Vídeo viral flagra crueldade em suposto “treinamento” com cobra

Foto: Louis Ng Kok Kwang/Facebook

Foto: Louis Ng Kok Kwang/Facebook

Especialistas e ativistas pelos direitos animais de Cingapura incluindo o membro do parlamento, Louis Ng, expressaram horror e asco a um vídeo que se tornou viral mostrando crueldade explícita contra uma cobra.

O sr. Ng, que também é fundador e chefe executivo do grupo pelo bem-estar animal, Animal Concerns Research and Education Society (Acres, na sigla em inglês), compartilhou o vídeo em sua página pessoal no Facebook na segunda-feira última (11).

“Quando você assiste ao vídeo, sente náuseas é absurdamente cruel e o que é feito ao animal e completamente inaceitável”, disse Ng, representa o partido do distrito eleitoral de Nee Soon Group.

“O treinamento para lidar com cobras é importante, mas não deve, jamais, comprometer o bem-estar do animal.”

Ele observou também que a maioria dos usuários da rede que comentaram o vídeo postado por ele, concordaram com sua manifestação de repúdio ao ocorrido, incluindo aqueles que não gostavam de cobras.

“Algumas pessoas tem medo de cobras e mesmo assim condenavam o tratamento dado ao animal. E isso diz muito sobre esse ato covarde”, acrescentou ele.

De acordo com informações do jornal TodayNews, os manipuladores de serpentes mostrados no vídeo são funcionários da empresa de controle de pragas PestBusters. Ele foram contatados para comentar o assunto.

Respondendo ao questionamento feito pelo jornal, a entidade responsável pela empresa, a Autoridade Agroalimentar e Veterinária de Cingapura (AVA, na sigla em inglês) disse ja ter iniciado uma investigação sobre o assunto. Eles também emitiram e divulgaram um conjunto de diretrizes sobre o cuidado adequado com cobras para todas as agências de controle de pragas e gestão da vida selvagem em Cingapura.

“Cobras não podem ser prejudicadas por pessoas incapazes em lidar com elas, equipamentos apropriados devem ser usados para capturá-las em caso de necessidade”, disse a autoridade.

Pisar em um animal é totalmente inaceitável

O incidente flagrado no vídeo foi “definitivamente um caso de abuso”, disse o vice-presidente-executivo da ACRES (grupo de defesa de bem-estar animal), Kalaivanan Balakrishnan, que supervisiona todos os trabalhos de resgate de animais silvestres realizados pelo grupo em Cingapura, incluindo o resgate de cobras e outros répteis.

Classificando as ações do homem no vídeo como “abomináveis”, o Sr. Kalaivanan também observou vários pontos de preocupação.

“Primeiro, a cobra não foi manuseada corretamente. Eles foram extremamente cruéis na forma como lidaram com o animal, pisando nela e jogando-a daquele jeito. Jogar um animal é totalmente inaceitável ”, disse o vice-presidente dp grupo.

“As cobras são animais silvestres protegidos por lei, assim como pinguins e lontras. Eles deveriam receber o mesmo tipo de proteção e respeito” declara Kalaivanan.

O vice presidente da ACRES também disse que acredita que esta não seja a primeira vez que os manipuladores de serpentes tratavam o animal daquela maneira. Em sua opinião, a cobra havia sido usada para “treinamentos repetidos” com base nas conversas dos funcionários no vídeo, acrescentando que isso “causa fadiga e sofrimento” ao animal.

A grupo ACRES não usa animais vivos quando realiza programas de treinamento, no lugar deles são usados brinquedos ou imitações nos vídeos produzidos para educar a população, segundo informações de Kalaivanan, representante do grupo.

“Lidar com animais não se trata apenas de como pegá-los. É necessário ter compaixão, respeito e responsabilidade. Você precisa saber com que tipo de animal você está lidando”, acrescentou.

Especialistas em lidar em répteis declararam ao jornal TodayNews que o profissional mostrado no vídeo não soube se portar em relação ao animal.

“O que eles fizeram no vídeo, não está certo”, disse Shawn Seah, 27 anos, gerente de operações da Top Pest Control.

Ele conta que como sua empresa não executa programas de treinamento, contrata técnicos experientes que são treinados especificamente para isso e possuem as qualificações adequadas para lidar com animais como cobras.

Cuidados especiais para lidar com animais selvagens

Quando questionado sobre o que poderia ser feito para prevenir que esses casos de maus-tratos com animais se repitam, o Sr. Ng disse que estava “investigando o assunto seriamente”, uma vez que ele próprio reconheceu as limitações da legislação do país, a Wild Animals and Birds Act.

Ng disse que embora existam leis para proteger o bem-estar animal, elas só surtem efeito quando a crueldade já aconteceu: “Precisamos ser mais proativos e resolver o problema desde a raiz”, declarou ele.

O membro do parlamento acrescentou que ele vai propor emendas à lei, como licenças exigidas para empresas que lidam com animais silvestres como as cobras.
“A população está mais consciente e pede punições mais sérias para esses crimes”, de acordo com ele.

Segundo o sr, Ng o vídeo viral não foi a primeira denúncia contra empresas que manipulam indevidamente cobras e outros animais: “Às vezes, esses animais precisam ser removidos por segurança, mas isso tem que ser feito eticamente”, finalizou ele.

Criador de porcos é sentenciado a três anos de prisão por crueldade contra animais

Foto: Global News/Reprodução

Foto: Global News/Reprodução

Um proprietário de uma fazenda de criação de porcos foi condenado sexta feira última (15), pela acusação de crueldade contra animais na Cidade de Ulm na Alemanha. A sentença foi de 3 anos de prisão.

As condições de imundice e maus-tratos em que os animais viviam nos estábulos da propriedade do homem, em Merklingem, foram denunciados às autoridades por uma ONG de bem-estar animal que foi até o local e coletou provas em fotos e vídeos.

Centenas de porcos foram encontrados mortos ou tiveram que ser sacrificados, por orientação das autoridades veterinárias, em função da gravidade dos ferimentos que apresentavam, isso tudo serviu de base para a decisão no julgamento. O juiz classificou o local como “um inferno animal em massa”.

No geral, foram encontrados nos estábulos mais de 1.600 porcos. Dois dos animais que já foram encontrados mortos tinham ferimentos correspondentes a marretadas na cabeça e 56 aguardavam o mesmo destino. Esse método é empregado pelos criadores por ser “mais barato” que gastar com munição e armas.

Ativistas pelos direitos animais chamaram o veredito de histórico. “Pela primeira vez, um detentor de animais em nível industrial foi condenado na Alemanha por crueldade e sentenciado com a prisão”, disse o fundador e presidente da Associação de Soko Tierschutz, Friedrich Mülln.

“Finalmente, um juiz ousou quebrar um tabu em relação às más práticas utilizadas pela indústria de criação de animais, e puniu com cadeia o crime, criando um precedente importante.”

As condições no estábulo da fazenda de criação de animais foram reveladas em 2016 pela Associação de Ativistas que filmou o local. O proprietário os processou por invasão de território, porém após o pagamento de uma multa de 100 euros o processo foi encerrado.

Os estábulos foram fechados. Os produtos comercializados pelo criador estavam anteriormente nos mercados da UE (União Europeia) com uma variedade de rótulos, por exemplo, com “qualidade made in Baden-Württemberg”, ou “produzidos com bem-estar animal”.

Zoo abusa de leões e permite que visitantes tirem fotos dentro da jaula

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Embora a realidade cruel dos zoos já tenha sido revelada, algumas pessoas parecem não se importar com isso e continuam financiando o sofrimento de animais selvagens.

O Taigan Safari Park é um triste exemplo disso, assim como o zoológico de Lujan, na Argentina, onde, aparentemente dopados, os grandes felinos servem para satisfazer o ego humano e enriquecer os proprietários destas instalações.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

A experiência de “caminhar com os leões” no Taigan está disponível para aqueles que pagam um valor mais alto pela “atração especial”.

A decisão do zoológico em permitir esse tipo de interação gerou polêmica – especialmente desde julho do ano passado após o incidente com uma visitante enquanto posava para fotografias com um dos felinos. O animal estressado e coagido segurou e arrastou a mulher pelo recinto.

Especialistas estão pedindo ao zoológico para acabar a prática cruel e perigosa de uma vez por todas.

“Os casos em que grandes felinos prejudicam ou até matam turistas são trágicos”, disse Thomas Pietsch, especialista em vida selvagem da Four Paws International”.

“A pior parte é que esses incidentes são completamente evitáveis. Grandes felinos como leões e tigres nunca devem ser usados como atrações turísticas, particularmente em atividades onde você pode acariciar alimentar, nadar ou brincar com eles”.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Ganância humana

Esta autorização não é a primeira a causar polêmica por suas intenções.

O zoológico de Dartmoor, na Inglaterra, oferece aos visitantes uma disputa de cabo de guerra com tigres e leões. Por 15 libras esterlinas (cerca de 72 reais), equipes de quatro pessoas, incluindo crianças com oito anos, seguram uma corda com umas das extremidades amarrada a uma fatia de carne, que um dos felinos tenta manter dentro de suas mandíbulas.

Sue Dally, que criou uma petição no site 38 Degrees disse: “Parece que estamos andando para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro”.

Indústria de peles declara guerra contra ativistas pelos direitos animais

Foto: Pixabay

 

Investigações já revelaram os horrores das fazendas de peles. Por dinheiro, martas, guaxinis, raposas, coelhos, entre outros animais são torturados e têm suas peles cruelmenente arrancadas – ainda vivos muitas das vezes – para servirem ao mercado da moda.

Indústria e ativistas

Em 2009, um vídeo legendado como “Um olhar chocante nas fazendas chinesas de peles” se tornou viral quando mostrou em detalhes um guaxinim sendo esfolado vivo por sua pele.

As imagens causaram repulsa pública generalizada e despertou o mundo para a verdade por trás dos casacos de peles e outros produtos.

Reconhecendo toda a crueldade, grifes famosas como Gucci, Chanel, Hugo Boss, Armani, Michael Kors e Versace deixaram de usar o material em suas coleções. Desde então, o mercado global de peles vê seus lucros despencando drasticamente.

Legisladores também usaram as imagens para implementar proibições de pele em várias regiões.

Na tentativa desesperada de enfraquecer e manchar o movimento abolicionista animal, a Federação Internacional de Pele contratou investigadores que acusam covardemente o grupo ativista de subornar os homens que aparecem no vídeo.

Outro ataque

Essa não é a primeira vez que a indústria animal, desesperada por seu declínio, ataca ativistas de suborno.

Recentemente, pecuaristas acusaram um grupo de defesa dos direitos animais de pagarem um funcionário de um vavio exportador de bois vivos para forjar cenas de maus-tratos dentro da embarcação.

Nas imagens, os animais amontoados em pequenos e minúsculos cervado estavam cobertos por fezes e urina. Alguns deles agonizavam caídos no chão do navio por não conseguirem respirar pela superlotação e sujeira.

Infelizmente, essa é a relidade já comprovada sobre o transporte de cargas vivas.

PETA protesta contra grife canadense pelo uso de peles de coiotes em casacos

Foto: PETA

Despidos e ‘ensanguentados’, os membros da PETA encenaram a realidade por trás dos famosos casacos da grife.

Um dos manifestantes tinha uma armadilha de aço presa em sua perna, o que acontece durante a caça de coiotes. Além disso, eles seguravam cartazes que diziam: “Canada Goose mata”.

Crueldade

“Coiotes presos sofrem uma morte prolongada e dolorosa, tudo para que o pele possa ser arrancada e vendida como acabamento para os casacos cruelmente produzidos pelo Canada Goose“, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado. As informações são da Plant Based News.

Coiotes pegos em armadilhas de esmagamento de ossos sofrem lesões horríveis e definham por dias antes de morrerem de desidratação, fome ou perda de sangue”, acrescentou a organização.

“Alguns estão tão desesperados para fugir que tentam mastigar seus próprios membros”.

Além de usar peles de coiotes a Canada Goose também é conhecida pela crueldade com aves. Penas de gansos são usadas para confeccionar roupas da grife. Os animais passam suas vidas em galpões lotados e imundos e depois são brutalmente assassinados.

“Gansos são gentis e leais e companheiros para a vida, mas não há ‘felizes para sempre’ no matadouro. Em vez disso, eles estão vivos e aterrororizados quando são atordoados, algemados e suas gargantas são cortadas”, diz a PETA.

Conscientização

O cineasta vegano Jack Harries pediu às pessoas que boicotem a controversa empresa canadense, descrevendo seus casacos de peles como cruéis.

Foto: Born Free Foundation

Ele uniu forças com PETA para conscientizar sobre como esses materiais são obtidos – e como os animais sofrem no processo.

Em um vídeo criado com a organização, ele diz: “Quando o tempo enfria, todos nós queremos ficar aconchegados e quentes. No entanto, não há nada mais frio do que usar peles de animais que foram violentamente presos, mortos e esfolados. Eu sou boicotando o Canada Goose, e eu espero que você também”.

Homem arrasta tubarão amarrado pela barbatana em lancha e é preso por apenas dez dias

O vídeo chocante, postado no Facebook, mostrou Wenzel atirando na cabeça de um tubarão com uma arma e foi possível ouvir homens rindo ao verem o animal sangrar.

Segundo um especialista em tubarões, o animal já estava morto no momento em que foi arrastado.

Durante o julgamento, Wenzel sorria quando foi perguntado se ele estava sob a influência de drogas ou álcool no momento da pesca.

“Há algo engraçado nisso?” perguntou o juiz do Circuito de Hillsborough, Mark Wolfe.

“Não, senhor”, respondeu ele.

Robert Benac também é acusado no caso e aguarda julgamento. As acusações foram retiradas contra um terceiro homem – Spencer Heintz – preso após o vídeo ser divulgado em 2017. As informações são do Daily Mail.

Wenzel recebeu uma punição de apenas 10 dias de prisão, 11 meses de liberdade condicional e também deverá cumprir 100 horas de serviço comunitário. Os promotores pediram metade dessas horas sejam cumpridas em um abrigo de animais. Sua licença de pesca de água salgada foi revogada por cinco anos.

“Esta é uma criança privilegiada”, disse Marie Galbraith, membro do Florida Voices for Animals.

“Essa punição é muito leve”.

Fantasia carnavalesca com quatro mil penas de faisão é um retrato ordinário da falta de empatia

Destaque da Império disse que o “look” custou o preço de um carro popular (Foto: Celso Tavares/G1)

Ontem, em comemoração aos 124 anos do cinema, a Império da Casa Verde decidiu homenagear algumas produções da Disney no sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Bem antes do início do desfile, a destaque de carro Magda Moraes já havia exibido a sua fantasia de Malévola, com quatro mil penas de faisão, e fez questão de dizer, segundo o G1, que o “look” custou o preço de um carro popular.

Embora já existam alternativas sintéticas, há quem prefira, por uma “questão de luxo”, “diferenciação” ou “status”, continuar insistindo no uso de penas verdadeiras, o que estimula a criação e exploração de faisões e outras aves em cativeiro com a finalidade de submetê-las a um doloroso processo de depenagem.

No ano passado, a madrinha da Unidos de Vila Maria, Ana Beatriz Godoi, exibiu uma fantasia com 3,8 mil penas de faisão e declarou orgulhosamente que custou o valor de dois carros. Depois de receber muitas críticas, este ano ela optou por não usar penas, mas sim cristais. Isso é positivo.

Sem dúvida, em relação ao uso de penas verdadeiras no carnaval, um válido exercício de ponderação e empatia é imaginar como seria se alguém arrancasse os nossos cabelos. Não seria agradável, não é mesmo? Agora considere uma estimativa de que em anos anteriores os carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo chegavam a usar até 19 toneladas de penas verdadeiras.

Será que anualmente quantos animais foram submetidos a um sofrimento desnecessário por causa do capricho humano? Muitos, mas a verdade é que não precisamos de números para entender que o uso de penas é injustificável. Afinal, os animais não devem ser sacrificados pelas predileções carnavalescas de ninguém.

Homem arrasta cão com violência e o abandona na rua na Argentina

Um homem foi flagrado arrastando um cachorro com violência na Argentina. Segurando o animal pela coleira, ele o arrastava de modo que o cão mal conseguia colocar as patas no chão. A situação revoltou uma mulher que passava pelo local e que decidiu intervir.

(Foto: Reprodução / Twitter)

“Como você leva o cachorro assim? Não faça isso”, disse a testemunha que, enquanto tentava impedir a crueldade cometida contra o cão, filmava a ação do homem para ter provas dos maus-tratos. As informações são do portal Eu Amo os Animais.

Após muita insistência da mulher, o agressor respondeu: “você quer que eu o deixe aqui? Eu vou deixar para você”. Ele, então, tirou a coleira do animal e o abandonou. Fiel ao tutor, o cachorro, que cambaleava, tentou segui-lo, mas foi impedido por pessoas que estavam no local.

Preocupada com a possibilidade do homem fugir sem pagar pelo crime que cometeu, a mulher pediu ajuda das pessoas, que seguraram o tutor do cachorro e acionaram a polícia. Ao chegar no local, os policiais aplicaram a lei para punir o abuso cometido pelo homem.

As imagens dos maus-tratos foram divulgadas em rede social pelo marido da testemunha. “Isso aconteceu em San Juan e San Martin. Minha esposa gravou o fato e interviu, outro vizinho também fez”, escreveu Gabriel Alegre no Twitter. O vídeo viralizou na internet e revoltou internautas.

O cachorro foi resgatado e levado para a casa de um protetor de animais, que o disponibilizou para adoção.

https://platform.twitter.com/widgets.js

Mico preso em Recife, realidade dos zoológicos

Debate sobre animais ameaçados de extinção expõe crueldade em zoológicos

No Brasil 1173 espécies de animais estão em risco de extinção, segundo o ICMBio. O fato gerou discussões sobre a existência de zoológicos e aquários. Hoje, 75 mil animais estão encarcerados em 108 instituições deste tipo, sendo tratados como atração para cerca de 20 milhões de pessoas.

O aprisionamento e a exposição causa diversos danos à saúde destes animais. Segundo a bióloga Marcela Godoy, pesquisadora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), isso pode “desenvolver desde infecções e alergias decorrentes de estresse e alimentação inadequada até atrofia muscular, causada pela limitação de movimento, além de diversos tipos de neuroses de cativeiro, inclusive depressão”.

Mico preso em zoológico de Recife

Mico aprisionado em Zoológico de Recife

A exploração de animais para o entretenimento “é acima de tudo perverso manter sob cárcere animais selvagens em zoológicos ou aquários. Fica evidente o padecimento devido à privação da liberdade ”, como defende Adriana Pierin, fundadora do Move Institute.

Ainda mais triste é saber que o aprisionamento de animais para o entretenimento acontece há 6,5 mil anos, desde a Mesopotâmia. Imperadores e monarcas também encarceravam animais como se fossem objetos em coleções particulares. No século 16 a crueldade se estendeu ao público.

Hoje, 2% dos animais presos em zoológicos ainda são vítimas de sequestros. A maior parcela vem de resgates feitos pelo IBAMA, porém com finais tristes de aprisionamento sob a justificativa de não poderem voltar para a natureza.

Tal fato escancara a falta de políticas públicas para reinserir estes animais, “mesmo aqueles que não podem ser devolvidos poderiam ir para locais com melhores condições do que as verificadas em zoológicos ou aquários, cuja única função é suprir a curiosidade humana”, avalia Vânia Nunes, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

A falta de políticas públicas atinge os santuários pela falta de legislação que os envolva, possibilitando aos animais sem condições de retorno para a natureza sejam recebidos em ambiente adequado e sem servirem de entretenimento.

Carnaval: aves são torturadas para extração de penas para fantasias

As penas de origem animal utilizadas em fantasias por escolas de samba no carnaval encantam quem assiste o desfile, mas escondem uma realidade extremamente cruel. Por trás da beleza das penas está o sofrimento de inúmeras aves, que são exploradas e torturadas durante a vida toda.

Foto: AGNews

Apesar dos direitos animais estarem, atualmente, sendo difundidos em todo o mundo, as escolas de samba ainda não abriram mão das penas advindas de animais, usadas nas fantasias das rainhas e madrinhas de bateria. A intenção das escolas é passar uma imagem de luxo e glamour. O recado dado, no entanto, é outro: de descaso com a dor dos animais.

Para a extração das penas é utilizado um método conhecido como “zíper”. Através dele, as aves são levantadas pelo pescoço e têm suas penas arrancadas, o que lhes causa intensa dor. Além do sofrimento do momento da extração, a retirada das penas deixa esses animais expostos ao sol e a infecções graves. Fraturas também fazem parte do processo. Isso porque, em desespero, as aves se debatem tentando se livrar da dor que sentem ao terem as penas retiradas e, às vezes, acabam feridas. As informações são do Diário de Biologia.

Foto: Wales News Service

O faisão e o avestruz são espécies comumente exploradas e torturadas pela indústria de penas. No caso do avestruz, o sofrimento se estende por décadas – já que esse animal vive cerca de 40 anos. Mantidas em confinamento, as aves começam a ser submetidas à extração das penas com apenas 10 semanas de idade. O processo se repete em intervalos de quatro a seis semanas, até que elas estejam completamente exaustas. Quando já não servem mais, elas encontram dois destinos: serem imediatamente mortas ou começarem a viver um novo sofrimento, com alimentação forçada várias vezes ao dia para que, depois, sejam mortas para fabricação de foie gras.

De acordo com a indústria, a retirada das penas é feita com o animal vivo porque isso garante melhor qualidade ao produto e torna o processo mais econômico, uma vez que as aves poderão ser depenadas repetidas vezes antes de serem mortas.

Foto: Reprodução / Diário de Biologia

Apesar do intenso sofrimento que esses animais vivenciam, se as escolas de samba não têm interesse em parar de financiar tal prática, a indústria produtora de penas menos ainda. Isso porque o procedimento é altamente lucrativo: uma única pena de faisão, por exemplo, pode custar R$ 100.

Os maiores produtos de acessórios feitos a partir de penas são a Hungria, a China – que produz 80% das penas usadas no mundo inteiro – e a Polônia. As três depenam as aves vivas.

Foto: Reprodução / Diário de Biologia