Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

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O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

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Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adotivos que foram abusados antes de term sido adotados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

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Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adotados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

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Empresa vegana irlandesa doa mais de 20 mil refeições para crianças necessitadas

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup vegana FIID, com sede na Irlanda (pronuncia-se “feed”) recentemente doou 20 mil refeições à base de vegetais para crianças necessitadas em todo o mundo.

A empresa fez uma parceria com a Mary’s Meals, organização de justiça alimentar, para criar um programa em que cada compra de produtos da Fiid resulta na doação de um almoço escolar rico em nutrientes para uma criança em um país em desenvolvimento.

“Temos muito orgulho em dizer que, com a ajuda de nossos clientes, amigos, familiares e apoiadores, podemos fornecer 20 mil refeições que terão um impacto duradouro nas crianças em algumas das regiões mais desafiadoras e necessitadas do mundo”, disse o fundador do Shane Ryan.

“Eu comecei a me esforçar me desafiando a ser uma pessoa melhor e a ter um impacto positivo no mundo, e estou muito contente que nossos clientes tenham participado com tanto entusiasmo para nos ajudar a tornar essa visão uma realidade.”

Lançado em dezembro de 2018, a Fiid produz tigelas com refeições para microondas – em sabores como o marroquino Chickpea Tagine, o italiano Sundried Tomato & Lentil Ragu e o Smoky Mexican Black Bean Chili – que agora são vendidos a um preço justo em toda a Irlanda.

A empresa expandiu-se para o Reino Unido através do mercado on-line Ocado e planeja doar agora 200 mil refeições para crianças necessitadas até o final de 2019.

*A Irlanda e o veganismo*

De acordo informações do jornal Irish Independent, publicadas em abril de 2019, 37% dos irlandeses considerariam uma transição para o veganismo por questões ambientais e éticas.

Além disso, sete em cada dez pessoas disseram que poderiam incorporar opções veganas em sua dieta semanal. A pesquisa realizada com centenas de pessoas na Irlanda é uma iniciativa da empresa Vitabiotics.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela empresa Deliveroo Ireland, a entrega de alimentos vegetarianos a domicílio cresceu 119% na Irlanda em comparação com 2017.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Já uma pesquisa de mercado da Kantar Worldpanel, aponta que um a cada cinco consumidores compra produtos vegetarianos na Irlanda. Além disso, desde 2016, o país tem registrado crescimento de vendas de 50% de alimentos vegetarianos.

O que também tem contribuído para uma mudança de hábitos por parte dos irlandeses, e especialmente em Dublin, é o trabalho desenvolvido pelo Vegan in Ireland.

O projeto tem promovido atividades, turnês, viagens e jantares mostrando como ser vegano não é nenhum sacrifício e, que além do benefício para os animais e para o planeta, pode ser muito saudável, divertido e prazeroso.

Outro ponto de mudança é que atualmente o governo da Irlanda está motivando a população a experimentar uma dieta vegetariana.

A iniciativa faz parte das novas diretrizes de saúde elaboradas e divulgadas pela Autoridade de Segurança Alimentar do país, que recomenda que as pessoas se abstenham do consumo de alimentos de origem animal por pelo menos alguns dias da semana.

O Guia de Apoio à Pirâmide Alimentar Saudável da Irlanda diz que ervilhas, feijões e lentilhas fornecem proteínas de boa qualidade e são uma alternativa de baixo teor de gordura, além de ricas em fibras, em comparação à carne.

O guia também indica o consumo de oleaginosas por serem ricas em fibras, gorduras boas e terem boas quantidades de proteínas.

Inglaterra vai sediar festival vegano para crianças em agosto

Por David Arioch

Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades (Foto: Getty)

Entre os dias 9 e 11 de agosto, Gloucestershire, na Inglaterra, vai sediar o Vegan Kids Festival, evento vegano para crianças que oferece comida vegana, jogos, brincadeiras, apresentações musicais, aulas de culinária e oficinas de criatividade.

Segundo a idealizadora Dana Burton, o evento é uma forma de estimular as crianças a continuarem fazendo escolhas mais compassivas. “Meu objetivo é criar um mundo mini-vegano por dois dias, onde todos que comparecerem possam estar cercados por pessoas que pensam da mesma maneira”, informa Dana.

Ela acrescenta que acontece das crianças se sentirem sozinhas ou isoladas em diversas circunstâncias na escola, por exemplo, por serem veganas. E um evento como o Vegan Kids Festival serve para mostrar que elas não estão sozinhas, embora ainda não sejam maioria.

“Meus filhos escolheram ser veganos junto com o resto da família. Sinto-me orgulhosa quando vejo a compaixão deles pelos animais, mas também fico triste quando são deixados de fora em alguma atividade na escola”, destaca Dana Burton.

Apesar disso, o Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades. “Esse evento é sobre as crianças; nossos agentes de mudança do futuro”, enfatiza.

Segundo pesquisa, 70% dos britânicos de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas

Por David Arioch

A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens (Foto: Getty)

Uma pesquisa conduzida pela empresa de produtos vegetarianos Linda McCartney Foods revelou que 70% dos britânicos na faixa etária de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas. A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens.

Entre os jovens que não consomem carne, 44% afirmaram que a principal motivação é ser “mais gentil com os animais”. Já 31% apontaram em primeiro lugar a preocupação com o meio ambiente, seguido por 19% que justificaram a abstenção como sendo uma questão de saúde.

A pesquisa também foi realizada com pais de alunos – 81% alegaram que não há opções vegetarianas saudáveis e saborosas o suficiente nas escolas. Além disso, 45% dos pais disseram não ver problema caso o filho queira se tornar vegetariano, desde que leve uma vida saudável.

Linda McCartney lança versão vegetariana da linguiça lincolnshire

A Linda McCartney Foods lançou no mês passado uma versão vegetariana da linguiça inglesa do tipo lincolnshire. A principal diferença é que o alimento é baseado em proteína de ervilha.

Com aroma de cebola e sálvia, o produto começou a ser comercializado hoje em embalagens com seis unidades nas lojas da Tesco no Reino Unido.

Na divulgação do lançamento do produto, a marca lembrou que a empreendedora, ativista e fotógrafa Linda McCartney fundou a empresa em 1991, com o intuito de estimular as pessoas a buscarem mais alternativas vegetais.

Segundo a FAO, 70% das crianças que trabalham atuam na pecuária, pesca, aquicultura e silvicultura

Por David Arioch

Para conscientizar sobre o assunto, a ONU lançou um vídeo na semana passada (Imagem: FAO/ONU)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou na semana passada que 70% das crianças que trabalham atuam na pecuária, pesca, aquicultura e silvicultura.

“Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012”, informa a FAO.

Para conscientizar sobre o assunto, a ONU lançou um vídeo na semana passada com crianças enviando mensagens sobre a realidade do trabalho infantil nessas áreas.

“Claramente, esse não é um problema fácil de superar, mas é também uma questão que precisamos abordar para proteger o bem-estar de milhões de crianças”, enfatiza.

A organização defende que as crianças devem ser livres para realizar plenamente seus direitos à educação, lazer e desenvolvimento saudável.

“Isso, por sua vez, fornece a base essencial para um desenvolvimento social e econômico mais amplo, para a erradicação da pobreza e para o alcance dos direitos humanos”, aponta.

O trabalho infantil é definido pela ONU como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.

Empresa criadora do Lego recebe pedido pra lançar brinquedo retratando a realidade dos animais em matadouros

Foto: PETA

Foto: PETA

O status de alienação em que vive nossa sociedade em relação ao sofrimento animal é o resultados de séculos de especismo, doutrina arraigada na mente da população como crença predominante.

A melhor maneira de quebrar esse círculo vicioso é educar e conscientizar as crianças, futuros herdeiros do planeta, sobre a crueldade de que são vítimas esses seres sencientes, indefesos perante a ganância e a irresponsabilidade humana.

Criar animais com a intenção de matá-los para consumir sua carne ou roubar o leite de seus filhos é um ato cruel. Essas vacas, bois, porcos, galinhas e demais animais explorados são mantidos sob condições terríveis, em compartimentos superlotados, insalubres, sem tratamento veterinário e privados de sua liberdade para atender aos interesses humanos.

Brinquedos lançados pela franquia Lego da Playmobil mostram fazendas com animais felizes, rotinas tranquilas e bucólicas em harmonia com fazendeiros e animais.

Na intenção de conscientizar os pequenos e corrigir esse engano ativistas veganos estão pedindo à gigante de brinquedos Playmobil que lance um brinquedo de matadouro realista para crianças.

De acordo com os defensores da ONG PETA, a empresa de brinquedos enganou os consumidores no passado, retratando animais felizes em seu conjunto de brinquedos “Grande Fazenda”.

A PETA diz que essas figuras felizes “deturpam a realidade da vida dos animais de criação, que sofrem com o sofrimento e a violência muitas vezes passando a vida presos e só se libertando com a morte”.

Sem resposta

A ONG tentou contato com a Playmobil no passado, pedindo para que a empresa removesse os animais felizes, mas ainda não recebeu resposta.

Como resultado, a PETA tem uma nova proposta para a marca: pedir para lançar um conjunto na franquia de sucesso Lego, “My First Abattoir'”, que “mostraria às crianças como as vacas e bois são realmente tratadas na indústria de laticínios e carne para consumo”.

Mentir para as crianças

“Como as vacas usadas pela indústria de laticínios são enviadas para a morte uma vez que não produzem mais leite suficiente para serem lucrativas para os fazendeiros, o brinquedo “My First Abattoir”, idealizado pela ONG, incluiria duas figuras de vacas que foram penduradas de cabeça para baixo e cortadas”, disse PETA em uma declaração enviada ao Plant Based News.

“E porque os bezerros machos são considerados inúteis para a indústria de laticínios, o conjunto mostra um bezerro jogado em um carrinho de mão para ser descartado”.

“Se a Playmobil vai oferecer brinquedos que representem negócios que exploram animais para alimentação, ela não deve, no mínimo, deturpar as condições em que esses seres vivem e morrem”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A PETA está pedindo à companhia que pare de mentir para as crianças sobre o horror e a crueldade por trás de cada copo de leite de vaca e de cada hambúrguer de carne bovina que eles consomem”.

O site Plant Based News entrou em contato com a Playmobil para comentar mas não obteve resposta.

A realidade dos matadouros

Com o objetivo de mostrar a realidade dos matadouros uma organização australiana que atua pelos direitos animais, a Aussie Farms, disponibiliza em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas em fazendas, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros.

O objetivo é mostrar que o sofrimento dos animais criados nesse sistema não se resume à exceções, fatos pontuais.

A iniciativa é resultado de um trabalho de oito anos do diretor-executivo da Aussie Farms, o cineasta Chris Delforce, que em 2018 lançou o documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Ao disponibilizar os arquivos envolvendo as fazendas industriais e os matadouros, a intenção da organização também é forçar as empresas a atuarem com transparência, já que a realidade da cadeia de produção de alimentos de origem animal normalmente está bem distante dos consumidores.

“Acreditamos na liberdade de informação como uma ferramenta poderosa na luta contra o abuso e a exploração de animais. Defendemos que os consumidores têm o direito de saber da existência, localização e operações desses negócios”, afirmou Delforce em um comunicado oficial da Aussie Farms.

Cadela vai a hospital visitar crianças com câncer no Rio de Janeiro

Uma cadelinha da raça golden retriever é a mais nova integrante da ala pediátrica do Inca (Instituto Nacional do Câncer) no Rio. Com apenas 10 meses de idade, Hope (que significa esperança em inglês) tem a tarefa de espalhar alegria, carinho e oferecer mais conforto aos pequenos pacientes que lutam contra diversos tipos de câncer.

Foto: Reprodução / UOL

Hope começou a frequentar o local há quatro semanas. Ainda em adaptação, a cadelinha visita os pequenos pacientes uma vez por semana durante uma hora, todas as sextas-feiras. A ideia é ampliar as visitas para dois dias na semana.

Com o colete que funciona como um jaleco hospitalar, crachá e coleira, a cadelinha e o adestrador André Luiz Moreira passam de quarto em quarto para brincar com os pacientes.

Durante a visita, as crianças fazem carinho, conversam e sorriem para a nova “médica” do hospital. Alguns já ficam ansiosos esperando o próximo dia de visita. Outros, choram quando Hope precisa ir embora.

Nos corredores do hospital, a cadelinha virou uma espécie de celebridade. Famílias e funcionários se revezam para tirar fotos com ela.

A diretora da unidade, localizada na praça da Cruz Vermelha, na região central da cidade, precisou reservar um horário na agenda para conhecer a nova ‘profissional’.

Com a Hope, a gente para de falar de doença, diz médica

Hope integra o primeiro projeto de terapia assistida por animais no INCA e as visitas dela tem como objetivo tornar o ambiente mais leve e aconchegante para os pacientes em tratamento.

O projeto foi idealizado pela médica oncologista Bianca Santana, que não recebe nenhum tipo de apoio do governo para colocá-lo em prática. Segundo ela, em menos de um mês, os resultados já superaram as expectativas.

“O clima ficou muito bom. Ficou mais leve. Quando ela vem a gente para de falar de doença, a gente passa a falar de cachorro”, diz Santana.

“No primeiro dia que ela veio com criança, ela não passou da porta de entrada. As crianças atacaram e ela ficou ali, deitou”, recorda a médica. “Você esquece um pouco que está no hospital. Parece que está mais perto de casa e esse é o objetivo, que as crianças se sintam mais em casa do que no hospital, porque elas passam mais tempo aqui e com a gente do que com as próprias famílias”, completa.

Foto: Reprodução / UOL

Para os funcionários do INCA já é possível observar os benefícios da presença da Hope nos pacientes.

“Em momentos delicados de medicação, de dor, só em falar na Hope já faz com que as crianças se distraiam e fiquem mais animadas. É impressionante”, disse uma enfermeira da pediatria.

Já a Chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica, Sima Ferman, diz acreditar no sucesso do projeto.

“Nossa linha toda de trabalho aqui é atenção integral à criança, então uma preocupação que nós temos ao longo dos anos não é só oferecer o tratamento oncológico, mas cuidar da criança no ponto emocional e social. Então várias atividades são feitas para melhorar a estadia da criança aqui, e fazer com que o tempo dela no hospital seja mais ameno. Hoje temos vários projetos neste sentido e a Hope veio coroar”, afirma.

Rotina inclui atenção especial com higiene

Nos dias de visita ao Inca, Hope toma banho e corta as unhas. Ela chega de carro ao hospital. Na unidade, passa por um processo de higienização das patinhas e escova os dentes.

Vacinas e medicações especiais fazem parte da vida de Hope com frequência. O custo é de cerca R$ 1.400 mensais que saem do bolso da própria médica, que conta ainda com a parceira do adestrador.

Apesar de tanta responsabilidade, Hope também tem momentos de lazer. Ela costuma brincar no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, na companhia de Moreira.

Para ele, o contato entre a cadelinha e os pacientes tem sido mais que positivo.

“Tem situações que você fica maravilhado, tem criança que olha e abre aquele sorrisão, fica completamente apaixonada. Os pais também ficam na aquela euforia, querem tirar foto com a cachorra e com o filho. Ela [a Hope] vem para tentar tirar um pouquinho de sofrimento. Todo mundo quer saber que dia ela vai voltar.”

Moreira recorda também com orgulho do primeiro dia de Hope no Inca.

“Ela deitou entre sete e oito crianças juntas mexendo nela, fazendo carinho. A gente faz um exercício que geralmente as pessoas falam ‘morto e vivo’, no caso dela é relaxa! Aí, ela dá aquela deitadinha de lado para receber o carinho.”

Lei garante animais em hospitais

Foi aprovada neste ano pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), em março deste ano, uma lei que permite a presença de animais domésticos em hospitais públicos e privados do Rio.

A lei é de autoria do vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos), também presidente da Comissão de Defesa dos Animais. De acordo com a ela, os animais podem permanecer nas unidades de saúde por período pré-determinado e sob condições prévias respeitando os critérios definidos pelos hospitais.

Fonte: UOL

Escola primária pretende criar e depois matar porcos para ensinar crianças sobre bem-estar animal

Foto: Farsley Farfield

Foto: Farsley Farfield

Uma escola de ensino fundamental na Inglaterra está enfrentando uma severa reação de revolta na internet devido ao seu plano para educar crianças sobre o bem-estar animal.

A estratégia da escola envolve criar alguns porcos filhotes, deixando os alunos cuidar dos animais, acariciá-los e se apegar a eles para depois matá-los como conslusão do experimento.

A Farsley Farfield Primary, em Leeds, no condado de Yorkshire, trouxe os porcos Gloucestershire Old Spots à sua fazenda, permitindo que os alunos, com a idade em torno de quatro anos, alimentassem e convivessem com os animais, apenas para depois de nove meses matá-los.

O diretor da escola Peter Harris, que surgiu com a ideia, escreveu sobre o plano em um post no blog do site da escola.

“Cuidando e convivendo com os porcos, as crianças aprenderão mais sobre a proveniência de seus alimentos e questões relacionadas ao bem-estar animal”, escreveu Harris.

“Os porcos não serão animais de estimação e só estarão conosco por 9 meses. Os animais terão uma vida duas vezes mais longas que a de raças comerciais modernas e terão uma vida verdadeiramente livre”.

“As crianças vão entrar nos locais onde os porcos ficarão, durante as aulas de agricultura e vida em fazendas, apenas se quiserem (e enquanto os porcos são pequenos). Elas vão poder alimentar os porcos e acariciar suas costas também.
Harris diz que isso vai ensinar aos alunos sobre a fonte de sua comida, acrescentando que é uma boa oportunidade para abrir um diálogo sobre a redução do consumo de carne.
“Acho que estamos aumentando a conscientização sobre o setor de carnes e algumas das questões em torno do bem-estar animal e da sustentabilidade”.

“Eu não acho que estamos dessensibilizando as crianças, na verdade eu sugeri essa experiência para que nossos filhos sejam mais conhecedores e sensíveis ao bem-estar animal do que a maioria de seus pares”.

Em 2017, a escola foi premiada como “Escola mais Saudável do Ano”, uma premiação que ocorre em nível nacional.

Farsley Farfield está agora enfrentando a reação de ativistas dos direitos animais estão usando as mídias sociais para chamar a atenção para esta questão absurda. Como é possível ensinar bem-estar animal matando animais?

Um ex-aluno da Farsley Farfiled, que é vegano, sob o nome de Ix Willow, iniciou uma petição da Change.org pedindo à escola que não mate os porcos.

“A escola tem planos de cuidar dos porcos – que eles planejam enviar para um matadouro – nos terrenos da instalação, e quando os porcos forem mortos, os pais dos alunos e a população local poderão comprar pedaços de seus cadáveres”, diz a petição.

“Eles são animais inteligentes e dóceis que podem viver por cerca de 12 anos ou mais.”

“As escolas têm o dever de cuidar das crianças, ensiná-las valores justos e proporcionar um ambiente seguro e feliz para elas”, diz o texto da petição.

“Ensinando às crianças que não há problema em explorar e matar animais é exatamente uma violação aberta destes valores, e isso também pode ser traumatizante para as crianças: o fato de conhecerem os animais e depois saber que vão morrer”.

A petição já recebeu mais de 2100 assinaturas de uma meta de 2.500.

Harris disse que está ciente da petição e “respeita as opiniões individuais das pessoas”.

É assustador que os educadores responsáveis pela formação de futuros cidadãos demonstrem tamanha ignorância em relação ao bem-estar animal.

Alguns meses correndo livres pela grama do quintal da escola antes de serem mortos, tomando como parâmetro a criação industrial de porcos em larga escala – onde eles são reproduzidos e criados em gaiolas mínimas, onde mal podem se mover, com expectativa de vida muito menor, apenas com base em lucro – não é uma comparação aceitável.

Porcos não são produtos para serem vendidos ou mortos para serem comidos. São seres sencientes, livres, inteligentes e amorosos que são violentamente feridos por humanos que tem em mente apenas lucrar com seus corpos.

As crianças merecerem conhecer a verdade e serem orientadas para aprenderem mediante suas experiências, os valor da compaixão, bondade e igualdade. Manipulações mentirosas só criam mais reféns de uma sociedade que perece atualmente sob os efeitos de sua irresponsabilidade enquanto o planeta extingue-se lentamente.

ONG promove programa de leitura para ressocializar cães abandonados

A Humane Society Of Missouri (HSMO), ONG com sede no Missouri, nos Estados Unidos, criou um programa de leitura para ressocializar cachorros abandonados. As histórias são lidas por voluntários com idades entre seis e 15 anos, cadastrados pelos responsáveis.

Cachorro resgatado pela ONG norte-americana (Foto: Humane Society Of Missouri)

Segundo os profissionais da entidade, a iniciativa é benéfica não só para os animais, mas também para as crianças e jovens que dela participam, já que ajuda a desenvolver a empatia e a compaixão, além de habilidades de leitura.

“O programa também faz com que essas crianças causem um impacto positivo no mundo, por estarem ajudando animais com necessidades”, afirmou Joellyn Klepacki, diretora de educação da HSMO. As informações são do portal Globo Rural.

Os cães, por sua vez, são encorajados a vencer a timidez e a ansiedade e se aproximar dos voluntários, o que os torna mais sociáveis. Essa melhora no comportamento do animal o ajuda a ser adotado, já que, segundo a ONG, os animais mais desinibidos são adotados mais rapidamente. Com isso, esses cães reduzem a média de permanência no local, o que é bom, já que, segundo a entidade, animais que ficam por muito tempo em abrigos têm mais chance de desenvolver problemas de saúde.

Porco que vive na fazenda da ONG (Foto: Humane Society Of Missouri)

Cerca de 2,4 mil voluntários inscritos no programa comparecem diariamente para contar histórias para os cães. Com isso, todos os cachorros que ficam nos andares de adoção já ouviram pelo menos uma leitura. Segundo a diretora, cerca de 10 mil animais são adotados por ano no abrigo. “Ao todo, os jovens voluntários já gastaram mais de três mil horas lendo para os animais”, disse.

Além do programa de leitura, a ONG, fundada em 1870, tem um centro de reabilitação para animais de fazenda, com 165 acres, chamado Longmeadow Rescue Ranch. A entidade está prestes a comemorar o 150º aniversário.

“Nós resgatamos, reabilitamos e buscamos um novo lar para animais de fazenda de todos os tipos, como cavalos, galinhas, patos, ovelhas, cabras, porcos, mini-cavalos, burros, lhamas, alpacas, entre outros”, conta Klepacki.

Bode foi resgatado pela entidade nos EUA (Foto: Humane Society Of Missouri)

Outro programa criado pela entidade é o Pet Pal, por meio do qual voluntários passeiam com os cachorros do abrigo. Há ainda, a iniciativa “pais adotivos”. Através dela, pessoas oferecem lares temporários para animais que estão doentes ou para filhotes. Para saber como educar e brincar adequada com os animais, a ONG oferece educação humanitária aos voluntários.

O abrigo é mantido com contribuições privadas de pessoas físicas, corporações e doações e nenhum imposto é destinado a ONG, que tem cerca de 250 funcionários e aproximadamente 900 voluntários.

Para adotar um animal, o interessado preenche um questionário e passa por uma entrevista, além de pagar uma taxa que é usada para cobrir parte do custo dos cuidados do animal adotado.

Dia Mundial da Infância e as crianças do reino animal

Foto: veganismopolitizado/Instagram

Foto: veganismopolitizado/Instagram

A UNICEF instituiu o dia 21 de março como o Dia Mundial da Infância. Hoje, celebramos o direito das crianças de brincar, correr, desenvolver a sua curiosidade, fazer amigos e se divertir.

Hoje dia 21 de março é comemorado o Dia mundial da Infância, a data foi instituída pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para Infância) com o objetivo de celebrar o direito de todas as crianças de brincar, correr, desenvolver a sua curiosidade, fazer amigos e se divertir.

E quanto as crianças do reino animal?

Ainda que somente em 2012 tenha sido cientificamente comprovada a senciência animal por documento assinado por mais de cientistas no mundo todo, ela sempre existiu.

Não se pode mais alegar desconhecimento desse fato, anunciado e corroborado por especialistas em diversas áreas do conhecimento e em nível mundial.

Foto: Oxford Dictionaries/Reprodução

Foto: Oxford Dictionaries/Reprodução

Todos em concordância plena de que os animais, sentem, amam, sofrem, percebem o mundo ao seu redor. Ou seja, não são produtos a disposição de nosso paladar e nossas vontades.

Se assim é, por que as crianças do reino animal não têm garantido o direito mais básico de todos, sem o qual os demais perdem o sentido de ser: o direito à vida?

Não são crianças também os bezerros que impedidos de mamar o leite de suas mães, são afastados delas assim que nascem, sem que as vacas possam muitas vezes sequer sentir o cheiro dos próprios filhos?

Foto: Independent.ie/Reprodução

Foto: Independent.ie/Reprodução

Quando são bezerros machos serão criados em cativeiros inóspitos para serem mortos por sua carne e caso sejam fêmeas o mesmo destino de suas mães as aguarda: uma vida com máquinas de sucção presas aos seus peitos enquanto padecem sobre as próprias pernas

Crianças são também os leitõezinhos que nascem em “caixas-maternidade” em espaços minúsculos, muitas vezes crescendo e passando a vida inteira fechados em gaiolas onde nada mais fazem que reproduzir (as porcas) e engordar esperando a morte (os porcos).

Foto: 123RF/Reprodução

Foto: 123RF/Reprodução

Ali dentro de sues cativeiros silenciosos, eles compreendem, sofrem, sentem e padecem.

A humanidade escolhe ignorar, mas isso não muda a realidade.

Crianças que nunca nascerão, pois os ovos de suas mães são vendidos para consumo humano, ou se nascerem e forem pintinhos, serão tragados e moídos em máquinas de assassinato em massa, após serem arrastados por uma esteira a caminho da morte.

Foto: wholesaler.alibaba.com

Foto: wholesaler.alibaba.com

Caso sejam futuras galinhas, estão condenadas a vidas sem qualquer liberdade, sem, ciscar a terra, comer minhocas, correr pelos campos ou dar pequenos voos rasantes.

Tudo que conhecerão da vida é uma gaiola limitada, de onde jamais sairão a não ser depois de mortas.

Esses são só alguns exemplos dos inúmeros que temos ao alcance de um clique e algumas teclas. Bebês golfinhos e orcas nascidos em cativeiro que jamais nadarão quilômetros no oceano como nasceram para fazer, crianças ursos, veados, pequenos leões e elefantes, caçados, perseguidos, órfãos muitas vezes, como se sua dor fosse menor perante a dor humana em perder os pais.

Foto: Animal Sake/Reprodução

Foto: Animal Sake/Reprodução

Tão inocentes como qualquer criança humana, tão necessitados dos pais, de amor, de cuidados e atenção como todo bebê humano, as crianças do reino animal amam e sofrem como as nossas a única diferença é que dispomos de suas vidas indefesas como bem entendemos. Tirando-lhes o brilho, o sabor, a beleza única da descoberta do mundo e de si mesmos.

Abaixo um vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Infância mostrando animais em momentos de descontração, se divertindo como só eles sabem fazer: