Três leões albanianos são resgatados de zoo particular em péssimas condições

Foto: Associated Press

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Três leões foram resgatados pela ONG Four Paws na última terça-feira (7), de um parque chamado de “o pior zoológico da Europa”, na Albânia e devem acordar já em sua nova casa – os animais foram sedados e transportados para um centro especializado em grandes felinos na Holanda.

Os animais foram resgatados de um parque de animais privado no sul da Albânia, onde foram econtrados desnutridos e mantidos em condições terríveis.

Os felinos foram alojados temporariamente no Zoológico de Tirana, capital da Albania, até que se finalizasse uma discussão burocrática sobre o futuro deles.

Mas os funcionários da ONG finalmente conseguiram transportá-los para sua nova casa no Felida Big Cat Centre, na Holanda.

Foto: Associated Press

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Ioana Dungler, líder do projeto da Four Paws, que é um grupo reconhecido internacionalmente que tia em defesa do bem-estar animal, disse que os especialistas colocaram os leões em veículos especialmente equipados na última terça-feira e estavam conduzindo os animais – chamados Lenci, Bobby e Zhaku – para a Holanda.

“Eles estão seguros para viajar”, disse o veterinário Marc Goelkel, após examinar os animais.

Os leões e outros oito animais foram retirados do mesmo zoológico particular no oeste da Albânia em outubro do ano passado, em razão de suspeitas e temendo que estivessem desnutridos.

Eles permaneceram em gaiolas no zoológico público de Tirana, que a Four Paws também considera inapto, enquanto as autoridades estavam em uma disputa legal com seus antigos donos.

Uma equipe da ONG cuidou deles durante esse período.

Foto: Associated Press

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Dungler disse que os leões foram autorizados a sair depois que outras nações e grupos de animais passaram a pressionar as autoridades albanesas.

Ela também agradeceu ao Tirana Zoo por oferecer uma “solução temporária”. Caso contrário, toda a operação de resgate não seria possível, mas desde o começo foi dito que eles não poderiam ficar lá permanentemente.

“Se você observa as condições aqui, eu não acho que você precisa ser um especialista para entender que essa não é a maneira de se tratar animais selvagens”, disse Dungler, observando que o zoológico de Tirana tem pequenas gaiolas de piso de cimento.

“O sol, o cuidado, a atenção que eles receberão no Santuário Felida mais a abundância de grama e liberdade farão toda a diferença para eles.”

O Ministério do Meio Ambiente da Albânia, que está supervisionando o assunto, disse que não tem comentários a fazer sobre a transferência.

A Albânia tem outros animais silvestres que são mantidos em lugares impróprios e precisam de um ‘perfil completamente diferente’ para viver, disse Dungler, pedindo às autoridades albanesas que cooperem em futuras transferências de animais.

“Só precisamos do compromisso deles e da legislação adequada”, disse Dungler.

A Four Paws também está ajudando as autoridades albanesas com um estudo de viabilidade para um santuário de animais em Dajti Mountain, perto de Tirana, a capital.

Voluntários produzem camas para cães abandonados com pneus em MG

Um grupo de voluntários começou a produzir camas para cachorros abandonados em Muriaé, no estado de Minas Gerais. A principal matéria-prima utilizada são pneus.

Foto: Prefeitura de Muriaé/Divulgação

Um oficina para confecção das camas foi feita pela Prefeitura de Muriaé em parceria com o “Projeto Cuida”. Foram produzidas cerca de 30 camas, que serão distribuídas em bairros como Recanto Verde, Horto Florestal, Panorama e Almoxarifado do Executivo.

O objetivo, segundo a administração municipal, é ajudar animais que estão abandonados e não têm condições de se proteger do frio. As informações são do portal G1.

“Os cães em situação de rua não escolhem estar nas ruas. Eles são animais domesticados, foram abandonados e dependem do homem para ter bem-estar, saúde e segurança. É responsabilidade de todos os cidadãos dar o mínimo de condições para que não sofram com fome, sede ou frio”, destacou a diretora de Saúde Ambiental, Carla Morcerf.

De acordo com a prefeitura, outros serviços e parcerias estão sendo realizados na cidade em prol dos animais. Um deles é a castração, feita com o apoio dos grupos de proteção animal “Amicão” e Pedido de Socorro de Muriaé (PSM). Mais de 800 cães e gatos foram castrados no município em um período de dois anos.

Jogo de fliperama com garra de metal para pegar objetos usa cães reais como prêmios

Foto: Metro UK

Foto: Metro UK

O vídeo que mostra os cães vivos dentro de uma máquina com uma garra de metal sobre eles causou revolta nos usuários das redes sociais e avalanches de pedidos às autoridades chinesas para que agissem com urgência.

As imagens são de qualidade ruim, porém impactantes e apesar de durarem apenas alguns segundos, são o suficiente para que os expectadores tomem consciência da cena e compreendam o que se passa.

O jogo de fliperama tradicional (sem animais) com as garras de metal é popular no mundo todo, mediante uma ficha os jogadores ganham a oportunidade de “tentar” a sorte, mas em sua forma original os produtos apresentados são ursinhos de pelúcia, celulares ou outros produtos que possam despertar o desejo dos jogadores. Jamais vidas.

Ativistas que atuam em defesa dos direitos animais também expressaram sua indignação com as imagens.

As condições em que são mantidos os animais permanecem um mistério, sem água ou comida aparentes, ventilação adequada ou mesmo por quanto tempo os cães ficam dentro do fliperama permanecem um mistério.

Não está claro onde o vídeo foi filmado, mas as imagens foram compartilhado online pelo respeitado biólogo Daniel Schneider.

Ele disse ao jornal Mirror Online que as imagens foram enviadas para ele, mas ele já viu “jogos semelhantes” outras vezes.

No vídeo, um homem pode ser visto se curvando e pegando um cachorro vivo – embora não esteja claro se foi a ação ocorreu como resultado de um “prêmio” oferecido pela máquina.

Depois de ver o clipe, que supostamente foi filmado na China, Elisa Allen, diretora da ONG que atua em defesa dos animais, PETA, descreveu-o como uma “questão de vida ou morte”.

Ela disse: “Os animais não são brinquedos descartáveis, e a PETA pede às autoridades chinesas que examinem este vídeo com urgência – se os cães são reais, não é um jogo de fliperama arcade inofensivo, mas uma questão de vida ou morte.

“Animais vivos – incluindo lagostas, tartarugas e caranguejos – são comumente vendidos em máquinas de garra em toda a China.

“Eles podem ser facilmente feridos por serem descartados repetidamente, e alguns foram deixados para suportar uma dolorosa morte por desidratação ou fome”.

Em 2017, a TV chinesa Chung Tien TV alegou que gatos vivos estavam sendo usados como prêmios em máquinas similares.

Literalmente os criadores desse cenário criminoso estão brincando com a vida desses animais. Exibidos como produtos eles correm o risco de ficar por horas presos, sabe-se lá em que condições, expostos a condições cruéis, sem comida ou água e fazendo suas necessidades dentro do brinquedo.

Precificados com valor de uma ficha e explorados por dinheiro, os cães que parecem jovens e confusos, sem poder se mexer ou sair das instalações onde se encontram.

É realmente triste e desalentador que algum ser humano considere esse ato covarde de violência uma forma de diversão.

Audiência: protetores defendem PL que proíbe venda de cães e gatos

Protetores de animais defenderam o projeto de lei que proíbe a venda de cães e gatos em Santos (SP) durante audiência pública realizada no auditório da Câmara Municipal na terça-feira (7). Donos de canis e de comércios do ramo animal também participaram do evento.

Foto: Pixabay

Os criadores e comerciantes que participaram da audiência defenderam a regulamentação da prática para coibir maus-tratos a animais, não a proibição da venda. Segundo o vereador Benedito Furtado, autor do projeto, “muita gente trabalha com isso” e “tudo vai ser analisado”. As informações são do portal G1.

“Em todas as áreas há profissionais que não seguem as regras. O mesmo acontece com o setor pet. Tem criadores ruins, mas é preciso que haja fiscalização para coibir isso”, disse Martina Campos, diretora-executiva do Instituto Pet Brasil, entidade que congrega a indústria e o varejo de comércios brasileiros do ramo animal.

Os protetores de animais, no entanto, que defendem que seres vivos não podem ser tratados como mercadorias e que casos de maus-tratos não deixarão de existir enquanto houver comércio de animais, posicionaram-se favoráveis ao projeto.

De acordo com Furtado, a audiência foi tumultuada. “Quando você mexe com interesse financeiro, econômicos, é complicado. A audiência foi muito concorrida, nós vemos uma incompatibilidade ao amor, fidelidade, com a questão do dinheiro”, explicou.

O projeto segue agora para comissão e, de acordo com o vereador, poderá ser submetido a alterações. Em seguida, a proposta será encaminhada para votação na Câmara Municipal de Santos.

Botos se comunicam com os demais para avisar sobre a presença de invasores

Foto: CC BY-SA 4.0Nortondefeis

Os golfinhos fluviais da Amazônia, conhecidos também como botos, conversam entre si e os cientistas descobriram que a comunicação ocorre entre os membros da família, em forma de longos assobios que avisam sobre a presença de invasores.

Os botos amazônicos são um mistério, pois os cientistas sabem muito pouco sobre esses animais reclusos e como eles se comunicam, segundo informações do Daily Mail.

Recentemente os pesquisadores descobriram que eles conversam em sua própria língua usando uma variedade de sons – de uma maneira similar a que fazem seus primos oceânicos melhor estudados, os golfinhos.

Um total de 237 tipos diferentes de sons foram identificados – sendo que os mais comuns são chamadas curtas, em duas partes, que os golfinhos bebês faziam quando se aproximavam de suas mães.

Eles também emitiam chamadas (comunicações em guichos agudos) e assobios mais longos, parecidos com os que fazem os golfinhos-nariz-de-garrafa – embora muito mais raramente.

As chamadas foram listadas em algum lugar entre os sons de baixa frequência usados pelas baleias para comunicação de longa distância e cliques de alta frequência feitos por golfinhos marinhos para curtas distâncias.

A coautora do estudo, Laura May Collado, bióloga da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, disse: “Descobrimos que eles interagem socialmente e estão produzindo mais sons do que se pensava anteriormente. Seu repertório vocal é muito diverso”.

Ao contrário dos golfinhos marinhos que usam longos assovios para promover laços sociais, os botos pareciam usá-los para alertar outros indivíduos a manter distância.

A Dra. May Collado disse: ‘É emocionante; golfinhos marinhos como o nariz-de-garrafa usam apitos e assobios para contato, e aqui temos um som diferente usado pelos golfinhos fluviais para o mesmo fim.

E os pesquisadores acreditavam que não capturaram todas as comunicações dos golfinhos, já que só fizeram 20 horas de gravação.

A Dra. May Collado acredita que o ambiente do rio pode ter moldado essas características.

“Há muitos obstáculos como florestas inundadas e vegetação rasteira em seu habitat, então esse sinal poderia ter evoluído para evitar os ecos causados pelas árvores e melhorar o alcance da comunicação das mães com seus filhotes”, conclui ela.

Os resultados foram publicados na revista PeerJ.

Risco de extinção

A União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN) informou que o boto-cor-de-rosa da Amazônia voltou a integrar a lista vermelha de espécies em risco de extinção após 10 anos fora dessa listagem, que é considerada uma das mais detalhadas do mundo sobre o estado de conservação da espécies. O boto está, agora, a dois passos de ser classificado como extinto.

Antes de voltar à lista, a situação da espécie era considerada “sem dados suficientes”. O risco atual de extinção do boto foi catalogado após estudos serem realizados pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

Covardemente mortos para terem seus corpos usados como isca para pesca do peixe Piracatinga, 2,5 mil botos perdem a vida anualmente no Brasil, segundo a Associação Amigos do Peixe-Boi (AMPA) – o número é similar ao a mortandade de golfinhos no Japão.

Para tentar reverter esse cenário, a associação faz alertas sobre a caça do boto-cor-de-rosa na Amazônia.

Bodes são resgatados de matadouro clandestino e homens são presos

Dois bodes vivos foram resgatados de um matadouro clandestino em Olinda (PE), nesta quinta-feira (9). Dois homens, que não tiveram os nomes divulgados, foram presos. Eles confessaram o crime.

Foto: Polícia Militar/Divulgação

De acordo com a Polícia Militar, os homens foram presos no bairro Jardim Brasil após denúncias anônimas terem sido feitas. As informações são do portal G1.

No local, além dos dois bodes vivos, havia quatro corpos de animais mortos, já cortados, uma balança digital e utensílios cortantes usados para cortar os animais.

Os dois homens foram encaminhados para a Central de Plantões da Capital (Ceplanc), no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife. Eles pagaram, cada um, uma fiança no valor de um salário mínimo e foram liberados.

“O dono do matadouro nos atendeu e confirmou a denúncia. Ele nos levou até o quintal, onde funcionava o estabelecimento clandestino. Ele estava, inclusive, fazendo o corte de um dos animais. No local, eles foram autuados e assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência”, diz a militar Pâmela Gomes.

A Vigilância Sanitária foi acionada e adotou as medidas cabíveis.

Lei que obriga hospitais a servir refeições veganas aos pacientes entra em votação no senado

Foto: Livenkdly/Reprodução

Foto: Livenkdly/Reprodução

O Comitê de Saúde do Senado da Assembléia Legislativa de Nova York aprovou uma lei que garantiria aos pacientes de hospitais uma opção saudável baseada em vegetais em todas as refeições. O projeto de lei foi aprovado na Assembléia do estado em março e agora passará para o plenário do senado para ser votada.

O projeto de lei introduzido pelo senador Brad Hoylman e pelo membro da Assembléia Richard Gottfried, exige que os hospitais disponibilizem refeições e lanches à base de vegetais que não contenham produtos de origem animal ou subprodutos, incluindo carne, aves, peixe, laticínios, ovos ou mel.

No texto do projeto de lei também consta a exigência de que os hospitais listem as opções baseadas em vegetais em todos os materiais e menus escritos do estabelecimento.

Em setembro, a Califórnia aprovou uma legislação semelhante, que o Comitê de Médicos co-patrocinou juntamente com a Compaixão Social na Legislação.

A página da web Healthy Hospital Food do Physicians Committee fornece receitas vegetarianas e veganas, dicas para implementar refeições à base de vegetais e estudos de caso de hospitais que defendem alimentos saudáveis.

“A aprovação do projeto de lei pelo Comitê de Saúde do Senado envia uma mensagem clara de que os legisladores sabem que fornecer refeições para pacientes em hospitais é um passo crucial para combater epidemias relacionadas à nutrição, incluindo doenças cardíacas, diabetes e obesidade”, disse Susan Levin, diretora de educação nutricional do Comitê de Médicos pela Medicina Responsável, disse em um comunicado.

Quase 1,7 milhão de nova-iorquinos têm diabetes, e as doenças cardíacas são responsáveis por 40% de todas as mortes no estado, de acordo com o departamento de saúde.

Pesquisas mostram que uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos e feijões pode ajudar a combater doenças cardíacas, hipertensão, diabetes e câncer.

Em junho de 2017, a American Medical Association aprovou uma resolução que apela aos hospitais americanos para melhorar a saúde dos pacientes, funcionários e visitantes, fornecendo refeições à base de vegetais.

O American College of Cardiology (ACC) fez a mesma recomendação em Planting a Seed: Heart Healthy Food Recommendations for Hospitals.

A ACC explica que “a hospitalização pode ser um ‘momento de aprendizado’ para pacientes que estão prontos para adotar a nutrição como parte do processo de cura”.

Cineasta James Cameron defende drástica redução da produção de alimentos de origem animal

Por David Arioch

Para James Cameron, o problema dos produtos de origem animal está muito além dos apontamentos relacionados às consequências ambientais (Foto: Alistair Guthrie)

Participando do Just Transition Summit, em New Plymouth, na Nova Zelândia, o cineasta James Cameron e a ambientalista Suzy Amis defenderam que para valorizar uma economia de baixa emissão de carbono, que é o tema do evento, é importante priorizar a produção de alimentos de origem vegetal e reduzir drasticamente a produção de alimentos de origem animal.

Cameron, que é diretor e roteirista de filmes como Alien, O Exterminador do Futuro, Titanic e Avatar, disse que só o setor de laticínios responde por 22% das emissões de carbono enquanto a agropecuária é responsável por 48%.

O casal, que atualmente vive em uma fazenda de cinco mil hectares no sul de Wairapapa, onde cultivam vegetais orgânicos, incluindo frutas e oleaginosas, enfatizou que não adianta falar em economia de baixa emissão de carbono e ignorar a importância de uma mudança nas nossas relações de consumo, na produção de alimentos e nos hábitos alimentares.

Suzy Amis declarou que seria mais econômico investir na produção de vegetais do que na criação de animais para consumo – e citaram a própria experiência no cultivo de vegetais e na produção de proteínas de origem vegetal, como parte do trabalho que desenvolvem com a Verdient Foods, no Canadá. “Podemos alimentar muito mais pessoas e cuidar melhor da terra, do ar e da água”, reforçou.

Para James Cameron, o problema dos produtos de origem animal está muito além dos apontamentos relacionados às consequências ambientais. Ele disse que o impacto que podemos experimentar no futuro se ignorarmos todos esses sinais que demandam mudanças pode ser desastroso para a própria democracia e para a paz no mundo.

Bernie Sanders diz que fazendas industriais são uma ameaça

Por David Arioch

“É inacreditável para mim que os republicanos no Congresso tenham trabalhado horas extras para isentar as fazendas industriais das leis ambientais” (Foto: Getty Images)

No domingo, o senador Bernie Sanders, do estado de Vermont, que na eleição passada concorreu à indicação do Partido Democrata para disputar a presidência dos Estados Unidos, disse que as fazendas industriais [que respondem por até 99% da criação de animais para consumo nos EUA] são responsáveis por 1,4 trilhão de libras de dejetos residuais da criação de animais para consumo.

Ainda manifestando a sua antipatia pela grande produção agropecuária, Sanders continuou:

“São uma ameaça à água que bebemos e ao ar que respiramos, e é inacreditável para mim que os republicanos no Congresso tenham trabalhado horas extras para isentar as fazendas industriais das leis ambientais.”

O senador do estado de Vermont é defensor do fim dos subsídios do governo para a agropecuária e defende a redistribuição de subsídios para pequenos agricultores nos EUA.

Sanders recebeu elogios pela sua postura e alguns seguidores no Twitter pediram que ele abordasse também em algum momento a realidade da crueldade contra os animais na agropecuária.

Pássaros estão globalmente ameaçados por resíduos plásticos

Foto: iflscience

Foto: iflscience

Muito tem sido dito sobre os riscos sérios que a poluição por plásticos representa para a saúde da vida selvagem em todo o mundo, afetando uma ampla gama de espécies, incluindo baleias, tartarugas, peixes e pássaros.

No Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado em 10 de maio, dois tratados de conservação da natureza e conservacionistas da ONU em todo o mundo pedem ações urgentes para impedir a poluição por plásticos, destacando seus efeitos negativos sobre as aves marinhas e outras aves migratórias.

“Um terço da produção mundial de plástico não é reciclável e pelo menos oito milhões de toneladas de plástico fluem ininterruptamente nos nossos oceanos e corpos d’água (rios e afins) a cada ano”, disse Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU para o Meio Ambiente.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

“Este lixo esta acabando nos estômagos dos pássaros, peixes, baleias e em nosso solo e água. O mundo está sufocando em plástico e também são nossos pássaros dos quais depende a vida na Terra. ”

A poluição por plásticos é uma das três maiores ameaças para as aves: o emaranhamento nas redes de pesca e os demais são mais visíveis que o plástico, mas afetam menos indivíduos.

A ingestão de lixo plástico é mais danosa e pode afetar grandes proporções de algumas espécies. Aves confundem pedaços de plástico com alimento, fazendo com que morram de fome, enquanto seus estômagos ficam cheios de plástico indigerível.

Pedaços de plástico também estão sendo usadas como material para que as aves façam seus ninhos. Muitas aves pegam o plástico como material para forrar seus ninhos, confundindo-o com folhas, gravetos e outros itens naturais, que podem ferir e prender os filhotes ainda muito frágeis.

Redes de plástico de pesca descartadas são responsáveis pela maior parte das enredamentos de pássaros no mar, nos rios, lagos e até mesmo em terra. As aves marinhas são particularmente ameaçadas pelas redes de pesca. Muitas aves marinhas enredadas não são detectadas porque morrem longe da terra, longe da vista dos seres humanos.

Foto: ornithology.com

Foto: ornithology.com

“Ficar preso, emaranhado em equipamentos de pesca ou em lixo plástico condena as aves a uma morte lenta e agonizante”, diz Peter Ryan, diretor do Instituto Fitzpatrick de Ornitologia Africana da Universidade da Cidade do Cabo.

Para coletar dados adicionais sobre emaranhamentos remotos, cientistas como Peter Ryan recorreram ao Google Images e a outras fontes baseadas na Web para fornecer uma visão mais abrangente da ameaça, e o número de espécies de aves afetadas foi ajustado para cima.

Das 265 espécies de aves registadas enredadas em lixo plástico, pelo menos 147 espécies eram aves marinhas (36% de todas as espécies de aves marinhas), 69 espécies de aves de água doce (10%) e 49 espécies de aves terrestres (0,5%).

Estes números mostram que quase todas as aves marinhas e de água doce correm o risco de se emaranharem em resíduos de plástico e outros materiais sintéticos. Uma grande diversidade de aves terrestres, de águias a pequenos tentilhões, também é afetada, e esses números tendem a aumentar.

Pesquisas mostram ainda que cerca de 40% das aves marinhas contêm plástico ingerido no estômago. Patos marinhos, mergulhadores, pinguins, albatrozes, petréis, mergulhões, pelicanos, gansos e patas, gaivotas, andorinhas-do-mar, auks e tropicbirds estão particularmente em risco.

A ingestão de plástico pode matá-los ou, mais provavelmente, causar lesões graves, e o acumulo de plástico pode bloquear ou danificar o trato digestivo ou dar ao animal uma falsa sensação de saciedade, levando à desnutrição e à fome.

Aditivos químicos de plástico foram encontrados em ovos de aves em ambientes remotos, como o Ártico canadense.

Para resolver a questão da poluição plástica – e garantir que no futuro menos aves morrerão por ingestão ou enredar-se em plástico – a ONU Environment lançou a campanha Clean Seas em fevereiro de 2017. A campanha, que tem como alvo a poluição por plástico marinho em particular, tem foco amplo e pede a indivíduos, governos e empresas que tomem medidas concretas para reduzir suas próprias pegadas de plástico.

A Convenção sobre Espécies Migratórias e o Acordo Africano sobre Aves Aquáticas da Eurásia trabalham com os países para impedir que itens plásticos entrem no ambiente marinho. Uma recente resolução sobre a conservação de aves marinhas adotada pelos países da AEWA em dezembro de 2018 inclui uma série de ações que os países podem adotar para reduzir o risco causado pelos resíduos plásticos em aves migratórias.

Na Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias em 2017, os países também concordaram em abordar a questão das redes de pesca descartadas, seguindo as estratégias estabelecidas no Código de Conduta para a Pesca Responsável da Organização para a Alimentação e Agricultura.

Esforços para eliminar gradualmente os plásticos de uso único e redesenhar os produtos plásticos para torná-los mais fáceis de reciclar estão em andamento em muitos países.

“Não há soluções fáceis para o problema de plástico. Exigirá os esforços conjuntos dos governos, indústria, municípios, fabricantes e consumidores para resolver o problema. No entanto, como destaca o Dia Mundial das Aves Migratórias deste ano – todos neste planeta podem ser parte da solução e tomar medidas para reduzir o uso de plástico de uso único. Enfrentar este problema globalmente não só será benéfico para nós, mas também beneficiará a vida selvagem do nosso planeta, incluindo milhões de aves migratórias”, disse Jacques Trouvilliez, Secretário Executivo do Acordo Eurasian Waterbird Africano.

A poluição por plásticos é uma ameaça séria e crescente para aves migratórias, o que limitará ainda mais sua capacidade de lidar com a ameaça muito maior enfrentada pelas mudanças climáticas.