Uma cadela voltou para casa após ficar oito anos desaparecida. Laila sumiu quando saiu para passear com a tutora e com o cão Blake, que também desapareceu, mas foi encontrado cerca de um ano depois, ao ser anunciado para venda numa rede social. O caso aconteceu nos Estados Unidos.
“Ainda não temos certeza se eles foram roubados porque a porta não estava aberta – não havia nada aberto ou invadido”, relatou Sophia Hanson, tutora dos cães.

(Foto: Sophia Hanson)
Quando soube que um cão semelhante a Blake estava sendo vendido, o casal procurou o responsável pelo anúncio na internet. “Fomos até lá fingindo que iríamos comprar um cachorro”, disse Sophia. “Quando chegamos lá e confirmamos que era Blake, o pegamos de volta. Ele ficava num canil enorme e desconfortável, o mais feio que já vi.”
“Ele ficou muito confuso por um tempo”, acrescentou. “Toda a reabilitação foi um longo processo, mas agora ele voltou a se comportar como um dócil e enorme urso de pelúcia”, brincou. As informações são do site The Dodo, com tradução do Portal do Animal.
Laila, no entanto, não foi encontrada, mas os tutores nunca desistiram das buscas. Por anos, eles iam a abrigos, canis e pet shops à procura da cadela. Eles não sabiam, no entanto, que Laila havia sido encontrada bastante magra e debilitada por Janice Rackley, que se comoveu com a situação da cadela e decidiu cuidar dela.
Inicialmente, Janice passou a alimentar a cadela na rua. “Ela só precisava de ajuda e amor, e ninguém que a via lhe proveu isso”, disse Janice. “Eu apenas sinto que ela estava lá, naquele momento, por um motivo: para que eu pudesse ajudá-la. Ela dependia de mim”, completou.

(Foto: Janice Rackley)
Todos os dias, Janice alimentava e dava carinho para a cadela, conquistando aos poucos sua confiança. “Eu acho que ia lá vê-la todos os dias por cerca de seis meses, quando ela finalmente começou a se aproximar e ter mais confiança em mim”, disse.
“Então pensei: talvez eu consiga pegar uma coleira, já que ela está me deixando acariciá-la, e possa colocar com a coleira enquanto a alimento. Mas sempre que ela via a coleira, ela saía correndo”, contou. No entanto, o frio chegou e Janice entendeu que talvez aquela fosse sua última chance de salvar a cadela. “Acabei por pegá-la, coloquei-a por cima do meu ombro e caminhei com ela até o meu carro. Ela estava realmente muito calma quando eu peguei ela, era muito doce”, disse.
Laila morou, após o resgate, durante um mês na casa de Janice. Até que ela levou a cadela ao Controle de Animais da cidade e descobriu que o animal era microchipado. “Levou um tempo para ela se adaptar, mas uma vez que ela o fez, era o cão mais doce do bairro”, disse. “Ela sabia sentar, sabia rolar, sabia como se deitar. Eu estava tipo, ‘cara, alguém realmente ensinou e amou muito esse cachorro. Alguém tem que sentir falta dela’.”
Ao fazer a leitura do microchip da cadela, Janice encontrou os tutores de Laila e entrou em contato com eles. “Meu marido e eu estávamos andando pela casa, desligando as luzes e nos certificando de que os filhos estavam na cama”, relatou. “Pouco antes de desligarmos a luz, recebemos uma ligação. Meu marido ficou tipo: ‘O que?! Você pode repetir isso?’ E ele colocou no viva-voz e nós dissemos, ‘Não, isso é loucura!’”.

(Foto: Janice Rackley)
Desesperada para reencontrar a cadela o mais rápido possível, Sophia decidiu ir ao encontro de Laila imediatamente.
“Laila apenas me respondeu com os olhos… “mãe, é você?”, brincou Sophia. “E então todo mundo estava chorando junto, uma bagunça emocional.”
Embora a cadela tivesse passado por muitas transformações desde que desapareceu, ela deixou claro que lembrava perfeitamente dos tutores. “Nós costumávamos chamá-la de Scooby Doo porque ela fazia os sons mais loucos que você já ouviu”, disse Sophia. “Meu marido gritava ‘Scooby Doo! Scooby Doo!’ e ela respondia feliz da vida.”
Depois do reencontro, Laila voltou a viver com os antigos tutores, na companhia de Blake e de outros dois cães.
“Ainda não podemos acreditar”, disse Hanson. “Às vezes passamos por ela e temos que dar uma boa olhada. É extremamente surreal. Ela está na mesma cadeira, no mesmo lugar, deitada em sua mesma posição de cabeça para baixo. E é engraçado vê-la tão à vontade – nem consigo imaginar o que ela passou”, completou.

(Foto: Janice Rackley)
Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.