Cães explorados para caça de animais são encontrados em veículo no PR

Dez cachorros explorados para a caça de animais silvestres foram resgatados pelo Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb – FV) no município de Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Objetos utilizados nos crimes foram apreendidos e três pessoas foram levadas à delegacia. O caso foi descoberto após denúncia.

(Foto: BPAmb-FV)

A ação policial ocorreu no último domingo (24). Ao perceberem a presença das viaturas, dois homens tentaram fugir, mas foram contidos em uma rodovia. No carro usado para a fuga foram encontradas duas espingardas, cartuchos de arma de fogo intactos, facas, lanterna, sacos plásticos, nove rádios de comunicação e dois celulares – materiais supostamente usados para caça. As informações são do portal Bem Paraná.

Dentro do veículo estavam ainda os dez cachorros. De acordo com os policiais, os animais estavam com a saúde em estado precário. Todos eles sofriam de desidratação e apresentavam sinais de má alimentação e maus-tratos.

As pessoas detidas são moradoras dos municípios paranaenses de Maria Helena, Maringá e Paiçandu. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste, para onde foram levados também os materiais apreendidos.

Não há informações sobre o destino dos cachorros resgatados pela polícia.

Botswana considera liberar a caça de elefantes

Foto: Pixabay

Depois de meses de reuniões públicas e consultas, o relatório dos ministros também recomenda o “estabelecimento de conservas de carne de elefante” para alimentos de animais domésticos.

Estima-se que existam cerca 130 mil elefantes em Botswana, na África, o que alguns argumentam ser demais para o ecossistema. Mas outros dizem que o turismo do país cresceu significativamente desde que a proibição entrou em vigor e que a revogação afetaria a reputação internacional do país para a conservação.

Pouco depois de assumir o cargo em abril de 2018, o presidente Mokgweetsi Masisi pediu aos ministros que revisassem a proibição da caça que foi implementada por seu antecessor, Ian Khama, em 2014.

As conclusões do relatório recomendam que:

  1. A proibição da caça deve ser revogada
  2. A população de elefantes deve ser gerenciada “dentro de seu alcance histórico”
  3. Rotas migratórias da vida selvagem “não benéficas para os esforços de conservação do país” devem ser fechadas
  4. Ranchos de caça podem ser demarcados para “servir de buffers entre áreas comunais e de vida selvagem”
  5. “Seleção regular mas limitada de elefantes” deve ser introduzida

O Presidente Masisi saudou o relatório, que passará por mais consultas antes de ser implementado.

“Eu posso prometer a você e à nação que vamos considerar isso. Um aviso será publicado e compartilhado com o público”, disse ele.

“Se necessário, daremos uma oportunidade ao parlamento para também interrogá-lo, e também permitir que o espaço intervenha antes de tomarmos uma determinação final.”

Por que há um crescente conflito entre humanos e elefantes?

Pesquisas mostraram que o “alcance” dos elefantes – até onde viajam – está aumentando.

O diretor do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Otisitwe Tiroyamodimo, disse que há muitos fatores envolvidos, incluindo a mudança climática.

Com a escassez de chuvas a vegetação começou a se deteriorar e, em seguida, os elefantes naturalmente migraram à procura de água e comida”, disse ele.

“O número de elefantes aumentou – ao mesmo tempo, a população humana também, e houve demanda por mais terra. O desenvolvimento da infraestrutura também fez com que os elefantes migrassem”.

Ou seja, a cidade invadiu o habitat selvagem mas ainda assim, aqueles que vivem próximos aos elefantes apoiam a reintrodução da caça.

Mas muitos conservacionistas são contra a ideia de abater elefantes ou caçá-los e alertar que pode haver uma reação dos turistas internacionais, que são a segunda maior fonte de renda externa de Botswana após a mineração de diamantes.

Deputado quer dar continuidade ao projeto que libera a caça no Brasil

Animais poderão ser mortos livremente dependendo da declaração de origem (Foto: ICMBio)

Embora Valdir Colatto (MDB-SC), autor do projeto de lei nº 6.268/2016, que prevê a liberação da caça de animais silvestres no Brasil, não tenha sido reeleito, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP) já entrou com um pedido de desarquivamento do projeto na Câmara dos Deputados.

Em 2016, o projeto de lei foi rejeitado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) por representar um claro retrocesso, já que o Código de Caça, editado em 1967, proíbe a caça em todo o território nacional por entender que a realidade brasileira não perpassa pela necessidade de caça de animais silvestres.

Colatto, que foi nomeado este ano pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) como chefe do Serviço Florestal Brasileiro, alegou que a proximidade de animais silvestres com o meio rural coloca em risco pessoas, propriedades e rebanhos, o que na sua perspectiva justifica a liberação da caça.

Mas como os animais silvestres podem ser vistos como uma ameaça que já não representavam em 1967? Principalmente se considerarmos que da década de 1960 até a atualidade houve uma redução, não um aumento da fauna brasileira em decorrência do desmatamento. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Brasil conta com 1051 espécies da fauna avaliadas como ameaçadas de extinção.

Outro fato a se ponderar é que animais silvestres, apontados antes por Valdir Colatto como ameaças, normalmente só invadem propriedades por dois fatores – perda de habitat e fome, e tanto a perda de habitat quanto a fome estão associadas à perda de vegetação, ou seja, desflorestamento.

Afinal, nenhum animal deixa a natureza selvagem por espontânea vontade. Logo se os animais silvestres se tornam uma ameaça, isso acontece simplesmente em decorrência da má intervenção humana visando a lucratividade.

Ainda assim, os defensores do projeto podem alegar que a liberação da caça atende aos interesses ambientais de conservacionismo, ou seja, manutenção da vida selvagem. Vamos considerar que a proposta realmente seja essa. Em um país como o Brasil, onde a fiscalização da fauna e da flora sempre foi crítica, limitada e excludente, como isso funcionaria na prática?

Quais os instrumentos que seriam usados para coibir, por exemplo, o tráfico de animais silvestres em um país com a caça liberada e marcado por corrupção e flexibilização legal baseada no pagamento de propinas? O projeto, que já é inconsistente em essência, não apresenta nenhum tipo de solução para questões como essa.

No tocante ao chamado “plano de manejo”, o PL é permissivo em relação à comercialização de animais caçados e capturados na natureza. Também abre um precedente para que animais selvagens sejam mortos em unidades de conservação de proteção integral, mas remanejados para outras áreas e comercializados com documentações que omitem informações sobre a verdadeira origem dos animais.

E tudo não se enquadrando como crime, já que animais poderão ser mortos livremente dependendo da declaração de origem. Afinal, qual órgão será capaz de coibir isso em tempo hábil? Com quais recursos? Já que o projeto tem abrangência nacional.

O biólogo João de Deus Medeiros, doutor em botânica, professor e chefe do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Cantarina (UFSC), aponta que o projeto de lei nº 6.268 concede licença para utilização, perseguição, aprisionamento, manutenção, caça, abate, pesca, captura, coleta, exposição, transporte e comércio de animais da fauna silvestre.

Também permite modificar, danificar ou destruir ninhos, abrigos ou criadouros naturais, ou realizar qualquer atividade que impeça a reprodução de animais da fauna silvestre. Além disso, propõe o uso de cães para caçar em Unidades de Conservação (UCs). Ou seja, locais que por excelência deveriam garantir a segurança e o bem-estar desses animais.

Para muito além da questão “conservacionista”, e de “proteção à vida e à propriedade”, o projeto defende que a caça pode se tornar uma fonte de renda, o que coloca os animais silvestres em uma situação ainda mais crítica de vulnerabilidade e incentivo à violência contra outras espécies de animais. O IBGE condena tal prática, informando que “a diversidade da fauna brasileira tem levado à falsa ideia de abundância, o que costuma levar à destruição”.

O órgão argumenta que entre as principais causas da redução da fauna brasileira estão a perseguição de espécies de animais para fins comerciais (ornamento, lazer e consumo); destruição do habitat provocado pelo crescimento desordenado do país; poluição do ar e dos rios pelo uso de defensivos agrícolas e outras substâncias químicas; e, claro, o desmatamento.

Para quem não conhece o projeto de lei nº 6.268/2016, é importante saber que o texto discorre sobre a implantação de criadouros comerciais, áreas dotadas de instalações para o manejo e a criação de espécies da fauna silvestre com fins econômicos e industriais. De acordo com o IBGE, diariamente o Brasil mata mais de 16 milhões de frangos, mais de 118 mil porcos e mais de 84 mil bovinos. Será que já não matamos animais demais?

E isso apenas citando três espécies de animais domesticados e criados com fins comerciais. O projeto ainda permite a instalação de criadouros científicos, ou seja, a exploração de animais silvestres em pesquisas científicas em universidades e centros de pesquisa. Essa é outra medida que é vista como um retrocesso, levando em conta que hoje em dia discute-se no mundo todo o banimento do uso de animais em pesquisas, já que além de ser uma prática desnecessária, considerando os meios tecnológicos de obter inclusive melhores resultados sem usar animais, é evidentemente cruel.

Em síntese, o PL defende que a caça de animais silvestres pode ser colocada em prática com diversas finalidades, como alimentação, entretenimento, defesa e fins comercias. Também visa autorizar importação e exportação de animais, e permite que zoológicos possam comercializá-los. Ademais, o projeto defende a anulação do agravamento de até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano para quem matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licença, o que impacta diretamente na lei 9.605/98, que versa sobre crimes ambientais.

Projeto que libera caça de animais é rejeitado em enquete da Câmara

O projeto de lei 1019/2019, de autoria do deputado Alexandre Leite (DEM/SP), que pretende liberar a caça de animais silvestres no Brasil, foi rejeitado em uma enquete online feita pela Câmara dos Deputados. Os 75% de votos de internautas contrários à proposta comprovam que a sociedade é contra projetos que ameaçam a fauna silvestre.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

O projeto quer garantir que a caça passe a ser tratada como “direito de todo cidadão brasileiro” e que as entidades de caça, clubes, federações e confederações registrem “suas atividades e seus instrutores de armamento e tiro perante o Exército Brasileiro”.

O texto da proposta coloca sob a responsabilidade de órgãos ambientais, de âmbito nacional ou estadual, a regulamentação de atividades de caça e determina que o caçador tenha que fazer um cadastro “junto ao órgão ambiental competente é obrigatório para o exercício da atividade de caça”.

O caçador, segundo o projeto, com exceção de menores de 21 anos de idade, “poderá adquirir armas, munições e equipamento de recarga para uso exclusivo da atividade de caça” e os órgãos ambientais “deverão estabelecer o período das temporadas de caça” e também “a sua abrangência geográfica”.

Caso a proposta se torne lei, os caçadores terão o prazo de 180 dias após publicação da legislação para registrar “as máquinas de recarga e os acessórios que não estejam devidamente regularizados”.

Na justificativa do projeto, o parlamentar alega que a finalidade da proposta “de regular o exercício das atividades de
colecionamento, tiro desportivo e caça” para “prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores – os denominados CACs – sejam presos indevidamente”.

Islândia autoriza a caça de mais de duas mil baleias nos próximos cinco anos

WDC: “A decisão do governo islandês de continuar a matar baleias é moralmente repugnante, além de economicamente inviável” (Acervo: Iceland Monitor)

O Ministério da Pesca da Islândia anunciou esta semana que os baleeiros estão autorizados a caçarem 2080 baleias nos próximos cinco anos, mesmo com a queda no consumo global de carne de baleia e a redução de apoio político. Agora, os islandeses poderão matar 209 baleias-comuns e 217 baleias-anãs por ano até 2023.

O ministro da Pesca, Kristjan Thor Juliusson, alega que esses números são sustentáveis e baseados em pesquisas científicas. Por outro lado, o anúncio não inspirou muita confiança, considerando que no último verão a Islândia autorizou até a morte de baleias grávidas.

Em defesa da caça às baleias, o governo afirma que as populações de baleias antes ameaçadas agora estão se recuperando. Também cita uma pesquisa apresentada por um economista ligado ao Partido da Independência, que diz que a caça tem trazido benefícios à economia islandesa.

Porém, uma pesquisa da Universidade da Islândia aponta que o turismo de observação de baleias trouxe o equivalente a 3,2 bilhões de coroas (98,2 milhões de reais) contra 1,7 bilhão da caça às baleias.

“A decisão do governo islandês de continuar a matar baleias – que estão entre os seres mais pacíficos e inteligentes do planeta – é moralmente repugnante, além de economicamente inviável”, criticou Vanessa Williams-Gray, da organização Whale and Dolphin Conservation (WDC) ao The Independent.

Vale lembrar que no ano passado, durante o Encontro Anual da Comissão Baleeira Internacional em Florianópolis, países como Islândia, Japão e Noruega fizeram oposição à manutenção da moratória de proibição da caça baleeira. O Japão anunciou a sua saída da comissão no final de 2018.

Deputados pedem que governador do MS libere a caça do jacaré

Deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul pedem que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) libere a caça do jacaré. A proposta será analisada em audiência com a data a ser decidida. A justificativa dos parlamentares é de que há um superpovoamento da espécie, que tem prejudicado o meio ambiente.

O deputado Marçal Filho (PSDB) defende que haja fiscalização para que não ocorram casos de maus-tratos, mas considerou que ainda “cabe muito debate” sobre o assunto. O deputado Cabo Almi (PT) concordou com a questão da fiscalização. As informações são do Correio do Estado.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado José Carlos Barbosa (DEM), conhecido como Barbosinha, afirmou que a minuta está em aberto e que cabe discussão. O parlamentar deixou claro o interesse financeiro no projeto. Segundo ele, a caça do jacaré “poderia gerar R$ 1 bilhão por ano a mais para a economia do estado e a criação de mais 10 grandes indústrias de beneficiamento da carne”. O parlamentar sugere que a prática da caça sej liberada também para ribeirinhos.

Atualmente, a caça de qualquer animal silvestre é proibida pela Lei Federal 9.605/1998. Quem infringir a norma pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, além de multa. É considerado agravante caçar em reservas ambientais.

“O governador está ainda trabalhando em cima do decreto, baseado em muito estudo e dialogando com todos os setores. Para nossa audiência futura também será necessário ter acesso aos trabalhos de especialistas como da Embrapa Pantanal, para subsidiar nossas informações e chegarmos a um denominador comum que possa transformar a economia de forma positiva”, concluiu Barbosinha.

Nota da Redação: a caça de animais silvestres é uma prática extremamente cruel e injustificável. Ao buscar autorização para caçar jacarés, os deputados ignoram o direito a vida desses animais, que são seres sencientes, capazes de sentir dor, e não se importam em provocar sofrimento a essa espécie. Como defensora dos direitos animais, a ANDA, que é veementemente contra a liberação da caça do jacaré no Mato Grosso do Sul, faz um apelo ao governador do estado para que tenha compaixão por esses seres vivos e não permita que eles sejam caçados.

Projetos de lei que liberam a caça de animais tramitam na Câmara

A pressão feita por deputados federais integrantes da “bancada da bala” e da “bancada do boi” pela aprovação de projetos de lei que liberam a caça de animais silvestres no Brasil tem se intensificado desde 2010. Atualmente, três propostas tramitam na Câmara dos Deputados.

(Foto: Genin / Mater Natura)

De autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), o PLP nº 436/2014 pretende alterar a Lei Complementar nº 140/2011 para transferir do governo federal – representado pelo Ibama – para os estados e Distrito Federal a competência de autorizar, mediante ato administrativo, “o manejo, a caça e a apanha de animais, ovos e larvas da fauna silvestre”. O projeto está tramitando na terceira e última das Comissões da Câmara dos Deputados – a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC),  tem como presidente o deputado Alceu Moreira (MDB/RS), que também preside a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deve apresentar em breve Parecer de Relator ao PLP, permitindo que a proposta seja colocada para votação na Comissão e, caso aprovada, siga para apreciação no plenário da Câmara.

Outro projeto voltado à caça é o PL nº 6.268/2016, de autoria do ex-deputado Valdir Colatto (MDB/SC). Travestida de Política Nacional de Fauna, a proposta busca implementar fazendas de caça, legalizar caça esportiva e comercial, retirar o direito dos agentes do Ibama e do ICMBio de usar armas em ações de fiscalização, retirar o status de propriedade do Estado dos animais silvestres – o que lhes concede proteção do ente público. Como Colatto não se reelegeu, o projeto foi arquivado, mas pode voltar a tramitar em qualquer momento. A ele está apensado o PL nº 7.129/2017, de autoria do deputado reeleito Alexandre Leite (DEM/SP). Se Leite requerer o desarquivamento da proposta de sua autoria, o PL PL 6.268/2016 também poderá ser desarquivado.

O terceiro projeto, de autoria do chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onix Lorenzoni, é o PL nº 7.136/2010. A proposta teve pedido de desarquivamento junto à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no dia 7 de fevereiro de 2019, quando o ministro foi temporariamente exonerado pela Presidência da República para cumprir a função de deputado federal e solicitar o desarquivamento do PL apresentado por ele em 2010. As informações são do Mater Natura, que integra a Aliança Pró Biodiversidade (APB) e luta contra a aprovação desses projetos.

O projeto de Lorenzoni prevê a alteração do parágrafo 1º do artigo 1º da Lei 5.197/1967 (Código de Proteção à Fauna), mudando a redação dele para a seguinte: “§ 1º se as peculiaridades regionais comportarem o exercício da caça, como superpopulação de animais, danos ao meio ambiente, ataques a seres humanos, transmissão de doenças e ataques a lavouras comerciais e de subsistência, a permissão será estabelecida em ato regulamentar do Poder Público Municipal”. Na prática, a proposta transfere do Ibama, na figura do governo federal, para os municípios brasileiros a decisão de estabelecer ato próprio de permissão do exercício da caça, em que se define quais espécies poderão ser caçadas.

O PL havia sido arquivado em 2011 por decisão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara, que aprovou parecer contrário do então relator Ricardo Tripoli, ex-deputado federal pelo PSDB de São Paulo. O arquivamento ocorreu devido ao fato da CMADS ser a comissão de mérito do projeto.

O projeto coloca os animais silvestres em risco iminente. Isso porque, com a transferência para os municípios do controle de espécies que possam transmitir doenças e consumir lavouras, quase toda a fauna do país poderia ser abrangida. A falta de pessoal capacitado nas prefeituras – muitas delas sem secretaria de meio ambiente ou similares – também é um problema. Além disso, a fauna silvestre é patrimônio da União, portanto não é tarefa do Poder Público Municipal regulamentar a caça.

Espécies ameaçadas

Outros três Projetos de Decreto para a Sustação de Atos Normativos do Poder Exercutivo (PDC) também foram apresentados pelos deputados. As propostas suspendem a vigência das três listas nacionais de espécies ameaçadas de extinção da flora e fauna nacionais, estabelecidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em dezembro de 2014. O PDC 3/2015, do ex-deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), susta a vigência da Portaria MMA 443/2014 – Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. O PDC 36/2015, do deputado Alceu Moreira (MDB/RS), susta a vigência da Portaria MMA 445/2014 – Lista de Peixes e Invertebrados Aquáticos. E o PDC 427/2016, do ex-deputado Valdir Colatto (MDB/SC), susta a Portaria MMA 444/2014 – Lista de Vertebrados Terrestres.

Em 31 de janeiro de 2019, todas as proposições dos deputados da legislatura 2015-2018 foram arquivadas, em atendimento ao artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. No entanto, os deputados reeleitos para a legislatura 2019-2022 já começaram a enviar ofícios à Mesa Diretora da Câmara para requerer o desarquivamento dos projetos, para que eles voltem a tramitar na situação em que estavam antes do arquivamento. Como somente os deputados autores podem solicitar o desarquivamento dos projetos, as seguintes propostas estão teoricamente fora de circulação devido a não reeleição dos deputados Valdir Colatto e Nilson Leitão: PL 6.268/2016, PDC 3/2015 e PDC 427/2016.

Veteranos do Exército dos EUA criam grupo para combater caçadores na África

Kinessa: “É realmente uma experiência de aprendizado não apenas para os guardas do parque, mas também para nossa equipe” (Foto: VETPAW)

Veteranos do Exército dos EUA criaram um grupo para combater caçadores na África Oriental. O objetivo do Empowered to Protect African Wildlife (VETPAW), uma organização sem fins lucrativos, é garantir a proteção de espécies de animais selvagens vítimas da caça furtiva – como elefantes, rinocerontes, hipopótamos, etc.

Atualmente o grupo está treinando guardas florestais, visando garantir resultados mais eficazes que possam coibir a caça. Um dos fundadores do grupo, Ryan Tate conta que eles não poderiam ficar de braços cruzados enquanto animais selvagens morrem em decorrência da ganância humana e pessoas são assassinadas tentando proteger a vida selvagem.

“Percebi que tenho as habilidades necessárias para ajudar a salvar os animais e as pessoas que arriscam suas vidas diariamente”, publicou Ryan Tate no site da VETPAW. Uma veterana do Exército que atuou como instrutora de armas por quatro anos, Kinessa Johnson relatou ao 11 Alive que eles estão trabalhando lado a lado com os guardas florestais.

“É realmente uma experiência de aprendizado não apenas para os guardas do parque, mas também para nossa equipe. Nossa intenção não é prejudicar ninguém; estamos aqui para treinar guardas florestais para que possam rastrear e deter caçadores e, finalmente, impedir a caça”, justificou Kinessa, acrescentando que o trabalho do grupo é mais estratégico.

Fonte: Vegazeta 

Decisão do governo da Zâmbia permite que 2 mil hipopótamos sejam mortos por caçadores de troféu

Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters

Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters

Defensores dos direitos animais se revoltaram contra a decisão do governo da Zâmbia (África) em permitir que caçadores de troféus matassem 2 mil hipopótamos, em um ato classificado de “abate de contenção”, por cinco anos.

O governo anunciou o plano para eliminação de 400 animais em 2016, o motivo alegado, foi o potencial risco de um surto de antraz.

As autoridades da Zâmbia inicialmente cederam à comoção causada pela decisão e teriam supostamente desistido do projeto, mas uma denúncia da fundação Born Free (nascidos livres, na tradução livre) de apoio e proteção à vida selvagem, alertou que a matança foi secretamente reiniciada sob a alcunha de “ferramenta de gerenciamento da vida selvagem”.

A matança estaria sendo promovida por empresas de caça troféu, que por sua vez, ofereceriam pacotes de “caçadas de contingência” a seus clientes.

Uma das empresas que vende esse tipo de pacote de caça, localizada na África do Sul oferecia uma expedição de seis noites na Zâmbia, com cinco hipopótamos por caçador, a 10.500 libras (em torno de 50 mil reais).

Outra empresa Sul Africana oferece em seu site uma caçada ao troféu com hipopótamos por 7.500 euros (em torno de 31 mil reais).

A fundação Born Free afirmou em seu site que o Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem da Zâmbia (DNPW, na sigla em inglês) não forneceu nenhuma evidência comprovando a existência de superpopulação de hipopótamos.

Eles escreveram que o DNPW não forneceu “evidências científicas de que uma matança indiscriminada de hipopótamos, impediria um futuro surto de antraz”.

Ao contrário do que alegam as autoridades zambianas, a ONG – que se opõe a matança de qualquer animal por esporte ou prazer – afirma que “evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando ainda mais a população, criando assim um ciclo vicioso de morte e destruição”.

Foto: African Sky Hunting

Foto: African Sky Hunting

“Nós contestamos as afirmações das autoridades de que há evidencias que suportem a necessidade dessa matança”, diz a Born Free.

A fundação defende que hipopótamos são valiosos demais como parte do ecossistema nativo e também parte do inacreditável turismo da vida selvagem na Zâmbia para serem mortos dessa forma.

Um site caça ao troféu ensina seus possíveis clientes como “derrubar um hipopótamo”, falando ainda que isso pode ser “extremamente excitante”.

O Fundo Mundial para Natureza descreve o hipopótamo como uma espécie “vulnerável”.

O número de hipopótamos selvagens na África está sob pressão crescente, com um máximo estimado de apenas 130 mil animais, de acordo com a Born Free.

Ativistas ambientais iniciam ação contra a caça de golfinhos no Japão

O Japão vem sendo duramente criticado por ativistas e simpatizantes da causa. As práticas bárbaras de caça e captura de golfinhos continuaram sem limites, particularmente em Taiji.

Na captura, os animais são perseguidos, atordoados e encurralados em uma enseada para que não possam escapar. Enquanto milhares deles são brutalmente mortos durante a caça, outros são escolhidos para serem explorados como entretenimento humano.

Ativistas dizem que alguns golfinhos se chocam com pedras e morrem, enquanto outros são assassinados por pescadores que empurram repetidamente uma longa haste de metal no corpo, logo atrás do furo, para danificar a medula espinhal.

A terrível prática foi filmada no documentário vencedor do Oscar de 2009 “The Cove”, que provocou polêmica quando colocou a caça anual no centro das atenções em todo o mundo.

O novo processo é o primeiro desafio legal para a caça em Taiji, de acordo com um advogado envolvido na causa. Ele argumenta que o método de caça viola a lei de bem-estar animal do Japão, que estipula que animais não devem ser abusados ​​ou mortos desnecessariamente e que – quando precisam ser mortos – sua dor deve ser minimizada.

“Muitos japoneses veem os golfinhos como peixes e erroneamente acreditam que o ato de bem-estar animal não se aplica a eles”, disse Ren Yabuki, chefe de uma ONG ambiental, que iniciou a ação junto com um morador de Taiji que pediu anonimato.

“Eu já vi muitas vezes que golfinhos sendo levados em pequenos barcos, se debatendo de dor”, disse Yabuki, acrescentando que pode levar dezenas de minutos para os animais morrerem.

Ele também afirma que os pescadores estão capturando mais golfinhos do que o permitido pelos limites legais. As informações são do Daily Mail.

Os golfinhos são tradicionalmente capturados por sua carne no Japão e os defensores da caça dizem que é uma parte importante da cultura local, ressaltando que os golfinhos não estão ameaçados de extinção.

Hoje em dia, um número crescente de golfinhos está sendo preso e vendido ao vivo para aquários, em vez de mortos, conforme a demanda aumenta da China ou de outros lugares, disse Yabuki.

A crueldade japonesa                           

Em dezembro do ano passado, o país chocou o mundo o anunciar sua saída da Comissão Internacional da Baleia para retomar à caça comercial como parte de sua herança cultural.

Outra triste notícia também foi divulgada pela ANDA em setembro de 2018: golfinhos estavam sendo brutalmente explorados para preparação das Olimpíadas de 2020, no Japão.

Os foram forçados a fazer truques para uma multidão, como um “evento de teste pré-olímpico”.

De acordo David Phillips, diretor executivo do Projeto Internacional de Mamíferos Marinhos  liderado pelo Earth Island Institute, o evento “é um lembrete crucial de como o governo japonês e o Comitê Olímpico Japonês estão explorando golfinhos e baleias, em desafio do resto do mundo”.

“Esses golfinhos passam fome fome para fazer os truques. Eles são mantidos em confinamento desumano em pequenos tanques de concreto altamente clorados. E, pior, eles foram capturados da maneira mais desumana possível, arrancados da natureza e de suas famílias e são assassinados sem piedade”, acrescentou.