Equipe de conservação zambiana se une a comunidade e acaba com a caça de elefantes

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Através do trabalho em parceria com as comunidades locais, uma equipe de conservação praticamente acabou com a caça de elefantes no Parque Nacional de North Luangwa, na Zâmbia (África).

O ecossistema de Luangwa é o lar de quase dois terços da população de elefantes da Zâmbia.

Desde a década de 1950, a caça reduziu os números de elefantes em todo o país, cuja população costumava ser de cerca de 250 mil animais. Na década de 1980, esse número despencou para cerca de 18 mil. Os esforços de conservação estão melhorando graças ao envolvimento da comunidade.

Em 2018, não houve mortes causadas pela caça de elefantes no Parque Nacional de North Luangwa. As áreas vizinhas sofreram uma redução de mais de 50% no número de elefantes caçados e mortos.

O Programa de Conservação do Norte de Luangwa, junto com a Sociedade Zoológica de Frankfurt, ajudou a fazer isso acontecer; a parceria se concentra no envolvimento da comunidade para parar os caçadores.

Envolvendo as comunidades locais

Ed Sayer, líder de projeto do Programa de Conservação do Norte de Luangwa, afirma que no passado as comunidades locais faziam “vista grossa” aos caçadores e suas ações.
Muitas vezes, as comunidades são deixadas de fora do quadro em termos de se beneficiar do turismo próximos às suas casas. Em alguns casos, os membros da comunidade são obrigados a atirar em elefantes por dinheiro, deixando-os com pouco incentivo para impedir que a prática aconteça.

O Programa de Conservação está trabalhando com as comunidades localizadas no entorno do Parque Nacional para construir pontes de entendimento e apoio. Segundo Sayer, a organização trabalhou com o governo local para pressionar por uma mudança na política quando se trata de compartilhar benefícios do turismo.

As pessoas também são apresentadas a diferentes caminhos financeiros para substituir a caça, incluindo o manejo florestal.

“Se realmente queremos proteger essas grandes paisagens, temos que garantir o envolvimento e a apropriação total da comunidade e seu acesso à receita deles”, disse Sayer à Mongabay. “Nossa forma mais forte de defesa é a comunidade local.”

O fim da caça

O fim da caça pode estar dentro do horizonte de visão do futuro, graças a novas tecnologias e financiamento.

David Sheldrick Wildlife Trust, no Quênia, cujos cuidadores são conhecidos pelo uniforme verde e chapéu flexível mostrado sempre na cabeça, implementa iniciativas como vigilância aérea, patrulhamento anti-caça, salvaguarda de habitats locais e projetos comunitários.

Em uma reserva de caça sul-africana, a Connected Conservation usa uma combinação de CCTV (câmeras de vigilância de circuito interno), sensores, biometria e wi-fi para localizar caçadores clandestinos. Parece estar funcionando, pois a caça na área foi reduzida em em 96%.

Após seu sucesso na África do Sul, agora há demanda para a Conservação Conectada na Índia e na Nova Zelândia, para proteger os tigres e a vida marinha, respectivamente.

O financiamento também está aumentando para projetos dedicados a acabar com a caça de outros animais selvagens. Em julho passado, o governo do Reino Unido prometeu 44,5 milhões de libras (cerca de 57 mil dólares) para iniciativas contra o tráfico de animais silvestres em todo o mundo.

Michael Gove, o ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, disse em um comunicado na época que “os desafios ambientais não respeitam as fronteiras e exigem uma ação internacional coordenada”.

Japão recebe pressão internacional para fechar os mercados internos de marfim

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

A ONG World Wildlife Fund (WWF, na sigla em inglês) solicitou na quinta-feira última (9), que o governo do Japão conduzisse uma revisão do sistema legal que governa seu mercado doméstico de marfim.

Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japão, fez o pedido ao apresentar as conclusões de um estudo sobre os sistemas legais nas principais jurisdições do país ao diretor-geral do departamento de conservação da natureza no ministério do meio ambiente.

“A análise jurídica detalha as falhas atuais na regulação do mercado de marfim do Japão e recomenda que fechar o mercado e definir isenções legais muito estreitas é a única abordagem para o governo do país cumprir integralmente suas obrigações de estrutura sob a CITES”, Scott Martin, O sócio-gerente da Global Rights Compliance e principal autor do relatório disse em um comunicado.

Com uma necessidade urgente de combater a crise da caça de elefantes e o comércio de marfim, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) acordou na última Conferência das Nações Participantes em 2016 o apelo total e incondicional ao encerramento urgente de quaisquer mercados que estejam contribuindo para a caça ou comércio de marfim.

Após o recente fechamento do mercado interno de marfim da China, que até recentemente era o maior centro de demanda mundial de marfim, o Japão está sob crescente pressão para fazer sua parte. A 18ª Conferência das Nações da CITES será realizada ainda este ano.

O Japão continua sendo um dos maiores mercados de marfim do mundo e abriga uma indústria de fabricação de marfim ativa, apesar de ter diminuído nos últimos anos. O país também possui estoques significativos de presas inteiras e pedaços de marfim em propriedade privada e é o único país sob CITES que se beneficiou duas vezes da importação comercial de marfim puro (bruto) totalizando 90 toneladas através de duas “vendas únicas” realizadas em 1999 e 2008.

O governo japonês sustenta que seu mercado não contribui para a “caça” nem para o “comércio” de marfim. No entanto, as pesquisas da ONG TRAFFIC (focada no combate ao tráfico da vida selvagem) realizadas em 2017 e 2018 contestaram isso, revelando sua contribuição ao comércio cruel ao permitir a exportação do material para a China.

O governo japonês ampliou certos aspectos do controle interno, incluindo um anúncio recente sobre a severidade dos requisitos para o registro de presas inteiras de marfim para a comercialização a partir de julho de 2019.

No entanto, muitas das questões críticas permanecem sem solução. O sistema legal ainda carece de controle sobre vastos estoques privados e uma regulação efetiva e exequível sobre o comércio de marfim que não as presas inteiras (ou seja, peças cortadas e marfim trabalhado).

“É esperado que o Japão aumente suas ações rapidamente e em escala para garantir que esforços globais realizados até aqui não sejam prejudicados pela falta de reconhecimento do significado de seu papel e responsabilidade como pais”, disse Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japan.

Biodiversidade da Antártica floresce onde quer que pinguins e focas defequem

Foto: Guy Bryant/Adobe Stock

Habitat da Antártica é enriquecido graças aos excrementos de pinguins e focas | Foto: Guy Bryant/Adobe Stock

Cientistas descobriram que na desolada península da Antártida, excrementos de animais ricos em nitrogênio de colônias de pinguins e focas enriquece o solo de uma forma tão plena que ajuda a criar florescimentos de biodiversidade em toda a região. O trabalho científico, publicado em 9 de maio na revista Current Biology, mostra que a influência desse excremento pode se estender por mais de mil metros além da colônia.

Os pesquisadores enfrentaram o frio severo da Antártida e manobraram através dos campos de resíduos animais e grupos de elefantes marinhos, pinguins das espécies gentoo, chinstrap e adélie para examinar os solos e plantas que cercam essas colônias.

“O que vemos é que os excrementos produzido por focas e pinguins evaporam parcialmente como amônia”, diz Stef Bokhorst, pesquisador do Departamento de Ciências Ecológicas da Vrije Universiteit Amsterdam. “Então, o amoníaco é absorvido pelo vento e soprado para o interior, e isso faz o seu caminho para o solo e fornece o nitrogênio que os produtores primários precisam para sobreviver nesta paisagem.”

Na verdade, esse processo permite que a amônia enriqueça uma área até 240 vezes o tamanho da colônia. E os resultados desse enriquecimento: uma florescente comunidade de musgos e líquenes, que por sua vez suporta um número incrível de pequenos invertebrados, como colêmbolos e ácaros.

“Você pode encontrar milhões deles por metro quadrado aqui, mas em pastagens nos EUA ou na Europa, há apenas cerca de 50 mil a 100 mil por metro quadrado”, diz Bokhorst. “Demorou meses e meses sentado no laboratório contando e identificando-os sob um microscópio”, diz ele, e observa que a caminhada pelas temperaturas amargas da Antártida era muito preferível a essa tarefa.

Em última análise, um círculo de enriquecimento de nutrientes, conhecido como a pegada de nitrogênio, envolve a colônia. Inesperadamente, os autores descobriram que a extensão da pegada de uma colônia tem pouco a ver com o quão fria ou seca a região é, mas depende muito do número de animais presentes.

Foto: Paul A. Souders/CORBIS

Foto: Paul A. Souders/CORBIS

Usando essa informação, Bokhorst e seus colegas conseguiram mapear pontos críticos de biodiversidade em toda a península. É importante ressaltar que esses mapas podem ser facilmente atualizados usando imagens de satélite para determinar a localização e o tamanho das colônias reprodutoras, liberando futuros pesquisadores de terem que realizar trabalho de campo. Este é um passo importante para uma região como a Antártica, cujo tamanho maciço, temperaturas perigosamente baixas e total desolação dificultam a pesquisa.

Bokhorst diz que uma grande ameaça à biodiversidade existente que eles observam é a mudança climática e a atividade humana. As vibrantes comunidades de invertebrados na península experimentam uma predação muito baixa, mas a introdução de espécies de plantas invasoras, cujas sementes podem ser sopradas da África do Sul e da América do Sul ou transportadas para o sistema por aves marinhas e humanos, pode mudar isso.

“Assim como as colônias de pinguins e focas enriquecem o solo para plantas nativas, também é possível que elas sejam ideais para espécies invasoras, que podem ser mais resistentes e fornecer abrigo para insetos predadores como aranhas e besouros”, diz Bokhorst. “Neste momento, o sistema é muito improdutivo para suportar qualquer mamífero, como ratos e camundongos”.

Avançando, os autores pretendem abordar essas preocupações, pesquisando os papéis das espécies invasoras no Ártico e na Antártida. Um dos objetivos principais é determinar se as atividades das colônias de focas e pinguins realmente promovem o sucesso de espécies invasoras e quais ações podem ser tomadas para impedir a introdução de invasores nessas regiões intocadas no futuro.

Os autores do estudo agradecem o apoio do Programa Polar da Holanda e do Conselho de Pesquisas do Ambiente Natural.

Após denúncias, fazenda com leões explorados na África do Sul é investigada

Leões contraíram sarna, filhotes não andavam devido a problemas neurológicos, tudo causado pela negligência do proprietário do local.

A organização internacional de proteção à vida selvagem Born Free Foundation informou recentemente que acusações criminais contra o responsável pela fazenda onde foram encontrados mais de 100 leões vivendo em condições precárias já estão sendo iniciadas.

Dentre muitas outras doenças, foi diagnosticado que os mamíferos sofriam com severas infecções parasitárias, como a sarna, devido a falta de higiene do local onde eram viviam. Dois dos filhotes eram incapazes de andar devido a problemas neurológicos, e todos eram mantidos em cercas superlotadas e extremamente imundas.

Fotos chocantes, providas de fontes anônimas, revelaram as condições deploráveis em que os animais foram forçados a enfrentar nas instalações encardidas. O local facilitou a reprodução e o surto de parasitas, causando a proliferação de sarna, deixando os leões quase totalmente sem pelos.

Estes grandes felinos faziam parte da indústria do “snuggle scam” do país (esquema do aconchego, na tradução livre), como chama a Humane Society International/Africa. Esse tipo de indústria se mantem com o dinheiro de turistas que pagam para ter uma interação artificial com os leões, como acariciar, tirar selfies abraçados com os felinos, sem saber como essas fazendas tratam estes animais, para deixá-los no estado submisso em que se encontravam, como foi informado pelo The Independent.

A fazenda Pienika que está sob investigação liderada por autoridades da National Society for the Prevention of Cruelty to Animals (NSPCA), foram encontrados 108 felinos negligenciados pela administração da propriedade, entre eles haviam leões, tigres, linces-do-deserto e leopardos. A HSI/África, que apoia assiduamente o fim da indústria de cruzamento de leões encarcerados, elogiou os inspetores da NSPCA pela atitude.

Segundo artigo publicado no último sábado (4), a fazenda Pienika é alegadamente propriedade do membro da South African Predator Association (SAPA), Jan Steinman. Associação esta que, por muitos e muitos anos, apoiou a indústria do “snuggle scam”.

A NSPCA prestou acusações de transgressão do Ato 71 de Proteção Animal de 1962 contra Steinman na última quinta (2). “Frente a tantas evidências de apoio às atrocidades dos direitos animais e atividades ilegais, incluindo os falsos padrões da indústria, o governo sul-africano não pode ficar parado”, afirma Audrey Delsink, diretor da HSI/Wildlife. “Nós exigimos que o governo feche esta indústria de uma vez por todas; este é o único jeito da África do Sul conseguir se recuperar e redimir diante flagelo.”

 

Atriz da série “Família Soprano” fala em defesa das vacas no Dia das Mães

Atriz Edie Falco defende as mães vacas no Dia das Mães | Foto: VegNews

Atriz Edie Falco defende as mães vacas no Dia das Mães | Foto: VegNews

A atriz vegana, Edie Falco, e a jogadora de futebol olímpica também vegana, Kara Lang Romero, estão se erguendo em defesa das vacas neste Dia das Mães, exigindo que a Nestlé mude seus sorvetes para produtos à base de vegetais.

Em abril, a organização de direitos animais Compassion Over Killing (COK) divulgou imagens secretas chocantes de vacas mães sendo pisoteadas, esfaqueadas e espancadas e bezerros sendo queimados com ferros quentes para evitar o crescimento de chifres na Martin Farms, na Pensilvânia, fornecedora da Nestlé.

“Nestlé, mostre gentileza às vacas mães e seus bebês. Pare de impedir o crescimento de chifres por métodos dolorosos de queima da pele e passe a produzir opções veganas”, Falco e Romero enviaram à empresa em uma mensagem no Facebook, pedindo que seus fãs a fizessem o mesmo.

Uma petição para apoiar a campanha da COK foi assinada por mais de 17 mil pessoas. Há muito tempo vegetariana, Falco foi inspirada a tornar-se vegana em 2017 depois de trabalhar com a organização pelos direitos animais PETA, afirmando: “É difícil justificar o trabalho pelos direitos dos animais quando se come alimentos de origem animal”.

Investigação em fazenda fornecedora da Nestlé

A organização que atua em defesa dos animais Compassion Over Killing (COK) divulgou em abril um vídeo da sua mais recente investigação. Na filmagem, os ativistas expõem a crueldade contra animais em um dos laticínios da Martin Farms, na Pensilvânia (EUA). A empresa é uma das fornecedoras de leite das marcas de sorvetes Häagen-Dazs e Edy’s, da gigante Nestlé.

Além de receber golpes em diversas partes do corpo, os animais são hasteados e enforcados na fazenda leiteira; bezerros têm seus crânios queimados e diversos bovinos são arrastados por máquinas. Para forçar os animais a se moverem mais rápido, alguns funcionários jogam água recém-fervida sobre suas cabeças.

Segundo a Compassion Over Killing, não se trata de um raro episódio na indústria de laticínios. “São práticas representativas de como é a vida dos animais em uma fazenda de gado leiteiro”, informa e acrescenta que se trata de abusos terríveis e inadmissíveis.

No vídeo com duração de pouco mais de cinco minutos, vacas são esfaqueadas e abandonadas sangrando. Alguns animais também são pisoteados. Em sua defesa, a Martin Farms divulgou um comunicado informando que ficou “chocada” com a revelação, e declarou que vai assumir total responsabilidade pelas atividades em seus laticínios.

“Estamos desapontados que essas ações não foram imediatamente trazidas à nossa atenção”, frisou e acrescentou que todos os funcionários que aparecem no vídeo foram demitidos.

Já a Nestlé alegou que rompeu contrato com a Martin Farms. No entanto, a COK destacou que enquanto a população continuar consumindo leite de vaca e derivados, situações como essa se repetirão; e o problema subsiste no fato de que pouco do que os animais vivem na indústria de laticínios chega aos olhos do público.

Imagens de baleia orca em luto pelo seu filho emocionam internautas

A baleia carregou seu bebê morto por duas semanas, preocupando especialistas sobre sua saúde.


A imagem de uma baleia orca carregando seu filhote pelo oceano é além de partir o coração. Conforme os dias passaram, novas fotos compartilhadas por agências de notícias mostram a mãe de luto ajeitando o corpo sem vida de seu filho na superfície da água. Histórias nas redes sociais foram bombardeadas de comentários de pessoas que sentiram muito pela mãe e pela dor que ela estava sentindo. Era claro que ela está sofrendo pela perda de sua criança.

A mãe, conhecida como Tahlequah ou J35, é parte de um grupo de baleias ameaçadas de extinção, que vivem ao redor da costa do estado de Washington. De acordo com The Whale Museum, faz três anos desde que um filhote nasceu neste grupo e, dos que nasceram, apenas 25% sobreviveram.

Tahlequah carregou seu filhote morto por mais de duas semanas, com outras baleias do grupo ajudando ela algumas vezes. Pesquisadores afirmam que é normal para as orcas lamentar a morte de seus próximos por alguns dias, mas esse foi o momento de luto mais longo que já observaram. A baleia estava tão focada em manter o seu filhote equilibrado na superfície, que cientistas ficaram preocupados com ela se estivesse se alimentando o suficiente para sustentar a si mesma, podendo colocar a sua própria saúde em risco.

A mãe orca eventualmente deixou seu filhote ir, e a história desapareceu das manchetes dos jornais. Mas este caso é um lembrete importante de como os animais são exatamente como os humanos, e o impacto de suas perdas demonstra a importância em proteger as baleias orcas restantes.

Uma espécie inteligente, tendo raciocínio e emoções complexas

Orcas são animais altamente inteligentes e sociais. Como os humanos, elas conseguem controlar comportamentos complexos e expressar emoções. Seus grupos são formados por sua família e uma rede de suporte entre si, convivendo juntos pela vida inteira. As baleias conseguem carregar seus filhotes por mais de um ano, amamentá-los e protegê-los. As mães formam um laço extremamente forte com seus filhos, assim como os humanos. Estes animais se comunicam usando seus próprios dialetos e dividem a comida entre si.

Estudos descobriram que as fêmeas mais velhas são vistas como líderes fortes, que compartilham sabedoria com o grupo, levando-o para as regiões ricas em comida e ajudando a cuidar dos filhotes.

Ator que interpreta o novo Aladdin vai lançar projeto pró-vegano

Por David Arioch

Mena Massoud interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio (Foto: Divulgação)

No dia 1º de junho, o ator Mena Massoud, que interpreta o novo Aladdin no cinema, vai lançar um projeto online pró-vegano como forma de encorajar as pessoas a considerarem mudanças em seu estilo de vida.

“Nossa missão é simples: é sobre evoluir. Para o bem de nossos companheiros de outras espécies, do nosso planeta e da nossa saúde”, informa Massoud em comunicado sobre o lançamento.

No site do projeto que recebeu o nome de “Evolving Vegan”, o ator defende que em um mundo em que as emissões de carbono estão crescendo, os níveis dos mares continuam a aumentar, e os desastres naturais também em decorrência das mudanças climáticas, qualquer coisa que possamos fazer como espécie par mudar nosso estilo de vida para o bem-estar do planeta é crucial.

“Em um esforço para apoiar pessoas de todas as idades, culturas e hábitos alimentares, estamos promovendo essa ideia muito universal de evolução – uma evolução para seguirmos uma dieta baseada em plantas”, enfatiza Mena Massoud.

E acrescenta: “Qualquer coisa que você possa fazer para evoluir de uma forma que ajude nossos companheiros seres vivos, nosso planeta e sua saúde pessoal é uma vitória. Todos são bem-vindos e nenhum julgamento é endossado. Isso é o Evolving Vegan.”

Massoud, que interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio também utilizada o Instagram como meio de estimular as pessoas a reduzirem ou cortarem o consumo de alimentos de origem animal.

Uma das maiores empresas holandesas acaba com os testes de afogamento de ratos após pressão de ativistas

Foto: Plant Based News

Foto: Plant Based News

Os testes de nado forçado, que foram condenados em massa pela população, eram realizados com camundongos, ratos e outros pequenos animais que era colocados em estruturas de vidro, semelhantes a tubos de ensaio, cheios de água de onde os roedores não tinham como fugir para forçá-los a nadar para que não se afogassem.

A empresa holandesa responsável pelos experimentos comercializa suplementos nutricionais e produtos para cuidados pessoais e afirma que abandonou os cruéis testes de natação, devido à pressão de ativistas veganos.

A DSM Nutritional confirmou que não realizará mais os testes após conversas com a ONG PETA. O experimento cruel se resumia em expor os camundongos, ratos e outros pequenos animais ao desespero extremo de um possível afogamento, uma situação de stress absoluto e forçá-los a nadar para não se afogarem até não suportarem mais.

A empresa já havia usado mais de 200 ratos e camundongos em testes de natação forçada, a fim de “fazer alegações de saúde sobre ingredientes como o ácido de abelha rainha, DHA e extrato de orégano”.

Testes de nado forçado

Segundo a PETA, aqueles que defendem a realização do teste dizem que ele pode medir o “comportamento de depressão” de um animal e identificar substâncias potencialmente antidepressivas.

“Mas essa teoria foi desmascarada”, diz a ONG. Os cientistas da PETA revisaram os estudos publicados e descobriram que deixar os animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda (cara ou coroa) para descobrir a eficácia de um composto no tratamento da depressão humana.

“Os animais usados nesses testes lutavam para escapar freneticamente, tentando subir pelos lados dos equipamentos de vidro ou mergulhando embaixo d’água em busca de uma saída. Eles nadam e lutam furiosamente, tentando desesperadamente manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria começa a flutuar”

Hediondamente cruel

“Forçar os animais a nadar freneticamente com medo de perder suas vidas é horrivelmente cruel e não nos diz nada sobre a depressão humana”, disse Emily Trunnell, neurocientista da PETA, em um comunicado. “A DSM Nutritional Products fez o pedido certo ao deixar esta má ciência para trás.”

A DSM junta-se à Johnson & Johnson e à gigante farmacêutica AbbVie para terminar o uso deste teste, e a PETA está agora solicitando à Bristol-Myers Squibb, à Eli Lilly e à Pfizer que sigam o exemplo.

Testes cruéis em coelhos

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Experimentos secretos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizou eventos e protestos em algumas universidades.

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondendos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Girafa morre aos 23 anos sem jamais ter conhecido a liberdade

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Benghazi, a girafa do sexo masculino, nasceu e passou a vida toda no zoológico de Oakland (EUA), onde além de ser explorado para entretenimento humano, servindo de enfeite para visitantes e suas ávidas máquinas fotográficas, ainda carregou uma câmera presa a cabeça para um documentário (do ponto de vista dos animais) e ainda pintou até quadros (que mais tarde foram vendidos, claro) – morreu depois de um ano lutando e sofrendo com uma lesão nas costas. Ele tinha 23 anos.

O zoológico de Oakland anunciou nas mídias sociais na quinta-feira última (9), que o animal foi “humanamente” sacrificado ou mortos por indução esta semana. A girafa, apelidada de Ben, nasceu no zoológico em 1996. Ele havia comemorado um aniversário apenas seis semanas antes de sua morte.

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Ele estava sofrendo de lesões na região lombar e sacro, que os funcionários do zoológico acham que ele adquiriu enquanto se levantava após o sono ou após ficar deitado por muito tempo. Estava ficando difícil para o animal enorme descansar confortavelmente, disseram autoridades do zoológico.

“Fizemos tudo o que podíamos – tratamentos quiropráticos, medicação, tratamentos a laser e terapia de campo eletromagnético pulsado. Infelizmente, esse tipo de lesão não é reversível, e a mobilidade de Benghazi diminuiu bastante”, disse Jessica Chapman, a principal mantenedora de girafas, em um comunicado.

Ben era motivo de orgulho do zoológico que o considerava “um artista”, treinado (leia-se obrigado) desde a mais tenra idade para criar pinturas em telas que eram leiloadas posteriormente para – em teoria – apoiar a conservação das girafas na natureza, segundo autoridades do zoológico.

Muitos de seus familiares, incluindo irmãos, sobrinhas e sobrinhos, moravam com Ben no zoológico. Sua mãe, T’Keyah, outro antigo membro do zoológico, morreu em 2017, quando tinha 28 anos.

A expectativa de vida média para uma girafa presa em cativeiro é de 25 anos, segundo a Sociedade de Conservação da Califórnia, que administra o zoológico de Oakland.

Ben tinha uma enorme personalidade que era correspondida apenas por sua altura. Com 16 pés de altura (quase 5 metros), ele era a segunda girafa mais alta do zoológico, informou o SFGate.

Sua altura veio a calhar quando ele foi escolhido para ser apresentado em um documentário da National Geographic de 2016 chamado “Last of the Longnecks”, no qual ele tinha uma câmera GoPro amarrada à sua cabeça para mostrar sua perspectiva, informou o site de notícias.

Assim Ben deixa o mundo sem jamais ter corrido pelas savanas africanas seu habitat de origem, sem ter sentido a poderosa liberdade de correr a 56km/h, velocidade alcançada pela espécie em campo aberto, apenas por um capricho humano que acredita que animais podem ser dispostos como produtos em uma vitrine ou manuseados como marionete para entreter plateias entediadas.

Norte da Inglaterra é considerado o epicentro da revolução vegana

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O norte da Inglaterra pode se tornar o epicentro da “revolução vegana” se a empreendedora e também celebridade, Heather Mills, conseguir realizar seu intento.

A ativista e empresária – que afirma que o veganismo a salvou depois que ela perdeu a perna em um acidente de carro – comprou fábricas em County Durham e Northumberland (Inglaterra) para sua marca de alimentos baseada em vegetais, a VBites.

A empresa – que oferece peixe, bacon, frango, hambúrgueres veganos e queijos sem laticínios – está em operação há mais de 25 anos e afirma oferecer mais variedade do que qualquer outra marca do gênero no mercado.

Mills diz que os produtos VBites possuem alta demanda, não apenas no Reino Unido, mas também de empresas no exterior. As novas fábricas permitirão que a marca atenda a essa demanda crescente e impulsione a economia também, criando centenas de empregos para os trabalhadores locais.

“O que temos é que cada grande empresa do mundo está chegando até nós por nossos produtos, só precisamos expandir”, disse Mills em uma conferência para empreendedores em Gateshead esta semana, de acordo com o Chronicle Live. “Nossa única limitação é o fluxo de caixa e a compra das máquinas, mas nós estamos trabalhando nisso e vamos fazer acontecer.”

Ela acrescentou: “Eu coloquei tudo na VBites e fazer acontecer só depende de encontrar alguém que seja tão corajoso quanto eu”.

Carne vegana no norte

A VBites não é a única marca que fabrica grandes fábricas sem carne naregião.

A popular marca vegetariana e vegana Quorn abriu a maior fábrica de carne vegetariana do mundo em Teesside no ano passado. No momento da abertura, a instalação havia sido projetada para produzir mais de um milhão de produtos a cada semana, o que equivale a poupar a vida de cerca de 1600 vacas.

A nova fábrica foi necessária depois que a Quorn superou a capacidade em seu espaço em Stokesley, North Yorkshire. O CEO Kevin Brennan disse na época que “estamos crescendo a 15% a cada ano e planejamos crescer a uma taxa a cada ano”. A empresa pretende ser uma empresa de £ 1 bilhão até 2027.

“Temos um interessante canal de produtos apto para crescer no Reino Unido”, acrescentou Brennan. Desde o anúncio da nova fábrica, a Quorn lançou um novo hambúrguer vegano “que sangra”, filés de peixe vegano, e fez uma parceria com a rede de padarias Greggs para fazer seu best-seller de salsicha vegana.

Epicentro vegano

A revista Time Out London publicou uma pesquisa recente que aponta que 36% dos londrinos estão reduzindo seu consumo de carne

“Uma loja vegana de salgadinhos e batatas fritas, um pub totalmente vegano e uma loja de frango frito vegana são apenas alguns exemplos da tendência que vem tomando conta de Londres nos últimos anos – e parece que a demanda está realmente crescendo”, observa a Time Out.

De acordo com o Índice Time Out deste ano, “mais de um terço dos londrinos estão ingerindo uma alimentação mais rica em vegetais. A pesquisa mostra que 5% dos londrinos são veganos, 11% são vegetarianos e 20% estão reduzindo a carne. Isso dá um total de 36% se somados todos que mudaram ou estão migrando para um consumo menor de produtos de origem animal”.

Veganismo por idade

De acordo com o estudo, os londrinos mais jovens, com idades entre 18 e 27 anos, tem quase o dobro de probabilidade de serem vegetarianos e três vezes mais de serem veganos, em comparação aos idosos com mais de 58 anos.

A tendência reflete a mudança que vem sendo acusada em dados coletados no mundo todo, mostrando que as gerações mais jovens estão diversificando suas opções de proteína e produtos lácteos, especificamente optando por incluir carne vegana, leite e produtos derivados de ovos.

Eles tem reduzido ativamente o consumo de produtos de origem animal, principalmente em função de preocupação com o meio ambiente, saúde e maior conscientização sobre o tratamento antiético que sofrem os animais.

Reino Unido vegano

Londres, em particular, tem dado provas de ser um epicentro vegano. As principais redes de supermercados do país – Tesco, Sainsbury’s e Waitrose – têm ofertas veganas variadas, incluindo produtos de marca própria, assim como uma ampla oferta das principais marcas veganas.

Os restaurantes no Reino Unido continuam aumentando suas ofertas de opções veganas também. O McDonald’s recentemente adicionou Happy Meals e sanduíches veganos aos cardápios do Reino Unido.

E depois do sucesso de um teste durante Veganuary – campanha com duração de um mês que encoraja as pessoas a se tornarem veganas que acontece em janeiro – a Pizza Hut tornou a pizza vegana de jaca um item permanente do cardápio em todos os restaurantes do Reino Unido.

O teste foi tão bem-sucedido que a rede também expandiu suas ofertas veganas, incluindo um cardápio de três pratos que, além das opções de pizza vegana, apresenta pãezinhos do tipo ‘Jack’ N ‘Rolls recheados com chili doce, jaca grelhada e queijo vegano e até uma opção de sobremesa vegana: Bolinhos de canela, cobertos com gotas de açúcar congelado.

A rede de restaurantes, Wetherspoons, que atende um público “estilo família” em sua cadeia de lojas, também aumentou as opções veganas, adicionando até mesmo cervejas veganas ao seu cardápio para a próxima Ale and Beer Fest (Festival de Cervejas) no Reino Unido.