Nova matança de 250 baleias e golfinhos provoca “maré vermelha” nas Ilhas Faroé

Cerca de 250 baleias e golfinhos foram mortos na última semana por pescadores na cidade de Torshavn, capital das llhas Faroé. Os animais foram brutalmente assassinados para consumo humano – algo que acontece frequentemente nesta região nesta altura do ano, quando essas espécies migram para norte. Após a matança, as águas das Ilhas Faroé espelharam o impacto deste autêntico banho de sangue.

Foto: ANDRIJA ILIC/AFP/Getty Images

A matança ocorreu na ilha Streymoy, a maior do arquipélago, noticia o Daily Mail. As cerca de 200 baleias-piloto foram “empurradas” por pescadores em barcos para a costa. Depois, foram mortas através de uma técnica por meio da qual um arpão é espetado no pescoço dos animais para partir a sua espinha dorsal. No grupo de animais estariam ainda cerca de 40 golfinhos.

Os cadáveres das baleias e golfinhos foram arrastados para terra por meio de ganchos espetados em seus corpos. Voluntários das ilhas ajudaram no processo e uma multidão de espetadores juntou-se para assistir às manobras.

Todos os verões, cerca de 800 baleias e golfinhos são mortos nas Ilhas Faroé. A caça destes animais consta na legislação do território, que fica entre a Islândia e Noruega e pertence à Dinamarca. A lei abarca os métodos e o equipamento utilizado para a matança dos animais.

Foto: AFP/Getty Images

Através das redes sociais, a organização Blue Planet Society denunciou a chacina. A organização fala num ataque “brutal e cruel”. “Cerca de 500 cetáceos já foram mortos para serem comidos nestas ilhas desde o inicio de 2019”, alerta a Blue Planet Society.

As baleias-piloto vivem cerca de 45 anos e podem pesar 800 quilos. A população de baleias-piloto no norte do Oceano Atlântico ascende a cerca de 778.000 animais. Só ao largo das Ilhas Faroé habitam cerca de 100.000 baleias desta espécie.

Fonte: Observador


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Bebê elefante tenta desesperadamente acordar sua mãe morta

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

As imagens flagram o momento comovente em que um bebê elefante é visto tentando acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O filhote acariciou com sua tromba a cabeça de sua mãe enquanto ela se deitava imóvel no chão na aldeia de Hiran, no estado de Odisha (Índia).

A mãe doente, com o bebê ao seu lado, entrou na comunidade que fica perto da selva de Khalasuni, no distrito de Deogarh.

Inicialmente, os aldeões cuidaram do elefante e do filhote, fornecendo-lhes comida, água e aplicando ervas medicinais nas feridas de sua perna direita e da testa.

Eles informaram os guardas florestais sobre a presença da mãe e de seu filho em sua aldeia.

Segundo os aldeões, a elefanta aparentemente quebrou a perna direita, provavelmente por cair em um buraco. Ela também tinha uma ferida na testa.

Nos primeiros dias, a elefanta mesmo mancando era capaz de se movimentar por conta própria.

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

Mas quando a ferida piorou, ela desabou no chão e não conseguiu ficar em pé novamente.

Nas últimas seis semanas, o animal foi submetido a tratamento na aldeia por veterinários e especialistas designados por guardas florestais.

Mas, embora tenham tentado ao máximo curar o elefante, não conseguiram salvar a vida da mãe.

O bebê elefante, inconsciente do fato de sua mãe ter morrido, podia ser visto inocentemente tentando acordá-la em uma cena comovente e triste.

Ameaçados de extinção

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Instituto Americano para Pesquisa do Câncer firma parceria com empresa de refeições veganas

Por David Arioch

“Isso reforça uma tendência na área da saúde, como a da [operadora de saúde dos EUA] Kaiser Permanente, que recomenda dietas à base de vegetais para a prevenção de doenças” (Foto: MamaSezz/Divulgação)

O Instituto Americano para Pesquisa do Câncer (AICR) firmou recentemente uma parceria com a empresa de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições que ajudem a prevenir e a tratar o câncer nos Estados Unidos.

“O Instituto Americano para Pesquisa do Câncer traz para você a melhor comida quando você mais precisa”, diz a cofundadora da MamaSezz, Meg Donahue, acrescentando que o compromisso é fornecer alimentos frescos à base de vegetais para quem está realizando algum tratamento associado ao câncer.

Entre as opções oferecidas pela empresa, que realiza as entregas, estão o dahl de lentilha com quinoa, grão-de-bico mexido com açafrão-da-índia e estufado marroquino de vegetais.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e hábitos diários é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, diz a diretora de Programas Nutricionais do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer, Alice Bender.

Sobre a ideia de firmar uma parceria para estimular o consumo de refeições sem ingredientes de origem animal, o instituto e o MamaSezz citam o relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global” como referência, que defende que uma dieta à base de vegetais pode ajudar a prevenir o câncer e auxiliar no tratamento da doença.

“Isso reforça uma tendência na área da saúde, como a da [operadora de saúde dos EUA] Kaiser Permanente, que recomenda dietas à base de vegetais para a prevenção de doenças”, reforça o comunicado da MamaSezz enviado à imprensa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Governo polonês garante direito à vida de 180 bois livres

Por David Arioch

Animais serão enviados para viverem os seus últimos anos de vida em uma fazenda estatal (Foto: Reuters)

Em Deszczno, no condado de Gorzów, no Oeste da Polônia, há 180 bovinos que vivem em liberdade, assim como as vacas em algumas regiões da Índia.

No entanto, no início deste mês, o chefe do Departamento Veterinário da Polônia anunciou que os animais representam um perigo à saúde e segurança de outros rebanhos e da população, e por isso deveriam ser abatidos, de acordo com a Reuters.

A declaração incomodou ativistas dos direitos animais e gerou repercussão nacional. Como consequência, o ministro da Agricultura, Jan Krysztof Ardanowski, disse na quarta-feira, segundo informações da agência estatal de notícias PAP, que os bovinos não serão mais abatidos.

Em vez disso, os animais serão enviados para viverem os seus últimos anos de vida em uma fazenda estatal. O presidente da Polônia, Andrzej Duda, reforçou o compromisso do ministro da Agricultura ao declarar que a situação pede um “final feliz”.

“Estou certo de que vamos encontrá-lo, apesar das regras da UE [União Europeia] exigirem a morte desses animais. Os poloneses podem fazer isso [garantir a vida desses animais]”, destacou.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Popular marca de calçados do Canadá deixa de usar matéria-prima de origem animal

Por David Arioch

“Estamos extremamente orgulhosos de oferecer as opções acessíveis de sempre” (Fotos: Divulgação)

Popular marca de calçados do Canadá, a Call It Spring anunciou este mês que não vai mais utilizar nenhuma matéria-prima de origem animal em seus calçados e acessórios. A revelação veio após o lançamento da coleção Primavera 2019, que já não possui nada de origem animal, e traz produtos com um símbolo “V” como forma de distinção.

“Estamos extremamente orgulhosos de oferecer as opções acessíveis de sempre, mas com o benefício adicional de que agora nossos calçados, acessórios e bolsas são completamente livres de derivados de animais”, disse a diretora de marketing global da marca, Alyssa Whited, em comunicado enviado à imprensa.

Segundo a Call It Spring, a empresa conduziu uma avaliação completa de todos os seus produtos para identificar quais materiais e componentes precisavam ser substituídos. “Planejamos medidas para garantir que não haja nada de origem animal”, informou.

Alyssa destacou que essa mudança na marca é um passo fundamental em direção ao futuro, e aponta como diferencial a Call it Spring ter feito isso sem aumentar os preços de seus produtos.

“Estamos felizes com esse passo mais recente em nossa jornada rumo a um futuro melhor, mas também reconhecemos que ainda temos muito a fazer e estamos trabalhando em iniciativas de sustentabilidade ainda para este ano”, garantiu a diretora de marketing.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Governo quer utilizar Fundo Amazônia para indenizar fazendeiros

Por David Arioch

Ricardo Salles quer modificar normas do Fundo Amazônia para que os recursos sejam destinados a indenizar fazendeiros por desapropriações de terras em áreas de proteção ambiental (Fotos: MMA/Greenpeace)

Esta semana, os senadores Jader Barbalho (MDB-PA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticaram no Congresso a intenção do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de modificar normas do Fundo Amazônia para que os recursos sejam destinados a indenizar fazendeiros por desapropriações de terras em áreas de proteção ambiental.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia recebe por ano dois bilhões de reais de doações da Noruega e da Alemanha. Segundo Barbalho e Rodrigues, os recursos geridos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não podem ter outra destinação que não seja a preservação da Amazônia.

Barbalho declarou que os recursos devem continuar sendo utilizados em ações de prevenção, monitoramento, combate ao desmatamento e promoção da conservação e do uso sustentável da floresta amazônica.

“Se o governo alterar as regras e promover o uso indevido do Fundo Amazônia, poderá, inclusive, levar o Brasil a perder a credibilidade internacional e gerar prejuízos econômicos”, declarou Jader Barbalho.

Já Randolfe Rodrigues disse que centenas de ações com finalidade de preservação ambiental estão paralisadas na Amazônia enquanto o governo pensa em utilizar recursos do Fundo Amazônia para indenizar fazendeiros. “Em sua maioria grileiros de terras”, criticou o senador.

Barbalho também enfatizou que a destinação para compensação de fazendeiros é mais injustificável ainda porque o governo já tem um fundo de compensação por obras públicas de um bilhão de reais, e para ser usado exatamente em regularização fundiária.

“Não há necessidade de utilizar recursos do Fundo Amazônia para desapropriação de terras”, argumentou o senador no plenário na quarta-feira.

Por enquanto, as regras do Fundo Amazônia não permitem o uso de recursos com a finalidade desejada pelo ministro do Meio Ambiente. No entanto, o governo pode criar um decreto que altera essas normas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Polícia Ambiental aplica multa de R$ 3 mil a homem que assumiu ter maltratado gato em Presidente Prudente (SP)

Divulgação

Um homem de 38 anos, morador da Vila Líder, em Presidente Prudente, foi multado em R$ 3 mil na última sexta-feira (31) pela Polícia Militar Ambiental por maltratar um gato em sua residência.

Os policiais compareceram ao local por volta das 10h, depois de acionados para o atendimento de uma denúncia de maus-tratos ao animal doméstico.

Funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente prestaram informações sobre o caso, bem como citaram que já havia um Boletim de Ocorrência lavrado na Polícia Civil.

Com base nas informações, a equipe da Polícia Militar Ambiental dirigiu-se ao imóvel, na Vila Líder, acompanhada de servidores municipais, com a finalidade de averiguar o caso.

No local, onde funciona um estabelecimento comercial, os policiais mantiveram contato com o homem de 38 anos, acusado da denúncia, que disse que estava tendo problemas com gatos de vizinhos que entram em sua residência, causando-lhe transtornos, como rasgando sacos de lixos, subindo no forro da casa, defecando no quintal, invadindo o interior da casa e comendo alimentos que ficam na mesa.

Em razão disso, o homem alegou que estava nervoso com essa situação, que não se resolvia.

Segundo a polícia, ele contou que, ao chegar a sua residência, deparou-se com um gato em sua garagem, quando, em momento de nervosismo, chutou e pisoteou o animal.

O animal foi levado por uma vizinha até uma clínica veterinária, onde permaneceu sob cuidados. A veterinária que atendeu o animal informou que irá adotá-lo.

Diante das constatações, os policiais aplicaram ao homem um auto de infração ambiental, com multa no valor de R$ 3 mil, com base no disposto do artigo 29, da Resolução SMA 48/2014, que trata sobre a prática de maus-tratos a animais.

No campo penal, o envolvido incorreu, em tese, no crime ambiental tipificado no artigo 32 da lei federal nº 9.605/98, que prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, a quem pratica maus-tratos a animais.

Nota de repúdio

Também ontem (31), a Prefeitura de Presidente Prudente divulgou uma nota de repúdio sobre o caso registrado na Vila Líder.

O Poder Executivo manifestou com “veemência e indignação” seu repúdio aos atos de violência praticados contra o animal doméstico.

A Prefeitura salientou que técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que atuam na área de denúncia de maus-tratos, estiveram na Vila Líder juntamente com a Polícia Militar Ambiental para acompanhar o fato.

Ainda segundo a Prefeitura, o felino “passa bem e, ao que tudo indica, irá se recuperar da agressão sofrida”.

“O Governo de Presidente Prudente e a Secretaria de Meio Ambiente irão acompanhar as investigações e trabalhar para que sejam tomadas as medidas legais de punição conforme determina a lei. Vale lembrar que atentar contra a vida de animais, de forma brutal e cruel, é inadmissível”, salientou.

“Cabe aqui reafirmar o compromisso do Governo de Presidente Prudente de fortalecer campanhas de conscientização sobre maus-tratos e de proteção aos animais. As denúncias de maus-tratos aos animais podem e devem ser feitas pelo número 156”, orientou a Prefeitura.

Fonte: G1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Homem segue cachorra que carregava tigela de comida e tem uma surpresa

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Muitas vezes, as visões que guardamos de cães em situação de rua são apenas olhares rápidos e fugazes – retratos mentais instantâneos tristes da dificuldade, da luta e da miséria da vida nas ruas. As pessoas evitam olhar para a situação desses animais, dessa forma evitam confrontar sua própria responsabilidade na questão.

Mantendo o olhar por um pouco mais de tempo, porém, o protetor de animais Yusuf Kılıçsarı encontrou o amor em um ato canino. Amor puro e simples.

No final do mês passado, Kılıçsarı, que mora na Turquia, postou um vídeo de um encontro que ele teve com um desses cães abandonados andando pela rua. Quando Kılıçsarı se aproximou do animal em seu carro, pôde-se ver que era uma cachorrinha e ela estava carregando uma tigela cheia de comida na boca.

Esta cachorra estava claramente em uma missão pois caminhava determinada e parecia saber onde ia, e Kılıçsarı então decidiu segui-la.

Nos próximos minutos, o vídeo mostra Kılıçsarı sendo conduzido por ruas, passando por uma zona de construção e por um ferro-velho – onde o objetivo adorável de sua missão foi revelado.

Aqui está esse clipe na sua totalidade:

Sob os cuidados da cachorra em situação de rua estavam quatro filhotes – todos parecendo saudáveis e gordinhos, sem dúvida graças a ações como a que Kılıçsarı tinha acabado de testemunhar.

Kılıçsarı assistiu com admiração quando a mãe se deitou de lado, inevitavelmente exausta depois de sua longa excursão pela cidade. Ela fez muito esforço para que seus filhotes famintos se alimentassem, mas o tempo todo manteve um olho protetor e cauteloso em Kılıçsarı. Ele não queria machucá-los; ele estava simplesmente registrando o episódio em vídeo como um testemunho de até onde uma mãe vai pelo amor de seus filhotes.

O protetor de animais compartilhou seu vídeo imediatamente e tocou o coração das pessoas. “Ela andou de tão longe que não posso acreditar, carregou a tigela e não comeu sozinha, eu só espero que TODOS tenham sido salvos”, escreveu uma pessoa e um comentário, claramente comovida.

“Isso é a maternidade”, escreveu Kılıçsarı em seu post.

O Dodo não conseguiu chegar a Kılıçsarı para comentar ou descobrir o que aconteceu em seguida.

É possível, talvez, que Kılıçsarı tenha entregado a tigela à própria cachorra, a fim de encontrar e obter ajuda para ela e sua família. Vamos atualizar esta postagem assim que soubermos mais.

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Essa cena, no entanto, é esperançosa – um verdadeiro testemunho do amor de uma mãe, mesmo nas mais sombrias circunstâncias.

Flagrantes como este só evidenciam de forma mais clara a capacidade dos animais de amar, sofrer, sentir e compreender o mundo ao seu redor. Essa capacidade foi comprovada cientificamente e atestada sob o nome de senciência animal em 2012 pela Declaração de Cambridge.

Animais merecem ter seus direitos respeitados e toda omissão com relação ao seu sofrimento, seja pelo abandono, maus-tratos, crueldade ou morte, é uma marca indelével carregada pela humanidade.

A perda de espécies, seja animal ou vegetal, pode mudar todo um ecossistema

Por David Arioch

Um retrato da perda de conexões (Arte: Sanctuary Asia)

Biodiversidade significa a variedade de vida vegetal e animal no mundo. Inclui genética, espécies e variedade de ecossistemas. Quando há uma rica diversidade de espécies, habitats e genética, os ecossistemas são mais saudáveis, mais produtivos e podem se adaptar melhor a desafios como a mudança climática.

Mais do que apenas variedade, a biodiversidade também é a maneira pela qual diferentes espécies, plantas e animais estão conectados e interagem. O mundo é feito de uma teia invisível que raramente reconhecemos. A perda de espécies, seja animal ou vegetal, pode mudar todo um ecossistema. Isso significa a perda de conexões.

As florestas são uma das mais importantes fontes de diversidade biológica que abrigam habitats diversos para plantas, animais e micro-organismos. Existem aproximadamente 60 mil espécies de árvores no mundo. As florestas protegem não apenas várias espécies, mas também atuam como filtros naturais que ajudam a purificar nossas fontes de água.

Elas também sequestram e armazenam carbono, limpando e resfriando o ar. Perder florestas significa perder novas fontes de água. Atualmente, as florestas naturais em todo o mundo diminuíram de 10,6 milhões de hectares na década de 1990 para 6,5 ​​milhões de hectares entre 2010 e 2015. A restauração de florestas ajuda a garantir água mais limpa e ar mais puro, além de manter habitats para uma grande variedade de espécies.

Por exemplo, os manguezais e outros tipos de vegetação costeira, como gramíneas marinhas e salinas, podem manter os pisos costeiros e reduzir o tamanho das ondas, diminuindo as chances ou o impacto das inundações. De fato, florestas reduzem os riscos e danos causados ​​por inundações, tempestades, tsunamis, avalanches, deslizamentos de terra e secas.

A expansão da aquicultura é uma das principais causas do desmatamento de manguezais. Em geral, o crescimento das comunidades, o aumento do desenvolvimento de infraestrutura, a poluição da água, o turismo descuidado e o aumento da acidez da água estão afetando a vegetação costeira, o que, em última análise, significa impactos mais fortes de desastres naturais.

A biodiversidade precisa fazer parte do modo como pensamos sobre a natureza, o bem-estar humano e a saúde. Precisa fazer parte de nossa perspectiva, nossas políticas e nossas leis.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.