Abaixo-assinado do Nação Vegana Brasil contra o Festival de Carne de Cachorro de Yulin ultrapassa 2,1 milhões de assinaturas

Por David Arioch

A estimativa é de que até dez mil animais serão abatidos, segundo a organização Humane Society International (Acervo: HSI)

Entre os dias 21 e 29 de junho vai ser realizado em Yulin, na China, o Festival de Lichia e Carne de Cachorro. A estimativa é de que até dez mil animais serão morte, segundo a organização Humane Society International (HSI).

O primeiro festival foi realizado em 2009, e surgiu a partir da crença de que comer carne de cachorro durante o verão chinês traz sorte e boa saúde. Há até mesmo uma crença de que afasta doenças e aumenta o desempenho sexual dos homens.

O problema é que o custo disso é a morte violenta de milhares de cães, além de gatos, que com certeza não gostariam de ter suas vidas precocemente usurpadas para atender interesses humanos não imprescindíveis, assim como fazemos com bois, vacas, porcos, frangos, galinhas, etc.

Embora tenha se tornado tradicional, já tem alguns anos que o Festival de Lichia e Carne de Cachorro, mais conhecido como Festival de Yulin, conquistou má fama fora da China. Ademais, não são poucos os cães e gatos servidos no evento que são abatidos aos olhos do público.

Em oposição ao evento, o movimento Nação Vegana Brasil criou um abaixo-assinado que já conta com mais de 2,1 milhões de assinaturas. “Queremos que a pressão contra o festival tenha muita mais força e, por isso, achamos importante sermos recebidos pela Embaixada da China em Brasília”, informa Kaz Raquel Sabino.

Por isso, além das assinaturas, o Nação Vegana Brasil pede que as pessoas apoiem a iniciativa ligando para a Embaixada da China ou enviando um e-mail solicitando que o movimento seja recebido em Brasília para a entrega formal das assinaturas.

Para apoiar a campanha, ligue para a Embaixada da China (em Brasília) ou para o Consulado (em São Paulo):

(61) 2195-8200 ou 2195-8271

(11) 3069-9895 ou 3069-9877

Ou envie um e-mail para: chinaemb_br@mfa.gov.cn ou consuladochinasaopaulo@gmail.com

Caso não tenha assinado ainda o abaixo-assinado, clique aqui.

Revista eletrônica “O Grito do Bicho” repudia os ataques à ANDA

O Grito do Bicho divulgou da íntegra o texto da campanha #ResistênciaAnimal | Foto: Reprodução

É impossível falar da história da proteção animal do país sem lembrar da ativista Sheila Moura e de sua ONG, a Sociedade Educacional “Fala Bicho”, entidade sem fins lucrativos fundada em abril de 1993. Sheila já lutou em diversas frentes, ministrando palestras e exigindo a atenção do Poder Público à causa animal. Com a popularização da internet no Brasil, a ativista investiu nesta ferramenta para expandir seu desejo de conscientizar o ser humano sobre a importância do respeito dos direitos animais e criou a revista eletrônica “O Grito do Bicho” em 2009.

Em seus aproximadamente 10 anos de atuação, o blog nunca ignorou ou se calou diante de alguma injustiça e sempre se manteve disposto a produzir materiais informativos e educativos sobre a exploração animal. A coragem de Sheila é sua marca registrada e nada a detém, nem mesmo o AVC que sofreu em 2014. Por isto não foi surpresa para a equipe ANDA descobrir que “O Grito do Bicho”, que atualmente está em sua segunda edição, foi o primeiro canal de notícias a divulgar a campanha #ResistênciaAnimal, um financiamento coletivo que pretende arrecadar R$33 mil para a reconstrução do site da ANDA, que teve sua estrutura destruída por hackers.

Em entrevista à ANDA, a ativista conta que a luta pelo reconhecimento dos direitos animais é uma batalha de todos. “A ANDA é o maior portal de notícias sobre a defesa da vida animal no mundo. Desde seu lançamento, acompanho a dedicação de todos os profissionais que lá trabalham e em especial da Silvana, sua fundadora. Atuo na área de proteção ambiental e animal há mais de 50 anos e posso afirmar o excelente serviço prestado por esta agência de notícias. Lamento que estejam passando por tal dificuldade e sempre que precisarem, contarão com a modesta ajuda do nosso blog ‘O Grito do Bicho 2’. Vamos todos nos aliar para obter bons resultados nesta empreitada da ANDA”, disse.

Para conhecer o trabalho realizado por Sheila, visite os portais O Grito do Bicho e O Grito do Bicho 2.

A ativista Sheila Moura é uma referência na causa animal | Foto: Reprodução

Entenda o caso

Desde julho de 2018, a ANDA vem frequentemente sendo atacada por hackers, após publicar uma série de notícias denunciando políticas contra os animais, o meio ambiente e o risco do uso de agrotóxicos. Há cerca de 15 dias, o portal teve sua estrutura quebrada, funcionando atualmente em um modo de visualização básica e limitada. Mais do que um ataque à ANDA, o fato é um atentado à democracia, à liberdade de expressão e à atuação em defesa dos animais e do planeta.

Para reconstruir o site, investindo em tecnologia e segurança, a ANDA lançou a campanha #ResistênciaAnimal, que tem como objetivo arrecadar R$33 mil. Deste valor, R$28 mil serão destinados exclusivamente à reconstrução do site, enquanto os R$5 mil restantes serão usados para cobrir taxas e outras despesas. Além de ajudar a impedir o cerceamento da liberdade de expressão e defender os animais, os doadores da campanha concorrerão a cupons de compras no valor de 50 reais do Sítio do Bem, e-commerce especializado em camisetas e mimos para quem é apaixonado pelos animais.

Divulgação

Ao final da campanha, todos os doadores receberão um agradecimento público no novo site da ANDA. É possível doar a partir de R$1 depositando diretamente na conta corrente da ANDA. Neste caso, é necessário enviar o comprovante para faleconosco@anda.jor.br, para que os doadores sejam identificados inseridos no memorial de reconstrução e possam também participar do sorteio.

Agência de Notícias de Direitos Animais
CNPJ: 12.164.456/0001-76
Banco Itaú – Agência: 00367 – Conta: 82489-3

Além de depósito em conta, também é possível doar através da plataforma de financiamento coletivo Vakinha (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/563625), que aceita doações a partir de 25 reais por cartão de crédito, boleto e transferências bancárias.

Adolescente mata, esquarteja gato e posta ato nas redes sociais

Reprodução

A crueldade de um rapaz de 17 anos viralizou nas redes sociais neste sábado (11). Imagens mostram o adolescente sufocando e esquartejando um gatinho branco em um vídeo postado pelo próprio jovem. Além de demonstrar extrema frieza nas imagem, ele ainda fez uma postagem admitindo a autoria do crime. “Asfixiei meu gato, abri ele, tirei todos os órgãos e comi o coração dele. Sim, eu sou psicopata”, afirmou.

Reprodução | Facebook

Após denúncias, o adolescente, que mora na cidade de Bom Despacho, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, foi detido pela Polícia Militar. O crime de maus-tratos foi confirmando pela mãe do rapaz, que alega que o jovem faz tratamento psiquiátrico e faz uso de medicação controlada e drogas ilícitas. A investigação apontou que o vídeo foi publicado originalmente na última quinta-feira (09).

Em uma entrevista ao portal Estado de Minas, o delegado Rodrigo Noronha, responsável pelo caso, acredita que o rapaz precisa de tratamento especializado. “Foi instaurado o inquérito e estamos pedindo ao Poder Judiciário a internação compulsória dele no hospital de tratamento psiquiátrico ou a internação dele num centro socioeducativo”, disse.

Reprodução | Facebook

As reações nas redes sociais foi de medo e perplexidade. “Estudos comprovam que muitos assassinos possuem histórico de maus-tratos a animais”, disse uma internauta. Uma usuária do Facebook acredita que o adolescente ainda pode fazer mais vítimas. “Pode ter certeza que ele tem coragem de fazer com um ser humano”, disse.

Homem pula de ponte para salvar cadela que caiu em rio nos EUA

Uma cadela se assustou com um acidente de carro, correu descontrolada e acabou caindo no rio East, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu enquanto Harper, como é chamada a cadela, estava com um passeador de cães. Comovido com a situação do animal, um homem pulou no rio e salvou sua vida.

Adotada por Erin O’Donnell em 2017, Herper se assustou quando um táxi ultrapassou o sinal vermelho e atingiu o passeador de cães e ela. Eles não se feriram, mas a cadela pulou no rio, devido ao medo que sentia, e começou a nadar. No entanto, logo ela perdeu a velocidade e começou a afundar. As informações são do Canal do Pet.

Instagram/ Harper de Hound

“Eu estava em um restaurante comemorando meu aniversário quando vi um cão pulando da ponte para nadar”, escreveu Gabe Castellanos nas redes sociais. “O dia estava quente e nós pensamos que o tutor estava observando o cachorro enquanto ele estava nadando para se refrescar, até que percebemos que uma pessoa correu para a grade da ponte e começou a gritar em pânico”, completou.

Formado pela SUNY Maritime College e com um amplo conhecimento em técnicas de sobrevivência na água, Gabe decidiu ajudar. “Olhei onde eu estava e vi que tinha um colete salva-vidas, peguei, vesti e pulei na água”, disse Gabe, em entrevista ao The Dodo.

Cerca de 300 pessoas assistiram a cena. Quando percebeu que alguém estava atrás dela, Harper tentou fugir. Gabe, no entanto, conseguiu alcançá-la e salvou sua vida, levando-a à margem do rio.

Apesar do susto, Harper apenas machucou as patas e, por isso, terá que usar botas ortopédicas por algumas semanas. “Fiquei aliviada quando soube que ainda existem pessoas com atitudes positivas como a de Gabe”, revelou Erin.

Nona baleia aparece morta em menos de dois meses na baía de São Francisco

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Especialistas em mamíferos marinhos estão preocupados com a morte de mais uma baleia cinza cujo corpo apareceu na baía em San Francisco (EUA) trazido pela maré.

A baleia encontrada segunda-feira última em Ocean Beach foi o nono cetáceo descoberto na área desde março.

Uma necropsia conduzida pelo Centro de Mamíferos Marinhos indica que ela pode ter sido atingida por um navio.

Acidentes como este, infelizmente, não são incomuns; o centro diz que três baleias que apareceram mortas anteriormente também foram atingidas por navios, enquanto outras quatro morreram de desnutrição. A causa da morte da outra baleia não foi determinada.

Mas o centro afirma que biólogos localizaram baleias cinzentas em condições precárias durante sua migração anual deste ano do México para o Alasca.

Eles suspeitam que alguns estão tendo dificuldade em encontrar comida suficiente para se alimentar, já que o aquecimento das águas alterou as condições oceânicas causando mudanças em seus suprimentos alimentares, que podem variar de krill a pequenos animais semelhantes a camarões até pequenos peixes.

O cadáver mais recente foi encontrado virado de bruços, sobre o estômago, o que segundo os pesquisadores, dificulta a realização dos testes.

“Normalmente, quando uma baleia flutua, ela fica sobre as costas”, disse o Dr. Padraig Duignan, principal patologista do Marine Mammal Center, ao ABC7.

“Isso nos dá acesso fácil à cavidade abdominal.”

“Ferimentos na parte de trás da cabeça, parte de trás do tórax, consistentes com trauma contuso de algo grande como um navio ”, acrescentou o pesquisador.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

O Centro de Mamíferos Marinhos confirmou a triste descoberta depois que os avistamentos foram relatados na manhã de segunda-feira e ao completar a necropsia da baleia na terça-feira.

Enquanto uma média de cinco a 10 baleias cinzentas geralmente morrem e são trazidas para a terra pelo mar ao longo de um ano inteiro, esse número já foi alcançado em questão de semanas.

“Temos o compromisso de realizar essas investigações com nossos parceiros para encontrar soluções de longo prazo para evitar esses incidentes no futuro”, disse a entidade no Twitter, observando que já realizou 8 necropsias com baleias cinzentas este ano.

Quatro animais desapareceram da América Latina nos últimos 15 anos

Apesar dos esforços de ONGs de defesa animal, quatro espécies desapareceram por completo da América Latina nos últimos 15 anos, devido à ação humana.

Ararinha-azul (Foto: Getty Images)

Uma dessas espécies é a ararinha-azul. Famosa por ter sido um personagem da animação Rio, ela foi extinta no habitat em 2000 devido ao desmatamento e a caça. No entanto, segundo um estudo de setembro de 2018 da organização Bird Life, ainda restam entre 60 e 80 ararinhas em cativeiro. Em 2016, uma ave da espécie foi vista em liberdade, na natureza, em Curaçá, na Bahia. A origem dela é um mistério. As informações são do UOL.

A tartaruga gigante de Galápagos é outro animal que sumiu da América Latina. A última tartaruga, que vivia nas ilhas Galápagos, no Equador, e era conhecida como George Solitário, morreu de velhice, com mais de 100 anos, em 2012. A caça para consumo da carne do animal o levou à extinção.

Tartaruga gigante de Galápagos (Foto: Getty Images)

O início da ação humana contra essa espécie teve início no século 18, quando piratas descobriram que as tartarugas conseguiam sobreviver em navios sem água e comida por meses. A partir de então, os navegadores que frequentaram Galápagos no século 19 começaram a capturar grandes quantidades de tartarugas vivas para levá-las nos barcos e consumir a carne delas, segundo Linda J. Cayot, da organização Galapagos Conservancy.

Sapo dourado (Foto: Getty Images)

Além da caça, outros fatores interferem na sobrevivência das espécies. Como é o caso do sapo dourado, que desapareceu devido às mudanças climáticas. Esse animal precisa de um certo nível de umidade para se reproduzir, por isso alterações no clima extinguiram a espécie, que vivia nos pântanos da floresta nublada em Monteverde, na Costa Rica. O habitat desse animal secou por causa de uma mudança drástica na temperatura da região, que impediu a formação da neblina que protegia a espécie, segundo informações do Centro Científico Tropical da Costa Rica. Em 1989 foi última vez em que a presença do anfíbio foi registrada. Em 2008, uma expedição buscou por sobreviventes da espécie, mas não encontrou nenhum.

Entre os animais que desapareceram na América Latina também está a foca-monge-do-caribe, um mamífero marinho que nadava pelas correntes do Golfo do México e foi declarado extinto em 2008. Causas humanas causaram a extinção, de acordo com a Administração Nacional Atmosférica Oceânica (NOAA, na sigla em inglês). Essas focas eram caçadas pela indústria pesqueira e tinham sua pele e gordura comercializadas.

Foca-monge-do-caribe (Foto: NOAA)

Cão que entrou no metrô e caminhou por trilhos é adotado por funcionário

O cachorro que entrou no metrô do Rio de Janeiro e caminhou pelos trilhos foi adotado por um funcionário da concessionária Metrô Rio. Assim que soube que o animal precisava de um lar, o oficial de manutenção Fabianno Batista decidiu adotar o cão.

Foto: Divulgação/Metrô Rio

“Quando cheguei à estação e vi o animalzinho disponível para ser adotado, liguei logo para a minha esposa. Ela deu o sinal verde e vou levá-lo para casa. Acho que ele vai ser dar bem com a minha cachorrinha, que inclusive se parece com ele”, contou ao jornal Extra.

O cachorro entrou na estação de Del Castilho e caminhou até a São Cristóvão, uma distância de cerca 7 km. Os trens tiveram que operar em velocidade reduzida por uma hora, tempo que durou o resgate do animal.

“O resgate começou às 7h30. De Del Castilho, o animal seguiu no sentido estação Maria da Graça e, depois, foi correndo até (a estação) São Cristóvão, onde uma funcionária, também do MetrôRio, conseguiu pegá-lo no colo”, contou o operador de estação Bruno de Almeida, de 28 anos.

Após o resgate, o cachorro foi levado para o Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, na Zona Norte. Após a avaliação veterinária, ele seguiria para um abrigo na Baixada Fluminense, mas não precisou ser levado para o local, já que foi adotado.

Governo se mantém reticente quanto a proibição da importação de troféus de caça

Foto: wildwatch

Foto: wildwatch

Junto com os Estados Unidos, o Reino Unido é um dos maiores importadores de troféus do mundo, sendo responsável pelo extermínio de milhares de animais indefesos, alimentando um mercado de criação e reprodução de espécies destinadas apenas para este fim e impulsionando uma indústria sórdida e cruel que lucra com a morte.

Alguns desses animais, como os leões, são catalogados como produtos e vendidos em menus pela internet, onde são escolhidos para serem mortos por valores altíssimos. Uma vez selecionados eles são soltos em áreas cercadas junto com seus caçadores assassinos para correr por sua vida, numa batalha já perdida.

Proibições da importação de pedaços dos cadáveres desses animais (ou do corpo todo), vistos por seus assassinos como troféus, representariam um passo importante em defesa dos animais. Os governos tem esse poder nas mãos.

Recentemente o secretário do meio ambiente do Reino Unido, Michael Gove deu passo importante em prol dos direitos animais ao anunciar a introdução do projeto de lei que criminaliza a exploração de animais selvagens em circos.

Mas o político é enfático em dizer que não tem planos para proibir a importação dos sanguinários troféus de caça.

O secretário afirma que a medida envolve um “delicado equilíbrio de interesses”.

Falando em entrevista ao conservacionista Kevin Pietersen, na BBC Radio 5 Live, Gove disse que havia sido aconselhado por instituições de caridade a “ser cautelosos” em seguir outros países e proibir a prática polêmica de importar partes de animais resultantes de caçadas raras, muitas vezes de animais ameaçados de extinção.

O ex-jogador de críquete da Inglaterra, e também apresentador do programa, Kevin Pietersen, deixou sua carreira de rebatedor para perseguir sua paixão pela conservação das espécies e prometeu fazer o governo britânico mudar sua posição em permitir que os caçadores de troféus importem suas vítimas.

Pietersen abordou o ministro sobre a caça de espécies em extinção, especialmente o rinoceronte, em sua terra natal a África do Sul.

Nascido na África do Sul, o ex-jogador de críquete da Inglaterra recentemente filmou um documentário sobre a caça ao troféu depois que o leão Cecil foi morto no Zimbábue em 2015.

Na entrevista, ele pergunta a Gove por que o Reino Unido não seguiu outros países, como Austrália, França e Holanda, e impôs a proibição de troféus.

Gove responde que foi aconselhado por conservacionistas e ONGs a proceder com cautela. Ele diz: “Não entre com os dois pés no peito no Reino Unido e diga às pessoas em cada um desses países como devem regular sua própria vida selvagem”, disse ele.

“Em um nível emocional e pessoal, acho difícil de entender. Mas você sabe que também reconheço que tenho que respeitar se há especialistas, que dizem que fazer isso de uma maneira gerenciada pode ajudar a vida selvagem em geral, então vamos apenas testar isso”.

Atualmente, se um caçador de troféus quiser trazer uma lembrança de sua caça de volta para o Reino Unido, eles poderiam fazê-lo, com uma permissão especial.

Um movimento entre os partidos chamado Early Day Motion, assinado por mais de 159 deputados, também pediu ao governo do Reino Unido que pare com as importações de espécies ameaçadas de extinção.

Gove disse: “Eu acho que há uma força crescente lutando para que a lei mude. Mas o que eu não quero fazer é atropelar as coisas”.

O político se justifica: “Eu não quero estar em uma posição em que esteja correndo tão longe e antes das ONGs e outros líderes querem, que possa arriscar o bom relacionamento construído ao longo do tempo”.

“Como muitas áreas de conflito, este é em parte um processo de educação e em parte um processo de diálogo”.

Durante a entrevista, um espectador e caçador de troféus disse a Pietersen que o esporte é emocionante e ajuda na conservação: “Matar um elefante é uma coisa incrível de se fazer, é uma coisa absolutamente impressionante, e é por isso que eu o fiz”.

“Eu quero tentar preservar esses lugares selvagens na África. Mas a única maneira de serem preservados é se houver dinheiro. Se não pagar, não há como. É tão simples quanto isso”, disse o caçador.

Os clientes, principalmente da Europa ou dos EUA, pagam muitas vezes milhares de libras e dólares para participar de uma caçada e guardam um “troféu” – geralmente a cabeça, a pele ou outra parte do corpo.

Em 2018, mais de 50 celebridades – incluindo os cantores Ed Sheeran e Liam Gallagher – assinaram uma carta aberta em apoio à Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, instando o governo a banir os caçadores de troféus da importação de partes do corpo para a Grã-Bretanha.

O que “Detetive Pikachu” encontraria se investigasse os animais explorados de Hollywood?

Há muito o que gostar do filme “Detetive Pikachu”, que entrou em cartaz na última quinta (9). O longa se passa em um universo onde criaturas fantásticas e seus treinadores vivem em harmonia – um universo onde Pokémons não são forçados a performar contra a sua vontade. Infelizmente, na prática, a relação de animais treinados com seus treinadores para filmes e séries de TV no nosso mundo não é tão pacífico assim.

Se Detetive Pikachu investigasse o que realmente acontece nos sets hollywoodianos, na indústria de treinamento animal, ele encontraria violência, negligência, e até mesmo mortes. A People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) produziu uma coletânea de ilustrações que exemplificam bem qual a realidade vivida por essas vítimas.

Cachorros não são Pokémons tipo água

Cães geralmente são forçados a enfrentar as mais terríveis situações para que os produtores possam conseguir aquilo que querem. No set de “Juntos para Sempre”, imagens mostram o treinador contratado pelo estúdio arremessando o cachorro na água turbulenta.

Pior que a Equipe Rocket

Treinadores de Hollywood também já foram pegos pelas câmeras em suas instalações privadas batendo em animais selvagens para forçar a sua submissão. Amedrontados por receberem mais golpes, estes animais performam apenas para poder ficar em paz, evitando mais sofrimentos. Essa técnica consiste em continuar os golpes no tigre, em frente ao elenco e equipe de produção, incluindo “A Vida de Pi”, filme o qual o treinador foi pego chicoteando pelo menos 20 vezes no pobre tigre.

Meowth sabe falar – estes gatos não

Alguns treinadores escolhem a privação de comida para atingir os requerimentos de um diretor, ou para coagir os animais a fazerem truques na frente das câmeras. Dois gatos de um dos maiores “fornecedores” de Hollywood sofreram de fome por muitos dias, pois o treinador do set dizia que eles estavam “gordos”.

Treinadores não estão evoluindo

Elefantes não são explorados somente em circos. Imagens gravadas por testemunhas mostram treinadores batendo com varas e socando um elefante que apareceu na série da HBO, “Westworld”. Enquanto isso, filmes compassivos como “Mogli, o Menino Lobo” e “Dumbo” usaram a tecnologia tão bem conhecida que temos e recriaram as imagens de elefantes com a tecnologia de CGI, ou cromaqui. Não há desculpas para torturar um animal, muito menos em prol do entretenimento.

Enfermeira Joy ficaria furiosa

Quando falamos sobre animais sensíveis e nervosos, como os cavalos, grande parte de suas performances acabam em tragédia. Três cavalos morreram na produção da série “Luck” da HBO, e 27 cavalos morreram para o “The Hobbit” de Peter Jackson.

Baleia reforça tese de que seria treinada ao devolver celular que caiu no mar

Uma baleia beluga chamou a atenção após devolver um celular que caiu no mar na Noruega. Ela foi vista pela primeira vez no final de abril e, desde então, segundo o “Business Insider”, tem circulado pelas águas de Hammerfest  e interage com os barcos e pede comida, o que reforça a tese de que ela pode ter sido treinada, está acostumada com o contato humano e não sabe se alimentar sozinha.

“Nós nos deitamos no cais para olhar e esperamos ter a chance de interagir”, disse Ina Mansika ao site “The Dodo”. “Eu tinha esquecido de fechar o bolso da jaqueta e meu telefone caiu. Presumimos que estava perdido para sempre, até que a baleia mergulhou de volta e voltou alguns instantes depois com meu celular na boca!”, acrescentou.

Foto: Jorgen Ree Wiig/Norwegian Directorate of Fisheries/via REUTERS

“Todo mundo ficou tão surpreso. Quase não acreditamos no que vimos”, continuou ela. “Fiquei super feliz e agradecida por ter recuperado meu telefone”, completou.

Especialistas alertam que o gesto pode indicar que a baleia foi treinada. Boatos sugerem que ela foi treinada pela marinha russa para ser uma “espiã”. As informações são do G1.

O biólogo marinho Jorgen Ree Wiig, em entrevista à rede americana CNN, que acredita que a beluga veio da região de Murmansk, na Rússia, e foi treinada pela marinha russa, que é conhecida por explorar baleias dessa espécie em operações militares para guardar bases navais, ajudar mergulhadores e encontrar equipamentos desaparecidos.

Autoridades russas prometeram, em 8 de abril, libertar dezenas de orcas e baleias que foram capturadas no extremo oriente russo e viviam confinadas em tanques desde o verão. A situação revoltou ambientalistas e gerou a criação de um abaixo-assinado endossado pelo ator Leonardo DiCaprio. A intenção do governo era explorar esses animais marinhos para entretenimento humano em parques de diversões aquáticos.

Apesar das especulações, a Rússia não emitiu nenhum posicionamento sobre a beluga encontrada na Noruega. “Quer isso seja verdade ou não, parece que a baleia foi claramente treinada sob os cuidados dos humanos por um bom tempo”, disse Catherine Kinsman, co-fundadora do Canadian Whale Stewardship Project.

A Gazeta Russa confirma que golfinhos e focas foram treinados pelas marinhas soviética e russa para serem exploradas no transporte de ferramentas para mergulhadores durante o conserto de barcos e submarinos. A publicação, no entanto, diz que os militares pararam de explorar esses animais há muitos anos.

Em entrevista à BBC, cientistas do Instituto de Ecologia e Evolução A.N. Severtsov, em Moscou, disseram que os militares russos ainda exploram um número limitado de baleias brancos, ainda que para finalidades pacíficas.

O modelo de “coleira” usado nesses animais foi desenvolvido, segundo a Gazeta Russa, foi produzido antes de 2010, conforme confirmado pela empresa que o fabricou. Ainda de acordo com a publicação, as belugas são geralmente exploradas na busca por navios e equipamentos que naufragaram.

As autoridades norueguesas estudam, agora, uma forma de salvar a beluga, segundo o jornal Washington Post. Levá-la para um santuário de belugas na Islândia é uma das possibilidades, já que ela corre risco de morte por não conseguir se alimentar sozinha.