Ativistas denunciam agressão durante ação em matadouro em Carapicuíba (SP)

Mais de 20 ativistas participaram, na sexta-feira (31), de um ato pacífico em prol dos animais no matadouro Rajá, em Carapicuíba (SP). Os manifestantes afirmam ter sido agredidos por seguranças do local e mostram machucados pelo corpo.

Foto: Divulgação

Trata-se do mesmo matadouro para onde seriam levadas as porcas que foram resgatadas, em 2015, no Rodoanel, em São Paulo, após um acidente com a carreta que as transportava. Desde então, as porcas vivem em um santuário em São Roque (SP).

Segundo o grupo, esta foi a “primeira entrada pacífica em matadouro registrada na América latina”. O Rajá mata centenas de porcos por dia e os corpos dos animais mortos dão origem a produtos destinados a consumidores da Grande São Paulo. O local também é alvo de reclamações da população que, insatisfeita com o forte odor, o barulho e a poluição dos rios gerada pelo estabelecimento, fez um abaixo-assinado – que até o momento reúne mais de 3 mil assinaturas – pedindo a interdição da empresa no município.

Imagens que compravam o confinamento de porcos em espaços superlotados foram registradas. Os ativistas fotografaram ainda animais feridos, com tumores, doentes e fêmeas em lactação.

Foto: Divulgação

O grupo diz que explicou para os seguranças que o ato era pacífico, mas que, ainda assim, sofreu agressões. Segundo os ativistas, lesões corporais foram causadas pelos “inúmeros golpes deferidos”, além de “danos morais devido ao despreparo e ação inédita no matadouro”.

Os ativistas afirmam ainda que o objetivo da manifestação é “conscientizar a sociedade” e que a luta do grupo “é pela libertação de todas as espécies”.

Foto: Divulgação

Uma ativista que participou da ação, revelou o horror encontrado no local. “Hasteamos a bandeira do veganismo, parte do grupo ali permaneceu e eu com outra ativista seguimos buscando o corredor da morte, encontramos a ala deprimente do lugar, a sala de matança e as carcaças dos corpos abertos dos animais, além de todos os equipamentos em um vai e vem de escadas metálicas e corredores escuros”, disse. “Dos maus-tratos e inconformidades: porcos que não conseguiam ficar em pé, fêmeas com sinais de gestação e amamentação em função do tamanho das mamas, hematomas, patas inchadas, marcas de abuso com eletrochoque no dorso dos animais”, completou. Ela disse ainda que o chefe da segurança do local recebeu os ativistas “batendo forte nas costas, braços e cabeça”.

Foto: Divulgação

“Saímos e nos abraçamos. Missão parcialmente cumprida, já que deixamos para trás os olhares daqueles que morreriam horas depois. Mas seguiremos agora no esforço de fazer cumprir a lei. O Rajá é o único matadouro em área urbana no estado de SP, possui dívidas fiscais desde os anos 80 e se mantém contrariando leis federais e estaduais, já que o município nem plano diretor possui”, disse a ativista, que lembrou que a ação teve o objetivo de “expor um matadouro por trás das fachadas” e também “estimular o Ministério Público a dar ritmo às ações e processos que ultrapassam os 3 dígitos contra a empresa”.

Processos judiciais

O matadouro Rajá está envolvido em 98 processos judiciais, conforme consta no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Na maioria dos processos, a empresa é parte requerida.

Grande parte destes processos se referem a ações de execução fiscal (débitos de ICMS, ISS, IRPJ, FGTS, contribuições sociais, multas, entre outros). Um deles, o processo nº 0006089.61.2014.8.26.0127, em trâmite perante o Serviço de Anexo Fiscal de Carapicuíba, versa sobre dívida tributária (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica – IRPJ), no valor de quase R$ 37 milhões.

Foto: Divulgação

No site Dívida Ativa, é possível encontrar também uma dívida que beira o R$ 60 milhões, junto à Fazenda do Estado de São Paulo, referente a débitos originados desde a década de 80, o que indica que a empresa está, há mais de trinta anos, inadimplente com suas obrigações legais.

Além disso, o matadouro está localizado em área urbana, o que também é ilegal.

Foto: Divulgação

Confira abaixo vídeos que mostram a ação dos ativistas no matadouro:


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Filhotes de gato são resgatados dentro de sacola com cal em Ponta Grossa (PR)

Filhotes de gato são resgatados dentro de sacola com cal em Ponta Grossa — Foto: Reprodução/RPC

Dois filhotes de gato foram resgatados dentro de uma sacola com cal nesta semana, no bairro Vila Vilela, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

Os animais foram encontrados pela protetora de animais independente Marinês Diniz Malluta. Segundo ela, os gatinhos estavam sujos, com os olhos grudados e praticamente sem ar.

“Eles estavam bem debilitados, com bastante dor porque o cal queima. Parte do pelo caiu, a pele estava horrível. Limpei eles e corri para clínica veterinária”, contou ela.
Marinês disse que encontrou os bichos após receber uma denúncia de maus-tratos. Agora, eles estão na clínica veterinária disponíveis para a adoção.

De acordo com a Prefeitura de Ponta Grossa, o castramóvel existe na cidade desde 2015 e está atendendo a população das regiões do Costa Rica, Panamá, Londres, Lagoa Dourada e San Martin.

Fonte: G1


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Mulher prende cão e gato em compartimento de depósito alugado

Foto: Ermolaev Alexander/Shutterstock

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Ermolaev Alexander/Shutterstock

Infelizmente, são inúmeros os casos em que animais são submetidos a condições terríveis por seres humanos. Para citar apenas alguns deles noticiados recentemente: Cala, uma cadela mista de pit bull era mantida em uma coleira tão curta, que sufocava sempre que se sentava. Liam, foi abusado, negligenciado e mantido em uma corrente por anos.

Outro cão lindo e saudável foi mantido acorrentado a uma parede por 15 anos a quem nunca foi dado sequer um nome. E agora um cão e um gato foram descobertos em Calgary, no Canadá, em uma unidade de armazenamento, mais especificamente um depósito alugado, onde estavam sendo mantidos por seu tutor.

Uma mulher de 21 anos de idade, residente da cidade Calgary, no Canadá, prendeu um cachorro e um gato em uma unidade de armazenamento de compartimentos por locação remunerada.

Eles estiveram lá fechados por pelo menos um dia inteiro antes de um funcionário das instalações do depósito ouvir os gritos e ganidos dos animais vindos dos compartimentos internos.

A polícia chegou para atender ao chamado de emergência e encontrou um cão misto de pit bull em uma caixa e um gato doméstico de pêlo curto em outra. A boca e a cabeça do gato estavam presas com fita adesiva, presumivelmente para impedir que o animal fizesse barulho.

Ambos estavam desidratados e o gato teve uma lesão na córnea causada pela fita, ou provavelmente por tentar tirar a fita. Felizmente, os animais receberam tratamento médico, melhoraram e foram adotados algumas semanas depois.

Recentemente, a mulher recebeu a punição pelo tratamento cruel desses animais. Ela esta proibida de possuir qualquer animal por 15 anos e deve pagar uma multa de 250 dólares. Embora a multa seja muito baixa, a proibição de 15 anos é muito mais alta do que essas proibições de sentenças costumam ser, que é de cerca de três a cinco anos.

Brad Nichols, da ONG em defesa dos direitos animais Calgary Humane Society, diz: “Que o gato tenha sido encontrado já é um milagre, quanto mais ter sobrevivido a este incidente enterrado sob os pertences pessoais da ex-tutora, preso em um recipiente de plástico, com a cabeça colada por fitas, é inacreditável. A proibição total de possuir, cuidar ou residir com animais por 15 anos é significativa. Minha esperança é que o julgamento de Zychowski melhore significativamente nesse período”.

Espera-se que a criminosa aprenda algo com a punição e que a sentença dada sirva de exemplo e impeça outros de fazerem coisas semelhantes, mostrando a todos que os animais devem ser tratados com respeito e dignidade.

Comissão aprova projeto que proíbe uso de coleiras de choque no adestramento de animais

Por David Arioch

O projeto será encaminhado para as Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Foto: Getty)

Na quarta-feira, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1113/19, que proíbe a comercialização e uso de coleiras de choques no adestramento de animais.

De autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), a proposta foi acolhida pelo deputado e relator do projeto Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), que classificou como cruel o uso de coleiras de choque.

“Não há justificativa que permita a comercialização de produtos dessa natureza, em contraponto a outros mais amigáveis que podem ser utilizados na finalidade educativa a que se propõe”, argumentou.

O projeto será encaminhado para as Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e depois para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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Cachorra tem que ser sacrificada após ter ácido jogado sobre todo o seu corpo

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

O animal doméstico da família foi levado , Hannah Marriott, depois de apareceu em sua porta com ferimentos causados pela substancia corrosiva

Um cão da raça bull terrier de staffordshire teve que ser sacrificado via morte induzida depois de ter sido submetido a um ataque cruel e fatal com ácido corrosivo.

O animal doméstico da família foi levado por Hannah Marriott depois que apareceu em sua porta com ferimentos severos e graves.

Hannah, que reside em Newry, na Irlanda do Norte, disse: “Quem fez isso com esse pobre cachorro está doente, totalmente louco”.

O cão ferido foi encontrado no bairro de Parkhead na cidade na última terça-feira (28).

Foto: The Mirror/Reprodução

Foto: The Mirror/Reprodução

Centenas de pessoas foram às mídias sociais para desabafar o horror de que ficaram tomadas ao tomar conhecimento do crime violento e repugnante praticado contra animal, relata Belfast Live.

Uma delas disse: “O tutor do cachorro foi notificado e eles estão traumatizados com o que aconteceu com seu animal doméstico, que era um membro da família”.

Grupo de bem-estar animal local Animais de Estimação Perdidos e Achados na Irlanda do Norte está pedindo qualquer um com informações sobre o ataque que contate a polícia.

Um porta-voz do grupo disse: “O ataque aconteceu na área de Newry, o pobre cachorro estava coberto de ácido. Se alguém tiver informações sobre esse incidente ou o cachorro, por favor, procure as autoridades”.

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

O inspetor McCullough, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte, disse: “A polícia recebeu uma denúncia sobre um cão ferido na área de Pound Road, em Newry, aproximadamente às 18h10 de terça-feira, 28 de maio”.

“O animal foi levado a um veterinário local, no entanto, devido à gravidade de seus ferimentos, o cão teve que ser sacrificado.

“Os inquéritos estão em andamento”.

O veterinário de Newry que teve que sacrificar o após o ataque com ácido disse que é o “pior caso de crueldade contra animais” que ele já viu.

Liam Fitzsimons, do Centro Veterinário de Newry, recebeu o cão em sua clínica na terça-feira.

A polícia foi chamada por volta das 18hs para a região de Pound Road depois que Hannah Marriott encontrou o animal coberto de queimaduras pelo corpo.

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

O médico disse que o cachorro foi morto por indução mais tarde devido à “gravidade de seus ferimentos”.

O Sr. Fitzsimons disse à BBC News que “havia apenas uma opção” quando o cão chegou a sua clínica.

“Você podia sentir o cheiro de carne queimada exalando do animal e a pele estava caindo”, acrescentou ele.

“A língua do cachorro estava toda ulcerada por ele ter lambido o ácido de sua pele.

“Em trinta anos de prática, nunca vi nada assim. Este é o pior caso de crueldade com animais que eu já encontrei”.

O veterinário de Newry disse que a visão do animal levou uma enfermeira veterinária às lágrimas.

“Vou levar este caso comigo para a sepultura”, disse ele.

“Há um monstro à solta em Newry. Se esse criminoso pode fazer isso com um cachorro, ele pode fazer isso com um humano também”.

David Wilson, porta-voz da USPCA em Newry, disse à BBC News NI que o cão é considerado um membro da família que vivia com ele.

“Este foi um ataque horrendo a um cão indefeso com uma substância corrosiva”, disse Wilson.

Ele convocou a comunidade local para ajudar a polícia em sua investigação e para revelar qualquer informação que possa estar ligada ao caso.

O conselheiro local, Gavin Malone, visitou a mulher que encontrou o cão e disse que ela estava “devastada”.

“Tem havido problemas contínuos na área com comportamento anti-social”, disse ele.

“Mas eu não acho que houve um motivo de vingança envolvido no crime. Eu acho que foi até a pura maldade”, concluiu ele.

Tartaruga é encontrada enrolada em rede de pesca e devolvida ao mar

Tartaruga marinha foi encontrada enrolada em rede de pesca industrial — Foto: Divulgação/Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Uma tartaruga marinha foi encontrada enrolada em redes de pesca industrial, na área do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. O animal foi encontrado durante monitoramento da beira-mar. O parque abrange as cidades de Tavares, Mostardas e São José do Norte.

Conforme a equipe do parque, a tartaruga estava viva, mas debilitada e com algumas escoriações. No fim do dia, já recuperada, foi devolvida ao mar.

A tartaruga da espécie verde corre o risco de extinção. A cada ano, em média, 100 animais desse tipo chegam até o Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal de Rio Grande precisando de tratamento.


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Gata é brutalmente espancada e agressor é multado em Presidente Prudente (SP)

Uma gata foi brutalmente espancada por um homem de 38 anos em Presidente Prudente (SP). Morador da Vila Líder, o agressor confessou o crime à Polícia Militar Ambiental e foi multado, nesta sexta-feira (31), em R$ 3 mil.

Foto: Divulgação

O animal foi agredido após entrar na residência do homem. As agressões foram registradas em um vídeo, no qual o homem aparece chutando e pisando, com violência, na gata. O caso foi registrado em uma delegacia de Polícia Civil e chegou ao conhecimento da PM Ambiental após uma denúncia.

Em um estabelecimento comercial, os policiais confrontaram o acusado. Ele alegou que estava com problemas com gatos que entram em sua casa, rasgam lixo, sobem no forro do imóvel, defecam no quintal e comem alimentos. O agressor disse ainda que, depois que a gata apareceu na garagem da residência dele, ele ficou nervoso e a agrediu.

Após a conversa com o agressor, os policiais aplicaram um auto de infração ambiental, com multa de R$ 3 mil, conforme informações divulgadas pelo G1. No âmbito penal, o homem incorreu em crime ambiental.

A gata foi resgatada por uma vizinha, que a encaminhou para uma clínica veterinária. Ela foi diagnosticada com hemorragia, mas está se recuperando bem, apesar de estar psicologicamente fragilizada. O animal já tem adoção garantida após a alta médica.

Crime previsto em lei

O advogado Lucas França Bressanin, presidente da Comissão de Defesa e Proteção Animal da 29ª Subseção da OAB de Presidente Prudente, lembrou que os animais são protegidos pela Constituição Federal e pelo artigo 32 da lei 9605/98, que estabelece  pena de detenção de três meses a um ano e multa para casos de maus-tratos, “sendo que, se o animal vier a óbito a pena é aumentada de um sexto a um terço”.

Bressanin orienta a população a juntar provas e efetuar uma denúncia após tomar conhecimento de crimes cometidos contra animais. “Quando alguém se deparar com um crime de maus-tratos é importante que junte provas acerca dos fatos, como fotos, filmagens, testemunhas, laudo técnico veterinário, etc., acionando imediatamente a polícia militar ou ambiental no local dos fatos e registrando a ocorrência na polícia civil”, disse. “Cabe destacar neste caso que a polícia militar tem a autonomia para aplicar multa aos autores de crimes de maus-tratos, isso independente de condenação judicial, desta maneira, exija essa conduta ao condutor da ocorrência”, completou.

No momento da denúncia, o advogado orienta ainda a dar preferência, sempre que possível, à polícia ambiental, que, segundo ele, “está absolutamente mais capacitada para lidar com esses casos se comparado aos militares comuns”.

“Posterior o registro da ocorrência a polícia civil irá apurar os fatos, determinar diligências investigativas se necessário, ouvir todas as partes e especificar a autoria, sendo que, havendo identificação da autoria e conclusão das investigações, o procedimento será encaminhado para o Ministério Público, que poderá ou não denunciar o autor pelo crime, por isso é de suma importância nos atentarmos às provas”, reforçou.

Bressanin lamentou, porém, que a maior parte dos casos de maus-tratos não seja punida de forma exemplar. “Infelizmente, por ser uma lei branda, apenas em casos excepcionais e que somam-se inúmeros crimes haverá a privação da liberdade do criminoso. Na verdade, na grande maioria dos casos são aplicadas penas alternativas, como multa, prestação de serviços à comunidade e outras”, afirmou.

Diante disso, o advogado sugeriu que as penas comumente aplicadas, de pagamento de cestas básicas para entidades determinadas pelo juízo, sejam substituídas por “prestação de serviço à comunidade e entrega de valores destinados a entidades de defesa/proteção animal”.

Repúdio

Após tomar conhecimento do caso, a Prefeitura de Presidente Prudente divulgou nota de repúdio. A administração municipal afirmou que técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram na Vila Líder na sexta-eira (31), com a Polícia Militar Ambiental, para acompanhar o fato. De acordo com a prefeitura, a gata “passa bem e, ao que tudo indica, irá se recuperar da agressão sofrida”.

“O Governo de Presidente Prudente e a Secretaria de Meio Ambiente irão acompanhar as investigações e trabalhar para que sejam tomadas as medidas legais de punição conforme determina a lei. Vale lembrar que atentar contra a vida de animais, de forma brutal e cruel, é inadmissível”, disse.

“Cabe aqui reafirmar o compromisso do Governo de Presidente Prudente de fortalecer campanhas de conscientização sobre maus-tratos e de proteção aos animais. As denúncias de maus-tratos aos animais podem e devem ser feitas pelo número 156”, recomendou.


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Empresa de suplementos veganos substitui plástico por embalagens compostáveis

Por David Arioch

Proteínas vegetais em pó, BCAA, multivitamínicos, maca e matcha estão entre os produtos comercializados pela marca (Foto: Divulgação)

A empresa de suplementos alimentares veganos Vivo Life está substituindo o plástico por embalagens compostáveis. A marca britânica que tem uma fábrica movida à energia renovável, e que assumiu o compromisso de plantar uma árvore a cada compra realizada em seu site, defende que as novas embalagens são um passo para ajudar a salvar o planeta e todos os seres vivos que vivem nele.

“Essa embalagem inovadora pode ser compostada em caixas de resíduos alimentares ou no quintal, e é um passo importante para a indústria de saúde e fitness. Esperamos agora encorajar outras empresas do ramo a agirem contra a poluição plástica”, informa o cofundador da Vivo Life, Josh Bolding.

Proteínas vegetais em pó, BCAA, multivitamínicos, maca e matcha estão entre os produtos comercializados pela marca. “Somos uma empresa que leva a sério a sustentabilidade, então estamos muito empolgados em oferecer produtos com embalagens 100% compostáveis”, reforça Bolding.


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Dia Internacional da Criança: convívio com animais traz benefícios para as crianças

Hoje, 1 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Criança. A data foi criada, originalmente, para homenagear as crianças e foi proclamada em 1925, em Genebra, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança. No entanto, dentro do contexto dos direitos animais, é possível dar um novo significado a essa comemoração, unida à importância que o convívio que os animais na infância acarreta não só para a própria criança, mas para a construção de uma sociedade melhor.

Foto: Pixabay

Estudos comprovam que crianças que crescem com animais têm menos chance de desenvolver alergias. Os benefícios, porém, não param por aí. Os pequenos que convivem, por exemplo, com cachorros, costumam desenvolver um melhor senso de responsabilidade, já que aprendem desde a cedo a cuidar de uma vida. A criança também aumenta, nesse convívio, a compaixão que sente pelos animais e não se sente sozinha, já que tem um companheiro fiel.

No que refere à construção de uma sociedade mais compassiva, ensinar crianças a amar e respeitar os animais é de fundamental importância. Quando crescem sendo capazes de olhar para outras espécies com zelo, as crianças têm maiores chances de se tornar adultos mais éticos, que prezam pelo bem-estar do próximo, seja ele animal ou humano.

Por fim, o convívio com animais é benéfico, também, para os próprios animais. Com um grande número de animais abandonados, famílias que optam por adotá-los não beneficiam apenas o núcleo familiar, incluindo os integrante que estão vivendo a fase da infância, mas também os próprios cães e gatos que estavam fadados a uma existência repleta de sofrimento, mas que foram salvos pela adoção.

 

Cientistas revelam que os níveis de antibióticos dos rios se tornam perigosos

Foto: Adobe/Reprodução

Foto: Adobe/Reprodução

A notícia tem sido considerada altamente “preocupante” por cientistas que revelaram que a poluição por drogas (remédios) é uma das principais formas pelas quais as bactérias podem se tornar resistentes aos antibióticos.

Centenas de rios em todo o mundo estão contaminados por altos níveis “perigosos” de antibióticos, de acordo com o novo estudo, publicado recentemente.

O estudo, realizado pela Universidade de York, analisou 144 antibióticos comumente usados em amostras dos principais rios em 72 países no mundo todo, incluindo o Danúbio, Mekong, Sena, Tamisa, Tibre e Tigre.

Eles encontraram antibióticos em 65% dos rios – com concentrações superiores a ‘níveis seguros’ (conforme definido pela AMR Industry Alliance, que visa combater a resistência antimicrobiana) em até 300 vezes acima do ideal em algumas amostras.

As descobertas preocuparam os cientistas pois a poluição por drogas medicamentosas é uma das principais formas pelas quais as bactérias podem se tornar resistentes aos remédios desenvolvidos exatamente para combatê-las. Além disso, existe também a possibilidade da água contaminada entrar tanto no suprimento de consumo quanto na cadeia alimentar.

Antibióticos

Entre os antibióticos encontrados na água estavam o trimetoprim – que é usado principalmente para tratar infecções do trato urinário, metronidazol – que é usado para tratar infecções de pele e boca, e ciprofloxacina – usado no tratamento de infecções respiratórias, urinárias e de pele.

As áreas que mais excederam os limites de segurança foram Ásia e África, mas os níveis encontrados na Europa, América do Norte e América do Sul provaram que a contaminação por antibióticos é um “problema global”.

Foto: Adobe/Reprodução

Foto: Adobe/Reprodução

Locais de alto risco estavam normalmente próximos de sistemas de tratamento de esgoto, depósitos de lixo ou depósitos de esgoto, de acordo com o estudo.

Problema em escala

O Dr. John Wilkinson, que coordenou o trabalho de monitoramento, disse que nenhum outro estudo foi feito nessa escala tão abrangente.

“Até agora, a maioria dos trabalhos de monitoramento ambiental em relação à contaminação por antibióticos foi feita na Europa, América do Norte e China. Muitas vezes, com apenas alguns antibióticos. Sabemos muito pouco sobre a escala real do problema global”, acrescentou.

“Nosso estudo ajuda a preencher essa lacuna de conhecimento chave com dados sendo gerados peça primeira vez para países que nunca haviam sido monitorados antes”, disse Wilkinson

Conscientização e preocupação

O professor Alistair Boxall, do Instituto de Sustentabilidade Ambiental de York, na Inglaterra, disse: “Os resultados são realmente surpreendentes e preocupantes, demonstrando a contaminação generalizada de sistemas fluviais em todo o mundo por compostos antibióticos”.

“Muitos cientistas e políticos reconhecem agora o papel do ambiente natural no problema da resistência antimicrobiana. Nossos dados mostram que a contaminação por antibióticos dos rios pode ser um importante e perigoso contribuinte”.

“Resolver o problema será um desafio gigantesco e necessitará de investimentos pesados em infraestruturas para tratamento de resíduos e águas contaminadas, regulamentação mais rigorosa e limpeza de locais já contaminados”.