Segundo a FAO, 70% das crianças que trabalham atuam na pecuária, pesca, aquicultura e silvicultura

Por David Arioch

Para conscientizar sobre o assunto, a ONU lançou um vídeo na semana passada (Imagem: FAO/ONU)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou na semana passada que 70% das crianças que trabalham atuam na pecuária, pesca, aquicultura e silvicultura.

“Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012”, informa a FAO.

Para conscientizar sobre o assunto, a ONU lançou um vídeo na semana passada com crianças enviando mensagens sobre a realidade do trabalho infantil nessas áreas.

“Claramente, esse não é um problema fácil de superar, mas é também uma questão que precisamos abordar para proteger o bem-estar de milhões de crianças”, enfatiza.

A organização defende que as crianças devem ser livres para realizar plenamente seus direitos à educação, lazer e desenvolvimento saudável.

“Isso, por sua vez, fornece a base essencial para um desenvolvimento social e econômico mais amplo, para a erradicação da pobreza e para o alcance dos direitos humanos”, aponta.

O trabalho infantil é definido pela ONU como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.

Bolsonaro cancela segundo evento da ONU sobre mudanças climáticas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cancelou a “Climate Week” (Semana do Clima, em tradução livre), encontro regional da Organização das Nações Unidas (ONU), que seria realizado em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto.

(Arquivo/Agência Brasil)

Esta é a segunda vez que, em menos de seis meses, o presidente se posiciona contra a realização de eventos da ONU sobre mudanças climáticas. As informações são da revista Fórum.

A Climate Week é composta por eventos que estimulam a implementação do Acordo de Paris para que os governos sejam mais atuantes no combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Logo após as eleições, em dezembro do ano passado, Bolsonaro desistiu de sediar de sediar a 25ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-25) em 2019 e disse que o Brasil estaria fora da COP-25. No entanto, o presidente acabou voltando atrás e confirmando a presença do país no evento após ser pressionado pela repercussão negativa de decisão inicial dele.

Bode é resgatado pela Polícia de Nova York e enviado a santuário

Por David Arioch

Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo (Imagens: NYPD)

Recentemente a Polícia de Nova York resgatou um bode pigmeu que vagueava pelas ruas do Queens. Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo. Depois de ser alimentado no Centro de cuidados Animais, Josh foi enviado para viver no santuário de animais Skylands, em Nova Jersey.

O local é administrado pelo caminhoneiro Mike Stura, que há cinco anos decidiu transformar uma fazenda em um abrigo para animais resgatados dos matadouros, fazendas, feiras, sacrifícios religiosos e dos mais diversos tipos de situações de abusos ou abandono.

Histórias de fugas de animais têm se tornado cada vez mais comuns em Nova York, e inclusive de animais escapando dos matadouros. Em 2018, o Centro de Cuidados Animais da cidade registrou 11 casos de fuga.

Já este ano, só em um período de dez dias, foram encontrados quatro animais que escaparam de acabarem nos açougues. Segundo o Centro de Cuidados Animais, é difícil explicar o que está acontecendo, mas parece que os animais estão se antecipando ao triste destino planejado para eles.

O exemplo de vontade de viver desses animais tem destacado a urgência por mais respeito e empatia por criaturas de outras espécies. Brianna, uma vaca que saltou de um caminhão em movimento e foi resgatada grávida no final do ano passado a caminho do matadouro, inspirou este ano a criação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Nova Jersey que prevê a proibição do abate de vacas grávidas.

Níveis de CO2 alcançam o registro mais alto desde a evolução dos seres humanos

A queima de combustíveis fósseis continua sendo o maior produtor de CO2 | Foto: Getty Images

A queima de combustíveis fósseis continua sendo o maior produtor de CO2 | Foto: Getty Images

Os níveis dos gases de efeito estufa, o prejudicial dióxido de carbono atingiram um novo marco alarmante na mais antiga estação de medição do mundo, no Havaí (EUA).

O Observatório Mauna Loa, que mede as partes por milhão (ppm) de CO2 na atmosfera desde 1958, fez uma leitura de 415,26 ppm no ar em 11 de maio – considerada a maior concentração desde que os humanos evoluíram.

O Scripps Institution of Oceanography mede os níveis de CO2 diariamente em Mauna Loa. O observatório, no maior vulcão do Havaí, foi construído para testar a qualidade do ar nas ilhas remotas do Pacífico, porque está longe dos continentes e da poluição, e a área não tem vegetação, o que pode interferir nos resultados.

As leituras formam a curva de Keeling, que mostra o rápido aumento dos níveis de CO2 na atmosfera como resultado da atividade humana.

As leituras de 1958 mostraram que a concentração de CO2 era de 313 ppm em março de 1958, e que subiu para 400 ppm em maio de 2013.

O meteorologista Eric Holthouse retweetou as leituras de Mauna Loa e disse: “Esta é a primeira vez na história da humanidade que a atmosfera do nosso planeta teve mais de 415 ppm de CO2.

“Não apenas na história registrada, não apenas desde a invenção da agricultura, há 10 mil anos. Desde antes que os humanos modernos existissem, há milhões de anos atrás.

“Não conhecemos um planeta como este”.

Ralph Keeling, diretor do programa Scripps CO2, disse: “A taxa média de crescimento continua alta.

“O aumento do ano passado provavelmente será em torno de três partes por milhão, enquanto a média recente foi de 2,5 ppm”

Ele acrescentou: “É provável que estejamos vendo o efeito das condições suaves do El Niño além do uso contínuo de combustível fóssil”.

Estima-se que a última vez que as concentrações de CO2 foram tão altas foi durante a época média do Plioceno, 2,5 a 5 milhões de anos atrás.

Durante este período, as temperaturas globais foram 2-3ºC mais elevadas do que são hoje, os níveis do mar no mundo estavam pelo menos 25m mais altos e o gelo do mar no Árctico recuou e deu lugar às florestas, onde as temperaturas do verão atingiram os 15ºC.

O acordo climático de Paris, assinado pela maioria dos países em 2015, foi projetado para tentar limitar a elevação da temperatura global média a 1,5ºC acima do que era na era pré-industrial.

No entanto, o relatório do ano passado feito pelo corpo científico das Nações Unidas, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, alertou que a quantidade de CO2 e outros gases de efeito estufa que ainda estão sendo lançandos na atmosfera significa que estamos atualmente no caminho certo para exceder 1,5ºC de aquecimento entre 2030 e 2052 se as temperaturas continuarem a aumentar na taxa atual e até 3C até o final do século.

Assim que atingimos o aquecimento 2C, o relatório disse que o mundo se tornará um lugar profundamente diferente.

Não haverá quase nenhum recife de coral remanescente, o Ártico estará completamente livre de gelo durante o verão pelo menos uma vez por década, e um grande número de animais e plantas será extinto à medida que seu habitat se torna cada vez menor.

Ondas de calor devastadoras e incêndios florestais se tornarão mais freqüentes e poderão impossibilitar a permanência de algumas partes habitadas do mundo.
O impacto para os humanos será enorme, disse o relatório, particularmente em áreas já vulneráveis ao aumento do nível do mar, como as regiões costeiras baixas de Bangladesh e Vietnã, e territórios insulares como Kiribati e as Maldivas.

Volume de aguas em ascensão expulsarão milhões de suas casas, e o rendimento das colheitas cairá dramaticamente na África subsaariana, no sudeste asiático e nas Américas Central e do Sul.

O relatório concluiu que “limitar o aquecimento global a 1,5ºC exigiria mudanças rápidas, de longo alcance e sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”.

Vereador pede apoio para PL que prevê proibição do comércio de animais domésticos em SP

Por David Arioch

“As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração” (Foto: Reprodução)

Protocolado na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 115/2019, de autoria do vereador Celso Giannazi (PSOL), quer acabar com a comercialização de animais em estabelecimentos da capital paulista.

“Esse projeto é um passo em direção a uma sociedade que respeite os direitos dos animais, especialmente desses que tanto nos acompanham. As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração, não são mercadorias, e adotar é um ato de amor”, enfatiza Giannazi.

Por meio do projeto, o vereador estabelece normas gerais sobre a proibição da comercialização de animais de estimação em São Paulo. “Expostos como mercadorias em vitrines, eles são alienados do convívio familiar e social, além de sofrerem abusos e maus-tratos. São inúmeras as denúncias, como o confinamento em jaulas ou locais pequenos e abafados”, aponta.

Atualmente Giannazi está pedindo apoio ao projeto de lei 115/2019. Para apoiá-lo, clique aqui ou acesse naoavendadeanimais.celsogiannazi.com.br.

Toureiro limpa as lágrimas de touro ferido antes de matá-lo

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Espetáculos de tortura e crueldade, as touradas espanholas são palco de sofrimento e assassinatos frios, onde os pobres touros indefesos são feridos e humilhados para que uma plateia ávida por sangue possa saciar seu gosto doente por diversão sádica.

Um matador espanhol limpou o sangue do rosto de um touro antes de matar o animal já gravemente ferido em um gesto descrito como “malicioso e perverso” por grupos de defesa dos direitos animais.

Alerta: imagens fortes.

Morante de la Puebla participava de um festival de touradas na praça Real Maestranza, na cidade de Sevilha, na região de Andaluzia, no sul da Espanha, quando ocorreu o incidente.

O homem, que tem 39 anos, é visto tirando um lenço do bolso com a mão encharcada de sangue para limpar o touro moribundo.

O animal é visto com quatro banderillas (espetos com fitas) espetadas saindo de suas costas antes da morte final acontecer.

Imagens do momento pungente foram compartilhadas no Twitter e visualizadas cerca de 2,3 milhões de vezes.

Os fãs de touradas – surpreendentemente eles existem – consideraram o gesto como um sinal de respeito pelo animal – mas pessoas que comentaram nas mídias sociais e grupos de defesa dos direitos animais criticaram severamente o incidente.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Silvia Barquero Nogales, líder do partido Partido Animalista que atua contra os maus-tratos de animais (PACMA) da Espanha, disse: ‘Somente uma mente maliciosa e perversa poderia torturar um animal até que o sangue escorra e então enxugar o rosto da vítima com um lenço.

“O matador está apenas disfarçando sua falta de empatia e crueldade com o animal. Abaixo as touradas agora!”

Enquanto isso, outros comentaram on-line chamando o matador de “sádico”, “psicopata” e “hipócrita”, quando ele matou o touro momentos depois.

No entanto, os defensores de touradas disseram que de la Puebla (o toureiro) estava mostrando respeito ao animal como outros matadores famosos fizeram no passado, como Jose Gomez Ortega.

Os animais têm a capacidade de produzir lágrimas para lubrificar os olhos, embora se acredite amplamente que apenas humanos produzem lágrimas emocionais.

Crueldade nas touradas

Em um argumento de defesa que mal se sustenta, os tradicionalistas dizem que as touradas são parte integrante da cultura e do patrimônio da Espanha – enquanto a opinião contrária, da maioria da população é que o espetáculo é cruel, degradante para os animais e deveria ser proibido.

É parte do procedimento brutal das touradas que o matador primeiro provoque o touro com sua capa e depois com espadas afiadas, que são fincadas e permanecem presas no animal para irritá-lo e causar-lhe dor.

Finalmente, o matador assassina o animal com uma espadada no pescoço para honrar sua bravura.

Algumas partes da Espanha baniram este ato final rotesco, mas não em Sevilha.

Os seguidores da rede social disseram que se sentiram “doentes” ao assistir ao incidente Morante de la Puebla, enquanto outros foram levados às lágrimas.

Comissão de Meio Ambiente aprova PL que cria disque-denúncia de maus-tratos e abandono de animais domésticos

Por David Arioch

“Muitas das violências cometidas não chegam ao conhecimento das autoridades por falta de canais rápidos e acessíveis” (Foto: Reprodução)

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o projeto de lei 48/2019, que prevê a criação do Disque-Denúncia de Maus-Tratos e Abandono de Animais. De autoria do deputado Fred Costa (Patri-MG), o projeto que beneficia animais domésticos permite que o denunciante possa ter a sua identidade preservada.

A proposta recebeu parecer pela aprovação do relator da comissão, o deputado Célio Studart (PV-CE). Com a aprovação do PL, o governo federal terá condições de firmar convênios com os estados para a implementação de políticas conjuntas para apurar denúncias e encaminhar para órgãos fiscalizadores.

Studart argumentou que, embora a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) já considere criminosas as práticas de maus-tratos aos animais, muitas das violências cometidas não chegam ao conhecimento das autoridades por falta de canais rápidos e acessíveis.

“O Disque Denúncia Animal é uma ferramenta louvável que poderá salvar vidas dos animais, resgatando-os e proporcionando a eles tratamento adequado”, justificou. A proposta segue para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Brasil divulga menos de 30% das informações mais relevantes sobre a realidade da Amazônia

Por David Arioch

Entidade analisou 50 sites que fornecem ou deveriam fornecer informações sobre a Amazônia (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)

De acordo com informações do Instituto Centro de Vida, que avalia índices de transparência de dados ambientais sobre a Amazônia Legal, tanto por parte dos nove estados que compõem a área quanto do governo federal, os governos e órgãos públicos divulgam menos de 30% das informações mais relevantes sobre a realidade da Amazônia.

A organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) denuncia que somente 53% das solicitações de informações sobre a Amazônia Legal são respondidas dentro do prazo ou de maneira satisfatória – o que também é apontado como um grande indicativo da falta de transparência.

Segundo o Instituto Centro de Vida, para se chegar ao percentual de menos de 30% de transparência em relação à Amazônia, a entidade analisou 50 sites que fornecem ou deveriam fornecer informações sobre a Amazônia, além de 101 solicitações de informações por meio de sistema eletrônico.

O que também pesou no resultado não foi apenas a disponibilidade das informações, mas também a qualidade, já que a OSCIP também avalia o grau de detalhamento dos dados disponibilizados, o formato e o período de atualização.

Saiba mais

A área da Amazônia Legal é formada pelos estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Moradores denunciam morte de pelo menos 8 gatos em Campo Grande (MS)

Moradores denunciaram a morte de pelo menos oito gatos no bairro Guanandi, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Quatro gatos e quatro cachorros morreram. A suspeita é de envenenamento.

Foto: Reprodução / Campo Grande News

Segundo a educadora Ana Carolina Lima Pereira, de 29 anos, os assassinatos começaram recentemente. “Um cachorro da vizinha amanheceu morto”, disse. No dia seguinte à morte do cão, ela encontrou o próprio gato morto no quintal da casa dela. O animal apresentava uma baba na boca, que é característica de envenenamento.

“Não sabemos o que é e nem quem pode estar fazendo isso. Estou com medo porque tenho outros quatro gatos e ainda um cachorro”, lamentou.

Ana Carolina contou que todos os casos aconteceram durante a madrugada. A moradora se comprometeu em procurar a polícia e denunciar o caso para que as mortes sejam investigadas.

Gato paraplégico recupera movimentos após receber patas biônicas

Um gato que ficou paraplégico devido a um atropelamento conseguiu recuperar os movimentos das patas traseiras após receber membros biônicos.

Foto: Reprodução / Hypeness

Normalmente, gatos que ficam paraplégicos se deslocam usando carrinhos feitos especialmente para eles. Pooh, no entanto, foi acompanhado por um médico veterinário que deu um passo além e conseguiu oferecer ao gato patas biônicas. As informações são do portal Hypeness.

Pooh foi encontrado se arrastando pelas ruas da cidade de Pleven, na Bulgária. Ele foi submetido a um procedimento cirúrgico, considerado raro e inovador, para implantação das novas patas. A cirurgia foi feita de forma voluntária pelo cirurgião Vladislav Zlatinov.

O veterinário imitou um procedimento feito pela primeira vez em 2009, perfurando os dois ossos do tornozelo do gato para implantar presilhas de titânio e fixar próteses que imitam patas naturais.

A cirurgia foi um sucesso. O gato se recuperou e agora pode caminhar, correr e pular, como fazia antes do atropelamento. A esperança do veterinário é que o procedimento passe a ser acessível a todos os animais paraplégicos.