Populações de orangotangos caíram pela metade na última década

Quase 50 anos de esforços de conservação não conseguiram evitar que os números de orangotangos caíssem (Foto: Getty Images)

De acordo com informações da Orangutan Foundation International, as populações de orangotangos caíram pela metade na última década. Este é um dado preocupante considerando que os orangotangos já somaram centenas de milhares de indivíduos.

Além das mudanças climáticas, outras atividades humanas têm favorecido à perda e degradação do habitat desses animais. “A IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza] classificou o orangotango de Bornéu como ameaçado de extinção e o orangotango de Sumatra como criticamente ameaçado”, aponta a OFI.

As últimas estimativas mostraram que apenas 7,3 mil orangotangos de Sumatra (Pongo abelii) ainda permaneciam em estado selvagem, embora tais estimativas não sejam tão recentes. Isso significa que a redução pode ser pior do que imaginamos. Outro dado importante é que aproximadamente 150 mil orangotangos da Ilha de Bornéu desapareceram nos últimos 16 anos, segundo o Instituto Max Planck.

“A destruição e a degradação da floresta tropical, particularmente a floresta das terras baixas, em Bornéu e Sumatra, é a principal razão pela qual os orangotangos estão ameaçados de extinção”, lamenta a Orangutan Foundation.

Entre as atividades humanas que têm contribuído para isso estão a exploração madeireira, incluindo a extração ilegal, conversão de florestas em plantações de óleo de palma, mineração e derrubada de mata para a construção de estradas, além de incêndios e comércio ilegal de animais.

“Durante a última década, as populações de orangotangos provavelmente diminuíram em 50% na natureza. O orangotango de Bornéu e o orangotango de Sumatra estão em grave declínio. Isso significa que, sem uma drástica intervenção, os orangotangos podem em breve ser extintos como populações biologicamente viáveis ​​na natureza”, revela a OFI.

Pesquisadores do Instituto Max Planck lamentam o fato de que quase 50 anos de esforços de conservação não conseguiram evitar que os números de orangotangos caíssem. E o que torna a situação ainda mais delicada é que os orangotangos são animais que se reproduzem lentamente.

Richard Branson diz que em 30 anos ficaremos chocados ao lembrar que matávamos animais para comer

Branson lembra que no ritmo atual a produção de carne teria que dobrar nas próximas décadas (Foto: Acervo/Virgin

O bilionário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, publicou um artigo falando sobre o futuro da carne. Segundo Branson, em cerca de 30 anos, ficaremos chocados ao lembrar que matávamos animais em massa para comer.

O bilionário defende que no futuro a norma serão as carnes baseadas em vegetais e desenvolvidas em laboratório: “Em 30 anos, é improvável que tenhamos de matar animais por uma questão alimentar.”

Atualmente o empresário, assim como Bill Gates e a gigante do agronegócio Cargill, é um dos investidores da Memphis Meats, que está desenvolvendo carne artificial. “Dessa forma, não haverá necessidade de alimentar, reproduzir e matar animais”, justifica.

Branson comemora que até mesmo as maiores empresas de carne do mundo, como a Tyson Foods, estão investindo nesse mercado. “Esses investimentos ajudarão os negócios a crescer, o que pode fazer com que a carne artificial se torne mais barata do que a produção convencional de carne.

Richard Branson enfatiza que a agropecuária contribui muito com o aquecimento global e a degradação ambiental. “É provável que haja uma conversão muito melhor de calorias, [que a carne artificial] use muito menos água e terra e produza até 90% menos emissões de gases do efeito estufa do que a carne produzida convencionalmente”, acrescenta.

O bilionário também tem investido em proteínas de origem vegetal, e destaca que há opções que têm gosto equivalente e até mesmo superior às baseadas em ingredientes de origem animal. “Estão se tornando mais amplamente disponíveis: “Não me surpreende que a indústria de alternativas às carnes e laticínios deva valer US$ 40 bilhões até 2020”.

Branson lembra que no ritmo atual a produção de carne teria que dobrar nas próximas décadas, o que é muito problemático, porque significa ainda mais prejuízos ao meio ambiente, bem-estar animal e saúde humana.

ONCA realiza intervenção contra o consumo de animais em Curitiba

Ativistas imitaram bandejas com pedaços de carne humana, em referências às carnes comercializadas em açougues e mercados (Foto: ONCA)

No último sábado, ativistas da ONCA, comunidade voluntária que divulga os direitos animais e o veganismo, se reuniu no centro de Curitiba (PR) para realizar a intervenção artística “E se fosse você?”.

Com um grande apelo visual, e simulando o destino final dos animais criados para consumo, os ativistas imitaram bandejas com pedaços de carne humana, em referências às carnes comercializadas em açougues e mercados.

“A nossa intenção foi transmitir ao público a sensação de como seria estar no lugar dos animais não humanos explorados todos os dias para o prazer humano”, informam.

O grupo conseguiu atrair boa atenção e aproveitou para distribuir material sobre direitos animais e veganismo, e também para conversar com os transeuntes.

Além disso, ofereceram degustação de alimentos veganos preparados por eles mesmos. “Mostramos como, além de mais baratos e saudáveis, os pratos veganos podem ser deliciosos”, destacam.

Fundada no Paraná em setembro de 2004, a ONCA também atua no Rio Grande do Sul desde 2011. No ano passado, o grupo, que defende o fim da exploração animal, participou de diversas manifestações contra a exportação de animais vivos – inclusive realizando passeatas e coletando assinaturas pedindo o fim da atividade comercial.

Acompanhe o trabalho da ONCA:

Facebook: OncaAnimal

Instagram: @oncaanimal

Gordon Ramsay diz que é preciso se adaptar ao crescimento do veganismo

Declaração foi feita na última terça durante participação no programa The Late Late Show (Foto: Terence Patrick/CBS)

Na última terça-feira, participando do programa The Late Late Show with James Corden, da CBS, o chef britânico Gordon Ramsay disse que é preciso se adaptar ao crescimento do veganismo. Ramsay já não vê problema em preparar alimentos voltados aos veganos.

Desde o ano passado, o chef tem incluído, dentre outras opções, pizzas, risotos, assados e sobremesas sem ingredientes de origem animal no cardápio de seus restaurantes. No ano passado, quando divulgou pela primeira vez a foto de uma de suas pizzas veganas no Twitter, ele justificou: “Dando uma chance a essa coisa vegana. Isso mesmo, pessoal, vocês ouviram bem.”

No domingo, Gordon Ramsay compartilhou vídeo da sua versão vegana do Bife Wellington, baseado em legumes e acompanhado de batatas assadas, brócolis, couve-flor e molho e destacou que o prato está disponível em seu restaurante Bread Street Kitchen.

Incomodado com a publicação, o jornalista Piers Morgan, apresentador do Good Morning Britain, resolveu criticá-lo: “Ah, não, Ramsay! Você também? Isso parece completamente revoltante.” Em resposta a Morgan, o chef britânico declarou: “Vá se f…, Morgan!”

Mianmar realiza queima histórica de quase duas mil partes de animais selvagens apreendidas com caçadores

No ano passado, o governo do Mianmar também realizou a queima de partes de animais apreendidas com caçadores (Foto: Reuters/Myo Kyaw Soe)

Na semana passada, o governo de Mianmar, na Ásia, realizou a queima histórica de quase duas mil partes de animais selvagens apreendidas com caçadores.

O ato organizado pelo Ministério de Recursos Naturais e Conservação Ambiental foi uma manifestação contra a caça e o comércio de partes de animais selvagens.

A intenção é ampliar a conscientização sobre o assunto e compartilhar a mensagem de que esse tipo de crime não será mais tolerado no país, segundo a agência de notícias Xinhuanet

Na ocasião, o governo de Mianmar queimou 219 pedaços de marfim, 210 pedaços de tronco de elefante seco, 527 ossos de animais selvagens, 800 chifres, 241 partes diversas de animais e 134,7 quilos de escamas de pangolim.

Basicamente, a maior parte era de animais que atualmente são considerados em risco de extinção ou que estão na iminência de entrar na lista de espécies ameaçadas.

YouTuber fará “turnê antivegana” pelo Reino Unido e Austrália

Sv3rige atraiu atenção internacional em agosto do ano passado quando foi até o Vegan Food Festival em Amsterdã, na Holanda (Imagem: Reprodução)

Um polêmico YouTuber conhecido como Sv3rige vai iniciar uma “turnê antivegana” pelo Reino Unido e Austrália. No final de semana, ele convidou mais pessoas a se juntarem a ele para “reforçarem o movimento antivegano”.

O YouTuber disse que a “turnê” vai começar no final deste mês e eles participarão de eventos veganos e antiveganos em cidades como Brighton, Londres, Manchester, Hull, Glasgow e Belfast, entre outras.

Sv3rige atraiu atenção internacional em agosto do ano passado, quando foi até o Vegan Food Festival em Amsterdã, na Holanda, usando uma regata com a frase: “Seja vegano e morra”. Enquanto caminhava, ele comia pedaços de carne crua.

Embora a intenção tenha sido gerar desconforto nos participantes, não houve registro de nenhuma tentativa de agredi-lo verbalmente ou fisicamente. Um vídeo do rapaz conversando junto de outros participantes e da polícia foi divulgado pelo jornal britânico Metro. A sua permanência no festival durou uma hora, até que ele decidiu ir embora.

Rita Lee vai lançar livro infantil baseado em história de ursa explorada em circo

Não é a primeira vez que Rita Lee decide publicar livros infantis voltados à conscientização sobre os animais (Fotos: Rita Lee/Instagram)

A cantora, escritora e ativista Rita lee vai lançar até julho um livro infantil que estimula o respeito aos animais. A obra intitulada “Amiga Ursa – Uma História Triste, Mas com Final Feliz” é baseada na história da ursa-parda Marsha, vítima de tráfico de animais que ficou conhecida como “A Ursa Mais Triste do Mundo”.

Nascida na Rússia, Marsha foi forçada a atuar por 25 anos em um circo que excursionava pelo Brasil. Depois a enviaram para o Parque Zoobotânico de Teresina (PI), onde a sua tristeza atraiu atenção internacional. A liberdade de Marsha veio apenas no ano passado, aos 32 anos, quando ativistas se juntaram para enviá-la a um santuário e também lhe deram um novo nome – Rowena.

Não é a primeira vez que Rita Lee decide publicar livros infantis voltados à conscientização sobre os animais. Em 1988, ela publicou o livro “Dr. Alex”, que conta a história do cientista Joseph Karl Alex, defensor dos direitos animais que se transforma em um rato de laboratório. A história é baseada em uma visita que Rita e seus três filhos fizeram ao Instituto Biológico, em São Paulo.

A cantora já declarou também que o seu respeito pelos animais a impede de comer carne. Em entrevista publicada pela revista IstoÉ em 10 de setembro de 2010, Rita Lee, que também costuma resgatar animais, foi questionada sobre até onde vai sua vaidade? Entre outras coisas, ela respondeu: “Não como cadáveres de animais.”

Dolphinaris Arizona liberta golfinhos e decide investir em entretenimento sem animais

Kai foi o quarto golfinho a morrer desde a inauguração do parque aquático em 2016 (Foto: Dolphinaris Arizona/Divulgação)

Ontem, o parque aquático Dolphinaris Arizona, em Scottsdale (AZ), nos Estados Unidos, informou por meio de um comunicado assinado pelo diretor de marketing da OdySea, Ran Kniskinsky, que agora vão investir em entretenimento sem animais. A decisão veio depois que o golfinho Kai faleceu em fevereiro e o Dolphinaris decidiu fechar temporariamente suas portas.

Kai foi o quarto golfinho a morrer desde a inauguração do parque aquático em 2016. Nesse período, quatro golfinhos ainda viviam no Dolphinaris, mas foram enviados recentemente para um santuário de animais marinhos nas Ilhas Virgens.

Segundo Kniskinsky, os animais “estão indo bem e se familiarizando com o seu novo lar no oceano”. Atualmente o Dolphinaris Arizona está discutindo um novo formato de entretenimento sem animais, segundo informações da ABC Arizona.

“A Ventura Entertainment [proprietária do Dolphinaris] reuniu uma equipe de mentes criativas para desenvolver uma atração completamente nova e atraente, mas não envolverá animais de qualquer espécie”, garante o diretor de marketing.

Homem morre em armadilha para animais instalada por ele mesmo no MS

Foto: Freepik

No último sábado, Bruno Gubert Diniz, de 30 anos, foi encontrado morto na área rural de Dourados (MS). O rapaz havia combinado de jogar futebol com os amigos, mas antes disse que passaria em casa para alimentar os porcos.

Com a demora, os amigos decidiram ver o que aconteceu. No rancho situado na 6ª linha da rodovia MS-273, no distrito de Macaúba, encontraram Bruno já sem vida, após ser vítima de uma armadilha para animais que ele mesmo instalou ao lado do chiqueiro.

Segundo boletim da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, aparentemente Bruno Diniz tentou passar por baixo da linha que aciona a armadilha, mas acabou atingido no pescoço por um tiro de calibre 12 disparado pelo mecanismo que ele mesmo instalou.

Nature lança linha de calçados de fibra de folha de abacaxi

A marca dinamarquesa Nature anunciou ontem o lançamento de uma linha de calçados de fibra de folha de abacaxi. Segundo a empresa, os produtos são naturais, sustentáveis e livres de crueldade, além de alternativa ao couro e aos materiais sintéticos poluentes.

Foto: Reprodução / Vegazeta

“Estamos trabalhando constantemente para melhorar desde a etapa de produção até o momento em que embalamos os calçados para entregá-los a você. Queremos tornar cada parte o mais sustentável possível para proteger o nosso planeta”, afirma a Nature.

Para a criação da linha, a marca firmou parceria com a empresa Ananas Anam, desenvolvedora da tecnologia Piñatex, que dá origem as fibras sustentáveis criadas a partir das folhas de abacaxi.

“As folhas são um subproduto da agricultura, e seu uso cria um fluxo de renda adicional para as comunidades agrícolas”, enfatiza. Os calçados estão à venda na loja virtual da Nature.