Página no Facebook ajuda ONG a resgatar animais feridos em Araras (SP)

Cãozinho Menino foi resgatado após ter sido vítima de um atropelamento | Foto: Marlon Tavoni/EPTV

A ONG Sempre ao Seu Lado realiza um trabalho incrível e voluntário em prol da causa animal na cidade de Araras, no interior de São Paulo. Através de uma página no Facebook, a entidade recebe denúncias, fornece orientações e informa sobre cães e gatos disponíveis para adoção responsável.

Além da ajuda das redes sociais, a ONG também conta com o apoio de uma clinica veterinária, que recebe e reabilita os animais em situação de maus-tratos e abandono. Segundo a presidente da ONG, Rose Mary Coser, ignorar animais que precisam de resgate não é uma opção. “Se ninguém fizer isso, eles vão morrer”, disse em entrevista ao G1.

Muitos animais foram salvos graças a ajuda da ONG. Um desses exemplos é o cãozinho carinhosamente chamado de Menino. Ele foi atropelado em uma avenida movimentada e deixado à própria sorte para morrer. Uma pessoa que passava pelo local viu a situação animal, tirou fotos e enviou para a ONG através do Facebook. Graças a isso Menino foi salvo e recebeu atendimento veterinário.

Para custear as despesas veterinárias e alimentação, a ONG realiza rifas, brechós e recebe doações. Quando um animal ferido é resgatado muitas demandas surgem, como vacinação, castração, exames e tratamentos. Os cães e gatos salvos só são disponibilizados para adoção após recuperação e esterilização.

Após terem alta começa uma nova batalha: encontrar um lar para os animais. Infelizmente, muitos não têm a sorte de encontrar uma família, mas existe uma segunda opção. Aqueles que não encontram um lar têm como abrigo as casinhas comunitárias que ficam espalhadas em diversos pontos da cidade. Lá, eles encontram proteção e recebem cuidados de moradores.

Me recordo do Gadhimai

Gadhimai realizado em in Bariyarpur, no Nepal, em 2014 (Foto: Omar Havana/Getty Images)

Me recordo de pessoas criticando exaustivamente o Gadhimai, no Nepal, festival tradicional daquele país onde 500 mil animais eram sacrificados por degola e decapitação. Diziam que era um absurdo, inadmissível. O Gadhimai então, celebrado pelo povo madhesi e bihari, foi proibido. Muitos consideravam o festival de viés religioso absurdo pela quantidade de animais mortos, mas, como dizia Tom Regan, o número não importa para o animal que vai ser morto, se ele for o escolhido.

Brasil matou mais de 5,77 bilhões de animais para consumo em 2018

Foto: Pixabay

Em 2018, o Brasil matou mais de 5,77 bilhões de animais para consumo. No total, não estão incluídas todas as espécies mortas para consumo por ano, mas somente bovinos, suínos e frangos, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram 31,90 milhões de bovinos abatidos no país no ano passado. Os estados que mais mataram bovinos foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, em ordem do primeiro ao terceiro colocado.

Em relação aos suínos, foram mortos 44,20 milhões em 2018, com Santa Catarina em primeiro lugar, seguida pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Mas nenhum animal terrestre no mundo todo supera o volume de abate do frango.

Foram mortos 5,70 bilhões de frangos em 2018, com o Paraná respondendo por 31,4% do volume nacional, seguido por Rio Grande do Sul (15%) e Santa Catarina (13,4%). Em um país com uma população de 209,3 milhões de pessoas é surpreendente considerar que matamos 5,77 bilhões de animais por ano para reduzi-los a alimentos.

Mesmo com a morte de tantos animais para consumo, o que virtualmente pode criar uma ilusão de “prosperidade nacional” fundamentada na matança de seres não humanos, o Brasil é um país que no último ano passou a ter quase dois milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza, segundo os Indicadores Sociais (SIS), do IBGE.

O país onde se mata orgulhosamente bilhões de animais para consumo por ano, depois de alimentá-los com grandes quantidades de vegetais, conta hoje com pelo menos 5,2 milhões de pessoas passando fome, conforme o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agropecuária (FAO).

Soma-se a isso o fato de que o Mato Grosso, que é o maior criador de bovinos do país, tem o maior índice de desmatamento da Amazônia dos últimos dez anos, e fica fácil concluir o quão é absurda a realidade de se criar animais para consumo.

De 2009 a 2018, a taxa de desmatamento da Amazônia mato-grossense foi de 67%, de acordo com informações do Instituto Centro de Vida (ICV) com base em dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

Em 2018, apenas dez municípios do Mato Grosso, de um total de 141, foram responsáveis por 55% da área desmatada. A situação é bem crítica em municípios das regiões Noroeste e Médio Norte do estado, marcados pela violência agrária e disputa de terras.

Mesmo analisando superficialmente a realidade, não é difícil reconhecer que temos um ciclo de matança massiva de animais motivado pela ganância e envolto em desrespeito à vida animal, à vida humana e ao meio ambiente.

SBT é condenado por maus-tratos a cachorro no programa “Domingo Legal”

Divulgação

A emissora de TV SBT foi condenada por crime de maus-tratos a animais após exibir um pit bull sendo forçado a puxar um veículo em um quadro do programa “Domingo Legal”, em 2006, na época apresentando por Gugu Liberato. Segundo informações do portal UOL, a ação foi ajuizada pela Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e não cabe mais recurso.

Segundo a Justiça, o SBT não pode mais exibir em toda sua grade de programas “animais em situações abusivas, principalmente aquelas que atentem contra sua natureza ou os exponha a situações vexatórias, dolorosas ou acima de suas forças”, diz parte da sentença. A multa em caso de descumprimento é de R$ 200 mil por dia, além de encargos.

O caso teve início após um cão da raça pit bull ter sido amarrado a um veículo por cordas e forçado por seu tutor a mover um carro de propriedade do SBT. O animal realizou diversas tentativas, mas não conseguiu puxar o veículo que pesava cerca de 1 tonelada. O cão chega a salivar devido ao esforço extremo e estresse.

A ação foi proposta pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que além de considerar a exibição dos maus-tratos ao cão em TV aberta um desserviço, considerou o caso um “descumprimento da Lei Federal nº 9.605/1998 estabelece como crime praticar abusos, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, sejam eles nativos ou exóticos”, segundo informou o órgão em nota.

A assessoria de imprensa do SBT informou que a emissora cumprirá as determinações da Justiça.

Sou contra o sacrifício religioso de animais

Que responsabilidade tem um animal não humano sobre as inclinações religiosas humanas? (Foto: Getty)

Sou contra o sacrifício religioso de animais. Se a defesa da liberdade religiosa perpassa pelo assassinato de animais, realmente não sou favorável a isso. Há pessoas que justificam contrariedade à defesa da proibição da prática alegando preconceito, racismo, instrumento de opressão, etc. Então isso significa que há grupos, que por serem oprimidos, deveriam ter o direito de sacrificar vidas? E que se eu me posicionar contra estou sendo opressor?

Me desculpe, mas não concordo com esse raciocínio. Nos últimos anos, publiquei algumas matérias sobre os abates kosher e halal, e muitas pessoas que hoje qualificam a proibição do sacrifício de animais em religiões de matrizes africanas como arbitrária e inconstitucional sempre condenaram tanto o abate halal quanto kosher – que são abates rituais e sacrificiais.

Eu poderia citar inclusive muitas pessoas que anseiam fervorosamente por esse tipo de proibição em países de minoria muçulmana. Seguindo esse raciocínio, isso também não seria se opor à tradição de uma minoria? Considere também o fato de que o abate halal e kosher, ainda que sacrificiais, estão vinculados estritamente ao consumo, não a oblações, oferendas.

Que responsabilidade tem um animal não humano sobre as inclinações religiosas humanas? Nenhuma. Mas muitas pessoas, na tentativa de justificar a sua oposição à proibição, alegam que os católicos sacrificam animais nas celebrações de Páscoa, Natal, etc.

Bom, não me alimento de animais, então não estou sendo hipócrita ao condenar qualquer tipo de matança de animais para qualquer finalidade que seja. Não vejo como matar animais, ceifar vidas de criaturas vulneráveis e inocentes, ainda que com viés religioso, possa inspirar algo de bom, e isso independente de qual seja a religião.

Então alguém pode dizer que a ideia da proibição do sacrifício de animais no Brasil surgiu anos atrás a partir de uma iniciativa de um grupo pentecostal. Certo, mas isso muda o fato de que sacrificar animais é errado? Muitas das leis de proteção animal ou de proibição de determinadas violências contra animais que existem no mundo hoje não foram feitas por vegetarianos nem veganos, e não duvido que algumas tenham surgido a partir de algum interesse. Porém, isso as qualifica como arbitrárias ou irrelevantes?

Claro que há hipocrisia quando uma pessoa se alimenta de animais e condena o sacrifício religioso de animais. Afinal o que muda nesse aspecto são apenas os métodos e finalidade, até porque para quem morre não interessa o propósito, mas sim a obliteração da vida.

E se eu for usar o discurso do tipo: “de que adianta acabar com o sacrifício de animais enquanto bilhões de animais são mortos por ano para consumo?”, isso acaba esbarrando em uma consciência fatalista, na crença de que o pouco é nada diante da imensidão exploratória em que estamos imersos. Mas eu não sou fatalista, então não concordo com esse raciocínio.

Também não acho adequado usar o discurso de que o animal não sofre durante o sacrifício, porque isso pode soar como uma anuência ao ilusório “abate humanitário”. Ademais, considero adequado apontar que a recente decisão que valida o sacrifício de animais no Brasil prevê apenas o sacrifício no contexto das religiões de matrizes africanas – ou seja, não inclui todas as religiões.

Se alguém diz que o exercício de uma religião depende do sacrifício de animais, e que isso é insubstituível, há algo de muito errado com essa religião ou pelo menos com essa concepção. Se você discorda da minha posição, sem problema, mas espero que você não seja uma daquelas pessoas que compartilham vídeos e textos que condenam abates rituais ou sacrifícios realizados por outras religiões que não sejam de matriz africana.

Atualmente, há tantas pessoas condenando a exportação de gado vivo para o Oriente Médio, e muitas apontam como um dos principais problemas o fato de que esses animais serão mortos seguindo os preceitos do abate halal que, como citei antes, é um abate religioso. Então sejamos ponderados em nossas inclinações, predileções e contradições.

WAP está no sudeste da África para ajudar animais afetados pelo ciclone Idai

Além de infecções, os animais em contato prolongado com a água suja também estão sujeitos a doenças pulmonares e podridão dos cascos (Foto: AP)

A organização internacional World Animal Protection (WAP) está em Moçambique e no Malawi para ajudar os animais afetados pelo ciclone Idai, que devastou o sudeste da África, matando mais de 750 pessoas e milhares de animais. Há uma estimativa de que pelo menos 200 mil animais continuam precisando de cuidados.

Nos próximos dias, a WAP também deve enviar assistência para o Zimbábue. Por enquanto a prioridade é oferecer atendimento médico, comida e água aos animais. Segundo os enviados da organização, grandes áreas de terra continuam debaixo d’água, e a escassez de alimentos é crônica.

Durante o desespero, muitas pessoas acabaram deixando os animais para trás, e muitos deles estão doentes, feridos e famintos. Segundo a World Animal Protection, a ajuda não pode demorar muito porque os animais ilhados em áreas inundadas correm risco de contraírem doenças fatais causadas por parasitas.

Além de infecções, os animais em contato prolongado com a água suja também estão sujeitos a doenças pulmonares e podridão dos cascos.

Tutores com problemas de saúde constroem forte vínculo com animais

Um estudo realizado pelo Instituto Ipsos para a Boehringer Ingelheim Saúde Animal concluiu que pessoas com problemas de saúde constroem fortes vínculos com os animais. A pesquisa envolveu 3 mil tutores de cachorros e gatos na França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Espanha. Em cada país foram ouvidos 300 tutores de gatos e 300 de cachorros.

Participaram do estudo tutores saudáveis, com problemas de saúde e também aqueles que têm crianças com problemas de saúde na família. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Foto: Fotolia

Primeiramente, os pesquisadores fizeram uma pesquisa qualitativa sobre relação diária e os laços com os animais. Depois, foi realizada uma consulta para quantificar o relacionamento e os benefícios dos animais para cada um deles.

A maior parte dos entrevistados considera o animal como membro da família e afirma que a presença dele traz benefícios, proporcionando mais relaxamento e contribuindo para a prática de exercícios físicos, devido à necessidade de levá-lo para passear.

De acordo com os resultados da pesquisa, 96% dos tutores de cachorros e 91% dos tutores de gatos afirmam que os animais têm impacto positivo na vida diária e 66% os considera membros da família. Para 55% dos entrevistados, os animais melhoram o estado de saúde do tutor e proporcionam relaxamento. Já 43% afirma que ter um animal contribui para aumento da prática de exercícios físicos.

Ainda segundo a pesquisa, 7% dos tutores diminuíram o uso de medicamentos – relaxantes, depressivos e sedativos – devido à convivência com um animal. O estudo concluiu também que pessoas com problemas de saúde passam mais tempo com o animal e estão mais envolvidos emocionalmente com ele. Para 80% dos entrevistados, amor incondicional e confiança estão relacionados aos animais.

Mais um resultado obtido pela pesquisa é o de que entrevistados com filhos que sofrem de doença grave ou crônica são mais conscientes do vínculo existente entre animais e humanos do que os outros dois grupos que participaram do estudo.

O interesse da Boehringer Ingelheim em contratar a pesquisa tem relação com o evidente aumento do vínculo das pessoas com os animais e a interferência disso na saúde dos tutores. De acordo com a empresa, o benefício dessa ligação entre animal e humano ganha cada vez mais reconhecimento de especialistas, especialmente no que se refere a crianças doentes.

Circos com animais selvagens são proibidos em Madri

Foto: Reuters/Valery Hache

Foto: Reuters/Valery Hache

Um circo com mais respeito pelos animais. A prefeitura de Madri (Espanha) votou na quarta-feira última (28) a proibição de circos com animais selvagens. O texto aprovado pelas autoridades eleitas altera uma portaria municipal sobre a proteção dos animais, segundo informações do jornal 20 Minutes.

O grupo de esquerda ao qual pertence também a prefeita, Manuela Carmen, Ahora Madrid (“Madri agora”), mais os socialistas e os representantes eleitos do partido Ciudadanos votaram a favor do texto. Os conservadores do Partido do Povo votaram contra.

Nove de dezessete distritos não permitem circo com animais

A capital espanhola segue o exemplo de muitas cidades no país que proibiram os circos de manter animais selvagens em cativeiro e usá-los em shows de entretenimento humano.

Os ativistas contra as touradas e pela causa animal são muito ativos na Espanha. Segundo a plataforma InfoCircos, que faz campanha contra os circos com animais selvagens, nove de 17 regiões já a proibiram essa prática e várias prefeituras seguiram o mesmo exemplo.

Manuela Carmen, ex-juíza e representante da esquerda, foi eleita em 2015 para chefiar Madri. Esta decisão vem apenas dois meses antes das eleições municipais, para as quais ela concorre a um segundo mandato.

Exemplos pelo mundo

O Garden Bros. Circus, um circo itinerante que se apresenta há mais de 100 anos, foi proibido de exibir performances com animais selvagens em sua passagem por Washington, nos EUA.

O departamento responsável pelo setor, DC Health, negou a permissão para apresentações com animais e os shows agendados só poderão prosseguir com apresentações humanas.

O circo já havia sido alvo de denúncias de crueldade com animais pela PETA, que alegou violência por parte dos funcionários do Garden Bros. contra elefantes e lhamas, além de não prover assistência veterinária para animais feridos.

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.

Zoológico será desativado de forma progressiva em Campinas (SP)

O zoológico do Bosque dos Jequitibás, em Campinas (SP), será desativado de forma progressiva. A estimativa é que o local coloque fim ao cativeiro de animais em um período máximo de dez anos. Para isso, não serão substituídos os animais que morrerem no zoológico.

Foto: Reprodução / Jornal Correio Popular

O local abriga cerca de 200 animais em cativeiro e outros 100 que vivem soltos, como macacos, bichos-preguiça, aves e cotias. A proposta de fechar o zoológico atende a reivindicações de ativistas da causa animal. As informações são do Correio Popular.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, há animais mantidos em cativeiro no zoológico que já são idosos. “Os mamíferos que temos lá, como os felinos, hipopótamos e macacos são muito velhos e já não reproduzem mais. Quando morrerem, não serão substituídos”, informou.

Aves também não serão mais mantidas em cativeiro após a morte das que atualmente vivem no local. “As aves que temos em exposição foram encaminhados ao Bosque pela Polícia Ambiental a partir de apreensões ou de denúncias de maus-tratos. Elas chegam feridas, com asas quebradas e nossos veterinários cuidam e depois elas acabam ficando no recinto próprio em exposição”, disse. Idosas, as aves não têm condições de retornar à natureza.

No bosque, um recinto para receber e acolher animais encaminhados pela Polícia Ambiental será construído pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Prefeitura, segundo o gabinete do prefeito Jonas Donizette (PSB). O local, no entanto, será um abrigo com caráter temporário, usado para tratar os animais que, depois, serão devolvidos à natureza.

O fim do zoológico também trará benefícios para o setor econômico. Isso porque a Prefeitura de Campinas economizará R$ 60 mil mensais, gastos para manter os animais.

O secretário do Verde, Rogério Menezes, explica que “o fechamento [do zoológico] será feito por lei, para evitar que, no futuro, outros empreendimentos do gênero venham a se instalar em Campinas”.

Foto: Reprodução / Jornal Correio Popular

Com o fechamento do zoológico, o Bosque dos Jequitibás poderá se transformar em um santuário de animais livres. Atualmente, cerca de 100 animais, como galinhas selvagens, patos, araras, macacos, bichos-preguiças e 40 cotias. Todos eles permanecerão no local.

“No futuro, quando não tivermos mais animais em exposição, as famílias que frequentam o Bosque, não terão mais felinos e grandes animais para ver, mas os animais de pequeno porte continuarão lá, livres na natureza”, disse o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella. Segundo ele, esses animais vivem no bosque por vontade própria, uma vez que os portões ficam abertos e a as aves têm liberdade para voar e ir embora, mas não o fazem.

“Já não cabe mais a existência de zoos como locais de exposição”, disse o secretário. “Esses locais adquiriram outra função: preservação de animais da fauna brasileira com risco de extinção, estudo das espécies e procriação”, completou.

Exploração de animais para venda

Outra questão que tem sido abordada em Campinas é a exploração de animais domésticos para reprodução e venda. Um projeto de lei está sendo preparado pelo gabinete do prefeito para proibir, em Campinas, o funcionamento de estabelecimentos que criam cachorros para fins comerciais. Caso seja aprovada, a proposta fará de Campinas a primeira cidade de grande porte do país a abolir criações em cativeiro para venda, segundo o prefeito Jonas Donizette.

De acordo com o secretário do Verde, Rogério Menezes, o Estatuto dos Animais, sancionado em 2017, já demonstrava preocupação em relação ao comércio de animais, tendo proibido a venda de filhotes não castrados e exigido o cadastramento de criadores de animais. Caso o projeto que proíbe o comércio se torne lei, o Estatuto sofrerá modificação.

O prefeito Jonas Donizette lembra que, além do Estatuto dos Animais – que prevê aspectos para boa convivência entre humanos e animais e visa o combate aos maus-tratos – Campinas tem outras políticas públicas voltadas para cachorros e gatos. Dentre elas, o Sistema de Microchipagem e Cadastramento Animal e o Programa de Castração de Animais Domésticos, por meio dos quais cães e gatos são cadastrados em um sistema que registra dados de sua saúde, vacinas, nome do tutor, através de um microchip implantado sob a pele. Isso garante que os veterinários tenham acesso a um histórico médico dos animais, além de facilitar a localização do tutor em caso de fuga do animal.

Outro programa implementado em Campinas, em 2017, foi o Samu Animal. Trata-se de uma ambulância que resgata animais vítimas de atropelamento, maus-tratos ou gravemente debilitados devido a doenças. No ano de implementação do programa, 312 cachorros e gatos foram atendidos. Em 2018, o número subiu para 600. A maior parte do casos envolvem lesões na coluna vertebral e fraturas de membros.

Projeto resgata mais de 150 cachorros e gatos em aldeia indígena

O projeto Animais das Aldeias resgatou mais de 150 animais, entre cachorros e gatos, na aldeia indígena Rio Silveira, em Boraceia, na cidade de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Todos os animais foram vermifugados, castrados e vacinados.

Foto: Arquivo Pessoal

Entre as doenças diagnosticadas nos animais está o tumor venéreo transmissível, que precisa de tratamento quimioterápico. O indicado é, também, castrar os demais animais para que a doença não se alastre. Foram registrados também três casos de cinomose, que estão em tratamento, e muitos animais com subnutrição e bicheira.

Um dos animais encontrado extremamente subnutrido, em estado de caquexia, foi a cadela Kaila. O animal apresentava tumores e tinha parte dos ossos da parte traseira exposto. O tutor da cadela afirmou que uma aranha havia a picado, gerando a ferida, que ficou aberta e deu origem à bicheira, que são larvas de mosca que comem a carne do animal vivo. As informações são do portal O Vale.

Grávida, Kaila sentia muita dor e, assustada, escondia-se no mato, dificultando os cuidados necessários, o que agravou o quadro de saúde dela. Diante da situação, os filhotes nasceram fracos e apenas um sobreviveu. Ele e a mãe foram resgatados pelo projeto e internados em uma clínica veterinária para receber tratamento intensivo. Após o período de recuperação, eles serão disponibilizados para adoção.

Outros animais que estão saudáveis, entre cachorros e gatos, já estão à procura de novos lares. Interessados em adotá-los devem entrar em contato com os voluntários do projeto através da página no Facebook ou do perfil no Instagram.