Cães resgatados após suspeita de tortura se recuperam no interior de SP

Dois cachorros que foram resgatados após uma suspeita de que eles estivessem sendo torturados pelos tutores estão sob a responsabilidade de uma ONG, já receberam alta médica e se recuperam bem. O caso aconteceu em Bebedouro, no interior de São Paulo, e é investigado pela Polícia Civil, que tomou conhecimento dos fatos após uma denúncia.

Foto: Mariângela Mussolini/ONG Dona Zuleika

Um dos cães apresentava mutilações por todo o corpo. Eles foram salvos na última quinta-feira (24) após o caso ser denunciado a ONG Dona Zuleika. Um laudo veterinário que apontará a causa das lesões está sendo elaborado e é aguardado pela polícia. As informações são do portal G1.

Uma técnica de enfermagem e o irmão dela, que é adolescente, são suspeitos do crime. De acordo com a polícia, a mulher tentou levar os cães de volta para casa, mas não teve autorização policial. O destino dos animais ficará, agora, a cargo da Justiça. Enquanto a decisão judicial não sair, eles ficarão sob os cuidados da ONG.

Segundo o médico veterinário Jorge Andrade, que socorreu os cachorros, os dois estavam desnutridos, com marcas de corda, feridas e carrapatos. O especialista suspeita que Toddy, que tem feridas graves na pele, tenha sido jogado contra a parede ou atropelado.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Isso é típico de quando o animal é atropelado. Quando esfrega no asfalto e fica aquele esfolado. Só que o cachorro eu acho que não ia para rua. Parece que ele foi jogado no muro”, diz Andrade.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade do animal ter uma doença dermatológica causada por fungo. O médico veterinário, no entanto, discorda. “[A dermatite] age diferente. Ali estava parecendo feridas vivas. Tinha acabado de acontecer. Estava sangrando. Para chegar uma dermatite naquele ponto é coisa de meses. Aquilo é ferida nova”, afirma.

Toddy está sendo medicado com antibiótico para tratar uma doença do carrapato, conforme explica Andrade. Dayle, o outro cachorro, não apresentou a doença, mas também tinha parasitas no corpo.

“Os dois estavam um pouco anêmicos. Eles tinham bastante carrapato. Inclusive eu tive que dedetizar toda a clínica aqui, porque empesteou tudo [durante] os dias que eles ficaram aqui”, diz.

Foto: Polícia Civil/Divulgação


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Leonardo DiCaprio lança mais um documentário sobre as mudanças climáticas

Por David Arioch

Documentário estreia na HBO no dia 11 de junho | Divulgação

O ator e produtor Leonardo DiCaprio está promovendo o seu mais recente documentário – “Ice on Fire”, que não apenas aponta os problemas gerados pelas mudanças climáticas como também apresenta soluções para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Filmado na Noruega, Islândia, Suíça, Costa Rica e em estados dos EUA como Alasca, Colorado e Connecticut, o documentário oferece alguns relatos inéditos de trabalhos desenvolvidos por agricultores, cientistas e outros profissionais que estão buscando meios de minimizar o impacto ambiental das ações humanas.

Em “Ice on Fire”, dirigido por Leila Conners, DiCaprio divide a produção com o pai George DiCaprio e conta com o trabalho do roteirista Matthew Schmid. Leila trabalhou com Leonardo DiCaprio no documentário “The 11th Hour”, lançado no Brasil como “A Última Hora”, que também retrata a questão do aquecimento global e tem entre seus ilustres participantes o físico Stephen Hawking.

DiCaprio, Schmid e Conners também trabalharam juntos em outros filmes que abordam a questão ambiental – como “Green World Rising”, de 2014 – além do curta-metragem “We the People 2.0” e “Pollinators Under Pressure”, de 2018.

“O derretimento da neve e do gelo agora desencadeou múltiplos pontos de inflexão climática, especialmente o aumento dos níveis de metano. Os cientistas descobriram soluções, nos dando uma chance de reverter as mudanças climáticas, mas o tempo está passando”, diz DiCaprio no trailer de “Ice on Fire”.

Saiba Mais

“Ice on Fire” foi lançado no Festival de Cannes no último dia 22 e terá sua estreia na TV no dia 11 de junho na HBO.

Ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais o mercado

Por David Arioch

Um diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados (Foto: Getty)

Ganhando popularidade entre veganos e também se apresentando como uma alternativa mais saudável do que o seu equivalente baseado em óleo de peixe, o ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais o mercado nos próximos anos.

De acordo com um relatório publicado esta semana pela empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o mercado de ômega-3 à base de algas deve experimentar taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,3% até 2024, chegando a atingir um valor de mercado de 1,2 bilhão de dólares.

“O mercado de ingredientes de ômega-3 de algas é dinâmico e altamente fragmentado, com pequenos e domésticos atores ocupando a maior parte do mercado global”, informa o relatório.

A pesquisa também destaca esses ácidos graxos “essenciais” obtidos a partir de algas como benéficos para a saúde cardiovascular, ocular e cerebral, finalidades para as quais têm sido amplamente utilizados em suplementos, alimentos e bebidas.

Outro diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes.

“O mercado [de ômega-3 baseado em algas] fornece ainda os tipos de ingredientes com base nos níveis de concentração de baixo, médio e alto e cenário de mercado no nível global”, enfatiza.

Na Índia, as algas já se tornaram a principal fonte de obtenção de ômega-3, e seu uso deve crescer ainda mais.

Cinquenta jabutis serão reintroduzidos no Parque da Tijuca

David Arioch

Jabutis ficarão em regime de aclimatação até serem considerados aptos à soltura (Foto: ICMBio/Divulgação)

Cinquenta jabutis-tinga chegaram neste mês ao Rio de Janeiro e deverão ser soltos no Parque Nacional da Tijuca.

A iniciativa faz parte do Projeto Refauna e envolve a equipe da unidade de conservação e pesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Doados pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), os animais foram distribuídos em quatro voos saídos de Cuiabá (MT) e estão em quarentena sob cuidados do Ibama. Veterinários da UFRRJ farão exames. Depois de atestada a saúde dos jabutis, eles serão transferidos para o parque da Tijuca, onde passarão por um processo de adaptação para soltura na natureza.

No parque, os jabutis ficarão, inicialmente, em regime de aclimatação até serem considerados aptos à soltura. Depois de soltos, a equipe de pesquisadores do Projeto Refauna continuará a monitorá-los por radiotelemetria para verificar a sobrevivência e saúde dos animais e a necessidade ou não do reforço da população na unidade de conservação.

Para isso, os animais receberão radiotransmissores que permitirão aos pesquisadores acompanhá-los mesmo quando eles não puderem ser vistos. Isso permite o monitoramento em tempo real dos jabutis e a adoção de ações de proteção quando for preciso.

Fundador do Wu-Tang Clan apoia projeto que proíbe comércio de peles em Nova York

Por David Arioch

RZA começou a sua transição para o vegetarianismo na década de 1990 e mais tarde decidiu se tornar vegano (Foto: Getty)

O fundador do icônico grupo de hip-hop Wu-Tang Clan, Robert Fitzgerald Diggs, mais conhecido como RZA, enviou esta semana um e-mail à Câmara Municipal de Nova York declarando o seu apoio ao projeto de lei do vereador Corey Johnson, do Partido Democrata, que prevê a proibição da fabricação e do comércio de peles na cidade.

“Estou escrevendo para pedir que apoiem a lei do vereador Johnson que proíbe a venda de peles em Nova York. Sou nascido no Brooklyn, mas tenho laços profundos com os cinco distritos desde os meus primeiros dias com o Wu-Tang Clan”, destaca.

A declaração de RZA surgiu como reação ao fato de haver membros da comunidade negra de Nova York contrários à proibição. Em sua justificativa, eles alegam que o “material é um símbolo do status da comunidade negra”.

“Embora haja quem argumente que peles são usadas para mostrar o status de elite em nossa comunidade em resposta à desigualdade que enfrentamos na sociedade, esses dias ficaram para trás. Isso se reflete em uma pesquisa que mostra que 77% dos eleitores da comunidade negra de Nova York apoiam o projeto”, rebate.

RZA começou a sua transição para o vegetarianismo na década de 1990 e mais tarde decidiu se tornar vegano. Em 2014, aproveitando o lançamento do álbum “A Better Tomorrow”, o sexto do Wu-Tang Clan, ele gravou um vídeo para a organização PETA relatando que não precisa consumir partes de animais mortos.

“Não há nada neste planeta que não queira viver. Eu tinha animais como amigos e eles estavam felizes em me ver à sua maneira. Tenho certeza de que não queriam estar no meu prato”, narra.

O músico faz um apelo para que as pessoas se conscientizem “que nós somos o que comemos” e declara que não há como esperar pelo melhor se alimentando de animais estressados e fadigados. “Quando penso em um amanhã melhor, penso no veganismo”, diz.

Em maio de 2018, RZA estrelou uma campanha pró-veganismo exibida nos cinemas dos Estados Unidos antes da exibição de “Han Solo – Uma História Star Wars”. No vídeo, ele aparece se transformando em diferentes homens, mulheres e animais enquanto fala que todos somos o mesmo.

RZA também é ator, produtor e proprietário da marca de vestuário 36 Chambers que, por razões éticas, não utiliza nem comercializa nada de origem animal.

Para proteger abelhas, EUA proíbem agrotóxicos liberados por Bolsonaro no Brasil

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) anunciou o cancelamento de 12 agrotóxicos da classe dos neonicotinóides no Registro Federal devido a danos às abelhas e outros insetos polinizadores. Dentre os venenos banidos, 7 deles continham os princípios ativos Imidacloprid, Azoxistrobina e Tiametoxam – os mesmos pertencentes a pesticidas liberados no Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Foto: Pixabay

A proibição dos agrotóxicos nos Estados Unidos faz parte de um acordo firmado em dezembro de 2018, após o Centro de Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês) mover uma ação judicial pedindo o cancelamento dos venenos e ser constatada uma falha da EPA para proteger os polinizadores, que são gravemente afetados pelos agrotóxicos. É a primeira vez que a agência é obrigada a analisar os impactos dos agrotóxicos da classe dos neonicotinóides sob espécies ameaçadas de extinção. As informações são do portal oficial do Centro de Segurança Alimentar.

“O cancelamento desses agrotóxicos neonicotinóides é uma batalha duramente conquistada e um marco na direção certa”, disse George Kimbrell, Diretor Jurídico da CFS e principal conselheiro no caso. “Mas a guerra contra os agrotóxicos continua: continuaremos a lutar de forma diligente para proteger nosso planeta, as abelhas e o meio ambiente dessas e de outras toxinas perigosas semelhantes”, completou.

Os neonicotinóides são quimicamente relacionados à nicotina e interferem no sistema nervoso dos insetos, causando tremores, paralisia e até morte, mesmo quando usados em doses muito baixas. Ao contrário dos pesticidas tradicionais, os neonicotinóides – ou neônicos – são distribuídos por toda a planta, tornando-a inteiramente tóxica. Expostos ao veneno através do pólen, do néctar, da poeira, e das gotas de orvalho nas folhas das plantas e nos solos, as abelhas sofrem. Esse tipo de agrotóxico começou a ser usado de forma intensa em meados da década de 2000. No mesmo período, casos generalizados de mortes de abelhas começaram a ser registrados, já que esse veneno é 10 mil vezes mais tóxico para esses insetos do que qualquer outro agrotóxico.

Durante a aplicação, os neonicotinóides são colocados nas sementes e, após elas serem plantadas na terra, esse agrotóxico se espalha para além da plantação, podendo contaminar flores silvestres, solo e água. Além das abelhas, outros animais também são afetados pelo veneno, como pássaros e outras espécies silvestres.

Outros casos

Não é a primeira vez que o assunto é discutido nos Estados Unidos. Em 2017, a CFS ingressou com uma ação na Justiça contra a EPA, exigindo que as sementes com revestimento neônico não escapem mais da regulamentação. No ano seguinte, a CFS protocolou uma notificação na qual expressava a intenção de processar a administração Trump por reverter uma moratória sobre agrotóxicos neônicos e culturas geneticamente modificadas em refúgios de vida silvestre.

Recentemente, a CFS endossou a Lei de Proteção aos Refúgios, de 2019, que irá restabelecer a moratório sobre os refúgios de vida silvestre, e apoiou a Lei de Proteção dos Polinizadores da América, que exigiu que a EPA tomasse medidas imediatas para proteger os polinizadores dos neonicotinóides. Além disso, a CFS está pedindo proteção a quatro espécies de abelhas ao Estado da Califórnia. O pedido é para que esses insetos sejam adicionados à Lista de Espécies em Perigo do estado.

Outra ação recente da CFS foi o lançamento de um aplicativo gratuito, que recebeu o nome de “Wild Bee ID”, para capacitar jardineiros com o objetivo de incentivá-los a desenvolver um papel ativo na conservação das abelhas.

Além dos Estados Unidos, a União Europeia também proibiu três agrotóxicos neonicotinóides de serem utilizados em plantações após a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar expor preocupação sobre os prejuízos que esses venenos representam para os insetos polinizadores. A rança também proibiu o uso de dois agrotóxicos dessa classe em campos de cultivo e estufas.

Gata adota filhotes de gato e passa a amamentá-los no interior de SP

Uma gata adotou filhotes de cachorro em General Salgado, no interior de São Paulo, e passou a amamentá-los. Os filhotes nasceram de uma cadela resgatada pela família da gata, que também foi resgatada da rua.

Thairy Longhini, de 24 anos, conta que percebeu que a barriga da gata estava grande e decidiu, então, levar Cacau, que tem cerca de três anos, ao veterinário. “Quando ela chegou aqui, percebi que a barriga dela estava muito grande. Depois de alguns dias, como não diminuía, resolvemos levá-la em um veterinário. Eles nos disse que ela grávida psicologicamente”, disse ao G1.

Foto: Arquivo Pessoal

Após alguns dias, Corona, a cadela, pariu quatro filhotes. Todos foram colocados em um cômodo da casa, onde ficavam com a mãe. No entanto, não foi apenas Corona que passou a frequentar o local para cuidar dos animais, mas também a gata Cacau.

“Nós percebemos que ela entrava no local e permanecia por muito tempo. Então, eu fui até lá um dia e constatei que ela estava amamentando os quatro filhotes recém-nascidos. Eu não acreditei. Achei muito engraçado para falar a verdade”, relembrou Thairy. “Nós nos surpreendemos. Nunca tínhamos visto nada parecido. Quem pariu foi a cadela, mas quem os adotou foi gata. Ela realmente se tornou uma ‘supermãe’. Ela é muito brava, não deixa ninguém se aproximar”, completou.

Corona, no entanto, não deixou de cuidar dos filhotes e a maternidade foi dividida entre ela e a gata. “Ela também cuida dos filhotes assim como a ‘Cacau’. As duas convivem muito bem. Parece que se ajudam entre si”, disse Thairy.

Foto: Arquivo Pessoal

Halim Atique Netto, diretor e professor do Hospital Veterinário Centro Universitário de Rio Preto, explica que a atitude que Cacau teve é normal.

“É normal os animais cuidarem um dos filhotes dos outros. Normalmente, cães e gatos são inimigos. Mas quando estão lado a lado, convivendo no mesmo ambiente, eles deixam isso de lado e se tornam companheiros”, afirmou.

Netto falou também sobre a chamada “gravidez psicológica”. “Chamamos essa situação de ‘pseudociese’. O animal apresenta sinais e sintomas da gravidez, mesmo sem estar. Isso também é muito comum. Às vezes um gato ou um cachorro pode adotar até um ursinho de pelúcia e começar a apresentar sintomas”, concluiu.

Bolsonaro apoia reabertura de estrada que ameaça Parque Nacional do Iguaçu

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, durante visita ao Paraná, apoio à reabertura da Estrada do Colono, que corta o Parque Nacional do Iguaçu. Com cerca de 18 km, a rodovia foi fechada em 2001, por ordem da Justiça Federal, por “ameaçar a integridade do Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná, e a segurança nacional pela proximidade com a tríplice fronteira”. Na época, a estrada era rota de contrabando entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

“Da nossa parte já conversamos com o ministro [do Meio Ambiente] Ricardo Salles e tem também a questão da licença estadual que parece estar bem adiantada lá com o governador Ratinho Junior. Então, se Deus quiser, brevemente teremos essa estrada aberta”, disse Bolsonaro. As informações são do portal Conexão Planeta.

O deputado Nelsi Coguetto (PSD) é o autor da proposta mais recente sobre a reabertura da estrada. O projeto apresentado por ele já foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara e aguarda análise da Comissão de Meio Ambiente. Caso receba nova aprovação, a proposta segue para o Senado, sem necessidade de apreciação em plenário.

Outro projeto de lei sobre o caso foi discutido, em 2013, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O objetivo era criar uma “estrada-parque”. Uma grande pressão da sociedade civil foi realizada na época, com quase mil entidades não governamentais se unindo para enviar uma carta à Unesco e à União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

O Parque Nacional do Iguaçu é uma Unidade de Conservação (UC) e o maior remanescente de Floresta Atlântica na região sul do Brasil. Conforme informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por gerir o parque, o local protege uma riquíssima biodiversidade, com espécies da fauna e flora brasileiras, algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o puma, o jacaré-de-papo-amarelo, o papagaio-de-peito-roxo e árvores como a peroba-rosa e araucária.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

Cerca de 1,6 milhão de visitantes passam pelo parque anualmente. A principal atração do local são as Cataratas do Iguaçu. Apesar do alto número de pessoas circulando pelo local, a administração conseguiu reduzir os impactos na vida selvagem devido ao enfoque na sustentabilidade. A Estrada do Colono, no entanto, ameaça o parque, que se tornou Patrimônio Natural da Humanidade em 1986.

“É mais uma tentativa de reabrir uma estrada destrutiva dentro do Parque Nacional do Iguaçu”, criticou Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação, entidade que trabalha, em conjunto com outras ONGs e pessoas, pela proteção, o fortalecimento e a ampliação das Unidades de Conservação da Natureza no Brasil, especialmente as de Proteção Integral.

“Essa ‘picada’, que um dia virou uma estrada ilegal, está sendo usada novamente dentro de uma artimanha de um projeto para rasgar a floresta. De tempos em tempos, esse assunto vem à tona”, disse.

Após 20 anos do fechamento da estrada, lembrou Angela, o Parque do Iguaçu oferece um serviço de concessões bem estabelecido, que gera milhares de empregos em Foz do Iguaçu e nos municípios vizinhos. As prefeituras das cidades do entorno recebem também ICMS ecológico por estarem na região do parque.

Para Angela, a reabertura da estrada interessa “penas aos políticos da área, que utilizam isso em suas campanhas eleitorais. Mas em nenhum momento, eles deixam claro para a população que os municípios só vão perder dinheiro”.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

A diretora da entidade lembra que se o projeto de lei for aprovado, será aberta uma “ferida no meio do parque”. A ideia de “estrada-parque”, inclusive, está sendo usada de forma distorcida no Brasil. Originária dos Estados Unidos, essa rodovia serviria para estimular o turismo, por meio do qual as pessoas apreciariam a paisagem por meio de mirantes, pontos de parada e outros atrativos. O projeto que visa reabrir a Estrada do Colono, no entanto, não prevê esse tipo de rodovia.

Caso a rodovia seja reaberta, o título de Patrimônio da Humanidade recebido pelo parque pode ser afetado e o turismo impactado negativamente, além de facilitar a presença de caçadores e contrabandistas na região. “Irá fragilizar a sobrevivência da vida selvagem. É abrir a porta para os bandidos entrarem”, lembrou Angela.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

A questão da vida selvagem abordada pela diretora da ONG é, de fato, alarmante. Na década de 90, a onça-pintada foi praticamente extinta no parque. Aos poucos, devido a esforços de conservação, a espécie conseguiu se recuperar. Segundo o último censo, realizado em 2017, o número de onças-pintadas cresceu 70%, entre 2010 e 2016. Apesar desse aumento, a espécie permanece considerada criticamente ameaçada de extinção.

Com a reabertura, a estrada cruzaria o rio Floriano, que tem nascente dentro do Parque Nacional do Iguaçu e é considerado o “mais puro” do Paraná. Diante dessa situação, os animais que vivem nas imediações do rio correriam risco de atropelamento.

“A gente não pode cair nessa falácia de, por um termo que está sendo distorcido – estrada parque não é isso -, acreditar que será bom para o parque. Será péssimo!”, concluiu Angela.

Gata é espancada e deixada agonizando sob frio e chuva em Presidente Prudente (SP)

Divulgação

Uma gata foi brutalmente agredida com chutes por um homem no bairro Vila Líder, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Ela foi encontrada agonizando em uma calçada sob frio intenso e chuva no dia 24 de maio. A gatinha foi resgatada por uma moradora e entregue aos cuidados da veterinária Elaine Carrion, que, comovida com o caso de maus-tratos, decidiu adotá-la.

Segundo testemunhas, o agressor, que atua na cidade como açougueiro, agrediu a gatinha porque ela estava miando durante à noite e não o deixava dormir. Um vídeo registrou os maus-tratos e mostra que havia outras pessoas locais, incluindo uma mulher que dizia “não mate a gatinha”. Além de agredir o animal, o homem ainda desfere um último chute para confirmar se a gatinha estava morta.

Divulgação

A gata foi encontrada no mesmo dia agonizando, paralisada e com hipotermia. Ela não sofreu nenhuma fratura, mas foi diagnosticada com hemorragia interna. A gatinha já era castrada e aparentemente não tem lar. Acredita-se que ela era um animal comunitário. Um boletim de ocorrência foi registrado pedindo a punição do agressor. No Brasil, maus-tratos contra animais podem ser punidos com até um ano de detenção, além de multa.

O caso repercutiu nas redes sociais e muitos usuários se indignaram com a crueldade contra a gatinha. “Esse imbecil que cometeu esse ato com a gatinha já deve estar pagando o que ele fez, muito bom saber que ela está se recuperando e que encontrou uma mãe que vai cuidar dela”, disse uma internauta.

Revoltados, moradores e protetores de animais organizaram uma manifestação em repúdio ao açougueiro. O ato, que visa exigir justiça para a gatinha, será realizado neste sábado (01) às 13h na Praça Monsenhor Sarrion, no calçadão, na guarita da Polícia Militar.

Tentamos contato com a Dra. Elaine Carrion, mas não obtivemos respostas até o fechamento e publicação desta matéria.

Vídeo flagra cão e veado brincando de pega-pega através da cerca da residência

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Um pastor alemão resgatado chamado Ike é descrito por sua família como um cão enorme, amoroso e extremamente brincalhão – então talvez não seja tão surpreendente assim que Ike seja capaz de fazer amigos de todos os tipos… e espécies.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Ainda assim, outro dia, quando o tutor de Ike, Ethan Cole, olhou para o quintal de sua casa na Flórida (EUA), ele ficou totalmente perplexo com o que viu acontecendo ali fora.

Aparentemente, seu cão, que adora diversão, decidiu jogar um jogo com um amigo novo, selvagem e inusitado.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Um cervo, também conhecido como veado, quase do mesmo tamanho que Ike, estava do outro lado da cerca do quintal. E o par estava no meio de uma espécie de jogo que parecia divertir e encantar a ambos.

À primeira vista, poderia parecer até que Ike estava apenas perseguindo o veado, como se ele tentasse caçar um esquilo – mas então algo fascinante aconteceu.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Depois que Ike perseguiu o veadinho em uma direção, o cão conseguiu girar primeiro na direção oposta – e o cervo seguiu a pista do cão, como se tivesse chegado a sua vez de perseguir o filhote.

A filmagem que Cole conseguiu capturar em seu celular mostra o jogo deles:

“Esta foi a primeira vez que os vi brincar”, disse Cole ao The Dodo sobre Ike e seu amigo selvagem: cervo. Cold descreveu o jogo que eles estavam jogando como uma espécie de pega-pega.

Depois de vários minutos de brincadeira, o cervo finalmente saltou de volta para a floresta. Mas felizmente isso não significou o final do dia de diversão e jogos.

Outro pequeno filhote (que também pode ser visto no vídeo, parecendo surpreso com o jogo interespécie de pegar), estava por perto naquele dia – o filhote de cachorro da mãe de Cole, chamado Hobbes.

Então Ike ainda tinha um amigo (de sua própria espécie, se não do seu tamanho) com quem podia brincar.

Cole disse que os cachorros são super importantes para ele e para toda a sua família.

Ike, por exemplo, é nomeado em homenagem a outro cão que sua mãe teve quando ela ainda era criança.

“Este cão é super especial para nós”, disse Cole. “E ele é apenas um grande e lindo brincalhão!”.