Advogado expulsa guaxinim do barco em alto mar para vê-lo se afogar

Foto: Facebook/Reprodução

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Uma agência da Flórida abriu uma investigação sobre acusações de crueldade contra animais após um advogado ter postado um vídeo de si mesmo jogando um guaxinim de seu barco no Golfo do México.

O guaxinim teria aparecido rosnando e assobiando no barco do advogado de Clearwater, Thomas Cope, a cerca de 32 quilômetros do Golfo do México, disse Cope ao jornal Tampa Bay Times.

Cope postou o vídeo no Facebook mostrando o guaxinim caindo do barco na água, enquanto a voz de um homem pode ser ouvida dizendo: “Até logo, otário”.

Cope mais tarde emitiu um pedido de desculpas por suas ações, dizendo que gostaria de ter devolvido o animal à costa, mas que ele estava “correndo ao redor do barco sibilando e rosnando”.

Guaxinins podem nadar, e o animal é mostrado pisando na água no vídeo, mas não está claro se um seria capaz de nadar 20 milhas (cerca de 32km) de volta à costa ou como teria que fazer para sobreviver neste caso.

Usuários das mídias sociais condenaram ativamente o comportamento exibido no vídeo, com uma pessoa escrevendo nos comentários: ‘Não vejo assobios nem rosnados, vejo apenas você agir como um imbecil, ao xingar o animal de otário. F***- se, cara.

A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida disse em um comunicado que soube do vídeo em 8 de maio e iniciou uma investigação e que “esses atos vis de crueldade contra animais” são intoleráveis.

O Daily Mail deixou uma mensagem para Cope buscando comentários adicionais, mas não recebeu imediatamente uma resposta.

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Cope postou os vídeos pela primeira vez em três partes separadas em um grupo privado chamado “Center Consoles Only” (CCOG), onde foi gravado e compartilhado por uma pessoa chamada Jeff Wenzel, cuja conta no Facebook o indica o perfil como sendo de Cleveland, Ohio.

Cope disse mais tarde em uma declaração: ‘O animal estava correndo em volta do barco sibilando e rosnando, tornando impossível para mim ou meu amigo dirigir o barco. Sabendo que os guaxinins podem transmitir raiva, além de serem imprevisíveis, a única opção realista que pensamos no momento era tirar o guaxinim do barco”.

Enquanto os guaxinins são considerados perigosos, porque eles podem transmitir raiva, apenas um humano já morreu de raiva via guaxinim como hospedeiro, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

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Além disso, “um guaxinim raivoso geralmente morre de 1 a 3 dias depois de se tornar infeccioso, e mesmo se você for mordido por um guaxinim raivoso, o tratamento pós-exposição eficaz estará disponível”, diz o site da Humane Society.

A filmagem de Cope não parece mostrar nenhum comportamento agressivo do guaxinim, pois começa mostrando o animal subindo na borda do barco com um homem gritando: “Saia do meu maldito barco!”

Outra voz pergunta: “Você está filmando isso?” ao que a primeira voz responde: “Sim!” enquanto o guaxinim salta para o barco pelo lado.

Como o guaxinim sobe ao redor da proa, a voz do homem continua. “O que esse maldito esta fazendo no meu barco?”

Com o animal agora na frente do barco, o homem grita: “Maldito guaxinim, saia do meu barco!’

Parece que alguém está pisando ao lado da câmera, como o homem diz, “Cara, pegue o safado, vamos ter que empurrá-lo pra fora”, como o guaxinim se moveu para o lado direito do barco.

“Sim!” o homem grita, enquanto o guaxinim se agarra ao lado da proa lateral do barco. Quando o homem recua para pegar a armação de seu amigo, o guaxinim cai, e o homem diz: “Lá vai ele”, enquanto se aproximava da borda do barco com o metal, pegou na mão.

“Aqui, coloque-o em marcha”, diz o homem, apontando a câmera para a água para mostrar que a natação do guaxinim. “Tão longo otário!” ele grita, quando o vídeo termina.

Os vídeos foram então republicados por Wenzel em 8 de maio, com uma legenda que dizia:

“Compartilhe isso para que as pessoas saibam o que é um post real. Tom Cope é um covarde, uma coisa para caçar animais para comida ou talvez até não gostar de um animal em particular, mas deixar um guaxinim há um raio de 20 milhas da costa no oceano, para sofrer uma morte horrível, não é o que homem de verdade faz. É o que os covardes sujos e degenerados fazem. Este guaxinim estava apenas sendo um guaxinim”.

A maioria dos que comentaram no post concordou com Wenzel, criticando Cope nos comentários.

“Perturbador que qualquer ser humano pensa que isso é aceitável – desalmado e impiedoso, um buraco oco é exatamente o que esse homem é, tudo o que vejo é um pobre guaxinim indefeso aterrorizado”, escreveu Shelley Zahos Schefke.

Alex Pushkina escreveu: “aquele guaxinim irá se afogar não tenho nenhuma dúvida sobre isso. Você acabou de enviar um animal vivo para a sua morte só porque aquele guaxinim apareceu acidentalmente no seu maldito barco! Esse animal está no meio do nada. Esper que o karma te pegue”.

Outro usuário chamado Cope de “imbecil completo”, escreveu: “Sério deixando-o lá no mar para se afogar. Que homem bebê. Ele teria montado em você”.

Outros pediram acusações criminais para as ações de Cope, que a agência de animais selvagens do estado já está investigando.

“Espero que ele seja acusado e preso por crueldade animal. O animal teria mantido distância dele até chegar à costa e poder libertá-lo com segurança. Que cara imbecil, escreveu Peter Duffy”.

Em um comunicado, a agência disse: “Ainda é cedo para especular sobre quais violações ocorreram neste incidente. No entanto, a CQS gostaria de afirmar que acreditamos que esses atos vis de crueldade contra os animais não têm lugar em nosso estado ou em qualquer outro lugar”.

Um usuário disse: “Ninguém encontrou um guaxinim selvagem antes, ou mais especificamente um que você acidentalmente encurralou em algum lugar como em uma garagem ou um barco? Basta deixá-los seguir seu caminho não precisa matá-los”

Dale Luginbill discordou do comportamento do advogado sugerindo que o barco deveria ter sido levado de volta à costa com o guaxinim a bordo e criticou Cope.

“Se você é o tipo de pessoa que diz que jogaria o guaxinim do barco, então suas prioridades estão todas invertidas.

A investigação do incidente com o guaxinim continua aberta e em andamento.

Cadela maltratada inspirou lei sobre comércio de animais domésticos

A cadela Lucy, da raça cavalier king charles spaniel, foi explorada para reprodução e venda de filhotes e viveu boa parte da vida presa em uma jaula. A triste história dela inspirou a criação de uma lei que regulamenta a venda de animais domésticos  em pet shops na Inglaterra.

A nova legislação, que entra em vigor em abril de 2020, determina que a compra e adoção de filhotes de cachorros e gatos com menos de seis meses de idade deve ser feita diretamente com criadores e abrigos de animais. O governo britânico argumenta que a medida impede que filhotes sejam separados precocemente das mães e que animais seam mantidos em condições degradantes, sendo forçados a procriar no limite de suas forças, para aumentar o lucro.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

Lucy sofria de epilepsia, problemas de quadril, na coluna e na pele quando foi adotada por uma ativista. Todos os problemas de saúde dela eram resultados de anos de exploração e maus-tratos em um canil no País de Gales.

“Estava claro que pelo estado físico dela que foi submetida a condições terríveis. Mas, com muita paciência, Lucy acabou desfrutando felicidade na vida, apesar de curta”, disse Lisa Garner, a ativista que adotou a cadela, em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Lucy foi resgatada com o corpo todo machucado, aos cinco anos de idade, segundo o médico veterinário Marc Abraham. As informações são do portal UOL.

“Lançamos a (campanha) ‘Lei Lucy’ um ano depois de sua morte como tributo a ela e a todos os cães reprodutores que estão escondidos do público”, explicou o veterinário à rádio 5 Live, da BBC. O objetivo da campanha era regular a venda de animais e coibir criadores que maltratam animais. Celebridades britânicas apoiaram a iniciativa, dentre elas o comediante Ricky Gervais.

Com quatro ou cinco semanas da vida, os filhotes são retirados das cadelas. A separação precoce pode aumentar o risco de contaminação por doenças nos filhotes e dificultar a socialização deles, segundo o governo.

A frequência com que casos como semelhantes ao de Lucy ocorrem é grande. Em Sussex, uma família comprou, pela internet, um filhote oferecido em um site como um mestiço de nove semanas. Ele foi comprado em 2015 e logo foi morar com os novos tutores, que pagaram 470 libras – o equivalente a R$ 2,4 mil – pelo mestiço de cavalier king charles spaniel com poodle.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

“Estávamos muito animados para tê-lo em casa, mas, 17 horas depois de ele chegar, tudo deu errado”, disse Rebecca Reed.

Max bebia água sem parar, mas se negava a comer. Ele estava muito doente. “Ele era como um cobertor molhado no chão. Ele não conseguia nem levantar a cabeça, ele estava tão fraco. Foi doloroso”, contou Rebecca.

O cão foi diagnosticado com megaesôfago, uma doença que faz com que os cachorros não consigam colocar comida no estômago. Foi então que Rebecca tentou falar com o vendedor para saber se os irmãos de Max sofriam do mesmo problema. As ligações dela, no entanto, não foram atendidas.

A tutora teve que mudar o horário de trabalho para se dedicar ao cão, que começou a se alimentar com uma dieta líquida e a usar uma cadeira especial que o ajudava a ingerir o alimento.

O casal acredita que gastou mais de 5 mil libras  – o correspondente a R$ 25 mil – para cuidar do cachorro. O vendedor que o comercializou mentiu sobre a raça, a idade, o histórico de vacinação e a saúde de Max.

Lei Lucy

A nova legislação determina que pet shops e comerciantes só poderão vender animais criados por eles, seguindo regras de licenciamento. Os estabelecimentos comerciais ficarão proibidos de comprar animais de terceiros para revendê-los.

Para o ministro para Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Michael Gove, as novas regras dariam aos animais “o melhor começo possível na vida”. A lei exige que os animais tenham nascido e crescido em um ambiente saudável e recebeu elogios da Sociedade Real para Prevenção de Crueldade contra Animais. A ONG, no entanto, ressaltou que a fiscalização é necessária.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

No Brasil, a legislação exige que os canis sejam licenciados e tenham um veterinário responsável. Mas a fiscalização é precária. Atualmente, a pena para maus-tratos a animais tem punição de até um ano de detenção e multa. A ampliação da pena para até quatro anos foi proposta em dois projetos aprovados, no fim de 2018, no Senado e na Câmara.

O projeto aprovado no Senado define punição financeira aos estabelecimentos que, por omissão ou negligência, comercializarem animais maltratados. A proposta da Câmara traz agravantes de pena, com ampliação do prazo de prisão de um sexto a um terço para a prática de zoofilia ou em caso de morte do animal. O texto aprovado na Câmara tem que ser aprovado ainda pelo Senado e vice-versa.

Em Santos (SP), um projeto que proíbe o comércio de cachorros, gatos e pássaros na cidade é discutido pela Câmara de Vereadores.

Nota da Redação: a legislação que entrará em vigor na Inglaterra é importante e pode ajudar a reduzir os casos de maus-tratos a animais, mas para que eles parem de ser maltratados por criadores, a única solução é proibir definitivamente o comércio. Isso porque enquanto cães e gatos forem tratados como objetos passíveis de venda, haverá maus-tratos e negligência.

Japão recebe pressão internacional para fechar os mercados internos de marfim

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

A ONG World Wildlife Fund (WWF, na sigla em inglês) solicitou na quinta-feira última (9), que o governo do Japão conduzisse uma revisão do sistema legal que governa seu mercado doméstico de marfim.

Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japão, fez o pedido ao apresentar as conclusões de um estudo sobre os sistemas legais nas principais jurisdições do país ao diretor-geral do departamento de conservação da natureza no ministério do meio ambiente.

“A análise jurídica detalha as falhas atuais na regulação do mercado de marfim do Japão e recomenda que fechar o mercado e definir isenções legais muito estreitas é a única abordagem para o governo do país cumprir integralmente suas obrigações de estrutura sob a CITES”, Scott Martin, O sócio-gerente da Global Rights Compliance e principal autor do relatório disse em um comunicado.

Com uma necessidade urgente de combater a crise da caça de elefantes e o comércio de marfim, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) acordou na última Conferência das Nações Participantes em 2016 o apelo total e incondicional ao encerramento urgente de quaisquer mercados que estejam contribuindo para a caça ou comércio de marfim.

Após o recente fechamento do mercado interno de marfim da China, que até recentemente era o maior centro de demanda mundial de marfim, o Japão está sob crescente pressão para fazer sua parte. A 18ª Conferência das Nações da CITES será realizada ainda este ano.

O Japão continua sendo um dos maiores mercados de marfim do mundo e abriga uma indústria de fabricação de marfim ativa, apesar de ter diminuído nos últimos anos. O país também possui estoques significativos de presas inteiras e pedaços de marfim em propriedade privada e é o único país sob CITES que se beneficiou duas vezes da importação comercial de marfim puro (bruto) totalizando 90 toneladas através de duas “vendas únicas” realizadas em 1999 e 2008.

O governo japonês sustenta que seu mercado não contribui para a “caça” nem para o “comércio” de marfim. No entanto, as pesquisas da ONG TRAFFIC (focada no combate ao tráfico da vida selvagem) realizadas em 2017 e 2018 contestaram isso, revelando sua contribuição ao comércio cruel ao permitir a exportação do material para a China.

O governo japonês ampliou certos aspectos do controle interno, incluindo um anúncio recente sobre a severidade dos requisitos para o registro de presas inteiras de marfim para a comercialização a partir de julho de 2019.

No entanto, muitas das questões críticas permanecem sem solução. O sistema legal ainda carece de controle sobre vastos estoques privados e uma regulação efetiva e exequível sobre o comércio de marfim que não as presas inteiras (ou seja, peças cortadas e marfim trabalhado).

“É esperado que o Japão aumente suas ações rapidamente e em escala para garantir que esforços globais realizados até aqui não sejam prejudicados pela falta de reconhecimento do significado de seu papel e responsabilidade como pais”, disse Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japan.

Projeto de lei que autoriza morte de leões marinhos é aprovado no senado americano

Leões marinhos serão mortos por se alimentar de salmões | Foto: GoPro

Leões marinhos serão mortos por se alimentar de salmões | Foto: GoPro

Um projeto de lei que facilita a matança de leões marinhos que se alimentam de salmão no rio Columbia foi aprovado no senado dos Estados Unidos.

A medida permitirá um processo mais ágil para que os estados de Washington, Idaho, Oregon e várias tribos do noroeste do Pacífico capturem e matem os leões-marinhos.

Os defensores do projeto dizem que a medida protegerá o salmão e a truta e dará aos gerentes de vida selvagem maior flexibilidade para controlar os leões marinhos.

Os críticos chamam a solução covarde de mal concebido e dizem que matar os animais de forma covarde não vai resolver o problema do declínio das populações de salmão.

Novas diretrizes, envolvendo os animais entraram em vigor no dia 17 de abril, e permitem que qualquer leão marinho que seja visto na área em cinco ocasiões, ou que tenha sido visto comendo peixe (atum) deve ser colocado em uma lista para remoção letal.

Os critérios anteriores exigiam que ambas as marcas fossem atendidas. Autoridades dizem que 10 leões marinhos foram mortos até agora este ano, a maioria como resultado da mudança de política. Um estudo descobriu que a mudança pode aumentar o número de leões marinhos mortos em 66%.

O governo federal atualmente autoriza os estados a matarem leões marinhos perto da represa de Bonneville, a leste de Portland, Oregon, mas somente se os responsáveis documentarem individualmente os animais que estão causando problemas.

O projeto foi patrocinado pelo senador de Idaho, Jim Risch, e a senadora por Washington, Maria Cantwell, e já foi aprovado pelo senado. O texto do projeto é semelhante à legislação que a câmara aprovou em junho do ano passado.

Matar os leões marinhos, retirar vidas, nunca será a solução a ser adotada. O declínio das populações de salmão se dão em função do desequilíbrio na cadeia alimentar causado pela pesca (intenções comerciais, ganho, lucro, venda) que impede a reprodução dos animais há tempo de suprir o déficit causado pelos pescadores com suas redes de grande escala.

A natureza tem seu equilíbrio próprio e perfeito as cadeias alimentares obedecem a esses critério endêmicos. Tentar culpar os leões marinhos por consequências que os seres humanos causam, é no mínimo, incoerente e equivocado.

Essa irresponsabilidade custará as vidas de animais inocentes que nada mais fazem do que seguir seus instintos e se alimentar.

Botos da Amazônia estão ameaçados de extinção mesmo diante da proibição da caça da espécie

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

No início de 2000, nas profundezas da selva amazônica, o massacre começava, até os filhotes de golfinhos de água doce ou botos não foram poupados, nem as fêmeas grávidas que tiveram seus filhotes arrancados do ventre covardemente.

Sem hesitação ou remorso, esses monstros bárbaros arrancaram o bebê do útero da mãe, jogando-o para o lado como um pedaço de lixo. O Brasil aprovou uma lei com a proibição efetiva da caça, no entanto os caçadores não pararam de matar os mamíferos indefesos e no Peru, os botos são mortos apenas para servir de isca.

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

O boto ou golfinho cor de rosa do rio ou ainda golfinho do amazonas, como é comumente conhecido, cientificamente a espécie é identificada como Inia geoffrensis, não são caçados para servir de alimento.

Como muitos pescadores pegam peixes menores para capturar as espécies maiores, os botos são capturados simplesmente por essa razão, assim eles são mortos e divididos em pedaços de carne que depois é jogada em caixas para pegar espécies menores de peixes comumente conhecidos como piracatinga, que se alimentam de carne podre de animais mortos – neste caso, de botos.

Os massacres de golfinhos japoneses são noticiados frequentemente – mas os campos de matança dentro da Amazônia ainda permanecem na obscuridade. Alguns conservacionistas parecem não se incomodar em divulgar esse fato, enquanto os caçadores exterminam esses membros da vida aquática.

Só no início do ano passado, cerca de dois mil golfinhos do rio Amazonas foram mortos. No entanto, os grupos de conservação da Europa e da América do Sul e do Norte estão tomando posição e, entregaram uma petição de 50 mil assinaturas ao governo do país pedindo ações urgentes.

Embora esteja em vigor a proibição da caça no Brasil, ela não é suficiente para parar a matança ilegal que ocorre distante dos olhos da lei. Além disso, a caça no Peru, Equador, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiné Francesa também acontece.

Ninguém foi capaz de parar essas matanças, a população fora da Amazônia fica completamente alheia ao fato de que essa atrocidade realmente existe. A Fundação Internacional de Resgate de Animais do Brasil, além de muitos grupos menores de conservação, soube deste extermínio apenas nos últimos anos.

Quando o governo federal impôs uma proibição temporária cinco anos atrás, tudo parecia mais calmo, infelizmente a proibição da caça foi suspensa com muitos botos mortos em agosto do ano passado, e seria realmente um milagre se a espécie realmente se recuperasse antes que a proibição da caça terminasse. Mas não foi que aconteceu.

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

Desde o início de agosto do ano passado, o país impôs uma nova [proibição total], mas isso não explica os caçadores clandestinos e aventureiros assassinos que atualmente estão descendo os rios da Amazônia para matar botos.

Até o segundo semestre do ano [2014] a expectativa era de que mais de três e meio mil botos seriam mortos. O número pode até ser ainda maior sendo que atividade é completamente ilegal.

Mais de 60% da floresta amazônica está no Brasil e, assim, o país abriga mais golfinhos do rio Amazonas, do que qualquer outro país da América do Sul. Os botos vivem nos rios e lagos da Amazônia e entram na floresta alagada durante a alta temporada.

A Amazônia, e particularmente as florestas inundadas, são habitats ameaçados. Desde a década de 1980, a taxa de desmatamento e exploração da floresta amazônica para mineração, extração de madeira, assentamento humano e pecuária aumentou significativamente.

Essas atividades comerciais representam uma grave ameaça para os povos indígenas e a vida selvagem da região.

Boto do sexo masculino só se reproduz após os 10 anos de idade

Especialistas da região afirmam que todos os anos, na região na Reserva de Desenvolvimento de Mamirauá, a população de botos diminui em torno de 7,5%. Isso não é sustentável”, diz ele.

Segundo eles, o agravante é que os pescadores preferem os jovens golfinhos-do-rio, que quase nunca atingem a idade reprodutiva. Um golfinho macho leva 10 anos para atingir a idade reprodutiva e a fêmea entre 6 e 7 anos. A gestação leva entre 11 e 13 meses, além disso, a jovem mãe ainda alimenta os pequenos por dois anos.

A morte dos jovens botos está tendo um enorme impacto sobre as espécies de golfinhos do rio Amazonas, das quais, mesmo com uma proibição, vai resultar no extermínio de toda a espécies se o mundo não se unir agora para impor uma proibição completa na Venezuela, Peru, Colômbia e Bolívia, Guiana, Suriname e Guiné Francesa.

A alimentação do boto consiste principalmente de piracatinga, que é um bagre carnívoro comido pelos habitantes locais e tribos indígenas. No entanto, os seres humanos na Amazônia exigem 4.500 botos para colher (pescar) todos os anos a piracatinga.

Então, por que esse massacre não está sendo visto no mundo ocidental da conservação? Bem, basicamente este método de extração de piracatinga, que se tornou ilegal no Brasil em agosto de 2014, só começou em 2000. Apesar de toda a prática ser 100% ilegal, os governos e as agências de segurança estão fazendo pouco ou nada para impedir isso.

Quando o pescador captura o boto a morte do animal geralmente é feita no mesmo local desta forma o cadáver não apodrece rapidamente. O corpo do animal é então colocado em caixas de madeira que os pescadores usam para capturar o peixe piracatinga.

As caixas de carne de boto são então abaixadas na água. Os pescadores aguardam enquanto os piracatinga se aproximam para atacar as carnes mortas do golfinho de água doce em decomposição. É nesse momento que os pescadores pegam o piracatinga.

Tem sido amplamente divulgado em algumas revistas, artigos e mídias que o Brasil de fato proibiu essa prática a partir de julho 2014. No entanto, esses meios de comunicação e repórteres de imprensa – até os de base científica – podem querer visitar as selvas da Amazônia, nas quais esta prática ainda está ocorrendo e tem sido assim desde 2000.

Conservacionistas ficaram encantados ao ouvir sobre a proibição anunciada pelo governo do Brasil, uma vez que o país possui a maior parte da Floresta Amazônica. “É a maior proibição de pesca desde 1967, quando as leis originais de proteção da fauna do Brasil foram feitas”, diz Jone César, da Associação Amigos do Peixe-boi, um grupo de conservação sediado em Manaus, Brasil.
Só porque o Brasil proibiu a prática, não significa que nos rios do Equador ou do Peru, por exemplo, nos quais o boto também habita e que não estão dentro do território brasileiro, os pescadores não vão continuar matando os botos.

Além disso, até que a proibição brasileira seja completamente aplicada, é esperado que os pescadores matem mais milhares de botos para armazenar para pescas posteriores. Então, é claro, temos caçadores que podem e ainda vão desrespeitar essa proibição e, infelizmente, isso já foi visto outras vezes.

Estamos agora a muitos anos depois e o golfinho da Amazônia parece que logo estará extinto. Os botos foram classificados com o status “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) em sua última “Lista Vermelha”, publicada em novembro de 2018.

Lei que obriga hospitais a servir refeições veganas aos pacientes entra em votação no senado

Foto: Livenkdly/Reprodução

Foto: Livenkdly/Reprodução

O Comitê de Saúde do Senado da Assembléia Legislativa de Nova York aprovou uma lei que garantiria aos pacientes de hospitais uma opção saudável baseada em vegetais em todas as refeições. O projeto de lei foi aprovado na Assembléia do estado em março e agora passará para o plenário do senado para ser votada.

O projeto de lei introduzido pelo senador Brad Hoylman e pelo membro da Assembléia Richard Gottfried, exige que os hospitais disponibilizem refeições e lanches à base de vegetais que não contenham produtos de origem animal ou subprodutos, incluindo carne, aves, peixe, laticínios, ovos ou mel.

No texto do projeto de lei também consta a exigência de que os hospitais listem as opções baseadas em vegetais em todos os materiais e menus escritos do estabelecimento.

Em setembro, a Califórnia aprovou uma legislação semelhante, que o Comitê de Médicos co-patrocinou juntamente com a Compaixão Social na Legislação.

A página da web Healthy Hospital Food do Physicians Committee fornece receitas vegetarianas e veganas, dicas para implementar refeições à base de vegetais e estudos de caso de hospitais que defendem alimentos saudáveis.

“A aprovação do projeto de lei pelo Comitê de Saúde do Senado envia uma mensagem clara de que os legisladores sabem que fornecer refeições para pacientes em hospitais é um passo crucial para combater epidemias relacionadas à nutrição, incluindo doenças cardíacas, diabetes e obesidade”, disse Susan Levin, diretora de educação nutricional do Comitê de Médicos pela Medicina Responsável, disse em um comunicado.

Quase 1,7 milhão de nova-iorquinos têm diabetes, e as doenças cardíacas são responsáveis por 40% de todas as mortes no estado, de acordo com o departamento de saúde.

Pesquisas mostram que uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos e feijões pode ajudar a combater doenças cardíacas, hipertensão, diabetes e câncer.

Em junho de 2017, a American Medical Association aprovou uma resolução que apela aos hospitais americanos para melhorar a saúde dos pacientes, funcionários e visitantes, fornecendo refeições à base de vegetais.

O American College of Cardiology (ACC) fez a mesma recomendação em Planting a Seed: Heart Healthy Food Recommendations for Hospitals.

A ACC explica que “a hospitalização pode ser um ‘momento de aprendizado’ para pacientes que estão prontos para adotar a nutrição como parte do processo de cura”.

Prefeito de Cotia (SP) promulga lei que proíbe soltura de fogos de estampido

Uma lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, além de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, foi promulgada pelo prefeito de Cotia (SP), Rogério Franco.

(Foto: Pixabay)

O descumprimento da lei, de autoria do vereador Edson Silva, acarreta em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor é dobrado. As informações são do Jornal Cotia Agora.

Não foi definido ainda como será realizada a fiscalização e quem a fará. Também não se sabe se haverá um telefone exclusivo para denúncias ou se elas deverão ser feitas à Guarda Civil.

A lei tem o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo barulho dos fogos, que prejudica animais domésticos e silvestres, em alguns casos levando-os à morte por ataque cardíaco, e atinge também idosos, crianças, pessoas com problemas psíquicos, autistas e bebês.

A proibição da soltura de explosivos que fazem barulho é uma tendência que outras cidades do país já aderiram. Em São Paulo, por exemplo, a comemoração de Ano Novo do ano passado não contou com fogos de estampido.

 

Projeto que obriga clínicas a denunciar maus-tratos a animais é sancionado em MT

Um projeto de lei que obriga pet shops, clínicas e hospitais veterinários a denunciar à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) casos de maus-tratos a animais atendidos nesses estabelecimentos foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso e sancionada pelo governador Mauro Mendes.

Foto: Pixabay

“Traçando um paralelo com o ser humano, pratica-se crime de maus-tratos contra animais sempre que ele é exposto a perigo em relação à sua vida e saúde”, afirmou a titular da Delegacia do Meio Ambiente, Alessandra Cozzolino, por meio da assessoria.

Segundo a delegada, crimes de maus-tratos podem ter origem em uma atitude que exponha o animal a risco de morte e prejuízo a saúde ou em uma omissão deliberada, como privação de alimento. As informações são do portal Só Notícias.

“Além da Lei de Crimes Ambientais, a própria Constituição Federal, em seu artigo 225, já protege todos os animais em relação a qualquer abuso ou maus-tratos”, explicou.

Segundo a nova lei, a comunicação do crime à Dema ou a qualquer outra delegacia deve ser feita de forma imediata, por meio de ofício físico ou comunicação digital.

Na denúncia, deve ser comunicado: nome, endereço e contato do responsável pelo animal, relatório de atendimento prestado, com espécie, raça e características físicas do animal e descrição do estado de saúde dele no momento do atendimento, além dos procedimentos adotados.

Processo judicial pede a inclusão das girafas na lei americana de proteção às espécies ameaçadas

Foi preciso que grupos de conservação entrassem com uma ação judicial, para que o governo americano considerasse incluir as girafas na lista de espécies protegidas pela lei americana. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou ontem (25) que a espécie pode se qualificar para proteção sob a Lei de Espécies em Perigo (Endangered Species Act) da América.

O processo de 2018, foi elaborado em conjunto pelo Centro de Diversidade Biológica, Humane Society International, Humane Society dos Estados Unidos e Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, busca uma resposta à sua petição legal de abril de 2017 para a proteção das girafas na Endangered Species Act (ESA, na sigla em inglês).

A espécie está gravemente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, aumento populacional humano e caça, assim como pelo comércio internacional de esculturas, peles e troféus de ossos de girafas.

De acordo com as informações no processo, os Estados Unidos representam um enorme mercado para partes de girafas com mais de 21.400 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça importados na última década.

Limitar a importação e o comércio nos EUA proporcionaria às girafas proteções importantes, e um lugar na lista da ESA (Endangered Species Act) também ajudaria a fornecer financiamento essencial para o trabalho de conservação na África.

“Só os EUA, importam em média mais de um troféu de girafa por dia, e milhares de peças desses animais são vendidas internamente a cada ano”, disse Anna Frostic, advogada da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International. “O governo federal deve agora avaliar rapidamente o papel que estamos desempenhando no declínio da espécie e como podemos trabalhar para salvar esses animais únicos.”

A população de girafas da África despencou quase 40% nos últimos 30 anos. Atualmente, são apenas cerca de 97 mil indivíduos.

“Este é um grande passo para proteger as girafas do uso crescente de seus ossos pelos fabricantes de armas e facões dos EUA”, disse Tanya Sanerib, diretora jurídica internacional do Center for Biological Diversity, em comunicado. “É repugnante que tenha sido necessário um processo para levar a administração Trump a agir. Salvar da extinção todos os animais deveria ser a decisão mais fácil do mundo”.

Com menos girafas do que elefantes restando na África, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), elevou o nível de ameaça das girafas de “menos preocupante” para “vulnerável” em sua “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” em 2016. Essa descoberta foi confirmada em 2018 juntamente com uma avaliação do status de “criticamente ameaçada” de duas subespécies de girafa e uma avaliação de “ameaçada” para outra.

“Os Estados Unidos há muito tempo são cúmplices no comércio de peças de girafas, então é hora do governo federal fazer algo para ajudar na preservação dessa espécie”, disse Elly Pepper, da NRDC. “O país tomou medidas para ajudar a limitar o comércio de numerosas espécies em perigo. Infelizmente, agora é hora de agir para garantir que as girafas permaneçam no planeta. Elas precisam das proteções da Lei de Espécies Ameaçadas e precisam delas agora”.

Conhecidas por seus pescoços de dois metros de comprimento, padrões de estampa na pele distintos e longos cílios, as girafas atraem a atenção humana há séculos. Novas pesquisas revelaram recentemente que elas vivem em sociedades complexas, muito parecidas com as em que vivem os elefantes, e têm características fisiológicas únicas, incluindo a pressão sanguínea mais alta de qualquer mamífero terrestre.

A IUCN atualmente reconhece uma espécie de girafas e nove subespécies: África Ocidental, Cordofão, Núbio, reticulado, Masai, Thornicroft, Rothchild, Angolano e Sul-Africano. A petição legal pede que toda a espécie seja protegida.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem 12 meses para decidir se a listagem das girafas na Lei de Espécies em Perigo está garantida.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.