Cadela maltratada inspirou lei sobre comércio de animais domésticos

A cadela Lucy, da raça cavalier king charles spaniel, foi explorada para reprodução e venda de filhotes e viveu boa parte da vida presa em uma jaula. A triste história dela inspirou a criação de uma lei que regulamenta a venda de animais domésticos  em pet shops na Inglaterra.

A nova legislação, que entra em vigor em abril de 2020, determina que a compra e adoção de filhotes de cachorros e gatos com menos de seis meses de idade deve ser feita diretamente com criadores e abrigos de animais. O governo britânico argumenta que a medida impede que filhotes sejam separados precocemente das mães e que animais seam mantidos em condições degradantes, sendo forçados a procriar no limite de suas forças, para aumentar o lucro.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

Lucy sofria de epilepsia, problemas de quadril, na coluna e na pele quando foi adotada por uma ativista. Todos os problemas de saúde dela eram resultados de anos de exploração e maus-tratos em um canil no País de Gales.

“Estava claro que pelo estado físico dela que foi submetida a condições terríveis. Mas, com muita paciência, Lucy acabou desfrutando felicidade na vida, apesar de curta”, disse Lisa Garner, a ativista que adotou a cadela, em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Lucy foi resgatada com o corpo todo machucado, aos cinco anos de idade, segundo o médico veterinário Marc Abraham. As informações são do portal UOL.

“Lançamos a (campanha) ‘Lei Lucy’ um ano depois de sua morte como tributo a ela e a todos os cães reprodutores que estão escondidos do público”, explicou o veterinário à rádio 5 Live, da BBC. O objetivo da campanha era regular a venda de animais e coibir criadores que maltratam animais. Celebridades britânicas apoiaram a iniciativa, dentre elas o comediante Ricky Gervais.

Com quatro ou cinco semanas da vida, os filhotes são retirados das cadelas. A separação precoce pode aumentar o risco de contaminação por doenças nos filhotes e dificultar a socialização deles, segundo o governo.

A frequência com que casos como semelhantes ao de Lucy ocorrem é grande. Em Sussex, uma família comprou, pela internet, um filhote oferecido em um site como um mestiço de nove semanas. Ele foi comprado em 2015 e logo foi morar com os novos tutores, que pagaram 470 libras – o equivalente a R$ 2,4 mil – pelo mestiço de cavalier king charles spaniel com poodle.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

“Estávamos muito animados para tê-lo em casa, mas, 17 horas depois de ele chegar, tudo deu errado”, disse Rebecca Reed.

Max bebia água sem parar, mas se negava a comer. Ele estava muito doente. “Ele era como um cobertor molhado no chão. Ele não conseguia nem levantar a cabeça, ele estava tão fraco. Foi doloroso”, contou Rebecca.

O cão foi diagnosticado com megaesôfago, uma doença que faz com que os cachorros não consigam colocar comida no estômago. Foi então que Rebecca tentou falar com o vendedor para saber se os irmãos de Max sofriam do mesmo problema. As ligações dela, no entanto, não foram atendidas.

A tutora teve que mudar o horário de trabalho para se dedicar ao cão, que começou a se alimentar com uma dieta líquida e a usar uma cadeira especial que o ajudava a ingerir o alimento.

O casal acredita que gastou mais de 5 mil libras  – o correspondente a R$ 25 mil – para cuidar do cachorro. O vendedor que o comercializou mentiu sobre a raça, a idade, o histórico de vacinação e a saúde de Max.

Lei Lucy

A nova legislação determina que pet shops e comerciantes só poderão vender animais criados por eles, seguindo regras de licenciamento. Os estabelecimentos comerciais ficarão proibidos de comprar animais de terceiros para revendê-los.

Para o ministro para Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Michael Gove, as novas regras dariam aos animais “o melhor começo possível na vida”. A lei exige que os animais tenham nascido e crescido em um ambiente saudável e recebeu elogios da Sociedade Real para Prevenção de Crueldade contra Animais. A ONG, no entanto, ressaltou que a fiscalização é necessária.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

No Brasil, a legislação exige que os canis sejam licenciados e tenham um veterinário responsável. Mas a fiscalização é precária. Atualmente, a pena para maus-tratos a animais tem punição de até um ano de detenção e multa. A ampliação da pena para até quatro anos foi proposta em dois projetos aprovados, no fim de 2018, no Senado e na Câmara.

O projeto aprovado no Senado define punição financeira aos estabelecimentos que, por omissão ou negligência, comercializarem animais maltratados. A proposta da Câmara traz agravantes de pena, com ampliação do prazo de prisão de um sexto a um terço para a prática de zoofilia ou em caso de morte do animal. O texto aprovado na Câmara tem que ser aprovado ainda pelo Senado e vice-versa.

Em Santos (SP), um projeto que proíbe o comércio de cachorros, gatos e pássaros na cidade é discutido pela Câmara de Vereadores.

Nota da Redação: a legislação que entrará em vigor na Inglaterra é importante e pode ajudar a reduzir os casos de maus-tratos a animais, mas para que eles parem de ser maltratados por criadores, a única solução é proibir definitivamente o comércio. Isso porque enquanto cães e gatos forem tratados como objetos passíveis de venda, haverá maus-tratos e negligência.

ONG constrói primeiro hospital veterinário para elefantes na Índia

O hospital atende animais selvagens desde novembro de 2018, e já salvou vidas de ursos e leopardos.


O primeiro hospital veterinário de elefantes na Índia abriu no final do ano passado, e desde então, tem tratado de animais doentes e lesionados.

Esse centro médico especializado foi construído pelo grupo pelo bem-estar animal, Wildlife SOS, uma organização sem fins lucrativos que resgata animais selvagens pela Índia, fundada em 1995.

Ao longo dos anos, o grupo já resgatou muitos ursos, leopardos, tartarugas e, é claro, elefantes; desde sempre tentando ajudar com o máximo que puderem para com todos os animais.

Desde 2008, a instituição já salvou um total de 26 elefantes de condições terríveis de vida, em situações que aperta o coração de qualquer um. Geralmente, esses animais são salvos de cruéis atrações turísticas como os circos, templos, parques de montaria em elefantes e de “donos privados”.

A Wildlife SOS atualmente dirige dois santuários de elefantes na Índia: o Elephant Conservation and Care Centre, em Mathura, e o Elephant Rescue Center, em Yamunanagar.

O hospital veterinário nasceu com a urgência da instituição em ter estabelecimentos com instalações e ferramentas que pudessem ajudar os elefantes resgatados – já que muitos destes mamíferos chegam exaustos e debilitados depois de anos de exploração e alimentação inapropriada.

Aqui no Brasil, temos ONGs como a Mata Ciliar, localizada em Jundiaí, que resgata animais silvestres, cuida de sua saúde, reabilita seus instintos, e retorna o animal ao seu habitat natural – hoje, com baixo número de doações para fechar as contas da alimentação dos animais.

 

Ministra Tereza Cristina vai discutir acordo de exportação de animais vivos para o Vietnã na sexta

Por David Arioch

Um assunto sempre polêmico, a exportação de gado vivo no Brasil tem sido associada por ativistas dos direitos animais à negligência em bem-estar animal (Foto: Reprodução)

Na sexta-feira, 17, a ministra da agricultura, Tereza Cristina, vai estar em Hanói, capital e segunda maior cidade do Vietnã, para discutir com autoridades do país um acordo para a exportação de “gado em pé”, soja, milho e frutas. A viagem de Tereza Cristina pela Ásia começou hoje e inclui outros países como Japão, China e Indonésia, segundo o Ministério da Agricultura.

Em 2018, o Brasil exportou 810 mil bovinos vivos, segundo a Scot Consultoria, e a expectativa é de que com novas parcerias o país ultrapasse o volume de exportação de gado vivo dos anos anteriores.

Um assunto sempre polêmico, a exportação de gado vivo no Brasil tem sido associada por ativistas dos direitos animais à negligência em bem-estar animal, como no emblemático caso do Navio Nada em 2018, quando foram identificados por fiscais casos de maus-tratos e constatação de ambiente insalubre.

Além disso, outros apontamentos contra a exportação de gado vivo incluíam experiências nacionais envolvendo óbitos de animais e poluição das águas em decorrência do descarte de resíduos de origem animal.

No ano passado, o que também chamou a atenção para a exportação de gado vivo partindo do Porto de Santos foram as intervenções e os esforços do então ministro da agricultura Blairo Maggi, da Advocacia-Geral da União (AGU) e de representantes da Câmara dos Deputados, como o ex-deputado federal Beto Mansur, que fizeram o possível para que as exportações de gado vivo não fossem coibidas.

Onças mantidas em santuário são transferidas para novo abrigo

As onças-pardas Eny Shendra, Amala, Kamala, Ynawá e Shinawa, que vivem no santuário Rancho dos Gnomos, foram transferidas da unidade de Cotia, na Grande São Paulo, para Joanópolis, no interior do estado. A mudança se deve ao crescimento da cidade no entorno do espaço do santuário em Cotia, o que prejudica os animais.

“O rancho ficou ilhado por comunidade, não tinha mais tranquilidade para os animais. Ficamos inseridos no perímetro urbano e por causa disso buscamos um lugar mais tranquilo para os animais”, explicou a idealizadora do projeto, Silvia Pompeu.

Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

Com apoio de voluntários e da Polícia Ambiental, o primeiro processo de manejo dos animais, com a transferência das onças, foi iniciado. Foram cerca de três dias de trabalho. As informações são do portal G1.

No local, já vivem a ursa Rowena, que ficou conhecida como “a ursa mais triste do mundo” na época em que vivia em um zoológico, a onça-pintada Tupã, um burro, um boi, cachorros e gatos. Pompeu explicou que as onças-pardas foram colocadas em um amplo espaço na natureza, com 1,1 mil metros de área ambientada com tocas e piscinas.

A nova unidade foi adquirida por meio de uma campanha de financiamento coletivo feita pela internet.

“Os animais conhecem a rotina do rancho, o que mudou foi sair de um lugar conturbado para um de tranquilidade e paz para elas. Lá elas ficavam muito agitadas, em alerta por causa dessa intervenção humana. O espaço aqui é de silêncio absoluto, então elas já estão adaptadas. Brincam, rolam na grama e aproveitam o local”, afirmou.

Vítimas do desmatamento, as onças foram resgatadas quando eram filhotes e, atualmente, têm entre seis e sete anos de idade.

Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

O lugar que abriga as onças foi construído com a ajuda do Instituto Luísa Mell. O novo santuário, porém, precisa de adaptações para receber os demais animais que permaneceram em Cotia. São pelo menos 120 animais, como macacos, veados, araras e até uma lontra.

“A emergência é para todos, mas a maior preocupação são para os grandes felinos, os leões. Em termos de segurança, a prioridade seria o transporte dos quatro leões, mas não temos previsão porque além de tudo não paramos de receber acionamento para resgate de novos animais”, explicou Pompeu.

Para conseguir fazer manutenções no abrigo para os animais, a ambientalista busca parcerias. “Nosso trabalho demanda ajuda. Nós acreditamos muito na ajuda e seria muito bom se todo mundo pudesse ajudar um pouquinho. A gente vive para esse trabalho”, disse.

STJ vai julgar caso de mulher que luta pelo direito de criar gata em apartamento

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar, nesta terça-feira (14), o caso de uma mulher que está lutando pelo direito de manter Nina, uma gata, no apartamento em que ela mora. As regras do condomínio não permitem a presença de animais.

Foto: Pixabay

O caso já foi julgado em instâncias inferiores e a tutora recebeu parecer desfavorável ao seu pedido. Por isso, ela decidiu recorrer ao STJ. As informações são da coluna da Mônica Bermago, na Folha de S. Paulo.

A defesa argumenta que “a norma condominial que proíbe qualquer tipo de animal dentro do apartamento consiste em excesso normativo que fere o direito de propriedade”.

Ainda segundo os advogados, a permanência da gata no apartamento é possível “se não houver interferência ou perturbação na saúde e no sossego dos demais moradores”.

Polícia identifica criminosos que jogaram cão de penhasco e filmaram o ato cruel

O cão indefeso é jogado no mar de cima do penhasco | Daily Mail Reprodução

O cão indefeso é jogado no mar de cima do penhasco | Daily Mail Reprodução

A polícia confirmou ter identificado os envolvidos no vídeo chocante que mostra um homem cruelmente jogando um cachorro de um penhasco no mar, em Falmouth, Cornwall (Inglaterra.

O outro homem que supostamente esta filmando a cena cruel é ouvido rindo ao fundo.

A polícia de Falmouth confirmou que identificou os suspeitos e os oficiais continuam trabalhando em conjunto com a RSPCA, a maior ONG de defesa do bem-estar animal no Reino Unido.

Os policiais pediram ao público para evitar espalhar rumores online enquanto a investigação está em andamento.

O cão sobreviveu ao ataque e está em segurança e se recuperou bem da agressão.

Na quinta-feira, um porta-voz da polícia disse: “A polícia está investigando uma denuncia de crime contra o bem-estar de um animal ocorrido em Falmouth na tarde de quarta-feira, 1º de maio”.

O porta-voz especificou: “o fato esta relacionado com um cachorro que foi jogado no mar. O cão foi examinado e não está ferido”.

“A investigação está em andamento e os inquéritos continuam”.

“Pedimos que as pessoas, incluindo os usuários de mídias sociais, não especulem em torno das circunstâncias desse incidente ou do indivíduo envolvido”.

“Estamos cientes das ameaças que foram feitas online e pedimos aos membros do público que deixem esta investigação com a polícia, e não tentem fazer justiça com as próprias mãos”.

A RSPCA define crueldade como “atos de violência explícitos e intencionais” ou “negligência” de um animal.

Uma porta-voz da ONG disse após o incidente: “Fomos informados de algumas cenas perturbadoras mostrando um cachorro sendo jogado de um penhasco em Falmouth em 1º de maio.

“Estamos muito preocupados com este incidente e gostaria de tranquilizar as pessoas posicionando-as que estamos investigando o caso”.

“Gostaríamos de agradecer a todos que nos relataram isso até agora e pedimos a qualquer testemunha ocular ou qualquer pessoa com mais informações entre em contato com a RSPCA e ajude na nossa investigação em curso”, dizia o comunicado da ONG.

Pena por crime de crueldade contra animais na Inglaterra

A legislação do país mais especificamente na seção 9 da lei de bem-estar animal estebelece o dever das pessoas de cuidar dos animais, para garantir que elas tomem as medidas razoáveis em todas as circunstâncias para atender às necessidades de bem-estar dos animais os seus cuidados na medida exigida pela boa prática.

Isso significa que elas devem tomar medidas efetivas para garantir que estejam cuidando adequadamente de seus animais e, em particular, devem atender às cinco necessidades de bem-estar.

• Saúde – Proteção contra dor, ferimentos, sofrimento e doenças, e tratamento médico se ficarem doentes ou feridos.

• Comportamento – a capacidade de se comportar naturalmente para suas espécies, por exemplo: brincar, correr, cavar, pular, voar etc.

• Companheirismo – a ser alojado com, ou à parte de outros animais, conforme apropriado para a espécie, ou seja, companhia de sua própria espécie para espécies sociáveis como coelhos ou porquinhos-da-índia, ou para serem abrigados sozinhos para espécies solitárias como hamsters.

• Dieta – uma dieta adequada. Isso pode incluir alimentação adequada para o estágio de vida do animal de estimação e alimentação adequada para prevenir a obesidade ou a desnutrição, bem como o acesso a água limpa e fresca.

• Ambiente – um ambiente adequado. Isso deve incluir o tipo certo de casa com um lugar confortável para descansar e se esconder, bem como espaço para exercitar e explorar.

Em 2018, a RSPCA investigou mais de 130 mil casos de alegações de crueldade contra animais e garantiu 1.678 condenações por crimes de bem-estar animal.

Todos na Inglaterra e no País de Gales têm o direito de abrir um processo privado contra alguém que eles acreditam ter cometido uma ofensa ou crime contra o bem-estar animal.

Pessoas que abusam de animais podem pegar até cinco anos de prisão.

Colunista do The Guardian destaca os efeitos destrutivos da pesca nos oceanos

O excesso de pesca é uma das principais causas da devastação marítima.

Foto: Andalou Agency

Em sua coluna da última semana no The Guardian, o jornalista e ambientalista britânico George Monbiont ressalta detalhes importantes acerca do responsável pela destruição dos oceanos, segundo a recém lançada pesquisa da ONU: a indústria da pesca.

Antes disso, Monbiont ressalta sua opinião a respeito da cobertura da imprensa sobre o assunto: “Quanto mais importante o assunto, menos ele é debatido”. No caso local para o jornalista, os veículos se preocupavam mais em contar sobre o nascimento do bebê real e uma disputa entre vizinhos sobre um pátio, do que em falar sobre o real problema. “Há uma razão para isso: se estivermos cientes de nosso problema, nós iríamos exigir mudanças no sistema. Mudanças sistemáticas são altamente ameaçadoras para quem controla a mídia”, acrescenta.

Seguindo para o conteúdo da coluna, Monbiont ressalta sobre os oceanos, e qual o resultado que o grupo de cientistas mais importantes do mundo trouxera a respeito de sua destruição. “Não é o plástico. Não é poluição, nem mudança climática e nem sequer é a acidificação do oceano. É a pesca”, constata em seu texto.

Uma investigação feita pelo Greenpeace no ano passado revela que 29% da cota de pescaria no Reino Unido vai para os bolso de cinco famílias milionárias, e todas fazem parte da Sunday Times Rich List. Uma única multinacional holandesa que opera com uma vasta equipe de navios de pesca possui 24% da cota inglesa. Os barcos menores, que não passam de 10 metros de comprimento, comprometem 79% das frotas, mas só conseguem pescar 2% da cota.

O mesmo se aplica para o resto do mundo, segundo Monbiont. Grandes navios de nações ricas exterminam os peixes que cercam países mais pobres, privando o acesso de centenas de milhares de sua principal fonte de proteína, enquanto aniquilam tubarões, atuns, tartarugas, albatrozes, golfinhos, e praticamente o resto da vida marítima.

O alto-mar, região além da zona territorial marítima de um Estado, é um reino sem leis. Nesse tipo de pesca, os navios dispõem linhas de rede que passam de 120 km de comprimento, que varre as presas de uma região ainda sem predadores.

Por alguns anos, as populações de bacalhau e cavalinha ao redor do Reino Unido tinha começado a se recuperar. “Nos foi dito que poderíamos voltar a comê-los com a consciência limpa”, comenta o autor do texto. “Ambas estão despencando agora”. Graças a isso, a pesca de cavalinha perdeu o rótulo de sustentável.

 

Frangos são espancados em aviários que atuam como fornecedores de hipermercados e redes de fast food

Por David Arioch

Alguns animais aparecem tão debilitados que mal conseguem ficar em pé (Imagem: Reprodução/Animal Equality UK)

A organização Animal Equality divulgou ontem um vídeo que mostra frangos sendo espancados em aviários que atuam como fornecedores de carne de hipermercados e redes de fast food no Reino Unido.

As três propriedades onde as filmagens foram feitas são administradas pela Avara Foods, empresa que é resultado de uma parceria entre a Faccenda Foods e a Cargill – que também atua no Brasil e é mais conhecida por marcas como Liza, Maria, Purilev, Pomarola, Mazola, Olívia, Veleiro, Elefante, Tarantella e Pomodoro.

No vídeo, frangos são agredidos por funcionários. Alguns animais aparecem tão debilitados que mal conseguem ficar em pé. Em momento de desespero, há aves que batem violentamente as asas tentando se levantar.

Segundo a Animal Equality, frangos foram encontrados com a pele bem avermelhadas e até mesmo apodrecendo em locais superlotados. Em uma cena, um frango já morto recebe bicadas. Em uma das fazendas havia uma grande quantidade de aves armazenadas em sacos de lixo, de acordo com a AE.

Funcionários também aparecem arremessando aves contra a parede, quebrando o pescoço de alguns frangos e os deixando no chão convulsionando até a morte. A Animal Equality também denuncia que funcionários chutavam e pisavam nesses animais.

As imagens que estão ganhando repercussão resultam de investigações realizadas entre os meses de janeiro e março. Toni Vernelli, da Animal Equality, declarou que havia muitas aves incapazes de se levantarem e suas penas se espalhavam por todos os lados.

Um frango também aparece bicando uma porção de fezes na busca por um pouco de comida. As fazendas onde as filmagens foram feitas ficam em Northamptonshire, na Inglaterra.

Em sua defesa, a Avara Foods comunicou que leva muito a sério suas responsabilidades em relação à saúde e bem-estar animal.

“Nossos criadores são obrigados a inspecionar cuidadosamente os rebanhos diariamente – para identificar quaisquer aves que precisem de atenção ou que precisem ser abatidas. Estamos examinando atentamente o conteúdo deste relatório para avaliar o cumprimento de nossos procedimentos”, declarou.

Bezerra resgatada por santuário encanta internet com sua cama favorita

A filhote vive feliz entre amigos de outras espécies, seja dentro de casa ou na fazenda.

Foto: Carly Henry

A pequena Tulip, como a bezerra é chamada, foi resgatada há poucos meses atrás por Carly Henry, responsável pelo santuário de animais Carly’s Critter Camp, em Austin, Texas.

Antes que pudesse ser oficialmente adotada pela proprietária da fazenda, Tulip ficou sob os cuidados de Henry. Estava com pneumonia quando foi encontrada, resultado da negligência e péssimos cuidados de seus antigos responsáveis.

O intuito do santuário que Carly administra é como de muitos outros: ajudar na recuperação do animal e trazer uma vida mais agradável para ele, reabilitando-o para uma vida nova. Mas a fazendeira se apaixonou por Tulip, e não resistiu à adoção.

A bezerra, que tem aproximadamente um ano de idade, ainda dorme dentro da casa de Carly, que fica no mesmo terreno que o santuário. Nas redes sociais, Henry expõe a sua cama favorita: o colchão para cachorros!

Como ainda é muito pequena, Tulip cabe nas diversas “caminhas” dos cães domésticos que Carly tutela. “Logo no começo, ela veio para dentro de casa, explorou os arredores, e dormiu conosco em nosso quarto”, afirma.

Já que a bezerra amou os colchões dos cachorros, Henry e seu marido tomaram uma atitude: compraram uma cama estilo trampolim especialmente para ela – e ela amou!

Sua cuidadora comentou, também, que conforme o tempo passava, Tulip foi fazendo amizades com os outros animais ao redor do santuário e fica bem animada quando as crianças visitam o santuário. “Elas [as crianças] amam ela [Tulip], abraçam. Elas ajudaram a dar de mamar para ela quando era mais nova, é a coisa mais linda”, comenta Henry.

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Vaca grávida salta de caminhão em movimento para salvar seu filhote

A vaca Brianna se joga de caminhão em movimento | Foto: One Green Planet

A vaca Brianna se joga de caminhão em movimento | Foto: One Green Planet

Uma mãe sempre fará de tudo para proteger seu filho, mesmo que isso signifique enfrentar as piores, mais cruéis e desumanas condições imagináveis. Assim como os humanos, mães de outras espécies são levadas a fazer coisas inacreditáveis para garantir que seus filhos tenham um futuro melhor. Ou algum futuro que seja, como no caso de Brianna.

As vacas, especialmente, são mães incrivelmente carinhosas e dedicadas, que formam laços intensamente fortes com seus filhos e muitas vezes choram por dias depois de serem separadas deles.

Infelizmente, as vacas ou bois do sexo feminino são forçadas a suportar uma vida de impregnação e gravidez perpétua, uma dolorosa máquina de ordenha presas a seus peitos e a ter os bebês que amam e, muitas vezes recém nascidos, arrancados de seus cuidados e mandados para as indústrias de vitela.

Mas o amor de uma mãe é um sentimento poderoso, e a vaca Brianna provou o quão forte ele pode ser ao arriscar sua vida por seu filho.

Briana estava grávida e a caminho do matadouro. Os exploradores que desejavam a carne de seu corpo – que agora controlava sua vida – não sabiam ou não se importavam com sua condição quando a enviaram por uma longa estrada, em uma viagem onde no final, ela e seu bebê encontrariam uma morte violenta.

Não satisfeita e em uma atitude de revolta em aceitar seu destino, a vaca que pesa cerca de 100 quilos pulou do caminhão de transporte de animais no qual ela estava, no meio da rodovia Rota 80 de Nova Jersey (EUA), na última quinta-feira e saltando às cegas do veículo em movimento.

Briana sobreviveu ao ato e foi resgatada ao lado da estrada por equipes da polícia estadual da região. Ela foi então transferida para o Skylands Animal Sanctuary e Rescue, onde deu à luz ao seu filho um bezerro lindo chamado Winter, no sábado.

A história de Briana além de inspiradora nos mostra como esses animais sencientes entendem perfeitamente o mundo ao seu redor, compreendendo inclusive que são destinados a morte ao verem seus companheiros cativeiro saírem para nunca mais voltarem.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Capazes de amor, sacrifício e atitudes extremas e corajosas uns pelos outros, os animais padecem sob o jugo de uma humanidade irresponsável e cruel que acredita ignorantemente ser superior aos animais e ter o direito de usá-los como se fossem produtos descartáveis.

Apesar de milhões de bois e vacas ainda viverem uma vida de medo e dor para o prazer e o lucro humano, o vínculo entre mãe e filho tem o poder de prevalecer a tudo. Quanto a Briana e Winter, eles estão felizes, seguros e, o mais importante: juntos.