Apresentador da BBC recebe ameaças de morte depois de se posicionar contra matança de aves

Por David Arioch

Chris Packham relatou a Victoria Derbyshire que já penduraram corvos mortos na entrada de sua casa (Fotos: BBC/Chris Packham)

O apresentador inglês e naturalista Chris Packham, da BBC, disse esta semana durante entrevista à jornalista da BBC Victoria Derbyshire que ele tem recebido ameaças de morte.

As ameaças começaram depois que o apresentador liderou uma campanha contra a matança indiscriminada de 16 espécies de aves qualificadas como “pragas” pelo Sindicato Nacional dos Fazendeiros.

Na campanha realizada por Packham em parceria com a organização Wild Justice, eles mostraram que muitas aves estavam sendo mortas sem qualquer relação com a justificativa defendida pelo Sindicato Nacional.

Até então, os produtores tinham permissão para exterminarem as aves, mas agora é necessário solicitar permissão para abatê-las – o que irritou muita gente e fez com que fazendeiros se voltassem contra o apresentador da BBC.

Chris Packham relatou a Victoria Derbyshire que já penduraram corvos mortos na entrada de sua casa e também lhe enviaram inúmeras correspondências ofensivas e obscenas.

No entanto, entre as piores estavam uma carta em que o remetente trazia detalhes de uma suposta “orquestração de sua morte” e uma lista de coisas que seus detratores consideram fazer – como envenená-lo ou sabotar a parte mecânica de seu carro.

“Não posso permitir que essas coisas me influenciem. Há poucas pessoas lutando para proteger o nosso meio ambiente, nossas paisagens e a nossa vida selvagem”, declarou à jornalista.

Packham, que no início do ano decidiu cortar alimentos de origem animal da sua alimentação, lembrou que seu endereço tem sido divulgado nas mídias sociais incentivando mais pessoas a enviarem aves mortas para sua casa.

Cachorro fica deprimido após ser abandonado amarrado a poste

Um cachorro foi abandonado preso a um poste de energia elétrica. Deixado pelo tutor, ele ficou bastante deprimido, o que era visível em sua feição e expressão corporal. Olhando para a rua, ele parecia esperar pelo retorno de quem o abandonou.

Foto: Vida Loca/YouTube

Max, como é chamado o cão, foi encontrado por Graham Dobson, de 43 anos, que passava pelo local onde o animal foi deixado enquanto ia para o trabalho. As informações são do portal I Love My Dog.

O homem, então, fotografou o cachorro e publicou a foto na internet. A imagem viralizou e chegou ao tutor de Max, que apareceu para se explicar, afirmando que abandonou o animal porque não tinha mais condições de arcar com as despesas dele. Ao ser descoberto, ele pegou o cão e entregou oficialmente para o diretor de um abrigo para animais.

No abrigo, Max tem se mostrado um cachorro muito doce e comportado, mas ele demonstra se sentir solitário e, por isso, precisa encontrar uma nova família. Potenciais adotantes já tem conversado com os membros da ONG e em breve ele pode ser adotado.

Foto: Hull City Council news/Facebook

Acusações contra ativista que libertou leitão de uma fazenda no Canadá são retiradas

Por David Arioch

“As fazendas familiares não são mais adoráveis empreendimentos. São grandes galpões brancos abarrotados de animais” (Foto: DxE Ontario)

Membro da organização Direct Action Everywhere (DxE), a ativista vegana Jenny McQueen teve uma surpresa quando chegou a um tribunal de Ontário, no Canadá, esta semana para participar de uma audiência em que ela era acusada de invasão de propriedade e danos materiais – todas as acusações foram retiradas.

“Embora seja uma vitória para o ativismo animal, não é uma vitória tão grande para os porcos e para todos os animais no Canadá e em todo o mundo que estão confinados atrás dos muros das fazendas industriais”, comentou Jenny, segundo a CTV News.

A ação foi ajuizada depois que Jenny entrou em uma propriedade da Adare Pork, ao norte de Lucan, descrevendo as más e cruéis condições em que vivem os porcos. No vídeo, a ativista do DxE Ontario liberta um dos leitões da propriedade, em um ato simbólico pela libertação animal.

“As fazendas familiares não são mais adoráveis empreendimentos. São grandes galpões brancos abarrotados de animais”, diz Jenny McQueen no vídeo. Antes de partir, ela e outros ativistas deixaram flores na entrada da fazenda.

A conhecida ativista canadense Anita Krajnc também foi ao tribunal apoiar Jenny, assim como mais de uma dúzia de pessoas. “O público tem muito poder. Eles são consumidores, por isso, se começarem a consumir alimentos à base de vegetais, não estarão contribuindo com o sofrimento”, disse Anita.

A gerente de comunicações da Ontario Pork, entidade que representa os produtores de porcos de Ontário, Stacey Ash, declarou que, para quem valoriza a propriedade privada, é inadmissível que um processo como esse não tenha ido adiante. Também defendeu que a organização preza por altos padrões de criação de animais.

Por outro lado, o advogado da ativista Jenny McQueen, Gary Grill, revelou à CTV News que os ativistas dos direitos animais vão continuar sacrificando suas vidas e suas liberdades para que a mensagem chegue ao público em geral – já que o objetivo é mudar a mente das pessoas. E a mídia social tem um grande papel nesse trabalho porque permite que os ativistas publiquem e transmitam suas ações.

Cadela é filmada acariciando barriga de grávida e vídeo comove internautas

O vídeo de uma cadela fazendo carinho na barriga da tutora grávida comoveu internautas. Juliana está grávida de 34 semanas e Penélope, a cadela, já ama o bebê que a tutora está gestando.

Foto: Reprodução / Facebook

Nas imagens, Juliana coloca as mãos sobre a barriga e a cadela a cutuca com as patas, deitando em cima da barriga. Ao ser publicado na internet, o vídeo viralizou e já ultrapassou 12 milhões de visualizações. As informações são do portal I Love My Dog.

A explicação para um cachorro entender que há algo de diferente com uma mulher quando ela engravida se deve aos hormônios. Eles alteram o cheiro do corpo da mulher, o que é captado pelo olfato aguçado dos cachorros.

Segundo o veterinário Dr. Rachel Barrack, muitas mulheres grávidas relatam que os cachorros ficam mais afetivos durante a gravidez.

Projeto que proíbe uso de penas e plumas de animais no Carnaval está em análise na Câmara

Por David Arioch

Projeto estabelece multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões | Pixabay

O Projeto de Lei 1097/19, que prevê a proibição da fabricação, comercialização e uso de penas e plumas de origem animal na produção de fantasias, adereços e alegorias, tanto durante o Carnaval quanto com qualquer outra finalidade, está em análise na Câmara dos Deputados.

De autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), o projeto estabelece multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões para quem insistir na fabricação e utilização de penas e plumas de animais – iniciativa que já é uma realidade no estado de São Paulo.

“Não se pode aceitar, em pleno século 21, o uso de partes do corpo de animais para fazer adereços de fantasias”, justifica Studart, que recomenda na matéria do PL que os interessados nesse tipo de produto busquem alternativas mais sustentáveis.

O próximo passo é encaminhar o Projeto de Lei para apreciação das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania.

Quem concorda com a proposta, pode apoiar a iniciativa clicando aqui. Você também pode clicar na opção “compartilhar essa enquete” para motivar mais pessoas a apoiarem o PL.

Filhotes de cachorro que seriam sacrificados são resgatados nos EUA

Três filhotes de cachorro extremamente maltratados que foram levados para um abrigo no Texas, nos Estados Unidos, tiveram as vidas salvas após serem resgatados do local. No abrigo, eles estavam na lista de animais que seriam sacrificados.

Foto: Reprodução / YouTube

A co-fundadora do Rescue Dogs Rock NYC, Stacey Silverstein, foi a responsável por salvá-los. Ela viu um vídeo no qual dois dos filhotes apareceriam agarrados um ao outro, enquanto o terceiro permaneceria por perto. O estado deplorável dos animais comoveu Stacey, que decidiu ajudá-los.

“Onde está o respeito? Onde está a humanidade? Eles entraram neste abrigo de morte nesta condição, jogados no duro chão infectado por concreto em condições obviamente críticas e fracas”, disse Stacey. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Reprodução / Facebook / Rescue Dogs Rock NYC

“Estamos tão enojados a cada dia para sermos confrontados com essa dura realidade. Mais uma vez seremos seus protetores e salvadores e obteremos a ajuda de que eles precisam desesperadamente”, completou.

Retirados do abrigo no qual seriam sacrificados, os três cachorros foram levados por Stacey e passaram a receber os cuidados necessários para que possam ficar saudáveis.

Os animais receberam os nomes Mulani, Po e Mishi. “Suas novas vidas começam hoje!”, comemorou a co-fundadora da ONG.

Filhote de cachorro tem pata amputada após ser atropelado por trem

Um filhote de cachorro foi atropelado por um trem em Guarujá, no litoral de São Paulo. Socorrido às pressas pelo Canil Municipal, o cão foi submetido à cirurgia e teve uma pata amputada. Frederico, como é chamado, está em processo de recuperação.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá

Nesta sexta-feira (3), o cão foi submetido a mais um atendimento. Segundo uma veterinária do canil, a amputação da pata do cão foi a única alternativa encontrada, já que o osso dele estava pela metade.

O cão recebeu alta após a cirurgia, que durou duas horas, mas continua sendo acompanhado pelos profissionais da unidade.

“Ele é um filhotão, deve ter de sete a oito meses. Ele está se recuperando bem. Doamos a medicação e ele está tomando antibiótico e anti-inflamatório”, disse ao G1 a médica veterinária Clarisse de Fátima Ferreira, que fez a cirurgia com a ajuda da médica veterinária Carolina Castro.

O animal foi atropelado no dia 26 de abril no Sitio Conceiçãozinha e uma parte da pata dele foi levada pelo trem. “Ele chegou todo ensanguentado, em estado de choque”, contou.

Avisado por outras pessoas sobre o atropelamento, o tutor do cachorro o levou imediatamente ao Canil Municipal. “O tutor estava desesperado. A gente não nega atendimento, mas dependendo do tipo de cirurgia não conseguimos realizar por falta de equipamentos. Nessas horas é o coração que fala”, finalizou.

Companhias aéreas são pressionadas a servir refeições veganas para compensar emissões de carbono

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Companhias aéreas estão sendo pressionadas a oferecer opções veganas para compensar suas emissões de carbono e atender a passageiros veganos e vegetarianos.

A Vegan Society e a Humane Society International uniram forças para criar o site FlyVe, que fornece aos consumidores o primeiro sistema de classificação on-line para refeições veganas a bordo de aviões.

O FlyVe faz parte da campanha Vegan on the Go, que visa chamar a atenção para a importância da disponibilidade de refeições para veganos e destacar os muitos benefícios de garantir que opções baseadas em vegetais sejam incluídas nos menus padrão.

De acordo com as duas organizações, as opções de refeição padrão fornecidas pela maioria das companhias aéreas são dominadas por carne, laticínios e ovos. Isso significa que os passageiros precisam solicitar proativamente uma refeição vegana com antecedência.

Impacto Ambiental

“As viagens de avião tem uma reputação notória por produzir altas emissões de gases de efeito estufa e fornecer opções veganas pode ser uma maneira de compensar esse impacto ambiental”, diz a The Vegan Society.

“A agropecuária animal produz cerca de um quinto de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidas pelo homem e a produção de carne, ovos e laticínios é um fator que contribui mais para o aquecimento global do que todas as formas de transporte combinadas, incluindo a aviação”.

“As companhias aéreas atendem a um bilhão de refeições a bordo de seus aviões todos os anos, por isso incentivar ativamente os passageiros a escolher opções baseadas em vegetais poderia ajudar a reduzir as emissões de carbono da indústria.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Cientistas da Universidade de Oxford recentemente confirmaram que se alimentar de forma vegana é “a coisa mais eficaz que um indivíduo pode fazer para ajudar a combater a mudança climática”.

Refeição ecológica

“Adicionar opções veganas a todos os cardápios de bordo padrão significaria que todos os passageiros poderiam optar por uma refeição mais ecológica”, disse Elena Orde, diretora sênior de campanhas da The Vegan Society.

“Seria fantástico ver as companhias aéreas realmente adotarem a variedade e a criatividade que é possível com a comida vegana, e criar opções que sejam adequadas para veganos, mas que atraiam a todos os paladares.

“Lançamos o FlyVe para nos permitir ver quais companhias aéreas estão “voando à frente da curva” e quais poderiam ter um suporte extra quando se trata de adotar opções baseadas em vegetais. Nós encorajamos qualquer companhia aérea a entrar em contato conosco para aconselhamento e treinamento. ”

Crise climática

“Em uma era de crise climática, todos nós precisamos fazer escolhas de estilo de vida mais amigáveis ao planeta”, disse Charlie Huson, Gerente do Programa de Alimentos Avançados da Humane Society International UK.

“Reduzir a frequência com que voamos é fundamental, mas também é importante garantir que, quando voamos, não aumentemos ainda mais nossa pegada de carbono com nossas escolhas alimentares. Apesar da necessidade imperiosa de mudança, a onipresente ´carne de frango ou carne bovina´ continua a ser a escolha padrão e sem imaginação na maioria das companhias aéreas”.

“Se todos que saírem d aeroporto de Heathrow em Londres, por exemplo, e por apenas um dia escolherem uma refeição vegana, poderão economizar cerca de 33.592 toneladas de CO2, o equivalente a 112.695.851 milhas em um carro comum a gasolina”.

Orangotango mantido preso em jaula por três anos é resgatado

Um orangotango que viveu três anos preso em uma jaula, saindo do local apenas aos finais de semana, foi resgatado na Indonésia. Bom Bom, como é chamado, foi vítima do tráfico. Ele foi comprado por Sri Lia quando era apenas um filhote, após a mãe dele ser morta.

Foto: BBC

Bom Bom deveria ter vivido toda a vida na floresta Leuser, com outros animais selvagens da ilha de Sumatra. Porém, uma parte da floresta foi devastada nos últimos 20 anos devido a plantações de palmeiras, fazendas e obras de infraestrutura. Com isso, os animais ficaram mais próximo das pessoas.

Muitos orangotangos são traficados, inclusive enviados a outros países, o que é considerado ilegal na Indonésia. As informações são da BBC.

“Muitos de nossa equipe já confiscaram orangotangos. Mas, se os colocarmos em um centro de reabilitação, o custo será alto”, afirma Wiratno, um diretor do Ministério do Meio Ambiente.

O trabalho de resgate desses animais, e seus respectivos custos, acabam ficando sob responsabilidade de ONGs. Foi uma delas que salvou Bom Bom.

“Todos os orangotangos que estão aqui, suas mães estão provavelmente mortas”, diz Ian Singleton, do Programa de Conservação de Orangotangos de Sumatra.

Após o resgate, os orangotangos ficam em jaulas de quarentena. “Eles terão uma chance de serem orangotangos selvagens e de viver na floresta. Então, isso é uma etapa necessária de um processo positivo e que traz esperança”, diz.

No entanto, para filhote de orangotango resgatado, outros tantos são traficados.

Empresa vegana desenvolve novo ingrediente cosmético feito apenas de água e folhas

Foto: Pixabay/asmallpea

Foto: Pixabay/asmallpea

O novo ativo, Celltice, descrito pela Renmatix, a empresa responsável por sua criação, como um nova e revolucionária descoberta no mercado de fórmulas de cosméticos “limpos”, tem sua composição livre de petróleo e feita de celulose e lignina.

O produto é descrito como possuidor de uma enorme variedade de benefícios em cuidados pessoais e cosméticos, pois funcionaria, como ativo e excipiente em formulações de cosméticos e produtos de cuidados com a pele.

“Historicamente, os cientistas não conseguiram até hoje extrair a celulose e a lignina na forma originalmente encontrada na natureza”, disse o CEO da Renmatix, Mike Hamilton, em um comunicado enviado ao Vegan News.

“[Eles, os cientistas] tem então recorrido ao uso de produtos químicos que alteraram materialmente suas composições e limitaram drasticamente as funções desses dois compostos orgânicos”.

“Sem o uso de quaisquer produtos químicos ou solventes, a Renmatix é capaz de liberar esses ingredientes da natureza para criar um material totalmente novo que oferece múltiplos benefícios funcionais”.

O premiado processo “Plantrose” da Renmatix para criar o Celltice usa apenas água, calor e pressão para liberar gentilmente o material de celulose e lignina de folhas de bordo vermelho (red maple, árvore nativa da América do Norte) de crescimento sustentável e não modificadas geneticamente.

Benefícios

A empresa afirma que um dos benefícios do ingrediente cosmético vegano é promover a saúde da pele, proporcionando uma aparência mais mate e saudável após um único uso.

Ele também possui alta capacidade de absorção de óleo que controla a formação de sebo, com redução de 45% na oleosidade após apenas 30 minutos de aplicação.

Mais benefícios para a pele incluem a capacidade de lidar com a aparência seca e escamosa, acelerando a renovação da pele e a esfoliação, com 66% de redução da pele seca após 30 minutos de aplicação.

Além dos benefícios do cuidado da pele, o produto pode proteger a pele contra o estresse ambiental, funcionando como um escudo anti-inflamatório e antioxidante para a pele quando submetidos a pressões ambientais.

Ele também pode permitir texturas delicadas, emulsionando eficientemente uma ampla variedade de ingredientes solúveis em óleo, incluindo óleos vegetais nutritivos, manteigas de sementes e filtros UV ativos.

“Celltice não é apenas uma alternativa baseada em vegetais para emulsionantes químicos e ativos”, disse Hamilton.

“Este produto de primeira linha do nosso processo “Plantrose” também fornece aos fabricantes um ingrediente multifuncional, de alto desempenho e custo-benefício, para ajudá-los a oferecer cosméticos superiores aos consumidores.”

O Celltice fará sua estreia no Dia dos Fornecedores da Sociedade de Cosméticos nos dias 7 e 8 de maio próximos, em Nova York.