Tailândia vai permitir o comércio de elefantes para países estrangeiros

Foto: WWF-Malaysia

Foto: WWF-Malaysia

O governo tailandês acaba de anunciar que permitirá o comércio de elefantes para outros países, segundo Lek Chailert, fundador da Save Elephant Foundation.

De acordo com Chailert, a decisão também incluirá o envio de partes de corpos de elefantes, como marfim, com permissão concedida a partir de 23 de junho deste ano.

Ela descreveu o movimento como uma “tragédia muito grave”, dizendo que essa medida coloca em risco o “bem-estar dos elefantes selvagens e cativos”.

Regulamento estrito

De acordo com reportagens locais, o Departamento Nacional de Parques Naturais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia (DNP) acredita que a nova regulamentação será rigorosa o suficiente para evitar o abuso potencial de traficantes de animais selvagens.

“Elefantes e produtos relacionados a elefantes só podem ser exportados para pesquisa, fins diplomáticos ou para intercâmbio entre institutos acadêmicos e museus”, disse Adul Chotinisakorn, diretor-geral do Departamento de Comércio Exterior.

“Elaboramos cuidadosamente este regulamento em estreita consulta com agências relacionadas e podemos assegurar que os elefantes tailandeses exportados serão bem cuidados por especialistas em um bom ambiente quando estiverem no exterior.

“Estamos conscientes de que o envio de elefantes tailandeses ou produtos de elefantes para outros países é uma questão muito sensível, por isso vamos garantir que as decisões nesta matéria serão cuidadosamente consideradas, sendo o interesse nacional a principal prioridade”.

Tomada de atitude

Mas Chailert está pedindo às pessoas que tomem medidas e se movimentem contra a decisão, que ela diz que coloca os animais em risco. “Eu estou pedindo a todos aqueles ao redor do mundo que amam os elefantes, que por favor, fiquem ao meu lado, e escrevam para o consulado tailandês em seu país, e para o link abaixo, pedindo ao governo para rever esta decisão, segundo o aconselhamento daqueles que trabalham para a conservação das espécies”, disse ela na mídia social.

“Esta visão míope não é defensável. Peço a todos que ajudem-me a lutar pelos direitos do elefante tailandês. Devemos parar o tráfico. Na Tailândia há cerca de 4 mil elefantes trabalhando em cativeiro, e apenas pouco mais de mil permanecem na natureza. Em 1986, o elefante asiático tornou-se uma espécie em extinção A passagem do tempo não lhes fez nenhum favor”.

“O risco de extinção é crítico. Qualquer decisão tomada em relação ao seu futuro deve ser considerada com total escrutínio público e científico. Devemos estar vigilantes em seu nome, até que permaneçam salvaguardados ou até que não haja mais nenhum”.

Políticos são pressionados a destacar os benefícios do veganismo para o planeta

O Reino Unido foi a primeira nação do mundo a declarar emergência climática e ambiental com a provação de uma moção parlamentar requerendo ações urgentes em prol do planeta.

Tendo saído na frente em reconhecer a ameaça sobre a qual a humanidade tem vivido não é de se surpreender que mais um passo seja esperando do bloco de países em relação a proteção e ajuda ao planeta.

Agora são os políticos do bloco de países que estão sendo instados a centrar o veganismo nas políticas de alimentação e agricultura depois da declaração de uma emergência climática nacional.

Uma série de pesquisas recentes mostra como a adoção de uma alimentação vegana pode reduzir o impacto ambiental de um indivíduo, incluindo a pesquisa da Universidade de Oxford, que descreveu o movimento como a “maior e mais efetiva atitude” que as pessoas poderiam fazer pelo planeta.

Agora, a Vegan Society escreveu para os principais partidos políticos, pedindo-lhes para “traduzir esse anúncio [sobre a iminente crise climática] em ação” e adotar políticas que estimulem a alimentação baseada em vegetais, além de oferecer comida vegana em cantinas do setor público e apoiar fazendeiros deixar as atividades que envolvem de animais de criação.

Cartas formais

O executivo-chefe da Vegan Society escreveu ao Partido Trabalhista, aos Democratas Liberais, ao Parlamento do Reino Unido, ao Partido Nacional Escocês e ao governo galês, afirmando que o aumento do conhecimento e a absorção de alimentos vegetais são necessários não apenas para a mitigação da mudança climática, mas também para a saúde pública. como pode aliviar a pressão no NHS.

A carta pede aos partidos políticos que deem três passos: encorajar a nação a adotar uma alimentação cada vez mais baseada em vegetais, implementar políticas para instituições do setor público, como escolas, hospitais e lares de idosos, para oferecer uma boa refeição vegana como padrão nos cardápios todos os dias. como parte de sua campanha Catering for Everyone, e fornecer ajuda financeira e prática para os agricultores que desejam se afastar de animais de criação para o cultivo de culturas vegetais para consumo humano, como parte de sua campanha Grow Green.

Dieta vegana e política

“É amplamente reconhecido que comer produtos de origem animal tem um enorme impacto ambiental, mas isso não é de forma alguma incorporado à política”, disse George Gill, executivo-chefe da Vegan Society, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A agricultura animal não tomou nenhuma atitude em relação a sua cota de emissões e está ficando cada vez mais claro que não poderemos cumprir o Acordo de Paris a menos que façamos uma mudança nacional em direção a alimentações baseadas em vegetais”.

“Estamos pedindo aos partidos políticos que cumpram suas promessas e deem um passo ousado para superar a emergência climática implementando políticas que encorajem uma alimentação realmente sustentável e baseadas em vegetais”.

Opções veganas para ser padrão

“Estamos fazendo campanha para que as opções veganas se tornem padrão em todo o setor público para garantir que haja sempre uma opção alimentar adequada para todos”, acrescentou Will Gildea, responsável por campanhas e políticas da Vegan Society.

“O governo deve também apoiar os agricultores que desejam uma agricultura sustentável ou restauração ecológica, o que ajudaria a cumprir sua promessa de dinheiro público para bens públicos.

“Em um nível individual, podemos fazer a diferença comendo uma alimentação baseada em vegetais – qualquer pessoa interessada pode se inscrever para o desafio Plate Up for the Planet de sete dias”.

Reservas de proteção vão começar a cortar os chifres dos rinocerontes para protegê-los

Foto: Kruger National Parks/Twitter

Foto: Kruger National Parks/Twitter

O grupo de Parques Nacionais da África do Sul (SANParks, na sigla em inglês) e os parceiros de conservação na região do Grande Kruger estão implementando colaborativamente uma série de intervenções como parte de uma abordagem integrada de gestão da vida selvagem para combater os efeitos assassinos da caça aos rinocerontes.

A SANParks é uma entidade pública sob a jurisdição do Departamento de Assuntos Ambientais da África do Sul. A administra um sistema de 19 parques nacionais funcionais em sete das nove províncias do país, com uma área total de pouco mais de 4 milhões de hectares 67% das áreas protegidas sob gestão estadual.

O órgão hoje é reconhecido como líder mundial em conservação e gerenciamento de áreas protegidas. Nas últimas duas décadas, sete novos parques nacionais foram estabelecidos, totalizando mais de 700 mil hectares.

Em uma triste reflexão sobre quão terrível é a situação, o Kruger National Park (KNP) um dos membros da entidade começará processo de corte seletivo chifres de rinoceronte do sexo feminino em certas áreas do parque, em um esforço para minimizar o impacto da caça de rinocerontes nos números das populações.

De acordo com uma declaração no site da SanParks, esta ferramenta de proteção anda de mãos dadas com o fortalecimento das medidas de segurança, compartilhamento de informações sobre incursões e inteligência, bem como a colaboração contínua com as agências de aplicação da lei.

Foto: Kruger National Parks/Twitter

Foto: Kruger National Parks/Twitter

A National Prosecution Authority (NPA), está sendo amplamente informada sobre a situação atual, a fim de entregar sentenças rígidas àqueles encontrados em posse de munição, rifles de alto calibre e invasão em uma área protegida com a intenção de cometer um crime.

Foi estabelecido que a perda de uma fêmea tem múltiplos efeitos, uma vez que também inclui a perda de filhotes dependentes e futuros bezerros. Os múltiplos efeitos fazem parte de vários fatores que afetam o crescimento populacional de rinocerontes brancos, além do efeito disruptivo imediato da caça.

De acordo com a SANParks, as fêmeas de rinoceronte são extremamente importantes para o desempenho geral da população e precisam ser protegidas pela introdução de sentenças mais duras em incidentes em que foram mortas por causa de seu chifre e um filhote é deixado órfão.

*Extinção em cinco anos*

A divulgação recente de fotos pungentes, mostrando rinocerontes mutilados sendo resgatados na África, após caçadores terem cortado seus chifres – que a ignorância popular acredita serem “curadores de câncer” – tem levantado questões sobre a ameaça contínua que paira sobre essa espécie.

Nas imagens um rinoceronte pode ser visto com os olhos vendados, dentro de um contêiner, enquanto é levado para um centro de resgate depois de ter sido mutilado por caçadores ávidos por dinheiro, responsáveis por alimentar um comércio cruel que movimenta em torno de um bilhão de libras.

Em outra foto é possível ver uma ativista pelos direitos animais alimentando um bebê rinoceronte com uma mamadeira gigante improvisada. Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é vista protegendo seu filhote em outra imagem onde que os animais parecem estar em movimento.

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

O fotógrafo conservacionista, Neil Aldridge, que atualmente mora em Bristol, na Inglaterra, mas cresceu na África do Sul, tem acompanhado a situação dos rinocerontes há anos e foi o responsável pelas fotos, reveladoras e tristes, tiradas na África do Sul e em Botsuana.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido. Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social. Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

Cão em situação de rua salva garotinha de ser atacada e é adotado pela família

Foto: Metro uk

Foto: Metro uk

Cães que vivem em situação de rua, muitas vezes abandonados, não contam com a proteção de uma família ou de um teto sobre suas cabeças. Muitas vezes sentem fome, frio, apanham, e são enxotados.

Isso os torna defensivos, muitas vezes agressivos, por apenas conhecerem o lado ruim da vida ou do ser humano. As vezes eles expressam comportamentos violentos por estarem doentes ou com dor e não devemos julgar esses animais sem conhecer sua real história.

Foi desses cães que invadiu o quintal de uma família provavelmente em busca de alimento e vendo-se acuado e sem saída, demonstrou agressividade em defesa própria, mas outro cão, também abandonado impediu o companheiro de machucar alguém, colocando-se entre ele a criança que estava próxima a cena.

Oreo foi o nome dado ao cão em situação de rua que salvou a vida da criança, protegendo-a do possível ataque de outro cão.

O herói foi adotado pela família da menina que grata pela atitude do animal, resolveu torná-lo parte da família.

O cão é uma mistura de raças com pelo nas cores preto e branco, ele ficou de guarda ao lado de Aurora Bentley depois que outro cão invadiu o quintal da casa de sua família em Knoxville, Tennessee (EUA), e ameaçou atacá-la há duas semanas.

A bravura de Oreo fez com que ele sofresse cortes e contusões depois que o outro cão começou a atacá-lo, em vez de Aurora, de dois anos de idade.

Aurora | Foto: Metro UK

Aurora | Foto: Metro UK

Posteriormente, ele foi levado às pressas para o hospital de animais para tratamento – e a família de Aurora decidiu que seu comportamento heróico o tornava digno de um lar amoroso e protegido dos perigos e ameaças da rua.

A avó de Aurora, Sima Bentley, disse à WATE-TV: “Em seu terceiro aniversário, ela ganhou o melhor presente possível: seu cachorro-herói.

O outro cão em situação de rua havia descido do bosque vindo do sentido da montanha que fica atrás da casa, e o cão Oreo, que é o nome que ele ganhou, correu pelo quintal e se colocou entre Aurora e o outro cachorro vadio.

E o cachorro, que parecia estar fora de si segundo relatos, o atacou em vez de atacar a criança. Sima disse que depois que Oreo recebeu tratamento por seus ferimentos, ele foi colocado para adoção.

E apesar de anteriormente não ter nenhum desejo de adotar um amigo peludo, ela não pensou duas vezes antes de oferecer à Oreo uma nova casa.

Sima agora planeja dar a Oreo a vida mais luxuosa e feliz possível, dizendo: “Eu estava apenas em uma missão para salvar o cão”

“Ele vai ser um cachorro muito mimado neste momento. Ele vai para todos os lugares que nós vamos, estamos sempre juntos”.

“E ele vai morar dentro de casa e dormir na cama, e o que ele quiser, ele vai ter”.

Atos de heroísmo entre cães e demais animais são novidade, capazes de amar e criar vínculos duradouros, esses animais extremamente sensíveis e inteligentes oferecem um amor único e incondicional, incomparável a qualquer outro tipo de amor que possamos encontrar em nossas vidas.

Pesquisas comprovam aumento da demanda por comida fast-food vegana

Foto: Domino´s Pizza

Foto: Domino´s Pizza

Chapéu: Estados Unidos

Título: Pesquisas comprovam aumento da demanda por comida fast-food vegana

Olho: Dados fornecidos por mecanismos de busca online confirmam que a procura por opções a base de vegetais, nas redes de comida mais conhecidas, tem crescido a cada dia

As redes de fast-food dos EUA que retornam como resposta aos dados dos mecanismos de busca puxados pelo software de análise de tendências de marketing, o SEMrush; mostram que mais e mais pessoas estão procurando por opções baseadas em vegetais quando pedem fast-food. Todos os meses, dezenas de milhares de pessoas pesquisam opções sem o uso de animais.

A Business Insider informou neste mês que a indústria de fast-food está finalmente trabalhando para conquistar clientes vegetarianos e veganos.

Foto: Starbucks/Reprodução

Foto: Starbucks/Reprodução

A Taco Bell é a líder absoluta neste relatório, com mais de 31 mil pessoas por mês pesquisando opções a base de vegetas em seu site. A Taco Bell está respondendo a esse demanda com o teste de um cardápio 100% vegetariano em Dallas, além de já possuir opções livres de animais em seu menu regular.

O Burger King está servindo um Impossible Whopper a base de vegetais em mais de 50 lojas. E a Chipotle recentemente adicionou itens vegetarianos e veganos ao seu cardápio.

Foto: Business Wire

Foto: Business Wire

O relatório mostra que estas são as dez maiores lojas de fast food nos EUA, onde as pessoas estão procurando por opções veganas e vegetarianas:

1. Taco Bell – taxa de pesquisas mensais: 31.622

2. Starbucks – taxa de pesquisas mensais: 11.329

3. McDonald’s – taxa de pesquisas mensais: 10.621

4. Subway – taxa de pesquisas mensais: 7.514

5. Pizza Hut – taxa de pesquisas mensais: 6.367

6. Dunkin’ Donuts – taxa de pesquisas mensais: 5.844

7. Chick-fil-A – taxa de pesquisas mensais: 5.800

8. Domino’s – taxa de pesquisas mensais: 5.450

9. Chipotle – taxa de pesquisas mensais: 5.392

10. Burger King – taxa de pesquisas mensais: 4.216

Hospital veterinário em Joanesburgo salva vidas de animais selvagens ameaçados pela ocupação humana

Foto: Denis Farrell

Foto: Denis Farrell

Na periferia de um subúrbio em Joanesburgo (África do Sul), um hospital veterinário tem salvando a vida de vários animais selvagens que vagam pelas áreas urbanas da cidade.

“Eu adoraria estar localizado no meio da selva, mas recebo mais casos aqui”, disse a especialista em reabilitação veterinária, Nicci Wright.

Wright fundou o hospital há dois anos em parceria com a também veterinária, Dra. Karin Lourens, e desde então já trataram de cerca de 4 mil animais.

Com a expansão de Pretória e Joanesburgo, a capital da África do Sul e seu centro econômico, os animais nativos da região estão sofrendo os impactos causados pela rápida urbanização. O hospital da vida selvagem trata principalmente pequenos mamíferos e aves de rapina que são feridos em função dessa situação.

Atualmente, existem cerca de 160 animais nas instalações do hospital, incluindo meia dúzia de tartarugas-leopardo, um píton sem dentes de 12 pés (aproximadamente 3,5 metros) de comprimento e uma lontra que foi tirada de seu habitat natural em uma tentativa frustrada de domesticação do animal.

Wright conta que a rotina do hospital é agitada, por exemplo, há o caso de um morador de Joanesburgo que chegou ao hospital, trazendo um touraco-cinzento em uma gaiola feita para um pássaro muito menor. Ele encontrou a ave em seu jardim, enquanto era atacada por seus cães. Ela não conseguia voar pois sua cauda e as penas de suas asas foram arrancadas. Como em qualquer hospital, a enfermeira Alicia Abbott abriu uma ficha e transferiu o novo paciente para um ambiente mais confortável para que seu tratamento possa começar.

Foto: Denis Farrell

Foto: Denis Farrell

A maioria das gaiolas no hospital fica coberta com toalhas e panos para impedir que a luz elétrica perturbe os animais. Junto com lesões físicas, muitos deles também sofrem de traumas psicológicos. Algumas espécies, como o pangolim, severamente ameaçada de extinção, mostram sinais visíveis de distúrbio de estresse pós-traumático quando ouvem qualquer voz humana masculina ou sentem cheiro de fumaça de cigarros, uma lembrança dos caçadores, disse Wright.

“Tudo é assustador para eles”, disse a veterinária.

Outro caso marcante foi o do jovem pangolim que chegou em uma caixa de madeira ao hospital. Wright conta que o pequenino começou a se mexer, arranhando a caixa como que se quisesse “chamar” a atenção para si.

Atualmente ele está no hospital, na hora de alimentar o pequeno mamífero um voluntário o leva para uma colina próxima, onde o pangolim, pode procurar por formigas para comer. Os pangolins são um dos mamíferos mais traficados do mundo devido à demanda por suas escamas de queratina, principalmente na Ásia.

Outra pangolim fêmea foi recentemente sedada e passou por um exame de ultrassonografia que descobriu que a pequena estava grávida.

Foto: Denis Farrell

Foto: Denis Farrell

Além dos cinco funcionários, o hospital conta com voluntários como Lauren Beckley, que mora nas proximidades. Beckley cuida de jovens primatas como babuínos e macacos vervet, que se apegaram a ela depois que suas mães foram baleadas ou atropeladas por humanos.

Demais animais selvagens no hospital incluem dois bebês galagonídeos (bush babies) recém-nascidos, que são pequenos primatas noturnos. Um foi atacado por um gato e o outro caiu de seu ninho.

Assim que os animais estiverem prontos para retornar a natureza, Wright e sua equipe, que trabalham com reservas naturais em todo o país, irão introduzi-los lentamente em um habitat novo, porém, mais seguro.

Estudo da compreensão do comportamento animal pode ajudar na conservação da vida selvagem

Foto: Arpat Ozgul/University of Zurich

Foto: Arpat Ozgul/University of Zurich

O avanço nas tecnologias dos sensores permitiu que os biólogos de campo, possam agora coletar uma massa crescente de dados cada vez mais precisos sobre o comportamento animal. No entanto, não há atualmente nenhum método padronizado para determinar exatamente como interpretar esses sinais.

Pegando os suricatos como exemplo. Um sinal de que o animal está ativo pode ser o fato de que ele está se movendo; já quando feito alternativamente, pode indicar que está cavando em busca de sua presa favorita: escorpiões. Da mesma forma, um suricato imóvel pode estar descansando – ou vigiando, conforme informações do Science News.

Em um esforço para responder a essas perguntas, pesquisadores do Laboratório de Análise e Medição de Movimento (LMAM) da EPFL se uniram a colegas do Grupo de Pesquisa em Ecologia da População da Universidade de Zurique para desenvolver um modelo de reconhecimento de comportamento. A pesquisa foi realizada em conjunto com o Centro de Pesquisa Kalahari.

Avaliando o impacto humano na vida selvagem

“A atividade humana tem um impacto cada vez maior e mais frequente no comportamento animal”, diz Pritish Chakravarty, estudante de doutorado no LMAM.

“Uma vez que entendemos como o comportamento animal muda em resposta a estímulos externos, podemos moldar melhor nossos esforços de conservação”, diz Chakravarty.

O doutorando explica, por exemplo, que as autoridades podem designar áreas de alimentação e caça conhecidas como áreas protegidas. “Mas isso só pode acontecer se soubermos com alta precisão quais sinais significam que o animal está procurando comida, mudando de localização ou engajado em uma atividade estática”.

Uma nova abordagem biomecânica

O novo modelo baseia-se em princípios biomecânicos gerais, como postura, intensidade de movimento e frequência. Ele permite que os pesquisadores determinem com precisão o que um animal está fazendo – descansando, vigiando, correndo ou procurando comida – usando informações de um acelerômetro portátil.

O dispositivo, que é compatível com uma variedade de espécies, teve seu propósito inicial adaptado pela equipe de pesquisa do LMAM, para capturar dados como inclinação do corpo, aceleração, vibrações e impactos.

Primeiro, o modelo distingue entre duas categorias amplas de comportamento – dinâmico (corrida, busca de comida) e estático (descanso, vigilância) – pela análise da intensidade do movimento e da postura.

Se o animal estiver parado, os pesquisadores podem dizer se ele está descansando ou vigiando, ao observar a inclinação de seu tronco. E quando o animal está em movimento, ele pode usar a intensidade e a frequência do movimento para determinar se ele está correndo ou procurando comida.

Dados de campo

O trabalho de campo foi realizado por voluntários especialmente treinados, durante um bom tempo, no Centro de Pesquisa Kalahari. A equipe colocou coleiras de sensores em 10 suricatos, registrou dados e filmou os animais durante três horas.

Depois de analisar as gravações para identificar diferentes tipos de atividade, os pesquisadores desenvolveram um modelo híbrido, usando princípios biomecânicos e os dados coletados em campo para treinar o algoritmo de aprendizado (software) para reconhecer diferentes padrões de comportamento.

O trabalho dos pesquisadores marca o primeiro passo na construção de um método padronizado para analisar o comportamento animal a partir de sinais captados por um acelerômetro. O modelo pode ser refinado para produzir informações mais precisas e detalhadas sobre comportamentos específicos em estudos futuros.

“O modelo de análise poderia ser usado, por exemplo, para fornecer uma estimativa de quanta energia um animal gasta procurando por comida”, diz Chakravarty. “Isso nos diria quanto tempo e esforço é necessário para um suricato encontrar algo para comer e se um determinado ponto é de interesse particular para o grupo todo.”

O Kalahari Research Center foi criado em 1993 pela Universidade de Cambridge e é palco de vários projetos de pesquisa.

Sushi de atum vegano será servido pela primeira vez na Conferência TED de 2019

Foto: Top Tier Foods

Foto: Top Tier Foods

A empresa canadense “Sushi Quinoa” fez uma parceria com a marca vegana americana Ocean Hugger Foods para criar uma refeição rica em proteínas para o maior evento TED Talk do ano.

Nos dias 17 e 18 de abril, visitantes e palestrantes da Conferência TED deste ano que acontecerá no Canadá serão presenteados com sushis veganos recheados com quinoa e atum à base de vegetais. O prato é o resultado de um esforço conjunto entre a marca canadense Top Tier Foods e a empresa vegana com sede nos EUA, Hugger Foods.

A seu turno, a Top Tier Foods contribuiu com seu Sushi Quinoa, um produto de quinoa desenvolvido especialmente para a indústria de sushi que pode ser usado no lugar do arroz de sushi. O “ahimi” de Ocean Hugger – um atum vegan preparado com tomates – completa o prato.

“Uma das melhores coisas sobre o Sushi Quinoa é que ele permite que o chef crie opções veganas e vegetarianas únicas usando a quinoa como veículo de alta proteína”, disse o presidente da TopTier Foods, Blair Bullus, ao canal de mídia Straight.

“A união do famoso ahimi (atum de tomates), com o Sushi Quinoa, cria uma opção deliciosa e saudável para pessoas que procuram uma alternativa de refeição sem carne que tem o mesmo sabor de um sushi roll de atum com perfil nutricional e semelhante, mas sem peixe ou arroz.”

A conferência anual do TED tem enfoque no tema “Maior que nós” e conta com mais de 70 palestrantes e mais de mil visitantes.

Conheça as seis mães mais dedicadas do reino animal

Foto: Nexus

Foto: Nexus

Nada se compara ao amor de uma mãe, e as mães do reino animal não são exceção. Confira as cinco melhores mães não humanas que fazem de tudo para seus filhos, desde colocar “o jantar” na mesa todas as noites até se sacrificarem por eles. Esses filhotes são presenteados com mães singulares e dedicadas que merecem os votos retumbantes de um Feliz Dia das Mães.

Mães elefantes

Foto: Jeff Foott/DCL

Foto: Jeff Foott/DCL

A primeira mãe da nossa lista ganha seu lugar por ter dado à luz os maiores bebês da Terra – estamos falando em média de 200 libras (cerca de 97 kg). Ainda bem que esses bebês gigantes não usam fraldas. As fêmeas dos elefantes também merecem um prêmio por terem passado por uma gravidez de 22 meses. Inicialmente, os filhotes nascem cegos, o que os força a confiar em suas trombas para navegação e descoberta, mas, felizmente, eles vivem em uma sociedade matriarcal.

Uma vez que o bebê nasce, as outras “damas” do rebanho dão uma mãozinha, incluindo avós, irmãs, tias e até primas. Essas babá em tempo integral são chamadas de “mães postiças” ou madrinhas e ajudam em todos os aspectos da criação de bebês elefantes – então, neste caso, é preciso uma manada inteira para criar um elefante.

Mães Coalas

Foto: iStockphoto

Foto: iStockphoto

Nunca aceite entrar em uma competição de comida com um coala do sexo feminino, pois ela só come uma coisa: folhas de eucalipto altamente venenosas. Sua faixa digestiva pode tolerar esse tratamento mortal, graças às suas entranhas que são naturalmente embaladas com bactérias especiais que desintoxicam as folhas.

Bebês coalas – não nascem com essas habilidades extraordinárias (para não falar na falta de orelhas, olhos e pelos), mas a mamãe coala vem em socorro do filhos e os ajuda a construir sua tolerância alimentando-os com suas próprias fezes. Pode parecer estranho e até meio repugnante no início mas é esse processo que tornará os pequenos capazes de alimentar-se sozinhos quando adultos

Uma vez que os coalas bebês nascem, eles passam cerca de seis meses dentro da bolsa da mãe, se alimentando de leite e formando as partes de seus corpinhos que ainda faltam definir-se. Mas esta é uma mãe que não perde o sono enquanto se alimenta: a coala dorme cerca de 22 horas por dia – quase 90% da vida dela se passa cochilando.

Mãe jacaré

Foto: Jeff Foott/DCL

Foto: Jeff Foott/DCL

O jacaré fêmea tem que ter uma das gestações “mais verdes” levando o ozônio em consideração. Seu ninho é uma pilha de vegetação apodrecida (a pilha final de compostagem) que produz calor para que ela não tenha que se sentar em seus ovos.

Os cientistas usam termômetros especiais para monitorar o período de incubação de dois meses nesses ninhos, e o calor faz mais do que dar vida a esses bebês.

Se a temperatura é inferior a 88 graus, o bebê é uma menina, mas se for superior a 91 graus, é um menino. Uma vez que os bebês nascem, as mães zelosas os carregam em sua mandíbula para proteção, ajudando-os na água, onde passam seus primeiros anos comendo peixes, insetos, caracóis e crustáceos.

Mãe urso-polar

Jeff Foott/DCL

Foto: Jeff Foott/DCL

Ursos polares do sexo masculino são os reis de uma única noite. Esses “Casanovas” dão às parceiras o ombro frio após o acasalamento, deixando as futuras mamães sozinhas para carregar cerca de 400 libras (quase 200 kg) durante a gravidez. Isso justifica um bebê realmente pesado, mas neste caso, os desejos de fim de noite são encorajados – na verdade, se a fêmea não encontrar comida suficiente para dobrar seu peso, seu corpo vai realmente reabsorver o feto. Parece exagerado? Mas é a vida real.

Depois que ela embolsar todos os quilos necessários, o urso polar tem um dos trabalhos de parto mais fáceis ja registrados. Ela cava uma toca-maternidade (geralmente em um monte de neve), onde ela entra em um estado de hibernação, não come por dois meses e também dorme durante o nascimento do bebê.

Sem as contrações e dores do parto, que tranquilidade, a mamãe ursa dá a luz dormindo. Os recém-nascidos são cegos e desdentados, mas absolutamente e lindos, e geralmente ficam do lado de sua mãe por apenas dois anos antes de serem enviados para o mundo pra viver por conta própria – meio que condensando a infância, a pré-adolescência e a adolescência dez uma vez só.

Mãe guepardo

Foto: Wolfgang Bayer/DCL

Foto: Wolfgang Bayer/DCL

Paciência é uma virtude, especialmente quando se trata de ser uma mãe guepardo. Em qualquer momento de suas vidas em que deem a luz, as fêmeas da espécie geralmente têm quatro a seis filhotes para cuidar, mas essas crianças não nascem com instintos de sobrevivência. Cabe à mãe ensiná-los a caçar suas presas e evitar outros predadores, e esse treinamento pode levar quase dois anos para que eles aprendam e passem a reliazar com sucesso as atividades.

Uma vez que os filhotes aprendem a se virar sozinhos, a mãe começa a criar uma nova família, enquanto seus descendentes deixados para trás formam um grupo de irmãos. Os garotos ficarão juntos por toda a vida, mas as fêmeas deixarão o grupo mais ou menos seis meses depois, já que esses animais tendem a ser solitários e a evitar um ao outro. Aqui não se cutuca a onça com a vara curta.

Mãe orangotango

Getty

Foto: Getty

Os altamente inteligentes orangotangos são a melhor mãe do tipo “faça você mesmo”. Ela passa quase toda a sua vida no alto das árvores, onde constrói um novo ninho todas as noites a partir de galhos e folhagens, formando mais de 30 mil casas em sua vida.

Ela também nunca abandona seus bebês, geralmente amamentando os filhos até que eles atinjam a idade de 6 ou 7 anos – essa é a maior dependência da mãe de qualquer animal na Terra.

Na maioria dos casos, os orangotangos do sexo masculinos só se aproximam para acasalar, e até mesmo os bebês machos se separam mais rapidamente de suas mães do que suas contrapartidas femininas, que muitas vezes ficam mais tempo com elas para aprender habilidades de criação de filhos.

Exportação de animais vivos: investigação mostra bezerros recebendo chutes e socos

Bezerros de não mais que duas semanas de idade levam tapas, socos e chutes segundo gravação sigilosa.

Foto: Eyes on Animals

Ativistas seguiram mais de 5 mil bezerros trancafiados em 23 caminhões durante o percurso da Irlanda até o posto de controle em Tollevast, na França, onde seria a pausa para que os animais se alimentem e descansem, sob as leis da União Europeia.

Ao invés disso, gravações mostram os animais sendo arrastados por suas orelhas e escancaradamente golpeados pelos trabalhadores com bastões. Alguns dos filhotes são tão cruelmente maltratados que chegam a entrar em colapso de dor, caindo no chão com as pernas ainda sem a coordenação motora para andar devidamente.

Uma gravação feita em segredo no posto de controle operado pela Qualivia em março, mostra um dos trabalhadores empurrando um dos bezerros no chão, e pulando repetidas vezes em cima do corpo do animal.

Nicola Glen, porta-voz da instituição que co-dirigiu a investigação, afirma: “É de partir o coração ver como esses animais vulneráveis, ainda instáveis em suas próprias pernas e dependentes do leite de suas mães, sofrem com violências horríveis durante o transporte para as instalações holandesas”.

No vídeo, pode-se ver os trabalhadores bater o rosto dos animais nos bicos de plástico para tomar leite, e jogando suas cabeças para trás. Os bezerros, desesperados por leite depois de uma longa jornada com pouco acesso à água, voltam para os campos e são golpeados novamente.

Foto: Eyes on Animals

“A Holanda é a força que está por trás desse transporte, e a Irlanda é o principal fornecedor”, comenta Glen. “Ambos os países devem se responsabilizar pelo bem-estar destes animais.”

A violência gravada está sob investigação da polícia francesa, que prendeu sob acusações o homem que pulou em cima de um dos bezerros. O agressor pode encarar até dois anos de prisão.

Robert Drisque, presidente do posto de controle de Qualivia, recusou-se a comentar, dizendo apenas que era uma “situação difícil” que afetou o seu time psicologicamente. Mas o caso expõe o escondido, e muitas vezes cruel, mundo da exportação de animais vivos, de acordo com grupos ativistas.

Isis La Bruyère, uma inspetora da L214, grupo ativista francês em defesa dos direitos animais, e que liderou a investigação ao lado da EOA, afirma: “A resposta das autoridades foi bem rápida neste caso. O que é bom, mas não vimos nenhuma atitude sendo tomada a respeito do negócio de exportações até agora.”

O próprio Qualivia é considerado um “posto de controle de qualidade” e tem recebido dinheiro da União Europeia para expandir suas instalações e serviços.

Bruyère declara: “Nossa demanda é a relegação de transportes [de longo curso] de animais não desmamados, visto que não há bem-estar animal nesse tipo de exportação.”