Tecnologia brasileira pode reduzir testes em animais na indústria farmacêutica

Por David Arioch

Tecnologia tem o intuito de ser mais ética porque reduz o número de testes em animais (Foto: Getty)

Cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem) estão desenvolvendo miniórgãos que podem reduzir os testes em animais na indústria farmacêutica. Os organoides são feitos com células humanas, em escala micrométrica, e exercem a mesma função de órgãos humanos como intestino e fígado.

Para avaliar a eficácia dos miniórgãos, o Cnpem já realizou testes utilizando paracetamol, que é uma droga farmacológica bastante consumida no Brasil e sobre a qual se tem uma gama de informações em relação aos efeitos em humanos.

“O que a gente conseguiu mostrar nesse estudo inédito foi que o intestino artificial que a gente construiu em laboratório, bem como o fígado, se comportaram de maneira semelhante ao corpo humano”, explica a pesquisadora Talita Marin.

E acrescenta: “Ou seja, o nosso intestino conseguiu absorver o paracetamol e o fígado metabolizou esse paracetamol e também demonstrou efeitos tóxicos do paracetamol, como acontece no ser humano também.”

De acordo com a pesquisadora, os miniórgãos reproduzem as funções biológicas e genéticas do organismo humano com muita semelhança. Nesse sistema, os órgãos foram conectados entre si por um fluxo sanguíneo e ligados a equipamentos que reproduzem as condições fisiológicas do corpo humano.

“Essa tecnologia que nós estamos implementando e desenvolvendo tem esse intuito, de ser um teste mais robusto, diminuir o custo do desenvolvimento de medicamentos e, ao mesmo tempo, ser mais ético, porque reduz o número de [testes em] animais”, enfatiza Talita Marin e acrescenta que o próximo passo é testar outros medicamentos de efeitos bem conhecidos utilizando o mesmo modelo.

Cientistas condenam criação e exploração de polvos para consumo humano

Especialistas afirmam que esse tipo de indústria fará a cadeia alimentar se desestabilizar, causando déficit no estoque alimentar marítimo.


Grupos de cientistas se juntaram para provar que fazendas reprodutivas de polvos são “eticamente injustificáveis”, e têm alertado empresas para bloquear qualquer fundo de investimento para as novas fábricas.

O time de pesquisadores responde aos noticiários que algumas companhias de frutos do mar esperam exportar polvos produzidos em massa para restaurantes até 2020. Os especialistas afirmam que esses planos podem ser fatais para esses animais, e colocam em risco o estoque de comida dos oceanos.

A líder do grupo, professora Jennifer Jacquet, da Universidade de Nova York, afirma que a fazenda de polvos é “eticamente e ecologicamente injustificável”, e que muitos destes animais poderiam morrer de estresse no meio do processo.

“Polvos comem peixe e marisco. [Para uma indústria] fornecer uma quantidade o suficiente para um grande número destes animais colocaria pressão na cadeia alimentar. É insustentável”.


Para alimentar os polvos, as empresas iriam precisar pescar quantidades exuberantes de peixe, o que futuramente colocará em risco o estoque de alimentos da vida marinha. Grupos internacionais já alertaram companhias privadas, instituições acadêmicas e até mesmo governos para bloquear os fundos para estas indústrias.

Há mais de 300 espécies de polvos que vivem nos oceanos, e já exploramos pelo menos 350 mil toneladas de frutos do mar para serem servidos em restaurantes todo o ano. Especialistas afirmam que estes animais são extremamente inteligentes e são conhecidos por usarem ferramentas, até mesmo cruzar labirintos simples e proteger a entrada para sua toca. Em um experimento, o cefalópode conseguiu construir um abrigo feito de cascas de coco.

Os planos para as indústrias ainda estão em fase de desenvolvimento, mas pesquisadores esperam poder parar com qualquer proposta de fundos para estas fazendas. Eles afirmam que estes animais são uma raridade, e não deveriam ser alvos para intensa produção em massa.

Cerca de 50% da população de cidade na Escócia corta o consumo de carne

Livekindy/Reprodução

Livekindy/Reprodução

Quase metade dos moradores da cidade de Inverness, nas Terras Altas (Highlands) da Escócia, está se esforçando para reduzir o consumo de carne vermelha, revela uma nova pesquisa. A pesquisa foi realizada pela consultoria Quality Meat Scotland.

De acordo com os resultados, um número crescente de moradores de Inverness está preocupado com o bem-estar animal; 32% disseram que o tratamento de animais era uma razão para reduzir a carne, e 13% citaram o impacto ambiental da pecuária como motivo para reduzir o consumo de carne vermelha.

A preocupação não é levar os mercados em direção a outras proteínas animais, como ovos ou peixes. Em vez disso, eles disseram que tentam buscar opções veganas de proteína; 65% dos entrevistados disseram que estão incorporando carne vegana em suas dietas ao substituir a carne vermelha.

Infelizmente os moradores de Inverness dizem que ainda não querem que a indústria da carne desapareça completamente. De acordo com a pesquisa, 91% dos entrevistados disseram que ainda comem carne vermelha e valorizam a indústria de carne da região, que é reconhecida por seu compromisso com a agricultura sustentável e práticas de bem-estar animal.

Movimento Vegano da Escócia

E, apesar dos laços de Inverness com a herança da pecuária, a mudança espelha o movimento global em direção a uma dieta mais flexível e aumento do consumo de alimentos veganos.

Na Escócia, especificamente em Edimburgo, tornou-se um centro de opções veganas. A capital foi recentemente nomeada uma das três principais cidades do mundo para comida vegana, ostentando mais de 160 restaurantes veganos.

Glasgow ficou em décimo no ranking geral. Os chefs também têm veganizado os alimentos mais populares da região, como esses bolinhos de batata escoceses. Existem até opções de haggis (prato regional) veganos.

No ano passado, Edimburgo adotou a campanha de refeições Meatless Monday (Segunda-feira sem Carne) para todas as escolas primárias, removendo completamente a carne dos cardápios do almoço de segunda-feira e acrescentando opções totalmente veganas para os alunos.

“Incentivar a alimentação saudável é extremamente importante, por isso é fantástico que nossos alunos primários estejam sendo apresentados aos benefícios de comer menos carne em uma idade jovem”, disse em uma entrevista o conselheiro para crianças, educação e famílias, conselheiro Ian Perry.

“Ao participar do Meat Free de segunda-feira, as escolas também estão aumentando a conscientização sobre o impacto ambiental da produção pecuária, bem como os padrões cruéis em que alguns animais são criados”.

Movimento 269life Nordeste resgata porquinha que seria morta para consumo

Por David Arioch

“Hoje a porquinha Irene está super feliz aos cuidados de seus adotantes Carlos e Natasha” (Foto: Divulgação/269life Nordeste)

Na semana passada, o movimento 269life Nordeste, do Recife (PE), em parceria com o Instituto Pró-Anima resgatou uma porquinha que seria morta no próximo mês. “Devido a divulgação do caso na internet, o movimento tomou conhecimento da situação por meio do Instagram do Instituto Pró-Anima”, informa Hapha, um dos membros do 269life Nordeste.

Além de entrar em um acordo para garantir que uma vida não chegasse ao fim de forma precoce simplesmente por um hábito de consumo, a intenção do movimento com o resgate também foi mostrar que a porquinha Irene, assim como os seres humanos, é um ser social, com seus próprios anseios.

Segundo o 269life Nordeste, o resgate contou com uma boa base de apoio. “Foi feito em parceria com Rose do Pró-Anima, com Wanda, que cuidou da porquinha enquanto ela não estava no lar definitivo, e também com o apoio do médico veterinário Lucas que nos deu todo o suporte técnico com o auxílio de sua esposa Déborah”, explica Hapha.

Agora, em vez de acabar abatida e reduzida a pedaços de carne, Irene ganhou o direito de viver até os seus últimos dias de vida em paz. “Hoje a porquinha Irene está super feliz aos cuidados de seus adotantes Carlos e Natasha, que a receberam de braços abertos com o maior amor e carinho”, destaca o movimento.

Acompanhe o trabalho do 269life Nordeste:

Facebook: 269liferecife.free

Instagram: @269lifenordeste

70% das escolas britânicas querem cardápio vegetariano, segundo pesquisa

Números mostram que a juventude tem se preocupado com as questões de direitos animais e ambientais, e como seu alimento pode impactar nelas.


Fazer o vegetarianismo e o veganismo serem mais acessíveis em instituições públicas tem sido um grande debate nos últimos meses, com diversas campanhas tentando trazer a dieta à base de vegetais e legumes nas escolas e universidades.

Uma pesquisa comissionada pela Linda McCartney Foods, marcada pela Semana Nacional Vegetariana (13 a 15 de maio), apoia a iniciativa para inspirar escolas a se livrar de comidas de origem animal. A dupla de chefs veganos do YouTube BOSH! foi convidada pela empresa para fazer uma demonstração especial na Trinity Primary School em Londres, uma vez que a escola preparou o cronograma vegetariano para as crianças.

O estudo entrevistou cerca de mil crianças que moram no Reino Unido, na faixa etária entre 8 a 16 anos, e descobriu que os estudantes não estão tendo uma escolha justa na hora da merenda.

Com 10% dos participantes afirmam que já levam um estilo de vida sem refeições com carne, e mais de 44% de estudantes que tentaram cortar alimentos de origem animal de sua dieta, as escolas enfrentam a pressão de incluir mais comidas de base vegetal em seus cardápios.

A criançada relatou um vasto número de razões para a escolha de cortar a carne de suas dietas: 44% quer ser mais gentil com os animais, 31% é pelo meio ambiente, 29% é por que é mais saudável e 19% afirma que é simplesmente pelo fato de preferir vegetais à carne.

Outros fatores que instigam o estilo de vida para as crianças incluem: seguir os passos de celebridades (7%), amigos (10%), seus pais (17%) e algumas que só querem experimentar (27%).

Mas os números que preocupam é o de estudantes que relataram que têm que pular a refeição escolar por não haver opções sem carne (23%). O pior é que os outros 77% de jovens admitem que comem forçadamente a merenda, exatamente por não haver outras opções no cardápio.

O estudo também aponta que 26% dos jovens afirmam que seriam mais encorajados a parar de comer carne se eles soubessem mais sobre os direitos animais. 23% dizem que a variedade no cardápio das escolas ajudariam, e outros 23% contestam que, ao serem ensinados sobre os impactos da indústria de carne e laticínios sobre o meio ambiente, os iriam encorajar mais ainda a mudar a dieta.

Os co-fundadores do canal BOSH!, Henry Firth e Ian Theasby, comentam os resultados: “A juventude realmente se importa com o meio ambiente e as mudanças climáticas, que é uma das maiores ameaças para o seu futuro. Nós estamos vendo mudanças contínuas nas atitudes com a comida ao redor do mundo, e é incrível ver que no Reino Unido uma a cada dez crianças já é livre de uma dieta com carne; e esse número continua crescendo!”

Aqui no Brasil, no entanto, o problema ainda é mais embaixo. Em 2016, a chef Janaina Rueda, dona do famoso “Bar da Dona Onça” projetou menus mais saudáveis para as escolas públicas do estado de São Paulo, uma vez que toda a refeição era feita com enlatados, carnes e vegetais de baixa qualidade e não orgânicos. O projeto era uma colaboração com o governo do estado, ainda na gestão de Márcio França.

No cronograma alimentar, constavam opções vegetarianas e pratos com carne, com direito a um dia da semana exclusivamente vegetariano, como forma de educação alimentar para as crianças, visando o impacto de seus alimentos no meio ambiente. Todos os suprimentos foram escolhidos pela própria chef, com direito a supervisão dos fornecedores e a procedência dos alimentos.

Mas com a vinda da gestão de João Doria no governo, também vieram os cortes de gastos fundamentais, e toda a refeição saudável da chef Janaina Rueda foi por água abaixo.

Crueldade na indústria da casimira obriga H&M a buscar matéria-prima de origem não animal

Por David Arioch

“As cabras sofrem em todas as fazendas na China e na Mongólia que foram visitadas por nossas testemunhas” (Imagem: Reprodução/PETA)

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) publicou hoje um vídeo que mostra a crueldade por trás da indústria de casimira, também conhecida como lã de caxemira.

Para a obtenção da matéria-prima, as cabras-da-caxemira que vivem nos planaltos da China e da Mongólia são submetidas a um tratamento bastante violento.

No vídeo publicado pela PETA, animais são arrastados e aparecem agonizando enquanto são obrigados a suportar o peso dos tosquiadores. Como as cabras resistem nesse tipo de situação, homens sentam sobre elas para imobilizá-las.

Como a extração de lã deve ser feita de forma rápida, os animais ficam feridos nesse processo. Além disso, o vídeo mostra que mais tarde as cabras-da-caxemira também são abatidas, sem insensibilização e por degola.

A China e a Mongólia são os maiores exportadores do mundo de casimira. “As cabras sofrem em todas as fazendas na China e na Mongólia que foram visitadas por nossas testemunhas”, garante a PETA, acrescentando que o único meio de acabar com essa violência é não usando a casimira tradicional.

A sueca H&M, considerada a segunda maior varejista de roupas do mundo, teve acesso às investigações sobre a origem da matéria-prima utilizada em suas roupas e anunciou que está banindo o uso de casimira baseado em pelos de animais.

Ativistas na Ucrânia exigem a proibição da exploração de animais em circo

Grupos de ativistas em defesa dos direitos animais se uniram pela causa após um leão reagir e atacar um treinador.


Ativistas da organização Animal Defenders International (ADI) protestaram na Ucrânia, e em outros países, pelo fim da exploração de animais nos circos após um leão estressado reagir e atacar o treinador durante uma performance em Luhansk.

O vídeo do ataque do leão viralizou em 23 de março, causando controvérsias nas redes sociais. A AAP Animal Advocacy constatou no Twitter: “Leão de circo lança um ataque em seu ‘domador’ em frente a uma audiência aterrorizada, a grande maioria são crianças. Nós continuaremos repetindo: animais selvagens colocam a segurança do público em severos riscos e a União Europeia deveria proibi-los completamente. #EUCircusBan.”

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Presidente da ADI, Jan Creamer, afirma: “Explorados em prol do entretenimento, animais em circos suportam uma vida cheia de sofrimento e abuso.

“É hora para os países, que ainda não proibiram essa prática, para tomar um passo e parar de colocar os animais e pessoas em risco.”

Evento vegano em prol dos animais será realizado no domingo em Campinas (SP)

A 8ª edição do “Cantar Faz Bem Pra Cachorro” será realizada no próximo domingo (19), das 13h às 18h, em Campinas (SP), no Vila Bambu.

No dia, o público irá desfrutar de música ao vivo, cerveja gelada, e feijoada vegana. Palha italiana e esfirras sem crueldade animal também serão comercializadas. O evento é pet friendly e, portanto, os animais são bem-vindos.

Será cobrado R$ 25 para comer feijoada à vontade e R$ 10 do couvert artístico. Os valores serão destinados à causa animal. O bar não aceitará cartão para pagamento, apenas dinheiro.

O Vila Bambu está localizado na ra Eleutério Rodrigues 308, bairro Vila Nova, próximo do bairro Taquaral.

Mercado de produtos vegetais eleva demanda por proteína de ervilha orgânica

Por David Arioch

“Está aumentando o número de consumidores que preferem proteínas de origem vegetal” (Foto: Shutterstock)

O mercado de produtos de origem vegetal está elevando a demanda por proteína de ervilha orgânica. A conclusão é baseada em um relatório publicado no final de semana pela empresa de pesquisa global de mercado Persistence Market Research que aponta que em consequência disso, a previsão é de que o mercado de proteína de ervilha orgânica registre uma taxa de crescimento anual composta de 7,2% até 2027.

A proteína de ervilha tem sido amplamente utilizada no desenvolvimento de bebidas funcionais, substitutos de carne, confeitaria, suplementos, cereais e salgadinhos, além de outros produtos.

Segundo a pesquisa, pessoas que priorizam alimentos vegetarianos são mais conscientes sobre sua dieta. “Preferem ter uma substancial ingestão de proteína em sua alimentação diária. A fonte e o tipo de proteína têm um grande impacto na preferência do consumidor”, garante a PMR.

E acrescenta: “Está aumentando o número de consumidores que preferem proteínas de origem vegetal, o que inclui proteína de soja, de arroz, de ervilha, de trigo, de batata, entre outras.”

Outro fator que também tem impulsionado a demanda por proteína de ervilha orgânica são os seus benefícios em relação às proteínas de origem animal – como o fato de ser um produto mais natural, além de opção para quem sofre de alergias a algum tipo de proteína de origem animal.

A pesquisa também destaca que é uma proteína que tem se popularizado cada vez mais entre veganos e que leva vantagem em facilidade de digestão. “A demanda por proteína de ervilha orgânica é alta à medida que mais consumidores estão se tornando veganos”, pontua.

Com uma maior diversidade de fórmulas aperfeiçoadas sendo lançadas, e maior incremento em diferentes indústrias, o mercado global de proteína de ervilha deve valer 176 milhões de dólares até 2025, segundo projeção da Allied Market Research. Um valor cinco vezes maior do que o registrado em 2018, quando o mercado foi estimado em pouco mais de 32 milhões de dólares.

Ex-funcionária de matadouro conta porque virou vegana e ativista pelos direitos animais

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

A ex-funcionária de um matadouro Susana Soto costumava matar galinhas para ganhar a vida, mas agora ela mudou totalmente e luta pelos direitos animais.

Originalmente na Cidade do México, Soto era funcionária de matadouro que matou “milhares de frangos”. Agora, uma ativista em defesa dos direitos animais, ela usa “todas as oportunidades para falar em apoio aos que são abusados”.

Susana conta que podia ver o medo nos olhos das aves, o clima no ambiente era pesado e triste. Todos os funcionários se sentiam mal trabalhando ali.

Em um vídeo no Facebook, Soto conta sua história. Ela explica que não foi apenas o abuso de animais – que incluia pendurar as aves de cabeça para baixo para que eles não pudessem lutar quando chegasse a hora de cortar seus pescoços – o que tornou o trabalho insuportável.

Violência contra os animais gera violência contra humanos, o que Soto explica que foi o caso com o proprietário do matadouro, que abusava diariamente da esposa dele com agressões verbais e físicas. Percebendo o impacto que o trabalho teve em sua filha, os pais de Soto recomendaram que ela se mudasse para a Califórnia.

Soto agora vive com seus filhos, a quem ela ensina o poder da compaixão e faz campanha por “um mundo melhor [para eles]”.

Mudança radical na indústria agropecuária

Soto não está sozinha em virar as costas à agricultura animal. Muitos pecuaristas, criadores e trabalhadores da indústria de animais estão optando por sair do ramo; há até um site inteiro dedicado a contar histórias da vida real daqueles que escolheram um estilo de vida mais ético.

A organização de defesa dos animais Free From Harm publica uma seção separada em seu site chamada “Sowing Change”. Ela apresenta perfis sobre os agricultores que costumavam dirigir ou trabalhar em fazendas de carne e laticínios, mas agora optam por cultivar somente as lavouras. O site observam que “[os perfis] são provas cheias de esperança de que mesmo aqueles que mais perdem ao renunciar à exploração animal são capazes de uma enorme mudança de opinião”.

Abraçando um futuro vegano

Independentemente de terem rejeitado totalmente a indústria de carne e laticínios ou não, muitos agricultores reconhecem que a demanda do consumidor por mais alimentos à base de vegetais está crescendo.

Recentemente, uma votação na Oxford Farming Conference revelou que 40% dos agricultores acreditam que a comida vegana é o futuro.

O produtor de leite irlandês Darragh McCullough é particularmente vocal sobre a inovação na indústria agrícola. Em um editorial para o Irish Independent, ele escreveu: “Eu não tenho tempo para a comunidade agrícola se interessar pelo veganismo”.

Ele acrescentou: “qualquer um que ignora os enormes problemas enfrentados pela pecuária não deveria estar no gado. As forças combinadas da mudança climática, do bem-estar animal e das preocupações com a saúde sobre os altos níveis de consumo de carne são impossíveis de evitar ”.