ONG promove programa de leitura para ressocializar cães abandonados

A Humane Society Of Missouri (HSMO), ONG com sede no Missouri, nos Estados Unidos, criou um programa de leitura para ressocializar cachorros abandonados. As histórias são lidas por voluntários com idades entre seis e 15 anos, cadastrados pelos responsáveis.

Cachorro resgatado pela ONG norte-americana (Foto: Humane Society Of Missouri)

Segundo os profissionais da entidade, a iniciativa é benéfica não só para os animais, mas também para as crianças e jovens que dela participam, já que ajuda a desenvolver a empatia e a compaixão, além de habilidades de leitura.

“O programa também faz com que essas crianças causem um impacto positivo no mundo, por estarem ajudando animais com necessidades”, afirmou Joellyn Klepacki, diretora de educação da HSMO. As informações são do portal Globo Rural.

Os cães, por sua vez, são encorajados a vencer a timidez e a ansiedade e se aproximar dos voluntários, o que os torna mais sociáveis. Essa melhora no comportamento do animal o ajuda a ser adotado, já que, segundo a ONG, os animais mais desinibidos são adotados mais rapidamente. Com isso, esses cães reduzem a média de permanência no local, o que é bom, já que, segundo a entidade, animais que ficam por muito tempo em abrigos têm mais chance de desenvolver problemas de saúde.

Porco que vive na fazenda da ONG (Foto: Humane Society Of Missouri)

Cerca de 2,4 mil voluntários inscritos no programa comparecem diariamente para contar histórias para os cães. Com isso, todos os cachorros que ficam nos andares de adoção já ouviram pelo menos uma leitura. Segundo a diretora, cerca de 10 mil animais são adotados por ano no abrigo. “Ao todo, os jovens voluntários já gastaram mais de três mil horas lendo para os animais”, disse.

Além do programa de leitura, a ONG, fundada em 1870, tem um centro de reabilitação para animais de fazenda, com 165 acres, chamado Longmeadow Rescue Ranch. A entidade está prestes a comemorar o 150º aniversário.

“Nós resgatamos, reabilitamos e buscamos um novo lar para animais de fazenda de todos os tipos, como cavalos, galinhas, patos, ovelhas, cabras, porcos, mini-cavalos, burros, lhamas, alpacas, entre outros”, conta Klepacki.

Bode foi resgatado pela entidade nos EUA (Foto: Humane Society Of Missouri)

Outro programa criado pela entidade é o Pet Pal, por meio do qual voluntários passeiam com os cachorros do abrigo. Há ainda, a iniciativa “pais adotivos”. Através dela, pessoas oferecem lares temporários para animais que estão doentes ou para filhotes. Para saber como educar e brincar adequada com os animais, a ONG oferece educação humanitária aos voluntários.

O abrigo é mantido com contribuições privadas de pessoas físicas, corporações e doações e nenhum imposto é destinado a ONG, que tem cerca de 250 funcionários e aproximadamente 900 voluntários.

Para adotar um animal, o interessado preenche um questionário e passa por uma entrevista, além de pagar uma taxa que é usada para cobrir parte do custo dos cuidados do animal adotado.

Bombeiro faz respiração boca a boca e salva a vida de cão vítima de incêndio

O bombeiro Andrew Klein, de Santa Mônica, nos Estados Unidos, salvou a vida de um cachorro que foi vítima de um incêndio. O prédio em que Marley morava com os tutores pegou fogo e ele saiu do local inconsciente nos braços do bombeiro. O caso foi registrado pelo fotógrafo Billy Fernando, que passava pela região e decidiu parar e tirar fotos.

Foto: Billy Fernando

O quadro de saúde do animal era grave e imediatamente Andrew colocou nele uma máscara de oxigênio especial para cães. No entanto, como Marley não reagia, o bombeiro começou a fazer massagem cardíaca nele e respiração boca a boca. As informações são do portal Cães Online.

Desesperada, a tutora do cachorro assistia à cena. As tentativas de Andrew não surtiam efeito e o cachorro permanecia desfalecido. Desistir, no entanto, não era uma opção. E foi a insistência do bombeiro que fizeram com que, após 20 minutos, o cachorro começasse a se mexer e a se recuperar lentamente.

Foto: Billy Fernando

Ao perceber que o animal estava vivo, a tutora dele chorou de emoção e agradeceu Andrew por ter salvado o cão. O fotógrafo, que já nutria uma admiração pelos bombeiros, disse que passou a admirá-los ainda mais.

Após voltar à vida, Marley foi imediatamente levado para uma clínica veterinária, onde recebeu outros cuidados. Quando se recuperou totalmente do incêndio, ele foi levado até o Corpo de Bombeiros, como uma forma de agradecimento.

Não se sabe qual foi a causa do incêndio. Nenhuma pessoa ou outro animal se feriram.

Foto: Billy Fernando

Grupo de motoqueiros resgata animais e investiga crimes de maus-tratos

Um grupo de motoqueiros norte-americanos tatuados criou a Rescue Ink, uma ONG que trabalha resgatando animais em situação de risco e investigando crimes de maus-tratos para, depois, denunciá-los às autoridades.

Além dos motoqueiros, ex-fisiculturistas, campeões de powerlifting, ex-militares, detetives de polícia, advogados e um ex-caminhoneiro também integram a ONG, que já teve um abrigo próprio, mas que, após as instalações serem destruídas por um furacão, passou a trabalhar exclusivamente através de parcerias com abrigos de outras entidades.

“Algumas pessoas gostam de pensar em nós como super-heróis. A verdade é que somos super amantes dos animais e seus protetores. Ao longo dos anos, e através de muitos casos investigados, obstáculos e francos desafios, continuamos fortes e dedicados à nossa missão”, disse um dos membros da ONG, que sobrevive por meio de doações. As informações são do portal Brightside.

A entidade recebe e 1 mil a 3 mil pedidos de ajuda por dia, enviados por pessoas de todo o mundo, e atende cerca de 250 casos por dia. Com esse trabalho, centenas de cachorros, gatos, cavalos, galinhas, porcos, peixes e até uma cobra já foram salvos.

Foto: RescueInkVideos / youtube

Ao jornal New York Times, o grupo contou que já lidou com diversos casos envolvendo animais, como pessoas comercializando cães para comprar drogas, cachorros sendo explorados em rinhas – que são ilegais nos Estados Unidos -, homens tentando envenenar gatos mantidos em um abrigo e até mesmo uma investigação sobre um serial killer de gatos da Pensilvânia, que terminou com um relatório sobre o caso sendo organizado. Quando investigam crimes, os voluntários juntam provas e as entregam para a polícia.

O grupo também se dedica a ensinar adultos e crianças sobre a necessidade de respeitar os animais. Os voluntários lembram que os agressores possuem características semelhantes e costumam ser inseguros, impulsivos e implacáveis devido a problemas familiares e afetivos.

Para o Rescue Ink, cometer abusos contra animais é o primeiro passo para passar a violentar pessoas. Por isso, coibir crimes contra animais não protege apenas eles, mas também os seres humanos.

O trabalho da ONG no combate à crueldade animal é facilitado, segundo os voluntários, pela aparência intimidadora de cada um deles. Em entrevista à revista People, os motoqueiros afirmaram ter mais facilidade para se aproximar de um agressor de animais do que a polícia e que a aparência deles é uma vantagem na hora de negociar com um tutor cruel.

Conheça alguns integrantes do grupo:

1. Batso Maccharoli, ex-lutador profissional.

Foto: John Lamparski / Contributor / WireImage / Getty Images

2. Mikey Ink é um campeão do fisiculturismo.

Foto: Janette Pellegrini / Contributor / WireImage / Getty Images

3. Anthony “Big Ant” Rossano já foi um grande lutador de wrestling.

Foto: Astrid Stawiarz / Stringer / Getty Images Entertainment / Getty Images

4. Joe Panz é um dos fundadores e líder da Rescue Ink. Ele era caminhoneiro.

Carteiro que faz amizade com cães recebe carta emocionante após morte de cadela

Um carteiro que faz amizade com os cachorros das casas por onde ele passa nos Estados Unidos recebeu um presente emocionante: uma carta escrita pelos tutores de um dos animais que recebia não só a atenção do homem, mas também biscoitos que ele levava para todos os cães. A família decidiu entregar a carta após a morte da cadela.

(Reprodução/Veja SP)

A história foi compartilhada pela filha do carteiro nas redes sociais e emocionou os internautas. A publicação já recebeu mais de 874 mil curtidas e foi compartilhada por mais de 186 mil pessoas. As informações são do Bored Panda.

“Meu pai é carteiro e gosta de dar agrados aos cachorros que encontra no percurso dele. Hoje ele contou que um dos cães morreu e os tutores lhe entregaram um saco com biscoitos e esse bilhete”, explicou a jovem.

Na mensagem publicada pela filha, o carteiro escreveu sobre a morte da cadela, de quem ele fala com muito carinho. “Acabei de descobrir que um dos meus amigos morreu ontem. A Gretchen era um enorme pastor alemão, mas mais parecia um ursinho de pelúcia”, relembrou o homem.

Na carta que os tutores de Gretchen escreveram e entregaram ao carteiro, eles contam sobre a morte da cadela e agradecem pela forma como o homem a tratava quando a encontrava durante o trabalho. Junto da mensagem, eles colocaram biscoitos.

“Gretchen morreu ontem. Ela gostaria que você compartilhasse com os outros cachorros da sua rota os petiscos que ela nunca conseguiu terminar. Ela sempre gostou de te ver chegar perto da nossa porta e sempre ficou feliz ao ganhar um petisco seu. Muito obrigada”.

Personagens se encontram em loja de rosquinhas veganas em especial da Marvel

Na última semana, foi lançado nos Estados Unidos o especial “Marvel Rising: Heart of Iron”, que tem como um dos cenários a loja de rosquinhas veganas Excelsior!, referência a uma das palavras preferidas de Stan Lee. Ele passou a utilizar a expressão latina em suas HQs como forma de se diferenciar de seus concorrentes que, segundo ele, sempre copiavam suas expressões.

Foto: Reprodução / Vegazeta

Excelsior pode significar incrível, majestoso, grandioso, etc. Então o nome da loja de rosquinhas em “Heart of Iron” é um tributo ao mestre das HQs de super-heróis, falecido em 18 de novembro de 2018. “Essa foi a nossa pequena homenagem a Stan”, explicou Cort Lane, vice-presidente de animação da Family & Animation Entertainment, em publicação de ontem no site da Marvel.

A loja de rosquinhas veganas faz parte de uma cena com a protagonista Riri Williams, Ironheart, que no filme de 44 minutos passa por uma adaptação e se sente isolada por ser mais jovem do que os outros estudantes. Apesar disso, ela traça um plano para derrotar Hala, que destruiu a escola de engenharia e sequestrou a sua melhor amiga.

Abrigo contrata funcionários para dar carinho para animais

Muitas pessoas resgatam animais e se preocupam em cuidar deles e dar-lhes amor. Isso porque eles têm um coração nobre que é movido por situações tristes ou injustas. Mas para todas aquelas pessoas, o que aconteceria se eles abraçassem filhotes e ganhassem algum dinheiro? Seria o trabalho perfeito! No entanto, embora pareça irreal, existe.

Foto: Tampa Bay Humane Society / Portal Mulher Contemporânea

Acontece que a Tampa Bay Humane Society, na Flórida (EUA), teve alguns problemas com o número de voluntários que eles têm para cuidar dos filhotes, é por isso que o dono do local – um amante dos animais – está procurando pessoas que querem trabalhar da mesma maneira que ele, fazendo que os filhotes se sintam bem.

Para isso, basta sentir muito amor por eles e estar sempre pronto para abraçá-los, especialmente quando estão assustados ou confusos após saírem de uma cirurgia.

Foto: Tampa Bay Humane Society / Portal Mulher Contemporânea

O abrigo muitas vezes têm numerosos voluntários, mas geralmente são estudantes que ao retornar à escola após as férias não conseguem permanecer no voluntariado. Então, o número de voluntários cai significativamente, prejudicando os animais.

Além disso, estar em contato constante com pessoas que os acariciam e os dão atenção ajuda a encontrar um lar definitivo mais rápido, porque quando eles encontram suas famílias geralmente não se sentem desconfortáveis ​​e só pedem o amor com o qual estão acostumados.

Foto: Tampa Bay Humane Society / Portal Mulher Contemporânea

Fonte: Portal Mulher Contemporânea

Jovem salva a vida de filhote de burro abandonado nos Estados Unidos

Payton Dankworth, estudante do ensino médio do Texas, nos Estados Unidos, salvou a vida de um filhote de burro. O animal foi encontrado abandonado e faminto por um amigo da jovem, que entrou em contato com ela pedindo ajuda.

Foto: Payton Dankworth

“Ele perguntou se eu gostaria de tentar mantê-lo vivo”, disse Dankworth. “Ele me disse que não gozava de boa saúde e que provavelmente não passaria daquela noite. Sou tão amante dos animais e não havia como deixar o bebê morrer”, completou.

Decidida a salvar Jack, como o burro passou a ser chamado, Dankworth passou acordada a primeira noite ao lado do animal. Ela aconchegava o filhote, lhe oferecida comida e carinho. As informações são do The Dodo.

“Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth. “Jack me mostrou que ele depende de mim, e realmente. Ele recebe uma garrafa a cada duas horas, e quando eu o alimento só me deixa feliz”, acrescentou.

Foto: Payton Dankworth

Graças aos cuidados que recebeu, Jack começou a se recuperar. Algumas semanas depois de ter sido resgatado à beira da morte, ele parece outro animal, completamente entusiasmado e feliz.

Com o elo que criou com o burro, ficou impossível para Dankworth cogitar não adotá-lo e, então, ele passou a fazer parte da família dela.

“Ele está se encaixando tão bem! Eu levo Jack em passeios e ele também vai no meu carro comigo. Ele é meio como um cachorro e me segue em todos os lugares”, contou.

Foto: Payton Dankworth

Embora adotar um burro não estivesse nos planos dos familiares de Dankworth, o espaço existente na propriedade em que eles moram permitiu que a adoção de Jack fosse concretizada.

A experiência de resgatar o filhote e cuidar dele, no entanto, não trouxe benefícios apenas para Jack, mas também para Dankworth, que além de ter ganhado um fiel companheiro, conseguiu decidir qual campo de estudo quer seguir após concluir o ensino médio: a medicina veterinária.

“Jack realmente me inspirou a entrar nisso porque eu simplesmente amo animais”, disse. “Ver o quão longe ele chegou – de mal ter força suficiente para enfrentar até agora e correr atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa”, concluiu.

 

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Ensaio fotográfico garante novos lares para cães acolhidos por ONG

Um ensaio fotográfico garantiu um final feliz para a vida de muitos cachorros de uma ONG nos Estados Unidos. A Humane Society of Utah (Sociedade Humana de Utah, em tradução livre), abrigo para animais nos Estados Unidos, decidiu tentar sensibilizar possíveis adotantes através de fotos encantadoras. E a tentativa funcionou.

Nero: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

O abrigo trabalha especialmente com o resgate de cachorros e, por isso, precisa sempre encontrar novos tutores para os cães salvos de maus-tratos e do abandono. As informações são do Portal do Animal.

Como nova tática para encontrar lares para os animais, o abrigo decidiu apostar em um ensaio fotográfico. O trabalho resultou em belas fotos que chamaram a atenção dos internautas após serem divulgadas na internet.

O projeto contou com a ajuda do fotógrafo profissional Guinnevere Shuster. Foram feitas imagens fofas, curiosas e até mesmo engraçadas, que cativaram os possíveis novos tutores.

No entanto, apesar de dezenas de cães terem sido adotados graças às fotografias, outros ainda aguardam por adoção no abrigo.

Confira mais fotos abaixo:

Kenai: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Angel: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Spot: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Hero: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Dug: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Fido: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Artimus: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Russo: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Jack: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Roxy: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Droopie: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Annie: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Os irmãos, CJ e Badger: adotados (Foto: Guinnevere Shuster)

Chip: à espera da adoção (Foto: Guinnevere Shuster)

Lacey: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Charlie: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Bit O’Honey: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Bandit: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Little Bear: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Charlie: à espera da adoção (Foto: Guinnevere Shuster)

Jax: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Rhino: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Jack: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

Floyd: adotado (Foto: Guinnevere Shuster)

 

Agência paga mil dólares para quem adotar um cavalo selvagem nos EUA

O Escritório de Gestão de Terras, uma agência norte-americana conhecida como BLM, responsável por administrar mais de 247,3 milhões de acres em terras públicas no país, está oferecendo mil dólares – cerca de R$ 3.833 – para quem decidir adotar um cavalo selvagem.

Foto: Pixabay

Atualmente, há aproximadamente 82 mil cavalos selvagens e asnos vivendo em terras no oeste dos Estados Unidos, segundo a rádio norte-americana Boise State Public Radio. Os dados são da BLM. As informações são do blog F5, da Folha de S. Paulo.

A empresa afirma que manter esses animais soltos nestas áreas pode danificar a pastagem. Além disso, em grandes populações, alguns deles podem passar fome e até morrer.

Resgatados, os cavalos são levados para um curral da BLM, com capacidade para 6 mil deles. Os que são considerados menos selvagens podem ser adotados pelos norte-americanos.

Especialista em cavalos, Debbie Collins afirma que há um grande números de animais e poucas adoções. “Nossos números aumentaram ainda mais, estamos com quase 82 mil animais em nossas terras”, diz. “Isso é demais”, completa.

O incentivo de mil dólares tem o objetivo de chamar a atenção de mais pessoas para adotar os cavalos, que enquanto são mantidos no curral, custam cerca de dois mil dólares por ano – o equivalente a R$ 7.667 – para a empresa, entre alimentos, cuidados, veterinários e outros gastos.

Agência americana retrocede em política de venda de cavalos para sacrifício

Foto: WAN/Divulgação

Foto: WAN/Divulgação

A agência governamental americana, Bureau of Land Management (BLM, na sigla em inglês), revogou uma política imprudente que permitia a venda de cavalos e burros em território americano, e que poderia resultar em mais animais sendo vendidos para serem mortos no Canadá e no México.

Em maio, a BLM emitiu novas diretrizes na surdina visando aumentar o número de cavalos selvagens e burros protegidos pelo governo federal, que poderiam ser vendidos ao mesmo tempo, com supervisão mínima.

Segundo as novas diretrizes, 25 animais poderiam ser incluídos em uma única venda, sem tempo de espera entre as transações. Os compradores que pretendiam revender os animais para matá-los teriam a possibilidade de obter animais adicionais quase que imediatamente, sem perguntas.

Vários membros do congresso americano manifestaram intensa preocupação em relação às mudanças de política feitas pela BLM, citando a falta de transparência da agência e a aparente retirada do mandato de proteção (do congresso) para cavalos e burros selvagens.

Em uma carta bipartidária, a congressista Dina Titus (democrata) e o congressista Vern Buchanan (republicano) expressaram frustração ao perceber que a nova política de vendas da BLM removeu até mesmo as “salvaguardas mínimas postas em prática para evitar que cavalos e burros selvagens fossem adquiridos por compradores (com intenção de morte), transportados através de nossas fronteiras, e vendidos para consumo humano para nações estrangeiras”.

A Animal Welfare Institute (AWI, na sigla em inglês) trabalhou em conjunto com os legisladores no congresso para tratar do problema e intimou a BLM a reverter o curso de seu novo plano infeliz. Mais de 3 mil pessoas responderam a um alerta de ação, feito pela ONG, contrário às novas diretrizes.

Sob o governo Obama, a BLM endureceu sua política de vendas depois que o público soube que a agência havia inadvertidamente vendido 1.800 cavalos selvagens a um notório comprador (para morte) do Colorado. Nesta semana, a agência voltou atrás retornando à política mais prudente, que permite que um indivíduo compre no máximo quatro cavalos de uma só vez, com um período de espera de seis meses entre as transações.

“A política irresponsável da BLM teria rapidamente direcionado os cavalos selvagens protegidos pelo governo federal para o abatedouro, repetindo alguns dos erros mais notórios do órgão”, disse Joanna Grossman, PhD, gerente do programa eqüino do Animal Welfare Institute, em um comunicado.

“Recomendamos à BLM que restabeleça as salvaguardas destinadas a impedir que os compradores (para morte) obtenham ilegalmente os estimados cavalos selvagens de nossa nação”, concluiu ela.