Aquecimento reduz geleiras às dimensões de 115 mil anos atrás

Por David Arioch

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana (Foto: Universidade do Colorado)

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica Nature Communications, o aquecimento atmosférico, associado às emissões de gases do efeito estufa, já reduziu geleiras da Ilha de Baffin, a maior do Canadá, às dimensões de 115 mil anos atrás. A conclusão é do cientista do clima da Universidade do Colorado, em Boulder, Simon Pendleton.

O derretimento foi tão severo que expôs fragmentos de plantas que não recebiam luz do sol há pelo menos 40 mil anos. Segundo o estudo, o planeta inteiro está passando por aquecimento desde a Segunda Revolução Industrial.

O que significa que o ser humano começou a liberar grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera ainda no século XIX – o que se intensificou ainda mais nas últimas décadas.

E como consequência, o impacto maior do aquecimento acaba sendo em regiões como o Ártico, já que as temperaturas atmosféricas do norte do planeta aumentam muito mais do que em qualquer outra parte do mundo.

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana.

Porém, o cientista destaca que não é possível dizer se isso já aconteceu em algum momento da história da humanidade – ou se houve até mesmo um aquecimento maior. No entanto, se aconteceu, provavelmente não está associado às ações humanas como agora.

Mais de 10 milhões de animais são mortos em dissecações anualmente

Foto: PETA

Foto: PETA

Apesar dos avanços na tecnologia realizados em todo o mundo com o objetivo de melhorar a formação e o treinamento de médicos, os alunos do ensino fundamental e médio nos EUA ainda são solicitados (e às vezes forçados) a abrir e dissecar animais mortos em laboratórios de dissecação arbitrários e desnecessários.

Na verdade, milhões de animais tais como sapos e peixes – que são retirados de seus lares na natureza – são mortos por esse motivo e com essa finalidade. E esse fato se dá apesar de empresas de simulação de organismo, impressionantes e modernas, como eMind, Froggipedia, MERGE, SynDaver e outras oferecerem opções de alta tecnologia e éticas para substituir o uso de animais.

A ONG PETA, em conjunto com Ash Kalra, membro da Assembléia da Califórnia, mais o Comitê de Médicos para a Medicina Responsável e a Instituição para Compaixão Social na Legislação – recentemente apresentaram uma lei histórica para acabar com a dissecação nas salas de aula do ensino médio e substituí-la por métodos mais modernos e eficazes de ensino com custos menores, mais seguros e que não usam animais.

Educadores, cientistas, médicos, enfermeiros, estudantes, pais e até mesmo um biólogo molecular mostraram seu apoio – junto com mais de 3 mil outros membros da população. O projeto conta com o apoio de grupos progressistas de professores – como o Comitê de Educação Humanitária da Federação dos Professores das Nações Unidas, o Instituto de Educação Humanitária e a Associação Nacional de Médicos Hispânicos que representam mais de 50 mil médicos hispânicos licenciados em todo o país.

Embora o projeto de lei ainda não tenha passado (faltando apenas um voto), esse exemplo serve parar inspirar o mundo todo, sendo um enorme passo à frente para informar o público que a dissecação de animais é cruel, desnecessária e cara – e a luta pelos direitos desses animais à vida é legítima e necessária.

Apesar do discurso de alguns professores aos estudantes, a maioria dos animais usados para dissecação não morre “humanamente”. Uma investigação da PETA em uma empresa fornecedora de amostras biológicas, Bio Corporation, mostrou pombos sendo afogados em caixas e lagostins sendo injetados com látex enquanto ainda estavam vivos.

A dissecação animal não é apenas tão antiquada quanto usar um ábaco para aprender matemática como pode até dissuadir os alunos de praticar ciência. Muitos adultos, médicos entre outros profissionais, e estudantes de hoje em dia, se lembram da época em que foram solicitados a cortar um gato, porco, sapo ou outro animal – o quão incômodo e tóxico o formaldeído (um conhecido agente cancerígeno) cheirava nos corredores e como eles eram muitas vezes intimidados ou provocados por se colocar contra ou argumentar contra a dissecação.

A dissecação não tem lugar na sala de aula moderna – esse método retrógrado deve terminar. Diversos esforços legislativos, doações às escolas para substituí-los e apoio de estudantes que dizem não ao corte de animais mortos estão acontecendo simultaneamente nesse sentido.

Usar animais e tirar suas vidas para uma aula única que a maioria dos alunos sequer leva a sério e considera uma piada deve ser preocupante para pais e educadores que desejam ver padrões elevados de educação e ensino – além do fato desse método ser altamente especista.

Tratar animais sensíveis e inteligentes como sapos, porcos, ratos, tubarões, pombos e outros como se fossem simples ferramentas de sala de aula para serem mortos, cortados e descartados é antiético e ensina aos alunos a lição errada: que aqueles que são diferentes de nós são menos digno de consideração e respeito.

Lewis Hamilton diz que é fácil ganhar massa muscular sendo vegano

Por David Arioch

Tenho muita proteína na minha dieta, estou ganhando mais músculos e estou mais saudável e mais feliz do que nunca (Foto: Lewis Hamilton/Instagram/Reprodução)

O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton declarou esta semana aos seus 10,8 milhões de seguidores no Instagram que é fácil ganhar massa muscular sendo vegano.

Hamilton lembrou que durante 12 anos o seu peso foi de 68 quilos, até que este ano ele conseguiu subir para 75 quilos.

“As pessoas dizem ‘Ah, eu preciso da minha proteína e é por isso que nunca me tornei vegano”. Tenho muita proteína na minha dieta, estou ganhando mais músculos e estou mais saudável e mais feliz do que nunca. Queria ter feito isso antes”, enfatizou.

Em julho do ano passado, Lewis Hamilton compartilhou no seu Stories no Instagram dados mostrando o quanto é absurda a realidade da exploração de animais para consumo.

“619 milhões de seres humanos foram mortos em guerras em toda a nossa história já registrada. Humanos matam o mesmo número de animais a cada cinco dias”, lamentou o piloto da Fórmula 1.

Bezerros “do tipo exportação” recebem chutes e golpes de bastão em vídeo de denúncia da L214

Por David Arioch

Homem que aparece no vídeo é o principal responsável pela violência registrada pela organização L214 em parceria com o projeto Eyes on Animals (Foto: Reprodução)

Um vídeo registrado pela associação francesa em defesa dos direitos animais L214 em parceria com o projeto Eyes on Animals mostra ao longo de três minutos a realidade dos bezerros “do tipo exportação” que são enviados da Irlanda para a Holanda.

Na filmagem divulgada na quinta-feira é possível ver animais com duas a três semanas de idade recebendo chutes, pisadas e golpes de bastão em um centro de trânsito em Cherbourg, na França, antes de seguirem viagem.

Em uma das cenas, um funcionário pula repetidamente sobre um bezerro que ele jogou contra o chão. No trajeto com duração de mais de 50 horas é revelado também o desgaste e o desconforto dos animais – que passam fome e sede ao longo do percurso.

Segundo o cofundador da L214, Sebástien Arsac, o transporte de bezerros jovens por longas distâncias é intolerável.

“Esses bezerros, recém-saídos do ventre de suas mães, suportam mais de 50 horas de transporte em péssimas condições. Até 300 animais amontoados em três níveis, além de sedentos e tratados com violência, vivem um verdadeiro inferno”, lamenta.

E acrescenta: “A União Europeia deve interromper o transporte de bezerros e outros jovens animais. Como consumidores, podemos agir diretamente substituindo produtos lácteos por alternativas vegetais.”

Em 2018, a Irlanda exportou mais de 100 mil bezerros principalmente para a Espanha e Holanda. No entanto, o volume de bezerros transportados entre países europeus ultrapassou 1,3 milhão no ano passado.

Programa militar americano é acusado de explorar golfinhos e leões marinhos

Foto: Flickr

Foto: Flickr

No início desta semana, a mídia noticiou uma baleia beluga encontrada em um vilarejo norueguês usando um suporte desconhecido com as palavras “St. Petersburgo” escritas nele. A situação causou suspeitas de que o animal pudesse ter sido treinado pela marinha russa para espionagem ou até mesmo algum tipo de arma, embora sejam apenas hipóteses.

Especialistas afirmaram que o equipamento parecia ter sido montar uma câmera GoPro, e a baleia foi considerada mansa e amigável com as pessoas, sinais de que estaria acostumada ao convívio humano.

Cientistas noruegueses disseram à Associated Press que acreditam que a baleia foi “muito provavelmente” treinada pela “marinha russa em Murmansk (Rússia)”.

Apesar de tudo o que foi falado não ficou imediatamente claro o fim para o qual o mamífero estava sendo treinado ou se deveria fazer parte de qualquer atividade militar russa na região.

O governo russo não comentou sobre a baleia. O país não tem histórico de usar baleias para fins militares desde o fim da Guerra Fria, mas a União Soviética tinha um programa de treinamento completo para os golfinhos.

E a Rússia não está sozinha no uso de animais marinhos em operações e em conjunto com os militares.

Marinha americana e a exploração de golfinhos

Em um e-mail enviado ao site de notícias Global News, a Royal Canadian Navy (Marinha Real Canadense) confirmou que não treina animais marinhos ou marinhos. Mas a marinha americana já explorou golfinhos e leões marinhos desde a década de 1960 como parte de seu programa de mamíferos marinhos, que começou durante a Guerra Fria.

De acordo com seu site, a Marinha treinou seus “companheiros de equipe” (forma de chamar os golfinhos explorados) para detectar ameaças debaixo d’água.

Foto: AP Photo/Denis Poroy

Foto: AP Photo/Denis Poroy

Usando o sonar, os golfinhos podem detectar itens perigosos no fundo do oceano, como minas e outros “objetos potencialmente perigosos”, segundo o site da marinha americana.

Essas minas não são prontamente detectáveis pelo sonar eletrônico, mas os golfinhos podem encontrá-las facilmente.

Golfinhos e leões marinhos também podem mergulhar mais fundo e ver melhor do que os mergulhadores humanos. O repórter do New York Times, John Ismay, serviu anteriormente como oficial de eliminação de explosivos com a marinha dos EUA.

Ele disse que os golfinhos também foram treinados para encontrar mergulhadores inimigos que possam ameaçar as operações navais.

Ismay disse que os animais não são treinados ofensivamente.

“Sua missão é simplesmente encontrar e marcar as bombas e minas e depois sair da área o mais rápido possível; não há golfinhos armados”, disse ele ao Times.

Programa Encerrado

O programa de mamíferos marinhos da Marinha dos EUA tem recebido muitas críticas desde que foi descontinuido nos anos 90.

Em 2003, a ONG PETA e a Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais (WSPA) se manifestaram contra o uso de golfinhos na Marinha, dizendo que os animais foram usados contra sua vontade e não foram tratados com humanidade.

Em 2017, um vídeo filmado por um ativista dos direitos animais mostrou golfinhos mantidos pela marinha dos EUA em um pequeno cercado sem espaço para nadar.

Na época, o Comando de Sistemas Espaciais e de Guerra Naval (SPAWAR) disse à CBS News: “Mantemos os mais altos padrões de atendimento para nossos mamíferos marinhos, excedendo em muito o que é exigido pelas regulamentações federais”.

Desrespeito e crueldade

Entre os animais com maior capacidade cognitiva na natureza, golfinhos são inteligentes e sociais, dignos de direitos e respeito como qualquer outra vida no planeta, seja marinha, terrestres, selvagem ou doméstica.

Animais são seres sencientes, evento comprovado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, capazes de sofrer, amar e compreender o mundo ao seu redor e qualquer tentativa de privá-los de sua liberdade ou explorá-los em tarefas para benefício humano é um atentato covarde a sua existência.

Toureira sai de cena com ferimentos graves no México

Por David Arioch

Segundo o jornal mexicano El Heraldo, a toureira terá de passar por cirurgia de reconstrução facial (Fotos: El Popular)

A toureira Hilda Tenorio, de 32 anos, foi surpreendida durante uma tourada realizada ontem no El Relicário, em Puebla, no México.

O touro se antecipou aos movimentos de Hilda, dando-lhe uma chifrada que perfurou seu queixo, fraturando gravemente o maxilar e deixando lesões no palato, lacerações nos lábios e no nariz.

Segundo o jornal mexicano El Heraldo, Hilda está em situação estável, mas terá de passar por cirurgia de reconstrução facial. O touro que atingiu a toureira pesa 580 quilos e é conhecido como “Dear Old”.

Apenas mais uma prova de que enquanto há seres humanos que veem as touradas como entretenimento, ainda que bárbaro, os animais têm outra interpretação e farão o possível pela própria sobrevivência.

O poder da informação e o desafio às crenças especistas estabelecidas

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Com celebrações por todo o mundo o Dia Mundial da Imprensa ou Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é uma homenagem aos profissionais e veículos que são responsáveis por prover e divulgar informações necessárias à construção de uma sociedade mais crítica, democrática e livre.

A data comemorativa foi proclamada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1993, seguindo a recomendação da Conferência Geral da UNESCO. Desde então, 3 de maio, o aniversário da Declaração de Windhoek é comemorado mundialmente como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Este ano a data completa sua 26ª celebração sob o tema: Mídia para a Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação, que discute e trás à pauta questões como o potencial da mídia em apoiar os processos de paz e reconciliação.

O sofrimento animal apenas recentemente tem ganhado atenção da imprensa e mesmo assim de forma comedida e tímida como algo considerado “menos importante” e restrito aos veículos específicos, voltados ao meio ambiente e a fauna silvestre.

Foto: PETA

Foto: PETA

Vistos como seres inferiores e dessa forma passíveis de serem usados e dispostos como produtos a serem explorados e mortos conforme a vontade a humana, esses seres que são nossos companheiros de planeta padecem em silêncio, ocultos pelos interesses de uma classe ambiciosa e dona de benefícios a que o dinheiro garante acesso.

A grande massa da sociedade segue a doutrina do especismo, muitas vezes sem saber que o faz, apenas repetindo crenças que lhes foram enfiadas goela abaixo de geração em geração. Sem desafiar o conteúdo que lhes foi imposto ou arriscar qualquer questionamento.

Ao rotular e aceitar que os animais podem ser mortos e explorados conforme nosso interesse, estamos condenando essas vidas a uma existência de dor e exclusão, com a morte como a única forma de se libertar do cativeiro.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Mas quem poderia mudar o pensamento vigente senão a imprensa, cujo papel e força motriz é despertar esse interesse e fomentar a ousadia de uma consciência crítica nos consumidores, leitores e espectadores, atualmente coformados com um status quo confortável e já totalmente estabelecido.

É da imprensa o papel de propor novos pontos de vista, ângulos inexplorados, e principalmente denunciar o que ocorre por tras do véu que têm cegado – por opção própria – a humanidade até aqui, para fora dos meios ambientalistas e rumo à sociedade como um todo.

Milhões de animais morrem todos os anos para alimentar nosso paladar, vacas são exploradas a vida inteira para que o leite de seus filhos chegue a nossas bocas, animais são mortos em “jogos” de caça para nos divertir, golfinhos e orcas enlouquecem em cativeiro para que assistamos eles fazerem truques em troca de comida.

Foto: PETA

Foto: PETA

Nosso conformismo nos deixou a ponto de entrar em uma era afetada pela mudança climática com consequências irreversíveis e fatais, não só para as demais espécies do planeta como para os seres humanos também. Muito pouco foi feito, medidas isoladas aqui e ali, acordos climáticos e de redução de emissões de carbono pouco efetivos e governos que fingem que “alguém virá nos salvar” se a coisa ficar muito feia.

Mas ninguém virá nos salvar a única coisa que pode nos salvar é nossa consciência crítica da realidade, uma mudança de postura radical e urgente, com a ajuda da imprensa no papel de divulgadora e fomentadora de questionamentos inéditos, vanguardistas e acima de tudo compassivos.

Jogadora Marta diz que deixou de consumir alimentos de origem animal há uma semana

Por David Arioch

O vídeo pode ser conferido no Instagram do jornalista Eduardo de Meneses (Imagem: Reprodução)

Em entrevista ao jornalista Eduardo de Meneses, da ESPN, Marta, eleita por seis vezes consecutivas a melhor jogadora de futebol do mundo, disse esta semana que deixou de consumir alimentos de origem animal há uma semana, quando decidiu experimentar “a dieta vegana” após um desafio.

A revelação foi feita quando Meneses pediu que ela sugerisse alguma receita tipicamente alagoana, ou seja, da terra natal da atleta. Em tom bem-humorado, Marta citou uma saladinha bem simples como sendo essencial na sua rotina.

O vídeo pode ser conferido no Instagram do jornalista Eduardo de Meneses – clique aqui.

Pesca comercial já matou 1,2 mil golfinhos e botos na França este ano

Corpo de um golfinho, vítima da pesca comercial, que foi arrastado até a praia (Foto: Associated Press)

Número de golfinhos e botos encontrados mortos na França já ultrapassou 1,2 mil nos quatro primeiros meses deste ano, segundo informações do Observatório Pelagis, em La Rochelle.

É um número ainda mais chocante, considerando que nos últimos anos o registro mais elevado foi de 846 em 2017 e cerca de 700 em 2018. E o que tem causado essas mortes é a pesca comercial, já que é comum pequenos cetáceos morrerem presos às armadilhas utilizadas pelos pescadores.

Segundo o Observatório Pelagis, os animais morrem asfixiados, e quando os pescadores os retiram de suas redes de emalhar, eles descartam os golfinhos na água. Parte dos corpos costuma ser arrastada até a praia.

A bióloga marinha Hélène Peltier conta que em uma necropsia realizada pelo Observatório Pelagis, eles perceberam que um golfinho teve a cauda cortada pelos pescadores – na tentativa de soltá-los de seus equipamentos. “Seus pulmões estavam cheios de sangue, um sinal claro de asfixia”, conclui.

Em março, a Sea Shepherd anunciou que encontrou um “depósito” de golfinhos mortos em Les Sables d’Olonne, na Baía de Biscaia. Segundo a organização de conservação da vida marinha, o local está servindo como área de despejo de parte dos golfinhos mortos pela pesca comercial.

“É onde eles são despejados antes de serem enviados para uma usina de processamento”, informou. A denúncia foi feita pouco tempo depois que a Sea Shepherd revelou que cadáveres de golfinhos mutilados têm se multiplicado às centenas na costa atlântica francesa.

“Trinta anos de reuniões e discussões com os comitês de pesca levaram à situação catastrófica em que estamos hoje. O tempo para discussão acabou, há uma necessidade urgente de ação”, diz a presidente da Sea Shepherd France, Lamya Essemlali.

Em fevereiro, a Sea Shepherd contabilizou mais de 600 golfinhos, a maioria mutilados, encontrados nas praias francesas, vítimas da pesca comercial. Os animais foram atingidos por redes de arrasto. “Embora esse número possa parecer enorme, está muito abaixo da verdadeira escala de mortes em curso”, garante a organização.

Cadela mantida acorrentada durante toda a vida é resgatada

Uma cadela que viveu a vida toda acorrentada, tendo apenas uma caixa pequena para se abrigar, foi resgatada. Sarah, como é chamada, era xingada de “nojenta” pelos tutores, que a maltratavam. Devido ao sofrimento que viveu, a cadela ficou depressiva.

Foto: Reprodução / YouTube / PETA

O caso chegou ao conhecimento da PETA, uma organização internacional de proteção animal, que decidiu intervir, e resgatou a cadela. Os olhos tristes de Sarah comoveram a equipe de resgate. As informações são do portal I Love My Dog.

Resgatada, ela passou a receber todos os cuidados necessários. Retirada da corrente que a prendia, ela pôde ter espaço para brincar e correr, recebeu alimentação adequada e atendimento veterinário.

Foto: Reprodução / YouTube / PETA

Com o tratamento que recebeu, a cadela se transformou e em nada lembrava o animal deprimido encontrado pela ONG. Após se recuperar física e psicologicamente, ela foi disponibilizada para adoção e encontrou uma família responsável, com a qual vive atualmente cercada de amor e respeito.

No novo lar, Sarah vive com crianças que a adoram, e com outro cachorro, que já vivia com a família, e que se tornou seu companheiro.