Prefeito de Cotia (SP) promulga lei que proíbe soltura de fogos de estampido

Uma lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, além de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, foi promulgada pelo prefeito de Cotia (SP), Rogério Franco.

(Foto: Pixabay)

O descumprimento da lei, de autoria do vereador Edson Silva, acarreta em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor é dobrado. As informações são do Jornal Cotia Agora.

Não foi definido ainda como será realizada a fiscalização e quem a fará. Também não se sabe se haverá um telefone exclusivo para denúncias ou se elas deverão ser feitas à Guarda Civil.

A lei tem o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo barulho dos fogos, que prejudica animais domésticos e silvestres, em alguns casos levando-os à morte por ataque cardíaco, e atinge também idosos, crianças, pessoas com problemas psíquicos, autistas e bebês.

A proibição da soltura de explosivos que fazem barulho é uma tendência que outras cidades do país já aderiram. Em São Paulo, por exemplo, a comemoração de Ano Novo do ano passado não contou com fogos de estampido.

 

Projeto suspende decreto de Bolsonaro que flexibiliza multas ambientais

Um projeto que susta os efeitos do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibiliza multa ambientais, está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na qual aguarda a designação de relator.

Foto: Pixabay

O projeto (PDL 202/2019) é de autoria do senador Fabiano Contarato. Segundo ele, as questões apresentadas pelo decreto só poderiam ser implementadas por lei. Isso porque o Decreto 9.760, de 2019, cria o Núcleo de Conciliação Ambiental e altera ritos e prazo processuais previstos na Lei de Crimes Ambientais.

O decreto de Bolsonaro determina que órgãos vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, como o Ibama e o ICMBio, estimulem a conciliação em casos de infrações administrativas por danos ambientais e sigam um rito estabelecido para encerrar os processos. As informações são da Agência Senado.

Contarato considera que o presidente extrapolou seu poder regulamentar, “inovou no ordenamento jurídico e exerceu função típica do legislador” ao criar um órgão que promove audiências de conciliação para por fim ao processo caso o infrator faça parte do programa de conversão de multas em serviços ambientais.

“O Núcleo criado passará a analisar previamente as infrações e, antes mesmo de qualquer defesa do autuado, poderá, em juízo igualmente subjetivo, anular a multa aplicada, ajustá-la ou confirmá-la”, ressaltou.

O senador lembra também que, de acordo com o decreto presidencial, caso o processo decorrente da autuação não seja finalizado, os descontos das multas podem chegar a 60%, cabendo ao Núcleo de Conciliação explicar ao infrator os motivos da multa e apresentar soluções para o encerramento do processo. Contarato aponta também os descontos para o pagamento a partir de 40% dependendo da instância do julgamento, o parcelamento e a conversão da multa em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, como projetos de saneamento básico, garantia de sobrevivência de espécies da flora nativa e da fauna silvestre ou a implantação, gestão e monitoramento de unidades de conservação.

Contarato acredita que, ao abrir a possibilidade do infrator optar pela conciliação, com a suspensão da instrução do processo até a audiência, o decreto extrapola.

O decreto define ainda que, caso a conversão da multa seja negada, o infrator pode requerer à autoridade julgadora, até a decisão de primeira instância, ou à autoridade superior, até a decisão de segunda instância, além de ter a possibilidade de fazer questionamentos judiciais.

“Ou seja, aquele que cometer crime ambiental terá a seu dispor uma infinidade de instrumentos burocráticos para esquivar-se das penalidades”, completa o senador.

Cafeteria se torna vegana após proprietária ter assistido o documentário Dominion

Foto: Dominion

Foto: Dominion

A proprietária do High Note em Idaho (EUA) diz que vai vender todos os produtos de origem animal que tem em seu estoque e, a partir de então, só servirá “comida vegana excelente e de boa qualidade que todos possam desfrutar”

O estabelecimento que é uma cafeteria e também serve refeições está pronta para se tornar completamente vegano depois que sua dona assistiu ao documentário Dominion.

Dominion, dirigido por Chris Delforce e lançado há pouco mais de um ano, usa imagens de câmeras escondidas em fazendas-fábricas e matadouros para mostrar os horrores da criação de animais em escala industrial.

Maria, a gerente geral do café High Note, em Boise, revelou que estava “aterrorizada” com a mudança repentina e impactante de seu negócio – mas não estava disposta a apoiar o sofrimento dos animais por mais tempo.

Café vegano

“Quaisquer produtos de carne que tenhamos agora serão os últimos vendidos, a menos que encontre uma maneira melhor de se produzir carne, com oa carne cultivada em laboratório”, disse Maria em um comunicado. “Vou tornar o High Note Cafe um estabelecimento completamente vegano nas próximas semanas”.

“Eu prometo ainda servir comida excelente que todos possam desfrutar. Se der certo, ótimo, se não der certo e me custar o meu sustento, então que assim seja. Eu não posso mais ir adiante sabendo que tenho apoiado grande sofrimento e práticas indesculpáveis pela indústria de carne, ovos e laticínios.

“Estou apavorada, mas sei que estou fazendo a coisa certa, e a coisa certa nem sempre é lucrativa ou segura”.

Retorno positivo

O anúncio foi recebido com muitas respostas positivas, como um comentário postado nas mídias sociais da empresa dizendo: “Precisamos de pessoas mais corajosas e compassivas como você! Obrigado. Aquece o meu coração quando as pessoas realmente se importam além de seus lucros e paladar. Você é o futuro que precisamos. Desejo a você muito amor e sucesso”.

Outro acrescentou: “Sua decisão de avançar com uma abordagem mais compassiva é exatamente o que Chris Delforce tinha em mente quando criou o documentário Dominion. Muito obrigado”.

Mesmo aqueles que não são veganos aderiram, com um entrevistado dizendo: “Eu sou um comedor de carne, mas eu amo o High Note o suficiente para que eu ame e respeite essa decisão e continue a visitá-lo”.

Dominion

O longa-metragem que causou toda esse impacto em Maria e mudou não só sua vida como seu negócio, é um documentário que mostra como os animais são usados e abusados na Austrália, além de contar com filmagens exclusivas de matadouros e fazendas.

O documentário mostra as proporções catastróficas da realidade cruel vivida por animais de criação, do início da vida até a morte terrível – história essa que é escondida das população. Ele acompanha desde a situação em uma escala mais ampla, até chegar em casos individuais, bem específicos.

É um diferencial em Dominion o tipo de filmagem: câmera na mão, escondida, e os drones – muitas das técnicas nunca antes vistas. Esta é uma maneira de mostrar que tudo aquilo que está lá dentro, de fato, não deve sair de lá – e por isso a filmagem é feita de maneira clandestina.

O filme chamou a atenção do público ao anunciar uma série de celebridades veganas entre seus narradores, incluindo Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Sia, Sadie Sink e Kat Von D.

O documentário estreou no Reino Unido com uma exibição no centro de Londres, organizada pela Plant Based News e pela Surge Activism. ”Foi um enorme privilégio trabalhar com a equipe da Dominion para ajudar a levar este filme aos espectadores no Reino Unido”, disse o co-fundador da Plant Based News, Robbie Lockie.

“Embora seja doloroso testemunhar o sofrimento documentado, acreditamos que Dominion tem o potencial de abrir corações e mentes em todo o mundo. Ajudar a colocá-lo na frente de um público é exatamente quem somos como ativistas”.

“Eu acho que tem potencial para causar um grande impacto. O problema é fazer as pessoas sentarem e assistirem. Se conseguirmos que eles assistam, o impacto é inegável, inquestionável”, finaliza o diretor de Dominion, Chris Delforce.

Cinco mil bois explorados para consumo são exportados para a Turquia

Cinco mil bois explorados para consumo humano foram embarcados em um navio no Porto de Imbituba, em Santa Catarina, na última quarta-feira (1º) com destino ao Porto de Iskenderun, na costa mediterrânea da Turquia. Os animais enfrentarão uma longa e estressante viagem para, na chegada ao destino, serem mortos.

Foto: Amanda Cristhie/Divulgação

De acordo com o governo de Santa Catarina, a operação de embarque dos bois foi a maior já feita pelo terminal. O procedimento para encaminhar os animais ao navio durou aproximadamente 13 horas, segundo o G1.

A Turquia é, atualmente, o país que mais importa bois vivos do Brasil. Os animais exportados por empresas brasileiras são mortos de forma extremamente cruel no país islâmico, atendendo a rigorosos critérios religiosos que, entre outras questões, estabelecem que eles devem ser mortos ainda conscientes, o que os submete a dor extrema.

Antes da viagem, os bois são mantidos em quarentena por 21 dias para que seis tipos de doença sejam testados. Após esse período, eles são colocados em caminhões superlotados e enviados aos portos, em um percurso que dura horas. A soma do transporte precário com as condições do embarque, que é um procedimento demorado no qual frequentemente os bois recebem choques para que sejam encaminhados ao navio, faz com que esses animais sejam embarcados já exaustos e estressados, situação que é piorada durante a viagem.

Bois afundados nos próprios excrementos no navio NADA (Foto: Magda Regina)

Dentro do navio, os bois viajam amontoados, sem espaço para deitar e descansar. É comum, também, que no desespero para encontrar um pouco de conforto, eles pulem uns aos outros e se pisoteiem, causando ferimentos. Casos de mortes também são registrados, já que alguns dos animais não suportam as condições insalubres da viagem. Conforme comprovaram fotos feitas no navio Nada, que atracou no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, a impossibilidade de realizar um procedimento adequado de limpeza na embarcação faz com que os bois sejam transportados em meio a fezes e urina.

Apesar das autoridades alegarem que fiscalizações são realizadas para que os pré-requisitos de bem-estar animal e combate aos maus-tratos sejam respeitados, as condições nas quais os animais são mantidos desde a saída das fazendas de origem torna impossível a prática da exportação sem crueldade.

ANDA move ações contra exportação de animais

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) entrou com duas ações contra a exportação de animais. A primeira, feita em conjunto com a Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA), solicitou a interrupção das operações no porto de Santos com base nas implicações ambientais e nos crimes de maus-tratos registrados durante o embarque feito pelo porto em dezembro de 2017.

Bois mantidos em condição insalubre no navio NADA (Foto: Magda Regina)

O pedido das entidades foi aceito pelo desembargador Luis Fernando Nishi, que determinou a suspensão imediata das operações no porto no final de janeiro deste ano. Dias depois, entretanto, a liminar foi derrubada por um recurso impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU) e o navio seguiu viagem.

A segunda ação, movida exclusivamente pela ANDA, foi contra os embarques de animais vivos no porto de São Sebastião. Devido à existência de outras duas ações contra tais operações no porto que tinham como foco os maus-tratos contra os animais, a ANDA optou por usar o enfoque ambiental como fundamento para se opor à exportação de animais vivos em São Sebastião.

Após a ação ter extraviado, a ONG impetrou um mandado de segurança solicitando o julgamento da liminar. O mandado foi deferido pelo juiz Dr. Guilherme Kischner que, em abril, suspendeu temporariamente os embarques no porto.

Estudos revelam que a ingestão de frango frito está ligada à morte prematura

Foto: eatplant-based.com

Foto: eatplant-based.com

O estudo, publicado no BMJ (British Medical Journal) no início deste ano, avaliou as dietas de 106.966 mulheres na pós-menopausa com idades de 50 a 79 anos que se inscreveram na Women’s Health Initiative (Iniciativa pela Saúde das Mulheres) nos anos 90. De acordo com os dados, 31.588 mortes ocorreram entre o início do estudo e o acompanhamento até janeiro de 2017: Sendo que 9.320 delas relacionadas ao coração, 8.358 relacionadas ao câncer e 13.880 de outras causas.

Os pesquisadores analisaram fatores como estilo de vida, nível de escolaridade, renda e a frequência com que os participantes ingeriam alimentos fritos como frango, marisco, batatas fritas e salgadinhos. Alimentos fritos tendem a ser mais ricos em gordura saturada, que diversos estudos ligam a vários problemas de saúde relacionados ao coração.

Aqueles que comeiam uma ou mais porções de frituras por dia descobriu-se que tinham um risco 8% maior de ter uma morte prematura.

Como as frituras afetam a saúde?

O fator de risco para quem come frango frito diariamente foi ainda maior em comparação com a média. Uma ou mais porções diárias estavam associada a um risco 12% maior de morte relacionada ao coração, mas nenhum alimento frito estava ligado a um risco maior de morte por câncer.

“Nós identificamos um fator de risco para mortalidade por problemas cardiovasculares que é facilmente modificável pelo estilo de vida”, escreveram os autores do estudo.

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Os dados mostram que as mulheres que freqüentemente comiam frituras eram tipicamente mais jovens e não brancas, com menos escolaridade e menor renda.

“Reduzir o consumo de alimentos fritos, especialmente frango frito e peixe frito ou marisco, pode ter impacto clinicamente significativo em todo o espectro da saúde pública”, conclui o estudo.

A pesquisa mostrou que uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais é uma das maneiras mais eficazes para prevenir problemas crônicos de saúde, como doenças cardíacas, pressão alta, diabetes tipo 2 e certas formas de câncer.

Para alguns, adotar uma estilo de vida e uma alimentação mais saudável e baseada em vegetais pode não ser tão simples. O acesso à saúde é um problema em muitos países, incluindo os Estados Unidos, onde 2,3 milhões vivem em desertos alimentares (uma área urbana em que é difícil comprar alimentos frescos a preços acessíveis ou de boa qualidade), muitos dos quais vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo.

Isso tem um efeito negativo na saúde individual: aqueles que vivem em desertos alimentares têm 55% mais chances de ter uma dieta de boa qualidade.

Francesca Chaney, fundadora do restaurante Sol Sips, no Brooklyn (EUA), assumiu a missão de fornecer à sua comunidade comida vegetariana saudável e acessível.

“A comunidade do bem-estar alimentar pode ser realmente classista”, disse ela à Essence em fevereiro de 2018, acrescentando que muitos podem querer comer de forma saudável, mas só têm acesso a fast food frito.

UFPR inclui Direito Animal no currículo da graduação em Direito

Vicente de Paula Ataíde Junior*

Pixabay

O Conselho Setorial do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná, em reunião realizada no dia 25 de junho de 2018, aprovou, à unanimidade, a criação da disciplina tópica denominada Tutela Jurisdicional dos Animais, na área de Direito das Relações Sociais, proposta pelo autor deste artigo, conforme processo administrativo 022326/2018-57.

A reunião foi presidida pela Professora Vera Karam de Chueiri, Diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR, e contou com a presença da Vice-Diretora do Setor, Professora Maria Cândida Pires Vieira do Amaral Kroetz, da Chefe do Departamento de Direito Privado, Professora Katya Kozicki, da Suplente do Chefe do Departamento de Direito Público, Professora Melina Girardi Fachin, pelo Coordenador do Núcleo de Prática Jurídica, Professor Marcelo Miguel Conrado, pelo Coordenador do Curso de Graduação em Direito, Professor André Peixoto de Souza, pelo Suplente do Chefe do Departamento de Direito Penal e Processual Penal, Professor João Gualberto Garcez Ramos, pelo Representante Técnico- Administrativo, Márcio do Nascimento Marns, pela Representante do CRD, Giovanna Ribas Zandoná, e pelo Representante do Centro Acadêmico Hugo Simas (CAHS), Eduardo Nadvorny Nascimento.

A disciplina foi registrada sob a sigla DC080 [1].

Isso significa que o Direito Animal, tratado numa vertente prática e processual, integra o currículo pleno da graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná, instituição pública de ensino superior com quase 107 anos de idade.

Entendido como o conjunto de regras e princípios que estabelece os direitos fundamentais dos animais não-humanos, considerados em si mesmos, independentemente da sua função ambiental ou ecológica [2], o Direito Animal continua a se espraiar pelas mais renomadas faculdades direito [3][4][5].

A disciplina tópica de Tutela Jurisdicional dos Animais, da UFPR, começará a ser oferecida em 2019.
Em verdade, a sua primeira aula ocorreu no dia 12 de março de 2019, com a realização do I Seminário de Direito Animal da UFPR, aberto ao público e com inscrições gratuitas (http://bit.ly/i-seminario-direito-animal-ufpr) [6].

A disciplina tópica pretende levar os alunos, em primeiro lugar, a enxergar a existência de um novo campo do Direito, no qual o animal não-humano é visto como indivíduo consciente [7], portador de valor intrínseco e de dignidade própria. Nessa concepção, Direito Animal e Direito Ambiental não se confundem, constituindo disciplinas separadas, embora compartilhem várias regras e princípios jurídicos, dado que ambos, o primeiro exclusivamente, e o segundo inclusivamente, tratam da tutela jurídica dos animais não-humanos.

Essa perspectiva é formulada a partir da genética constitucional do Direito Animal brasileiro: segundo o art. 225, §1º, VII da Constituição brasileira de 1988, incumbe ao Poder Público “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.” [8] [9] [10]

Mas perceber que o Direito Animal existe já não basta.

É preciso ir além e formular soluções práticas para a defesa dos animais em juízo. É isso que se deve entender por tutela jurisdicional dos animais. Não o animal como coisa ou como recurso econômico. O Direito Animal opera com a transmutação do conceito civilista de animal como coisa ou bem semovente, para o conceito animalista de animal como sujeito de direitos. Todo animal é sujeito do direito fundamental à existência digna, positivado constitucionalmente, a partir do qual o Direito Animal se densifica dogmaticamente, se espraiando pelos textos legais e regulamentares.

Por isso, os alunos da disciplina tópica de Tutela Jurisdicional dos Animais da UFPR serão convidados a pensar juridicamente em como proteger animais por meio do processo judicial. Não é aula de Filosofia ou de Ética. Outros espaços existem para essas imprescindíveis reflexões. Trata-se do Direito vivo, em estado dinâmico, funcionando para um propósito maior, definido pela Constituição brasileira: animais não sofrerão mais ao serviço humano.

Uma autêntica oficina de peças processuais deverá se concretizar na UFPR, por conta das aulas e exercícios de Tutela Jurisdicional dos Animais, alimentando um banco de peças processuais de Direito Animal, ainda inexistente no Brasil, mas indispensável para otimizar a defesa dos animais em juízo. A Universidade Pública presta, com isso, um serviço público relevante e realiza os propósitos que a Constituição lhe reservou.

A existência de uma disciplina de Direito Animal em uma das mais antigas e renomadas Faculdades de Direito do Brasil apenas reafirma a autonomia científica da nova disciplina em solo brasileiro. Os animais não-humanos como sujeitos de direitos [11] deixa de ser apenas motivo de curiosidade. É fato e é direito. Reafirma-se e se apresenta como propósito. Influi juízes e tribunais. Orienta Promotores de Justiça e Delegados de Polícia. Advogados animalistas se apresentam e são conhecidos.

Defender animais pela sua dignidade e pelo seu valor intrínseco não é mais motivo de chacota. É motivo de orgulho e de reverência!

* Professor Adjunto do Departamento de Direito Civil e Processual Civil da UFPR. Doutor em Direito pela UFPR. Pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão em Direito dos Animais, Meio Ambiente e Pós-Humanismo da UFBA. Membro da Comissão de Direito Socioambiental da AJUFE. Juiz Federal da 4ª Região/Paraná.

Referências

[1] Disponível em: http://www.direito.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2018/11/T%C3%93PICAS-1%C2%BA-SEM-2019-POR-%C3%81REA-1.pdf. Acesso em: 1º mar. 2019.

[2] ATAIDE JUNIOR, Vicente de Paula. Introdução ao Direito Animal brasileiro. Revista Brasileira de Direito Animal. Salvador, V. 13, n. 3, p. 48-76, Set./Dez. 2018. p. 50.

[3] SILVA, Tagore Trajano de Almeida. Direito animal e ensino jurídico: formação e autonomia de um saber pós-humanista. Salvador: Editora Evolução, 2014. p. 239-277; OLIVEIRA, Fábio Corrêa Souza de. Direitos da natureza e direitos dos animais: um enquadramento. Revista do Instituto do Direito Brasileiro. Ano 2, n. 10, p. 11325-11370. Lisboa/Portugal. 2013. p. 11345-11346. Segundo esse último autor, “a primeira cadeira de Direito dos Animais criada no país, constante da grade curricular, teve espaço na recém-inaugurada Faculdade de Direito da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A cadeira está a cargo do Prof. Daniel Lourenço. A Escola de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), ao que se sabe, foi a primeira a oferecer de fato uma disciplina no bacharelado voltada para a matéria, incorporando também a discussão da Ecologia Profunda, denominada Direito dos Animais, Ecologia Profunda, lecionada pelo autor deste artigo. O Mestrado em Direito da UNIRIO foi o primeiro (e o único até agora) a prever matéria com este teor, Direito dos Animais, Ecologia Profunda, igualmente sob minha responsabilidade. Impõe registrar também a criação, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Centro de Direito dos Animais, Ecologia Profunda, hoje de caráter interinstitucional, reunindo, além de mim, o Prof. Daniel Lourenço (UFRRJ), a Profa. Rita Paixão (UFF), a Profa. Maria Clara Dias (IFCS/UFRJ) e a Profa. Larissa Pinha de Oliveira (FDUFRJ).” (p. 11.346).

[4] Outras Faculdades de Direito também são pioneiras em inserir o Direito Animal em seus currículos, como é o caso da Universidade Federal de Santa Catarina (sigla DIR5988) e da Universidade Federal Rural do Rio Janeiro (sigla IM746); o autor deste artigo também passou a oferecer a disciplina optativa de Direito Animal na Faculdade de Pinhais (FAPI, localizada na região metropolitana de Curitiba), desde 2017, além de Curso de Extensão (2018) e disciplina de Projeto Integrador (2018) (cf. <http://www.fapi-pinhais.edu.br>).

[5] A Universidade Federal da Bahia é pioneira em oferecer curso de pós-graduação stricto sensu em Direito Animal, abrangendo mestrado e doutorado, sob a liderança do Prof. Dr. Heron José de Santana Gordilho.

[6] Programação do I Seminário de Direito Animal da UFPR: 8h – Credenciamento; 9h – Abertura: Profª Drª Vera Karam de Chueiri (Diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR), Profª Drª Tatyana Scheila Friedrich (Coordenadora do Curso de Direito da UFPR), Prof. Dr. Fabrício Ricardo de Limas Tomio (Coordenador do PPGD da UFPR), Prof. Dr. Vicente de Paula Ataíde Junior (Coordenador Científico do Seminário), Acadêmico Representante do CAHS; 9h30 – Conferência de abertura: “A autonomia científica do Direito Animal” – Prof. Dr. Tagore Trajano de Almeida Silva (UFBA); 10h30 a 12h – Painel 1: Interlocuções entre Direito Animal e Direito Ambiental – Profª Drª Katya Regina Isaguirre Torres (UFPR) e Prof. Dr. Dimas Floriani (UFPR – PPGMADE); 12h a 13h – Intervalo para almoço; 13h a 15h – Painel 2: Interlocuções entre Direito Animal e Direito Processual Civil – Prof. Dr. Sérgio Cruz Arenhart (UFPR) e Prof. Dr. Vicente de Paula Ataíde Jr. (UFPR); 15h a 16h30 – Painel 3: Interlocuções entre Direito Animal e Direito Penal – Prof. Dr. Jacson Luiz Zilio (UFPR) e Profª Drª Priscilla Plachá Sá (UFPR); 16h30 a 17h – Intervalo; 17h a 18h30 – Painel 4: Interlocuções entre Direito Animal e Direito Constitucional – Profª Drª Estefânia Maria de Queiroz Barboza (UFPR) e Prof. Dr. Sérgio Said Staut Júnior (UFPR); 18h30 a 20h – Painel 5: Interlocuções entre Direito Animal e Direito Civil – Prof. Dr. José Antônio Peres Gediel (UFPR) e Profª Drª Adriana Espíndola Corrêa (UFPR); 21h – Conferência de encerramento: “A personalidade jurídica para além dos humanos” – Prof. Dr. Elimar Szaniawski (UFPR).

[7] Segundo a Declaração de Cambridge sobre a Consciência (2012) – elaborado por neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais cognitivos reunidos na Universidade de Cambridge –, “A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que os animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos.” Conferir o texto original, em inglês, disponível em <http://fcmconference.org/img/CambridgeDeclarationOnConsciousness.pdf>. Acesso em: 4. abr. 2018.

[8] No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4983 (ADIn da vaquejada), no final de 2016, o STF, por meio do voto-vista vencedor do Ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que “A vedação da crueldade contra animais na Constituição Federal deve ser considerada uma norma autônoma, de modo que sua proteção não se dê unicamente em razão de uma função ecológica ou preservacionista, e a fim de que os animais não sejam reduzidos à mera condição de elementos do meio ambiente. Só assim reconheceremos a essa vedação o valor eminentemente moral que o constituinte lhe conferiu ao propô-la em benefício dos animais sencientes. Esse valor moral está na declaração de que o sofrimento animal importa por si só, independentemente do equilíbrio do meio ambiente, da sua função ecológica ou de sua importância para a preservação de sua espécie.” (grifo nosso).

[9] No plano legislativo federal, como diploma legal geral do Direito Animal, ao lado do Decreto 24.645/1934, encontra-se o art. 32 da Lei 9.605/1998, que tipifica, na atualidade, o crime de maus-tratos contra animais, melhor denominado crime contra a dignidade animal. Esse artigo da Lei de Crimes Ambientais brasileira é uma regra de Direito Animal – e não de Direito Ambiental – exatamente porque estabelece condutas humanas proibidas por violarem a dignidade individual do animal não-humano. Não é um crime contra o meio ambiente, mas um crime contra o animal-indivíduo. Mais do que estabelecer sanções penais a quem comete o crime contra os direitos animais, o art. 32 da Lei 9.605/1998 densifica a regra constitucional da proibição da crueldade, especificando práticas consideradas cruéis e, portanto, proibidas. É prática cruel toda conduta consistente em abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais (art. 32, caput); da mesma forma, é prática cruel toda experimentação dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos (art. 32, §1º); ainda, é prática cruel matar animais com abuso, maus-tratos, ferimento, mutilação ou experimentação dolorosa ou cruel quando existirem recursos alternativos (art. 32, §2º).

[10] De menção obrigatória no plano jurídico estadual, o Estado da Paraíba aprovou seu Código de Direito e Bem-Estar Animal (Lei Estadual 11.140/2018, vigente desde 10/10/2018), bastante moderno e inovador, disciplinando diversos assuntos, afirmando que “os animais são seres sencientes e nascem iguais perante a vida”, que “o valor de cada animal deve ser reconhecido pelo Estado como reflexo da ética, do respeito e da moral universal, da responsabilidade, do comprometimento e da valorização da dignidade e diversidade da vida” (art. 2º) e arrolando um catálogo de direitos animais, dentre os quais os de “ter as suas existências física e psíquica respeitadas” e de “receber tratamento digno e essencial à sadia qualidade de vida” (art. 5º). Esse Código, com mais de cem artigos, prevê aplicação de suas disposições tanto para animais vertebrados, como para animais invertebrados, universalizando o espectro de abrangência protetiva. O Código paraibano, sem sombra de dúvidas, é a lei mais avançada de proteção animal vigente no Brasil.

[11] A propósito do direito animal de não ser tratado como coisa, consultar a obra fundamental (e já traduzida para o português), de Gary Francione: Introdução ao direito dos animais: seu filho ou o cachorro? Tradução de Regina Rheda. Campinas/SP: Editora Unicamp, 2013.

Filhotes de cachorro são colocados em balde e arremessados em rio

Sete filhotes de cachorro foram colocados em um balde e arremessados no rio da Prata, em Lençóis Paulista (SP), segundo uma denúncia anônima. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (1º) perto de uma passarela que liga os bairros Jardim Antonieta e Jardim Monte Azul.

Foto: Prefeitura de Lençóis / Divulgação

A testemunha que presenciou o ato cruel cometido contra os cães acionou o Corpo de Bombeiros, que enviou uma equipe ao local para resgatar os animais.

Os bombeiros conseguiram encontrar os filhotes pelo choro deles. Os sete animais foram resgatados com vida. As informações são do portal G1.

Após o resgate, os cachorros foram encaminhados para o Canil Municipal, onde receberam atendimento veterinário. Todos foram disponibilizados para adoção e um deles já encontrou um lar.

“Todos os filhotes serão vermifugados e depois disponibilizados para adoção”, explicou a coordenadora de proteção animal da Prefeitura de Lençóis Paulista, Milena Montanholi Mileski.

De acordo com a coordenadora, o órgão atende de 30 a 40 casos de abandono de animais por mês. “Quando a gente identifica a pessoa, nós registramos boletim de ocorrência, porque abandono é crime e, infelizmente, o índice no município é alto”, finalizou Milena.

Empresa americana lança primeira linha de colchões veganos totalmente livres de lã

Foto:/vanyaland.com

Foto:/vanyaland.com

A marca Avocado Green Mattress, de Nova Jersey (EUA), lançou recentemente uma linha de colchões veganos que são comparáveis à sua linha de produtos principais, mas feitos de algodão orgânico em vez de lã.

De acordo com a organização que atua pelos direitos animais, PETA, a empresa de colchões projetou sua opção vegana depois de aprender sobre a crueldade inerente da indústria de lã em recentes denúncias da PETA.

“Os compradores de hoje querem evitar a crueldade com os animais, e isso inclui rejeitar a lã de cordeiros que foram feridos, ensanguentados e explorados pelo processo de tosquia”, disse Anne Brainard, diretora da PETA. “As criações veganas aprovadas pela PETA, como os colchões ecológicos de algodão da Avocado Green Mattress, são um sonho para os consumidores conscientes e compassivos e também para as ovelhas”.

Para agradecer à empresa por criar uma opção sem lã, a PETA enviou aos executivos da Avocado uma caixa de chocolates veganos em forma de ovelhas.

A marca Casper recentemente lançou uma campanha para destacar seus colchões sem lã, incentivando seus clientes a “acordarem todas as manhãs com um vegano (colchão)”.

Ovelhas abusadas na indústria de lá

A PETA já fez diversas denúncias contra a exploração das ovelhas pelas fazendas de lá, imagens secretas foram reveladas mostrando trabalhadores abusando dos animais indefesos. As torturas iam desde o uso irresponsável de máquinas de tosa elétricas que feriam os animais até bater a cabeça das ovelhas violentamente no chão.

Após a exposição das imagens de abuso, a PETA apresentou uma queixa de 12 páginas solicitando que a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), lance uma investigação e registre as acusações criminais contra os trabalhadores por violações das leis que proíbem a crueldade contra os animais.

“As imagens de vídeo, obtidas pela testemunha, destacam apenas algumas das crueldades observadas em 24 fazendas de ovelhas visitadas por tosquiadores”, disse um porta-voz da PETA.

Os tosquiadores são pagos em volume, não por hora, o que encoraja um manejo rápido e violento, abrindo feridas nos corpos dos animais, que os tosquiadores costuravam usando uma agulha e linha, mas sem alívio da dor.

As imagens recentes seguem uma investigação de agosto, onde foi exposto o primeiro vídeo sobre crueldade na indústria de lã inglesa, que mostrou abuso similar.

“Depois de expor a crueldade na indústria de lã da Inglaterra, encontramos os mesmos abusos sendo cometidos com as ovelhas das fazendas da Escócia”, diz Jason Baker, vice-presidente sênior da PETA Ásia.

“Quando não se importam de onde se origina ou de que reivindicações éticas ou responsáveis é feita a produção de lã, milhões de ovelhas sofrem e morrem para essa indústria.”

Aquário vai explorar animais em mergulhos com visitantes no RJ

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, conhecido como AquaRio, passará a explorar tubarões e outros animais em atividades de mergulho no tanque oceânico do estabelecimento. O objetivo do aquário é obter lucro às custas dos animais, já que o mergulho custará, inicialmente, em um preço promocional, R$ 250, e depois passará a ser comercializado a R$ 350.

O tanque oceânico no qual os mergulhos serão realizados abriga 2 mil animais em um espaço com sete metros de profundidade e 2,5 milhões de litros d’água. No local, há cardumes de peixes, raias, tubarões e outros animais, que poderão sofrer com estresse devido à presença humana dentro do aquário.

Foto: Marcos Serra Lima/ G1

O mergulho terá duração de 1h30, sendo 30 minutos para flutuação, e será realizado de terça a domingo, segundo informações do G1. Grupos de até quatro pessoas poderão participar em cada horário reservado. O longo período de duração e a frequência de mergulhos, que ocorrerão das 7h30 até às 13h45, quase todos os dias da semana, é preocupante. Isso porque os animais, que já são forçados a suportar a vida em cativeiro, privados da liberdade, terão que aguentar também o incômodo causado pelos visitantes.

A idade mínima para participar do mergulho é de 12 anos, o que demonstra que crianças serão ensinadas a desrespeitar os animais e a tratá-los como objetos de entretenimento humano. Elas precisarão, no entanto, de autorização de um responsável para a prática da atividade.

Exploração animal

Aquários são estabelecimentos que se sustentam com base na exploração animal. Manter animais aprisionados em ambientes com espaços reduzidos, especialmente se comparados ao habitat, é uma prática cruel e antiética.

Oferecer serviço de mergulho torna a situação ainda pior. Colocando em risco o bem-estar dos animais, os proprietários do aquário pensam apenas no lucro ao liberar a presença de visitantes dentro dos tanques.

Foto: Marcos Serra Lima/ G1

Peixes, tubarões e qualquer outro animal marinho devem viver em liberdade, na companhia de outros animais da espécie, para desfrutar da vida no habitat, sem que sejam explorados e aprisionados para entretenimento humano.

Vancouver vai libertar animais de aquário

Ao contrário do Brasil, que sequer cogita deixar de aprisionar animais, o Aquário de Vancouver, no Canadá, deixará de manter golfinhos e baleias em cativeiro, atendendo a um pedido de ativistas e da sociedade em geral.

Parques aquáticos que mantêm animais em cativeiro são considerados cruéis por muitos clientes, e, por isto, os lucros estão diminuindo rapidamente. E foi exatamente isso o que aconteceu em Vancouver.

“Nós certamente acreditamos no valor das baleias e golfinhos para o envolvimento das pessoas. Mas precisamos ser realistas, e chegou ao ponto em que o debate com a comunidade, com os advogados e com os políticos está debilitando a nossa missão,” afirmou o diretor-executivo do aquário, John Nightingale.

Em 2017, o Conselho Municipal de Vancouver votou pela proibição do aquário de manter em cativeiro novas baleias e golfinhos devido à questão ética. No início, Nightingale prometeu lutar contra a medida, mas cedeu meses depois.

Desde a vitória dos direitos animais na votação do conselho, dois dos mamíferos marinhos do aquário morreram, dentre eles um golfinho.

Mesmo tendo encerrado o programa de mamíferos marinhos em cativeiro, o parque afirmou que continuará resgatando baleias e golfinhos feridos e encalhados.

Empresa que atua há 44 anos na venda de carne aposta num futuro vegano

Foto: Bobeldijk Food Group

A empresa holandesa esta investindo em carne vegana | Foto: Bobeldijk Food Group

Antes de 2015, a empresa Bobeldijk Food Group (Grupo de Alimentos Bobeldijk), com sede na Holanda, costumava usar outro nome: Bobeldijk Meat Company (Empresa de carnes Bobeldijk). Fundada em 1975, a marca começou no ramo de açougues. Mas uma recente mudança na empresa levou a marca a se concentrar na demanda crescente por carne sem-carne.

A empresa introduziu sua linha de carne vegetariana e vegana chamada Vegafit em 2008, com opções como rissóis sem carne, schnitzel, almôndegas e peixe empanado. Tudo é feito de soja ou proteína de trigo (também conhecida como seitan).

“Na Holanda, mais e mais pessoas estão se tornando flexitárias. Eles conscientemente não comem carne um ou dois dias por semana e, em seguida, optam por alternativas à base de vegetais”, explica a marca em seu site. “Com esses conceitos, fornecemos uma demanda cada vez maior por alternativas à carne à base de vegetais”, menciona o site.

Embora a empresa trabalhe com carne tradicional há 44 anos, ela está lentamente mudando seus negócios para se concentrar predominantemente em plantas, de acordo com o Vegan Strategist. Bobeldijk Food Group anunciou que deixaria de investir em carne e espaço de fábrica foi liberado para ajudar a crescer a divisão livre de carne.

O que faz um açougueiro se tornar vegano?

A clara de ovo – um ingrediente comum de ligação na carne vegetariana – foi substituído pela proteína da batata em alguns produtos, de acordo com um comunicado de imprensa de abril de 2018. Eventualmente, Bobeldijk Food Group pretende tornar-se totalmente vegano.

“Daqui a vinte anos, não haverá carne suficiente para alimentar mais ninguém. Então, precisaremos de algo mais ”, explicou Remko Vogelenzang, CEO da Bobeldijk Food Group, em uma visita em vídeo da fábrica em abril de 2018.

Foto: Bobeldijk Food Group

Foto: Bobeldijk Food Group

Especialistas preveem que a população mundial chegará a 10 bilhões até 2050. De acordo com um estudo publicado na revista Nature em outubro passado, a mudança para uma dieta baseada em vegetais não apenas ajudará a manter um sistema alimentar sustentável, mas também ajudará a combater a mudança climática.

“Uma das alternativas é obter proteína de fontes vegetais em vez de carne”, disse Vogelenzang. “Para que isso aconteça, a ideia aqui é que nós queremos enfocar totalmente a produção baseada em vegetais. E isso parece um pouco estranho para uma empresa que se originou em Deventer como um açougue”.