Polícia procura caçador que matou onça e postou foto do animal morto

A Polícia Civil está à procura do caçador que matou uma onça-parda e, depois, publicou uma foto ao lado do corpo do animal morto. O crime aconteceu em uma área florestal do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Magé no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução / Redes sociais

Além da fotografia, o caçador também publicou um vídeo no qual afirma que a onça foi morta por um tiro. As informações são da rádio Band News FM.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente de Magé, Luciano da Cruz, o trabalho de investigação que busca identificar e localizar o caçador foi iniciado na terça-feira (16).

Através de uma nota, a Secretaria de Meio Ambiente afirmou que recebeu a denúncia sobre a onça ter sido alvo de um caçador em uma área de Mata Atlântica na região do distrito de Santo Aleixo.

Até o momento, a única informação que a polícia tem é que o caçador é conhecido como “Pará”.

A onça-parda, também conhecida como suçuarana, está ameaçada de extinção.

Caçador mata hipopótamo que estava entalado em bueiro

Foto: Abdulaye Barro

Foto: Abdulaye Barro

Enquanto alguns países da África do Sul se desdobram em esforços para perservar e proteger os ameaçados hipopotamos da caça, em outras regiões do mesmo país, ele são assassinados apenas por ficarem entalados em bueiros.

Um hipopótamo foi morto a tiros por um caçador francês após o animal ter entrado em uma vila no Senegal, provocando indignação de ativistas pelos direitos animais.

O animal foi morto em 31 de março depois de entrar na aldeia de Kédougou, no sul do país, e ficar preso em um bueiro ou fossa, dentro da vila.

A polícia e os bombeiros foram incapazes de libertar o animal preso então chamaram François Huard, um caçador profissional que gerencia um resort de safáris local chamado Le Relais, para matá-lo.

Huard atirou cinco vezes na cabeça do rinoceronte em frente a uma platéia de aldeões locais que foram filmados comemorando a morte do animal. O corpo do hipopótamo foi então arrastado por uma escavadeira antes de ser coberto de terra.

Bamba Cissé, um advogado de Dakar especializado em crimes contra a vida selvagem, disse: “O hipopótamo é uma espécie em extinção e, por lei, você só pode matá-lo em um caso legítimo de autodefesa”.

“Mas as imagens mostram que o animal estava preso em um bueiro e, no momento em que foi morto, não representava uma ameaça para a vida de ninguém”, disse o advogado.

“O caçador disse que o governador pediu a ele que fizesse isso. Também precisamos abrir uma investigação para determinar as circunstâncias em que um governador tem o poder de pedir a um cidadão particular que mate um animal”, esclarece Cissé.

Embora as autoridades locais não tenham oficialmente feito comentários sobre o vídeo, um homem que se identificou como Comandante Moussa Ndour, chefe do departamento responsável pela vida selvagem em Kédougou, falou por meio de um vídeo postado no Facebook.

Foto: Abdulaye Barro

Foto: Abdulaye Barro

Na filmagem, ele diz que a decisão de matar o animal foi feita pelo governador local depois de ouvir que não havia dardos tranquilizantes disponíveis para sedar o .

Foi nesse momento que o Sr. Huard foi contatado e recebeu o aval para matar o animal.

Não ficou claro se alguma ação será tomada sobre o assassinato.

*Populações de hipopótamos ameaçadas pela caça*

Centenas de hipopótamos são mortos a cada ano com a desculpa de minimizar o conflito entre humanos e animais selvagens, a verdade é que valas ou cercas baixas os detêm facilmente. É mais provável que a popularidade e demanda por sua carne seja o motivo real por trás dessa estratégia.

Sua gordura e presas de marfim também são valiosas para os seres humanos. No início do século XXI, a população do hipopótamo comum declinou mais de 95% na República Democrática do Congo. Em 2002, cerca de 5,5 toneladas de dentes de hipopótamo foram exportadas de Uganda, o que equivale a cerca de 2 mil animais individuais.

Os hipopótamos foram excluídos de muitas das proibições de marfim que agora se espalham pelo mundo, fazendo com que essa espécie vulnerável aumente o risco de caçadores de marfim.

Embora o hipopótamo pigmeu não seja geralmente um alvo primário para a caça de subsistência, é relatado que eles são caçados oportunisticamente por caçadores de carne.

*Os humanos estão expulsando os hipopótamos de seus habitats*

À medida que as populações humanas crescem, elas invadem os habitats da vida selvagem para construir novos assentamentos, aumentam a produção agrícola e constroem novas estradas. Esta espécie já existiu do Delta do Nilo ao Cabo, mas agora está principalmente confinada a áreas protegidas. As principais ameaças a ambas as espécies de hopopotamos são a perda de habitat e o desmatamento.

Caçador se torna vegano e oferece jantares com refeições a base de vegetais para outros caçadores

O ex-caçador e agora ativista John Castle em suas terras | Foto: Shushana Castle

O ex-caçador e agora ativista John Castle em suas terras | Foto: Shushana Castle

Jack Castle caçou animais por décadas, como membro da quarta geração de uma família de caçadores, ele aprendeu desde criança que tirar a vida desses seres indefesos era normal. Felizmente agora ele mudou de lado e decidiu passar a defender os animais em vez de matá-los. Castle dá o crédito de sua impressionante e enorme mudança à sua esposa, que transformou sua perspectiva de vida.

Jack Castle nasceu no Texas (EUA) e costumava viajar pelo mundo caçando em torneios e buscando troféus de animais selvagens com seu pai – que era fazendeiro e tinha pesqueiros também. Agora, ele dedica seu tempo à defesa dos animais, promovendo os benefícios de uma alimentação baseada em vegetais, defendendo as vidas desses seres sencientes, e transformando sua propriedade, localizada no Colorado, em um refúgio da vida selvagem.

Castle atribui essa mudança, que transformou a sua vida, à sua esposa Shushana Castle, defensora da alimentação a base de vegetais, e co-autora do livro “Rethink Food, 100+ Doctors Can’t Be Wrong” (Repense sua alimentação, mais de 100 médicos não podem estar todos errados, na tradução livre) e co-produtora executiva do filme “What the Health” entre outros filmes sobre o tema.

Desafiando caçadores

Depois de caçar a si mesmo, se encontrar e resgatar-se, Castle decidiu desafiar pessoalmente outros caçadores a se tornarem vaganos, convidando-os à sua casa para jantares chamados de “Hunters Dine Vegan” (Caçadores jantam de forma vegana, na tradução livre).

“Ele serve refeições veganas em seis pratos diferentes, enquanto educa os caçadores sobre o poder dos fitonutrientes em seus corpos e a a necessidade de compaixão pelo nosso ecossistema”, disse Shushana ao Plant Based News.

Shushana Castle e os livros de sua autoria: Meat Truth e Rethink Your Food | Foto: Deskgram

Shushana Castle e os livros de sua autoria: Meaty Truth e Rethink Your Food | Foto: Deskgram

“Ele também colocou toda a extensão de 900 acres (cerca de 3 mil e 500 km²) de sua fazenda, uma bela e exuberante propriedade, com vista de 360 graus para as montanhas da região, disponíveis para a conservação das espécies. Ele poderia ter feito uma fortuna desenvolvendo e arrendando a terra para agricultura em pequenas parcelas. Em vez disso, escolheu utilizá-la como abrigo e refúgio para a vida selvagem e seus ecossistemas”, disse a esposa orgulhosa.

“Ele ampliou um lago para quatro acres para receber os gansos e patos que migram do Canadá. Eles passam cerca de cinco meses no lago e têm seus filhotes ao redor dele. Castle diz que adora vê-los relaxar e aninhar-se no lago.” O ex-caçador criou também dezenas de pequenas lagoas de água doce para servir toda a vida selvagem que caminha pela terra”.

Respeito pelos animais

“Transformar a fazenda em uma reserva natural e abandonar a caça é o maior respeito que eu poderia demonstrar aos animais e isso é ótimo para o coração também”, acrescentou Jack Castle.

“Esse respeito se estende a toda a vida, especialmente aos animais criados em fazendas. Estamos todos diretamente conectados e esse relacionamento doentio está bem diante de nós. Hoje, a crise do desmatamento e do sofrimento dos animais nas fazendas de criação não pode ser ignorada”, declara ele.

“Eu sei que nem todo mundo tem a sorte de se casar com uma mulher que pode colocar sua cabeça no lugar, definir o que você deve comer e como a comida a base de vegetais é a melhor cura para qualquer mal, mas todos podem começar onde quer que estejam. Essa mudança nunca foi tão importante como agora”, conclui o ex-caçador.

Caçador que matou mais de 5 mil elefantes diz não estar arrependido e espera conseguir mais troféus

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

O caçador zimbabueano Ron Thomson foi identificado como um assassino voraz da vida selvagem em um novo relatório que revela como as populações de elefantes despencaram em cerca de dois terços.

Assim como milhares de elefantes, o caçador de 80 anos, conta em seu site que “também matou mais de 800 búfalos, cerca de 60 leões, até 40 leopardos, cerca de 50 hipopótamos e muitos mais”.

Pai de dois filhos, ele diz que passou a vida como guarda florestal em parques nacionais africanos, o caçador negou ter sido motivado por uma incontrolável sede de sangue e insistiu que ele mata os animais para “ajudar” as populações a sobreviverem.

Com impressionante frieza, Thomson defendeu-se com o argumento falacioso de que “se as espécies não fossem reduzidas, seu número crescente destruiria seus próprios habitats”.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

E o caçador foi mais longe ainda lançando acusações infundadas aos conservacionistas ocidentais, acusando-os de espalhar “mentiras fraudulentas” para extrair dinheiro do público.

Porém contra fatos não é argumentos: o número de elefantes caiu de cerca de 1,3 milhão na década de 1980 para cerca de 400 mil, de acordo com uma investigação da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu (CBTH).

The Great Elephant Census, um levantamento de alcance mundial realizado por uma ONG que atua em defesa da vida selvagem, finalizado em 2016, apontou 352.271 elefantes da savana africana em 18 países, 30% a menos que os números de sete anos atrás. Uma queda rápida e perigosa.

Thomson negou ser um caçador de troféus ou um assassino de animais, argumentando que seu trabalho era em prol de “uma grande redução populacional” e apesar de já não caçar regularmente, em função da idade, ele diz que pode fazê-lo se for convidado.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

“Eu fiz o suficiente na minha vida para satisfazer qualquer sede de sangue que as pessoas possam pensar que eu tenho. Não foi sede de sangue, foi o meu trabalho”, acredita o assassino impiedoso.

“Quando eu levanto um rifle para um animal, eu tenho que matá-lo absolutamente com um tiro”, disse ele ao The Independent.

O ato de tirar a vida de animal parece não incomodar em nada o caçador sanguinário, que alega não ter nenhum arrependimento ou dor na consciência pelo número surpreendente de animais mortos por ele: “Eu sou um ecologista universitário treinado – eu certamente tenho que saber algo sobre isso”, afirma ele como se tentasse convencer a si mesmo.

Segundo Tomsom, o fato do elefante africano estar comprovadamente a beira da extinção não passa de uma “mentira inventada por ONGs de direitos animais que pedem dinheiro”.

Foto: The independent/Reprodução

Foto: The independent/Reprodução

E para justificar sua matança descontrolada ele defende que está na verdade “contribuindo” garantir que a população não aumente além da capacidade de seu habitat. Teoria que os especialistas já derrubaram por meio de argumentos baseados em evidências populacionais: a natureza se auto-regula, sem necessidade de intervenção humana.

O CBTH descobriu que 1,7 milhão de troféus foram importados entre 2004 e 2014, entre esses 200 mil eram de espécies ameaçadas.

Os leões foram uma das espécies mais afetadas, sofrendo o maior aumento de vítimas na caça de troféus entre as principais espécies desde 2004.

Eduardo Gonçalves, fundador da campanha contra a caça, disse: “A caça ao troféu é uma prática cruel e repugnante que data dos tempos coloniais. O recente aumento na caça de elefantes mostra que essa indústria está fora de controle”.

“A população de elefantes africanos como um todo está em um declínio muito sério”, disse ele. “Há numerosos exemplos de desculpas usadas como ‘seleção de manejo’ como cobertura para a caça de troféus”.

“Caça e morte de animais podem criar mais conflitos e desequilíbrio entre humanos e animais selvagens. Se você remover um elefante maduro de um rebanho, os machos jovens frequentemente exibem um comportamento semelhante à delinquência juvenil entre os humanos. Isso causa mais conflito e perseguição. ”

Caçador pisoteado por elefante é comido por leões na África do Sul

Um caçador de rinocerontes foi pisoteado por um elefante e, em seguida, comido por um grupo de leões no Parque Nacional Kruger, na África do Sul.

Foto: BBC

O caso foi descoberto após outro caçadores avisarem à família do homem que ele havia morrido após ser pisoteado pelo elefante. Os familiares notificaram a guarda florestal que, após iniciar buscas, encontrou um crânio humano e um par de calças dois dias depois, na última quinta-feira (4).

“Entrar no Parque Nacional Kruger ilegalmente e a pé não é (uma decisão) inteligente”, afirmou um representante da direção do parque. “Há muitos perigos e esse incidente é prova disso”, completou. As informações são do portal UOL.

O parque tem sofrido com a presença de caçadores que matam rinocerontes para comercializar os chifres desses animais em países asiáticos, onde se acredita que esses itens tenham propriedades medicinais.

No último sábado (6), o maior chifre de rinoceronte dos últimos cinco anos foi apreendido por autoridades aeroportuárias de Hong Kong, na China. O chifre está avaliado em US$ 2,1 milhões (R$ 8,14 milhões).

Veado baleado foge de caçador e morre após ser resgatado em MG

Um veado ferido por arma de fogo que conseguiu fugir de um caçador foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em Montes Claro (MG) na manhã de sexta-feira (29). O animal estava escondido em um sítio no bairro Jardim Liberdade, nas proximidades do Parque Sapucaia. Apesar de ter sido socorrido, ele não sobreviveu.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Os bombeiros foram acionados pelo proprietário do sítio, que encontrou o animal. Ferimentos nas patas traseiras que aparentavam ter sido provocados por arma de fogo e marcas de mordidas nas orelhas, feitas por cães, levaram os militares a concluir que o veado estava sendo caçado e fugiu.

Uma rede foi usada para resgatar o veado. O tenente Diego Prates reforça a importância de acionar o Corpo de Bombeiros em uma situação como esta. As informações são do portal G1.

“Recomenda-se às pessoas que não tentem capturar, nem praticar maus-tratos aos animais silvestres. Elas devem acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros para a guarnição fazer a captura correta e entregar aos órgãos específicos”, disse.

Após realizar o resgate, os bombeiros acionaram a Polícia Militar de Meio Ambiente para que fosse iniciado um rastreamento ao responsável por atirar no veado, o que é considerado crime ambiental.

O animal silvestre foi encaminhado ao Ibama, que informou que ele não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de sexta-feira, por volta das 15 horas.

Caçador que matou leão adormecido e causou revolta na internet é identificado


Quem aparece nas imagens mirando no animal indefeso e disparando três tiros contra ele é Guy Gorney, 64, de Manhattan, Illinois (USA). Acredita-se que a caçada aconteceu no Zimbábue.

Em uma entrevista de 2015 a CBS , Gorney não demonstrou nenhum remorso por caçar elefantes, leões, leopardos, rinocerontes e búfalos (ele já havia assassinado 70 animais).

“Eu tenho dificuldade em entender, se você tem uma foto de alguém com um cervo, ninguém parece se importar. Mas se é um elefante, é um grande problema. Se é um leão – especialmente agora – é um problema enorme”, disse Gorney na época.

“Para mim, de qualquer forma, eu parei um coração batendo.”

Repercussão

A conta que compartilhou o vídeo é uma conta de defesa dos direitos dos animais do Reino Unido, de acordo com as informações na página.

“Sou um defensor da vida selvagem”, diz a biografia.

“Exponho abuso de animais e abusadores onde quer que estejam. Eu nunca deixarei de lutar por melhores direitos e bem-estar animal”.

As imagens causaram revolta na internet e o usuários da rede comentaram a publicação do @protect_wildlife e, posteriormente, do “@doglab

“Eu vivo para derramar água fervente nele enquanto ele dorme e vê-lo gritar em agonia – isso seria horrível de se ver”, escreveu um seguidor.

“Um leão adormecido, uau que grande homem”, ironizou um usuário.

“Isso não é caça, nem esporte … é assassinato”, escreveu a usuária @verdiKate

“Mesmo se estivesse acordado, o pobre animal não deveria ser morto!”, escreveu outro usuário.

“Deveria ficar cinco anos na cadeia. Grotesco”, sugeriu um usuário.

Pés de elefante e peles de urso polar estão entre troféus de caça importados para a Grã-Bretanha

Foto: The Telegraph/Divulgação

Foto: The Telegraph/Divulgação

Pés de elefante, peles de ursos polares e um tapete feito de um leão morto estão entre as partes de espécies ameaçadas de extinção enviadas à Grã-Bretanha como troféus em um único ano, segundo informações do Telegraph.

Um total de 86 partes de corpos de animais raros, muitas deles ameaçados de extinção, foram importadas pela Grã-Bretanha durante os anos de 2017 e 2018.

A análise do catálogo de controle mantido pelo órgão internacional que controla esses embarques revela que existe uma indústria próspera de caçadores de troféus com assassinos ansiosos por celebrar suas mortes com lembranças extravagantes.

De acordo com as regras internacionais, esses troféus só podem ser trazidos para o Reino Unido desde que não afetem a sobrevivência de qualquer espécie.

Embora a caça envolva atirar em espécies ameaçadas, muitos países permitem caçadas profissionais turísticas, muitas vezes deixando que animais mais velhos ou mais fracos sejam mortos. Os defensores da caça, afirmam que seu “esporte” ajuda na conservação das espécies e pode fornecer o turismo necessário para áreas pobres.

No entanto, defensores dos direitos animais condenam a prática. Mais de 150 deputados assinaram um Early Day Motion (EDM) pedindo ao secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, que proibisse a importação de troféus. Mais de 280 mil pessoas assinaram uma petição on-line pedindo à Defra que proíba a entrada de troféus de leão enviados para o Reino Unido.

As importações de troféus de caça já foram proibidas pela França, Austrália e Holanda. De acordo com arquivos mantidos pela Cites, a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que supervisiona o acordo assinado pelos governos em relação ao comércio e ao movimento de animais selvagens, 82 das espécies ou criaturas mais ameaçadas cujo futuro é incerto se o comércio não for cuidadosamente controlado para o Reino Unido de 2017 a 2018.

Chris Packham, ambientalista e apresentador de televisão, disse que os números relacionados aos troféus de caça o deixou “envergonhado de ser um conservacionista britânico”.

“O fato de que isso está acontecendo é como se fosse uma cuspida na cara da nação de amantes de animais que está despertando para o fato de que não há vida selvagem suficiente para ser desperdiçada e que matar animais selvagens por diversão é um negócio sujo”.

“Eu, como a maioria dos outros, gostaria de uma proibição imediata da importação de troféus para o Reino Unido. Esta sanção teve um impacto comprovado e rápido em outros locais”.

Joanna Lumley, a atriz e defensora dos direitos dos animais, disse:
“Eu sou contra qualquer tipo de caça, e acho que as pessoas que são colecionadores de troféus são péssimas”.

Zac Goldsmith, MP (membro do parlamento) de Richmond e defensor dos direitos animais que apresentou o EDM (projeto de lei), disse ao Telegraph: “A caça aos troféus envolve matar algumas das mais belas espécies de animais selvagens do planeta simplesmente por diversão”.

“Não é apenas prejudicial às próprias espécies em extinção, a evidência mostra que a importação dessas partes de animais também oferece cobertura para um comércio cruel”.

“De várias formas, isso prejudica as comunidades que dependem da vida selvagem para obter receita de turismo. Já é tempo de proibirmos a importação dos chamados “troféus” para o Reino Unido ”.

Um porta-voz do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais disse sob as regras da Cites que tais troféus só podem ser trazidos para o Reino Unido sob regras estritas.

No início deste ano, a ministra do Meio Ambiente, Therese Coffey, disse que estava planejando uma mesa redonda com organizações de todos os lados do debate em torno da caça aos troféus em um futuro próximo.

Caçador atira em leão adormecido e comemora ao vê-lo agonizando

Atualmente, restam menos de 20 mil leões no mundo, mas ainda assim eles são perseguidos e cruelmente mortos para servirem como “troféus” nas mãos de caçadores. Estes majestosos felinos podem ser extintos até 2050, de acordo com a African Wildlife Foundation.

A conta do Twitter @protect_wildlife postou o vídeo na última segunda-feira (18), sem nenhum detalhe de identificação sobre o atirador ou onde ocorreu o incidente. A única pista é a voz do guia chamando o homem pelo sobrenome: ‘Mr. Goney ‘ou’ Mr. Gooney’.

O caçador mirou no animal indefeso e disparou um tiro que o acordou. O leão se contorceu de dor e foi alvejado por mais dois tiros. E então o guia diz: “Ok, Ok, não faça mais nada”.

O homem apertou a mão do atirador e dizendo: “Aquele é um leão muito bom, , o Sr, (inaudível).”

“Um leão muito bom”, continuou ele enquanto sorria.

Em seguida, o guia cutucou o leão com o rifle e disse novamente: “Leão muito bonito”, parabenizando mais uma vez o caçador.

“Lindo”, diz o guia, enquanto o vídeo mostra um close do rosto do animal sem vida.

“Esse é um leão excepcional”

Repercussão

A conta que compartilhou o vídeo é uma conta de defesa dos direitos dos animais do Reino Unido, de acordo com as informações na página.

“Sou um defensor da vida selvagem”, diz a biografia.

“Exponho abuso de animais e abusadores onde quer que estejam. Eu nunca deixarei de lutar por melhores direitos e bem-estar animal”.

As imagens causaram revolta na internet e o usuários da rede comentaram a publicação do @protect_wildlife e, posteriormente, do “@doglab

“Eu vivo para derramar água fervente nele enquanto ele dorme e vê-lo gritar em agonia – isso seria horrível de se ver”, escreveu um seguidor.

“Um leão adormecido, uau que grande homem”, ironizou um usuário.

“Isso não é caça, nem esporte … é assassinato”, escreveu a usuária @verdiKate

“Mesmo se estivesse acordado, o pobre animal não deveria ser morto!”, escreveu outro usuário.

“Deveria ficar cinco anos na cadeia. Grotesco”, sugeriu um usuário.

Conservadores e autoridades do Reino Unido lutam para impedir a caça de troféus, mas pouco sucesso já foi obtido.

Em 2015, o então ministro do Meio Ambiente, Rory Stewart, declarou que seriam suspensas as importações de partes de grandes felinos até 2017.

No ano seguinte, Liz Truss, repetiu a promessa em uma carta.

“A menos que vejamos melhorias na forma como a caça acontece, julgados com base em critérios rígidos, baniremos as importações de troféus nos próximos dois anos”.

Até agora, nada mudou.

Aposentado britânico mata mais de 500 animais selvagens e entra para elite dos caçadores

Foto: profihunt

Foto: profihunt

Chapéu: Covardia

Título: Aposentado britânico mata mais de 500 animais selvagens e entra para elite dos caçadores

Olho: Malcom King, de 74 anos, começou a matar por diversão a partir de 2000 e desde então viaja pelo mundo atrás de suas “presas” dedicando-se especialmente a leões, rinocerontes e elefantes

Um pensionista britânico foi nomeado “matador de elite” após atirar e assassinar centenas de animais por diversão.

Malcolm King ganhou uma diversos de prêmios do Safari Club International (SCI), uma organização que promove a caça como “conservação”.

O pai de dois filhos, o aposentado de 74 anos tem sido caçador de troféus desde o ano 2000 e alcançou uma série de marcos como a morte de alguns dos “cinco maiores” da África, que incluem leões, elefantes, rinocerontes, búfalos e leopardos.

Um blog que detalhava suas “façanhas” em Camarões dizia que o caçador senior esta viajando há algum tempo em busca de alguns animais específicos das florestas tropicais.

Uma descrição do homem, que é diretor de agentes de gestão de propriedades nas Ilhas Virgens Britânicas, também está no site, e diz:

“Muitos caçadores de renome mundial podem sentir inveja de sua extensa coleção de troféus”.

“Ele ganhou alguns dos troféus mais difíceis e desejados da Ásia, Europa e América, e até da África”, dizia o site.

A publicação on line acrescenta que o Sr. King estava em Camarões para tentar concorrer ao prêmio Weatherby – um prêmio de caça de prestígio.

Foto: Optimum Hunting

Foto: Optimum Hunting

Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha de Proibição da Caça ao Troféu, disse ao Sunday Telegraph: “King está entre os caçadores da elite dos assassinos – muito poucos acumularam tantos prêmios dessa indústria obscena”.

“Se você somar o número mínimo de mortes necessárias para todos os seus prêmios, ele ultrapassará a mais de 500 animais”, diz Gonçalves.

“O Direito Internacional permite que os caçadores da vida selvagem escapem das acusações de assassinato”, lamenta ele.

Foto: Safari Club Online Record Book

Foto: Safari Club Online Record Book

Numa entrevista ao The Sunday Telegraph de seu escritório em Gloucestershire, o aposentado disse que não era um caçador de troféus.

Ele acrescentou que ele era apenas “um homem que gostava de caçar” e que já havia se aposentado, para King “não há diferença entre perseguir ou abater animais” e completou, “não há nada de errado nisso se for feito de maneira ética e legal”.