Nova campanha da Sea Shepherd mostra animais que sofrem com a contaminação plástica dos oceanos

Em sua nova campanha, a organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd mostra que um simples saco plástico, que parece inofensivo aos nossos olhos, pode representar o sofrimento extremo e até a morte de milhares de animais que habitam os oceanos.

Foto: Sea Shepherd

Criada em parceria com as equipes Tribal Worldwide São Paulo e DBB Guatemala, a campanha diz que “o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre”. A campanha conta com produção em 3D do Notan Studio.

No novo trabalho de conscientização e sensibilização da Sea Shepherd, animais marinhos como focas e tartarugas são apresentados em situações de agonia e impotência ao entrarem em contato com elementos plásticos comuns no cotidiano e descartados sem os devidos cuidados.

Segundo o fundador e presidente da Sea Shepherd, Paul Watson, cientistas já alertaram que em 2050 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes no mar. “A Shepherd está comprometida em desfazer esse cenário negativo porque se os oceanos morrerem, nós também morreremos”, alerta Watson.

Mercado de iogurtes vegetais deve valer US$ 2,53 bilhões até 2025

O mercado global de iogurtes vegetais deve valer US$ 2,53 bilhões até 2025. Segundo projeção da empresa de pesquisa de mercado Hexa Research, há uma crescente procura por alternativas mais saudáveis e sem ingredientes de origem animal.

No Brasil, recentemente a marca Vida Veg lançou iogurte grego vegano nos sabores morango e tradicional (Foto: Divulgação)

“O iogurte vegano deverá continuar sendo uma das escolhas favoráveis entre as empresas de alimentos e nutrição, também devido à ausência de conteúdo químico sintético”, informa o relatório, acrescentando ainda que o aumento da intolerância à lactose também tem contribuído na busca por iogurtes vegetais.

“Além disso, a mudança de hábitos alimentares entre os profissionais da classe trabalhadora, como resultado do aumento da conscientização em relação aos produtos alimentícios enriquecidos com proteínas, deve favorecer a demanda por iogurte vegano em um futuro próximo”, informa a Hexa Research. Outra observação é que os iogurtes vegetais lançados recentemente no mercado contam com 25% menos açúcar e ingredientes não transgênicos.

No ano passado, um relatório divulgado pela Data Bridge Market Research destacou que os iogurtes vegetais têm condições de superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte. A DBMR considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e a procura por alternativas baseadas em vegetais.

Segundo o relatório, o que tem favorecido o crescimento do mercado de iogurtes vegetais é o aumento do número de consumidores se abstendo do consumo de laticínios por questões de saúde e o crescimento do veganismo.

No Brasil, a empresa mineira Vida Veg, que já lançou 34 produtos veganos no mercado, tem experimentado um bom crescimento nesse segmento. Prova disso é que os produtos mais vendidos da marca são os iogurtes à base de coco e amêndoas, além dos leites vegetais. O próximo passo é disponibilizá-los nas grandes redes de supermercados.

“Nós triplicamos o volume de produção de um ano para o outro desde 2015 até 2018 e temos a intenção de continuar triplicando”, revela o diretor-executivo Anderson Rodrigues.

Iogurte Grego Veg

Zero lactose, zero glúten e zero colesterol são atributos do iogurte Grego Veg. Nos sabores tradicional e morango, a novidade chega ao mercado brasileiro no momento em que o consumo de produtos veganos cresce cada vez mais no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Cada embalagem tem 130g e tem o preço sugerido de R$ 7,98.

A Vida Veg está presente em todo o Brasil com seu amplo portfólio: iogurtes, queijos, requeijões, leites vegetais, shakes proteicos e sorvetes. Todos tem o certificado de produto vegano da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Saiba onde encontrar em: https://vidaveg.com.br/onde-encontrar/.

Projeto de produção de proteína vegana fica em 2º lugar em programa de pré-aceleração do Sebrae

Um projeto de produção de proteína vegana se destacou no mês passado no AGITA Pré-Aceleração, realizado pelo Sebrae em Minas Gerais. O objetivo do programa é apoiar jovens empreendedores na geração de projetos inovadores de negócios.

No Brasil, a estimativa é de que 1,7 milhão de toneladas de resíduos de malte são descartados por ano (Foto: Reprodução / Vegazeta)

A startup Cardoso & Lamarca ficou em segundo lugar pela idealização de um projeto de produção de proteína vegana a partir do bagaço do malte, matéria-prima que normalmente não é aproveitada pela indústria.

A inovação está em criar um produto de alto valor agregado a partir de uma fonte barata. No Brasil, as destinações mais comuns do bagaço do malte são para a agropecuária ou adubagem.

Já o projeto de Cardoso & Lamarca se destaca porque tem potencial para cumprir inclusive um papel social, de geração de uma nova alternativa nutricional proteica a custo acessível, baseada em uma matéria-prima ainda subaproveitada. No Brasil, a estimativa é de que 1,7 milhão de toneladas de resíduos de malte são descartados por ano.

É o tipo de projeto que pode seguir na esteira de outras alternativas com potencial de se tornar não apenas atrativas comercialmente, mas também ajudar a minimizar a fome em regiões assoladas pela miséria.

Reino Unido ganha site de empregos para candidatos e recrutadores veganos

O Reino Unido ganhou recentemente um site de empregos para candidatos e recrutadores veganos. Gerenciado por uma empresa de consultoria de recursos humanos, o VeganJobs já tem parceria com diversas empresas veganas.

Segundo a The Vegan Society, há 600 mil veganos vivendo no Reino Unido (Foto: Getty Images)

“Os candidatos podem listar suas habilidades e CV e procurar pelo emprego vegano perfeito, além de receber notificações sobre novos empregos na área desejada. Também oferecemos dicas para ajudar na procura de empregos veganos”, informa o VeganJobs.

O site já está recebendo vagas para quem procura serviço como freelance ou quer atuar como temporário, fixo, em meio período ou em tempo integral.

De acordo com a organização britânica The Vegan Society, o número de veganos, ou seja, de pessoas que não consomem produtos de origem animal e que fazem oposição à exploração animal para qualquer fim, tem dobrado a cada dois anos desde 2014.

No ano passado, só no Reino Unido, o total de veganos chegou a 600 mil, superando de longe os 300 mil de 2016, o que também justifica a idealização e criação do VeganJobs.

Brasil recebe R$ 371,4 milhões por reduzir desmatamento entre 2014 e 2015

O Brasil tornou-se o primeiro país a receber recursos financeiros do Fundo Verde para o Clima por ter reduzido com sucesso as emissões de gases de efeito estufa do desmatamento.

O Brasil tornou-se o primeiro país a receber recursos financeiros do Fundo Verde para o Clima (Foto: Thinkstock)

O pagamento do GCF de 371,4 milhões de reais é baseado nos resultados alcançados pelo Brasil no bioma Amazônia entre 2014 e 2015, que foram relatados e validados por especialistas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Essa é a essência do REDD+, um mecanismo para recompensar e reconhecer países por terem reduzido o desmatamento.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o pagamento é fundamental para guiar o Programa Piloto de Incentivo a Serviços Ambientais para a Conservação e Recuperação de Vegetação Nativa, intitulado “Floresta+”, que será implementado pelo governo brasileiro com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Brasil alcançou resultados significativos no que tange às emissões por desmatamento no bioma Amazônia. Estima-se que o país tenha reduzido entre 2006 e 2015 um total de 6.125.501.727 de toneladas de CO2 equivalente de emissões provenientes do desmatamento naquela área.

Restaurante oferece sobremesa vegana que parece uma planta em um vaso

O restaurante australiano Doko Demo V está oferecendo uma opção no cardápio que parece ser uma planta em um vaso. Mas, na realidade, o que o casal Jared Peck e Vivian Wu disponibilizaram aos clientes é uma sobremesa com um “solo” à base de brownie com caramelo e sorvete cremoso. Para o topo, o cliente pode escolher uma erva ou outro tipo de planta que os proprietários cultivam localmente.

(Foto: Divulgação)

“Testamos 10 a 15 diferentes sabores de sobremesa até encontrar o sabor perfeito. Antes de comer, todo mundo quer tirar uma foto”, explicou o empresário Jared Peck ao 9 News, em referência ao “Pot Plant”. O Doko Demo V fica no subúrbio de Miami, em Gold Coast, em Queensland.

Walter Bond: “Os animais são inerentemente melhores que os seres humanos”

“Minha posição dentro dos direitos animais sempre foi e sempre será consistentemente ‘extrema’” (Foto: Walter Bond Website)

Os animais são inerentemente melhores que os seres humanos. Para esclarecer, quando digo “animais”, isso é apenas uma abreviação de “toda a vida no planeta, menos nós”. E por “inerentemente melhor”, quero dizer coletivamente, e na maioria das vezes individualmente, mais importante para o funcionamento saudável do planeta do que nós. Os animais são muito mais civilizados, muito mais intuitivos e muito menos perversos e indignos que a raça humana.

Minha posição dentro dos direitos animais sempre foi e sempre será consistentemente “extrema”. Se você quer um monte de moralismo e ética, leia um pouco de Gary Francione ou Peter Singer. Eu sou um misantropo e essa é a minha postura quanto à Libertação Animal. A vida dos animais deve ser exaltada e protegida a todo custo, seja como for! E por décadas é isso que a Animal Liberation Front, a Animal Rights Militia e outras têm feito sob o manto da escuridão e clandestinamente.

A Animal Liberation Front (ALF) teve início na Inglaterra em 1976. Foi formada a partir de outro grupo chamado “Band Of Mercy”, que não estava menos preocupado com a Libertação Animal, mas não estava disposto a ir tão longe quanto a ALF. Em resumo, a ALF já não se preocupava com a lei.

Se resgatar um animal implica invasão de propriedade privada, roubo ou dano à propriedade, que assim seja. Inicialmente, a ALF tinha um escritório e era centralizada. Isso a tornou um alvo fácil para a aplicação da lei, e logo os membros da ALF começaram a ser presos. Foi quando ocorreu uma mudança brilhante na organização. A ALF descentralizou e fez os termos de afiliação assim:

Qualquer pessoa que seja vegana ou vegetariana, que liberta animais de locais de risco ou causa dano econômico àqueles que lucram com a exploração animal, mas sem ferir nenhum ser humano ou animal, tem o direito de se considerar parte da Animal Liberation Front.

Walter Bond (Lone Wolf) em “True Animal Liberation”. Bond é um ativista dos direitos animais que cumpre pena em uma prisão federal desde 2010 por ações diretas que causaram danos econômicos a uma fábrica de peles, uma fábrica de couro e um restaurante que servia foie gras nos Estados Unidos. Bond deve ser libertado em 2020.

ICMBio devolve peixes-bois à natureza na Costa dos Corais

A reintrodução é uma estratégia muito importante para a conservação de um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados de extinção no Brasil (Foto: Quel Marchiori)

Recentemente o ICMBio realizou a soltura de três peixes-bois marinhos (Trichechus manatus) no rio Tatuamunha, litoral norte do estado de Alagoas. A ação faz parte do Programa Peixe-Boi Marinho, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene/ICMBio) e pela Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica e Fundação Toyota do Brasil.

Desde 2012, a base do ICMBio em Porto de Pedras (AL) é o único local de soltura de peixe-boi em atividade no Brasil. O programa já devolveu à natureza 46 animais e obteve uma taxa de sucesso de 75%, com destaque para reprodução em vida livre, o que tem proporcionado um incremento populacional no limite sul de ocorrência da espécie no Nordeste. Desta vez Luiz Gonzaga, Telinha e Tupã, que possuem históricos de vida bastante diferentes, foram devolvidos à natureza.

A reintrodução é uma estratégia muito importante para a conservação de um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados de extinção no Brasil, o peixe-boi marinho. Os biólogos e voluntários do ICMBio estão se revezando no monitoramento pós-soltura, essencial para avaliar a adaptação dos peixes-bois tanto em relação à busca por alimentos quanto no que diz respeito à socialização com outros animais nativos e reintroduzidos.

Empresa inglesa vai preparar 120 mil refeições veganas para estudantes por semana

Dale Vice (ao centro) é o idealizador da empresa e também fundador do Forest Green Rovers, considerado o primeiro clube vegano do mundo (Foto: Devil’s Kitchen/Divulgação)

A empresa vegana Devil’s Kitchen, inaugurada recentemente em Stroud, na Inglaterra, vai preparar e servir 120 mil refeições veganas para estudantes britânicos por semana.

Além de não oferecer nada de origem animal, a empresa desenvolveu uma linha de embalagens sustentáveis e toda a energia utilizada para a produção dos alimentos é da Ecotricity, empresa que produz energia considerada 100% verde e que conta com certificação da The Vegan Society.

A iniciativa é do empresário Dale Vince, que disse que sua meta é incentivar a alimentação livre de ingredientes de origem animal nas escolas. Inclusive Vince já fala na internacionalização da iniciativa.

Todas as refeições oferecidas são livres de 14 alérgenos, como soja, glúten, nozes, etc. Chamada “Little Green Devils”, uma referência às crianças que torcem para o clube Forest Green Rovers, do qual Dale Vince é proprietário, a linha de alimentos inclui almôndegas e hambúrgueres veganos qualificados como saudáveis.

Atualmente a Devil’s Kitchen tem como meta ajudar a garantir que proteínas de origem vegetal se tornem elementos centrais nas refeições diárias dos estudantes. Empresas que atendem mais de oito mil escolas revelaram interesse em revender as refeições preparadas pela Devil’s Kitchen.

Ativistas entram com ação inédita para impedir abate de bovinos resgatados da farra do boi

A ACP foi pedida em caráter liminar para proteger os bovinos agora na Quaresma (Imagens: Divulgação)

O movimento Brasil Contra Farra (BCF) encomendou com o Grupo de Advocacia Animalista Voluntário de São Paulo (GAAV) uma inédita Ação Civil Pública (ACP) pedindo o fim do abate sanitário dos bois sem brinco e a construção de um santuário, custeado pelo Estado, para tutelar os animais resgatados da farra do boi. A titularidade da ação foi assinada pela ONG Princípio Animal.

A justificativa é que quando os animais são recolhidos da farra, ainda assim são abatidos. Se não pelas mãos dos farristas, acabam mortos pelas mãos do Estado devido às rígidas normas de vigilância sanitária da Cidasc.

Os farristas retiram o brinco do animal para que não seja identificada a procedência, ou seja, o emissário do boi, porque isso configuraria o crime. Diante do fato, a Cidasc alega que bois sem brinco são bovinos sem procedência e, portanto, podem conter doenças e contaminar todo o rebanho.

A ACP demonstra que os argumentos da Cidasc são inválidos, porque se os farristas retiram o brinco do animal, isso significa que os bovinos têm a orelha furada – logo já estiveram outrora com brincos, comprovando que são animais vacinados e saudáveis.

O fato também evidencia que os brincos foram criminosamente retirados com o objetivo de ocultar a origem do bovino. A ACP requer o direito de, após os animais serem recolhidos da farra mediante horas de tortura e linchamento, permanecerem em quarentena, sendo examinados para descartar qualquer doença a fim de serem “rebrincados”; até mesmo em caráter educativo contra os crimes com animais.

A ACP foi pedida em caráter liminar para proteger os bovinos agora na Quaresma. No entanto, foi negado o caráter emergencial do direito à vida dos animais. Contudo, a ACP está correndo e pedimos que se faça pressão pública.

O direito à preservação do meio ambiente é considerado um direito difuso e coletivo, e a proteção à fauna (animais) se enquadra dentro desse conceito, podendo ser debatido em uma ação civil pública.

Colaboração de Luciane Pires, publicitária, brander, ativista e infoativista pelo direito dos animais e formadora de opinião no Instagram @luhpires_