Projeto Bugio usa mosquiteiros para proteger animais da febre amarela

O Projeto Bugio decidiu tomar providências para proteger os animais mantidos no Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial, em Santa Catarina, após a morte de um macaco por febre amarela ter sido confirmada no estado. O projeto é mantido com recursos da Furb e da Prefeitura de Indaial.

Foto: Reprodução / Portal O Município Blumenau

As gaiolas onde vivem 51 animais receberam mosquiteiros gigantes. No local, vivem de forma permanente bugios que não têm mais condições de retornar à natureza por terem sido vítimas de acidentes.

Em Florianópolis, estão 17 primatas resgatados com suspeita de febre amarela. Exames vão confirmar se os animais estão infectados pela doença. As informações são do portal O Município Blumenau.

“Apesar de que o primeiro caso confirmado veio depois da primeira morte de uma pessoa, é muito provável que outros macacos morreram antes e não foram detectados. Nós consideramos que o vírus já está circulando. Por isso é tão importante que a população contate a vigilância epidemiológica quando vê um bugio morto”, explica o médico veterinário Julio Cesar de Souza Júnior, responsável pelo Projeto Bugio.

O bugio, no entanto, não transmite a doença e, portanto, não oferece risco às pessoas. O transmissor da doença é mosquito. Os macacos são hospedeiros, assim como os humanos, e não sobrevivem quanto são infectados.

Devido à disseminação da febre amarela e do desmatamento da Mata Atlântica, o bugio está ameaçado de extinção desde 2014. Populações inteiras foram mortas pela doença em algumas regiões brasileiras.

Foto: Alice Kienen / Portal O Município Blumenau

Estima-se que cerca de 10 mil bugios vivam em áreas de mata de Blumenau. A possibilidade do retorno do vírus, porém, coloca essa população em sério risco.

Ao encontrar um bugio morto ou doente, o indicado é alertar a vigilância epidemiológica do município. Em Blumenau, basta ligar para o número 3381-7900. Na região, o Projeto Bugio também pode ser acionado, através do telefone 3333-3878. O recomendado é não entrar em contato direto com o animal.

É importante, também, que moradores de áreas onde habitam primatas fiquem atentos ao comportamento dos animais. Caso os bugios passem a ficar mais silenciosos, deslocando-se com dificuldade ou passando muito tempo no mesmo local, especialmente no chão, é necessário avisar a vigilância epidemiológica.

“Os principais casos que chegam aqui são envolvendo atropelamentos, brigas com cães ou choque na rede elétrica. Porém, todos são examinados, pois tudo isso pode ter acontecido por ele estar doente e não conseguir reagir”, explica Souza.

Animais órfãos podem ter depressão e morrer mesmo após resgate

Filhotes de animais resgatados sem a mãe correm um risco de vida maior que outros animais e podem até desenvolver depressão. O coordenador do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande (MS), Marlon Cezar Cominetti, que recebe filhotes órfãos com frequência, conta que a ausência da mãe pode prejudicar a vida do animal.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“A onça pode morrer por conta disso, não conseguimos prever, o animal entra em depressão”, disse. As informações são do portal Campo Grande News.

Um dos casos relatados por Cominetti é de um bugio que morreu de tristeza após ser resgatado. “Recebemos um há algum tempo que morreu, provavelmente, de tristeza, porque não tinha nada fisiologicamente. A gente não consegue dizer que é uma tristeza igual do ser humano, mas notamos na aparência. Ele fica apático, não brinca”, contou.

Entre os animais órfãos recebidos pelo CRAS, estão um beija-flor, tamanduás e papagaios. “Cuidamos do beija-flor no biquinho, mas quando está quase pronto para sair e pegar voo morre sem ter nenhum problema aparente. Tá perfeito, porém o que falta é a mãe. Recebemos ainda muitos tamanduás que se tivessem a mãe seria mais fácil. Filhotes de papagaio a gente dá comida dentro do papo, igual os pais fariam. Faz falta para todos. Alguns são mais sensíveis a ausência, diferente dos répteis que não costumam ter cuidado parental”, explicou.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

Para tentar salvar o animal que fica deprimido, os cuidadores do CRAS dão carinho para ele. “Damos carinho, mas não podemos deixar que façam laços com humano. Temos que manter o equilíbrio entre carinho e isolamento para o bem deles”, afirmou.

O CRAS abriga atualmente cerca de 400 animais. Segundo Cominetti são répteis, aves e felinos. Na terça-feira (2), dois filhotes de onça-parda chegaram ao local.

“Aqui era para ser uma passagem rápida. Recebemos cinco animais por semana, mas nesse ano soltamos poucos desde janeiro”, falou o coordenador, que explicou ainda que há espécies mais fáceis de serem devolvidas à natureza do que outras.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“Os mais fáceis são os répteis, com eles não têm muito problema. Agora, mamífero já é mais complicado assim como as aves, isso num panorama geral. No entanto, de espécie a onça é mais difícil ainda por conta do espaço”, afirma. “Temos um exemplo das aves. Elas precisam voar, mas vão se aproximar das pessoas porque são sociáveis. Precisamos ver isso na hora de soltar também”, complementa.

De acordo com ele, apesar de terem sido resgatados e levados para o CRAS, os animais não perdem o instinto. “O problema é que estão acostumados com a gente. Aqui não temos um recinto para a onça ficar, pois precisa de espaço de no mínimo 1 hectare. Outra questão é que é a mãe que ensina os filhotes a abaterem, sobreviverem”, disse.

Dependendo da época, o CRAS recebe filhotes com bastante frequência. “Nessa semana já chegou um filhote de tamanduá e outro de capivara, que morreu logo depois, pois deve ter sofrido um trauma interno que ninguém percebeu”, relatou.

Convivência com animais garante velhice mais feliz e saudável, diz estudo

Além de transformar a vida de um animal que precisava de um lar e encher a própria vida de amor, um estudo encontrou mais uma vantagem da adoção: garantir uma velhice mais feliz e saudável. De acordo com a pesquisa feita pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e divulgada na quarta-feira (3), 90% dos idosos que tutelam animais domésticos afirmam que a convivência entre eles os ajuda a aproveitar a vida e a se sentir amados. Outros 80% deles afirmam que o contato com os animais reduz o estresse.

Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Os pesquisadores ouviram 2 mil pessoas com idades entre 50 e 80 anos, sendo que 55% delas tutelam um animal. Entre os tutores, 80% garantem que o animal ajuda a ser fisicamente ativo, porque demanda cuidados diários e passeios – e lhes dão um propósito na vida.

Mais de 60% das pessoas disseram também que o animal ajuda a lidar com problemas como depressão, isolamento social e solidão. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Um dos entrevistados pela pesquisa é Francisco Palmisciano, o Franzi, de 80 anos. Ele dizia que não gostava de gatos, até conhecer Mila, a gata da filha dele, que foi passar alguns dias na casa de Franzi, na Vila Constança, na zona norte de São Paulo.

Com a convivência com o animal, Franzi não deixou a filha levá-la embora e, quatro meses depois, adotou outra gata, encontrada por ele embaixo de um carro, abandonada. Ele afirma que se sente menos sozinho e mais bem disposto na companhia dos animais.

“Antes eu chegava aqui e não tinha nada, ninguém. Agora, tem as gatinhas, então quando eu chego em casa procuro logo onde elas estão”, conta. “Você fica mais ativo, sim, é muito bom. Quem não gosta de animal nenhum fica meio vazio, eu acho”, completa.

Estudos comprovam que a convivência com animais reduz o estresse, os sintomas de depressão e ansiedade e incentiva atividades físicas. De acordo com especialistas, os animais promovem uma interação social mais intensa, crucial para a velhice, faixa etária em que a solidão é comum.

“A pessoa tende a conhecer outras pessoas, cria vínculos com outros tutores de animais”, afirma a veterinária Carolina Rocha, especialista em terapia assistida com animais pela Universidade de São Paulo (USP). “Isso mantém a pessoa mais ativa, participativa, menos sozinha, menos deprimida”, acrescenta.

No entanto, a professora de medicina veterinária Juliana Almeida, da Universidade Federal Fluminense (UFF), faz um alerta: é preciso estar atento aos cuidados que um animal precisa, como alimentação adequada, vacinação e atendimento veterinário.

Mulher é condenada a meses de prisão por deixar 23 animais morrerem de fome

Janet privou cada um dos animais de comida e água enquanto eram mantidos confinados (Foto: AP)

Na semana passada, uma mulher foi condenada nos Estados Unidos por deixar 22 cavalos e um cão morrerem de fome. Janet Elaine Lavender Burleson se declarou culpada diante da acusação de maus-tratos aos animais em uma fazenda familiar no Condado de Wake, na Carolina do Norte. Ela recebeu uma sentença de 5 a 15 meses de prisão, “com crédito” pelos dois meses que já cumpriu.

Segundo informações da agência Associated Press, consta no mandado de prisão que Janet privou cada um dos animais de comida e água enquanto eram mantidos confinados em espaços que o impediam de lutar para garantir a própria sobrevivência, resultado na morte em decorrência de inanição.

Os animais foram encontrados mortos no dia 18 de janeiro. A advogada de Janet Burleson declarou que ela deixou de cuidar dos animais em dezembro quando adoeceu e alegou que a mulher tem problemas de saúde mental, incluindo lapsos de memória, desde que sofreu um acidente de carro há 16 anos.

Sarah McDonald, da Durham Independent Animal Rescue, que acompanhou o caso, disse que é difícil acreditar que Janet tenha se esquecido dos animais, considerando que a família dela atua nesse ramo há muitos anos.

Casos de violência contra animais aumentam em Campo Grande (MS)

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Bem-Estar Animal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, registrou 1.706 caos de maus-tratos contra animais no município de janeiro de 2017 a fevereiro de 2019. Dados da Secretaria Estadual e Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam o registro de 134 boletins de ocorrência por atos de abuso contra animais, de janeiro de 2017 a 25 de março de 2019. Em todo o estado, foram 411 ocorrências.

Foto: Pixabay

Os números indicam um aumento de 35% da violência contra animais em todo o estado de 2017 para 2018 e de 39% em Campo Grande, no mesmo período. Apenas nos dois primeiros meses de 2019, 177 casos já foram registrados no CCZ. As informações são do portal A Crítica.

Diante deste cruel cenário, a Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais (ASPCA) decidiu instituir o “Abril Laranja”, mês dedicado à prevenção da crueldade contra animais em todo o mundo. A iniciativa é apoiada em Campo Grande pelo presidente da Comissão Permanente de Defesa do Bem-Estar e Direitos dos Animais, vereador Veterinário Francisco (PSB).

“Eu estou vereador. Minha bandeira é a Causa Animal. Eu sou veterinário há 40 anos e me deparo infelizmente todos os dias com violências contra animais e a campanha Abril Laranja é uma forma de divulgar e mostrar para as pessoas que precisam ter consciência e proteger os animais. Essa campanha é de fácil adesão e é só compartilhar um laço laranja nas mídias sociais”, explica o parlamentar.

De acordo com ele, as redes sociais se tornaram um facilitador para a realização de denúncias e coleta de provas de crimes contra animais, além de serem locais onde podem ser propagadas campanhas de conscientização.

“Há mais relatos de maus-tratos em redes sociais do que nas delegacias. Então a falta de resolução do Poder Público desestimula as pessoas a procurarem os órgãos competentes, mas temos que denunciar mesmo assim. Hoje, todo mundo tem um celular com câmera. Fica mais fácil fazer uma denúncia e reunir provas em favor dos animais”, comenta.

Francisco explica que são considerados maus-tratos, entre outros casos, abandonar, espancar, envenenar, deixar o animal preso com corrente, negar água e comida, capturar animais silvestres, obrigar animais a puxarem pesos superiores à sua força, negar assistência veterinária a animais feridos ou doentes, não abrigar os animais da chuva ou do sol, explorar animais em shows que lhes cause estresse e promover rodeios e rinhas de galo.

Com a intenção de implementar políticas públicas que beneficiem os animais, foi criado o Conselho do Municipal do Bem-Estar Animal (Combea), sob incentivo do parlamentar. Colegiado de caráter permanente, deliberativo e consultivo, o conselho é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e tem por função buscar condições necessárias à defesa, proteção, bem-estar e preservação da vida animal, assim como dos direitos dos animais.

Como denunciar

Em Campo Grande, a população pode denunciar crimes de maus-tratos a animais na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (DECAT) e no Ministério Público. Os telefones da delegacia são: 3325-2567 / 3382-9271.

Denúncias de maus-tratos a animais aumentam em Petrópolis (RJ)

A cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, registrou um aumento no número de denúncias de maus-tratos contra animais. Apenas nos cinco primeiros dias de dezembro de 2018, foram mais de três mil casos denunciados através da Linha Verde, programa do Disque-Denúncia. As vítimas mais frequentes são cães, gatos e cavalos.

O crime mais recente praticado contra animais no município foi o de um homem que espancou dois filhotes de gato após adotá-los. Ele foi filmado por uma testemunha e denunciado à polícia. Após comparecer a 105ª Delegacia de Polícia, do Retiro, ele prestou depoimento e foi autuado pelo crime de maus-tratos. No entanto, por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, ele responderá em liberdade. As informações são do Diário de Petrópolis.

Foto: Pixabay

A Coordenadoria de Bem-Estar Animal (Cobea) informou que em 2018 foram feitas 415 vistorias, entre fiscalização preventiva, orientação e denúncias de maus-tratos. De acordo com o órgão, os casos mais comuns são de abandono. Além do trabalho de fiscalização, a Cobea também realiza campanhas de orientação e conscientização em escolas e comunidades, além de dar suporte em ações que envolvam a causa animal, como campanhas de castração.

Após a vistoria, os tutores são orientados sobre quais medidas devem adotar e, caso não as cumpram, podem ser multados. O animal só é resgatado, com o apoio da Justiça, em casos graves.

De acordo com a protetora Elaine Garcia, casos de maus-tratos são diários na cidade. Na última semana, ela participou, junto da Cobea, de um resgate de seis cães em uma residência. Os cachorros estavam magros e doentes.

“Como a Coordenadoria não tem como abrigar os animais, temos que achar lares temporários e vagas em hospedagens para que os mesmos possam receber tratamento médico e se reabilitem, enquanto aguardam adoção. Infelizmente, as pessoas não assumem a responsabilidade ao adotar um cão ou gato e, no primeiro problema, descartam os animais, esquecendo que a prática do abandono também é crime”, explica Eliane.

A presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB Petrópolis, Roberta D’ângelo, conta que o principal papel do grupo é averiguar o cumprimento da legislação ambiental na cidade. “Nós ainda avaliamos as demandas e estudamos a possibilidade da criação de projetos de leis, a serem encaminhados aos deputados, para que modificações possam ser feitas na legislação, visando novas medidas de combate aos crimes a animais, bem como na preservação do meio ambiente”, diz.

A denúncia, segundo ela, é uma das melhores formas de combate aos maus-tratos. Ao procurar os canais de denúncia, de acordo com a especialista, a testemunha do crime acaba tendo acesso a informação, aprendendo novas formas de preservar o bem-star animal e ficando ciente das leis de proteção ambiental. Os casos denunciados também são importantes porque se tornam estatísticas que podem respaldar projetos de lei.

“A falta de informação por parte da população ainda é um problema, bem como a aplicabilidade da lei. As pessoas cometem às vezes atos criminosos sem saber que estão infringindo a lei como, por exemplo, queimar lixo doméstico. Ação muito comum em nossa cidade. Infelizmente, a desinformação contribui para que os crimes continuem a serem praticados”, informa a presidente da Comissão.

Garcia, protetora há mais de 20 anos, aposta na conscientização. “É através da educação que conscientizamos e orientamos jovens e crianças sobre as leis e ações que podem ser evitadas, para reduzir a violência contra os animais”, afirma.

Casos de maus-tratos a animais podem ser denunciados na delegacia mais próxima. Em Petrópolis, a denúncia pode ser encaminhada também para a Cobea pelo telefone (24) 2291-1505. Outro meio é ligar para o programa Linha Verde (0300 253 1177), que encaminha a denúncia para órgãos como a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Comando de Polícia Ambiental, o Instituto Estadual do Ambiente e a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, que investigam os casos e tomam as medidas cabíveis.

Washington proíbe circo famoso de usar animais em suas apresentações

Foto: Pixabay

O Garden Bros. Circus é um popular circo que tem 100 anos de estrada. Na rota de sua atual turnê, estava a capital dos Estados Unidos – Washington.

A Garden Bros. anunciou que seu show incluiria elefantes, camelos cavalaos – crianças poderiam montassem em qualquer um deles.

No entanto, a DC Health negou ao grupo o ‘Exotic Animal Permit’, o que significa que seus shows programados poderiam continuar, mas apenas com artistas humanos .

O bem-estar animalfoi a razão da negativa. A PETA denunciou que trabalhadores do circo bateram na cara de um elefante com um anzol, chicotearam uma lhama e forçavam os elefantes mancos a fazerem truques e dar carona. O circo também teria negligenciado a prestação de cuidados veterinários aos animais feridos. As informações são do LiveKindly.

Vários locais nos Estados Unidos cancelaram a aprentação do circo após tomarem conhecimento sobre seus padrões de bem-estar animal, incluindo Lancaster, Califórnia, Walpole e Massachusetts.

O Centro de Convenções de Greenville, na Carolina do Sul, se comprometeu a proibir a Garden Bros. de se apresentar, assim como todos os outros circos que envolvem animais.

Foto: Stock

Proibições

A cada dia, mais e mais pessoas optam por boicotar entretenimentos que exploram e abusam de animais animal. Essa mudança está motivando muitos governos a agir.

Na última quarta-feira (27), Madri (Espanha) proibiu o uso de animais selvagens em circos. O grupo de esquerda ao qual pertence também a prefeita, Manuela Carmen, Ahora Madrid (“Madri agora”), mais os socialistas e os representantes eleitos do partido Ciudadanos votaram a favor do texto. Os conservadores do Partido do Povo votaram contra.

Las Palmas também proibiu a prática, assim como Nova York e Havaí.

“Quando não estão em performance, os elefantes são acorrentados ou confinados a pequenas jaulas e os leões e tigres são mantidos em gaiolas de transporte onde quase não dá para se mexerem”, continuou Block, acrescentando que os animais frequentemente recebem cuidados inadequados, assim como alimentação precária”, disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos (HSUS) após as decisões.

Homem visita abrigo para adotar cães que ninguém quer

Foto: Instagram

Em todo o mundo, milhares de cães esperam sua vez de serem adotados mas, infelizmente, alguns deles não terão esta oprtunidade. Animais idosos, deficientes, temperamentais ou de pelagem negra têm menos chances de encontrar uma família.

Steve Greig, um contador do Colorado, motivado pela perda irreparável de um de seus cachorros, decidiu visitar abrigos para adotar cães que ninguém queria.

“Eu estava muito perturbado com essa morte”, disse Greig ao The Dodo.

“Um mês ou dois se passaram e eu ainda me sentia muito mal por isso. Decidi que a única maneira de me sentir melhor seria se algo de bom acontecesse. Isso provavelmente não teria acontecido se ele não tivesse morrido.”

Greig foi até um abrigo de animais e pediu os cães que ninguém queria.

“Eu cresci com um monte de animais domésticos”, disse Greig.

“Meus pais eram amantes de animais e eles praticamente sempre me deixavam ter o que eu queria, desde que eu pudesse cuidar.”

“Então eu adotei um chihuahua de 12 anos de idade (chamado Eeyore) com um sopro no coração e quatro joelhos ruins, e eu o trouxe para casa, e isso foi apenas o começo”, disse ele.

Foto: Instagram

Agora, ele tem oito cães idosos, assim como o cachorro de sua irmã e o cão de um colega de quarto, e, embora cuidar de suas diferentes dietas e necessidades seja muito trabalhoso, Greig gosta disso.

“Um dia normal para mim é levantar às 5 da manhã e fazer café da manhã para todos eles, que, você sabe, são 10 cachorros, e a maioria deles tem dietas diferentes.” As informações são do The Epoch Times.

Além de fazer pelo menos 10 cafés da manhã, o contador também precisa cuidar dos animais com problemas de saúde. Em seguida, ele vai para o trabalho e retorna à tarde para almoçar o gang.
Greig também cria uma porca chamada ‘Bikini’, gatos, galinhas, patos, pombos, um coelho e peixes.

“Eles são animais mais sábios”, disse ele sobre seu amor por animais idosos.

Foto: Instagram

“Você meio que sabe o que quer da vida quando chega a uma certa idade. Esses cães sabem quem são e é fácil desenvolver um relacionamento com uma pessoa ou animal que saiba quem eles são.”

Greig é um belo exemplo de amor e compaixão aos animais.

Veterinários favoráveis à agropecuária se recusam a atender animais de santuário

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Santuários acolhem e cuidam de animais resgatados de fazendas de criação, e situações de sofrimento, normalmente esses animais chegam traumatizados e abusados e a equipe do santuário tem como objetivo e trabalha incansavelmente para isso: prover-lhes uma vida melhor que a que tinham.

Naturalmente, eles não podem fazer isso sozinhos. Esses locais precisam de doações para funcionar, voluntários e o mais importante, precisam de atendimento veterinário para garantir a saúde e o bem-estar dos animais sob seus cuidados.

Os animais salvos de situações de crueldade podem já trazer problemas de saúde em função de suas vida anteriores ou, como é normal, podem desenvolver alguma doença e necessitar de tratamento.

Infelizmente, segundo informações do One Green Planet, dois veterinários em Minnesota (EUA) não se importam com a vida dos animais resgatados que vivem em santuários.

Os veterinários que trabalham na Clínica Lester Prairie se recusaram a prestar socorro ao santuário Spring Farm quando Pete, um bezerro, escorregou no gelo e se machucou.

A diretora do Spring Farm Sanctuary, Robin Johnson, sempre os chamou para atendimentos veterinários. Eles são os profissionais mais próximos, a clinica fica apenas 38 minutos do santuário, mas o veterinário que costumava atender os animais do Spring Farm não quer mais trabalhar lá.

Johnson estava preocupada com Pete, compreensivelmente, porque seu irmão, Scruffy havia morrido em decorrência de uma queda no ano anterior. Mas quando ela contatou os veterinários, ouviu: “Nós não saímos para emergências, vocês estão muito longe. E nós também não estamos realmente de acordo com os anúncios que ficam expostos aí. Então não somos mais os veterinários de vocês”.

Os anúncios a que os veterinários se referem são os cartazes do Spring Farm Sanctuary que revelam fatos sobre a agropecuária e a indústria de de criação de animais. São pôsteres educativos informando às pessoas sobre os horrores e sofrimentos que os animais são submetidos pela indústria alimentícia, como a separação dos bezerros de suas mães no mesmo dia em que nascem.

Outra clínica veterinária, a Buffalo Equine, também recusou-se a ajudar, mas não disse o motivo. Em Minnesota, a lei permite que os veterinários escolham quem tratar, mas como diz Johnson, eles fizeram um juramento de “usar seu conhecimento e habilidades científicas para a prevenção e alívio do sofrimento dos animais”.

Não ter um veterinário disponível para atendimentos de emergência coloca o santuário em perigo. Pete ficou bem graças a ajuda dos voluntários que colocaram almofadas para ajudá-lo e deixá-lo confortável, mas a diretora do santuário teme pelos outros animais, caso precisem de assistência médica, caso algum acidente aconteça ou em caso de emergências.

Se os profissionais veterinários se importam com vida dos animais, eles precisam fornecer atendimento médico aos animais que vivem em santuários independente de discordar ou não, que haja responsabilidade humana pelo sofrimento na agropecuária animal.

Muitos dos animais que vivem em santuários foram resgatados de sofrimentos atrozes nesses ambientes cruéis; é triste que eles ainda tenham que sofrer as consequências da mesma indústria que explorou e abusou deles ou de suas famílias, mesmo já não estando mais dentro de seus limites.

Traficante é preso com mais de 40 partes de animais ameaçados

Foto: DNP/Facebook

Foto: DNP/Facebook

Um esforço de colaboração conjunta entre a força-tarefa Phaya Sua dos Parques Nacionais, Departamento de Conservação da Vida Selvagem e Meio Ambiente (DNP, na sigla em inglês), polícia e oficiais do distrito de Ratchaburi Suan Phueng, resultou na prisão, terça-feira última (28), de um traficante que usava a internet para vender partes de espécies protegidas online para o mundo todo.

Em um post feito na página da DNP no Facebook, o departamento revelou que 23 pedaços de pele de leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa),13 pedaços de pele de gato-bravo-dourado-da-asia (Catopuma temminckii), nove pedaços de pele de leopardo-asiático (Prionailurus bengalensis), e dois pedaços de chifre de cervos-latidores (Muntiacus muntjak) estavam entre os itens apreendidos na operação.

De acordo com o jornal The Nation, o criminoso, Adul Matleuang, foi preso depois que policiais conseguiram e executaram um mandado de busca e apreensão para sua residência localizada em Tambon Tha Keuy. Suas atividades ja estavam sendo rastreadas há meses segundo as autoridades.

Foto: DNP/Facebook

Foto: DNP/Facebook

O departamento estimou que o “custo monetário do prejuízo causado à vida selvagem” recuperado na casa de Matleuang totalizaria em torno de 408.700 bahts tailandeses que se converteu em pouco mais de 12 mil dólares.

Matleuang foi detido e levado para a delegacia de Suan Phueng e responderá por crime contra a vida selvagem e tráfico de animais protegidos.