Tartaruga e gaivota são encontradas com objetos presos ao corpo em SP

Em menos de uma semana, dois animais marinhos foram encontrados com objetos presos ao corpo na região da Baixada Santista, no litoral do estado de São Paulo. Os casos, relacionados a uma tartaruga-cabeçuda e uma gaivota, foram registrados pelo Instituto Biopesca.

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

O médico veterinário Rodrigo Valle afirmou ao G1 que, recentemente, a tartaruga foi encontrada em Mongaguá, com uma corda presa na boca por um fio grosso, que se estendia até seu trato gastrointestinal, e que a gaivota estava em Peruíbe com uma linha de pesca enroscada em sua pata esquerda, já praticamente decepada. Após ser examinada, a ave teve que ser submetida a um procedimento de amputação da pata.

“Tivemos registros de muitos casos desse tipo de interação causada pelas ações humanas, tanto de animais marinhos com resíduos presos aos corpos, como de casos de animais que ingerem esses lixos descartados nos oceanos”, explica Valle, que é coordenador geral do Instituto Biopesca.

Os objetos, segundo Valle, podem levar o animal à morte ou provocar impactos que o deixem mais vulnerável a doenças. Destinar o lixo de maneira correta, por parte da administração pública, é uma das maneiras de combater esse problema, de acordo com o especialista.

“O mais importante ainda é a mudança na conscientização da sociedade. Não só em não descartar o lixo consumido no mar, separar ou reciclar, mas também em mudar a forma de consumo, já que o mercado se molda de acordo com o que o consumidor procura”, destaca.

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

O coordenador do Instituto lembrou que a quantidade de lixo produzida pelos brasileiros é muito grande. “Temos que deixar de utilizar os descartáveis e ter consciência que esses impactos podem acarretar na extinção de espécies marinhas. A mudança deve partir, principalmente, da consciência de cada um”, finaliza.

Projeto de monitoramento

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é executado por instituições, dentre elas o Instituto Biopesca. O PMP-BS é realizado para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

O projeto avalia os impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, as tartarugas e os mamíferos marinhos por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos, além da necropsia dos que são encontrados mortos.

O Trecho 8, entre Peruíbe e Praia Grande, é de responsabilidade do Instituto Biopesca. Para solicitar o resgate de golfinhos, tartarugas e aves marinhas, a orientação é de que a população ligue para os telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (chamada a cobrar).


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Touros são arrastados, maltratados e banhados em cerveja

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

As imagens mostram o momento em que um touro é espancado e arrastado pelas ruas de uma cidade no Peru durante um festival bárbaro e cruel que foi banido oficialmente há cinco anos.

O vídeo filmado por ativistas da ONG Animal Defenders International (ADI) revela que, apesar da proibição, o cruel festival “Jalatoro” ainda está acontecendo em Ayacucho, no Peru.

Nas imagens, o animal aterrorizado é arrastado pelas ruas da cidade em frente a centenas de pessoas.

O touro tenta resistir enquanto é arrastado de um caminhão, preso por cordas ao redor de seus chifres, no meio da multidão em sua maioria composta de pessoas embriagadas.

A cerveja é então despejada sobre o touro e água é borrifada em seu rosto para tentar fazer o touro se mover.

Puxado por um homem montado sobre um cavalo, o animal atormentado corre para as árvores e outros obstáculos enquanto tenta escapar do seu martírio.

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

Vários touros supostamente sofreram um destino semelhante e cavalos também foram vistos escorregando e caindo nas ruas de paralelepípedos da cidade.

Jan Creamer, Presidente da ADI: “É revoltante e envergonha a raça humana ver essa violência e abuso bárbaros infligidos a um animal aterrorizado e inocente”.

“A ADI pede às autoridades peruanas que ajam agora e acabem com esse evento cruel e vergonhoso de uma vez por todas.”

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

Em 2014, as autoridades na província de Huamanga, em Ayacucho, proibiram esses cruéis festivais chamados de “Jalatoro”, realizados durante a Páscoa.

Mas eles simplesmente continuaram sob o nome “Pascua Toro”.

Historicamente associado a um “presente simbólico” para os pobres, este festival nos dias atuais tornou-se palco de um nível de brutalidade que não tem lugar na sociedade civilizada.

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

Em 2017, o “Pascua Toro” foi cancelado após um touro “enlouquecer”, ferindo várias pessoas, incluindo um policial.

No ano passado, foi suspenso pelo Ministério Público após o abuso de quatro animais e ferimentos em oito pessoas.

Antes do evento de 2018, a ADI e os ativistas locais receberam ameaças de morte e a polícia avisou que eles não deveriam comparecer; no entanto, eles documentaram o sofrimento inaceitável e vergonhoso desses animais, voltando a fazê-lo novamente este ano.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Caça aos elefantes cresce em Botswana

Elefantes em Botsuana vistos do alto | Foto: guenterguni / Getty Image

Elefantes em Botsuana vistos do alto | Foto: guenterguni / Getty Image

Chapéu: Estudo confirma

Título: Caça aos elefantes cresce em Botswana

Olho: A análise foi feita com base em dados de cadáveres de elefantes recém-mortos por meio de um levantamento aéreo na região

Menos de dois meses depois de Botswana ter suspendido a proibição de caça aos elefantes, um novo estudo confirmou que a atividade está aumentando no país onde vivem cerca de um terço dos elefantes da savana africana.

O estudo, publicado na Current Biology, utilizou levantamentos aéreos para concluir que o número de cadáveres de elefantes recém-mortos aumentou em 593% entre 2014 e 2018 no norte do Botswana. Os autores do relatório confirmaram que 156 elefantes haviam sido caçados por marfim em 2018 com base em danos no crânio dos animais, e estimaram que pelo menos 385 foram caçados entre 2017 e 2018.

“O aumento no número de animais mortos são preocupantes porque podem prever futuros aumentos na caça e declínios nas populações de elefantes”, escreveram os autores Scott Schlossberg, Michael Chase e Robert Sutcliff, da Fundação Elephants Without Borders (Elefantes Sem Fronteiras, na tradução livre).

Ellen DeGeneres, que não esconde seu amor pelos paquidermes, também falou contra a proibição da caça, respondeu imediatamente ao estudo nas mídias sociais.

“Temos que defender elefantes, ou não haverá mais nada para defender”, ela twittou.

Embora o aumento na caça não tenha reduzido a população de elefantes do Botswana em geral, sua população caiu 16% em cinco áreas atingidas pela caça, enquanto aumentou em 10% nas áreas vizinhas. Os autores do relatório alertaram que a estabilidade da população dos animais pode mudar rapidamente:

A ONG Elefantes Sem Fronteiras também foi responsável por reportar pelo menos 87 elefantes caçados perto do santuário de Okavango no delta do rio Okavango, em setembro de 2018, enquanto realizavam pesquisas aéreas.

Esse número foi contestado pelo governo de Botswana, que chamou os dados da organização sem fins lucrativos de “falsos e enganosos”. Alegou que o grupo relatou apenas 53 elefantes mortos em julho e agosto, e que a maioria não foi caçada, mas morreu de causas naturais ou em conflitos com humanos.

O rigor do artigo da Current Biology, no entanto, reforça a descoberta de que a caça aumentou drasticamente no país há muito tempo considerado um refúgio para os elefantes.

Chase e sua equipe pesquisaram 36.300 milhas quadradas em um pequeno avião e fizeram visitas de helicópteros a 148 cadáveres de elefantes para confirmar se os animais foram caçados ou não, relatou o The New York Times. Eles descobriram que cerca de metade dos corpos tinham sido mortos recentemente e que todos eles haviam sido caçados. Cerca de 80% dos corpos com um ano ou mais de idade pertenciam a animais que foram caçados também.

“Aqueles cientistas e colegas que lançaram dúvidas sobre nossas descobertas iniciais, espero agora percebam que a ciência e as evidências que descrevemos em nosso artigo são realmente convincentes”, disse Chase ao The New York Times.

Outros cientistas falaram em apoio ao novo artigo.

“O trabalho foi excepcional em todos os sentidos”, disse Samuel Wasser, biólogo de conservação da Universidade de Washington, ao The New York Times. “Havia inúmeros recursos cuidadosamente e meticulosamente documentados. E eles também analisaram hipóteses alternativas, e nenhuma foi apoiada por dados”.

O diretor de pesquisa do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais do Botsuana, Cyril Taolo, disse ao The New York Times por telefone que seu departamento “ainda estava analisando o artigo e apresentaria uma resposta”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Funcionário canta para cães de abrigo e o ato impulsiona adoções

Foto: Vance County Animal Shelter

Foto: Vance County Animal Shelter

O abrigo Vance County Animal Shelter, que fica na Carolina do Norte (EUA), presenteou os animais resgatados que vivem em suas instalações de uma forma única. O funcionário da entidade, Chad Olds, trouxe seus talentos musicais para trabalhar e com a ajuda deles tem acalmado e alegrado os cães do abrigo.

Um centro de resgate e adoção pode ser um lugar estressante, com animais confinados em seus canis, ansiosos e agitados, então qualquer coisa para ajudar é uma ótima pedida. E isso parece ter se transformado em um sucesso total por meio das mãos de Chad, com musicoterapia ao vivo.

Chad está no abrigo há cerca de cinco meses. E seu papel requer uma abordagem prática com animais interagindo com eles e mantendo seus espaços limpos. E quando alguém sugeriu que ele tocasse para os cães, ele ficou um pouco cético no início.

Tudo começou quando Chad decidiu tentar trazer sua guitarra para o trabalho. Quando ele começou a cantar e tocar “Like Red On A Rose”, de Alan Jackson, os cachorros notaram e quase todos pararam de latir

Foto: Vance County Animal Shelter

Foto: Vance County Animal Shelter

“Estou feliz por ser a voz desses animais, ainda mais por saber que essa pequena atitude está trazendo tanta consciência positiva em relação a eles”, disse Chad à ABC News.

“Meu superior permitiu que essas coisas maravilhosas fossem feitas, estamos pensando fora da caixa e sendo criativos para ajudar animais”.

“Algo mágico acontece quando começo a tocar, a música realmente toca esses animais, eles se sentem confortados e param de fazer barulho para ouvir as canções”, disse Chad.

O músico e funcionário do abrigo diz que se sente útil ao ajudar os animais e que espera poder fazer isso indefinidamente, “pois a recompensa esta nos olhos e expressões deles”, conclui ele.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Câmera flagra mulher jogando gato violentamente contra uma porta

Foto: SWNS

Foto: SWNS

As imagens mostram o momento em que um gato foi arremessado a sete metros de distância contra uma porta por uma mulher.

Câmeras de vigilância flagraram April Hawes, de 38 anos, jogando Shadow, um gato de oito meses de idade, na porta da casa de seus vizinhos, enquanto gritava descontrolada “eu vou acabar com ela”.

A mulher alega que estava furiosa porque o gato continuava entrando em seu jardim. O gato aterrorizado pousou na calçada e sofrendo danos nos tecidos moles (ligamentos).

Hawes compareceu ao tribunal do condado de King’s Lynn, em Norfolk, Inglaterra, onde admitiu ter pego o gato e arremessado o animal na casa de seu vizinho.

O tribunal ouviu sua confissão de culpa e admissão do crime crueldade ao causar sofrimento a um animal protegido em 1 de março, em uma audiência anterior.

Imagens de vídeo mostraram Hawes gritando que ela esperava que os tutores do gato, Kevin Yarham, 33, e sua parceira Sophie Baker, 26 anos, pudessem ver a cena nas câmeras.

Kevin, que é ajudante de loja de Dereham, Norfolk disse: “April Hawes jogou Shadow contra a porta não uma, mas duas vezes. Ela pegou o gato pela nuca e atirou-o violentamente duas vezes. Você pode ouvi-la gritando enquanto fazia isso”.

O tribunal ouviu de Hawes que ela estava estava irritada porque os gatos continuavam entrando em sua casa.

Mas em uma entrevista, Hawes disse que não queria causar sofrimento ao gato e ficou com remorso de seus atos, foi dito à corte.

Kevin acrescentou: “Shadow estava farejando perto de sua casa. Os gatos fazem o que fazem, são animais que exploram e estão em liberdade de circular. Ela acabou de pegá-lo e já o jogou com toda força enquanto ele estava apenas farejando – eu não tenho ideia do por que ela fez isso”.

Kevin disse que após a agressão Shadow sofreu danos nos tecidos moles (ligamentos) e agora está “muito nervoso quando fica próximo de mulheres”.

Magistrados condenaram Hawes a uma sentença comunitária de 12 meses com 30 dias de atividade de reabilitação.

Ela também foi condenada a pagar £ 85 em custos e uma sobretaxa de vítima de £ 85.
Kevin disse: “Eu descreveria essa condenação como um insulto a todos os tutores de animais, é uma desgraça e muito fraca”.

“É um insulto a todas as pessoas que amam animais, não há desculpa para o que ela fez”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Rússia é criticada por “despejar” no mar baleias que estavam confinadas em cativeiro

Foto: Vniro/EPA

Foto: Vniro/EPA

A tão esperada operação da Rússia para liberar o primeiro lote de baleias que eram mantidas em cativeiros apertados e insalubres na região do extremo leste do país foi perigosamente cheia de falhas, de acordo com ambientalistas.

Os animais – 11 orcas e 87 baleias beluga – eram mantidos em cativeiro em uma baía perto da cidade portuária de Nakhodka desde o ano passado. Os cetáceos deveriam ser vendidos a aquários chineses, porém imagens dos animais definhando no que foi chamado de “prisão de baleias” causaram protestos internacionais.

Vladimir Putin na semana passada saudou as medidas da Rússia para devolver as baleias à natureza. No entanto, o Greenpeace Rússia disse que as duas orcas e seis baleias beluga foram simplesmente jogadas no mar de Okhotsk na quinta-feira, depois de serem transportadas 1.100 milhas (quase 2 mil km) por caminhão e depois de barco para seu habitat natural. A viagem durou sete dias e as baleias foram mantidas em pequenos contêineres durante todo o tempo.

A decisão de libertar os animais veio após uma visita ao seu cativeiro em abril por Jean-Michel Cousteau, oceanógrafo e filho do falecido especialista em marinha Jacques Cousteau. No entanto, apesar das promessas de autoridades russas de que a equipe de especialistas marítimos de Cousteau estaria envolvida em sua libertação, nenhum cientista internacional ou independente foi convidado a participar. Cousteau, inclusive, recomendara que as baleias fossem transportadas apenas pelo mar.

O Greenpeace disse que nenhuma tentativa foi feita para preparar as baleias para seu retorno à natureza, aumentando seriamente o risco de trauma ou morte para os animais. A entidade também afirmou que toda a operação foi realizada em sigilo.

“É cruel liberar orcas e baleias belugas que passaram sete dias nesses contêineres diretamente no mar”, disse Oganes Targulyan, um especialista do Greenpeace, à mídia russa. “Eles não foram liberados, mas jogados [no mar]”.

As autoridades russas disseram que a operação foi bem-sucedida e que nenhuma das baleias sofreu durante a viagem. Nove orcas e 81 baleias-beluga permanecem em cativeiro. Eles serão libertados em outros lotes nos próximos quatro meses.

Uma corte no extremo leste da Rússia neste mês ordenou que várias empresas pagassem multas de 150,2 milhões de rublos (1,8 milhão de libras/mais de 8 milhões de reais) por seus papéis na “prisão das baleias”. Mas, de acordo com documentos publicados no site de compras estatais da Rússia, as mesmas empresas também foram contratadas pelo instituto estadual de pesca e oceanografia para liberar as baleias. Elas estão para ganhar mais de 360 milhões de rublos no total.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Gatinha e pata resgatadas se tornam as melhores amigas em abrigo de animais

Foto: ViralHog

Foto: ViralHog

Uma gatinha filhote e uma pata se tornaram as mais novas melhores amigas (improváveis) de um centro de proteção e resgate que ficam em Atlanta, na Geórgia (EUA).

Butterball, a pata, foi salva por um veterinário depois de ter sido atacado em um lago da região.

Foto: ViralHog

Foto: ViralHog

Enquanto isso, Kimmy Kitty foi encontrada quando tinha apenas duas semanas de idade abandonada em uma escadaria.

Imagens adoráveis das duas brincando juntas mostram a gatinha caída no chão enquanto a pata esfrega sua pele com o bico.

Quando o dono do centro de resgate resgatou os animais, ele não esperava que eles se aproximassem.

O responsável pelo abrigo disse: “Temos a reputação de ajudar qualquer animal que precise de uma casa”.

“Tivemos inúmeros patinhos órfãos, galinhas de todos os tipos, tartarugas e codornas, e agora um doce e carinhoso pato.

Foto: ViralHog

Foto: ViralHog

“Butterball foi atacado em uma lagoa local e deixado para morrer, mas eu achei um veterinário que a salvou.

“Kimmy Kitty foi encontrada em uma escadaria exterior de um prédio com cerca de duas semanas de idade”.

Os cães da raça basset mostrados no vídeo são do Resgate Basset Hound da Geórgia. Butterball ficou entediada com os bassets e tornou-se amiga de Kimmy, e as duas brincam juntas todos os dias.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Busca por alternativas vegetais deve impulsionar mercado de proteína de amêndoas

Por David Arioch

Previsão é de que bebidas proteicas à base de amêndoas registrem taxa de crescimento anual composta de 5,9% até 2025 | Foto: Pixabay

A busca por alternativas vegetais deve impulsionar o mercado de proteína de amêndoas. Esta conclusão é baseada em um relatório divulgado na semana passada pela Grand View Research, que estima que até 2025 o mercado de proteína de amêndoas deve valer pelo menos 491,2 milhões de dólares, com taxa de crescimento anual composta de 5,8%.

Segundo a GVR, o consumo de proteínas à base de plantas deve crescer, e as amêndoas se apresentam como uma alternativa com potencial de se tornar cada vez mais acessível. A preocupação com a saúde e a procura por outras fontes de origem não animal por motivos diversos são os fatores que beneficiam esse mercado.

“A mudança de percepção dos consumidores sobre a saúde e o crescimento da oferta de produtos voltados para atletas estão acelerando ainda mais o crescimento do mercado”, informa o relatório.

O mercado de bebidas proteicas é um dos segmentos de destaque, e as amêndoas estão sendo utilizadas no desenvolvimento de bebidas que visam tanto ganho em saúde quanto outras finalidades – como contribuir para a recuperação muscular.

Desde 2016, a proteína de amêndoas vem conquistando espaço no segmento de nutrição esportiva, e a previsão é de que bebidas proteicas à base de amêndoas registrem taxa de crescimento anual composta de 5,9% até 2025 – um pouquinho mais do que a média geral – 5,8%.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Dia do Cooperativismo: trabalho em equipe é característica de aves, peixes e insetos

Hoje, 4 de julho, celebra-se o Dia do Cooperativismo. No mundo animal, a cooperação é uma prática bastante comum. Alguns animais, como aves, peixes e insetos têm como característica o trabalho em equipe. Juntos, eles somam esforços e obtém melhores resultados.

Foto: Pixabay

Entre os insetos que promovem ações em grupo estão as formigas e as abelhas. As primeiras são conhecidas por se organizarem de maneira exemplar para obter o resultado desejado. Unidas, as formigas formam grandes grupos e transportam objetos significativamente maiores e mais pesados do que elas. Na hora de proteger o formigueiro, elas também mostram a força que da união, além de dividirem tudo de forma igualitária.

Nas colmeias não é diferente. As abelhas dividem tarefas diariamente, por meio de estímulos visuais, auditivos, táteis e químicos. A forma como esses insetos se organizam se assemelha, inclusive, ao comportamento social humano. Isso porque as abelha dividem tarefas e responsabilidades e formam castas e gerações que trabalham em prol do bom funcionamento da colmeia.

Além dos insetos, outros seres do reino animal se organizam em grupos, como os pássaros. Ver um grupo deles voando de maneira sincronizada é bastante comum e demonstra o quão organizados e unidos eles são. Algumas espécies, como os estorninhos, chegam a desenhar uma perfeita formação no céu durante o voo. O objetivo é confundir predadores naturais ao criar a ilusão de uma só unidade. Segundo informações do portal Pensamento Verde, essas aves executam um cooperativismo exemplar, que precisa ser extremamente bem executado, já que um erro pode levar à colisão de um pássaro com outro, em alta velocidade, o que danificaria a unidade do grupo e, por consequência, a tática de proteção a predadores, e também poderia causar lesões nesses animais.

Foto: Pixabay

No entanto, não é só no momento do voo que os pássaros se unem. No caso do papa-moscas-preto, o trabalho em grupo garante a sobrevivência da espécie. Com a aproximação de um predador, o pássaro emite um guincho alto, alertando as demais aves e fazendo com que elas se unam para defender o grupo.

A união como tática de defesa contra os predadores também é usada pelos peixes. Juntos, eles formam cardumes que, com a sincronia do nado, tornam-se uma única unidade que faz com que os predadores não tenham força para atacar um peixe específico, diminuindo assim as chances desses animais serem mortos.

Foto: Pixabay


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Abandono e maus-tratos de cavalos são retrato de triste realidade na bela Monte Verde (MG)

Por David Arioch

Cavalos são vistos revirando lixo, parcialmente cegos e caídos, sem forças, sobre a grama (Fotos: Divulgação)

Distrito de Camanducaia (MG), Monte Verde tem um cenário paradisíaco, repleto de muito verde, que atrai turistas de todas as regiões do Brasil e também do exterior. No entanto, essas belezas têm sido ofuscadas pela irresponsabilidade de pessoas que, além de lucrarem com o aluguel de cavalos, os submetem a uma triste realidade de abandono e maus-tratos.

Esse fato começou a ser denunciado no mês passado quando fotos, vídeos e depoimentos dessa realidade começaram a ganhar visibilidade nas mídias sociais, atraindo mais atenção para a questão da omissão e violência contra cavalos usados como meio de transporte para turistas.

Triste realidade dos animais começou a ser denunciada no mês passado (Fotos: Divulgação)

Moradores relatam que não é nenhuma novidade que Monte Verde sempre teve a cultura do aluguel de cavalos, mas a omissão e maus-tratos contra os equinos se intensificou nos últimos dez anos.

Tudo indica que a situação piorou porque antes quem mantinha um ou dois cavalos no fundo do quintal, e os alugava no final de semana, passou a ter dez, e sem qualquer preocupação com os cuidados que esses animais necessitam. Prova disso é que não é difícil encontrar animais passando fome, sede e sofrendo violência.

“Se você vier pra cá, consegue ver um cavalo morto na rua, tendo que ser sacrificado – piorou muito”, lamenta a administradora da Fazenda Hotel Itapuá, Rebecca Wagner, que também é diretora da Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde.

Não é difícil encontrar animais vagando por Monte Verde a qualquer hora do dia (Foto: Divulgação)

Quem circula pelas ruas de Monte Verde reconhece o mau estado de muitos animais. Magros demais, com graves ferimentos e incapazes de transportarem turistas por estarem combalidos.

Animais disponibilizados para aluguel no final de semana normalmente são encontrados a partir de segunda-feira nas propriedades da região ou na rua mesmo – para que procurem por comida. Alguns moradores já perderam as contas de quantos cavalos já recolheram abandonados por proprietários omissos.

Cavalos já foram incendiados e encontrados com as quatro patas presas e deixados para morrer. Em junho abandonaram três animais na área da Fazenda Hotel Itapuá – um cavalo, uma mula e um burro. Os três ainda apresentam graves problemas de saúde, e dois deles sofrem de cegueira parcial em decorrência de olhos furados.

Quem circula pelas ruas de Monte Verde reconhece o mau estado de muitos animais (Fotos: Divulgação)

Animais com pneumonia e bem debilitados

“O primeiro caiu dentro de um buraco no hotel e sofreu ferimentos graves, ficando à beira da morte”, relata Rebecca Wagner. Mesmo após moradores registrarem boletins de ocorrência e recorrerem às autoridades, a situação ainda parece distante de um desfecho alentador para os animais.

Quando as denúncias começaram, quem explora a atividade e não oferece nenhuma assistência aos cavalos optou apenas por tirá-los de circulação por uma semana, mas eles já estão de volta às ruas de Monte Verde – inclusive revirando lixo em busca de comida.

“Encontramos animais com pneumonia e bem debilitados, sem forças para se levantarem. E vamos mantê-los sob nossos cuidados até que a promotoria decida o que fazer”, garante Rebecca.

Há animais em condições tão preocupantes que precisam ser transportados por veículos automotores (Foto: Divulgação)

Um dos sobreviventes, Guerreiro, que ainda inspira muitos cuidados, já foi escolhido como mascote do movimento contra maus-tratos aos cavalos em Monte Verde. Ele teve um olho perfurado e deve passar por cirurgia em breve.

Em Monte Verde, foi alçado à vítima emblemática do inconsequente aluguel de cavalos por parte de quem não está muito preocupado em suprir as necessidades mais básicas desses animais.

Um dos sobreviventes, Guerreiro, que ainda inspira muitos cuidados, já foi escolhido como mascote do movimento contra maus-tratos (Fotos: Divulgação)

A omissão dos turistas favorece a crueldade contra os cavalos

Um ponto importante que não pode ser ignorado é que a omissão dos turistas favorece a crueldade contra os cavalos em Monte Verde (MG), assim como em qualquer outra parte do Brasil. Afinal, esses cavalos que são vítimas de maus-tratos não estariam sendo submetidos a essa realidade se não houvesse quem financiasse isso.

“Em Monte Verde, até seis turistas sobem em uma charrete sem antes avaliarem o estado do animal. É comum ver pais com filhos pequenos montando em cavalos visivelmente doentes”, revela Rebecca Wagner.

Ainda assim, há pessoas que acham que está tudo bem em ficar em cima de um cavalo que se “resume à pele e osso” ou que fica o dia todo amarrado em um poste. E infelizmente isso é algo que acontece em muitas cidades do Brasil.

Monte Verde continua sendo um lindo destino para turistas, mas é melhor ainda experimentar bons momentos em um cenário paradisíaco sem ajudar a perpetuar a omissão e violência contra os animais.

Animais vítimas de maus-tratos recebendo atendimento na Fazenda Hotel Itapuã (Fotos: Divulgação)

Saiba Mais

A Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro 1998, tipifica como crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena de reclusão é de até um ano e multa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.