Urso pardo é encontrado após ser considerado extinto em Portugal

O Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora anunciou, na quarta-feira (8), que o urso pardo, considerado extinto em Portugal, foi encontrado na Espanha.

Foto: Dreamstime

A descoberta veio após estragos serem registrados em várias colmeias na cidade de La Tejera. As autoridades chegaram a conclusão que um animal da espécie era o responsável.

“Dá-se a circunstância de ser a primeira vez, nos últimos dois séculos, em que a presença desta espécie no país vizinho é confirmada de maneira confiável”, revelam as autoridades espanholas. As informações são do portal Sol.

A Espanha decidiu, então, avisar Portugal sobre a presença do urso, devido à possibilidade do animal passar para o território português, algo que, de fato, acabou acontecendo.

O livro “Urso Pardo em Portugal – Crônica de uma Extinção” conta que o último animal da espécie a pisar no território português, segundo os registros, morreu em 1843. Já na Espanha, medidas foram adotadas após o urso pardo ficar ameaçado de extinção. Com isso, a situação foi revertida, os números de animais estabilizaram e a espécie não foi extinta.

Homem é preso após matar cachorro a facadas em Rio Largo (AL)

Um homem foi preso na quinta-feira (9) em Rio Largo (AL) após matar um cachorro a facadas. À polícia, ele afirmou que esfaqueou o animal após ser mordido por ele. A versão, no entanto, é desmentida por testemunhas.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

De acordo com o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o homem aparenta ter aproximadamente 50 anos e trabalha como ambulante, vendendo facas e tesouras.

O cachorro morreu no local e pessoas que assistiram o crime tentaram agredir o ambulante, mas foram impedidas por funcionários da Câmara de Vereadores, que chamaram a polícia. Segundo as testemunhas, o homem agrediu o cão sem motivo.

A tutora do animal, Vitória da Silva Morais, esteve na delegacia. Ao G1, ela contou que o cachorro se chamava Ralph, tinha dois anos e costumava andar sozinho na rua.

“Eu fiquei sabendo pelas pessoas que viram. Meu cachorro andava por todo canto, todo mundo gostava dele. Nunca aconteceu nada parecido com isso antes. Estou muito triste porque ele era um ótimo cachorro”, relata Vitória.

O agressor foi levado ao 12º Distrito Policial (DP), na Mata do Rolo, para prestar depoimento. Ele deve ser autuado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.

Cid Moreira relembra morte por envenenamento de suas cadelas

O jornalista Cid Moreira relembrou a morte trágica de duas cadelas dele. Os animais foram envenenados em um curto espaço de tempo e, apesar dos esforços para salvá-los, morreram.

Reprodução/Youtube

Ao recordar momentos de sua carreira, o jornalista revelou o caso. Segundo ele, os assassinatos foram uma retaliação a uma notícia que ele anunciou. Os fatos foram relatados por Cid através das redes sociais. As informações são da revista Caras.

“Certa vez, eu estava anunciado, durante o JN, um ‘bandido’ perigoso que havia sido pego pela polícia. E no dia seguinte a vira-latinha que eu amava apareceu morta envenenada. Corri com ela para o veterinário e não adiantou. Eu morava em Jacarepaguá. Dois dias depois mais uma morreu. Uma policial capa preta. Ela apareceu, pela manhã, quase morta na porta de minha casa, arranhando a porta e gruindo. Fiquei muito assustado, é claro!”, contou.

Como se não bastasse a tristeza pela perda das cadelas, Cid descobriu, ao chegar na TV Globo para trabalhar, no dia seguinte à morte do segundo animal, que o caso se tratava de vingança.

“Chegando à TV naquela tarde, encontrei uma colega jornalista que me disse o seguinte: ‘Estive lá em Bangu e um preso perguntou para mim como estavam as cachorras do Cid Moreira. O que aconteceu?’”, disse.

Assustado, o jornalista decidiu mudar de endereço ao saber que o pai do homem havia sofrido um enfarto ao ouvir Cid dizer que ele era um criminoso, o que fez com que o rapaz ficasse com raiva e se vingasse.

Mais de 100 filhotes de leão esquálidos e doentes são encontrados em fazenda de criação sul-africana

Os filhotes de leão encontrados na Fazenda Pienika, na África do Sul, estavam tão doentes que mal conseguiam andar, os animais foram tão negligenciados que muitos ficaram calvos por causa da sarna não tratada.

Inspetores que invadiram a fazenda localizada na África do Sul encontraram mais de 100 leões, tigres, leopardos e caracais (Caracal caracal) ou linces-do-deserto em condições de superlotação e sem água para beber.

Eles foram mantidos em compartimentos imundos, o que facilitou a reprodução e o surto de parasitas que se espalham facilmente entre os animais.

As fotos mostram que muitos dos leões – destinados a serem mortos por caçadores em troca de dinheiro ou assassinados por seus ossos na lucrativa indústria do país – estavam quase totalmente sem pelo por causa de infecções parasitárias.

Autoridades de bem-estar animal acusaram o homem suspeito de administrar o centro de violar a lei de proteção aos animais.

Os grandes felinos faziam parte da indústria do “snuggle scam”(esquema do aconchego, na trdução livre) do país, que recebe dinheiro de turistas que pagam para acariciar, alimentar e tirar selfies com leões criados à mão (em cativeiro), sem saber que as fazendas são empresas que vendem esses animais para a morte – conforme informações do The Independent.

Praticamente sem pelo por causa da sarna, leão é mantido em ambiente sujo | Foto: The Indepedent

Praticamente sem pelo por causa da sarna, leão é mantido em ambiente sujo | Foto: The Indepedent

Os oficiais da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra os Animais da África do Sul descreveram as condições em que viviam os 108 animais negligenciados como “horrendas”.

“Outras questões, como recintos pequenos demais e abrigos inadequados, sem fornecimento de água, superlotação e condições imundas e parasitárias foram observadas nos cativeiros que continham leões, caracóis, tigres e leopardos”, disse o inspetor sênior da NSPCA, Douglas Wolhuter.

“Vinte e sete dos leões encontrados tinham sarna e os caracais eram obesos e incapazes de se limpar adequadamente.”

Dois filhotes que pareciam ter uma condição neurológica de doença eram incapazes de andar, ele disse. Eles foram confiscados e levados para receber tratamento especializado.

Estima-se que até 12 mil leões sejam criados nas 260 instalações de reprodução em cativeiro da África do Sul. A cota do país para exportar ossos de leões é de 1.500 esqueletos por ano.

O comércio de ossos de leão para a medicina asiática surgiu da caça de leões criados em cativeiro.

Depois que a fazenda foi descoberta, o grupo de conservação Humane Society International/África pediu que o governo sul-africano acabasse com a indústria de reprodução em cativeiro.

Audrey Delsink, diretora de vida selvagem da HSI/África, disse: “Filhotes de leão são arrancados de suas mães com poucos dias de vida para serem criados por voluntários de países como o Reino Unido, que são levados a acreditar que os filhotes são órfãos .

“Os filhotes são explorados a vida toda, primeiro como adereços por turistas pagantes, e depois como parte de safaris que oferecem os passeios de ‘caminhar com leões’. Uma vez grandes e perigosos demais para isso, eles são mortos por seus ossos que são exportados para a Ásia para serem usados em remédios tradicionais ou vendidos para serem mortos em caçadas por caçadores de troféus. Esses caçadores são em grande parte vindos dos Estados Unidos para participar de caçadas chamadas de “enlatadas” nas quais leões criados em cativeiro são baleados em áreas cercadas”.

”O destino dos leões dependerá do resultado do processo legal”, disse Delsink.

A Fazenda Pienika é de propriedade de Jan Steinman, membro do conselho da Associação de Predadores da África do Sul (Sapa), que afirma não apoiar a caça enlatada de leões mas considera a atividade covarde uma “caça responsável”.

Uma declaração da SAPA ao The Independent dizia: “A SAPA está ciente das queixas. Agora será tratado em termos do código de conduta e processo disciplinar da organização. As medidas corretivas serão aplicadas assim que o conselho analisar todos os fatos em mãos ”.

FAO sugere introdução de refeições vegetarianas para ajudar a combater as mudanças climáticas

Por David Arioch

Foto: Pixabay

Ontem a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou algumas sugestões que podem ser adotadas por qualquer pessoa que queira minimizar a contribuição às mudanças climáticas.

Segundo a FAO, condições imprevisíveis estão dificultando a produção dos alimentos necessários para uma população em crescimento, mas ressalta que ainda há tempo para agir. “É aqui que todo indivíduo tem o poder de fazer a diferença”, de acordo com a organização.

A primeira sugestão é adotar uma dieta mais sustentável, com a introdução de refeições vegetarianas em que a carne seja substituída por alimentos que demandam menos recursos naturais no processo de produção. Exemplos são as leguminosas como feijões, lentilhas, ervilhas e grão-de-bico.

“Mais recursos naturais são usados ​​para produzir carne, especialmente a água. Milhões de hectares de floresta tropical também são cortados e queimados para transformar terras em pastagens e campos para o gado”, justifica a FAO, em referência a ações que favorecem o aquecimento global.

A organização recomenda comprar apenas o que precisamos, fazendo uma lista e criando planos de refeições para evitar compras por impulso: “Quando você joga fora sua comida, você está desperdiçando os recursos hídricos que foram gerados. Por exemplo, são necessários 50 litros de água para produzir uma laranja!”

Outra sugestão diz respeito à valorização dos produtores locais – agricultores familiares e pequenas empresas:

“Você também ajuda a combater a poluição, reduzindo as distâncias de entrega de caminhões e outros veículos. A mudança climática está colocando em risco os meios de subsistência de milhões de agricultores. Sem eles, não teríamos comida em nossos pratos. As escolhas que fazemos hoje são vitais para um futuro seguro para a alimentação.”

Bebê elefante não se separa nem um minuto da mulher que salvou sua vida

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Moyo foi salvo de se afogar com apenas alguns dias de vida, depois de ter sido levado pelas águas ao tentar atravessar um rio inundado com sua manada.

O bebê elefante foi então abandonado pelos elefantes mais velhos, mas, felizmente, os guardas florestais o encontraram exatamente quando um bando de hienas haviam cercado o filhote.

Ele foi levado para o santuário de animais Wild Is Life no Zimbábue (Africa), onde se tornou muito ligado a fundadora da entidade: Roxy.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Tão ligado que ele não a deixa ficar fora de sua vista, aonde ela vai o pequeno elefante segue sua benfeitora por todos os lados.

“Ela é um daqueles animais com os quais eu formei um extraordinário vínculo de amizade, confiança e amor. Deixar ele partir será difícil”, disse Roxy à equipe do documentário da Nature, “Nature’s Miracle Orphans”.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

O Santuário “Wild Is Life” afirma que que o orfanato de elefantes está prestes a proporcionar aos órfãos uma segunda chance na vida. Segundo eles, esses órfãos, que foram severamente traumatizados, merecem a oportunidade de crescer e prosperar no mundo natural.

Trata-se também de compartilhar a experiência desses indivíduos com a espécie humana. De pedir aos seres humanos que olhem além de suas próprias espécies, para traçar um paralelo entre eles e algo que é selvagem.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Argentinos estão consumindo cada vez menos carne

Por David Arioch

Em 2017, os funcionários da Casa Rosada, a sede presidencial argentina, começaram a experimentar o “Lunes Vegano” (Foto: Fernando de Andreis)

Os argentinos estão consumindo cada vez menos carne, segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carne e Derivados da Argentina (Ciccra). Só no primeiro trimestre de 2019, a entidade registrou queda de 15% em comparação a 2018. Em consequência dessa redução a produção de carne foi 6,1% menor do que no mesmo período do ano passado.

Embora a Argentina ainda seja um dos maiores consumidores de carne do mundo, hoje só a capital Buenos Aires já conta com mais de 60 restaurantes vegetarianos e veganos, além de outros que oferecem opções para quem não consome nada de origem animal.

Sem dúvida, a cultura da carne na Argentina ainda é muito forte, mas a busca por alternativas baseadas em vegetais está em ascensão no país. Uma prova disso é o sucesso de restaurantes como o La Reverde (Parrilita Vegana), especializado em carnes vegetais e que preza pelo “dirty eating”.

No local, entre os pratos preferidos dos clientes estão o choripán vegan (um sanduíche cheio de seitan) e o vacío (equivalente ao bife de fraldinha) emparelhado com chimichurri.

Outra curiosidade é que o primeiro restaurante orgânico certificado da Argentina, o Bio Solo Orgánico, que abriu suas portas há 17 anos no bairro boêmio de Palermo, tem entre seus pratos mais populares o risoto de quinoa, seitan à milanesa e escalope de pão ralado, além de um flan vegano de leite de coco com doce de leite.

Jogadores como Lionel Messi e Sergio Agüero também ajudaram a abrir espaço para uma nova consciência argentina em relação ao consumo de vegetais quando decidiram adotar uma alimentação vegetariana durante a última Copa do Mundo. Agüero chegou a dizer que não se alimentar de animais fez desaparecer suas recorrentes lesões musculares – o que serviu de incentivo principalmente aos mais jovens.

Além disso, em 2017, os funcionários da Casa Rosada, a sede presidencial argentina, começaram a experimentar o “Lunes Vegano”, que equivale à Segunda Sem Carne no Brasil. Quando realizada, uma lousa é colocada do lado de fora: “Segunda-feira sem carne: melhora sua saúde, desafia você a fazer algo novo, é boa para o planeta. Coma vegetais. Coma de maneira diferente.”

Cientistas criam plástico que pode ser reciclado infinitamente

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O plástico infinitamente reciclável agora é possível graças às descobertas feitas pelos pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab), do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), na Califórnia (EUA). Os cientistas publicaram recentemente um relatório descrevendo o desenvolvimento realizado por eles de polidiketoenamina (PDK) – um material semelhante ao polietileno tereftalato (PET), com algumas diferenças fundamentais.

“A maioria dos plásticos nunca foi feita para ser reciclada”, disse o principal autor do relatório, Peter Christensen. “Mas descobrimos uma nova maneira de criar plásticos (unindo moléculas) que leva em consideração a reciclagem a partir de uma perspectiva molecular.”

A estrutura da maioria dos plásticos é composta de grandes moléculas chamadas polímeros, os quais são compostos por monômeros de carbono menores.

Para criar itens como garrafas de água, sacos, sacolas, canudos multicoloridos e embalagens elásticas para guardar alimentos, os fabricantes adicionam vários produtos químicos e enchimentos para dar aos plásticos as qualidades desejadas – o que dificulta a reciclagem de diferentes tipos de plásticos, pois o resultado final é imprevisível e/ou indesejável.

Os pesquisadores do Berkeley Lab descobriram uma maneira de fechar esse ciclo com o PDK, que é “circular” quando se decompõe em sua estrutura molecular original com a aplicação de ácido e pode ser reutilizado quase infinitamente antes de ser transformado em combustível no final de sua vida útil.

“Estamos em um ponto crítico em que precisamos pensar sobre a infra-estrutura necessária para modernizar as instalações de reciclagem para a futura classificação e processamento de resíduos”, disse o pesquisador-chefe Brett Helms.

“Se essas instalações fossem projetadas para reciclagem ou reciclagem de PDK e plásticos relacionados, então poderíamos desviar mais efetivamente o plástico dos aterros e dos oceanos. Este é um momento emocionante para começar a pensar em como projetar materiais e instalações de reciclagem para permitir plásticos circulares”.

Os cientistas estão atualmente procurando por oportunidades de licenciamento e colaboração, em um esforço para deter a poluição por plásticos.

Entenda a poluição dos micro plásticos (partículas dos materiais feitos de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as consequências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

Rapper Snoop Dogg promove hambúrguer vegetal da Beyond Meat

Por David Arioch

Snoop Dogg dirigiu um food truck da Beyond Meat pelas ruas de Nova York (Imagem: Reprodução/Snoop Dogg/Twitter)

Na semana passada, o rapper e produtor Snoop Dogg percorreu as ruas do Queens, em Nova York, dirigindo um food truck e promovendo o Beyond Burger, da Beyond Meat, baseado em proteína de ervilha, óleo de coco e beterraba. Snoop Dogg tem promovido alimentos à base de vegetais desde o início do ano.

Em janeiro, ele já havia elogiado o food truck Slutty Vegan, em Atlanta, onde até 500 pessoas aguardavam na fila para experimentar as opções de lanches veganos. Além disso, em fevereiro, o rapper serviu veggie burgers aos participantes da festa pré-Grammy.

Homem encontrado com filhote de tigre branco é preso na França

Foto: AFP

Foto: AFP

No último sábado (4), investigadores do sudeste da França encontraram um filhote de tigre branco na casa de um suposto traficante de animais exóticos, enquanto pítons e marsupiais ameaçados de extinção foram encontrados na casa de sua mãe, conforme informações da policia.

Os membros da agência de saúde pública (OCLAESP, na sigla em francês) foram recentemente informados sobre a venda ilegal de lêmures por meio de denúncias e suas investigações levaram-nos às instalações onde encontraram o criminoso.

Acredita-se que o homem preso tenha recebido a quantia de 17 mil euros (cerca de 19 mil dólares), “mas ainda não tinha entregue ainda os pequenos primatas de Madagascar ao comprador”, informou a polícia francesa em um comunicado.

Uma invasão na casa do suspeito (àquela altura) revelou a presença do filhote de tigre branco, enquanto uma operação simultânea na casa da mãe dele no nordeste da França resultou na descoberta quatro planadores (petauros) de açúcar – pequenos marsupiais noturnos nativos da Austrália, Indonésia e Nova Guiné – e nove cobras, incluindo duas pythons reais.

Após se apresentar perante um juiz, o homem foi imediatamente condenado à prisão por oito meses e foi descoberta também sua conexão com um caso de fraude anterior.

O tráfico ilegal de animais selvagens é punível na França por um ano de prisão e uma multa de 15 mil euros (cerca 16 mil dólares).

O bebê tigre, agora chamado de Hermes, apesar de salvo das garras do traficante, infelizmente foi levado ao zoológico de Barben, no sudeste da França e será criado como mercadoria para se exposta aos público em forma de entretenimento.

A outra – e mais justa – opção seria levar o bebê tigre a um santuário para reintegrado à natureza após aprender habilidades selvagens com outros animais também em recuperação.

Os tigres brancos não são uma subespécie separada. O pelo branco é uma mutação genética rara que é vista principalmente entre os animais consanguíneos criados em cativeiro.

*Ameaçados de extinção*

A ONG que atua em defesa dos direitos animais, Born Free, afirma que a caça aos tigres e a destruição de seu habitat causaram o desaparecimento de 96% da população desses felinos nos últimos cem anos. Acredita-se que existam apenas 4 mil indivíduos da espécie restantes no planeta.

A organização britânica lançou um apelo internacional para salvar a espécie. A Born Free está trabalhando ao lado de sete ONGs indianas para aumentar os esforços na intenção de salvar os tigres.

Foto: Michael Vickers

Foto: Michael Vickers

Mais de 25% da população de tigres na Índia está na região central de Satpuda. Eles esperam pôr um fim na prática da caça, proteger os habitats dos tigres e promover intervenções de conservação que permitam às comunidades e à vida selvagem viverem harmoniosamente.

“Dentro deste ecossistema extraordinário, os tigres mais do que nunca precisam de nossa intervenção devido a inúmeras ameaças, principalmente conflitos entre humanos e animais selvagens,” disse Howard Jones, CEO da Born Free, com sede em Horsham, no condado de Sussex, Inglaterra.

“Isso inclui a caça e o comércio de partes de seus corpos para a ‘medicina’ tradicional; e a perda de habitat devido ao desmatamento e ao desenvolvimento rural caótico ou inadequado.”

“É impossível imaginar um mundo sem tigres. A menos que façamos algo agora, as consequências podem ser terríveis.”

“Precisamos urgentemente de apoio para a nossa iniciativa ‘Living with Tigers’, para que possamos encorajar a convivência pacífica entre humanos e animais através da educação e envolvendo a comunidade local em várias iniciativas únicas para melhorar seus meios de subsistência.”

A Born Free afirma que 85% de todos os conflitos entre tigres e humanos ocorrem quando as pessoas se aventuram na floresta e se intrometem no território da vida selvagem.

O desenvolvimento e invasão de áreas urbanas no habitat dos tigres é um grande problema a se resolver, pois as áreas florestais são essenciais para a sobrevivência da espécie. Existem vastos corredores que permitem aos animais migrar pelas áreas de seu habitat, e a perda destes provavelmente causaria um colapso desastroso e irreparável na população de tigres.