Justiça determina que granjas divulguem a cruel realidade da criação de galinhas

Empresas e governos escondem ou camuflam a cruel realidade por trás da produção de ovos. Para os consumidores em geral, a criação de galinhas poedeiras é natural e comum, sem sofrimento ou tortura.

Grande parte da população não sabe, ou finge desconhecer que estes animais são confinados em gaiolas minúsculas, lotadas e imundas e têm a ponta de bicos cortadas logo ao nasceram para serem explorados durante toda a vida ‘útil’ e após isso são mortas friamente sem jamais terem conhecido a liberdade.

A Animal Legal Defense Fund entrou com uma ação contra a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), em 2012 para obrigar a agência a produzir relatórios de inspeção de fazendas produtoras de ovos sem censurar informações importantes sobre as condições de vida dos animais.

No dia 23 de janeiro deste ano, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia ordenou que a FDA divulgasse ao público informações importantes sobre as granjas.

“Durante anos, o governo tentou esconder essa informação sobre as práticas cruéis da indústria de ovos, para proteger a pecuária industrial do conhecimento e das críticas do público”, disse o diretor-executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells.

“A transparência é necessária para a prestação de contas e proteção aos animais e é exigida por lei”.

Em 2011, o grupo de de defesa dos direitos animais já havia solicitado informações relacionadas a população total de galinhas e a densidade populacional em várias fazendas do Texas mas a FDA se recusou a torná-las públicas a pedido dos produtores.

A crueldade e os riscos da produção de ovos

A grade quantidade de galinhas confinadas nestas gaiolas têm uma influência direta na saúde dos animais e na segurança alimentar. As condições insalubres estão associadas a doenças como Salmonella e gripe aviária.

Em 2013, um magistrado ordenou que o FDA divulgasse informações ao Fundo de Defesa Legal Animal sobre o número de aves por gaiola, mas o tribunal negou o pedido.

Em 2016, o Tribunal de Apelações do Nono Circuito emitiu um parecer decidindo que o Animal Legal Defense Fund tinha direito a um julgamento para determinar se as informações deveriam ser retida. O Julgamento foi realizado em 2018, resultando na exigência de que a FDA divulgue o número total de galinheiros, o número total de andares, o total de fileiras de gaiolas, entre outros dados, dentro de 30 dias para as fazendas em questão.

 

Pecuarista se passa por ativista dos direitos animais na Austrália

Acervo: Kopihihau/Getty Images

Na Austrália, um pecuarista tem se passado por ativistas dos direitos animais no estado de Victoria. Segundo o The Weekly Times, o homem começou a se infiltrar em grupos virtuais de direitos animais há quatro anos. Além de um falso perfil vegano no Facebook, e de integrar grupos privados e acompanhar discussões online, ele também participa de protestos e reuniões com ativistas dos direitos animais.

O pecuarista disse que decidiu se infiltrar porque “nunca se sabe quando os ativistas chegarão até ele”. Também destacou que nos últimos cinco meses tem informado à polícia sobre algumas ações planejadas por ativistas. “Estou decepcionado com as autoridades porque elas não fizeram o suficiente, então tivemos de chegar a esse ponto”, alegou.

Apesar das queixas do infiltrado, os protestos de ativistas dos direitos animais na Austrália costumam ser pacíficos, e não é nenhuma novidade que o crescimento do ativismo a favor dos animais na Austrália é uma consequência do crescimento do veganismo.

No mês passado, a organização de direitos animais Aussie Farms disponibilizou em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas na Austrália, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros em todo o país. O objetivo é mostrar a realidade da exploração de animais para consumo.

homem e vaca

Nova iniciativa ajuda pessoas a encontrarem advogados especialistas em direitos animais

Criado pela organização Attorneys for Animals, o Animal Friendly Attorneys Program oferece uma lista de advogados que demonstram um compromisso com os direitos animais em suas vidas pessoais e profissionais.

homem e vaca

Foto: Farm Sanctuary

Alguns dos advogados são veganos ou vegetarianos, o que é indicado por uma folhinha verde ao lado do nome, mas todos prometeram administrar sua prática de uma forma que beneficie os animais. Eles também prometeram seguir e aprofundar a missão da Attorneys for Animals que afirma que “os animais têm um propósito próprio e inerente”.

Beatrice M. Friedlander, presidente da Attorneys for Animals, segue uma dieta sem carne desde 1988 e é vegana desde 2000. Ela falou sobre o novo programa e explicou que ele foi projetado para “clientes preocupados com animais” e poderia ser o primeiro programa do tipo a existir.

Segundo Friedlander, a Attorneys for Animals inspirou-se na morte do leão Cecil, um evento trágico que provocou indignação em todo o mundo. O assassino responsável foi identificado como um dentista de área de Minneapolis, no estado de Minnesota, EUA. Ela lembrou que um membro da organização começou a imaginar como se sentiria se descobrisse que seu próprio dentista havia “cometido um ato tão contrário às suas próprias crenças sendo indiretamente patrocinado por ela”.

Eles então começaram a considerar como as crenças e valores pessoais de um advogado interagem com suas práticas e em como os clientes poderiam usar seu dinheiro para encorajar seus próprios valores.

Os clientes podem acessar e contratar profissionais da lista, independentemente do tipo de serviço que precisarem, as questões jurídicas não precisam envolver animais ou leis relacionadas a animais. Na verdade, os advogados da recém-anunciada lista trabalham em 13 áreas de atuação, incluindo litígios civis, processos criminais, planejamento imobiliário, direito familiar, imigração e direito animal.

Advogados pelos interesses dos animais

O conceito de advogados para animais nasceu no início dos anos 1990, quando a advogada Wanda Nash publicou um anúncio no Michigan Bar Journal buscando “advogados interessados ​​em leis animais”. Cerca de 20 pessoas responderam, incluindo Friedlander, e a Attorneys for Animals foi criada.

“A Attorneys for Animals preencheu essa lacuna para muitos de nós durante um período em que a lei animal era relativamente desconhecida”, acrescentou Friedlander.

Os membros fundadores tinham duas metas principais; a primeira foi formar uma seção de legislação animal em todo o estado no jornal Michigan Bar para aumentar a visibilidade do direito animal. A segunda era coletar e publicar todas as leis relacionadas a animais em Michigan em um só lugar para informar e educar a população, explicou Friedlander. Ambas já foram alcançadas, mas as metas “continuam sendo importantes e relevantes”.

O papel da Attorneys for Animals cresceu bastante desde a sua criação nos anos 90. A organização agora ajuda os legisladores que procuram criar projetos de lei relacionados ao bem-estar animal e oferece uma perspectiva dos direitos animais para a mídia quando necessário.

Aumento do interesse público no bem-estar animal

A Attorneys for Animals também ajuda o público, que, segundo Friedlander, é “sedento por informação” quando se trata de direito animal.

O conselho da organização chegou a tomar uma “decisão estratégica” para incluir defensores de animais que não fossem advogados em sua organização, criando uma categoria de defensores leigos na organização. Programas educacionais são oferecidos aos membros e há alguns anos a Attorney for Animals elegeu seu primeiro membro leigo para o conselho. A organização agora tem um número praticamente igual de advogados/estudantes de direito e defensores leigos. No ano passado, houve uma maior adesão entre defensores leigos do que entre advogados.

Cada vez mais pessoas estão se preocupando com o bem-estar dos animais e com as leis que lhes dizem respeito. Em Nova York, EUA, a Farm Sanctuary está ajudando a promover leis e políticas que apoiam o bem-estar de todos os animais. Como a Attorneys for Animals, a Farm Sanctuary se concentra na educação do público, lançando seu programa educativo “Cultivating Compassion” em algumas cidades norte-americanas, incluindo Nova York, Nova Jersey e Los Angeles.

Em 2019, a Attorneys for Animals continuará seu trabalho na legislação e na educação, realizando mais eventos, nos quais são servidas apenas refeições veganas, e aumentando a visibilidade da causa. Em março, a organização irá realizar um workshop ensinando a maneira mais eficaz de se comunicar com oficiais do governo sobre questões relacionadas a animais.

cantor moby

Cantor vegano Moby lançará livro de memórias e doará todo o lucro obtido para salvar animais

O músico e ativista vegano, Moby, anunciou o lançamento de seu livro de memórias chamada “Then It Fell Apart”. O livro será lançado em maio – exatamente 20 anos após a estréia de seu álbum mais famoso, “Play”. Todo o lucro obtido com a venda dos livros irá ajudar organizações defensoras dos direitos animais.

cantor moby

Foto: Instagram | Reprodução

“É bastante sombrio”, explicou Moby no Instagram. “Tanto que meu editor me perguntou: ‘Você tem certeza de que quer incluir todas essas coisas?’”

Publicado pela editora Faber Books, com sede no Reino Unido, o livro inclui participações de colegas músicos como David Bowie, Eminem e Lou Reed. Também inclui passagens sobre o presidente Donald Trump e o cineasta David Lynch.

Em junho do ano passado, Moby anunciou sua aposentadoria da turnê para se dedicar à política e ao ativismo pelos direitos animais. Desde então, ele pôs à venda sua propriedade de 1,3 milhão de dólares, e todo o dinheiro será enviado para instituições de caridade.

Moby também abriu uma loja online onde exibiu seu equipamento musical e sua coleção pessoal de discos para levantar fundos em apoio ao grupo de médicos veganos Physicians Committee for Responsible Medicine.

“Then It Fell Apart” será o segundo livro de memórias de Moby, publicado após “Porcelain”, que foi lançado em maio de 2016.

Candidato à presidência

Vegano e ativista pelos direitos  animais há 31 anos, Moby anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos neste mês. Ele aproveitou a publicação para criticar os antigos e o atual presidente do país, além de pedir que os eleitores tenham consciência na hora do voto.

“Sou completamente desqualificado (mas isso não impediu Trump ou George W. Bush)”, escreveu em seu texto no Instagram. Ele também afirmou que não fará campanha eleitoral ou arrecadará fundos.

Moby pediu que os eleitores se atentem aos problemas que devem ser discutidos nos próximos governos. Ele citou os subsídios governamentais às indústrias que “envenenam as pessoas”, como a do tabaco, da pecuária e a produção de óleo.

O músico utilizou a plataforma para pedir que seus fãs escolham um candidato que não seja ele, mas alguém que esteja mais preparado que Trump. “Eu concorrerei ao cargo de presidente desde que não precise fazer campanha e que ninguém vote em mim”, afirmou.

Ele encerrou o texto exaltando que cada voto de seus fãs são válidos. “Por favor, não desperdice seu voto em uma celebridade ou em candidatos de terceiros”, pediu.

Cavalos são forçados a saltar sobre fogueira em chamas

Culturas e tradições milenares abusam e exploram animais em suas festividades e cultos, apoiando-se na “liberdade de crença”.  Rituais ferem e torturam inocentes criaturas que, acuadas, são obrigadas a passar pelas piores provações. Os animais são condenados ao sofrimento pela ignorância humana.

Um dos casos, é o festival Las Luminarias, na cidade espanhola de San Bartolome de Pinares, onde dezenas de moradores a cavalo cavalgavam através de fogos ardentes. Os homens, claro, ficam mais altos que as chamas e são os cavalos que suportam o calor escaldante das cinzas e do fogo.

A terrível tradição, de supostamente de 500 anos, acontece no mês de janeiro, busca a purificação e proteção do animal durante o novo ano.

 

Supostamente, o festival é uma homenagem ao santo padroeiro dos animais, Santo Antônio de Pádua, e acontece todos os anos na véspera de sua festa – 16 de janeiro.  Acredita-se que o fogo e a fumaça ajudam a purificar os cavalos e protegê-los de doenças.

Imagens aterrorizantes mostram homens mascarados abrindo caminho entre de fogueiras nas ruas estreitas da cidade. Os cavalos são levados até as chamas como parte da tradição que dura até a meia-noite, mas a bebida e a comemoração continuam até o dia seguinte.

Os aldeões afirmam que os cavalos são encharcados com água antes de entrarem nas chamas para evitar que seus casacos sejam queimados e garantem que os animais estão acostumados com isso e não sofrem. Com as imagens, essa teoria é claramente desmentida – os animais estão apavorados com fogo.

Grupos de defesa dos direitos animais criticam severamente o evento, que eles dizem ser “claro abuso de animais”.

No ano passado, o prefeito da cidade reagiu dizendo que há dois veterinários no local e que, a cada ano, é produzido um relatório independente sobre o festival. Infelizmente, ele sempre foi favorável e não aponta qualquer indício para que a prática seja banida.

Os animais e as cruéis tradições

Karnataka, no sul da Índia, é um triste exemplo de como a “cultura” escraviza e maltrata pobres animais.

O festival de Makar Sankranti é realizado com para de trazer boa sorte ao novo ano, além de marcar o advento da primavera.

Durante a cruel “festividade”, as vacas são pintadas, vestidas com guirlandas e outras decorações antes de serem forçadas a pular em uma linha de fogo com seus donos. Os hindus veem as vacas como sagradas e acreditam que o festival as protege de qualquer dano ou prejuízo.

 

 

vacas exploradas em fábrica de laticínios

Crescimento do veganismo abala diretores da indústria de laticínios

Durante a Semex International Dairy Conference, na cidade de Glasgow, Escócia, vários diretores das maiores empresas e fábricas de laticínios expuseram os problemas enfrentados pela indústria, culpando o crescimento do veganismo entre a população, assim como o movimento pelos direitos animais.

vacas exploradas em fábrica de laticínios

Foto: Adobe

O diretor-gerente da Arla Foods, a maior produtora de laticínios da Escandinávia, Ash Amirahmadi, disse que as celebridades “normalizaram” o veganismo, incentivando a população a abandonar o consumo de produtos derivados de animais. “O perigo é que eles lançam dúvidas sobre o nosso setor,” disse.

“Eles sempre colocam um ponto de interrogação sobre as indústrias de carnes e laticínios nas mentes dos consumidores, e eles não vão parar porque acreditam mesmo que estão fazendo alguma coisa.”

A presidente da NFU, Minette Batters, foi mais longe, pedindo “tolerância zero” ao movimento pelos direitos animais e acusando os ativistas de “minar e atormentar” os produtores de laticínios.

Um dos principais problemas enfrentados pela indústria de laticínios é o aumento da disponibilidade de alternativas baseadas em vegetais. De acordo com dados da Mintel, uma empresa especialista em análise de mercado, as vendas de leites veganos dispararam em 33% entre 2015 e 2017. Em contrapartida, as vendas de leite de vaca aumentaram somente em 5%.

Além disso, o consumidor padrão desses produtos alternativos tende a ser mais jovem, entre 18 e 34 anos, e são mais inclinados a comprar alternativas veganas a produtos derivados de animais. Isso significa que, à medida que a população envelhece, menos pessoas irão consumir carne e laticínios.

Principal organização de direitos animais da Coréia do Sul é acusada de matar 230 cães

A principal instituição sul-coreana de direitos animais, Coexistence of Animal Rights on Earth (CARE), foi acusada de matar centenas de cães sob seus cuidados, a fim de abrir espaço para mais animais e garantir um fluxo constante de doações.

Foto: CARE

As acusações vêm de funcionários da própria instituição, que disseram que a diretora da CARE, Park So-yeon, ordenou a morte de mais de 230 cachorros, cerca de um quarto dos animais resgatados pelo grupo.

A instituição tem uma política declarada de “não matar” para os animais que abriga, muitos deles resgatados de fazendas de carne de cachorro do país. A CARE é famosa por liderar campanhas para acabar com a prática de comer carne de cachorro na Coreia do Sul, arrecadando cerca de 2 bilhões de wons, cerca de 6 milhões de reais, em doações todos os anos para salvar cães de fazendas de carne em todo o país.

Falando ao jornal The Hankyoreh, a equipe disse que cerca de 10% dos cães sofrem de doenças incuráveis ​​e a maioria foi morta porque os animais eram “grandes demais para serem mantidos confortavelmente no espaço disponível”. Depois da matança, os animais foram listados como tendo sido adotados.

O atual presidente da Coréia do Sul, Moon Jae-in, que ama os animais e cuida de vários cães, adotou um dos cachorros da CARE quando assumiu o governo do país em 2017.

A organização fez numerosos apelos para arrecadar fundos para fazer mais resgates, e nessas campanhas sempre afirmou que a equipe não mata nenhum animal resgatado pelo grupo.

Em um comunicado, Park disse que um “pequeno número” de extermínios foi “inevitável” desde 2015 devido a um “aumento nos pedidos de resgate”.

Ela disse que geralmente “apenas” cães agressivos ou com doenças terminais seriam mortos, e que isso só aconteceria depois que tentativas significativas de curá-los tivessem se provado ineficazes.

Os membros da equipe da CARE fizeram um protesto nos escritórios da instituição no fim de semana (12 e 13), exigindo a renúncia da diretora.

Embora ainda haja cerca de 3 mil fazendas de cães em toda a Coreia do Sul, o consumo de carne de cachorro está diminuindo rapidamente. De acordo com uma pesquisa de 2017, apenas 30% dos sul-coreanos comem carne de cachorro. Mas a mesma pesquisa revelou que 40% da população acredita que a prática deveria ser proibida.

cachorro e gato deitados lado a lado

Nova Jersey (EUA) concederá aos animais direito a um advogado

O governo do estado norte-americano de Nova Jersey está elaborando um projeto de lei para permitir que os animais vítimas de abuso e maus-tratos sejam devidamente representados nos tribunais para que seus agressores enfrentem a punição apropriada.

cachorro e gato deitados lado a lado

Foto: Getty Images

“A legislação exige que advogados e estudantes de direito possam servir voluntariamente como defensores legais do animal no tribunal”, disse a representante da D-Union, Annette Quijano, patrocinadora do projeto.

Ela disse que as responsabilidades dos advogados incluiriam o monitoramento do caso, comparecimento às audiências e revisão dos registros relacionados às condições do animal e às ações do réu. O advogado apresentaria informações ou recomendações ao tribunal em consideração ao melhor interesse do animal.

“Este é um projeto para garantir que os animais que foram maltratados tenham justiça”, disse Quijano. “Muitos casos de crueldade animal em Nova Jersey e em todo o país terminam sem julgamento ou condenação. Eles estão enfrentando um abuso inacreditável e precisam ter um defensor representando-os.”

Ela apontou outra razão para punir corretamente os agressores de animais porque muitas organizações, incluindo o Animal Legal Defense Fund, acreditam que as pessoas que abusam de animais têm maior probabilidade de ferir pessoas.

A proposta vem depois que Nova Jersey mudou as investigações de abuso de animais e a aplicação da lei da organização independente Sociedade para a Prevenção de Crueldade contra os Animais para os procuradores da comarca.

A medida de Quijano é modelada a partir de uma lei de Connecticut conhecida como Lei de Desmond, aprovada depois que um agressor acusado de abuso de animais não recebeu pena de prisão.

A legislação foi formalmente introduzida, mas ainda não foi atribuída a um comitê legislativo específico para revisão.

uma marta

Defensores dos direitos animais pedem a proibição imediata da produção de peles na Irlanda

A Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (ISPCA), juntamente com o Respect for Animals, está pedindo ao ministro da Agricultura da Irlanda, Michael Creed, que ponha um fim à prática, citando a lei de bem-estar animal e os fundamentos éticos e morais.

uma marta

Foto: Getty Images

Em uma pesquisa recente, oito em cada dez irlandeses disseram que a agricultura e a matança de animais para a produção de peles deveriam ser proibidas.

Antes do Natal, a Veterinary Ireland, o órgão representativo dos veterinários irlandeses, publicou a sua política sobre a criação de peles na Irlanda e apelou também a uma proibição imediata.

O diretor-executivo da ISPCA, Andrew Kelly, disse que há provas científicas esmagadoras descritas no documento Furfrey Briefing Ireland de que a indústria pecuária é cruel.

Ele disse: “Há três fazendas de peles na Irlanda localizadas em Donegal, Kerry e Laois contendo até 200 mil martas, mantidas cativas em minúsculas gaiolas de rede de malha metálica (normalmente medindo 90x30x45cm) apenas para sofrer uma morte cruel e desumana.”

“Martas são animais selvagens e mantê-las em pequenas gaiolas em que são privadas da capacidade de expressar seus comportamentos normais não é aceitável.”

“Não é aceitável que todos os anos na Irlanda, aproximadamente 150 mil dessas martas sejam mortas apenas por um item de moda desnecessário”, acrescentou. A ISPCA está pedindo ao governo irlandês para introduzir imediatamente uma lei que proíba essa prática desumana.

Em uma recente consulta sobre a futura estratégia de bem-estar animal do governo, Kelly disse que o Ministério de Agricultura está comprometido em construir uma estratégia que permita que a Irlanda seja reconhecida por seus altos padrões de bem-estar animal.

“Isso não pode ser alcançado até que a criação de peles exista apenas nos livros de história”, acrescentou ele.

Nos últimos 12 meses, Noruega, Bélgica e Luxemburgo adotaram legislações para acabar com a produção de peles e atualmente a Irlanda está na agenda parlamentar junto com a Polônia, Dinamarca, Lituânia e Estônia.

Há pessoas que já nascem para o veganismo

Há pessoas que já nascem para o veganismo. São aquelas que ao primeiro sinal do reconhecimento do sofrimento animal já decidem mudar a maneira como vivem. Não precisam de mais do que um choque de realidade para refletirem sobre o que estamos fazendo com as outras criaturas sencientes, que antes de serem reduzidas a alimentos e produtos parecem vulneráveis como bebês sob o nosso domínio.

(Foto: Brightside Farm Sanctuary)

Pessoas com essa consciência, com essa abertura para um despertar voluntário, não necessitam de mais do que os próprios olhos para tomarem a decisão de não tomar mais parte na exploração de seres inocentes, que normalmente já nascem subjugados. Afinal, para quem reconhece sem muito esforço o interesse dos animais em não morrer, a privação e o derramamento de sangue, mesmo que não testemunhado, são justificativas bem convincentes.