Prefeitura sanciona lei que pune maus-tratos a animais em Mariana (MG)

A Prefeitura de Mariana, em Minas Gerais, sancionou a Lei 3.267, que pune maus-tratos a animais no município. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial de Mariana e estabelece multas e responsabilização criminal aos agressores de animais.

Foto: Pixabay

De autoria do vereador Juliano Duarte, a lei classifica como maus-tratos ações cometidas contra a integridade física, psicológica ou a vida dos animais. Por exemplo: privar o animal das suas necessidades básicas; lesar ou agredir o animal, causando-lhe sofrimento, dano físico ou morte; abandonar o animal; obrigar o animal a realizar trabalho excessivo ou superior às suas forças ou submetê-lo a condições ou tratamentos que resultem em sofrimento; criar, manter ou expor animal em recinto desprovido de segurança, limpeza e desinfecção; explorar animal em confronto ou luta entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes; provocar envenenamento que resulte ou não em morte do animal; deixar de propiciar morte rápida e indolor a animal cujo sacrifício seja necessário e recomendado por médico veterinário; abusar sexualmente de animal; promover distúrbio psicológico e comportamental em animal, através de treinamento inadequado que o torne feroz e perigoso para o convívio com a população; praticar outras ações ou omissões atestadas por profissional habilitado.

A medida estabelece multas aos agressores de animais que variam de R$ 522 a R$ 1,3 mil. A lei também obriga o responsável pelos maus-tratos a arcar com os gastos do tratamento veterinário do animal maltratado. As informações são do Portal da Cidade Mariana.

A legislação dá respaldo a Patrulha da Guarda Ambiente e aos agentes fiscalizadores pra a aplicação de multas e realização de medidas necessárias aos infratores.

Os animais abandonados ficarão sob a responsabilidade do Centro de Acolhimento Animal, que os disponibilizará para adoção.

Canadá está a um passo de proibir testes com animais para cosméticos

Foto: Humane Society

Foto: Humane Society

O Canadá está se posicionando para se tornar o 40º país do mundo a proibir testes cosméticos envolvendo animais após a introdução da Lei de Cosméticos sem Crueldade (Bill S-214) na Câmara dos Comuns.

O projeto já foi aprovado pelo senado e foi apresentado pela ministra da saúde, a conservadora Marilyn Gladu.

“Proteger os animais sempre foi uma causa que me preocupou profundamente e tenho o prazer de patrocinar este projeto de lei para que os deputados possam debater essa questão importante”, disse Gladu em um comunicado.

O projeto é resultado de anos de defesa da lei liderados pela Humane Society International, a Animal Alliance of Canada e a Lush Fresh Handmade Cosmetics, com o apoio de mais de 750 mil canadenses de costa a costa.

A Lei de Cosméticos Sem Crueldade foi introduzida pela primeira vez na câmara em junho de 2015 pela senadora conservadora Carolyn Stewart Olsen em uma estreita cooperação com a HSI Canada e a Animal Alliance.

“Como um canadense orgulhoso, eu não poderia estar mais feliz em ver o meu país se aproximando mais e mais de tornar-se mais um mercado de beleza livre de crueldade”, disse Troy Seidle, vice-presidente de Pesquisa e Toxicologia da HSI.

Foto: World Animal News/Reprodução

Foto: World Animal News/Reprodução

“Em 2019, com a vasta gama de ingredientes cosméticos já estabelecidos e as abordagens livres de animais para avaliação de segurança, simplesmente não há desculpa para confiar continuamente em testes em animais para produtos ou ingredientes cosméticos”, enfatiza ele.

A HSI também tem estado na vanguarda das mudanças da política pública global para cosméticos livres de crueldade, encabeçando reformas legais na União Européia, Índia, Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul, Guatemala e mais recentemente Austrália, com legislações semelhantes em desenvolvimento nos Estados Unidos, Brasil, Chile, África do Sul, Sri Lanka e outros lugares.

“Chegou a hora de tirar a crueldade de uma vez do mercado de cosméticos e ouvir os 88% dos canadenses que se opõem aos testes em animais para cosméticos”, afirma Mark e Karen Wolverton, co-proprietários da Lush Fresh Handmade Cosmetics, da América do Norte.

“Sabemos que nossos milhões de clientes que apoiam o projeto de lei (Bill S-214) levarão essa questão para as pesquisas neste outono e elegerão líderes que sejam capazes de legislar em seu nome”, afirmou o casal.

“Acreditamos que os testes em animais para produtos de beleza não são aceitáveis ou relevantes e perpetuam o sofrimento dos animais”.

Pesquisas do Conselho Estratégico em nome da Animal Alliance of Canada e da HSI descobriram que 88% dos canadenses concordam que testar novos cosméticos não vale a pena a dor e o sofrimento dos animais, e 81% apoiariam a proibição nacional de testes em animais de cosméticos e seus produtos. ingredientes.

Com a maior conscientização da população e seu empenho em modificar o modelo vigente de inferiorização dos animais, garantido-lhes o direito à liberdade e bem-estar de que tanto necessitam, mais um passo é dado em direção a uma sociedade pais justa, para animais humanos e não-humanos.

Câmara dos Representantes da Colômbia aprova projeto que proíbe testes em animais na indústria cosmética

“Esperamos sinceramente que em breve a Colômbia se junte aos países que estão fechando as portas para essa prática cruel e desnecessária” (Foto: CFI)

A Câmara dos Representantes da Colômbia aprovou por unanimidade na semana passada o projeto de lei que proíbe testes em animais na indústria cosmética colombiana. De autoria do parlamentar Juan Carlos Lousada, a medida também proíbe a venda de cosméticos pré-testados, incluindo produtos importados, após um ano da implementação da lei.

Agora o projeto segue para o Senado, onde será debatido em comissão e no plenário da Câmara. A previsão é de que o projeto também não encontre nenhuma barreira no Senado e que seja aprovado em breve, segundo a organização Cruelty Free International, que se dedica a campanhas contra a realização de testes em animais.

“As pessoas do mundo todo agora estão cientes de que o uso de animais em testes de cosméticos deve chegar ao fim em todos os lugares. Esperamos sinceramente que em breve a Colômbia se junte aos países que estão fechando as portas para essa prática cruel e desnecessária”, declarou a diretora de Relações Públicas da CFI, Kerry Postlewhite.

Projeto que proíbe golfinhos e baleias de serem mantidos em cativeiro a um passo de ser aprovado

Qila uma baleia beluga que vive no Quário de Vancouver | Foto: Jonathan Hayward/Canadian Press

Qila uma baleia beluga que vive no Quário de Vancouver | Foto: Jonathan Hayward/Canadian Press

Um projeto de lei que prevê a proibição do cativeiro de baleias e golfinhos no Canadá passou no Comitê de Pesca da Câmara do Comuns (Parlamento canadense) nesta terça-feira e está pronto para ir a um debate final e votação.

Quase quatro anos depois da legislação ter sido introduzida pela primeira vez no Parlamento, o Comitê de Pesca do parlamento passou adiante a lei proibindo o cativeiro de baleias e golfinhos no Canadá.

O projeto chamado de S-203, patrocinado inicialmente pelo senador liberal Wilfred Moore em 2015, proíbe manter e criar cetáceos em cativeiro por meio de emendas ao Código Penal – tudo menos o final de uma prática que já foi um marco na experiência com parques temáticos no país.

O projeto de lei foi aprovado pelo Comitê, sem alterações, na terça-feira, com o apoio dos parlamentares liberais e do NDP.

Uma emenda à legislação, por menor que seja, efetivamente teria afetado a movimentação do projeto de lei nos últimos dias do parlamento, já que uma lei modificada teria de ser enviada de volta ao Senado para outra votação final. O projeto de lei enfrentou uma resistência sem precedentes de alguns senadores conservadores na Câmara Vermelha e restam apenas oito semanas de espera nessa etapa.

O voto da comissão – e o contínuo apoio ao projeto pelo governo liberal – são uma vitória para os ativistas dos direitos animais responsáveis pela conscientização do dano que reapresenta para a espécie, manter essas criaturas altamente inteligentes em tanques de concreto, alertando que esta é uma forma cruel e perversa de entretenimento.

Foto: Darryl Dyck/Canadian Press

Foto: Darryl Dyck/Canadian Press

“O projeto de lei é simples e direto. Ele se apoia no argumento de que colocar essas belas criaturas nos tanques e cativeiros em que elas são mantidas é intrinsecamente cruel”, disse o senador independente Murray Sinclair, ex-juiz que ajudou a impulsionar o projeto de lei através do parlamento.

Se for aprovado pelo parlamento, o projeto permitirá a aplicação de multas de até 200 mil dólares em parques e aquários que violarem as definições de crueldade contra animais do Código Penal.

Camille Labchuk, diretora executiva da Animal Justice, um grupo de defesa dos direitos animais que há muito apoia o projeto, disse que embora a legislação ainda esteja enfrentando uma crise de tempo parlamentar (proximidade de eleições), ela está confiante de que tem votos suficientes para aprovar a lei quando ela chegar a votação final.

“Estou muito feliz que os liberais tenham resistido à pressão para acabar com a lei. Acho que a razão pela qual eles foram convencidos a salvar essa legislação foi o poder de ação dos canadenses que contataram esses políticos em massa”, disse ela em entrevista à CBC News.

“Provavelmente mais de 20 mil e-mails e telefonemas foram feitos nos dias que antecederam a votação. Essa proibição é algo que os canadenses em todo o país realmente desejam. Eles assistiram Blackfish e The Cove, e entenderam que baleias e golfinhos não devem mais ser mantidos em cativeiros – os que estão livres na natureza viajam longas distâncias, mergulham profundamente, vivem em estruturas familiares complexas e desfrutam de uma qualidade de vida muito melhor do que a miséria e a esterilidade de viver em um tanque”, disse Labchuk.

O parque Marineland em Niagara Falls, Ontário, tem sido um forte oponente ao projeto, usando como desculpa para manter os animais presos, a alegação de que caso a lei seja aprovada, ela ameaçaria os esforços de conservação nos parques temáticos onde esses animais estão em exibição. O parque também tentou usar o frágil argumento de que o projeto ameaçaria o emprego de centenas de moradores locais durante os meses de verão.

No entanto, os cetáceos existentes serão salvaguardados pelo projeto, o que significa que o parque pode manter todos os animais que possui atualmente.

Foto: John Raoux/Associated Press

Foto: John Raoux/Associated Press

De acordo com dados fornecidos pelo Departamento de Pesca e Oceanos, a Marineland possui cerca de 61 cetáceos: 55 baleias-beluga, cinco golfinhos-nariz-de-garrafa e uma orca. O Vancouver Aquarium tem apenas um desses mamíferos.

“Marineland tem baleias belugas suficientes para continuar por mais 30 anos, então nenhum trabalho será perdido como resultado disso no futuro imediato”, disse Sinclair.

“Essa lei é necessária porque, a longo prazo, nossa sociedade ficará muito melhor se começarmos a tratar outras criaturas da mesma forma que nós mesmos sentimos que devemos ser tratados”, concluiu o senador.

A esperança de muitos ativistas é que alguns ou todos os mamíferos atualmente em cativeiro sejam “aposentados” eventualmente e sejam transferidos para um santuário à beira-mar em Nova Escócia.

Andrew Burns, advogado de Marineland, argumentou que o projeto de lei é inconstitucional e sinalizou potenciais problemas legais que o parque pode enfrentar quando um cetáceo atualmente grávido der à luz depois que a lei – que proíbe o nascimento – for aprovada.

Lei que proíbe fogos na cidade de São Paulo é suspensa por ministro do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (1º) a lei que proíbe manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de artifício no município de São Paulo.

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Moraes atendeu a um pedido da Associação Brasileira de Pirotecnia e justificou a suspensão com o argumento de que a lei municipal não poderia impor restrições maiores que a legislação federal. As informações são do G1.

“A proibição total de utilização desses produtos interferiu diretamente na normatização editada pela União em âmbito nacional, incorrendo em ofensa à competência concorrente da União, dos Estados e do DF. Não poderia o Município de São Paulo, a pretexto de legislar sobre interesse local, restringir o acesso da população paulistana a produtos e serviços regulados por legislação federal e estadual”, escreveu Moraes na decisão.

De acordo com o ministro, a lei municipal pode atuar pelo bem-estar das pessoas e criar determinadas regras, mas “nunca com a extensão e intensidade pretendidas pelo legislador paulistano, no sentido de uma ampla e taxativa proibição a todos os artefatos pirotécnicos ruidosos”.

A ação movida pela associação argumentou que a legislação tratou de um tema que é de competência da União e abordou o impacto negativo para a indústria de artigos pirotécnicos, ignorando as consequências desastrosas que o ruído dos fogos causam para pessoas – especialmente idosos, doentes, crianças e autistas – e para os animais, com casos, inclusive, de morte de pássaros, cachorros e gatos por ataque cardíaco.

Em 2018, a lei foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas. Depois, foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, mas, em seguida, voltou a vigorar. Com a nova decisão de Moraes, a legislação permanecerá suspensa até que o caso seja avaliado pelo plenário do STF.

Coalizão pede medidas urgentes para proteção de espécies ameaçadas

As belugas são atualmente listadas como uma espécie vulnerável em Ontário | Grupo CNW, Ontario Nature

As belugas são atualmente listadas como uma espécie vulnerável em Ontário | Foto: Grupo CNW, Ontario Nature

Representantes dos habitantes da província de Ontário no Canadá declararam solidariedade às espécies em risco de extinção e pedem por mudanças urgentes na relação entre seres humanos e meio ambiente.

Vinte e oito autores, músicos, povos indígenas, empresas e organizações ambientais divulgaram uma declaração em conjunto no início desta semana, enfatizando a responsabilidade coletiva dos seres humanos em proteger a saúde natural de Ontário, do Canadá e do planeta.

Uma mensagem para o mundo

A declaração foi publicada logo após a consulta pública feita pelo governo de Ontário sobre a Lei de Espécies Ameaçadas (ESA, na sigla em inglês) de 2007. Enquanto a população aguarda as emendas do governo à lei, seu compromisso de aumentar a “eficiência dos negócios” gerou receio sobre o destino da natureza e animais já em perigo em toda a província.

“A Lei das Espécies em Perigo de Ontário destina-se a proteger os animais e plantas mais vulneráveis da província. Se permitirmos que mais do seu habitat, que já está em situação crítica, seja aberto e liberado para negócios, é apenas uma questão de tempo até que o suporte vital dessas espécies seja cortado completamente ”, afirmou David Suzuki, co-fundador da Fundação David Suzuki.

“O governo de Ontário tem a responsabilidade de identificar e proteger espécies em risco. Essas espécies já esperaram muito tempo pelo nosso apoio. Passou do tempo de fortalecer a legislação e melhorar sua execução, em vez de andar para trás, abrindo a porta para mais negócios. ”

Mais de 230 espécies de plantas e animais da província correm o risco de desaparecer, em grande parte devido à perda de habitat e ação humana.

A atividade industrial e o desenvolvimento são os principais causadores dessa perda. A ESA já fornece isenções significativas para a indústria; enfraquecer ainda mais a legislação de proteção ao meio ambiente, terá como consequência o aumento da ameaça às espécies mais vulneráveis da província.

A declaração conjunta enfatiza que meio ambiente, animais e humanos estão todos conectados. É de extrema importância a persistência e recuperação de espécies em risco para a saúde humana.

O texto também destaca a proximidade que chegamos dos limites para a capacidade do planeta em sustentar a atividade humana e a necessidade urgente de mudar a forma como o homem interage com a natureza.

Havaí está perto de proibir testes em animais para produtos cosméticos

Foto: Adobe

Ao longo dos anos, o Havaí tem se mostrado mais compassivo com os animais e preocupado com o futuro do planeta.

Só em 2018, o estado proibiu a exploração de animais selvagens em circos e fechou uma fazenda de laticínios por irregularidades ambientais.

Já em 2019, ele está a um passo de proibir o comércio de pele animal e agora avançou significativamente para abolir também o uso de animais em testes para produtos cosméticos.

De acordo com a Cruelty-Free International , a Lei de Cosméticos sem Crueldade do Havaí (HB 704, que foi apresentada pela representante Chris Lee e visa acabar com a venda de cosméticos testados em animais no estado depois de 2020) passou na Câmara e agora vai para o Senado para consideração. As informações são do Plant Based News.

A Cruelty Free International, que trabalha com a The Body Shop para testar animais para cosméticos, apoia a Lei, que diz que traria o Havaí à Califórnia, à UE e a outros 30 países para impedir a venda de cosméticos testados em animais. As organizações aconselham as pessoas que vivem no Havaí a escrever para o senador estadual, pedindo-lhes que apoiem o projeto.

Alternativas éticas

“Hoje, métodos modernos de testes não animais que são mais rápidos e melhores para prever a resposta humana do que os testes em animais que eles substituem estão amplamente disponíveis”, disse Monica Engebretson, Gerente de Campanha para a Crueldade Internacional na América do Norte. As informações são do Plant Based News.

“Nosso sucesso em acabar com testes desnecessários em animais em outros países e estados prova que é possível uma mudança positiva. Agradecemos à representante Lee por apresentar este projeto de lei e à Câmara por seu apoio esmagador e pedir ao Senado que faça o mesmo.”

“Por mais de 20 anos, a The Body Shop tem feito campanhas para proibir testes em animais em cosméticos e estamos imensamente orgulhosos do impacto que fizemos na mudança da lei na União Européia”, disse Andrea Blieden, gerente geral dos EUA no The Body Shop.

“Como líder na indústria de beleza global, gostaríamos de ver todos os estados nos EUA finalizando os testes de cosméticos em animais”.

Lei que permite transporte de animais no metrô, trem e ônibus é sancionada em SP

O governo do estado de São Paulo sancionou uma lei que regulamenta o transporte de animais de pequeno porte no metrô, nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus intermunicipais da EMTU.

A dona de casa Patrícia, que mora em Suzano, foi uma das primeiras a usar o transporte. Dentro de um pote de sorvete com furos, ela levou Roberval, um ratinho, no trem. Antes, ela teria que chamar um táxi para transportar o animal até o veterinário.

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“Eu achei ótimo porque isso vai trazer uma economia muito grande, é prático pegar o trem e já descer direto na cidade onde você vai”, explicou ao G1.

O pote de sorvete improvisado como transporte para o animal, porém, não é indicado pelos veterinários. Para segurança do animal, o correto seria uma caixa de acrílico específica para o rato.

De acordo com as regras da nova lei, os animais que podem ter acesso ao transporte público devem ter no máximo 10 quilos e só podem ser transportados durante horários específicos. São eles: das 4h40 às 6h, das 8h às 16h e das 19h a 0h. Fora desses horários, os animais só podem ser levados nos trens, ônibus e no metrô em casos de emergência, com solicitação formal do veterinário responsável.

A orientação do médico veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite é de que o animal seja transportado em caixa adequada à espécie para evitar transtornos com outros passageiros e com o próprio animal.

O fotógrafo Mário Rosário apoia a legislação. “Eu acho interessante. O trem é um meio de transporte que agora permite que você possa levar seu animal”, disse.

Projeto de lei proíbe a venda de animais que não sejam resgatados

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres sencientes capazes de amar sofrer e entender o mundo ao seu redor. Esse comércio cruel, alimenta uma indústria de criação de filhotes onde os animais são explorados ao extremo, principalmente as cadelas, que vivem procriando até que não sirvam mais e sejam descartadas de forma cruel.

Alguns países no mundo já possuem leis que proíbem, de alguma forma, essas fábricas de animais, no Brasil infelizmente ainda não.

Nos Estados Unidos, Chicago tem um decreto em vigor desde 2015 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos que não sejam provenientes de resgates, e no início deste ano a Califórnia aprovou a mesma lei.

Essas leis significam que as lojas de animais não podem vender cães, gatos e coelhos, a menos que sejam animais resgatados que precisem ser adotados de abrigos. Portanto, em vez de vender filhotes de criadores para fins lucrativos, as lojas de animais domésticos estão ajudando os animais em abrigos que já estão com capacidade máxima e, caso contrário, sacrificariam esses animais.

Apenas alguns dias atrás, Linda Rosenthal, membro da Assembleia do Upper West Side, e Michael Gianaris, senador do Queens, apresentaram a lei S4234 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos em lojas de animais no Estado de Nova Iorque.

Os animais que vivem em fábricas de reprodução são mantidos em pequenas gaiolas em condições terríveis. Os requisitos mínimos de saúde e bem-estar não são atendidos, e a prioridade é cruzá-los com a maior frequência e o máximo possível para ganhar mais dinheiro. É por isso que cortar esse processo direto na fonte (lojas de animais) é uma maneira eficiente de fechar essas fábricas de filhotes.

“Temos de acabar com o fluxo cachorro-fábrica-de-filhotes-petshop”, diz Rosenthal. Eles podem até tentar encontrar maneiras de burlar a lei, como a loja de animais em Iowa, que fingiu ser uma organização de resgate sem fins lucrativos, mas essas empresas vão enfrentar as consequências em praticar atos de crueldade contra os animais se tais leis estiverem em vigor.

Ao apresentar o projeto de lei S4234, Rosenthal declarou: “Não há absolutamente nenhuma razão para que alguém gaste milhares de dólares em um animal de estimação insalubre criado sob situações de crueldade, quando abrigos e organizações de resgate estão explodindo com animais saudáveis e inocentes. A necessidade de lares pata estes animais permanece”.

Com tantos animais em situação de rua já precisando de lares e estas fábricas de filhotes contribuem mais ainda para a superpopulação, a falta de moradia e o abandono de animais.

Se este projeto for aprovado, será um avanço não só para abrigos e ONGS de proteção animal, mas principalmente para os animais domésticos que aguardam um lar e os que se encontram em situação de rua. No momento, o projeto está no comitê, aguardando votação.

Mercado de alternativas vegetais cresce enquanto setor leiteiro amarga crise

O cenário não poderia ser mais auspicioso para quem trocou o leite por fontes vegetais (Foto: Getty)

A Dairy Farmers of America, associação de produtores de leite dos Estados Unidos, divulgou recentemente um relatório informando que em 2018 a indústria de laticínios sofreu queda nas vendas no valor de 1,1 bilhão de dólares em comparação com 2017.

No Brasil, o crescimento registrado foi de 0%. Isso mesmo, segundo a Embrapa, a indústria leiteira viveu um período de estagnação em 2018. Inclusive no primeiro semestre do ano passado houve um decréscimo de 0,3% e o Brasil fechou o ano com um volume anual menor do que o de 2014.

Já na Nova Zelândia, a multinacional Fonterra, uma das maiores companhias de laticínios do mundo, revelou que registrou prejuízo de 130 milhões de dólares no período de 2017 a 2018. O valor é bem significativa considerando que de 2016 a 2017 a empresa obteve lucro de 500 milhões de dólares.

Independente de causa, e na contramão da crise no mercado leiteiro estão as alternativas aos laticínios baseadas em vegetais, que têm ocupado cada vez mais espaço e atraído até mesmo a atenção e interesse de empresas do ramo leiteiro.

Nos Estados Unidos, além do surgimento de novas marcas não lácteas a cada ano, a Dean Foods, segunda maior companhia leiteira do país, além de fechar laticínios e romper contratos com dezenas de produtores de leite só no estado da Pensilvânia, se tornou acionista da marca de leites vegetais Good Karma, que segue em ascensão nos EUA.

Também foi em 2018 que a Marcus Dairy, um dos maiores laticínios de Connecticut anunciou o encerramento do contrato com 52 fazendas por causa da queda na demanda por leite. No estado de Wisconsin o impacto foi maior – foram fechadas 338 fazendas em menos de seis meses. Essa mesma crise estimulou o casal de pecuaristas Molly Stevens e Sean DuBois a trocar o leite pela cerveja na tradicional fazenda Carter & Stevens em Massachussetts.

A razão é muito simples. Um relatório publicado pelo The Washington Post mostrou que a população dos EUA está consumindo 37% menos leite do que nos anos 1970. Como consequência, alguns laticínios foram além e mudaram completamente de ramo nos últimos anos, como é o caso da Elmhurst, de Nova York, que fechou sua indústria de produtos lácteos em 2016, após 80 anos, para inaugurar a Elmhurst Milked, de alternativas vegetais.

No Brasil, as mudanças também estão acontecendo. Segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel, o leite UHT deixou de entrar na residência de pelo menos 611 mil famílias em 2018. E o crescente interesse por alternativas livres de lactose e não lácteas tem beneficiado quem está investindo em um mercado que prioriza ingredientes de origem vegetal. Um exemplo é a empresa mineira Vida Veg, que a cada ano tem triplicado a sua produção de leites, iogurtes, queijos, sorbets e bebidas proteicas.

O cenário não poderia ser mais auspicioso para quem trocou o leite por fontes vegetais. O mercado brasileiro de alternativas aos laticínios cresceu 51,5% em 2018, e ofertas à base de soja, arroz, aveia, coco e amêndoas lideraram uma movimentação de R$ 545 milhões, segundo a empresa global de consultoria Euromonitor International.

E quem não se adapta a esse mercado, que tem ganhado espaço no mundo todo, acaba ficando para trás. Isso tem sido observado também em países escandinavos. A Kaslink Foods, maior indústria privada de laticínios da Finlândia, com sede em Kouvola, desde o ano passado está dedicando mais atenção aos produtos à base de aveia do que aos laticínios, porque entende que há um público crescente ansiando por produtos livres de ingredientes de origem animal.

E esse mercado deve continuar surpreendendo. A previsão é de crescimento global de mais de 40% até 2023, segundo a ResearchandMarkets. Há também uma previsão de que os iogurtes à base de vegetais podem superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte, segundo relatório da Data Bridge Market Research (DBMR), que considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e o crescimento da procura e da oferta por alternativas baseadas em vegetais.