Zoo de Barcelona não vai mais reproduzir animais que não estejam ameaçados de extinção

O Zoológico de Barcelona, na Espanha, irá se adequar a regras aprovadas na última sexta-feira (3) pela Câmara Municipal da capital catalã que visam transformar o estabelecimento no primeiro parque zoológico animalista da Europa. Com as novas normas, o zoo, inaugurado em 1892, não irá mais promover a reprodução de espécies que não estiverem ameaçadas de extinção e irá transferir para santuários os animais que se encontrarem em boas condições.

Atualmente, o zoológico mantém aproximadamente 2 mil animais de 300 espécies diferentes. As informações são do El País.

Um rinoceronte no zoológico de Barcelona. (FOTO: CARLES RIBAS)

Coordenador de uma iniciativa legislativa popular pela abolição das touradas na Catalunha, o ativista Leonardo Anselmi criou um projeto denominado Zoológicos pela Mudança. O objetivo é modificar o estatuto das instituições e atingir os critérios de reprodução de espécies. Até o momento, poucos locais adotaram o modelo, entre os que se tornaram adeptos estão o Ecoparque de Mendonza e de Buenos Aires, ambos na Argentina.

Com a aprovação do projeto na Espanha, as elefantes Susi, Yoyo e Bully serão levadas a um santuário que, segundo Alejandra Garcia, do Libera, já está definido. Elas viverão no Sul da França.

Os animais que não estiverem em condições de transferência para santuários, permanecerão no zoológico. A direção do estabelecimento terá três anos para conceber um projeto para cada espécie. A recuperação da fauna em diversas zonas é um dos objetivos desta nova fase do zoológico, que deverá elaborar um documento que terá que “especificar, entre outros aspectos, como a reprodução desses animais contribuirá com benefícios quantificáveis para a conservação e viabilidade da espécie e do habitat natural objeto de conservação em curto, médio e longo prazo, bem como as fases nas quais se realizará a reintrodução ou reforço de populações na natureza. Todos os projetos de espécie deverão conter a reintrodução ou o reforço populacional em alguma de suas fases”. Segundo as novas regras, se o documento não assegurar que as espécies serão liberadas em um determinado prazo, a reprodução não será autorizada.

Sobre a dificuldade de reintroduzir determinadas espécies na natureza, García afirmou: “se animais como os símios não podem viver na natureza, deixaremos de reproduzi-los mesmo que se encontrem em perigo de extinção. Não podemos permitir que haja indivíduos que estejam predestinados a viver mal em jaulas”.

As novas regras também proíbem que animais saudáveis sejam mortos por terem problemas de consanguinidade e acaba com o associacionismo que garantia a sobrevivência dos zoológicos nos moldes atuais. A Prefeitura de Barcelona se desliga das redes internacionais de zoológicos que faziam o intercâmbio de animais para defender a conservação das espécies e evitar consanguinidades.

Chimpanzé morre aos 17 anos após viver aprisionado em zoo desde o nascimento

O chimpanzé Lunga morreu na última semana aos 17 anos, no Zoológico de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após viver aprisionado desde que nasceu. No local, ele vivia com o pai e com a meia-irmã.

Divulgação / Prefeitura de BH / Suziane Fonseca

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica afirmou que o macaco apresentou um comportamento alterado e estava sendo monitorado desde a segunda-feira (29) da última semana. Ele morreu no dia seguinte. As informações são do portal R7.

As possíveis causas da morte estão sendo investigadas. O corpo do animal será submetido a exames de necropsia e os resultados devem estar prontos em 30 dias.

Além de Lunga, que completaria 18 anos no mês de outubro, outros chimpanzés vivem presos no zoológico, privados da vida em liberdade, sendo explorados para entretenimento humano. Serafim, de 31 anos, é pai de Lunga e veio do zoológico de Barcelona, na Espanha. Já Dorothéia, de 39 anos, é meia irmã do chimpanzé e, assim como ele, também nasceu em Belo Horizonte.

Cão explorado em operação de resgate morre afogado ao procurar vítima em rio

Um cachorro morreu afogado na noite de sexta-feira (3) enquanto procurava por uma vítima em um rio. Barney, como era chamado o cão, também foi forçado a participar de operações em Brumadinho (MG), após o rompimento de uma barragem.

Foto: Núbia Garcia/ Arquivo Correio Lageano

O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina afirmou, por meio de nota, que Barney procurava por uma pessoa desaparecida em um rio no município de Içara, ao Sul do estado, quando “submergiu e não retornou à superfície”.

Os militares tentam, agora, localizar o corpo do cachorro, que pode estar preso no leito do rio. As informações são do Correio Lageano.

O cachorro, explorado pelo Corpo de Bombeiros para a busca de vítimas, acompanhava o soldado Luciano Rangel, do 5º Batalhão de Bombeiros Militar de Lages. “Neste difícil momento, registramos ao Sd BM Rangel e a toda comunidade de Cinotecnia do CBMSC, os sentimentos de profunda tristeza e solidariedade de todos os bombeiros”, informa a nota da corporação.

Após ser localizado o corpo, o cachorro será cremado em um crematório para animais na cidade catarinense de São José.

Exploração animal

Cães que são forçados a participar de operações de resgate são submetidos a um treinamento no qual aprendem comandos anti-naturais, que não seriam executados por eles por conta própria se eles não fossem forçados a isso. Tratados como objetos a serviço dos seres humanos, esses cachorros são expostos a situações de risco, que ameaçam a vida deles.

Além disso, os cães são impedidos de ter uma vida normal, como qualquer outro animal doméstico teria, já que são obrigados a viver em função das buscas por sobreviventes, mesmo que isso possa lhes custar sua própria vida.

Empresa é interditada e proibida de receber bois após despejar fezes de animais em rio

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) interditou a Minerva Foods, que atua em Abaetetuba, nordeste do Pará, após a empresa construir e usar, sem autorização, uma vala para despejar fezes e urinas de bois no rio Curuperê.

Moradores protestam contra a empresa Minerva Foods (Foto: Reprodução)

Uma decisão judicial também interditou parcialmente as atividades da empresa e a proibiu de receber bois na unidade do município paraense. De acordo com o juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 5ª Vara da Fazenda Pública e Tutelas Coletivas, “será permitido somente o ingresso dos animais que já estejam às proximidades da empresa, até a data da intimação, a fim de evitar danos ao seu estado de saúde e eventuais consequências negativas de ordem sanitária”.

O magistrado permitiu também que entrem na empresa alimentos e remédios para os animais e autorizou a saída de animais que estejam em condições de embarque, com o intuito de garantir a sanidade e diminuir o número de animais nos pastos.

O descumprimento da decisão judicial acarreta em multa diária de R$ 30 mil.

A Minerva Foods também será notificada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade por descumprimento de condicionante de licença ambiental e por exercer atividade em desacordo com a licença de operação.

A Secretaria aguarda o resultado da análise da água para confirmação técnica de poluição. Se a hipótese for confirmada, a empresa poderá receber uma terceira multa ambiental. O valor máximo previsto em lei, para cada multa, é de aproximadamente R$ 5 milhões.

A Minerva Foods tem 15 dias para se manifestar, segundo a legislação. Por meio de nota, a empresa disse que não comenta casos jurídicos em andamento, mas afirmou que adota as melhores práticas na condução de suas atividades e atua em colaboração permanente com órgãos de controle ambiental e social.

O caso de despejo de excrementos de animais no rio foi denunciado por moradores da região. De acordo com eles, muitas pessoas estavam doentes e com dor do estômago. Na época, a empresa negou o despejo.

Equipes organizam detalhes da transferência do chimpanzé Black para santuário

Ativistas e funcionários da Prefeitura de Sorocaba (SP) se reuniram na sexta-feira (3) para tratar dos últimos detalhes da transferência do chimpanzé Black do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” para o Santuário dos Primatas. A transferência do animal, que tem 48 anos e já foi maltratado e explorado em um circo, será realizada na segunda-feira (6).

Black (Foto: Arquivo pessoal)

Ativistas afirmaram que equipes da prefeitura e do santuário trabalharão em conjunto na operação de transferência. O objetivo é transportar o animal sem fazer uso de sedativo, induzindo Black a entrar na gaiola onde ficará durante o percurso. As informações são do portal G1.

Em um primeiro momento, o chimpanzé deve ser mantido sozinho em um recinto, até que seja feito o processo de socialização com outros animais.

A transferência de Black foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em atendimento a uma ação judicial movida pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e pela Associação Sempre Pelos Animais de São Roque.

Santuário para onde Black será levado (Foto: Arquivo pessoal)

Black vive aprisionado no zoológico, sendo explorado para entretenimento humano, há 40 anos. No santuário, ele viverá em um espaço mais adequado e não será tratado como um objeto em exposição. O local é uma propriedade particular mantida pela família fundadora.

Afiliado ao Great Ape Project/Projeto dos Grandes Primatas (GAP), o santuário já havia recebido Black em 2014, porém de forma temporária, apenas para que o zoológico pudesse fazer uma manutenção na jaula em que o animal vivia.

De acordo com os ativistas, o período em que o chimpanzé ficou no santuário foi importante para a socialização dele com outros animais da espécie que vivem no local, dentre eles, a companheira Margarete.

Mula abandonada é resgatada e encontra novo lar no interior de SP

Uma mula abandonada em Laranjal Paulista (SP) foi resgatada após ser encontrada vagando pela cidade. O animal, que estava magro quando foi encontrado, recebeu água, comida e cuidados.

Flor foi resgatada e encontrou novo tutor (Foto: Reprodução/TV TEM)

“Foi uma força-tarefa para o bem-estar da Flor. Não tinha como não ajudar. Quem ama não consegue deixar passar batido”, disse ao G1 a protetora animal Sueli Aparecida da Costa.

A neta de Yeda Anis Salomão foi a responsável pelo resgate. Ela pegou uma coleira de cachorro com uma guia, colocou na mula e a levou até um terreno de um imóvel da família.

Diagnosticada com anemia e com um problema crônico em uma das patas, Flor está recebendo tratamento, mas já encontrou um novo lar.

Flor e Yeda (Foto: Reprodução/TV TEM)

De acordo com Yeda, várias pessoas se interessaram em adotar a mula, mas o adotante já foi escolhido. “Vamos acompanhar a adoção da Flor assim que ela for para o novo tutor”, afirmou.

“Ela já foi adotada, mas ainda não foi para a nova casa porque um cantinho está sendo construído para ela. No início, a Flor vai ter que ficar separada dos outros animais para se acostumar aos poucos e fazer amizade”, explicou.

Para Yeda, valeu a pena resgatar Flor e proporcionar qualidade de vida a ela. “Ela é muito querida, especial. Quase humana. É o animal da família. Ela merece todo o carinho do mundo e nós queremos que a Flor viva bem e ultrapasse a idade prevista para uma mula”, concluiu.

Câmeras flagram cão sendo jogado sobre muro de quase dois metros de altura em abrigo

Foto: Dave Rudge News

Foto: Dave Rudge News

Imagens perturbadoras mostram o momento em que dois homens jogam um cachorro assustado por cima de uma parede de quase dois metros de altura, antes de entrar em um carro apressadamente e fugir.

Uma câmera de segurança instalada no abrigo de animais flagrou os dois homens arrastando o que parece ser um cão ainda jovem da raça boxer, até póximo as grades de metal do lado de fora do Seguin Animal Services no Texas, EUA.

O cachorro pode ser visto no vídeo resistindo e com medo de pular sozinho, antes que seus tutores o empurrem para o outro lado e o abandonem no meio da noite.

Uma caçada aos criminosos está em andamento para encontrar os homens mmostrados nas imagens, ambos são vistos fugindo da cena em um SUV de cor clara indo para o norte por volta das 11 da noite de 25 de abril.

Acredita-se que o proprietário possa ter jogado o cão na tentativa de evitar o pagamento de uma taxa de administração compulsória por deixar o animal no abrigo durante o horário de funcionamento.

O vídeo compartilhado milhares de vezes nas mídias sociais mostra que os dois homens ciente da irresponsabilidade que estavam prestes a cometer, inicialmente verificam a área do lado de fora do abrigo em busca de testemunhas.

Um fica ao lado do carro mantendo vigia, enquanto o outro inspeciona a parte de trás do prédio. Vendo que não vinha ninguém, eles abrem o porta-malas do veículo e um dos homens – retratado no vídeo usando um chapéu – agarra o cachorro e o leva até o muro.

Enquanto o cachorro resiste, o segundo homem se aproxima para ajudar a empurrá-lo sobre o topo das grades. O pobre animal é visto então tentando desesperadamente manter o equilíbrio enquanto os homens o empurram repetidamente, antes que ele tombe no chão do outro lado do muro, parecendo cair primeiro de cabeça.

Felilzmente o animal pode ser visto imediatamente de pé sobre suas patas novamente e correndo em direção à cerca, mas o cão agora se encontra preso, enquanto os homens rapidamente se afastam.

Os espectadores que assistiram ao vídeo nas mídias sociais ficaram horrorizados com a filmagem e disseram que foi muita sorte o cão não ter sido ferido pela queda violenta.

Um deles escreveu: “Sinto muito, mas se você vai ser covarde a ponto de abrir mão de seu companheiro canino, o mínimo a fazer é esperar até que o abrigo esteja aberto”.

“Não se trata apenas de dinheiro, é sobre o processo de tratar animais com dignidade”.

“Esse pobre filhote parecia assustado e magoado por ter sido empurrado por cima do muro. Que cena triste e repugnante.”

Outro disse: “Se eles realmente tivessem alguma consideração pelo cão, teriam esperado que o abrigo abrisse no dia seguinte ou, no mínimo, teriam tido mais cuidado com o animal. São monstros”.

“Esse cachorro poderia ter quebrado o quadril, a perna ou o pescoço”, concluiu outro.

Algumas pessoas disseram que pelo menos o cão logo teria novos donos amorosos que cuidariam melhor dele do que os dois irresponsáveis que o maltrataram.

O Departamento de Polícia de Seguin emitiu um comunicado pedindo que quem tivesse informações sobre esses homens, entrasse em contato com a delegacia do distrito imediatamente.

Os infratores estão sendo procurando e responderão à acusações de maus-traos e crueldade contra animais.

Animais não são produtos para serem descartados dessa forma irresponsável e cruel. Ao trazer um companheiro para casa estamos assumindo responsabilidade com seu bem-estar e futuro, trata-se de um vida, um ser inteligente e sensível que merece todo o respeito e amor a que tem direito.

Casal usa canal no YouTube para exibir vídeos de animais silvestres sendo mortos, esfolados e comidos por eles

Foto: Care2

Foto: Care2

Muitas pessoas não conhecem os nomes Ah Lin Tuch e Phoun Raty, mas em sua terra natal, o Camboja, no Vietnã, eles viraram manchetes de jornais e redes sociais por todos as razões erradas possíveis.

A equipe composta por marido e mulher tem enfurecido os cidadãos cambojanos depois que eles publicaram vídeos de si mesmos comendo e esfolando animais silvestres ameaçados e protegidos no Camboja pelo YouTube.

Lin Tuch e seu marido Phoun criaram um nome para si e conquistaram seguidores online na esperança de ganhar dinheiro com seus vídeos repugnantes. Até o momento, eles já fizeram 500 dólares por meio de anúncios patrocinados pelo Google.

O casal diz que não sabia que os animais estavam ameçados de extinção ou eram especiais, mas a ignorância não é desculpa, especialmente porque suas ações podem encorajar outros, principalmente os mais jovens, a fazer o mesmo.

Em um dos vídeos mais cruéis o casal come um raro gato pescador (Prionailurus viverrinus), espécie endêmica da Ásia. Em 2010, o gato foi listado pela IUCN como “ameaçado” de extinção e apenas recentemente foi caracterizado para “vulnerável”.

O casal também filmou a si mesmo esfolando, cozinhando e comendo lagartos, sapos e pássaros, incluindo uma grande e bela garça.

Enquanto o governo está investigando os incidentes, há mais uma maneira de garantir que os sonhos de Ah Lin Tuch e Phoun Raty de ganhar dinheiro com o abuso de animais nunca se concretizem.

Alguns usuários inconformados e compassivos estão pedindo ao YouTube para banir o canal desse casal da plataforma e garantir que ambos nunca mais possam lucrar com a matança de animais em extinção ou não.

Conheça mais sobre o Vietnã e sua rica biodiversidade

O Vietnã é um dos principais pontos de diversidade biológica do mundo, de acordo com uma pesquisa científica. Existem 30 parques nacionais em um país que é um pouco maior que o Novo México, e há tantos tipos de animais quanto nas prominentes savanas africanas do Quênia e Tanzânia.

As florestas do Vietnã abrigam duas dúzias de espécies de primatas – gibões, macacos, loris e langures, muitas vezes em cores que fazem a tribo humana parecer banal em contraste a eles.

Especialistas afirmam que a antiga floresta contém quase 2 mil espécies de árvores e entre elas vivem alguns animais incríveis e raros, incluindo o leopardo nebuloso, o langur de Delacour, civetas de Owston, lontras e ursos negros asiáticos. Corujas, esquilos voadores, loris, morcegos e gatos silvestres.

Infelizmente nesse país tão rico em biodversidade, os parques nacionais são basicamente apenas de fachada, e a caça (geralmente praticada por guardas florestais) e tem dizimado a vida selvagem, de acordo com informações do NY Times.

Suas populações selvagens, já cercadas pela destruição do habitat por uma população humana explodindo em números, também estão sendo fuziladas, capturadas e caçadas ao vivo de forma tão eficiente que os parques nacionais e outras áreas naturais são atualmente afetados pela “síndrome da floresta vazia”: de onde até mesmo pequenos animais e aves foram caçados até a extinção local. Outros países asiáticos estão em vários estágios da mesma convulsão. Costuma-se dizer que muitas novas espécies desaparecem antes que a ciência possa descobri-las.

Parte dessa carnificina acontece para alimentar a demanda nacional e internacional da medicina tradicional oriental no Vietnã e na vizinha China. Exemplos de um extenso catálogo de “remédios” incluem: pênis de tigre para impotência, bile de urso para câncer, chifre de rinoceronte para ressaca, bílis de loris (primata) para aliviar as graves infecções das vias aéreas que surgem da poluição do ar no Vietnã.

Mais motivos para o extermínio dos animais selvagens descobertos pelas pesquisas foi “a crescente demanda por carne silvestre em restaurantes urbanos, o que é uma questão de status”, disse Barney Long, diretor de conservação de espécies da ONG Global Wildlife Conservation.

“Este tipo de consumo não como a carne do mato onde os pobres estão caçando comida para sobreviver”, disse ele. “É um símbolo de status para levar funcionários de sua empresa ou colegas do governo para uma refeição da vida selvagem. E honestamente, isso acontece em uma escala que é incompreensível. Não estamos falando de uma ou duas espécies, mas comunidades inteiras de vida selvagem estão desaparecendo”.

Dessa forma as florestas do Vietnã com sua variedade biológica rara e preciosa perecem silenciosamente enquanto um genocídio animal se consolida exterminando espécies que muitas vezes jamais chegaremos a conhecer, vítimas indefesas da ganância, estupidez e maldades humana irrefreáveis.

Rede de restaurantes veganos vai abrir mais 37 unidades nos EUA

Por David Arioch

“Apostamos em alimentos integrais, alimentos à base de vegetais, e por isso gostamos de fazer a nossa própria comida” (Foto: Divulgação)

A rede de restaurantes veganos By Chloe anunciou recentemente que vai abrir mais 37 unidades nos Estados Unidos até 2023, além de franquias no Canadá, Reino Unido e Oriente Médio.

Atualmente a By Chloe conta com 13 restaurantes nos EUA, e a recepção tem sido tão positiva que a rede decidiu levar o negócio a um novo nível.

E o que vai ajudar na expansão da rede que aposta em opções alimentares mais saudáveis e “ecológicas” é um financiamento de 31 milhões de dólares que a By Chloe conseguiu por intermédio da empresa de investimentos Bain Capital.

Segundo o portal Cheddar, de produtos, tecnologia e serviços, a cadeia de restaurantes, diferente de outras empresas do ramo, não pretende comercializar produtos como o Beyond Burger ou Impossible Burger:

“Apostamos em alimentos integrais, alimentos à base de vegetais, e por isso gostamos de fazer a nossa própria comida, porque sabemos o que há nela. Nós não temos nenhum problema com os outros, mas achamos que temos um ponto de vista único de diferenciação, oferecendo nosso próprio suprimento de comida”, justifica o CEO da By Chloe, Patrik Hellstrand.

O que também tem influenciado decisões como a da rede By Chloe é que em três anos o número de pessoas nos EUA que dizem que são veganas aumentou em 600%, de acordo com a Report Buyer.

Membro vegana do governo de Israel pede por cadeiras livres de couro no parlamento

Indústria de couro | Foto: PETA

Indústria de couro | Foto: PETA

Miki Haimovich uma política israelense e vegana, em uma iniciativa inédita, solicitou recentemente que seu assento de couro no plenário do Knesset (legislatura nacional de Israel) fosse substituído por um que fosse feito com materiais livres de animais.

“A maior parte do couro na indústria de produtos de couro é feito de animais que foram explorados e mortos em outras indústrias, principalmente na indústria da carne”, escreveu Haimovich, que é membro do Partido Azul e Branco, em uma carta ao presidente da Knesset, Yuli Edelstein.

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

“Esses animais sofrem muito e, durante a maior parte de suas vidas, são vítimas de violência e negligência.” Haimovich se ofereceu para pagar a mudança e sugeriu a substituição de todas as cadeiras do Knesset por outras que fossem feitas com materiais sintéticos para servir de exemplo para o mundo, a iniciativa segue esforços semelhantes realizado por ela para instalar painéis solares nos edifícios do parlamento.

*A moda e uso do couro*

O mercado da moda trouxe ao longo dos anos roupas, sapatos e acessórios carregados de medo, dor e sofrimento animal. Peles e pelos são arrancados de criaturas indefesas para satisfazer o prazer fútil de vesti-los.

“Vacas são espancadas, abatidas e esfoladas – tudo isso para que a etiquetas de moda possam exibir coleções de roupas, bolsas e sapatos feitos da sua pele. O uso do couro de origem animal tem pelo menos três vezes o impacto ambiental negativo que a maioria dos couros veganos disponíveis no mercado.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Em 2017, a PETA conseguiu chegar a um acordo com a linha de roupas Hart N Dagger, de Jon Bon Jovi, para dispensar o patch de couro e em maio deste ano está em contato com a marca de Jeans Levi´s para conseguir que eles dispensem o uso de couro nas etiquetas com o nome da marca de seus produtos.

Em décadas passadas, a demanda do consumidor por couros tradicionais era alta, especialmente quando se tratava de calçados. Mas, nos últimos anos, muitos compradores se conscientizaram das implicações ambientais e éticas do uso de couro de origem animal e começaram a rejeitar o material.

*Sapatos de couro vegano*

Essa mudança nas atitudes do consumidor levou inúmeras marcas a introduzir sapatos feitos de materiais que não vêm de animais. As alternativas ao produto são diversas, como plástico, cogumelos, abacaxi, microfibra, entre outros.

Além disso, a qualidade do couro sintético aumentou tanto que a maioria dos consumidores não consegue sequer distingui-lo do verdadeiro.

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

De acordo com Jocelyn Thornton, vice-presidente sênior de serviços de criação de uma empresa de consultoria de moda e varejo chamada Doneger Group, os consumidores mais jovens estão na vanguarda da tendência de abandonar o couro real.

Como Thornton explicou, nos dias de hoje, as pessoas nesta faixa etária preferem sapatos mais casuais como tênis, ao invés de sapatos sociais, diminuindo naturalmente sua demanda por couro.

Além disso, acrescentou Thornton, os compradores mais jovens estão procurando marcas com uma “história boa” por trás de sua produção. Isso sugere um desejo por sapatos produzidos com responsabilidade entre esses consumidores.

“Eles não estão necessariamente procurando sintéticos. Eles estão apenas procurando por coisas que são melhores para o meio ambiente, melhores para o futuro “, disse Thornton.

*Avanços no setor*

Dessa forma, a busca por alternativas reduziu significativamente a demanda por couro genuíno.

A grande seca de 2014 nos Estados Unidos, que diminuiu consideravelmente o número de bois, e consequentemente aumentou o preço do couro, também é um fator no encolhimento do mercado.

Em 2016, as vendas de calçados de couro caíram 12%, enquanto as vendas de calçados esportivos tiveram um aumento de 14,3%, de acordo com a Statista, uma empresa de pesquisa de mercado sediada em Hamburgo.

Logo, essa indústria está perdendo espaço para a crescente popularidade das alternativas veganas.

É animador saber que muitos consumidores estão mudando seus hábitos de compra em prol do bem-estar animal e do planeta.