Lixeira flutuante ajuda a combater a poluição plástica em Montenegro

Por David Arioch

Além de coletar o lixo, a Seabin coleta dados sobre o estado dos cursos d’água (Foto: Divulgação)

A poluição plástica é um problema crescente. Cerca de oito milhões de toneladas de resíduos plásticos vão parar nos oceanos a cada ano – o equivalente a um caminhão de lixo de plástico sendo despejado a cada minuto, segundo estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial.

Considerando esse fato, em Montenegro, no leste europeu, uma tecnologia inovadora está ajudando a limpar o oceano, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações. A Seabin é uma lixeira flutuante que coleta detritos nas marinas e perto das praias da Baía de Kotor, incluindo garrafas plásticas, linhas de peixe, bitucas de cigarro e outros tipos de lixo.

Além de coletar o lixo, a Seabin coleta dados sobre o estado dos cursos d’água, orientando esforços para limpar os oceanos. A lixeira também é usada para conscientizar e educar o público para evitar a poluição do oceano, e tem garantido bons resultados.

Empresa criadora do Lego recebe pedido pra lançar brinquedo retratando a realidade dos animais em matadouros

Foto: PETA

Foto: PETA

O status de alienação em que vive nossa sociedade em relação ao sofrimento animal é o resultados de séculos de especismo, doutrina arraigada na mente da população como crença predominante.

A melhor maneira de quebrar esse círculo vicioso é educar e conscientizar as crianças, futuros herdeiros do planeta, sobre a crueldade de que são vítimas esses seres sencientes, indefesos perante a ganância e a irresponsabilidade humana.

Criar animais com a intenção de matá-los para consumir sua carne ou roubar o leite de seus filhos é um ato cruel. Essas vacas, bois, porcos, galinhas e demais animais explorados são mantidos sob condições terríveis, em compartimentos superlotados, insalubres, sem tratamento veterinário e privados de sua liberdade para atender aos interesses humanos.

Brinquedos lançados pela franquia Lego da Playmobil mostram fazendas com animais felizes, rotinas tranquilas e bucólicas em harmonia com fazendeiros e animais.

Na intenção de conscientizar os pequenos e corrigir esse engano ativistas veganos estão pedindo à gigante de brinquedos Playmobil que lance um brinquedo de matadouro realista para crianças.

De acordo com os defensores da ONG PETA, a empresa de brinquedos enganou os consumidores no passado, retratando animais felizes em seu conjunto de brinquedos “Grande Fazenda”.

A PETA diz que essas figuras felizes “deturpam a realidade da vida dos animais de criação, que sofrem com o sofrimento e a violência muitas vezes passando a vida presos e só se libertando com a morte”.

Sem resposta

A ONG tentou contato com a Playmobil no passado, pedindo para que a empresa removesse os animais felizes, mas ainda não recebeu resposta.

Como resultado, a PETA tem uma nova proposta para a marca: pedir para lançar um conjunto na franquia de sucesso Lego, “My First Abattoir'”, que “mostraria às crianças como as vacas e bois são realmente tratadas na indústria de laticínios e carne para consumo”.

Mentir para as crianças

“Como as vacas usadas pela indústria de laticínios são enviadas para a morte uma vez que não produzem mais leite suficiente para serem lucrativas para os fazendeiros, o brinquedo “My First Abattoir”, idealizado pela ONG, incluiria duas figuras de vacas que foram penduradas de cabeça para baixo e cortadas”, disse PETA em uma declaração enviada ao Plant Based News.

“E porque os bezerros machos são considerados inúteis para a indústria de laticínios, o conjunto mostra um bezerro jogado em um carrinho de mão para ser descartado”.

“Se a Playmobil vai oferecer brinquedos que representem negócios que exploram animais para alimentação, ela não deve, no mínimo, deturpar as condições em que esses seres vivem e morrem”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A PETA está pedindo à companhia que pare de mentir para as crianças sobre o horror e a crueldade por trás de cada copo de leite de vaca e de cada hambúrguer de carne bovina que eles consomem”.

O site Plant Based News entrou em contato com a Playmobil para comentar mas não obteve resposta.

A realidade dos matadouros

Com o objetivo de mostrar a realidade dos matadouros uma organização australiana que atua pelos direitos animais, a Aussie Farms, disponibiliza em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas em fazendas, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros.

O objetivo é mostrar que o sofrimento dos animais criados nesse sistema não se resume à exceções, fatos pontuais.

A iniciativa é resultado de um trabalho de oito anos do diretor-executivo da Aussie Farms, o cineasta Chris Delforce, que em 2018 lançou o documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Ao disponibilizar os arquivos envolvendo as fazendas industriais e os matadouros, a intenção da organização também é forçar as empresas a atuarem com transparência, já que a realidade da cadeia de produção de alimentos de origem animal normalmente está bem distante dos consumidores.

“Acreditamos na liberdade de informação como uma ferramenta poderosa na luta contra o abuso e a exploração de animais. Defendemos que os consumidores têm o direito de saber da existência, localização e operações desses negócios”, afirmou Delforce em um comunicado oficial da Aussie Farms.

Governo Bolsonaro abre ainda mais o mercado para a exportação de gado vivo

Por David Arioch

“Vamos continuar fazendo com que cresça essa cooperação comercial entre os países do mundo árabe e o Brasil” (Foto: Divulgação)

O Governo Bolsonaro está abrindo ainda mais o mercado para a exportação de gado vivo. Além de assinar em março um Certificado Zoossanitário com o Cazaquistão, para que o Brasil exporte bovinos ao país transcontinental, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já se posicionou favorável à ampliação das exportações de “carga viva” para países como Egito, Turquia, Jordânia, Iraque, Líbano e Irã.

São nações que têm grande interesse principalmente na compra de animais vivos que normalmente são executados de acordo com os preceitos do abate halal.

“No que depender de mim como ministra e do setor produtivo, vamos continuar fazendo com que cresça essa cooperação comercial entre os países do mundo árabe e o Brasil”, declarou a ministra da agricultura, Tereza Cristina, no mês passado no site do Mapa.

Vale lembrar que em janeiro o governo brasileiro celebrou um acordo para exportar gado vivo para a Malásia. Sobre o novo destino dos bovinos brasileiros, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, publicou no Twitter:

“Após muito trabalho da diplomacia comercial, em coordenação MAPA-MRE, o Brasil abriu o mercado para exportação de gado para a Malásia. O acordo atende às normas fitossanitárias e de produção exigidas por aquele país de maioria islâmica.”

Segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex), a exportação de carne brasileira já registrou aumento de 53,3% em abril, superando em 43,3% as exportações de carne em abril de 2018. “Nos primeiros quatro meses de 2019, os embarques de carne bovina alcançaram 538.523 toneladas, representando crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 482.114 toneladas”, informou ontem a revista Globo Rural.

No último dia 29, durante o Agrishow em Ribeirão Preto, interior paulista, a ministra Tereza Cristina, acompanhando o presidente Jair Bolsonaro, anunciou que já agendou uma viagem para o Vietnã, que também tem interesse na compra de gado vivo. Nessa modalidade de exportação, os animais são transportados em pé.

Comissão aprova medida que prevê mais anistia para o desmatamento no Brasil

Por David Arioch

Área desmatada no Brasil equivale à soma dos territórios dos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe (Foto: Getty)

Com quinze votos a favor e três contra, a Comissão Mista de deputados e senadores aprovou ontem o relatório do deputado Sérgio Souza (MDB-PR) à Medida Provisória 867/2018, que altera o Código Florestal Brasileiro e prevê mais anistia para o desmatamento no Brasil, além de promover redução das reservas legais em alguns biomas como o Cerrado. A matéria agora vai ser encaminhada para votação na Câmara e no Senado.

Durante a sessão da comissão, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) destacou que a Abrampa (Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente) e as maiores organizações ambientais do Brasil já se posicionaram contra a MP. “Além da insegurança jurídica, a aprovação vai colocar em risco o Código Florestal, e todo o trabalho feito para a sua votação em 2012″, comentou.

Embora o prazo original para a anistia de infrações ambientais por desmatamento no Brasil tenha terminado em dezembro de 2018, a MP defende prorrogação para 31 de dezembro deste ano, como forma de beneficiar mais proprietários ou posseiros rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A proposta permite a regularização de desmatamentos praticados até julho de 2008.

A iniciativa é vista com preocupação, considerando que, segundo pesquisadores do Instituto de Manejo e Certificação Agrícola (Imaflora) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), os produtores rurais já tiveram anistia de cerca de 41 milhões de hectares desmatados ilegalmente e que não prevê qualquer obrigação de restauração da área.

De acordo com os pesquisadores, a área equivale à soma dos territórios dos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sendo assim, proporcionar mais anistia àqueles que têm favorecido o desmatamento no país também coloca ainda mais em risco o Código Florestal.

Blogueira chinesa faz vídeo tentando comer polvo vivo e animal reage

Uma blogueira chinesa publicou um vídeo no qual tenta comer um polvo vivo. No entanto, para se defender, o animal reage, e fica preso ao rosto dela, que acaba sofrendo um leve ferimento.

Foto: Reprodução / YouTube

Seaside girl Little Seven, como é conhecida a influenciadora digital, grita e chora ao perceber que o polvo está preso ao seu rosto. Após puxá-lo por alguns instantes, ela consegue retirá-lo.

Depois de retirar os tentáculos do polvo de seu rosto, a blogueira mostra o pequeno corte que ficou em sua bochecha. As informações são do portal UOL.

A blogueira publicou o vídeo em uma plataforma chamada Kuaishou, que é bastante popular na China. A jovem é conhecida por publicar filmagens nas quais aparece brincando e comendo animais marinhos.

O vídeo da garota desesperada com o polvo preso ao seu rosto viralizou na internet e muitos internautas criticaram a atitude dela.

“Eu conheço esse polvo. Ele se chama Karma, e o Karma morde”, escreveu um usuário no Youtube, onde o as imagens também foram publicadas.

Não se sabe qual foi o destino do polvo após o vídeo e se a blogueira comeu o animal.

Veja o vídeo:

Nota da Redação: a ANDA repudia a atitude da influenciadora digital chinesa e lamenta que ela use de sua influência para incentivar as pessoas a maltratar animais ao invés de propagar o respeito por todos os seres vivos. Animais não devem ser considerados alimentos para o consumo humano, estejam eles vivos ou mortos. Explorá-los, maltratá-los e matá-los são práticas antiéticas que caminham na contramão dos direitos animais.

Polícia investiga denúncia de agressão que teria levado cão a perder a visão

A Polícia Civil está investigando uma denúncia de agressão contra um cachorro que perdeu a visão de um dos olhos em Governador Valadares, no estado de Minas Gerais. Logan, como passou a ser chamado, foi resgatado por protetores independentes, que registraram um boletim de ocorrência alegando maus-tratos.

Foto: Cristiano Dias/Inter TV dos Vales

“As pessoas nos relataram que um homem estava dentro de um carro e parecia discutir com uma mulher. Exaltado, ele saiu do carro e começou a agredir o cachorro com chutes. A agressão foi tão violenta que o globo ocular do cachorro saiu do lugar”, afirma ao G1 a protetora Ailza Chavier. O possível agressor não foi identificado.

Logan permanece internado, sem previsão de alta. “Ele teve uma lesão muito séria no globo ocular, um deslocamento. Ele perdeu a visão nesse olho, mas já está bem melhor com os remédios. Assim que estiver melhor vamos arrumar um lar para ele”, diz a veterinária Patrícia Zanini.

A polícia trabalha com duas possíveis versões para o caso: atropelamento e agressão. “Esse cachorro ficava aqui pelas ruas e no domingo ele foi atropelado por um carro que passou um pouco mais rápido. O cachorro estava atravessando a rua”, explica o ambulante Álvaro Bezerra.

A polícia, agora, inicia uma investigação e polícia busca ouvir mais testemunhas para descobrir o que, de fato, aconteceu. “Maus-tratos contra animais é crime. Se for enquadrado nesse caso, o responsável pode ser preso. Quem viu o que aconteceu no domingo pode entrar em contato com a polícia; o sigilo é garantido. A ajuda da população é fundamental para conseguirmos resolver esse caso”, diz o tenente Lucas de Castro.

O Conselho Municipal de Proteção Animal de Governador Valadares pediu que o caso seja solucionado rapidamente. “É muito triste ver que um animal indefeso, e que não faz mal a ninguém, sofra esse tipo de agressão. Nós vamos continuar trabalhando para melhorar o bem-estar dos animais e lutar para que eles tenham qualidade de vida”, afirma Rosângela Villas Boas, presidente do Conselho.

Agropecuária é apontada como responsável por 58% das emissões de gases do efeito estufa

Por David Arioch

80% das áreas agrícolas utilizadas atualmente fazem parte do ciclo da agropecuária | Foto: Pixabay

De acordo com o pesquisador da Universidade de Oxford, Joseph Poore, do Departamento de Pesquisa em Meio Ambiente, a agropecuária é responsável por 58% das emissões globais de gases do efeito estufa, que favorecem o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Segundo Poore, que publicou no ano passado na revista Science um artigo que é resultado de um estudo que analisou dados de 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, 80% das áreas agrícolas utilizadas atualmente fazem parte do ciclo da agropecuária.

O pesquisador afirma que a produção agropecuária demanda uma grande quantidade de recursos naturais e que o impacto dos produtos de origem animal de menor impacto normalmente excede o de seus substitutos de origem vegetal, fornecendo novas evidências para a importância de uma mudança de hábitos alimentares.

Comparando o impacto da produção de carne bovina com a proteína baseada em vegetais, ele diz que até mesmo a carne orgânica ou considerada sustentável pode requerer 36 vezes mais terra e gerar seis vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que a produção de leguminosas como a ervilha, por exemplo.

Poore, defende que uma dieta vegana é provavelmente a melhor maneira de reduzir o impacto no planeta, não apenas por causa dos gases do efeito estufa, mas também por causa da acidificação global e eutrofização, além do uso de terra e água.

Para quem se preocupa com o meio ambiente, o pesquisador reforça que é muito melhor abdicar do consumo de alimentos de origem animal do que reduzir viagens de avião ou comprar um carro elétrico:

“Realmente são os produtos de origem animal que são responsáveis por muitos desses problemas. Evitar o consumo desses produtos traz benefícios ambientais muito melhores do que comprar carnes e laticínios sustentáveis”.

Em 2018, o estudo liderado por Joseph Poore, e intitulado “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, foi classificado pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agropecuária.

Bolsonaro diz que pretende autorizar caça submarina em área protegida

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, durante entrevista ao programa Luciana by Night, na terça-feira (7), que pretende autorizar a caça submarina em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Foto: Wilton Junior/Estadão

Para que o objetivo do presidente se torne realidade, será necessário revogar o decreto 98.864/90, do ex-presidente José Sarney, que torna a área uma Estação Ecológica e proíbe a pesca. As informações são do Estadão.

O assunto foi abordado por Bolsonaro enquanto ele lamentava ter abandonado esportes que praticava antes do atentado ocorrido na campanha eleitoral. “Hoje em dia o que sobrou para mim foi a caça submarina. Pretendo implementá-la ali na região de Angra. Lá é uma Estação Ecológica demarcada por decreto presidencial. Estamos estudando nesse sentido, né, revogar isso aí e abrir aquela área para fazer um turismo, realmente, que o Brasil merece. A iniciativa privada vai investir ali naquela região, e quem sabe nós tenhamos uma Cancún aqui na baía de Angra brevemente”, disse.

Bolsonaro foi multado em R$ 10 mil pelo Ibama em Angra, no ano de 2012, após ser flagrado pescando na área protegida. A multa foi cancelada no início deste ano, após a posse presidencial. A cidade também esteve no centro de outra polêmica, quando uma reportagem apontou que uma assessora parlamentar era paga pelo governo, mas trabalhava na casa de Bolsonaro no balneário.

Após participar de um evento comemorativo aos 74 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (8), Bolsonaro voltou a falar do desejo de transformar Angra do Reis em uma “Cancún Brasileira”. Ao lado do governador Wilson Witzel, o presidente disse que a promoção do município depende apenas de um decreto presidencial que anularia outro decreto que, segundo ele, atrapalha o desenvolvimento da região.

“A Estação ecológica de Tamoios (em Angra) não preserva absolutamente nada e faz com que uma área rica, que pode trazer bilhões (de reais) por ano para o turismo, está parada por falta de uma visão mais objetiva, mais progressista disso daí”, disse o presidente. “O meio ambiente e o progresso podem casar sim e permanecer juntos para o bem da nossa população”, completou.

“Angra pode ter certeza, brevemente, se deus quiser será uma Cancún aqui no Brasil”, finalizou.

Nota da Redação: a proteção de uma área ambiental não representa um impedimento ao desenvolvimento porque não há desenvolvimento sem que os recursos naturais sejam protegidos. Ameaçar ainda mais a natureza e os animais que nela vivem é um retrocesso e a decisão do presidente de, mais uma vez, atacar o meio ambiente, demonstra o desinteresse dele com a agenda ambiental, que é tratada em seu governo como um empecilho a ser derrubado, colocando em risco milhares de espécies da fauna e da flora brasileira.

Onça-pintada é encontrada com cabeça e patas decepadas em Roraima

Uma onça-pintada foi encontrada, na segunda-feira (6), com a cabeça e as duas patas dianteiras decepadas às margens da BR-210, em São Luiz do Anauá, ao Sul de Roraima.

Foto: PM/Divulgação

O animal silvestre, que está ameaçado de extinção, foi encontrado pela Polícia Militar por volta das 23h30. As informações são do portal G1.

Como não havia sangue no local em que o corpo foi localizado, os policiais suspeitam que a onça-pintada foi morta em outro local e, depois, abandonada na rodovia.

O animal tinha cerca de dois anos de idade e aparentava ter sido morta há pouco tempo, já que, segundo a Polícia Militar, “o corpo estava frio e sem odor”.

Com exceção das patas e da cabeça decepadas, os policiais afirmaram que não havia ferimentos relacionados à morte no corpo do animal, apenas arranhões superficiais.

Após localizar o corpo da onça, os agentes procuraram pela cabeça e as duas patas do animal, mas não conseguiram encontrá-las. Nenhum suspeito de cometer o crime foi identificado e o caso foi registrado na delegacia da Polícia Civil de São João da Baliza.

Cadela testemunha em julgamento de maus-tratos nas Ilhas Canárias

Por David Arioch

“Ela estava em choque quando foi resgatada. Ficou fechada em uma mala que mal cabia ela e sequer podia respirar, e seu corpo estava cheio de mordidas de outros cães” (Acervo: El Nuevo Dia)

Ontem, uma cadela da raça pit bull testemunhou em um julgamento de maus-tratos a animais contra o seu ex-tutor em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha.

Em determinado momento da audiência, a juíza Sandra Barrera pediu que “entrasse a testemunha prejudicada, a cadela Milagros”, segundo a Agência EFE, da Espanha. A iniciativa da juíza foi elogiada e abriu um precedente para uma discussão mais ampla sobre maus-tratos aos animais.

A magistrada argumentou que embora “a pitbull não pudesse falar”, ela testemunharia acompanhada do médico legista e da acusação que explicaram as lesões sofridas pela cadela, que havia sido colocada dentro de uma mala e despejada em uma caçamba de lixo em 2012.

À época, pessoas que passavam pelas imediações ouviram os latidos da cadela e conseguiram fazer um buraco na mala, que estava fechada, para que a cachorra pudesse respirar, garantindo a própria sobrevivência.

De acordo com a EFE, o depoimento do acusado foi transmitido de Sevilha por videoconferência, já que ele cumpre pena de prisão preventiva por envolvimento em roubo. Na ocasião, o homem admitiu tê-la jogado em uma caçamba de lixo, porém sustentou que pensou que Milagros estivesse morta.

Agora o Ministério Público, atendendo a uma solicitação do abrigo de animais Valle Colino, responsável pelo resgate da cadela há sete anos, quer que o acusado seja condenado a nove meses de prisão.

Agora Milagros tem uma nova família e está bem saudável. No entanto, Adriana Naranjo, do Valle Colino, declarou à EFE que a situação dela era terrível em 2012:

“Ela estava em choque quando foi resgatada. Ficou fechada em uma mala que mal cabia ela e sequer podia respirar, e seu corpo estava cheio de mordidas de outros cães.”