Filhote de elefante brinca e se pendura em cerca de madeira em santuário na Tailândia

Cuidador afirma que é o filhote mais aventureiro e energético de todo o santuário.

Um jovem e aventureiro elefante teve o seu momento mais desajeitado gravado por um de seus cuidadores, quando estava brincando e sem querer se pendurou na cerca de madeira.

O vídeo foi gravado no Elephant Nature Park, santuário para elefantes que fica em Chiang Mai, na Tailândia. Quando questionado sobre a brincadeira do filhote, o seu cuidador comenta: “Eu não sei como que Khunseuk [o elefante] ficou naquela posição”.

Nas cenas gravadas, o filhote aparece com ambas as patas na cerca, tentando atrapalhado se colocar no chão enquanto um elefante mais velho o observa no fundo.

“Ele tem uma personalidade muito aventureira. Eu nunca vi um filhote de elefante com tanta energia”, o cuidador acrescenta.

 

 

 

 

Filhotes de foca resgatados de traficantes chineses são devolvidos à natureza

Filhote de foca solto no oceano | Foto: Xinhua/AP

Filhote de foca solto no oceano | Foto: Xinhua/AP

Focas manchadas (Phoca largha) já foram muito caçadas, mortas e perseguidas por seu uso na medicina tradicional chinesa.

Grupos de defesa dos direitos animais celebraram a libertação de 37 filhotes de focas selvagens na natureza no norte da China depois de terem sido resgatados das mãos de traficantes de animais.

Foto: Xinhua/AP

Foto: Xinhua/AP

A Humane Society International disse que os filhotes foram descobertos há três meses pela polícia em um galpão dentro de uma fazenda afastada na cidade de Dalian, no norte do país, muitos deles famintos e a ponto de morrer.

Oito suspeitos foram presos na operação.

O grupo disse que os filhotes foram retirados da natureza por traficantes para serem vedidos para a indústria de aquários e para exibição em locais comerciais como lojas e restaurantes.

Outros 29 filhotes morreram apesar dos esforços para salvá-los, tendo apenas duas semanas de idade quando foram encontrados e eles ainda não tinham ainda sido desmamados de suas mães.

Uma vez caçados para uso na medicina tradicional chinesa, as focas manchadas são agora uma espécie protegida na China.

Foto: Xinhua/AP

Foto: Xinhua/AP

Peter Li, da Humane Society International, disse: “Estamos entusiasmados com o fato de nosso grupo parceiro chinês, VShine, ter conseguido enviar ativistas e observadores pelo bem-estar animal para a liberação desses filhotes de focas de volta à natureza.

“Infelizmente, a crescente obsessão da China por manter espécies marinhas como focas e tartarugas em cativeiro está alimentando crimes contra a vida selvagem como este, o que causa imenso sofrimento animal e perda de vidas.”

Após cerca de 20 dias de buscas, onça-pintada é resgatada em Juiz de Fora (MG)

A onça-pintada que foi vista circulando por Juiz de Fora (MG) foi resgatada na noite de domingo (12), no Jardim Botânico, após cerca de 20 dias de buscas.

Foto: Pedro Nobre/UFJF

A onça foi resgatada através de uma armadilha de caixa instalada perto do prédio administrativo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As informações são do portal G1.

Exames foram feitos no animal e um colar foi colocado nele, para que ele possa ser monitorado. Trata-se de um macho, em bom estado de saúde e em fase reprodutiva. Ele já foi encaminhado para uma reserva de Mata Atlântica, que não teve a localização exata divulgada por motivo de segurança.

“Agora as equipes técnicas do Jardim Botânico vão trabalhar, tem que ser desmontado tudo que foi preparado aqui dentro para a captura do animal, as armadilhas. Em seguida, vai ser feita uma avaliação do estado do Jardim Botânico. Nós pretendemos o mais breve possível reabri-lo para visitação”, disse Marcus David, reitor da UFJF.

Foto: Reprodução/Facebook

O primeiro registro da onça foi feito no dia 25 de abril, no Jardim Botânico, que foi fechado para visitação no dia seguinte. Desde então, os trabalhos para tentar resgatar o animal, visto em diversos locais da cidade, foram iniciados.

Quatro armadilhas de caixa foram colocadas em pontos internos e externos do Jardim Botânico para resgatar a onça. Atraído até o fundo de uma das caixas por uma isca, o animal foi resgatado. Além dessas armadilhas, outras seis de laço foram colocadas em outros locais da Mata do Krambeck.

Para fazer as buscas, uma comissão foi criada. Ela era composta por sete instituições: Campo de Instruções do Exército Brasileiro em Juiz de Fora, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual de Florestas (IEF/Cetas), Polícia Militar (incluindo a Polícia de Meio Ambiente), Prefeitura de Juiz de Fora e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A comissão recebia também acompanhamento e atuação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio).

Foto: UFJF/Divulgação

Morre aos 97 anos a estrela do cinema e ativista pelos direitos animais, Doris Day

Foto: NBC News

Foto: NBC News

Com mais de 39 filmes em seu nome, a atriz era celebrada por crítica e público sendo considerada por diversas vezes uma das poucas mulheres classificadas entre as maiores bilheterias do início dos anos 60. Indiscutivelmente, o auge da carreira de Day foi estrelar em “Pillow Talk”, no Brasil lançado como “Confidências à meia noite” ao lado de Rock Hudson, em 1959.

A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, Califórnia, cercada por amigos próximos. Day “estava em excelente estado de saúde física para a sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia”, disse a sua fundação em um comunicado à Associated Press.

"Seja gentil com os animais o eu te mato", dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

“Seja gentil com os animais o eu te mato”, dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

O diretor Michael Curtiz, que dirigiu a atriz em muitos filmes atribuía o tremendo sucesso de Day à sua personalidade forte e carismática. Ele disse a ela no início de sua carreira: “Você tem uma personalidade muito forte”, não importa o que você faça na tela, não importa que tipo de papel você represente, sempre será você, o que quero dizer é que Doris Day sempre vai brilhar através do filme. Isso fará de você uma estrela grande e importante”.

E foi o que aconteceu.

Doris Day também fez sucesso no mundo da música com 31 álbuns lançados durante sua carreira e chegou a ganhar um grammy em 2008 pelo conjunto da obra.

Mas não foi só na telas de cinema e nas canções que gravou que Doris Day deixou um legado impressionante e único.

Ativista incansável

Amante e defensora dos animais pela vida toda, Doris reconheceu que a comunidade de bem-estar animal na década de 1970 era uma área de atuação extremamente carente, e que através de sua própria organização e status de celebridade ela poderia fazer a diferença para os animais. Quando ela iniciou seu trabalho com os animais, a atriz se concentrou em encontrar casas para os muitos cães e gatos que estavam sendo mortos simplesmente porque não tinham lares.

Em 1978 ela criou a Fundação de Animais Doris Day (DDAF), uma instituição sem fins lucrativos com a missão simples e claro, que continua até os dias de hoje: ajudar animais e as pessoas que os amam. Por meio de doação de subsídios, a DDAF financia outras organizações nos Estados Unidos que cuidam e protegem diretamente os animais.

Seus esforços em corrigir o problema pela base resultaram no fato de Dóris resgatar pessoalmente centenas de animais de Doris ao longo dos anos. Além de abrigar animais em sua própria casa, Doris e a DDPF estavam alugando um espaço maior para o canil, providenciando cuidados veterinários e encontrando lares para o crescente número de animais de estimação desabrigados com a ajuda de uma equipe dedicada de voluntários.

Foto: lifewithcats

Foto: lifewithcats

Conhecida carinhosamente por alguns como “A apanhadora de cães de Beverly Hills”, Doris costumava encontrar cães indesejados abandonados no portão de sua casa. Não era incomum para ela bater nas portas dos vizinhos em uma tentativa de reunir os cães perdidos aos tutores ou verificar se aqueles que estavam em novas casas estavam indo bem e recebendo o devido cuidado e atenção.

Uma estrela foi citada como tendo dito: “Todos nós adotamos pelo menos um dos animais de Doris Day. Se você visse Doris na rua ou no estúdio, é provável que você acabasse com um gato ou cachorro desabrigado que ela estava procurando adotantes. Ela carregava fotos dos animais que precisavam de lares, e então ela realmente vinha inspecionar na sua casa para se certificar de que você estava à altura da tarefa”.

Expansão e movimento

Apesar do grande número de animais que Doris e DDPF estavam resgatando, a estrela sabia que isso não era suficiente, e que abordar a causa raiz da superpopulação de animais sem teto através de castração era a solução. Para complementar a Doris Day Pet Foundation, ela formou a Doris Day Animal League em 1987, uma organização nacional de lobby sem fins lucrativos, cuja missão primordial é reduzir a dor e o sofrimento de animais não humanos através de iniciativas legislativas, educação e programas para desenvolver e fazer cumprir os estatutos e regulamentos que protegem os animais.

Foto: SONY MUSIC/PA

Foto: SONY MUSIC/PA

Em 1995, Doris e DDAL fundaram a Spay Day USA (Dia da Castração). Agora conhecido como Dia Mundial da Castração e sob os auspícios da Humane Society dos Estados Unidos, este evento anual atingiu proporções globais e ajudou a esterilizar e neutralizar mais de 1,5 milhões de animais nos primeiros 15 anos desde o início. Em 2007, a Doris Day Animal League fundiu-se com a Humane Society dos Estados Unidos para uma voz legislativa ainda maior em Washington o que permitiu uma atuação nas leis d eproteção aos animais e na liberação de fundos e dinanciamentos para demais ONGs menores.

Além de ajudar várias organizações com por meio de vários programas, como castração, despesas com veterinários, programas para cães idosos, despesas com alimentos para animais domésticos, reabilitação de animais selvagens e recursos educacionais, alguns dos financiamentos de projetos “herdados” da DDAF incluem:

  • Dia Mundial da Castração,
  • Doris Day Equine Center (Centro de apoio a equinos) localizado no Rancho Beleza Negra em Cleveland Amory em Murchison, Texas (EUA),
  • Programa Duffy Day Life Saving (dando uma segunda chance para animais mais velhos e feridos que podem enfrentar a eutanásia),
  • Bolsa de estudos em veterinária “Doris Day/Terry Melcher” na faculdade UC Davis School of Veterinary Medicina e muitos outros.

Campanhas de castração, acolhimento e adoção, bolsa de estudos veterinários, atuação política, distribução de financiamento, projetos de apoio com ração e atendimento de saúde e dedicação intensa a causa animal fazem de Dóris Day muito mais que uma estrela de cinema inesquecível: um ser humano altruísta e que fez a diferença pelos animais.

População de elefantes caiu de 12 milhões para 400 mil em um século

Por David Arioch

Caça é a principal causa de mortes de elefantes (Foto: Michael Nichols/National Geographic)

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Game of Thrones: popularização de cães da raça husky siberiano preocupa ONGs

Série Game of Thrones | Foto: huffpostbrasil

Série Game of Thrones | Foto: huffpostbrasil

Deslumbradas pelos poderosos e fieis lobos da série, fãs tem trazido para a sua companhia cães da raça husky siberiano e são mais fáceis de encontrar e tem características na aparência semelhantes aos lobos, mas são cães que requerem cuidados, responsabilidade e amor como qualquer outro animal.

Em Game of Thrones, os lobos são interpretados por cães da raça inuit do norte (um cruzamento relacionado a huskys siberianos e pastores alemães que foi criado seletivamente para se assemelhar aos lobos) e um lobo do ártico.

Os animais na verdade não possuem aquela dimensão toda mostrada na série, eles são filmados em telas verdes, duplicados em dois tamanhos para replicar a imensa estatura dos lobos e colocados via computação gráfica nas cenas da série, onde os personagens lobos terríveis servem ferozmente como companheiros leais e protetores da família protagonista, os Stark.

Foto: petcratesdirect

Foto: petcratesdirect

Não é uma surpresa que as pessoas possam querer animais como os da série – ou algo parecido com eles, mostrados como guardiães, protetores e exemplo de fidelidade e amor incondicional os animais despertam necessidades que os seres humanos muitas vezes não encontram em seus pares.

E qualquer cão é realmente capaz de todos esses sentimentos além dos laços e dos momentos de amor e troca incomparáveis que esses seres especiais podem proporcionar aos humanos. Porém esses animais requerem também responsabilidade, cuidados e proteção.

Os huskys são uma raça que particularmente requer cuidados especiais e dedicação. Eles têm uma necessidade inata de correr – muito. Os cães não são particularmente dóceis. E quando não recebem pelo menos duas horas de exercício diário de que precisam, podem ser muito destrutivos.

Mas as pessoas infelizmente preferem comprar a adotar, tratando os animais como mercadoria, e pior ainda, sem entender a responsabilidade de ter um companheiro canino, que muitas vezes resulta em um choque de estilo de vida: o husky fica frustrado com a falta de exercícios e estímulos adequados, e o tutor não entende porque o cachorro está agindo daquela forma. Como resultado, muitos huskys estão acabando abandonados pelas ruas e em abrigos.

Foto: petcratesdirect

Foto: petcratesdirect

De fato, uma pesquisa no Facebook por “cachorrinhos husky à venda” mostra dezenas de grupos do Facebook nos Estados Unidos e no exterior, de pessoas postando filhotes de cachorro husky à venda e querendo comprar huskys também.

Um grupo de Michigan (EUA), por exemplo, tem postagens que aparecem de poucos em poucos dias, exatamente como neste recente exemplo: “Seis filhotes prontos para retirada, por 500 dólares”.

As pessoas que ganham um cão por causa de sua aparência ou beleza não percebem em que estão se metendo”, diz Barbara Swanda, vice-presidente de uma ONG de resgate de husky siberiano de Delaware Valley, uma organização sem fins lucrativos que resgata huskys em vários estados do meio-Atlântico. “É uma receita para o desastre.”

“A consequência é que eles estão sendo abandonados e despejados nos resgates”, diz ela.

Aumento na taxa de abandono

Grupos de resgate de huskys siberianos dos EUA e do Reino Unido observam um aumento significativo no número de cães da raça abandonados que precisam de casas desde 2011, quando Game of Thrones estreou.

“Se eles têm algum tipo de identificação quando entram, eles geralmente vêm com os nomes de lobos da série [Game of Thrones]”, diz Swanda, referindo-se aos nomes dos personagens lobos medonhos no show: Ghost, Nymeria, Summer , Shaggydog, Grey Wind e Lady.

Em 2009, quando Angelique Miller se juntou à NorSled, um grupo de resgate localizado no norte da Califórnia, ela disse que a equipe era capaz de acompanhar o número de huskys mantidos nos abrigos locais. Mas desde que Game of Thrones começou a ser exibida em 2011, o número de huskys que entraram no abrigo de NorSled dobrou.

E isso não inclui os inúmeros telefonemas e e-mails que ela recebe todos os dias das pessoas que querem devolver seus huskys. “Não podemos nem mesmo começar a acompanhar a demanda”, diz ela. “A situação está fora de controle.”

É uma tendência que se repete nos resgates de husky em todo o país e no exterior. O maior grupo de resgate de cães do Reino Unido, o Dogs Trust, diz que entre 2010 e 2018, o número de huskys que chegaram aos seus cuidados aumentou em 420%. Em um comunicado de imprensa, o grupo atribui a dramática ascensão à popularidade de Game of Thrones.

Efeito midiático

Dan O’Neill, veterinário e professor sênior em epidemiologia de animais de companhia no Royal Veterinary College em Londres e fã da série quando questionado sobre o fenômeno causado pelo aumento na demanda de “cães lobo”, se diz preocupado com o destino desses animais.

O especialista se pergunta o que vai acontecer com todos esses huskys quando Game of Thrones acabar no final deste mês. “O valor da novidade desaparecerá”, diz ele. Aqueles criadores que estão se tornando rapidamente lucrativos podem ver uma redução na demanda. “E então você tem a questão do que acontece com todos esses cães?”

thrillist

Foto: thrillist

“Quando você traz um cachorro para sa vida por causa do que vê na televisão, você está tratando o cão como um acessório. Você esta querendo a imagem que carrega em sua mente.”

Na realidade, ele diz, “eles são seres vivos e conscientes que podem ser um membro maravilhoso da família”, mas é preciso responsabilidade e acima de tudo dedicação e amor.

Especialistas anunciam que coalas estão “funcionalmente extintos”

Hoje (12), a Australian Koala Foundation anunciou que acredita que “não existam mais de 80 mil coalas na Austrália”, tornando a espécie “funcionalmente extinta”.

Embora esse número seja drasticamente inferior às estimativas acadêmicas mais recentes, não há dúvida de que os números de coalas em muitos lugares estão em declínio acentuado, segundo informações do Science Alert.

É difícil dizer exatamente quantos coalas ainda restam em Queensland, Nova Gales do Sul, Victoria, Austrália do Sul e Território da Capital Australiana, mas eles são altamente vulneráveis a ameaças, incluindo desmatamento, doenças e os efeitos das mudanças climáticas.

Quando uma população de coalas cai abaixo de um ponto crítico, ela não pode mais produzir (gerar) a próxima geração, levando à extinção.

O que significa “funcionalmente extinto”?

O termo “funcionalmente extinto” pode descrever algumas situações perigosas. Em um caso, pode se referir a uma espécie cuja população tenha declinado até o ponto em que não possa mais desempenhar um papel significativo em seu ecossistema.

Por exemplo, ele tem sido usado para descrever dingos (tipo sde cães nativos da Austrália) em lugares onde eles se tornaram tão reduzidos que têm uma influência insignificante nas espécies que atacam.

Os dingos são os principais predadores e, portanto, podem desempenhar um papel significativo em alguns ecossistemas. O coala é inócuo como predador, pois come apenas folhas, não pode ser considerado um predador de topo de cadeia.

Por milhões de anos, os coalas têm sido uma parte fundamental da saúde das florestas de eucalipto ao comer folhas superiores e, no chão da floresta, seus excrementos contribuem para uma importante reciclagem de nutrientes. Seus registros fósseis conhecidos datam de aproximadamente 30 milhões de anos, então eles podem ter sido uma fonte de alimento para os carnívoros da megafauna.

O termo funcionalmente extinto também pode descrever uma população que não é mais viável. Por exemplo, em Southport, Queensland, os leitos de recifes de ostras nativas estão funcionalmente extintos porque mais de 99% do habitat foi perdido e não há indivíduos para reproduzir.

Finalmente, funcionalmente extinta pode se referir a uma pequena população que, embora ainda esteja se reproduzindo, está sofrendo de endogamia que pode ameaçar sua viabilidade futura.

Sabemos que pelo menos algumas populações de coalas em áreas urbanas estão sofrendo dessa forma de ameaça, e estudos genéticos na Costa dos Koala, localizada a 20 quilômetros ao sudeste de Brisbane, mostram que a população está sofrendo de reduzida variação genética. No sudeste de Queensland, coalas em algumas áreas sofreram quedas catastróficas

Também sabemos que as populações de coala em algumas regiões do interior de Queensland e New South Wales são afetadas por extremos climáticos, como secas severas e ondas de calor, e diminuíram em até 80%.

A pesquisa exaustiva e multidisciplinar do coala continua a todo vapor em um esforço para encontrar formas de proteger as populações de coalas selvagens e garantir que elas permaneçam viáveis agora e no futuro. A perda de habitat, a dinâmica populacional, a genética, a doença, a dieta e as mudanças climáticas são algumas das principais áreas estudadas.

Quantos coalas realmente existem?

Pesquisadores de coalas costumam perguntar “quantos coalas existem na natureza?” É uma pergunta difícil de responder. Os coalas não são estacionários, são distribuídos irregularmente ao longo de uma gama extremamente ampla, abrangendo áreas urbanas e rurais em quatro estados e um território, e são geralmente difíceis de serem vistos.

Para determinar se cada população de coalas espalhadas pelo leste da Austrália é funcionalmente extinta, seria necessário um esforço gigantesco.

Em 2016, em uma tentativa de determinar as tendências populacionais para o coala nos quatro estados, um painel de 15 especialistas nos animais usou um formato de pergunta estruturado em quatro etapas para estimar os tamanhos populacionais de coalas e mudanças nesses tamanhos.

A porcentagem estimada de perda de população de coala em Queensland, Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália do Sul foi de 53%, 26%, 14% e 3%, respectivamente. O número total estimado de coalas para a Austrália foi de 329 mil (dentro de um intervalo de 144 mil a 605 mil), com um declínio médio estimado de 24% nas últimas três gerações e nas próximas três gerações.

Desde maio de 2012, os coalas foram listados como vulneráveis em Queensland, Nova Gales do Sul e no território da capital Australiana, porque as populações dessas regiões diminuíram significativamente ou correm o risco de fazê-lo.

Nos estados meridionais de Victoria e Austrália do Sul, as populações de coalas variam amplamente de abundantes a baixas ou localmente extintas. Embora não estejam atualmente listados como vulneráveis, esses coalas também estão experimentando uma série de ameaças sérias, incluindo baixa diversidade genética.

Até o momento, a atual lista “vulnerável” não alcançou nenhum resultado positivo conhecido para as populações de coalas em Queensland e New South Wales. De fato, pesquisas recentes invariavelmente mostram o contrário.

Isso ocorre porque as principais ameaças aos coalas permanecem e, na maioria das vezes, estão aumentando. A principal ameaça é a perda de habitat. O habitat da coala (principalmente florestas e florestas de eucalipto) continua a diminuir rapidamente e, a menos que seja protegido, restaurado e expandido, veremos, de fato, populações de coalas selvagens “funcionalmente extintas”. Nós sabemos o que vem depois disso.

Bebê orangotango é resgatado após passar quase um ano em gaiola minúscula

Budi, o orangotango bebê resgatado | Foto: One Green Planet

Budi, o orangotango bebê resgatado | Foto: One Green Planet

O pensamento ignorante que algumas pessoas infelizmente partilham de que ter um animal doméstico exótico não é diferente do que cuidar de um cão ou gato, é o que alimenta uma indústria sórdida e cruel de venda de animais selvagens. Além de tudo, essas pessoas não poderiam estar mais erradas.

O fato é que animais selvagens pertencem à natureza e só a ela. As pessoas geralmente desejam a companhia de animais exóticos e selvagens sem o devido conhecimento de sua dieta ou necessidades especificas e sociais, o que faz com que esses animais fiquem doentes e incrivelmente angustiados.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Mesmo cuidadores que podem fornecer espaços enormes e uma dieta adequada nunca são capazes de reproduzir a vida na natureza. Porque é impossível reproduzir a condição de uma vida em liberdade.

Animais selvagens nasceram para ser livres, condição sob a qual podem prosperar, ao lado de seus iguais e nos seus habitats naturais, podem escolher seus caminhos, buscar por seu alimento, conviver em sociedade e serem felizes.

Sim animais são capazes de felicidade. Não só desse sentimento como também de alegria, tristeza, amor, criação de vínculos duradouros, luto por perda e sofrimento.

Essa capacidade foi denominada com o termo senciência animal e corroborada cientificamente em 2012 por uma ampla gama de cientistas do mundo todo que assinaram a declaração de Cambridge.

Ao serem submetidos à exploração e ganância humanas esses animais sofrem, sentem e compreendem o que estão vivendo e o mundo ao seu redor.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

E sofrimento foi tudo o que conheceu desde que nasceu, Budi, o orangotango bebê, que infelizmente, foi mais uma vítima do comércio de animais exóticos e passou os primeiros 10 meses de sua vida trancado em uma gaiola usada para manter galinhas em cativeiro e alimentado apenas com leite condensado.

Os orangotangos são espécies altamente ameaçadas e, muitas vezes, são vítimas do comércio de animais domésticos, à medida que os seres humanos penetram mais em seu habitat nativo.

Na natureza, os orangotangos são totalmente dependentes de suas mães para serem cuidados – como uma criança humana – e não deixam o lado da mãe até que atinjam sua adolescência. O ex tutor de Budi não sabia quais eram suas necessidades e achava que o leite era a melhor opção.

Felizmente, Budi foi descoberto pela International Animal Rescue (IAR) e está agora, pela primeira vez na vida, recebendo os cuidados de que precisa. O pobre Budi esta sofrendo de desnutrição e seus membros e corpo estão extremamente inchados, o que lhe causa uma imensa dor. Seus cuidadores explicam que apesar de sua dor, Budi é um lutador nato e está progredindo pouco a pouco.

Será um longo caminho para a recuperação total de Budi, mas ele está em mãos perfeitamente capazes. Quando Budi estiver forte o suficiente, é provável que ele se junte a um grupo de outros jovens orangotangos que vivem no centro de resgate do IAR.

Esses pequenos orangotangos vão para a “escola”, onde aprendem como fazer ninhos, procurar comida e todas as outras habilidades que precisam para sobreviver na natureza.

O objetivo final do IAR é liberar os animais sob seus cuidados de volta a um habitat silvestre seguro, onde eles possam viver como orangotangos regulares.

Derretimento da Antártica é seis vezes maior do que há 40 anos

Um dos mais abrangentes estudos sobre mudanças climáticas na Antártica, feito pela Nasa, concluiu que o derretimento de gelo no continente é seis vezes maior do que era há 40 anos. Para a elaboração da pesquisa, foram usadas fotos aéreas, dados de satélites e modelos climáticos da década de 1970 em todas as regiões da Antártica.

Foto: Pixabayde olho

O derretimento do gelo já elevou o nível do mar no local em 1,4 centímetro desde 1979. Caso a situação se mantenha desta forma, o aquecimento poderá ser responsável por um aumento ainda maior futuramente. As informações são do O Globo.

Entre 1979 e 1990, segundo o estudo, o continente perdeu, em média, aproximadamente 40 bilhões de toneladas de gelo por ano. Entre 2009 e 2017, foram perdidas cerca de 252 bilhões de toneladas por ano, o que fez com que o nível dos mares subisse 3,6 milímetros a cada década.

“Nós estamos falando apenas da ponta do iceberg. Enquanto a massa de gelo da Antártica continuar a derreter, o nível do oceano deverá aumentar vários metros nos próximos séculos”, disse Eric Rigton, professor da Universidade da Califórnia, em Irvine, e autor do estudo publicado na Nature Geoscience.

A pesquisa permitiu ainda entender a confusão que levou alguns céticos das mudanças climáticas a acreditarem que o gelo da Antártica estaria aumentando, ao invés de diminuindo, como mostraram os pesquisadores. A confusão se deu devido a alguns estudos anteriores que sugeriram que a cobertura de gelo tem aumentado no leste do continente com rapidez suficiente para anular as perdas da região oeste mais visíveis, especialmente na extensão do gelo marinho. A última pesquisa indica uma contribuição significante para o aumento do nível do mar por parte de uma perda de gelo no leste do continente, mas recomenda a execução de outros estudos sobre os fatores que geram esse impacto.

“A área da Terra Wilkies, no leste da Antártica, sempre foi, no geral, um importante participante na perda de massas, mesmo nos anos 1980, como a nossa pesquisa mostrou. Essa região é provavelmente mais sensível ao clima do que tradicionalmente se supõe e isso é importante saber, uma vez que tem mais gelo do que o oeste e a península da Antártica juntos”, diz Rignot.

De acordo com os pesquisadores, não foi encontrada nenhuma mudança significativa na queda de neve no continente, mas foi constatado que o aquecimento do mar tem impulsionado uma perda de gelo acelerada, aumentando as taxas de derretimento das geleiras ao redor das bordas dos continentes.

“Na medida em que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio enviam mais calor para esses setores, eles seguirão contribuindo para o aumento do nível do mar na Antártica nas próximas décadas”, explica.

Veados selvagens contribuem para a preservação de paisagens abertas

Foto: ©shaftinaction / Adobe Stock

Foto: ©shaftinaction/Adobe Stock

Semelhante aos animais de fazenda, como vacas, porcos ou ovelha, veados ou cervos selvagens ao pastar em paisagens abertas também podem contribuir para a conservação e saúde de habitats protegidos.

Esse fato foi demonstrado por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Göttingen e do Instituto de Biologia da Vida Selvagem de Göttingen e Dresden na Alemanha. Os resultados foram publicados no Journal of Applied Ecology.

A equipe de pesquisa interdisciplinar, que envolveu as divisões de ciência de pastagens e ciências da vida selvagem da Universidade de Göttingen, realizou pesquisas durante um período de três anos na Grafenwöhr Training Area, uma base de treinamento do exército, na Baviera (Alemanha).

“Esta área não é lar apenas de numerosos habitats protegidos e espécies raras, mas também de uma grande população de cervos vermelhos de vida livre”, diz Friederike Riesch, estudante de doutorado na Divisão de Ciências de Pastagens da Universidade de Göttingen e primeiro autor de o estudo.

Como os animais ainda são caçados mas apenas durante alguns dias por ano nas áreas não florestadas da área de treinamento (exército), eles podem usar as áreas de pastagem e charneca durante todo o dia para procurar por alimento (ato também conhecido como forragem: gramíneas e leguminosos comidos pelos animais).

Os cientistas registraram o crescimento de plantas acima do solo, a qualidade da forragem e a remoção de forragem por cervos vermelhos em pastagens protegidas e habitats saudáveis. O resultado: a proporção de crescimento de plantas consumida por veados vermelhos selvagens é comparável à do pastoreio extensivo de animais de criação.

Enquanto a remoção de forragem do cervo vermelho foi maior na primavera em pastagem, as charnecas foram pastadas mais intensamente no inverno. Estes diferentes padrões sazonais se encaixam bem com os diferentes requisitos de pastagem das comunidades de vegetação tanto nas pastagens como nas charnecas e contribuíram para ambos os tipos de habitat que se beneficiam da presença do veado-vermelho.

“Nossos resultados podem dar um ímpeto para adaptar a gestão da vida selvagem – especialmente em grandes reservas naturais – para permitir que os veados vermelhos usem paisagens abertas durante todo o dia para forragear”, diz Riesch.

“Desta forma, uma contribuição pode ser feita para a conservação de habitats de terras abertas semi-naturais e, ao mesmo tempo, o risco de danos causados por veados em florestas pode ser reduzido”, acrescenta o co-autor Dr. Bettina Tonn, também de a Divisão de Ciência das Pastagens da Universidade de Göttingen.

O projeto foi financiado pelo Landwirtschaftliche Rentenbank e apoiado pelo Bundesforst.