Universitário desenvolve ‘cadeira de rodas’ para cães com varas de bambu

Um aluno da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do campus Pato Branco, desenvolveu uma “cadeira de rodas” para cachorros paraplégicos a partir de varas de bambu. De baixo custo, o equipamento foi feito como parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Lucas Donaduzzi, que estuda Engenharia Mecânica. O auxiliar de mobilidade para cães foi construído sob a orientação do professor Fabiano Ostapiv.

Reprodução/UTFPR

Para construir a “cadeira de rodas”, os idealizadores do projeto usaram materiais confiáveis, disponíveis e de baixo custo. A ideia foi contrapor os equipamentos existentes no mercado que, em sua maioria, são inadequados para cachorros e muito caros.

Entrevistas com médicos veterinários e tutores de animais com problemas de locomoção foram feitas durante o desenvolvimento do protótipo para adequar o produto às necessidades dos usuários. Os responsáveis pelo projeto estudaram a ergonomia canina, fizeram desenhos manuais e computacionais das ideias, realizaram ensaios de materiais, construíram protótipos, fizeram simulações computacionais da estruturas e, por fim, testaram os produtos em animai debilitados, cuidados pelo próprio universitário.

“Os produtos existentes no mercado muitas vezes não levam em conta fatores básicos como o local onde o cão reside, que pode ter buracos e desníveis no chão. Isto faz com que o cão simplesmente não consiga usar o equipamento. O protótipo desenvolvido pode ser usado tanto em terrenos lisos como irregulares e é construído sob medida, ou seja, leva em conta o peso e altura de cada animal”, explicou o aluno Donaduzzi ao portal oficial da UTFPR.

O professor Fabiano Ostapiv considera o projeto promissor. “No futuro, estes protótipos poderão ter pequenos motores elétricos para facilitar ainda mais a vida dos nossos amigos caninos”, completa.

Resistente e sustentável, o bambu pode substituir com eficiência outros materiais – como plástico e aço – e, neste projeto, permitiu uma redução de custos e um aumento de eficácia.


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Cães são resgatados após serem deixados sem água e comida em MG

Policiais civis da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra a Fauna (DEICCF) encontraram 13 cachorros, sendo quatro adultos e nove filhotes, em situação de maus-tratos em uma casa no bairro Providência, em Belo Horizonte (MG).

(Foto: Polícia Civil/ divulgação)

Sem alimento e água e em um ambiente insalubre, repleto de mato, lixo, sujeira e objetos espalhados, os cachorros foram encontrados com infestação de pulgas e carrapatos, desnutrição e sinais de apatia e desânimo. As informações são do portal Estado de Minas.

A tutora dos cães afirmou que eles estavam sem água porque haviam derrubado a vasilha e que a ração tinha acabado na noite anterior. O comportamento dos animais, no entanto, demonstrou o contrário. Isso porque, ao receberem água e ração dos policiais, eles se desesperaram, tamanha era a fome e a sede que sentiam, e disputaram o que lhes foi oferecido.

Cinco dos 13 cachorros, que estavam mais debilitados, foram levados para o hospital veterinário do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Os filhotes já estão disponíveis para adoção, já os adultos serão doados após serem castrados.

Para adotar um dos animais é preciso entrar em contato com o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) pelo telefone (31) 3212-1356 ou pessoalmente, n rua Bernardo Guimarães, 1.571, Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.


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Shopping abriga cachorros abandonados para protegê-los do frio

Um shopping em Istambul, na Turquia, decidiu abrigar cachorros abandonados para protegê-los do frio. O inverno na cidade é rigoroso e a ajuda do estabelecimento tem sido primordial para esses animais, que correm o risco de morrer de hipotermia na rua.

Foto: ARZU INAN

A cidade é conhecida pelo bom tratamento que dá aos cachorros e gatos abandonados. Os cães que passaram a ficar dentro do shopping conseguiram abrigo após entrarem, por conta própria, no local. Ao invés de serem expulsos do local, eles foram acolhidos e receberam tapetes de papelão e cobertores para dormir em frente às lojas.

Como se não bastasse a acolhida que o shopping deu aos animais, a loja de roupas femininas Penti levou vários cães para dentro de seu estabelecimento, dando-lhes ainda mais conforto. Uma foto que mostra três cães dentro da loja, enquanto um cliente faz compras, viralizou nas redes sociais e comoveu internautas. As informações são do portal Pawpulous.

O gerente da loja Penti, Arzu Inan, e o proprietário de um café, Selçuk Bayal, que deu abrigo a 12 gatos, afirmaram à mídia local que nem a possível desaprovação de alguns clientes os impediu de ajudar os animais.

Foto: ALI ÇELIK

Foto: SELÇUK BAYAL


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A compaixão precisa ser estendida a todas as espécies

Por Rafael van Erven Ludolf*

O escritor e conferencista Haroldo Dutra Dias realiza palestras em várias partes do país e do mundo sobre o espiritismo. Ele mantém um canal no YouTube chamado Odisseia e na última semana inaugurou um novo quadro chamado “Entrevista Gourmet”, onde, ao que tudo indica, serão recebidos convidados para cozinhar com Haroldo e a chef Larissa Franco. Não foi divulgada com que frequência o programa irá ao ar. O episódio inaugural foi postado no dia 24 de junho e o convidado da vez foi o psicólogo e escritor Rossandro Klinjey.

O menu, no entanto, surpreendeu. Para o preparo da entrada, prato principal e sobremesa foram utilizados ingredientes como carne, queijos e derivados de leite, o que motivou a reação de diversos espíritas veganos e vegetarianos. Eles lamentaram a produção de uma receita à base de sofrimento animal, preparada por uma chef e pelos dois representantes mundiais do movimento espírita, que, indiferentes aos direitos divinos dos animais e às tantas mensagens dos renomados espíritos sobre os graves prejuízos do abate e consumo de animais, se divertiam e contavam seus desafios e propósitos de vida.

Já acostumado com a indiferença moral da maioria dos expositores espíritas quanto à crueldade animal, fui assistir a entrevista, sem pressa. Mas, para minha surpresa, percebi de pronto que a questão ia além da grave problemática com os animais, pois também reforçava com requinte outra problemática: a glamourização e elitização do Espiritismo.

Se não bastasse a banalização do sofrimento dos animais e a diversão dos expositores ao redor do fogão à custa de tantas lágrimas de dor dos nossos irmãos menores e da Terra devastada pela “indústria da morte” como diz o espírito Alexandre [1], o cenário e os ingredientes gourmetizados não dialogaram com a realidade da maioria dos brasileiros e, sobretudo, se distanciaram da simplicidade necessária na divulgação da mensagem espírita-cristã.

Além da exploração dos animais, considero grave vincular o Espiritismo ao gourmet, reforçando de maneira direta ou subliminar estereótipos materialistas que Kardec tanto se empenhou em combater e que Chico Xavier como um legítimo representante do Espiritismo exemplificou na sua própria vida particular e na divulgação do Espiritismo.

No cenário, queijos e presunto importados, bebida alcóolica, relembrando típicos programas de canais materialistas, glamurosos, midiáticos. Lá no fundo, algo quase despercebido pedia atenção: o Novo Testamento, traduzido pelo próprio irmão Haroldo Dutra Dias.

Vale lembrar que o presunto é carne embutida, classificada no grupo 1 de carcinogênicos, juntamente com o tabaco. Se o movimento espírita não incentiva o uso do tabaco como oferecer num programa espírita alimentos no mesmo nível de riscos à saúde?

Ali, no Evangelho de João 10:10 encontra-se uma citação de Jesus: “Vim para que TODOS tenham VIDA, e a tenham em ABUNDÂNCIA”. Contrariamente, a entrevista reforça o estilo de vida predatório onde são mortos por ano 70 bilhões de animais terrestres e 100 milhões de toneladas de peixes para consumo humano, além dos 115 milhões de animais para pesquisa/estudo, grande parte para a produção de cosméticos.

Reprodução

Reforça e banaliza, portanto, a dessensibilização com os animais que são cruelmente explorados (como dizem alguns) nos seus cinco campos de concentração: estimação, entretenimento, instrumentos de pesquisa, utensílio e alimentação.

Espiritismo elitista, gourmetizado, elegante, filé, fere a essência do Evangelho e não dialoga com os graves problemas humanos e não humanos da atualidade, num momento de transição planetária onde os seres humanos estão sendo convocados a dar os seus testemunhos morais para a vivência no Mundo de Regeneração.

Nos disse Emmanuel em 1941, ou seja, há 78 anos: “A ingestão das vísceras dos animais é um erro de ENORMES CONSEQUÊNCIAS, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de LASTIMAR semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.” [2].

Parafraseando Emmanuel, é realmente de “lastimar semelhante situação”. Até porque este mesmo querido benfeitor, tão idolatrado por tais conferencistas nas suas exposições frisou: “colabora na extinção da crueldade com que até hoje pautamos as relações com os nossos irmãos menores.” [3] Justamente o contrário do que a entrevista gourmet realizou, já que reforçou um estilo de vida arbitrário e cruel aos animais.

O prato, inclusive, ganhou um nome gourmet à moda francesa, como anunciou a chef: “Fiilét do Rossandro e do Haroldo”. Tal nomeação declara a triste contradição do programa: a grande alegria e comemoração dos pregadores do Evangelho em torno da grande dor dos animais abatidos, que muito choraram para se tonarem um fiilét. É questão de fazer a conexão, conexão esta que o Espiritismo tanto nos auxilia a realizar!

Não está em jogo aqui as intenções dos envolvidos nesta entrevista, que tenho certeza que são as melhores, mas sim as consequências do reforço deste padrão de vida no movimento espírita, impactos talvez não percebidos pelos expositores.

Triste capítulo da história espiritista, em pleno século 21, tempo em que “lá fora” do movimento espírita (que parece estar numa bolha no que tange ao assunto animais) se discute e se avança por vários ângulos na temática da ética e direito animal.

Enquanto isso, animais que viveriam em torno de 15 anos se livres na natureza, como por exemplo aqueles ali servidos nos pratos gourmet dos expositores, vivem uns 3 anos na indústria da morte! Isso é VIDA para TODOS em ABUNDÂNCIA como disse Jesus?

Para quem milita pelos direitos animais fora do movimento espírita, como eu, sabe como nós espíritas somos ridicularizados por essa indiferença do movimento espírita em relação aos animais, comportamento que chamo de especismo espírita.

Reprodução

Para ilustrar, um dia desses, na parte da manhã, estive numa reunião com um grupo de advogados pelos direitos animais, em sua grande maioria ateus, o café da manhã foi vegano. De tarde, estive noutra reunião, agora com protetoras de animais, pessoas comuns da sociedade, e o lanche foi igualmente vegano. Chegando à noite, fui ao Centro Espírita assistir a uma palestra, que em nenhum instante falou de amor aos animais, mas somente aos homens e, na cantina, só havia alimentos de origem animal.

Isso é reforçado ali e acolá constantemente no movimento espírita, tendo tais conferencistas apenas reforçado com requinte esta normose.

Por isso friso que reforçar esse padrão, glamourizado e usando ainda a bandeira do Espiritismo, é problema grave e de enormes consequências. Quem quiser, que faça um programa assim, nada contra, mas sem vincular o Espiritismo.

Faz tempo que Humberto de Campos nos comparou a canibais, através de mensagem ditada a Chico Xavier, quando frisou: “Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.” [4]

Mais o que eu poderia esperar se o próprio nome do programa é “Gourmet”? Que significa justamente um ideal cultural associado com a arte culinária da comida e bebida caras, reservado a paladares mais avançados e a experiências gastronômicas mais elaboradas?

Bom, em se tratando de notórios nomes do Espiritismo, penso que eu poderia sim esperar assistir a uma entrevista sobre Espiritismo, simples, comprometido em restaurar os ensinamentos de Jesus para a felicidade real de todas as criaturas, inclusive as não humanas.

Se o programa não carregasse a bandeira do Espiritismo eu nada falaria sobre. Repito, a questão aqui não é contra as pessoas envolvidas no programa, as quais tenho grande estima e gratidão pelo aprendizado que me ofertaram com suas exposições, mas sim a favor de um Espiritismo não elitizado, gourmetizado e glamuroso, de um Espiritismo que esteja alinhado com os graves problemas humanos e não humanos da atualidade.

Desse modo, entristeço-me de ver a mensagem espiritista cristã atrelada ao materialismo glamuroso e elitista que distrai e desvia os seres humanos dos seus propósitos divinos e não os convoca ao amor pelos animais, e rogo a Jesus que se compadeça de nós espíritas que ainda agimos como “verdugos cruéis”, “vampiros insaciáveis” e “infratores da lei de auxílio” no trato com os animais como bem disse o espírito Alexandre no livro Missionários da Luz [5].

Tal crítica não é e não deve ser utilizada para denegrir ninguém, mas para nos unirmos e nos alinharmos enquanto movimento espírita com a mensagem do Espiritismo. Para mudarmos urgente esse padrão predatório de vida e aplicarmos as sublimes máximas “fora da caridade não há salvação” e “amai ao próximo” aos animais em nossos espaços espíritas.

Tenho a convicção e oro constantemente para que os conferencistas espíritas notoriamente conhecidos, como por exemplo Haroldo e Rossandro, devido a sua grande influência, um dia realizem no quesito animais algo semelhante a conversão de Paulo de Tarso, passando então a utilizar os seus locais de fala para pregar o amor de maneira tão empolgante e bela como fazem, também às crianças espirituais deste planeta, os nossos irmãos animais.

Estarei entre os primeiros a aplaudir e agradecer.

Sigo me colocando à disposição de todos os influenciadores espíritas para auxiliar nesta empreitada de mudanças de hábitos nos espaços espíritas, contribuindo para restituir aos animais o seu direito divino de viver.

Paz e bem.

REFERÊNCIAS:

[1] XAVIER, F. C.; ANDRÉ LUIZ (Espírito). Missionários da Luz. 45 ed. 3 imp. Brasília: FEB, 2015. 382 p. Capítulo 4 “Vampirismo”, pp. 42-46, pelo benfeitor Alexandre.
[2] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). O Consolador. 29 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2017. 305 p. Capítulo 2 “Filosofia”, item 2.1. “Vida”, subitem 2.1.1. “Aprendizado”, questão 129, pp. 90-91.
[3] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Alvorada do Reino. 1 ed. São Paulo: IDEAL, 1988. 102 p. Capítulo 15 “Na senda de ascensão”, pp. 78-82.
[4] XAVIER, F. C.; IRMÃO X (Espírito). Cartas e Crônicas. 14 ed. 3 imp. Brasília: FEB, 2015. 167 p. Capítulo 4 “Treino para a morte”, pp. 18.
[5] XAVIER, F. C.; ANDRÉ LUIZ (Espírito). Missionários da Luz. 45 ed. 3 imp. Brasília: FEB, 2015. 382 p. Capítulo 4 “Vampirismo”, pp. 42-46, pelo benfeitor Alexandre.

*Rafael van Erven Ludolf é mestrando pelo LATEC-UFF (Universidade Federal Fluminense), na linha de Sustentabilidade, onde pesquisa a “Exportação de Animais Vivos no Brasil e a Regra Constitucional de Proibição de Crueldade contra os Animais”. Pós-graduado em Direito do Consumidor e Responsabilidade Civil. Advogado, com foco no Direito Animal. Delegado das Comissões de Proteção e Defesa Animal da OAB do Rio de Janeiro e de Niterói. Fundador do MOVE (Movimento Vegetariano Espírita). Dirigente de Doutrina e Secretário do Grupo Espírita Servidores de Jesus de Niterói/RJ. Escritor e expositor sobre Direito Animal e sobre o Espiritismo.

Partido Verde pede na Justiça suspensão dos 239 agrotóxicos liberados pelo governo

O Partido Verde (PV) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão dos atos que autorizam o registro dos 239 agrotóxicos liberados pelo governo Bolsonaro em 2019. A ação tem caráter liminar e pede a suspensão imediata até que o mérito da ação seja julgado.

Foto: Pixabay

O PV considera que as medidas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) desrespeitam preceitos constitucionais de proteção à saúde humana, à alimentação e à proteção ao meio ambiente. Nove atos foram publicados, de janeiro até agora, pelo Ministério do Meio Ambiente, liberando 239 agrotóxicos. As informações são do portal O Eco.

O partido fez um levantamento, que embasa a ação judicial, no qual consta a informação de que 33 dos 239 agrotóxicos liberados são altamente tóxicos para a saúde humana, contendo dose letal entre 5mg/kg e 50mg/kg, e 63 são extremamente tóxicos, com dose letal abaixo de 5mg/kg. O PV lembrou ainda que 115 desses venenos autorizados são considerados muito perigosos e 5 altamente perigosos para o meio ambiente.

“No Brasil, conforme se pode deduzir da própria rapidez com a qual tais produtos foram registrados, a liberação de novos produtos contendo estes agrotóxicos – bem como a expansão da utilização destes em outras culturas – não foi precedida de análise séria de segurança química, nem de impacto tóxico e ambiental”, argumenta o partido, no texto da ação. “Pelo contrário: o que ocorreu foi uma verdadeira inversão principiológica do Estado Democrático, na qual a saúde pública e o meio ambiente tornam-se subordinados aos interesses ensimesmados do mercado agrícola” continua.

Na ação, o partido pede ainda a intimação do Procurador-Geral da República para emissão de parecer no prazo legal e do Ministério da Agricultura para prestar informações. Além disso, o PV solicita ainda que o STF considere, no final do julgamento, os atos do MAPA incompatíveis com os preceitos constitucionais.


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ONU Meio Ambiente e Família Schurmann promovem expedição para documentar poluição plástica

Por David Arioch

Entre 8 e 13 milhões de toneladas de lixo plástico chegam aos oceanos a cada ano, segundo estimativas | Foto: Pixabay

Às vésperas da quarta e mais audaciosa expedição da Família Schurmann, a ONU Meio Ambiente e o grupo de navegadores brasileiros assinaram um memorando de entendimento, inserindo o projeto “Voz dos Oceanos” na campanha global Mares Limpos – da qual a família já é defensora desde 2017.

Os Schurmann, a primeira família latino-americana a circunvagar o mundo em um veleiro, vão içar suas velas em 12 de dezembro. A expedição “Voz dos Oceanos” terá duração de 18 meses, será apoiada pela ONU Meio Ambiente e irá registrar tudo o que os velejadores virem nos oceanos e nas partes remotas do planeta.

O objetivo é documentar, especificamente, a poluição plástica. A iniciativa visa identificar possíveis soluções para a poluição marinha, mobilizar governos, setor privado e indivíduos para limpar os oceanos e inspirar inovações para libertar os mares dos plásticos.

“Navegando pelo planeta, vemos poluição de plástico em ilhas remotas e desabitadas, inclusive no meio do oceano. Isso nos preocupa muito e nos motivou enquanto planejávamos este novo projeto – para trazer consciência e encontrar soluções em todo o mundo, já que essa é uma crise sem fronteiras”, explica David Schurmann, diretor da expedição.

“Depois de 35 anos no mar, nós naturalmente nos tornamos porta-vozes dos oceanos. Com este projeto, e com o apoio da ONU Meio Ambiente, queremos que as pessoas ouçam a Voz dos Oceanos”, complementa.

“Estamos muito felizes em iniciar esta parceria com a Família Schurmann. A expedição ‘Voz dos Oceanos’ é uma ótima oportunidade para aumentar a conscientização sobre as soluções inovadoras que as pessoas ao redor do mundo estão desenvolvendo para combater a poluição plástica”, afirma Leo Heileman, diretor regional da ONU Meio Ambiente na América Latina e Caribe.

Entre 8 e 13 milhões de toneladas de lixo plástico chegam aos oceanos a cada ano, segundo estimativas. Além de poluir as águas, esse resíduo causa a morte de 100 mil animais marinhos e de um milhão de aves todos os anos.

A expectativa é de que a “Voz dos Oceanos” alcance até 40 locais estratégicos no planeta, incluindo Fernando de Noronha, no Brasil, Manhattan, em Nova Iorque, Auckland, na Nova Zelândia, e Ilha Ducie, no Oceano Pacífico. Também navegará para as áreas conhecidas como “giroscópios”, onde as correntes marinhas convergem e agrupam uma coleção de detritos plásticos provenientes de todo o mundo.


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Elefante que chorou ao ser resgatado celebra cinco anos de liberdade

Raju se diverte no santuário | Foto: Wildlife SOS

Raju se diverte no santuário | Foto: Wildlife SOS

Após sofrer por 50 anos vítima de maus tratos nas mãos de um tutor abusivo, Raju conheceu finalmente a liberdade, e em julho é o aniversário de cinco anos desse momento emocionante e inesquecível.

Cinco anos atrás, na noite de 4 de julho, uma equipe da Wildlife SOS, de Nova Délhi (Índia), cortou as imensas e dolorosas algemas de perna de Raju e conduziu-o a um caminhão de transporte para levá-lo ao santuário de elefantes.

Raju chorou quando percebeu que estava sendo resgatado.

“A equipe ficou impressionada e emocionada ao ver as lágrimas rolarem pelo rosto do elefante durante o resgate”, disse Pooja Binepal, porta-voz da Wildlife SOS, na época. “Foi incrivelmente emocional para todos nós. Nós sabíamos em nossos corações que ele percebeu que estava sendo libertado.

Agora, Raju está comemorando seu aniversário de cinco anos de liberdade.

“Os últimos cinco anos com Raju foram uma jornada incrível para todos nós”, disse Kartick Satyanarayan, co-fundador da Wildlife SOS, ao USA Today/For The Win Outdoors. “Sua determinação em melhorar acelerou sua recuperação de uma forma que ninguém tinha certeza de que seria possível.

Raju comendo livremente | Foto: Wildlife SOS

Raju comendo livremente | Foto: Wildlife SOS

“Às vezes é difícil imaginar a quantidade de dor e solidão que ele suportou por tantos anos. Assistir Raju desfrutar de sua aposentadoria em paz enche nosso coração de felicidade e nos mantém motivados para ajudar outros elefantes que continuam a ser tratados com tanta crueldade como ele. ”

Acredita-se que Raju tenha sido caçado e afastado definitivamente de sua mãe quando era ainda um bebê, ele foi espancado e largado sangrando por um tutor abusivo que fez o elefante implorar por comida e sobreviver comendo plástico e papel na falta de outra coisa.

O tutor também arrancou os cabelos da cauda de Raju para vender como amuletos de boa sorte, disse o fundador da Wildlife SOS, Kartick Satyanarayan.

Raju ganhando guloseimas | Foto: Wildlife SOS

Raju ganhando guloseimas | Foto: Wildlife SOS

Um ano depois de saber da situação de Raju, a Wildlife SOS liderou uma equipe de 10 veterinários e funcionários da vida selvagem, 20 oficiais do departamento florestal e seis policiais, e resgatou o elefante abusado da área de Uttar Pradesh, na Índia, depois de receber uma ordem judicial.

O algoz de Raju supostamente tentou impedir o resgate, acrescentando mais correntes ao redor das pernas do elefante, bloqueando a estrada e gritando ordens para tentar provocá-lo (Raju) à violência. Mas a equipe de resgate se manteve firme e libertou o animal. Nesse ponto, as lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Raju.

Correntes sendo cortadas das pernas de Raju | Foto: Wildlife SOS

Correntes sendo cortadas das pernas de Raju | Foto: Wildlife SOS

“Incrivelmente, ele saiu do caminhão e deu seu primeiro passo para a liberdade exatamente um minuto após a meia-noite de 4 de julho, o que parecia tão extraordinariamente adequado”, disse Satyanarayan na época (no dia 04 de julho comemora-se a independência dos Estados Unidos).

“A primeira vez que eu coloquei os olhos em Raju, fiquei pasmo ao vê-lo vivendo em condições tão nocivas”, disse o Dr. Yaduraj Khadpekar, veterinário da Wildlife SOS, ao For The Win Outdoors. “Ele tinha correntes enormes cravadas ao redor de seus pés, que estavam se afundando e ferindo sua carne, seu corpo estava cheio de cicatrizes e abscessos dolorosos.

Raju se diverte com sua boia | Foto: Wildlife SOS

Raju se diverte com sua boia | Foto: Wildlife SOS

“Remover aquelas correntes cravadas em Raju foi bastante simbólico. Para nós, significava que tínhamos essa grande oportunidade e responsabilidade de dar a Raju uma segunda chance e a liberdade. Para Raju, foi um momento simbólico de ele entrar em uma vida nova e feliz”.

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São Paulo terá Encontro Vegano Sabores do Mundo no dia 14

Por David Arioch

“Todos em versões veganas, ou seja, livres de qualquer ingrediente de origem animal” | Foto: Pixabay

No dia 14 (domingo), das 12h às 20h, vai ser realizado no Club Homs, em São Paulo, o Encontro Vegano Sabores do Mundo JMA J’adore mes amis. Entre os principais atrativos, pratos típicos de países como Índia, México, Itália, Japão, Estados Unidos, etc.

“Todos em versões veganas, ou seja, livres de qualquer ingrediente de origem animal”, garante a organização do evento.

Como já é tradição, também haverá bazar com artigos de confecção, calçados, acessórios, cosméticos, produtos de higiene, decoração e artesanatos, além da Feirinha de Hortufruti Orgânicos.

Realizado há cinco anos, o Encontro Vegano JMA já ultrapassou 60 edições na capital paulista, região do grande ABC e interior do estado, além de participações internacionais. A entrada é gratuita.

Serviço

Das 12h às 20h – Bazar e Espaço de Alimentação

Das 10h às 12h – Yóga e Meditação na Avenida Paulista

Endereço: Club Homs – Avenida Paulista, 735, Bela Vista (próximo ao metrô Brigadeiro)


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Projeto de lei defende que atropelamento de animais seja considerado infração gravíssima

Por David Arioch

Na proposição, são citados dados do CBEE, que aponta que mais de 400 milhões de animais são mortos por ano nas estradas brasileiras | Foto: Pixabay

Ontem, o deputado Célio Studart (PV-CE) apresentou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que acrescenta dispositivo ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para punir o motorista que atropela, de forma proposital, animais em vias públicas ou particulares.

Segundo Studart, a infração será considerada gravíssima, equivalente a R$ 1.467,35 – cinco vezes o valor de referência do CTB. Na proposição, são citados dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), que aponta que mais de 400 milhões de animais são mortos por ano nas estradas brasileiras.

Outra proposta, de autoria do deputado Celso Sabino (PSDB-BA), quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados. A matéria do Projeto de Lei 1362/19 também prevê alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que versa apenas sobre seres humanos enquanto vítimas.

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil. Com a aprovação do PL 1362/19, quem atropelar um animal terá de pagar multa, “caso não constitua elemento de crime mais grave”.

Outra proposição associada ao tema, o Projeto de Lei (PL) 466/15 prevê a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres pelo território nacional. A intenção da proposta do deputado Ricardo Izar (PP-SP) é garantir a redução do número de acidentes envolvendo animais nas estradas, rodovias e ferrovias.

Além de defender que a segurança dos animais seja considerada nas construções de obras públicas voltadas ao tráfego, Izar também quer que seja criado um Cadastro Nacional Público para contabilizar todos os acidentes envolvendo animais silvestres, além de cobrar medidas de fiscalização e monitoramento.


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Não consumir alimentos de origem animal pode reduzir até 70% das emissões de dióxido de carbono

Por David Arioch

Apenas para produzir um quilo de carne bovina são necessários 25 quilos de grãos – para alimentar o animal – e aproximadamente 15 mil litros de água | Foto: Pixabay

De acordo com o relatório Veganism Impact Report, publicado no site homônimo disponível para consulta detalhada, não consumir alimentos de origem animal pode reduzir até 70% das emissões de dióxido de carbono, um dos gases do efeito estufa apontado como responsável por gerar desequilíbrio no meio ambiente e favorecer as mudanças climáticas.

A abdicação massiva do consumo de alimentos de origem animal no mundo todo poderia impedir a liberação de 9,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, segundo o relatório. A conclusão é baseada em estatísticas anuais sobre geração de gases do efeito estufa por meio da produção e consumo de produtos, serviços e meios de transporte.

O relatório também indica que se animais não fossem criados para consumo, seria possível poupar uma área de mais de um bilhão de hectares. Afinal, apenas para produzir um quilo de carne bovina são necessários 25 quilos de grãos – para alimentar o animal – e aproximadamente 15 mil litros de água.

A escala do problema também pode ser vista no uso da terra: cerca de 30% da superfície terrestre é usada atualmente para a pecuária. Assim como os alimentos, água e terra são escassos em muitas partes do mundo, e isso representa uso ineficiente de recursos.

O relatório inclui uma ferramenta interativa que permite aos usuários selecionarem uma porcentagem da população de 0 a 100 – mostrando o impacto que a mudança teria se não consumissem alimentos de origem animal.


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