Criadores de gado se tornam veganos e investem na produção de cogumelos

Por David Arioch

A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, revela (Acervo: Jennifer Barrett/Free From Harm)

Jennifer e Rodney Barrett vivem em uma fazenda no sudoeste do Arkansas, nos Estados Unidos, onde criaram bovinos e frangos para consumo por 18 anos. Em 2011, Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Na busca por mais saúde, eles começaram a reduzir o consumo de alimentos de origem animal. E isso teve um resultado positivo para os dois. Jennifer conseguiu perder peso e passou a se sentir melhor, segundo seu próprio relato no artigo “Our journey from cattle & chicken farmers to vegan mushroom farmers”, publicado na semana passada no site Free From Harm.

Em maio de 2016, eles decidiram ir além e experimentaram uma dieta sem nada de origem animal. Jennifer relata que na terceira semana do programa se sentiu uma nova pessoa. “Minha mente estava tão clara. Eu estava dormindo como um bebê e tinha muita vitalidade, energia e alegria. Foi revolucionário, mas trouxe um milhão de perguntas”, enfatiza.

A partir daí, o casal começou a considerar não apenas eles mesmos – foi como se um véu tivesse caído.

“Me lembro de estar em um dos nossos galinheiros um dia antes do abate e me senti tão pesada, foi como sentir a dor de todos que iriam morrer. E foi difícil, duro para nós, em todos os sentidos. Fazíamos isso com orgulho porque acreditávamos que estávamos fornecendo um produto que servia a um bem maior, e que nos permitia viver em nossa amada terra”, explica.

Jennifer admite que pensou que poderia seguir adiante nesse negócio, mas em dezembro de 2018 a situação se tornou insustentável. “Foi tão frustrante reconhecer que todo esse sofrimento e morte e decadência, essa situação de holocausto, é tão desnecessário, mas ainda existe. Comecei a ver os frangos de forma diferente. Nunca tinha olhado par eles como indivíduos”, reconhece.

E acrescenta: “Após meses de incerteza, tomamos a decisão de cancelar nosso contrato de produção de aves e parar de criar e vender gado. O dinheiro rapidamente acabou e nosso plano backup falhou.”O casal se tornou vegano e conheceu Renee King-Sonnen do Rowdy Girl Sanctuary, que também foi pecuarista, abraçou o veganismo e fundou um santuário.

Renee e a equipe do Rancher’s Advocacy Program (RAP) os ajudaram a deixar a agropecuária e a colocar em prática um plano para evitar que perdessem a fazenda.

“O RAP garantiu a nossa sobrevivência enquanto fizemos a transição para a cultura de cogumelos. Ainda estamos em um processo de mudanças, mas nossos corações foram abertos e continuamos a evoluir à medida que abraçamos nossa reverência por animais que por tanto tempo foram reprimidos. A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, revela.

Produtor e músico Simon Cowell adere ao veganismo aos 59 anos

Foto: Getty images

Foto: Getty images

O ex-apresentador, produtor e autor do programa “American Idol”, relatou que fez a mudança antes do seu 60º aniversário no final deste ano de propositadamente: “Quero entrar na sexagésima década da minha vida”.

“Um amigo meu, que é médico, recomendou que eu falasse com um especialista e eu o fiz por capricho, confesso. Eu era alérgico a melão, então não comi a fruta por seis meses, mas fui ver esse especialista e ele explicou como funcionava e aquilo fazia sentido”, disse Cowell em uma entrevista recente ao jornal The Sun. “Em 24 horas, mudei minha alimentação e não olhei para trás desde então. Você se sente melhor, você parece melhor. Eu cortei muitas das coisas que nunca deveria ter comido e me refiro principalmente a carne, laticínios, trigo e açúcar – essas foram as quatro principais coisas”.

Uma mudança fácil para o veganismo

A mudança foi mais fácil do que ele esperava, disse Cowell ao The Sun. Além de abandonar os alimentos aos quais ele é alérgico, a estrela diz que também desistiu do peixe, tornando-se totalmente vegano.

“Eu amei essas ‘comidas de conforto’ por muito tempo, isso é tudo o que eu tenho comido a minha vida toda. Eu amo tortas de geleia, hambúrgueres, espaguete à bolonhesa. Eu posso comer peixe, mas este ano eu estou me tornando vegano por inteiro.

Cowell afirma que foi muito mais fácil do que ele imaginava. “Eu costumava tomar iogurte de manhã e mudei para iogurte de leite de amêndoa. Eu coloco leite de amêndoa ate no meu no meu chá”.

Simon Cowell nunca se sentiu melhor desde que se tornou vegano aos 59 anos.

A mudança também pode ter sido motivada por uma queda em 2017 que veio como resultado de um estilo de vida pouco saudável.

O treinador de 59 anos diz que entrar em uma rotina alimentar mais regrada o transformou e a dieta está melhorando seus níveis de energia e ajudando-o a dormir.

“Quando você entra em um padrão e cria o hábito, isso trás uma sensação bastante agradável. Isso me ajudou a dormir e eu acordei me sentindo menos cansado. Eu notei uma enorme diferença entre como me sinto hoje e cerca de uma semana atrás”.

“Eu tenho mais energia e foco e não foi difícil. Eu não gosto de usar a palavra dieta porque essa é a razão pela qual eu nunca fiz uma dieta antes – a palavra dieta me deixa infeliz”.

Ele recebeu algumas críticas da apresentadora de TV Lorraine Kelly sobre seu novo estilo de vida. “Isso é uma cerveja vegana?” Ela perguntou, referindo-se a Corona Light, que é vegana. “Eu me pergunto se eles vão aceitar Simon Cowell em sua comunidade?”

Cowell fala em nome dos animais

A mudança de Cowell para uma alimentação vegana também pode ter sido motivada por razões éticas. Uma foto recente em sua conta do Instagram apresenta seu cachorro Daisy, que ele conta ter sido resgatado de Barbados.

Em maio passado, a estrela também emprestou seu nome a uma petição, junto com quase 100 outras celebridades, conclamando a Indonésia a acabar com o comércio de carne de cachorro.

“Esses animais, muitos deles cães de estimação roubados, são submetidos a métodos cruéis e brutais de captura, transporte e morte”, escreveram as celebridades, “e o imenso sofrimento e medo que devem suportar é de partir o coração e é absolutamente chocante”.

Audiência debate comércio de animais em pet shops de Londrina (PR)

Uma audiência pública, que será realizada pela Câmara de Vereadores de Londrina, no Paraná, vai discutir o comércio de animais em pet shops do município. O evento está marcado para às 19h desta segunda-feira (29).

Foto: Pixabay

O objetivo é discutir um projeto de lei que prevê alterações no comércio de animais. Será debatida a permanência de animais presos dentro de gaiolas ou entre grades até que sejam vendidos. As informações são do G1.

O principal ponto da proposta, de autoria da vereadora Danielle Ziober, é a proibição da venda de animais domésticos, especialmente cães e gatos, em pet shops. A medida foi aprovada em primeira votação.

O projeto, no entanto, não proíbe o comércio de animais, apenas o restringe aos criadouros, que, segundo a proposta, deverão vender o animal diretamente ao comprador.

“Nós não queremos proibir a venda dos animais de raça, queremos regulamentar a venda por criadores e proibir a exposição e venda e pet shops. É uma questão discutida em nível federal”, explicou a vereadora Danielle Ziober.

Nota da Redação: proibir a venda de animais em pet shops é um passo importante e necessário na luta pelos direitos animais, mas não é suficiente. É preciso que as discussões sobre o assunto continuem progredindo para que, futuramente, qualquer tipo de comércio de animais, inclusive o que é feito diretamente pelos criadores, seja proibido. Animais não podem ser tratados como mercadorias. Além disso, a proibição do comércio não só garantiria que eles fossem tratados como sujeitos de direito, mas também coibiria os maus-tratos, que seguirão acontecendo enquanto houver venda.

Dia Mundial da Medicina Veterinária: profissionais salvam vidas após desastres

Hoje, 29 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A profissão remete inicialmente a especialistas atendendo animais em clínicas, mas o trabalho desses profissionais, no entanto, não se restringe apenas a esses estabelecimentos. A atuação dos médicos veterinários é essencial, por exemplo, após desastres.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em Brumadinho (MG), assim como ocorreu em Mariana (MG) anos antes, o trabalho dos médicos veterinários foi primordial para que vidas pudessem ser salvas. Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil concentram esforços na busca por pessoas, os médicos veterinários se deslocam até o local da tragédia, frequentemente de forma voluntária, para prestar auxílio aos animais, domésticos e silvestres, afetados.

Muitos animais foram encontrados em meio à lama em Brumadinho, que atingiu a cidade após o rompimento de uma barragem, configurando um grave crime ambiental. Sem condições de sair do local por conta própria, eles só puderam ser salvos graças à dedicação não só de voluntários da proteção animal, como também de veterinários.

Cachorro coberto de lama é resgatado em Brumadinho. Foto: Rodney Costa/DPA/Getty Images

Um dos animais resgatados na cidade mineira foi uma cadela que recebeu o nome de Laminha. Encontrada assustada, escondida embaixo de um caminhão, ela foi resgatada por uma equipe da World Animal Protection. De acordo com a organização, “foi preciso muita paciência para conquistar sua confiança e atrair ela para fora”. Camila Flores, uma voluntária da proteção animal que se uniu à entidade nas ações de resgate, foi quem conseguiu salvar Laminha.

“Os animais estão entre os mais vulneráveis ​​em desastres. Eles não podem falar, nem pedir ajuda”, disse a gerente de programas veterinários da organização, Rosangela Ribeiro. “Quando Laminha finalmente foi resgatada, pude ver o alívio nos olhos da Camila!”, completou. A cadela foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários.

Laminha foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários. Foto: World Animal Protection

Vítimas de um ciclone

Na África, no mês de março, não foi diferente. Profissionais da World Animal Protection também prestaram socorro a animais após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue. Segundo a organização, mais de 200 mil animais, de diferentes espécies, foram vítimas do desastre natural.

Criança segura um frango depois da evacuação do distrito de Buzi, em Beira, Moçambique. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

No site oficial da World Animal Protection, há a informação de que “muitas pessoas não tiveram escolha senão fugir e deixar tudo para trás, inclusive seus animais, que ficaram abandonados à própria sorte. Os que conseguiram sobreviver estão doentes, feridos e morrendo de fome”.

A organização lembrou ainda que o ciclone representa um risco aos animais de contaminação por doenças, que podem ser fatais. Em entrevista concedida à entidade, o médico veterinário do do governo da região sul do Malawi, Dr. Edwin Nkhulungo, explicou que “as inundações podem ter um efeito prolongado nos animais, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças”. Esses animais estão sujeitos também a doenças pulmonares e a podridão de casco.

Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai. Foto: Adrien Barbier/AFP.

Tanto este caso registrado na África, quanto os que ocorreram no Brasil, apesar de terem causas diferentes, tem em comum o risco que representam para a vida dos animais, tão negligenciados pela sociedade. A ação rápida dos veterinários, portanto, é fundamental. O Dia Mundial da Medicina Veterinária, portanto, deve ser visto como uma justa homenagem a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, seja dentro de uma clínica ou após uma tragédia ou crime ambiental.

Atriz Mena Süvari faz apelo pelo fim do uso de animais em programas de treinamento médico

Por David Arioch

“Os corpos dos porcos e de outros animais são muito diferentes do corpo humano” (Acervo: PETA)

A atriz Mena Süvari, bastante conhecida por filmes como “American Pie” e “Beleza Americana”, escreveu recentemente uma carta à Câmara dos Representantes de Rhode Island, nos Estados Unidos, declarando seu apoio ao projeto de lei 5267, que prevê a proibição do uso de animais vivos em programas de treinamento médico.

“Usar animais para ensinar medicina humana não é apenas antiético, é ilógico. Os corpos dos porcos e de outros animais são muito diferentes do corpo humano”, declarou Mena. Atualmente a Universidade Brown ainda utiliza animais em seu programa.

“Felizmente, existem métodos de treinamento eficazes baseados em modelos artificiais humanos projetados para ensinar os procedimentos que os residentes de medicina emergencial precisam aprender”, enfatiza a atriz.

O Comitê Médico pela Medicina Responsável dos Estados Unidos (PCRM), formado por 12 mil médicos, está liderando uma campanha para dissuadir a Universidade Brown e o Hospital de Rhode Island a pararem de usar animais vivos, que costumam morrer durante ou depois dos procedimentos.

Em sua página, a entidade publicou sobre os seus esforços contra a prática e destacou o apoio de Mena Süvari. Na semana passada, eles realizaram uma manifestação em frente ao Hospital de Rhode Island. Nos Estados Unidos, a prática já foi banida de 95% dos programas de residência médica, segundo o PCRM.

Mena Süvari abraçou o veganismo em 2017

Mena Süvari contou em entrevista à US Weekly que se tornou vegana em 2017. Desde então, participou de alguns protestos contra o uso de peles e tem ajudado em campanhas de santuários de animais.

Segundo a atriz, é importante que as pessoas entendam as razões para irem por esse caminho. Em 12 de novembro de 2017, ela começou a compartilhar no Instagram as suas experiências e impressões como vegana:

“Hoje foi a primeira vez em minha vida que conheci pessoalmente qualquer um desses animais [criados para consumo] e passei algum tempo conhecendo-os. Não posso acreditar que demorei tanto tempo. Nós nos tornamos tão dessensibilizados, desiludidos e desconectados das nossas interações e entendimento sobre as belas criaturas com as quais vivemos.”

Processo judicial pede a inclusão das girafas na lei americana de proteção às espécies ameaçadas

Foi preciso que grupos de conservação entrassem com uma ação judicial, para que o governo americano considerasse incluir as girafas na lista de espécies protegidas pela lei americana. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou ontem (25) que a espécie pode se qualificar para proteção sob a Lei de Espécies em Perigo (Endangered Species Act) da América.

O processo de 2018, foi elaborado em conjunto pelo Centro de Diversidade Biológica, Humane Society International, Humane Society dos Estados Unidos e Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, busca uma resposta à sua petição legal de abril de 2017 para a proteção das girafas na Endangered Species Act (ESA, na sigla em inglês).

A espécie está gravemente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, aumento populacional humano e caça, assim como pelo comércio internacional de esculturas, peles e troféus de ossos de girafas.

De acordo com as informações no processo, os Estados Unidos representam um enorme mercado para partes de girafas com mais de 21.400 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça importados na última década.

Limitar a importação e o comércio nos EUA proporcionaria às girafas proteções importantes, e um lugar na lista da ESA (Endangered Species Act) também ajudaria a fornecer financiamento essencial para o trabalho de conservação na África.

“Só os EUA, importam em média mais de um troféu de girafa por dia, e milhares de peças desses animais são vendidas internamente a cada ano”, disse Anna Frostic, advogada da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International. “O governo federal deve agora avaliar rapidamente o papel que estamos desempenhando no declínio da espécie e como podemos trabalhar para salvar esses animais únicos.”

A população de girafas da África despencou quase 40% nos últimos 30 anos. Atualmente, são apenas cerca de 97 mil indivíduos.

“Este é um grande passo para proteger as girafas do uso crescente de seus ossos pelos fabricantes de armas e facões dos EUA”, disse Tanya Sanerib, diretora jurídica internacional do Center for Biological Diversity, em comunicado. “É repugnante que tenha sido necessário um processo para levar a administração Trump a agir. Salvar da extinção todos os animais deveria ser a decisão mais fácil do mundo”.

Com menos girafas do que elefantes restando na África, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), elevou o nível de ameaça das girafas de “menos preocupante” para “vulnerável” em sua “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” em 2016. Essa descoberta foi confirmada em 2018 juntamente com uma avaliação do status de “criticamente ameaçada” de duas subespécies de girafa e uma avaliação de “ameaçada” para outra.

“Os Estados Unidos há muito tempo são cúmplices no comércio de peças de girafas, então é hora do governo federal fazer algo para ajudar na preservação dessa espécie”, disse Elly Pepper, da NRDC. “O país tomou medidas para ajudar a limitar o comércio de numerosas espécies em perigo. Infelizmente, agora é hora de agir para garantir que as girafas permaneçam no planeta. Elas precisam das proteções da Lei de Espécies Ameaçadas e precisam delas agora”.

Conhecidas por seus pescoços de dois metros de comprimento, padrões de estampa na pele distintos e longos cílios, as girafas atraem a atenção humana há séculos. Novas pesquisas revelaram recentemente que elas vivem em sociedades complexas, muito parecidas com as em que vivem os elefantes, e têm características fisiológicas únicas, incluindo a pressão sanguínea mais alta de qualquer mamífero terrestre.

A IUCN atualmente reconhece uma espécie de girafas e nove subespécies: África Ocidental, Cordofão, Núbio, reticulado, Masai, Thornicroft, Rothchild, Angolano e Sul-Africano. A petição legal pede que toda a espécie seja protegida.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem 12 meses para decidir se a listagem das girafas na Lei de Espécies em Perigo está garantida.

Universidade de Berlim abre primeira cantina 100% vegana

Foto: DPA Picture Alliance/Alamy Stock Photo

Foto: DPA Picture Alliance/Alamy Stock Photo

A Universidade de Berlim inaugura sua primeira cantina totalmente vegana, construída na universidade técnica da capital. O sindicato estudantil anunciou que o estabelecimento começou oficialmente as operações em 23 de abril.

Devido à crescente demanda por alternativas veganas nos refeitórios nos últimos anos, um local 100% baseado em vegetais foi solicitado.

A abertura do restaurante reflete um interesse crescente em comer apenas alimentos à base de vegetais na Alemanha.

Em uma pesquisa recente com 14 mil estudantes de Berlim, 13,5% disseram que eram veganos, em comparação com apenas 1,6% da população em geral.

A oferta diária da “Veggie 2.0 – a Mensa profundamente verde”, incluirá entradas, uma sopa, vários pratos principais, bem como sobremesas e bolos.

O estabelecimento também será equipado com uma fábrica de massas com paredes de vidro para a produção de massas frescas todos os dias.

Para o projeto, a antiga cafeteria da Hardenbergstrasse 34 foi convertida em cantina. Desde 2010, a FU em Dahlem tem uma cantina vegetariana (“Veggie No. 1”), à qual a organização de bem-estar animal PETA novamente premiou com quatro estrelas no ano passado em sua avaliação das cantinas mais veganas da Alemanha.

Estudantes no campus da Universidade de Berlim | dpa picture alliance/Alamy Stock Photo

Estudantes no campus da Universidade de Berlim | dpa picture alliance/Alamy Stock Photo

Além disso, pelo menos uma oferta de prato vegano está disponível diariamente nas outras cantinas da Universidade de Berlim.

Mas como a cantina – conhecida comumente em alemão como “mensa” – também está aberta a membros do público, a expectativa é que o interesse se espalhe.

Jana Judisch porta-voz da Studierendenwerk Berlin, a organização estatal que rege os assuntos estudantis disse: “Esperamos 500 clientes por dia”, disse ela ao Berliner Zeitung. Cerca de 4.500 pessoas freqüentam a cantina no mesmo edifício, que serve pratos de carne e peixe – tipicamente schnitzel, linguiça e almôndegas.

Os pratos, preparados pela qualificada chef de cozinha vegana, Nicole Graf, incluem rissóis de sementes de abóbora e lentilhas e curry de mix de grãos. Não menos do que duas entradas, quatro pratos principais, uma variedade de acompanhamentos e saladas e três sobremesas estão no menu todos os dias.

“O mais interessante sobre a culinária vegana é que há muito para descobrir, estou aprendendo o tempo todo e aqui podemos experimentar coisas novas”, disse a chef.

A cantina não é a primeira na Alemanha – Nuremberg abriu uma para estudantes em 2017, mas em uma escala muito menor. Os criadores do Veggie 2.0 disseram que terão prazer em compartilhar suas ideias e descobertas com outras iniciativas semelhantes.

Galgos explorados em corridas na Europa são vendidos para China após descartados

Foto: Macau Daily Times

Foto: Macau Daily Times

Nove meses depois do último estádio de corridas de galgos da China fechar suas portas, ativistas pelos direitos animais estão voltando seus esforços para a crueldade e exploração praticada em pelo menos 25 pistas de corridas com esses cães no continente, bem como pelos criadores afiliados a elas.

O Canidrome de Macau (Yat Yuen) fechou suas portas em 20 de julho do ano passado, admitindo a derrota após uma campanha que durou vários anos feita por ativistas locais e internacionais pelos direitos animais para expor o vergonhoso tratamento dado pela empresa aos galgos. O canil e pista de corridas funcionou em Macau durante mais de meio século.

Uma investigação do Sunday Mirror trouxe à luz o submundo escuro em que os galgos aposentados enfrentam quando as lesões ou a velhice os impedem de continuar correndo. Muitos desses cães foram criados e explorados em corridas na Grã-Bretanha e na Irlanda.

Entrevistando ativistas pelos direitos animais e criadores e agentes de corridas, britânicos e irlandeses, de galgos, o Sunday Mirror descobriu que os cães ex-campeões estavam sendo vendidos para centros de reprodução e criação de filhotes (fábricas de filhotes) na China, onde seu esperma é extraído diariamente até que não sejam mais férteis e então são vendidos para o comércio de carne de cachorro.

De acordo com o jornal britânico, “os preços do esperma dos campeões alcançam até 10 mil libras por litro, o que faz com que os machos tenham seus espermatozoides repetidamente extraídos e até congelados para que os criadores possam lucrar com os anos de sucesso dos cães até mesmo depois que eles morrem”.

Pelo menos 40 ex-cães de corrida do Reino Unido e da Irlanda estão atualmente engaiolados na China e costumavam e suspeita-se que sejam usados para abastecer (em esperma e números) cerca de 25 corridas de galgos ilegais atualmente em operação.

Um ativista pelos direitos dos animais, que não foi identificado pelo jornal, disse que os tutores de galgos que vendem seus cães para compradores chineses não estavam cientes da realidade.

“As pessoas pensam em galgos aposentados vivendo uma vida tranquila e confortável em um sofá, mas para esses cães indefesos, a realidade é muito mais brutal”, disse o ativista, citado pelo Sunday Mirror.

“Essas lindas criaturas estão sendo tratadas como uma mercadoria. Depois de correr por uma pista por anos a fio, eles são enviados para um país onde as leis de bem-estar animal são frouxas ou nem existem. Eles são completamente sugados até esvaírem-se”.

As condições dentro das instalações chinesas são sombrias, de acordo com Kerry Lawrence, da ONG de proteção aos galgos, Birmingham Greyhound Protection, que ajuda a coordenar resgates de ex-cães de corrida.

Galgos machos são usados para produzir espermatozóides que serão usados para inseminação artificial ou serão congelados para uso após a morte do animal. Em outros casos, os cães podem ser mantidos em posição de reprodução por horas enquanto seus manipuladores tentam coagi-los a acasalar.

Os métodos são cruéis e desumanos, a abordagem implacável, a falta de cuidado chocante e as circunstâncias sombrias que cercam o processo são assustadoras”, disse Kerry.

De acordo com o Sunday Mirror, alguns treinadores de galgos nos dois países europeus estão ficando mais cautelosos com os compradores chineses depois que vídeos de abuso de animais apareceram online.

O jornal informou que um treinador de cães irlandês tinha parado de vender galgos a um comprador de Hong Kong depois de ver um vídeo de um cachorro de corrida jogado em água fervente.

Embora não haja proibição de exportar os galgos para a China, o órgão regulador da Grã-Bretanha disse que está reprimindo a prática de exportação por razões de bem-estar animal.

Na Irlanda, o Irish Greyhound Board está trabalhando com o governo em uma legislação para proteger os animais e está lançando um banco de dados digital para rastrear os cães de corrida depois que eles deixam o país.

Centenas de golfinhos e baleias são mortos por barcos nas Ilhas Canárias anualmente

Baleias atingidas por navios | Foto: Supplied

Baleias atingidas por navios | Foto: Supplied

Uma dúzia de cetáceos mortos em consequência de acidentes foram recuperados nas Ilhas Canárias desde o início do ano, com a comunidade científica ressaltando de forma veemente a gravidade da situação.

Relatórios oficiais sugerem que o número médio de mortes por ano é de apenas de 2,5 animais, mas especialistas acreditam que esse número seja uma enorme subestimação da realidade. Alejandro Quintana, advogado especializado em direito ambiental, disse: “Isso não é nem a ponta do iceberg”.

Embora as baleias e os golfinhos sejam as maiores vítimas das colisões, os acidentes representam um perigo para as embarcações também, de acordo com Quintana.

O problema é exacerbado porque não existe um protocolo anticolisão específico com diretrizes para os estados-membros da Organização Marítima Internacional (OIM), o que poderia reduzir o risco de acidentes.

Quintana disse: “Quando um capitão da marinha percebe algo fora da rotina é feito um registro, existe um protocolo a ser seguido, mas não há procedimento para os cetáceos, o que não faz sentido algum.”

As tentativas do advogado de obter uma emenda parlamentar à Lei de Transporte Marítimo solicitando a criação, em um período não superior a seis meses, de um protocolo para a prevenção do problema, foram bloqueadas por interesses políticos em forma de MPs (medidas parlamentares) da Coalizão Canária e do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Ele acrescentou: “Uma baleia cachalote morta pareceu apenas quatro dias depois disso”.

O setor marítimo das Ilhas Canárias é um negócio lucrativo, estimado em 400 milhões de euros, que envolve interesses do setor empresarial da região. Quintana afirma que para piorar a situação, navios ilegais, que não pagam impostos, não possuem seguro e não pagam as contribuições para a Segurança Social, invadem frequentemente as águas ao redor do arquipélago, acrescentando: a intrusão neste setor é terrível.

“Em um santuário de cetáceos você não pode andar em qualquer velocidade que quiser, é preciso se adaptar aos critérios de conservação ambiental.”

Natacha Aguilar, bióloga marinha e candidata a doutorado na Universidade de La Laguna, disse que a implementação de medidas para enfrentar o problema em andamento é urgente e devem ser prioridade absoluta.

Boi reconhece mulher que o salvou seis anos após o resgate

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Quando bezerros machos nascem na indústria de laticínios, eles são considerados um “desperdício” porque não podem produzir leite, então estes animais são imediatamente enviados para a indústria de vitela (carne de novilhos) apenas momentos após o nascimento. Os filhotes são colocados em caixas, isolados de suas mães e privados de todos os cuidados que início da vida requer.

A indústria da carne de vitela é essencialmente cruel, mas felizmente para dois novilhos que estavam destinados a serem mortos na mais tenra idade por sua carne, seu destino sombrio mudou para algo bem melhor.

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Seis anos atrás, quando o Peanut (Amendoim) e o Cocoa (Cacau) tinham menos de uma semana, eles foram resgatados da indústria da carne de vitela. Durante os primeiros anos de suas vidas, eles moraram no abrigo do Santuário Fazenda Southern California Shelter da Farm Sanctuary.

Uma de suas voluntárias e membro da equipe de resgate e agora administradora do abrigo, Alicia, visitava a dupla com frequência e a amizade entre Alicia e Peanut florescia cada dia mais.

Quando Peanut e Cocoa eram bezerros, Alicia ajudava a dar mamadeira para eles de vez em quando. Cocoa é um pouco mais reservado, mas Peanut foi muito aberto sobre o seu amor descarado por Alicia.

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Quando tinham dois anos de idade, Peanut e Cocoa mudaram-se para o Abrigo do Norte da Califórnia do Farm Sanctuary, onde puderam desfrutar de mais espaço.

Mas não pense que o Peanut esqueceu de Alicia. Embora eles não se vejam com tanta frequência, quando Alicia visita algumas vezes por ano, Peanut vem correndo quando ela chama – reconhecendo-a instantaneamente.

Os bois e vacas são como gatos e cachorros. Eles anseiam por carinho e gostam de construir laços e relacionamentos com os outros – não importa a espécie.

Infelizmente, como vacas e outros animais de fazenda são tipicamente considerados “alimentos”, eles são tratados como mercadorias e não como indivíduos. A maioria nunca consegue experimentar os laços profundos de família ou amizade.

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Ao contrário disso, esses animais estão sujeitos a uma vida cheia de medo, estresse e tristeza – sendo privados de sua liberdade, do convívio de seus filhos e muitas vezes explorados até sua morte.

Ao trazer o assunto à pauta, divulgando e transmitido essas informações com pessoas no convívio social, podemos despertar ou aumentar a conscientização dos demais para que eles também possam entender como os animais são afetuosos e inteligentes. Esta é uma forma de ajudar muitos animais indefesos e vítimas da ganância humana.

Aprender mais sobre o assunto, lendo e visitando um dos muitos santuários de animais onde as vacas, boi, porcos, frango se outros conseguem viver em paz também são formas de compreender melhor a realidade desses seres sencientes.

Felicidade explícita

Outro exemplo registrado dos sentimentos e emoções desses animais especiais é este bezerro, Bandit que literalmente dança de felicidade ao ser libertado, como pode ser vista no vídeo abaixo.

As imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Gut Aiderbichl

Foto: Gut Aiderbichl

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.