Lei prevê multa de até R$ 200 mil para maus-tratos a animais em Aparecida de Goiânia (GO)

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), sancionou o Projeto de Lei n° 3.456, que estabelece penalidades para casos de maus-tratos a animais. A medida prevê multas que variam de R$ 200 a R$ 200 mil, dependendo da gravidade do crime.

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A proposta define ainda que animais vítimas de maus-tratos sejam registrados em um cadastro e os custos do tratamento veterinário sejam de responsabilidade do agressor. As informações são do portal Mais Goiás.

De autoria do vereador Helvecino Moura (PT), a nova lei determina a perda da guarda do animal por parte do agressor e o encaminhamento para adoção. No caso de animais silvestres, a destinação será o habitat ou fundações, santuários e entidades em caso do animal não ter condições de ser solto imediatamente na natureza.

A fiscalização será feita pela Agência Municipal do Meio Ambiente do município, com a ajuda da Secretaria Municipal de Saúde, da Agência da Guarda Civil Metropolitana e de demais órgãos e entidades públicas.

O texto classifica como maus-tratos todas ações que causem transtorno físico,  mental e natural aos animais, nas quais se enquadram privá-los de água ou comida, deixá-los sem abrigo ou em local desproporcional ao porte deles, agredi-los e abandoná-los em qualquer circunstância. Além disso, consta na lei como maus-tratos obrigar os animais a realizarem trabalho superior à capacidade física deles, castigá-los de forma física ou mental, mantê-los em locais privados de higienização, explorá-los em lutas, envenená-los e estuprá-los.

As multas serão aplicadas da seguinte forma: infração leve, de R$ 200 a R$ 2 mil; infração grave, de R$ 2 mil a R$ 20 mil; e infração muito grave, de R$ 20 mil a R$ 200 mil. Para aplicá-las, a Agência Municipal irá considerar a gravidade dos fatos, os motivos da agressão e as consequências para o animal e a saúde pública, além dos antecedentes, a capacidade econômica e o porte do empreendimento ou atividade do infrator.

O agressor também terá suspensos os serviços de cunho municipal, como a suspensão de registro, licença, permissão, autorização ou alvará para qualquer finalidade, sendo impedido de realizar contratações com a administração pública em um período de três anos.

Entra em vigor lei que autoriza entrada de animais em parques em Ribeirão Preto (SP)

Uma lei que permite a entrada de animais domésticos de pequeno porte em parques públicos de Ribeirão Preto (SP) entrou em vigor. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial do município na última semana.

A prática havia sido proibida em 2016, durante o governo da ex-prefeita Dárcy Vera. Na época, um projeto de lei do vereador Rodrigo Simões (PDT), que permitia a presença de animais nos parques, foi aprovada pela Câmara, mas vetada pelo Executivo.

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A decisão da administração municipal foi alvo da Justiça, que considerou inconstitucional a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela prefeitura. No ano seguinte, um comissão especial de estudo foi criada. As informações são do portal A Cidade ON.

“Ouvimos todos os interessados, inclusive quem cuida dos parques e a população em si, e foi constatado que sim: a lei deve ser aplicada porque as pessoas são favoráveis. Como o prefeito revogou o decreto que impedia, a medida está valendo desde que se cumpra as regras”, explica Simões.

A lei determina que os animais sejam levados aos parques usando coleiras e guias dentro dos equipamentos de lazer e que os tutores se responsabilizem por recolher as fezes dos animais com sacos plásticos.

A Prefeitura de Ribeirão Preto afirmou, por meio de nota, que a entrada e permanência de animais de pequeno porte nos parques públicos municipais ficou estipulada e que são considerados de pequeno porte aqueles animais que têm peso até 10 quilos.

“É obrigatório o uso de coleiras em cães e guias nos parques públicos. Outra exigência é de que os tutores de cães deverão recolher as fezes de seus animais dos logradouros públicos. A fiscalização é realizada pelos guardas municipais”, escreveu a administração municipal.

No Brasil a lei permite deixar até metade da herança para os animais

Pafúncio herdeiro do milionário Chiquinho Scarpa | Foto: Divulgação

“Cuidarei enquanto puder” – esse é o pensamento de muita gente que tem animais de estimação. Porém, dessa forma, esses tutores se comprometem apenas com o presente e não com o futuro de seus amados companheiros. É preciso ter em mente que muitos tutores, não importa a idade, morrem antes de seus cães e gatos, e os bens acabam indo, muitas vezes, para familiares que deixam os animais à própria sorte.

Além disso, nem sempre a família tem condições de assumir os animais do falecido e, aliás, nem tem obrigação, ainda mais quando são muitos os “órfãos de quatro patas”. Por isso é importante fazer um testamento designando, conforme a lei brasileira permite, até 50% da herança a uma pessoa ou entidade de confiança que possa cuidar dos animais. Os outros 50% ficam obrigatoriamente para descendentes, salvo casos em que essas pessoas possam ser deserdadas ou excluídas da herança.

Para ajudar os tutores a garantirem um futuro mais digno para os seus animais no caso de repentina e definitiva ausência, a ANDA entrevistou três advogados:

Wanderlyn Wharton de Araújo Fernandes

Advogado Membro da Comissão de Direito Civil da Associação Brasileira de Advogados – ABA/RN. Voluntário na Associação Caicoense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente – ACAPAM

“No Brasil crescem casos em que bens lavrados em testamentos são destinados aos animais. O milionário paulista Chiquinho Scarpa, por exemplo, já declarou ter deixado altos valores ao seu cachorro Pafúncio. Somente pessoas físicas ou jurídicas podem ser herdeiras, descartando qualquer possibilidade testamentária direta ao animal. Contudo, o inciso III, do artigo 1.799, do Código Civil, possibilita a sucessão testamentária às fundações ou ONGs que lidam com animais. Os bens também podem ser deixados a uma pessoa incumbindo-a de cuidar dos animais”.

“O Código Civil limita em 50% a doação testamentária para garantir que os herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge) não fiquem desamparados após a morte do autor da herança. Na inexistência desses podem receber a herança os parentes de até 4º grau. E caso não sejam encontrados parentes nem mesmo distantes, o destino será a União”.

O advogado salienta que apenas uma minoria consegue destinar parte de seus bens aos animais por falta de conhecimento desse direito: “Precisamos de campanhas educativas que incentivem as pessoas a reconhecerem que o que foi adquirido em vida poderá ter uma destinação bem significativa a uma causa nobre e eficaz, após a sua morte”.

Chelsea e Tarka ficaram em santuário que recebeu 20 mil dólares| Foto: Divulgação

Lucas França Bressanin  – Advogado Membro da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de Presidente Prudente/SP

“A herança não pode ser deixada de forma direta para os animais porque no Brasil eles não são reconhecidos como sujeitos de direitos, mas uma pessoa pode ser nomeada para recebimento dos bens em troca de cuidar deles. O herdeiro fica sujeito a não usufruir desse patrimônio caso não cumpra as exigências estabelecidas pelo falecido”.

“O testamento precisa ser registrado em cartório para que tenha toda segurança jurídica, não sendo recomendado o testamento de gaveta, que pode trazer inúmeras discussões jurídicas e divergências sobre sua validade e conteúdo”.

“Portanto, aconselho aqueles que detém animais explanar em testamento o seu desejo ou, como no meu caso, que amo e vivo a proteção animal em meu dia a dia, deixar isso clarividente para seus familiares e amigos, o que fará com que cuidem de meus animais como se deles fossem, me dando a mais absoluta segurança que estarão com ótimos e amorosos tutores”.

O advogado salienta que são bem comuns os casos em que, por ausência de testamento, os familiares se desfazem dos animais abandonando-os e até mesmo praticando maus-tratos.

Drew Barrymore com sua herdeira Flossie | Foto: Divulgação

Antônio Delgado  – Advogado em Portugal e diretor da Miau Magazine

“Em Portugal existe um mecanismo legal que assegura o futuro de um animal de estimação após a morte do seu tutor. A lei portuguesa define, como limite, que dois terços estejam reservados para os filhos e cônjuge. Portanto, o autor da sucessão pode deixar um terço da herança a alguém sob a condição dessa pessoa se comprometer a cuidar do animal. Ela só poderá administrar esses bens (dinheiro, móveis ou imóveis) a favor do animal”.

Gatinha de Lagerfeld ficará com herança?

O tema de herança deixada para os animais reacendeu em todo o mundo com a notícia de que a gatinha Choupette teria herdado 195 milhões de dólares do estilista Karl Lagerfeld por ocasião de sua recente morte, mas não poderia ter sido designada como herdeira segundo as leis francesas.

Na França, assim como em muitos países, os bens só podem ser designados a pessoas físicas e jurídicas, parentes ou não do falecido, e o fato da Choupette ser citada como herdeira direta poderia causar o anulamento do testamento.

“Sabe-se que o estilista não tem filhos biológicos e, de família direta, apenas se conhece uma irmã e uma meia-irmã com as quais não falava há décadas. Aliás, Lagerfeld disse mesmo ao New York Times que a sua verdadeira família eram os modelos e assistentes com quem trabalhava”, comenta o advogado Antônio Delgado.

Gail Posner com Conchita, uma de suas herdeiras | Foto: Divulgação

“Assim, perante este cenário, o familiar mais próximo seria o afilhado Hudson Kroenig. Filho de Brad Kroenig, um dos modelos preferidos de Lagerfeld, Hudson tornou-se, desde muito cedo, uma companhia habitual de Lagerfeld nos desfiles, nos quais estreou com apenas 2 anos. Esse rapaz perfilava-se como um dos herdeiros do estilista”, diz Delgado. Portanto, Choupette, embora milionária, dependerá dos cuidados dos herdeiros reconhecidos pela lei francesa.

Se fosse na Alemanha, por exemplo, toda a fortuna poderia ser deixada para alguém que se incumbisse de cuidar de Choupette por toda sua vida. Foi o que fez a condessa alemã Carlotta Liebenstein, em 1991, deixando a seu pastor alemão Gunther III, 60 milhões de dólares. Ele ficou aos cuidados de dois funcionários da condessa. Gunther IV, filho do pastor da condessa, herdou do pai outra fortuna, sabiamente multiplicada pelos herdeiros humanos, e é hoje considerado o animal mais rico do mundo com 372 milhões de dólares.

Freddie Mercury, da banda Queen, destinou boa parte de sua herança a sua amiga Mary Austin em testamento e, principalmente, a mansão onde ficavam seus gatos. Outras celebridades pelo mundo afora também já manifestaram publicamente seus desejos de deixarem os animais de estimação com uma farta conta bancária. É o caso da apresentadora Oprah Winfrey que já destinou 30 milhões de dólares aos seus cães e da atriz Drew Barrymore que deixará para sua cadelinha Flossie um imóvel avaliado em US$ 3 milhões.

Gunther IV, cão mais rico do mundo | Foto: Divulgação

Vagner Ramires Bittencourt, de Suzano (SP) e amante de gatos, diz: “Creio que a lei brasileira a respeito de herança é justa perante o desejo do falecido demonstrado em testamento, desde que ele siga algumas regras para não ter sua vontade anulada por escolhas estapafúrdias. A vontade testamentada tem que estar dentro das regras da lei, pois, um testamento mal elaborado pode ser nulo conforme o entendimento do juiz”.

“O correto para não prejudicar os bichos e ter a certeza da feitura de sua vontade é registrar devidamente em cartório. Eu, por exemplo, não tenho bens e sobre o pouco que tenho já deixei minha vontade revelada a entes queridos. Já decidi quem ficará e cuidará de meus gatos. Como não envolve valores financeiros, deixo-os pelo amor que os meus escolhidos têm pelos animais”.

Sandra Bond, de Portugal, também prefere não fazer um testamento formal: “Não pretendo deixar testamento a beneficiar os meus animais. Para quem ficariam os meus bens após a morte do animal? O que pretendo é preparar a minha partida de forma a deixar os meus animais bem entregues, se os tiver, no dia em que partir, pois, infelizmente, o que mais vejo aqui em Portugal são donos que amam os seus animais, mas que quando partem as famílias não respeitam esse amor e os abandonam”.

Tommaso herdou fortuna de viúva italiana | Foto: Divulgação

Herdeiros peludos

2017

A escritora americana Ellen Frey-Wouter morreu aos 88 anos, em Nova York. Não tinha filhos e deixou parte de sua herança para Troy e Tiger, seus gatinhos de estimação por meio de duas de suas cuidadoras. Eles ficaram com US$ 300 mil da herança total de US$ 3 milhões.

2015

A cachorrinha de três anos, Mia, herdou cerca de quatro milhões de reais após a morte de Rose Ann Bolsany, aos 60. A tutora chamava Mia de “presente de Deus”.

Glenda Taylor DeLawder, dos EUA, deixou todo seu patrimônio, de 1,2 milhão de dólares, para ajudar os cães e gatos do condado de Carter, onde viveu.

Bob Wetzell determinou que seus bens fossem vendidos e o dinheiro doado para o abrigo da Animal Welfare League, no Condado de Champaign.

2011

O gato Tommaso herdou de sua tutora, uma viúva de 94 anos, 24 milhões de reais após a morte dela na Itália. Uma enfermeira foi a nomeada para herdar o montante já que gostava muito de gatos, ajudava uma instituição de felinos e havia conhecido a viúva pouco antes de sua morte.

Rose e sua herdeira canina Mia | Foto: Divulgação

2013

O advogado Brian Russell Kirchoff, EUA, não tinha familiares e deixou 800 mil dólares em testamento à ONG Marin Humane Society que resgata felinos das ruas. Seus dois gatos, Chelsea e Tarka ficaram aos cuidados de um santuário de felinos na cidade de Santa Rosa que recebeu 20 mil dólares para cuidar deles. Na época o casal de gatos já tinha 18 anos e faleceu poucos anos depois. O curioso é que o testamento, de seis páginas, foi escrito à mão e assinado por Brian como ele gostava de ser chamado, ou seja, de “pai de gatos”.

2010

A milionária Gail Posner morreu aos 67 anos deixando para seus três cães 21 milhões de reais e uma mansão em Miami. A fortuna foi designada aos funcionários garantindo-lhes volumoso salário enquanto cuidassem dos animais. Seu filho, o cineasta Bret Carr, ficou com 1,7 milhão de reais.

2007

Leona Helmsley, dona de um império imobiliário nos EUA, deserdou os dois netos e deixou 12 milhões de dólares para o cachorro Trouble. Ela designou a irmã para cuidar de seu amado cachorro e a recompensou com um “cachê” de 10 milhões para uso pessoal.

2003

A inglesa Margareth Layne, de 89 anos, deixou 160 mil dólares para seu gato Tinker, além de uma mansão avaliada em 700 mil euros. A fortuna foi passada para um casal de vizinhos que também tinha dois gatos. Todos passaram a viver na mesma casa.

Choupette, gatinha do estilista Karl Lagerfeld, em propaganda de carro | Foto: Divulgação

Atenção à lei brasileira sobre testamento:

  • O testamento só tem efeito sobre 50% da herança e nele a pessoa pode destinar essa parcela de seus bens a uma pessoa ou instituição que cuide de seus animais
  • Os outros 50% da herança serão obrigatoriamente destinados ao cônjuge e descendentes
  • Se não existirem herdeiros, metade da herança atenderá o testamento e a outra metade ficará com a União
  • Herdeiros podem ser excluídos ou deserdados. Exemplo de exclusão é o caso de Suzane Von Richtofen, acusada de matar barbaramente os pais. Já a deserdação deve constar do testamento com a apresentação dos motivos
  • Para a partilha dos bens é preciso a análise do testamento e o inventário (levantamento do patrimônio da pessoa falecida). Após a conclusão do inventário tem início a partilha de bens. Quando a partilha é amigável não é necessário recorrer ao Judiciário, sendo apenas recomendável o acompanhamento de um advogado

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

 

Agência americana retrocede em política de venda de cavalos para sacrifício

Foto: WAN/Divulgação

Foto: WAN/Divulgação

A agência governamental americana, Bureau of Land Management (BLM, na sigla em inglês), revogou uma política imprudente que permitia a venda de cavalos e burros em território americano, e que poderia resultar em mais animais sendo vendidos para serem mortos no Canadá e no México.

Em maio, a BLM emitiu novas diretrizes na surdina visando aumentar o número de cavalos selvagens e burros protegidos pelo governo federal, que poderiam ser vendidos ao mesmo tempo, com supervisão mínima.

Segundo as novas diretrizes, 25 animais poderiam ser incluídos em uma única venda, sem tempo de espera entre as transações. Os compradores que pretendiam revender os animais para matá-los teriam a possibilidade de obter animais adicionais quase que imediatamente, sem perguntas.

Vários membros do congresso americano manifestaram intensa preocupação em relação às mudanças de política feitas pela BLM, citando a falta de transparência da agência e a aparente retirada do mandato de proteção (do congresso) para cavalos e burros selvagens.

Em uma carta bipartidária, a congressista Dina Titus (democrata) e o congressista Vern Buchanan (republicano) expressaram frustração ao perceber que a nova política de vendas da BLM removeu até mesmo as “salvaguardas mínimas postas em prática para evitar que cavalos e burros selvagens fossem adquiridos por compradores (com intenção de morte), transportados através de nossas fronteiras, e vendidos para consumo humano para nações estrangeiras”.

A Animal Welfare Institute (AWI, na sigla em inglês) trabalhou em conjunto com os legisladores no congresso para tratar do problema e intimou a BLM a reverter o curso de seu novo plano infeliz. Mais de 3 mil pessoas responderam a um alerta de ação, feito pela ONG, contrário às novas diretrizes.

Sob o governo Obama, a BLM endureceu sua política de vendas depois que o público soube que a agência havia inadvertidamente vendido 1.800 cavalos selvagens a um notório comprador (para morte) do Colorado. Nesta semana, a agência voltou atrás retornando à política mais prudente, que permite que um indivíduo compre no máximo quatro cavalos de uma só vez, com um período de espera de seis meses entre as transações.

“A política irresponsável da BLM teria rapidamente direcionado os cavalos selvagens protegidos pelo governo federal para o abatedouro, repetindo alguns dos erros mais notórios do órgão”, disse Joanna Grossman, PhD, gerente do programa eqüino do Animal Welfare Institute, em um comunicado.

“Recomendamos à BLM que restabeleça as salvaguardas destinadas a impedir que os compradores (para morte) obtenham ilegalmente os estimados cavalos selvagens de nossa nação”, concluiu ela.

Los Angeles tenta acabar com a realização de rodeios na cidade

Foto: Pixabay

Em uma votação inédita, na última terça-feira (12), a Junta de Comissários de Serviços Animais aprovou por unanimidade uma moção recomendando que o prefeito Eric Garcetti e o Conselho da Cidade de Los Angeles proibissem os eventos de rodeio na cidade. As informações são da LCA.

Rodeios, montaria em touros e cordas de panturrilha, frequentemente resultam em ferimentos graves para os animais envolvidos, incluindo pescoço quebrado, membros quebrados, ligamentos rompidos e até a morte. Algumas jurisdições da Califórnia já proibiram ou restringiram rodeios, como Pasadena, Chino Hills, Laguna Woods, Irvine, São Francisco e Napa County.

Em fevereiro deste ano, a Professional Bull Riders exibiu sua exposição de crueldade contra animais no Staples Center em Los Angeles pela primeira vez.

No Brasil

A prática de rodeios tem sido cada vez mais condenada no Brasil por causar danos físicos e psíquicos nos animais.

Casos de maus-tratos e tratamento cruel de animais explorados nesses eventos já foram comprovados por testemunhos de peritos e veterinários, mas apesar das diversas ações, protestos e pedidos, os rodeios continuam acontecendo sem nenhuma restrição.

Lei prevê multa para atropelamento proposital de animais no ES

Uma lei que endurece as penas para maus-tratos e abandono de animais domésticos foi sancionada no Espírito Santo. A medida define multa que pode chegar a R$ 684 para quem atropelar animais de propósito, com agravante caso não preste socorro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Outra mudança da lei é a obrigatoriedade do uso de coleiras e guias para circular com animais domésticos em via pública, o que já era obrigatório em alguns municípios da Região Metropolitana de Vitória e que, agora, estende-se para todo o estado. O descumprimento da norma gera multa de R$ 51,30.

O médico Matheus Herkenhoff, 33, morador de Vitória, conta que só passeia com seu cachorro, de dois anos, na guia, para garantir a segurança do animal. As informações são do portal Amo Meu Pet.

“Por mais tranquilo que seja o cachorro, ele pode ter uma reação exagerada. Não dá pra ter 100% de confiança, afinal ele pode ver outro cachorro, uma fêmea no cio [por exemplo] e pode acabar atropelado,” diz.

Entre as coleiras utilizadas, está o enforcador de metal com garras. Ele, porém, passa a ser proibido pela nova lei, assim como focinheiras que atentem contra o bem-estar do animal.

O governador Renato Casagrande (PSB) fixou multa de R$ 342 para quem abandonar animais no estado. O valor é dobrado caso o animal esteja doente ou seja idoso.

Projeto de lei de proteção às baleias-franca será votado no congresso americano

Foto: Divulgação/WAN

Foto: Divulgação/WAN

A lei de proteção às baleias-franca severamente ameaçadas de extinção (SAVE, na sigla em inglês) foi apresentada ao congresso americano ontem pelos deputados Seth Moulton (Democratas) e John Rutherford (Republicanos) que mesmo de partidos diferentes uniram esforços para realizar esse projeto em conjunto.

Se aprovada, essa legislação proporcionará oportunidade de financiamento sustentável até 2029 para esforços colaborativos entre organizações não-governamentais, líderes do setor e estados, na intenção de implementar os esforços de conservação tão necessários à proteção das baleias-franca do Atlântico Norte.

Baleias da espécie franca do Atlântico Norte atravessa as águas de 14 estados na costa do Atlântico. Infelizmente, é também uma das grandes baleias mais ameaçadas de extinção do mundo. Apenas 420 baleias-franca permanecem na Terra, desse total, menos de 100 são fêmeas reprodutivamente ativas. Infelizmente, pelo menos 20 baleias francas do Atlântico Norte morreram em 2017 e 2018.

“Não temos um minuto a perder: as baleias franca do Atlântico Norte podem se extinguir durante a nossa vida ainda. A pesquisa é urgentemente necessária para entender e diminuir as ameaças que a espécie enfrenta ao longo de sua rota migratória na costa leste”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

As maiores ameaças à sobrevivência das baleias-franca são a presença de equipamentos de pesca e as colisões com navios. As baleias-franca são extremamente vulneráveis a ficarem presas nas linhas de boias verticais utilizadas nas redes-armadilhas de captura de lagostas e caranguejos. O emaranhamento pode levar a afogamento, mobilidade reduzida e, em alguns casos, uma morte longa e dolorosa por inanição.

As baleias franca também colidem com navios, causando mortes ou ferimentos graves, como traumatismos, contusões, cortes por hélices e ossos quebrados.

“Reduzir a probabilidade de choques com embarcações e embaraçamento em redes de pesca é essencial para garantir um futuro para as baleias-franca do Atlântico Norte”, disse Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute em um comunicado.

Os deputados Moulton e Rutherford foram os reponsáveis pela apresentação do projeto de lei SAVE – Right Whales que agora aguarda votação. Ao fornecer oportunidades de financiamento para esforços inovadores e colaborativos, em proteger as baleias-franca de suas maiores ameaças – enredamentos em equipamentos de pesca e colisões com embarcações – essa legislação ajudará a salvar uma das espécies mais emblemáticas e preciosas do planeta.

Nova York aprova projeto de lei que prevê refeições à base de vegetais em todos os hospitais

“Graças ao membro da Assembleia do Estado de Nova York, Richard N. Gottfried,  Nova York está a um passo de garantir que os pacientes do hospital tenham acesso a refeições que os ajudarão a combater doenças cardíacas, diabetes e obesidade”, disse Susan Levin, diretora de educação nutricional do Physicians Committee.

Benefícios financeiros

O St. Joseph Health System em Sonoma County, Califórnia, onde uma lei semelhante foi aprovada no ano passado, disse: “As entradas vegetarianas custam cerca de 50% menos do que as entradas de carne”. As informações são do Plant Based News.

Projeto piloto

Ano passado, a NYC Health + Hospitals em Bellevue, Nova York criou um programa com dietas baseada em vegetais que está usado para melhorar e, em alguns casos, reverter condições de doenças como alterações cardíacas, diabetes, obesidade, colesterol alto e pressão alta.

Dr. Neal Barnard é o fundador do Centro Médico Barnard e enfatizou a melhoria da saúde do paciente através da prevenção e nutrição baseada em plantas.

“Este Programa de Medicina Baseado em Vegetais é apenas a receita que os pacientes de Nova York precisam para ajudar a prevenir e reverter doenças cardíacas e diabetes”, disse ele.

O projeto piloto de 400 mil dólares (cerca de 1,5 milhão de reais), financiado pela NYC Health + Hospitals, foi oferecido a pelo menos 100 pacientes de todos os cinco distritos da cidade.

A pet shop Animal Kingdom é processada por burlar a lei que proíbe venda de cães criados comercialmente

A legislação da Califórnia não permite comércio de cães provenientes de criadores | Foto: WAN / Reprodução

A legislação da Califórnia não permite comércio de cães provenientes de criadores | Foto: WAN / Reprodução

O Animal Legal Defense Fund (Fundo de Defesa Animal, na tradução livre) entrou com uma ação contra a pet shop Animal Kingdom alegando que os grupos de resgate de animais “Bark Adoptions” e “Rescue Pets Iowa”, seriam parte de um esquema escuso de lavagem de filhotes para burlar a lei da Califórnia que proíbe a venda de cães de criadores comerciais, uma operação cruel comumente chamada de “fábricas de filhotes”.

A lei, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2019, exige que as lojas de animais só obtenham animais de órgãos públicos de controle de animais, abrigos ou resgates de grupos com registro federal, ou seja, grupos que não obtenham animais de criadores ou intermediadores por comissionamento.

Apesar da proibição, o Animal Kingdom continuou a vender filhotes de raça de 8 semanas de idade por mais de 2.000 dólares em 2019. A loja identifica a origem desses filhotes como proveniente da Bark Adoptions, um grupo recém-formado – que foi incorporado em novembro de 2018 e entrou com seu pedido de registro como organização sem fins lucrativos em 18 de janeiro de 2019. De acordo com o site da Receita Federal, a Bark Adoções não é uma organização sem fins lucrativos registrada federalmente como requer a lei.

O processo movido pelo Animal Legal Defense Fund, cuja entrada foi dada em nome de duas ONGS, a Bailing Out Benji e uma corporação para a prevenção de crueldade contra animais, alega que a Animal Kingdom está burlando a lei e enganando os consumidores usando a Bark Adoptions como um intermediário para “lavar” cachorros comercialmente criados para lucro e rotulá-los como animais provindos de “resgates”. A ação alega que a Bark Adoptions obtém filhotes da Rescue Pets Iowa com sede em Ottumwa, Iowa.

“Moinhos de filhotes são cruéis e veem os animais como cultivo de dinheiro, produtos apenas – esses lugares mantem cadelas engravidando e dando à luz constantemente, independentemente de sua saúde ou necessidades veterinárias”, disse o diretor executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells. “Leis de combate a venda de cachorros como a da Califórnia foram criadas para combater as fábricas de filhotes e suas práticas deploráveis. Tentativas de contornar essas leis não serão impugnadas”

A Califórnia foi o primeiro estado a aprovar uma proibição de venda de animais domésticos em 2017, com Maryland fazendo o mesmo em seguida, já em 2018. Muitas cidades grandes instituíram leis semelhantes, incluindo Chicago e Filadélfia.

Lembrando que aqui no Brasil a Petz, maior rede de pet shops do país, anunciou em fevereiro deste ano que as 82 lojas da rede não venderão mais filhotes de cães e gatos.

A atitude foi tomada após o fechamento do canil Céu Azul, em Piedade (SP), que explorava animais e os vendia para serem comercializados em pet shops, incluindo a Petz e sua concorrente, a Petland.

Animais são vidas, seres sencientes, capazes de amar e sofrer e não produtos para serem comercializados.

Governo da Malásia adota postura rígida contra o tráfico de animais selvagens nas mídias sociais

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

O governo do Sabá na Malásia têm encarado com seriedade e preocupação o tráfico ilegal da vida selvagem, incluindo a venda de carnes exóticas, que tem ocorrido por meio das mídias sociais.

O ministro assistente do departamento de turismo, cultura e meio ambiente de Sabá, Assaffal P. Alian, disse que para tratar da questão, o departamento da vida selvagem de Sabá adotará uma postura agressiva e vai impor ação direta e penalidades apropriadas para coibir ações desse tipo e indivíduos considerados culpados por estarem envolvidos em tais atividades.

“Fortalecer as leis, impor penalidades duras, são nossas metas para que os criminosos não tenham escolha e acima de tudo fazer com que a lei seja aplicada com firmeza a esses infratores”, disse ele quando foi recebida por repórteres depois de oficializar o Departamento de Estado da Vida Selvagem.

Assaffal estava representando a vice-ministra-chefe do departamento de turismo, cultura e meio ambiente, Datuk Christina Liew.

Segundo Assaffal, o governo ainda não tem como impedir transações on-line relacionadas à vida selvagem, mas admite a necessidade de procurar aconselhamento, leis específicas e regulamentos regionais que devem ser impostos e seguidos.