJ: 01.943.493/0001-66
Conta Corrente: 60400-7
E-mail: contato@projetomucky.org.br

PlantMade, restaurante de alta gastronomia vegana chega a São Paulo

Divulgação

Em abril, o restaurante da alta gastronomia vegana PlatMade vai ser inaugurado em Higienópolis, em São Paulo. Daniele e Fabio Zukerman trazem para o Brasil o conceito dos restaurantes do chef Matthew Kenney, reconhecido mundialmente por transformar alimentos saudáveis em pratos saborosos.

A prioridade do PlantMade é a valorização de alimentos naturais, orgânicos, integrais e locais. “E trazendo um conceito de hospitalidade pensada para otimizar a experiência alimentar tradicional em todos os sentidos”, informam.

Daniele e Fabio decidiram trazer para o Brasil uma das 15 marcas do grupo MKC porque ficaram impressionados com a combinação de cores e sabores dos pratos oferecidos, além dos benefícios para a saúde.

“O impacto do consumo de produtos de origem vegetal é absurdamente menor. Temos que encontrar soluções mais sustentáveis para um planeta que logo mais alcançará uma população de 10 bilhões de pessoas sem abrir mão do prazer da boa gastronomia”, acrescenta Fabio.

No PlantMade vão ser oferecidos pratos famosos da Matthew Kenney Cuisine, como a Lasanha Raw e o Cacio e Pepe. No menu também estarão lanches rápidos, bolos, doces e produtos sazonais. Segundo o casal, é um restaurante para todas as refeições e para qualquer hora do dia.

“Em um mundo com pessoas cada vez mais conscientes, produtos mais frescos e produzidos do zero, ou seja, sem aditivos químicos ganham cada vez mais destaque. A gastronomia, nutrição e arte devem caminhar juntas”, enfatizam.

Saiba Mais

A inauguração está prevista para abril, mas o dia deve ser divulgado em breve.

Serviço

Atendimento de segunda a domingo das 9h às 22h

Localização: Praça Vilaboim, 111 – Higienópolis, São Paulo (SP)

Site

Sea Shepherd encontra “depósito” de golfinhos mortos na França

“Trinta anos de reuniões e discussões com os comitês de pesca levaram à situação catastrófica em que estamos hoje” (Foto: Sea Shepherd France)

A Sea Shepherd anunciou ontem que encontrou um “depósito” de golfinhos mortos em Les Sables d’Olonne, na Baía de Biscaia, na França. Segundo a organização de conservação da vida marinha, o local está servindo como área de despejo de parte dos golfinhos mortos pela pesca comercial.

“É onde eles são despejados antes de serem enviados para uma usina de processamento”, informou. A denúncia foi feita pouco tempo depois que a Sea Shepherd revelou que cadáveres de golfinhos mutilados têm se multiplicado às centenas na costa atlântica francesa.

“Trinta anos de reuniões e discussões com os comitês de pesca levaram à situação catastrófica em que estamos hoje. O tempo para discussão acabou, há uma necessidade urgente de ação”, declarou a presidente da Sea Shepherd France, Lamya Essemlali.

Em fevereiro, a Sea Shepherd contabilizou mais de 600 golfinhos, a maioria mutilados, encontrados nas praias francesas, vítimas da pesca comercial. Os animais foram atingidos por redes de arrasto. “Embora esse número possa parecer enorme, está muito abaixo da verdadeira escala de mortes em curso”, garantiu a organização.

Segundo o Observatório Científico Pelagis, a estimativa é de que 80% dos golfinhos mortos na costa atlântica francesa afundam no mar e nunca chegam à costa. “Durante nossas patrulhas, encontramos diariamente muitos golfinhos nessa área particularmente sensível”, enfatizou Lamya.

A organização rejeita a tese de que os animais são mortos em consequência da “pesca acidental”. A justificativa é que as técnicas de pesca comercial utilizadas na região são sistemáticas. Ou seja, os pescadores assumem conscientemente o risco de matarem os golfinhos.

Beyond Meat pretende levar seus substitutos de carne para pelo menos 50 países

Atualmente, só nos Estados Unidos, a Beyond Meat já distribui seus produtos em mais de 27 mil estabelecimentos comerciais (Fotos: Divulgação)

A partir deste ano, a Beyond Meat promete priorizar a sua expansão global que tem como compromisso levar seus substitutos de carne, que inclui versões vegetais de hambúrguer, linguiça e carne moída, para pelo menos 50 países.

Para conseguir isso, a startup fundada por Ethan Brown em Los Angeles (CA) em 2009 tem contado com o apoio de grandes investidores – como Bill Gates e Leonardo DiCaprio, que tem não apenas injetado dinheiro na Beyond Meat, mas também divulgado seus produtos em suas mídias sociais.

Além disso, a marca tem sido endossada por atletas da NBA, NFL e também de esportes radicais. Segundo o CEO, Ethan Brown, Canadá, Europa, Austrália, México, América do Sul, Israel, Coréia do Sul e África do Sul devem ser beneficiados com a expansão global.

Atualmente, só nos Estados Unidos, a Beyond Meat já distribui seus produtos em mais de 27 mil estabelecimentos comerciais, entre grandes, médias e pequenas empresas. O que também motivou a startup a se aprofundar na realidade do mercado internacional é o grande volume de mensagens recebidas de consumidores questionando quando seus produtos serão chegarão até eles.

O último lançamento da Beyond Meat foi o Beyond Beef, “carne moída” à base de proteínas de ervilha, arroz e feijão mungo. O produto livre de soja e glúten possui um pouquinho mais de proteínas do que o seu equivalente de origem animal e 25% menos gorduras saturada.

“Há muito tempo estamos de olho na criação de um produto que permita aos consumidores desfrutar da versatilidade da carne moída enquanto aproveitam os benefícios para a saúde humana, ambiental e animal dos alimentos à base de plantas”, diz Ethan Brown.

Um dos criadores da Not Mayo vem ao Brasil falar sobre o futuro dos alimentos de origem vegetal

Muchnick é CEO da NotCo, apontada como uma das startups mais promissoras entre as que estão utilizando inteligência artificial (Fotos: Food Forum/NotCo/Divulgação)

Em abril, o engenheiro comercial chileno Matias Muchnick, um dos fundadores e CEO da NotCo, empresa alimentícia que conseguiu investimento de US$ 30 milhões de um grupo que inclui o fundador da Amazon, Jeff Bezos, vem ao Brasil falar sobre o futuro dos alimentos de origem vegetal.

Muchnick confirmou participação no Food Forum 2019, que vai ser realizado no Teatro Santander, em São Paulo, no dia 3 de abril, a partir das 8h30. A sua empresa é mais conhecida pelo desenvolvimento da Not Mayo, maionese vegana à base de grão-de-bico que imita o sabor e a textura da maionese tradicional.

Atualmente a NotCo é apontada como uma das startups mais promissoras entre as que estão utilizando inteligência artificial para desenvolver alternativas aos produtos de origem animal. E foi exatamente isso que chamou a atenção do fundador da Amazon, Jeff Bezos.

Os US$ 30 milhões que a NotCo recebeu serão usados no desenvolvimento e produção de leites, iogurtes, queijos e sorvetes vegetais. Para isso, a startup vai aperfeiçoar o Giuseppe, seu sistema de inteligência artificial que gera fórmulas alimentares com base em ingredientes vegetais, mas imitando os alimentos de origem animal.

“O Giuseppe foi criado a partir de um algoritmo de inteligência artificial que procura padrões nos dados tradicionais de plantas e alimentos. Esses padrões permitem que o Giuseppe detecte quais vegetais devem ser combinados para gerar o sabor e a textura desejados”, informa Muchnick.

A partir de um banco de dados, o sistema de IA é capaz de descrever em nível molecular as propriedades de um grande número de plantas e alimentos tradicionais.

Saiba Mais

Ingressos para o Food Forum 2019 estão à venda no Ingresso Rápido – clique aqui.

Programa ajuda mais de 500 estabelecimentos na oferta de opções veganas no Brasil

Foto: Getty Images

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) divulgou hoje que, por meio do programa Opção Vegana (OPV), a entidade conseguiu ajudar 530 estabelecimentos na inclusão de opções veganas, ou seja, sem ingredientes de origem animal.

Entre os estabelecimentos que contaram com a consultoria gastronômica do programa nos últimos dois anos estão as redes Starbucks, Makis Place, Baked Potato, Brasileirinho Delivery, Bacio di Latte, Seletti e Sucão. A iniciativa tem a parceria da organização Humane Society International (HSI).